segunda-feira, 24 de março de 2008

Capacho

Blogueiro da Veja se esforça para defender factóide da revista

Reinaldo Azevedo, além de reacionário, é o que popularmente se chama de capacho. Aquele tipo de sujeito que faz tudo o que seu mestre mandar, sem questionamentos.

Na edição desta semana, a Veja noticiou que o Governo Federal, através da Casa Civil, preparou um dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da sua esposa, Ruth Cardoso, para chantagear a oposição na CPMI dos Cartões Corporativos.

A Casa Civil divulgou nota negando a existência do dossiê que a Veja disse que existe. Na nota, a Casa Civil diz que "o que a revista apresenta são fragmentos extraídos de uma base de dados do sistema informatizado de acompanhamento do suprimento de fundos (Suprim)".

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse em entrevista coletiva que a Casa Civil está realizando um levantamento de dados públicos que podem vir a ser solicitados pela CPMI dos Cartões Corporativos.

Ainda segundo o ministro, esse levantamento foi solicitado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Então foi assim: a revista se utilizou de dados públicos disponíveis no sistema e disse que se tratava de um dossiê criminoso montado pela Casa Civil.

Mas Reinaldo Azevedo não arreda o pé e afirma que o dossiê existe e que a Veja não fez nada além de noticiar a sua existência. Parece menino teimoso quando é pego na mentira. É a faca entrando e ele não admite que mentiu.

Para defender a revista, ele faz uma verdadeira patinação argumentativa. Em tom pretensamente professoral, convida o leitor, em seu blog no site da revista, a "pensar".

Disse que o levantamento de dados públicos, que o ministro Tarso Genro afirmou que a Casa Civil está fazendo, a pedido do TCU, "é um dossiê".

Pois que seja. Pode chamar de dossiê, levantamento ou qualquer outro nome. Isso é o que menos importa.

O que se deve distinguir é que há uma enorme diferença entre um dossiê com dados públicos e um dossiê criminoso, com dados que deveriam ser sigilosos.

A intenção da Veja e de Reinaldo Azevedo é confundir tudo e fazer crer que as duas coisas são, na verdade, uma só. É a fórmula do "testando hipóteses".

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