Retornei hoje à Natal. Havia viajado para Alexandria, terra onde nasci, para passar os festejos de final de ano com minha família.
Meu pai fez questão de organizar um jantar lá em casa na noite do reveillon para reunir os amigos e comemorar minha formatura.
Eu sou uma pouco avesso a essas comemorações, porque fico meio sem jeito. Não tenho o talento que se requer de um bom sicerone - nem sei fingir o suficiente.
Mas o rega-bofe até que foi bom. Alguns amigos que não via há algum tempo apareceram, enquanto outros ignoraram solenemente meu convite.
Rodinha de conversa política, com ex-prefeitos, vereadores e observadores que, mesmo não entendendo nada, adoram dar um pitaco. A prosa era sobre as eleições deste ano para prefeito.
Perto da meia-noite, fui à Igreja Presbiteriana, onde sempre passo as viradas de ano.
Nas outras vezes que fui à Alexandria, a falta do que fazer e o calor insuportável sempre me faziam querer voltar o mais rápido possível pra Natal. Mas dessa vez foi diferente. Não queria voltar tão cedo.
E não é que tenha acontecido algo diferente. Tudo está absolutamente do mesmo jeito por lá. Os dias são absolutamente iguais. Às vezes se tem a sensação de que lá o tempo esqueceu de passar. Mas acho que era precisamente disso que eu estava necessitando. Dar uma parada em tudo. Não ter problemas pra administrar. Pelo menos por alguns dias, imaginar que há sim um abrigo contra o mal.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Governo diz que aplica mais em reforma agrária, apesar de desapropriar menos
De Morillo Carvalho para a Agência Brasil:
O governo federal desapropriou 204,5 mil hectares de terras ao longo de 2007. Em comparação com o ano anterior, quando foram desapropriados 538,6 mil hectares, a queda foi de 62%.
Entretanto, o governo afirma que o investimento na redistribuição de terras aumentou. Durante o ano passado, foram destinados à reforma agrária cerca de R$ 4 bilhões - o maior valor registrado nos últimos 10 anos, garante o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel.
Cassel afirmou que não é possível avaliar a situação da reforma agrária no país usando apenas o número de desapropriações feitas pelo governo, já que outros mecanismos - como a compra de terras, retomada de terras públicas e resolução de conflitos judiciais - também são utilizados para redistribuição de áreas para comunidades.
“Foi o ano [2007] em que o governo mais investiu em compra de terras, por exemplo. Foram destinados cerca de R$ 1,4 bilhão para a aquisição de áreas que serão usadas para a reforma agrária”, afirmou.
Dados preliminares do ministério apontam para R$ 988 milhões destinados ao crédito para famílias assentadas e R$ 241 milhões para obras de infra-estrutura nessas áreas.
“Diminuímos a meta sobre o número de famílias que seriam assentadas para aumentarmos os investimentos nos assentamentos já existentes”, completou o ministro.
Cassel reconheceu, no entanto, que, mesmo com o objetivo de beneficiar menos famílias, a meta de 2007 não foi alcançada. “Ainda não temos o número absoluto, mas não fechamos o número de assentados. A meta era assentar 100 mil famílias, mas conseguimos cerca de 70 mil”, admitiu.
Os índices de produtividade (avaliação feita por técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra - de áreas passíveis de desapropriação) que continuam desatualizados – são de 1975 – são o principal problema, segundo o ministro, para o baixo número de desapropriações e o não-atingimento da meta de assentamentos.
Em novembro do ano passado, Cassel admitiu que os estudos para atualizar os índices de produtividade já estavam concluídos e seriam formatados em uma portaria interministerial (do MDA com o Ministério da Agricultura), mas que ela não foi publicada porque o governo aguardava um momento político adequado para fazê-lo.
A falta da revisão destes índices, de acordo com o ministro, traz duas consequências: estimula a improdutividade e impossibilita a obtenção de novas áreas para a reforma agrária. Questionado se este seria o melhor momento para atualização dos índices de produtividade, Cassel admitiu que sim.
“Este é um bom momento de fazer a atualização dos índices de produtividade. Especialmente porque essa atualização não atrapalha ninguém. Não conheço ninguém que defenda a improdutividade”, afirmou.
Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o ano de 2007 foi marcado pela ausência de medidas efetivas para reforma agrária. A entidade afirma que 2007 foi um "ano perdido" por causa da falta de ações do governo e também por causa da greve do Incra, no primeiro semestre, o que atrasou o andamento de diversas iniciativas.
O governo federal desapropriou 204,5 mil hectares de terras ao longo de 2007. Em comparação com o ano anterior, quando foram desapropriados 538,6 mil hectares, a queda foi de 62%.
Entretanto, o governo afirma que o investimento na redistribuição de terras aumentou. Durante o ano passado, foram destinados à reforma agrária cerca de R$ 4 bilhões - o maior valor registrado nos últimos 10 anos, garante o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel.
Cassel afirmou que não é possível avaliar a situação da reforma agrária no país usando apenas o número de desapropriações feitas pelo governo, já que outros mecanismos - como a compra de terras, retomada de terras públicas e resolução de conflitos judiciais - também são utilizados para redistribuição de áreas para comunidades.
“Foi o ano [2007] em que o governo mais investiu em compra de terras, por exemplo. Foram destinados cerca de R$ 1,4 bilhão para a aquisição de áreas que serão usadas para a reforma agrária”, afirmou.
Dados preliminares do ministério apontam para R$ 988 milhões destinados ao crédito para famílias assentadas e R$ 241 milhões para obras de infra-estrutura nessas áreas.
“Diminuímos a meta sobre o número de famílias que seriam assentadas para aumentarmos os investimentos nos assentamentos já existentes”, completou o ministro.
Cassel reconheceu, no entanto, que, mesmo com o objetivo de beneficiar menos famílias, a meta de 2007 não foi alcançada. “Ainda não temos o número absoluto, mas não fechamos o número de assentados. A meta era assentar 100 mil famílias, mas conseguimos cerca de 70 mil”, admitiu.
Os índices de produtividade (avaliação feita por técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra - de áreas passíveis de desapropriação) que continuam desatualizados – são de 1975 – são o principal problema, segundo o ministro, para o baixo número de desapropriações e o não-atingimento da meta de assentamentos.
Em novembro do ano passado, Cassel admitiu que os estudos para atualizar os índices de produtividade já estavam concluídos e seriam formatados em uma portaria interministerial (do MDA com o Ministério da Agricultura), mas que ela não foi publicada porque o governo aguardava um momento político adequado para fazê-lo.
A falta da revisão destes índices, de acordo com o ministro, traz duas consequências: estimula a improdutividade e impossibilita a obtenção de novas áreas para a reforma agrária. Questionado se este seria o melhor momento para atualização dos índices de produtividade, Cassel admitiu que sim.
“Este é um bom momento de fazer a atualização dos índices de produtividade. Especialmente porque essa atualização não atrapalha ninguém. Não conheço ninguém que defenda a improdutividade”, afirmou.
Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o ano de 2007 foi marcado pela ausência de medidas efetivas para reforma agrária. A entidade afirma que 2007 foi um "ano perdido" por causa da falta de ações do governo e também por causa da greve do Incra, no primeiro semestre, o que atrasou o andamento de diversas iniciativas.
No governo FHC, tucanos defendiam aumento do IOF
Paulo Henrique Amorim resgatou um artigo do senador Arthur Virgilio (PSDB-AM), aquele nervosinho que certa vez ameaçou dar uma surra no presidente Lula, publicado na Folha de São Paulo de 18 de abril de 2002, no qual o tucano defende o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compensar a perda da CPMF, posteriormente reestabelecida pelo Congresso Nacional.
No artigo, Virgílio disse que a perda da CPMF abria um "buraco inaceitável nas contas públicas brasileiras."
Para o senador, naquela época, a CPMF fazia muita falta e " vácuo aberto pela frustração parcial de arrecadação" do imposto justificava o aumento do IOF, garantindo a manutenção do equilíbrio fiscal, conforme exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Virgílio disse mais: "Com o governo Fernando Henrique, ajuste fiscal é pré-requisito, é coisa básica e é para valer."
No final do artigo, o senador nos ensina que governar não é "torcer a verdade e tentar iludir a sociedade, nem mesmo nessa época nervosa de disputas eleitorais."
Arthur Virgilio é a personificação exata da hipocrisia política brasileira - perde apenas para José Agripino, líder dos "demos" no Senado.
O artigo do tucano deveria ser lido em plenário por algum senador da base governista. Adoraria vê-lo desdizer o que escreveu no passado. Certamente, alegaria que a conjuntura da época era outra e diria, como seu guru FHC: "esqueçam o que escrevi".
No artigo, Virgílio disse que a perda da CPMF abria um "buraco inaceitável nas contas públicas brasileiras."
Para o senador, naquela época, a CPMF fazia muita falta e " vácuo aberto pela frustração parcial de arrecadação" do imposto justificava o aumento do IOF, garantindo a manutenção do equilíbrio fiscal, conforme exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Virgílio disse mais: "Com o governo Fernando Henrique, ajuste fiscal é pré-requisito, é coisa básica e é para valer."
No final do artigo, o senador nos ensina que governar não é "torcer a verdade e tentar iludir a sociedade, nem mesmo nessa época nervosa de disputas eleitorais."
Arthur Virgilio é a personificação exata da hipocrisia política brasileira - perde apenas para José Agripino, líder dos "demos" no Senado.
O artigo do tucano deveria ser lido em plenário por algum senador da base governista. Adoraria vê-lo desdizer o que escreveu no passado. Certamente, alegaria que a conjuntura da época era outra e diria, como seu guru FHC: "esqueçam o que escrevi".
Águas do São Francisco só chegam ao RN depois de 2010
O Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, disse, em entrevista a Paulo Henrique Amorim, que a transposição do Rio São Francisco será "irreversível". De acordo com o ministro, até 2010 o Eixo Leste da transposição, que leva água para a Paraíba, estará concluído.
O Eixo Norte, que trará água ao Rio Grande do Norte, ficará para depois. Mas o ministro garantiu que a obra não será abandonada, mesmo após o fim do mandato do presidente Lula. "(Vamos) dar mais celeridade para podermos inaugurar o Eixo Leste, que é o que leva água para a Paraíba, ainda no Governo do Presidente Lula e procuramos deixar o Eixo Norte avançada a obra de tal forma que torne algo irreversível e obrigatória de ser concluída por qualquer que seja o Presidente da República", disse ele a PHA.
O Eixo Leste vai retirar 10 m³/segundo de água do Rio São Francisco. Já o Eixo Norte vai retirar 16,4 m³/segundo de água do São Francisco. Esse total representa 1,4% da vazão total do Rio São Francisco.
O Eixo Norte, que trará água ao Rio Grande do Norte, ficará para depois. Mas o ministro garantiu que a obra não será abandonada, mesmo após o fim do mandato do presidente Lula. "(Vamos) dar mais celeridade para podermos inaugurar o Eixo Leste, que é o que leva água para a Paraíba, ainda no Governo do Presidente Lula e procuramos deixar o Eixo Norte avançada a obra de tal forma que torne algo irreversível e obrigatória de ser concluída por qualquer que seja o Presidente da República", disse ele a PHA.
O Eixo Leste vai retirar 10 m³/segundo de água do Rio São Francisco. Já o Eixo Norte vai retirar 16,4 m³/segundo de água do São Francisco. Esse total representa 1,4% da vazão total do Rio São Francisco.
Pesquisas erram feio e Hillary vence em New Hampshire
Está ficando cada vez mais difícil acreditar em pesquisa de opinião e intenção de voto. Quando todas as pesquisas davam como certa a vitória de Barack Obama sobre Hillary Clinton em New Hampshire, a senadora e ex-primeira-dama ressurge das cinzas e vence as primárias democratas por 39% a 37%.
As primárias foram realizadas ontem (terça-feira, dia 8) e o resultado foi conhecido na madrugada desta quarta-feira. Em terceiro lugar ficou John Edwards, com 17%.
Entre os republicanos, não houve surpresas. O vencedor foi John McCain, com 37% dos votos. Mitt Romney ficou em segundo, com 32%. O ex-governador Mike Huckabee, vencedor em Iowa, ficou na terceira colocação, com 11% dos votos apurados.
A vitória de Hillary em New Hampshire coloca em xeque a credibilidade das pesquisas.
No Brasil, o histórico de manipulação de pesquisas é longo e bastante conhecido.
Ninguém imaginava que nos Estados Unidos pudesse acontecer a mesma coisa.
Qualquer pesquisa sobre as eleições americanas, de agora em diante, será vista com desconfiança.
No Brasil, pesquisas eleitorais são encaradas e noticiadas como previsões determinísticas de caráter irrevogável.
Prova disso são as pesquisas para as eleições presidenciais de 2010, que, como lembra Paulo Henrique Amorim em seu "Conversa Afiada", com três anos de antecedência dão como certa a eleição de José Serra.
Nem é preciso ir muito longe. Em Natal, as pesquisas já decidiram quem vai governar a cidade a partir do ano que vem.
As primárias foram realizadas ontem (terça-feira, dia 8) e o resultado foi conhecido na madrugada desta quarta-feira. Em terceiro lugar ficou John Edwards, com 17%.
Entre os republicanos, não houve surpresas. O vencedor foi John McCain, com 37% dos votos. Mitt Romney ficou em segundo, com 32%. O ex-governador Mike Huckabee, vencedor em Iowa, ficou na terceira colocação, com 11% dos votos apurados.
A vitória de Hillary em New Hampshire coloca em xeque a credibilidade das pesquisas.
No Brasil, o histórico de manipulação de pesquisas é longo e bastante conhecido.
Ninguém imaginava que nos Estados Unidos pudesse acontecer a mesma coisa.
Qualquer pesquisa sobre as eleições americanas, de agora em diante, será vista com desconfiança.
No Brasil, pesquisas eleitorais são encaradas e noticiadas como previsões determinísticas de caráter irrevogável.
Prova disso são as pesquisas para as eleições presidenciais de 2010, que, como lembra Paulo Henrique Amorim em seu "Conversa Afiada", com três anos de antecedência dão como certa a eleição de José Serra.
Nem é preciso ir muito longe. Em Natal, as pesquisas já decidiram quem vai governar a cidade a partir do ano que vem.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Os "demos" defendem os bancos
O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (PT), acusou o DEM, partido do senador potiguar José Agripino, de defender o interesse dos bancos.
"O argumento de que as alíquotas serão diferentes faz cair a máscara da oposição. Para derrubar a CPMF eles argumentaram que estavam lutando pelos mais pobres e agora querem que os bancos paguem o mesmo que a pessoa física?", disse o deputado petista à Folha de São Paulo.
O DEM entrou no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ação para tentar barrar o aumento de impostos promovido pelo governo federal para compensar as perdas com o fim da CPMF.
"O argumento de que as alíquotas serão diferentes faz cair a máscara da oposição. Para derrubar a CPMF eles argumentaram que estavam lutando pelos mais pobres e agora querem que os bancos paguem o mesmo que a pessoa física?", disse o deputado petista à Folha de São Paulo.
O DEM entrou no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ação para tentar barrar o aumento de impostos promovido pelo governo federal para compensar as perdas com o fim da CPMF.
Garibaldi desiste de gaiatice
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), voltou atrás e não vai mais convocar a Comissão Representativa do Congresso Nacional, como cogitara antes. Segundo o portal de notícas "Terra", Garibaldi se baseou no aprecer da assessoria jurídica do Senado para negar a convocação da Comissão Representativa.
O pedido para convocar a comissão foi feito pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). Eles queriam que a comissão se reunisse durante o recesso para sustar o aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O pedido para convocar a comissão foi feito pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). Eles queriam que a comissão se reunisse durante o recesso para sustar o aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Garibaldi bota as asasinhas de fora
Bastou ser eleito presidente do Senado para Garibaldi Alves Filho começar a botar as asasinhas de fora.
Primeiro ele disse que poderia convocar a comissão representativa do Congresso para votar um um projeto de decreto legislativo do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que suspende os efeitos da instrução normativa que obriga as instituições financeiras a repassar a cada semestre à Receita Federal dados sobre as operações de pessoas físicas. A informação é da Folha Online.
Ainda segundo a Folha Online, a tal comissão, formada por deputados e senadores, também poderá analisar outro projeto, que será protocolado hoje pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) na Mesa Diretora do Senado, para anular as medidas anunciadas pelo governo para compensar a perda de arrecadação provocada pela extinção da CPMF.
Garibladi também fez coro às críticas da oposição e disse que o governo quebrou o acordo que havia firmado para não aumentar os impostos.
Para Garibaldi, "faltou diálogo" do governo com a oposição.
Engraçado é que quando Garibaldi chegou à Presidência do Senado, ele mesmo disse que não daria trabalho ao governo.
É mesmo um gaiato esse Garibaldi.
Primeiro ele disse que poderia convocar a comissão representativa do Congresso para votar um um projeto de decreto legislativo do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que suspende os efeitos da instrução normativa que obriga as instituições financeiras a repassar a cada semestre à Receita Federal dados sobre as operações de pessoas físicas. A informação é da Folha Online.
Ainda segundo a Folha Online, a tal comissão, formada por deputados e senadores, também poderá analisar outro projeto, que será protocolado hoje pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) na Mesa Diretora do Senado, para anular as medidas anunciadas pelo governo para compensar a perda de arrecadação provocada pela extinção da CPMF.
Garibladi também fez coro às críticas da oposição e disse que o governo quebrou o acordo que havia firmado para não aumentar os impostos.
Para Garibaldi, "faltou diálogo" do governo com a oposição.
Engraçado é que quando Garibaldi chegou à Presidência do Senado, ele mesmo disse que não daria trabalho ao governo.
É mesmo um gaiato esse Garibaldi.
Cadê Thaisa Galvão?
Galerinha, o que está acontecendo com o Blog da Thaisa Galvão, a maior especialista em fofolítica do Rio Grande do Norte?
Faz dias que tento acessar, mas o site está fora do ar.
Vai ver que o problema é aqui no meu pc e eu não tô sabendo.
Alguém aí tá conseguindo acessar o blog da moça?
Faz dias que tento acessar, mas o site está fora do ar.
Vai ver que o problema é aqui no meu pc e eu não tô sabendo.
Alguém aí tá conseguindo acessar o blog da moça?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
O Mapa da Droga
RN está na rota internacional do tráfico de drogas, segundo "Diário de Natal"
Matéria principal da edição de ontem do Diário de Natal/O Poti, assinada pela repórter Karine Brito, sustenta que a quantidade de droga apreendida no Rio Grande do Norte coloca o Estado no mapa da rota internacional do tráfico de drogas. Karine diz basear-se em estatísticas fornecidas pelas Polícias Civil, Federal e Rodoviária.
De acordo com o levantamento feito pela repórter do DN, em 2006 foram apreendidos 74,5kg de maconha durante operações padrão realizadas nas estradas. Até meados de dezembro de 2007, esse número passou para 374,5kg, o que representa um aumento de 402,7% de um ano para outro. A reportagem, porém, não faz um comparativo da quantidade de drogas apreendida aqui no RN com as apreensões realizadas em outros Estados.
Karine explicou o aumento da droga apreendida com uma pérola jornalística: "E o pior, esse número tem crescido a cada ano, pois quanto mais se procura mais se acha. O que parece óbvio, mas não deveria ser, afinal, o objetivo é exterminar o tráfico de drogas."
Karine deveria ganhar o prêmio Pulitzer pela brilhante reportagem. É uma pena que a honraria seja concedida apenas a jornalistas americanos.
Matéria principal da edição de ontem do Diário de Natal/O Poti, assinada pela repórter Karine Brito, sustenta que a quantidade de droga apreendida no Rio Grande do Norte coloca o Estado no mapa da rota internacional do tráfico de drogas. Karine diz basear-se em estatísticas fornecidas pelas Polícias Civil, Federal e Rodoviária.
De acordo com o levantamento feito pela repórter do DN, em 2006 foram apreendidos 74,5kg de maconha durante operações padrão realizadas nas estradas. Até meados de dezembro de 2007, esse número passou para 374,5kg, o que representa um aumento de 402,7% de um ano para outro. A reportagem, porém, não faz um comparativo da quantidade de drogas apreendida aqui no RN com as apreensões realizadas em outros Estados.
Karine explicou o aumento da droga apreendida com uma pérola jornalística: "E o pior, esse número tem crescido a cada ano, pois quanto mais se procura mais se acha. O que parece óbvio, mas não deveria ser, afinal, o objetivo é exterminar o tráfico de drogas."
Karine deveria ganhar o prêmio Pulitzer pela brilhante reportagem. É uma pena que a honraria seja concedida apenas a jornalistas americanos.
A Folha estraga meus planos
Logo no primeiro dia do ano postei aqui minha listinha para 2008.
A Folha de São Paulo estragou meus planos com a matéria "10 não-resoluções de Ano Novo", na edição de ontem (dia 6).
Adriana Küchler, que assina a matéria, disse que esse tipo de listinha não funciona. "Resoluções de virada de ano que começam como um lindo passo em direção a uma vida melhor geralmente terminam como o vergonhoso primeiro fracasso do ano."
Ela sugere que o melhor é trocar as resoluções e promessas por planejamento e estratégia. "Antes de realizar, ops, planejar suas resoluções, reavalie a sua lista e considere os conselhos do psicólogo americano Robert R. Butterworth: faça apenas uma promessa, que seja realista e não fantasiosa, não conte para ninguém e, se falhar, não desista."
Entre os itens mais freqüentes das listas de ano novo que a reportagem "desmontou", três constam da minha lista particular: entrar na academia, ler mais e acordar cedo.
Confira as dicas da Folha para cada um destes itens:
1. Entrar na academia
Faça a coisa certa:
Escolha sem pressa
Experimente aulas de diferentes atividade físicas
Encontre companhia
Você vai acabar desistindo se...
Sentir vergonha do seu corpo
Usar a falta de tempo como desculpa esfarrapada
Não malhar com o pretexto de que a academia é muito cara
Se jogar na rotina de exercícios como se fosse experiente
2. Ler mais
Olhe bem para aquela gigantesca pilha de livros na mesinha de cabeceira e tome vergonha na cara. Há quanto tempo ela está ali mofando, sem que um livro seja terminado?
Faça a coisa certa:
Encontrar um livro que de fato lhe agrade
Compre antologias para ter mostras de vários escritores
Usar bolsas que permitam carregar livros
Você vai acabar desistindo se...
Comprar um livro porque ele está na lista dos mais vendidos
Não gostar de ficar só
3. Acordar cedo
Para acordar cedo é preciso dormir cedo. Ponto. Seu despertador agradece se você entender essa regra e parar de estapeá-lo toda manhã em troca de "só mais dez minutinhos".
Faça a coisa certa:
Sair da cama no minuto em que o despertador tocar
Se expor menos à luz à noite
Dormir com a janela aberta
Evite café, internet e exercícios 4 horas antes de dormir
Você vai acabar desistindo se...
Não dormir o suficiente
Lutar contra o despertador se você tem distúrbios do sono
A Folha de São Paulo estragou meus planos com a matéria "10 não-resoluções de Ano Novo", na edição de ontem (dia 6).
Adriana Küchler, que assina a matéria, disse que esse tipo de listinha não funciona. "Resoluções de virada de ano que começam como um lindo passo em direção a uma vida melhor geralmente terminam como o vergonhoso primeiro fracasso do ano."
Ela sugere que o melhor é trocar as resoluções e promessas por planejamento e estratégia. "Antes de realizar, ops, planejar suas resoluções, reavalie a sua lista e considere os conselhos do psicólogo americano Robert R. Butterworth: faça apenas uma promessa, que seja realista e não fantasiosa, não conte para ninguém e, se falhar, não desista."
Entre os itens mais freqüentes das listas de ano novo que a reportagem "desmontou", três constam da minha lista particular: entrar na academia, ler mais e acordar cedo.
Confira as dicas da Folha para cada um destes itens:
1. Entrar na academia
Faça a coisa certa:
Escolha sem pressa
Experimente aulas de diferentes atividade físicas
Encontre companhia
Você vai acabar desistindo se...
Sentir vergonha do seu corpo
Usar a falta de tempo como desculpa esfarrapada
Não malhar com o pretexto de que a academia é muito cara
Se jogar na rotina de exercícios como se fosse experiente
2. Ler mais
Olhe bem para aquela gigantesca pilha de livros na mesinha de cabeceira e tome vergonha na cara. Há quanto tempo ela está ali mofando, sem que um livro seja terminado?
Faça a coisa certa:
Encontrar um livro que de fato lhe agrade
Compre antologias para ter mostras de vários escritores
Usar bolsas que permitam carregar livros
Você vai acabar desistindo se...
Comprar um livro porque ele está na lista dos mais vendidos
Não gostar de ficar só
3. Acordar cedo
Para acordar cedo é preciso dormir cedo. Ponto. Seu despertador agradece se você entender essa regra e parar de estapeá-lo toda manhã em troca de "só mais dez minutinhos".
Faça a coisa certa:
Sair da cama no minuto em que o despertador tocar
Se expor menos à luz à noite
Dormir com a janela aberta
Evite café, internet e exercícios 4 horas antes de dormir
Você vai acabar desistindo se...
Não dormir o suficiente
Lutar contra o despertador se você tem distúrbios do sono
Barack Obama deverá vencer Hillary Clinton em New Hampshire
Pesquisas apontam vantagem de mais de 10% para senador democrata sobre ex-primeira-dama
Do "Último Segundo" do IG:
O senador por Illinois Barack Obama abriu vantagem sobre a senadora e ex-primeira dama, Hillary Rodham Clinton, na preferência do eleitorado de New Hampshire para a nomeação do partido Democrata para a candidatura à presidência dos Estados Unidos, segundo duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira. As primárias neste estado acontecem na próxima terça-feira (08/01).
Hillary mantinha uma vantagem confortável em New Hampshire, onde conta com um forte aparato de campanha e com a popularidade de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton. A popularidade de Obama, de acordo com os levantamentos, subiu após a vitória do senador no caucus de Iowa, na última sexta-feira.
A pesquisa USA Today/Gallup indica que ele abriu uma vantagem de 13% sobre Hillary em New Hampshire, com 41% contra 28 por cento da ex-primeira-dama. O ex-senador John Edwards aparece com 19% das preferências.
Uma enquete WMUR/CNN mostra Obama com 39% e a senadora, com 29%.
Do "Último Segundo" do IG:
O senador por Illinois Barack Obama abriu vantagem sobre a senadora e ex-primeira dama, Hillary Rodham Clinton, na preferência do eleitorado de New Hampshire para a nomeação do partido Democrata para a candidatura à presidência dos Estados Unidos, segundo duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira. As primárias neste estado acontecem na próxima terça-feira (08/01).
Hillary mantinha uma vantagem confortável em New Hampshire, onde conta com um forte aparato de campanha e com a popularidade de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton. A popularidade de Obama, de acordo com os levantamentos, subiu após a vitória do senador no caucus de Iowa, na última sexta-feira.
A pesquisa USA Today/Gallup indica que ele abriu uma vantagem de 13% sobre Hillary em New Hampshire, com 41% contra 28 por cento da ex-primeira-dama. O ex-senador John Edwards aparece com 19% das preferências.
Uma enquete WMUR/CNN mostra Obama com 39% e a senadora, com 29%.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Eleições nos EUA
Hillary Clinton vai usar medo contra Barack Obama
Em 2002, no segundo turno das eleições presidenciais, antevendo sua iminente derrota, José Serra, então candidato tucano, pregava a tática do medo numa tentativa desesperada de virar o jogo e conseguir vencer o então candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. Até a atriz Regina Duarte foi para a TV dizer que tinha medo do Lula. O resultado dessa história nós conhecemos. Lula foi eleito presidente sob o lema "a esperança venceu o medo".
Mais tarde, em 2006, foi a vez de Lula usar o medo na sua campanha de reeleição contra seu então opositor, novamente um tucano, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O lema da campanha lulista foi "não troco o certo pelo duvidoso". Desta vez, o truque do medo funcionou e Lula foi reeleito presidente.
Em 2008, os Estados Unidos vão escolher seu novo presidente, após oito longos anos do comando nefasto de George W. Bush na Casa Branca. Estas eleições americanas têm um significado ainda mais importante, dado o seu caráter de ineditismo sob alguns aspectos, além das questões políticas e econômicas. Pela primeira vez, a nação mais poderosa do mundo poderá ser governada por uma mulher ou por um negro.
A ex-primeira-dama e senadora Hillary Clinton e o também senador Barack Obama disputam a indicação do Partido Democrata para concorrer à Presidência dos EUA. No sistema eleitoral americano, os pré-candidatos têm que disputar prévias nos 50 estados, além do distrito de Colúmbia. Aquele que conquistar o maior número de delegados nos estados é oficializado candidato no congresso nacional do seu partido.
A corrida começou ontem (04/01), no estado de Iowa, região central dos EUA, cujas prévias foram vencidas pelo democrata Barack Obama e pelo republicano Mike Huckabee. Hillary Clinton ficou apenas em terceiro lugar entre os democratas. O segundo lugar ficou com John Edwards.
As próximas prévias acontecerão em New Hampshire, terça-feira que vem (08/01). De acordo com o portal G1, Obama está páreo a páreo nas pesquisas de New Hampshire com Hillary Clinton.
A vitória de Obama em Iowa fez surgir o sinal amarelo no comando da campanha de Hillary. As estratégias de Obama e Hillary são muito parecidas com as estratégias de Lula e Serra em 2002, aqui no Brasil.
Obama se apresenta como o candidato da "esperança de mudanças", enquanto Hillary posa de experiente e aposta no medo da inexperiência do jovem senador negro para vencer a disputa democrata.
Diante da tática da ex-primeira-dama, Obama responde que "a esperança vai vencer o medo" - assim como fez Lula no Brasil em 2002. "Estamos escolhendo a esperança em vez do medo", disse Obama após a vitória em Iowa.
Este é apenas o primeiro capítulo de uma emocionante disputa que se arrastará até fevereiro, quando a maioria dos estados americanos já terá realizado suas prévias e nós poderemos saber se, lá como cá, a esperança terá mesmo vencido o medo.
Com informações do G1 e da Folha de São Paulo
Em 2002, no segundo turno das eleições presidenciais, antevendo sua iminente derrota, José Serra, então candidato tucano, pregava a tática do medo numa tentativa desesperada de virar o jogo e conseguir vencer o então candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. Até a atriz Regina Duarte foi para a TV dizer que tinha medo do Lula. O resultado dessa história nós conhecemos. Lula foi eleito presidente sob o lema "a esperança venceu o medo".
Mais tarde, em 2006, foi a vez de Lula usar o medo na sua campanha de reeleição contra seu então opositor, novamente um tucano, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O lema da campanha lulista foi "não troco o certo pelo duvidoso". Desta vez, o truque do medo funcionou e Lula foi reeleito presidente.
Em 2008, os Estados Unidos vão escolher seu novo presidente, após oito longos anos do comando nefasto de George W. Bush na Casa Branca. Estas eleições americanas têm um significado ainda mais importante, dado o seu caráter de ineditismo sob alguns aspectos, além das questões políticas e econômicas. Pela primeira vez, a nação mais poderosa do mundo poderá ser governada por uma mulher ou por um negro.
A ex-primeira-dama e senadora Hillary Clinton e o também senador Barack Obama disputam a indicação do Partido Democrata para concorrer à Presidência dos EUA. No sistema eleitoral americano, os pré-candidatos têm que disputar prévias nos 50 estados, além do distrito de Colúmbia. Aquele que conquistar o maior número de delegados nos estados é oficializado candidato no congresso nacional do seu partido.
A corrida começou ontem (04/01), no estado de Iowa, região central dos EUA, cujas prévias foram vencidas pelo democrata Barack Obama e pelo republicano Mike Huckabee. Hillary Clinton ficou apenas em terceiro lugar entre os democratas. O segundo lugar ficou com John Edwards.
As próximas prévias acontecerão em New Hampshire, terça-feira que vem (08/01). De acordo com o portal G1, Obama está páreo a páreo nas pesquisas de New Hampshire com Hillary Clinton.
A vitória de Obama em Iowa fez surgir o sinal amarelo no comando da campanha de Hillary. As estratégias de Obama e Hillary são muito parecidas com as estratégias de Lula e Serra em 2002, aqui no Brasil.
Obama se apresenta como o candidato da "esperança de mudanças", enquanto Hillary posa de experiente e aposta no medo da inexperiência do jovem senador negro para vencer a disputa democrata.
Diante da tática da ex-primeira-dama, Obama responde que "a esperança vai vencer o medo" - assim como fez Lula no Brasil em 2002. "Estamos escolhendo a esperança em vez do medo", disse Obama após a vitória em Iowa.
Este é apenas o primeiro capítulo de uma emocionante disputa que se arrastará até fevereiro, quando a maioria dos estados americanos já terá realizado suas prévias e nós poderemos saber se, lá como cá, a esperança terá mesmo vencido o medo.
Com informações do G1 e da Folha de São Paulo
Especulação imobiliária no RN vira assunto nacional
Primeiro foi o "Jornal Hoje" da Globo e agora foi a Folha de São Paulo que destacou a questão da especulação imobiliária no Rio Grande do Norte.
Na quinta-feira passada (03/01), o JH exibiu a matéria "Paisagem Comprometida", do jornalista Francisco José, mostrando que as dunas do Rio Grande do Norte estão sendo ameaçadas pela especulação imobiliária e "invadidas por condomínios de luxo, hotéis e casas de veraneio."
A matéria mostrou a área de 2.200 hectares onde os espanhóis do Grupo Sánchez pretendem construir um grande condomínio habitacional. O professor Aristotenino Ferreira, coordenador do curso de Ecologia da UFRN, disse ao JH que com esse empreendimento "vamos perder boa parte dessa paisagem maravilhosa que nós temos aqui”.
O presidente da associação dos bugueiros, Paulo Henrique Severo, disse na matéria que a Lei Federal Nº 4.471 estabelece que "a duna é uma área de preservação permanente e jamais pode ser edificada."
A matéria também mostrou o avanço das edicações de casas e hotéis na praia de Ponta Negra e na Via Costeira.
Na Folha de hoje, uma matéria assinada pelo repórter João Carlos Magalhães volta ao tema da especulação imobiliária no RN e destaca que a "construção de um megaresort, com 35 mil casas, perto de Natal" ameaça as dunas potiguares, principalmente a "Duna Dourada" na praia de Pitangui. A Folha se baseia numa denúncia do Ministério Público de Extremoz.
A "Duna Dourada" é o local onde o Grupo Sánchez escolheu para construir o "Grand Natal Golf", que, segundo o jornal, "é considerado pelo governo federal o maior projeto imobiliário-turístico do país."
De acordo com a denúncia do Ministério Público, além da perda da paisagem natural, o empreendimento poderá provocar "o esgotamento da infra-estrutura local e o acirramento das diferenças sociais."
A Folha informa que o projeto já ganhou a licença prévia do Idema e as obras devem começar em março. As casas já começaram a ser vendidas na Espanha.
A promotora de Extremoz, Ethel Ribeiro, disse à Folha que a "Duna Dourada" poderá desaparecer, caso o megaresort seja mesmo construído.
A promotora disse ainda que "haverá também uma perda da fauna e da flora, além do risco de estragar um cenário que hoje é considerado paradisíaco."
Segundo a matéria, os representantes do Grupo Sánchez asseguraram que a duna não será atingida pelo empreendimento. A matéria informa ainda que o Idema criou uma comissão para acompanhar a construção da obra.
A promotora Ethel Ribeiro alerta também para a necessidade de "avaliar bem como serão criadas as condições sanitárias e sociais para prover a população que passará a viver, gradativamente, ali." Ela alerta ainda para o risco de que o empreendimento venha a sobrecarregar o saneamento básico da área - apenas 33% de Natal tem rede de esgoto.
O governo estadual, por sua vez, destaca que as obras do megaresort vão levar desenvolvimento à região, com a criação de 100 mil postos de trabalho na área hoteleira e da construção civil.
A Folha lembrou ainda o caso dos vereadores acusados de trocar votos por dinheiro na votação do Plano Diretor de Natal. Os vereadores foram acusados pelo Ministério Público da capital de favorecer as empreeiteiras quando derrubaram os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) ao PDN.
Na quinta-feira passada (03/01), o JH exibiu a matéria "Paisagem Comprometida", do jornalista Francisco José, mostrando que as dunas do Rio Grande do Norte estão sendo ameaçadas pela especulação imobiliária e "invadidas por condomínios de luxo, hotéis e casas de veraneio."
A matéria mostrou a área de 2.200 hectares onde os espanhóis do Grupo Sánchez pretendem construir um grande condomínio habitacional. O professor Aristotenino Ferreira, coordenador do curso de Ecologia da UFRN, disse ao JH que com esse empreendimento "vamos perder boa parte dessa paisagem maravilhosa que nós temos aqui”.
O presidente da associação dos bugueiros, Paulo Henrique Severo, disse na matéria que a Lei Federal Nº 4.471 estabelece que "a duna é uma área de preservação permanente e jamais pode ser edificada."
A matéria também mostrou o avanço das edicações de casas e hotéis na praia de Ponta Negra e na Via Costeira.
Na Folha de hoje, uma matéria assinada pelo repórter João Carlos Magalhães volta ao tema da especulação imobiliária no RN e destaca que a "construção de um megaresort, com 35 mil casas, perto de Natal" ameaça as dunas potiguares, principalmente a "Duna Dourada" na praia de Pitangui. A Folha se baseia numa denúncia do Ministério Público de Extremoz.
A "Duna Dourada" é o local onde o Grupo Sánchez escolheu para construir o "Grand Natal Golf", que, segundo o jornal, "é considerado pelo governo federal o maior projeto imobiliário-turístico do país."
De acordo com a denúncia do Ministério Público, além da perda da paisagem natural, o empreendimento poderá provocar "o esgotamento da infra-estrutura local e o acirramento das diferenças sociais."
A Folha informa que o projeto já ganhou a licença prévia do Idema e as obras devem começar em março. As casas já começaram a ser vendidas na Espanha.
A promotora de Extremoz, Ethel Ribeiro, disse à Folha que a "Duna Dourada" poderá desaparecer, caso o megaresort seja mesmo construído.
A promotora disse ainda que "haverá também uma perda da fauna e da flora, além do risco de estragar um cenário que hoje é considerado paradisíaco."
Segundo a matéria, os representantes do Grupo Sánchez asseguraram que a duna não será atingida pelo empreendimento. A matéria informa ainda que o Idema criou uma comissão para acompanhar a construção da obra.
A promotora Ethel Ribeiro alerta também para a necessidade de "avaliar bem como serão criadas as condições sanitárias e sociais para prover a população que passará a viver, gradativamente, ali." Ela alerta ainda para o risco de que o empreendimento venha a sobrecarregar o saneamento básico da área - apenas 33% de Natal tem rede de esgoto.
O governo estadual, por sua vez, destaca que as obras do megaresort vão levar desenvolvimento à região, com a criação de 100 mil postos de trabalho na área hoteleira e da construção civil.
A Folha lembrou ainda o caso dos vereadores acusados de trocar votos por dinheiro na votação do Plano Diretor de Natal. Os vereadores foram acusados pelo Ministério Público da capital de favorecer as empreeiteiras quando derrubaram os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) ao PDN.
A "barriga" do blog
No jargão jornalístico, barriga quer dizer publicar um fato falso, mas sem intenção de enganar o leitor.
Foi isso que aconteceu aqui no blog, no dia 31/12 passado, quando dei a seguinte notícia: "Morre Marshall McLuhan, precursor da aldeia global".
Um leitor anônimo mandou comentário avisando do erro e tirando onda com minha cara. O comentário dizia o seguinte: "Copiou o JB e deu nisso. McLuhan morreu em 1980!!! Dia 31.12 foi aniversário de morte e não a morte propriamente dita, como foi noticiado no blog. Que falta de atenção..."
Mas ele tem razão mesmo. Foi pura falta de atenção. Transcrevi a notícia do Blog do Noblat (não foi do JB, caro leitor) tal qual estava postada lá e deu no que deu.
O mico está devidamente registrado, assim como a devida correção. A notícia errada será excluída.
Foi isso que aconteceu aqui no blog, no dia 31/12 passado, quando dei a seguinte notícia: "Morre Marshall McLuhan, precursor da aldeia global".
Um leitor anônimo mandou comentário avisando do erro e tirando onda com minha cara. O comentário dizia o seguinte: "Copiou o JB e deu nisso. McLuhan morreu em 1980!!! Dia 31.12 foi aniversário de morte e não a morte propriamente dita, como foi noticiado no blog. Que falta de atenção..."
Mas ele tem razão mesmo. Foi pura falta de atenção. Transcrevi a notícia do Blog do Noblat (não foi do JB, caro leitor) tal qual estava postada lá e deu no que deu.
O mico está devidamente registrado, assim como a devida correção. A notícia errada será excluída.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Sobre tanta nostalgia
Feliz 2008
Frei Betto, em "Tendências e Debates", na Folha, hoje:
O QUE há de especial em trocar de ano? Nada, exceto a convenção numérica, invenção indo-arábica, que nos permite codificar o tempo em horas, minutos e segundos e estabelecer, segundo o movimento de nosso planeta em torno do Sol e as fases da Lua, calendários que repartem o tempo em ano de 12 meses, mês com cerca de 30 dias e dia com exatas 24 horas.
Ocorre que não somos trilobitas, e sim humanos, dotados da capacidade de imprimir ao tempo caráter histórico e, à história, sentido. Mudar de ano é rito de passagem. Ressoa em nosso inconsciente o alívio por terminar um ano de tantos reveses, perdas, sofrimentos; e celebrar conquistas, avanços e vitórias. Vivemos premidos pelo mistério.
Como as partículas subatômicas, somos regidos pelo princípio da indeterminação. Essa impossibilidade de prever o futuro suscita angústia, o que nos induz a tentar decifrá-lo por via da leitura dos astros e das cartas, da sabedoria de videntes, dos búzios de pais e mães-de-santo, da rogação aos nossos santos protetores.
Esta é uma paradoxal característica da pós-modernidade: em plena era da emergência da física quântica e da falência do determinismo histórico como ideologia, acreditamos que o nosso futuro está escrito nas estrelas. Daí a inércia, a indignação imobilizadora, a impotência diante dos escândalos éticos e do descaramento com que corruptos são absolvidos por seus pares, essa letargia que em nada lembra o que se deveria comemorar neste ano: os 40 anos de Maio de 1968.
Nos países industrializados, Maio de 68 é o paradigma da rebeldia, o grito parado no ar enfim sonorizado nas manifestações estudantis, os EUA derrotados pelos vietnamitas, os Beatles reinventando a canção, a moda subvertendo parâmetros, as mulheres a conquistar o direito de se apaixonar pela primeira vez inúmeras vezes, a castração do machismo, a emergência esotérica.
Do lado sul do planeta, os anos de chumbo, os generais metendo no coldre as chaves dos Parlamentos, a utopia dependurada no pau-de-arara, as rotas do exílio se multiplicando, os mortos e desaparecidos enterrados nos arquivos secretos das Forças Armadas. Ainda assim, havia sonho, e não era motivado pela ingestão química, brotava da fome de liberdade e justiça, fomentava o desejo irrefreável a adjetivar de novo a criatividade incensurável -o cinema, a bossa, a literatura, o tropicalismo. No passado, o futuro era melhor.
Hoje, imersos nessa sociedade da hiperestetização da banalidade, na qual as imagens contraem o tempo e a "web" virtualiza o diálogo na solidão digital, andamos em busca de uma razão de viver. Perdemos o senso histórico, trocamos os vínculos de solidariedade pela conectividade eletrônica, vendemos a liberdade por um punhado de lentilhas em forma de segurança. Em 2008, seremos chamados às urnas municipais. Haveremos de tentar discernir os idealistas dos arrivistas; os servidores públicos dos que se afogam no ego destilado na embriaguez dos aplausos; os movidos pela intransigência dos princípios éticos dos que miram os recursos do Estado como carniça fresca ofertada à sua gula insaciável.
Ano também de comemorar o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, para vergonha de nós, católicos, até hoje não mereceu a assinatura do Estado do Vaticano.
No Brasil, é hora de a declaração ser transferida do papel à realidade social. Em que pese a atuação corajosa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, é impossível celebrar conquistas em direitos humanos enquanto a polícia estigmatiza como suposto traficante o morador de favela; o Judiciário promove a orgia compulsória ao trancafiar mulheres em celas repletas de homens; indígenas e quilombolas são condenados à miséria por descaso das autoridades; a frouxidão da lei cobre de imunidade corruptos e de impunidade bandidos e assassinos.
Não basta o propósito sincero de fazer novo em nossas vidas o ano de 2008. É preciso mais: fazer novas as realidades que nos cercam, de modo que ocorram mudanças efetivas e a paz floresça como fruto da justiça. Feliz 2008, Brasil!
Frei Betto, em "Tendências e Debates", na Folha, hoje:
O QUE há de especial em trocar de ano? Nada, exceto a convenção numérica, invenção indo-arábica, que nos permite codificar o tempo em horas, minutos e segundos e estabelecer, segundo o movimento de nosso planeta em torno do Sol e as fases da Lua, calendários que repartem o tempo em ano de 12 meses, mês com cerca de 30 dias e dia com exatas 24 horas.
Ocorre que não somos trilobitas, e sim humanos, dotados da capacidade de imprimir ao tempo caráter histórico e, à história, sentido. Mudar de ano é rito de passagem. Ressoa em nosso inconsciente o alívio por terminar um ano de tantos reveses, perdas, sofrimentos; e celebrar conquistas, avanços e vitórias. Vivemos premidos pelo mistério.
Como as partículas subatômicas, somos regidos pelo princípio da indeterminação. Essa impossibilidade de prever o futuro suscita angústia, o que nos induz a tentar decifrá-lo por via da leitura dos astros e das cartas, da sabedoria de videntes, dos búzios de pais e mães-de-santo, da rogação aos nossos santos protetores.
Esta é uma paradoxal característica da pós-modernidade: em plena era da emergência da física quântica e da falência do determinismo histórico como ideologia, acreditamos que o nosso futuro está escrito nas estrelas. Daí a inércia, a indignação imobilizadora, a impotência diante dos escândalos éticos e do descaramento com que corruptos são absolvidos por seus pares, essa letargia que em nada lembra o que se deveria comemorar neste ano: os 40 anos de Maio de 1968.
Nos países industrializados, Maio de 68 é o paradigma da rebeldia, o grito parado no ar enfim sonorizado nas manifestações estudantis, os EUA derrotados pelos vietnamitas, os Beatles reinventando a canção, a moda subvertendo parâmetros, as mulheres a conquistar o direito de se apaixonar pela primeira vez inúmeras vezes, a castração do machismo, a emergência esotérica.
Do lado sul do planeta, os anos de chumbo, os generais metendo no coldre as chaves dos Parlamentos, a utopia dependurada no pau-de-arara, as rotas do exílio se multiplicando, os mortos e desaparecidos enterrados nos arquivos secretos das Forças Armadas. Ainda assim, havia sonho, e não era motivado pela ingestão química, brotava da fome de liberdade e justiça, fomentava o desejo irrefreável a adjetivar de novo a criatividade incensurável -o cinema, a bossa, a literatura, o tropicalismo. No passado, o futuro era melhor.
Hoje, imersos nessa sociedade da hiperestetização da banalidade, na qual as imagens contraem o tempo e a "web" virtualiza o diálogo na solidão digital, andamos em busca de uma razão de viver. Perdemos o senso histórico, trocamos os vínculos de solidariedade pela conectividade eletrônica, vendemos a liberdade por um punhado de lentilhas em forma de segurança. Em 2008, seremos chamados às urnas municipais. Haveremos de tentar discernir os idealistas dos arrivistas; os servidores públicos dos que se afogam no ego destilado na embriaguez dos aplausos; os movidos pela intransigência dos princípios éticos dos que miram os recursos do Estado como carniça fresca ofertada à sua gula insaciável.
Ano também de comemorar o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, para vergonha de nós, católicos, até hoje não mereceu a assinatura do Estado do Vaticano.
No Brasil, é hora de a declaração ser transferida do papel à realidade social. Em que pese a atuação corajosa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, é impossível celebrar conquistas em direitos humanos enquanto a polícia estigmatiza como suposto traficante o morador de favela; o Judiciário promove a orgia compulsória ao trancafiar mulheres em celas repletas de homens; indígenas e quilombolas são condenados à miséria por descaso das autoridades; a frouxidão da lei cobre de imunidade corruptos e de impunidade bandidos e assassinos.
Não basta o propósito sincero de fazer novo em nossas vidas o ano de 2008. É preciso mais: fazer novas as realidades que nos cercam, de modo que ocorram mudanças efetivas e a paz floresça como fruto da justiça. Feliz 2008, Brasil!
E lá vem mais uma eleição...
Este é ano de eleições municipais. O assunto, com toda certeza, vai dominar a pauta midiática daqui pra frente. Os articulistas dos grandes jornais começaram a fazer suas previsões e projeções para a batalha de outubro.
Alguns dizem que 2008 será um teste para 2010, quando teremos eleições presidenciais. Outros não enxergam nenhuma relação entre os dois pleitos.
Eliane Cantanhêde, minha anta preferida da Folha, escreveu na "Pensata" da Folha Online que as eleições dete ano serão "um teste de força dos dois principais partidos [PT e PSDB], além de uma ocupação de espaços eleitorais que poderão ser bastante úteis na partida decisiva, em 2010."
Melchiades Filho, na Folha de hoje, diz que "Arrisca-se a quebrar a cara quem projeta efeitos das eleições municipais sobre a sucessão presidencial."
Um rápido olhar para as últimas eleições dá razão a Melchiades. Mas eleição nem sempre é uma equação simples. Há muitas variáveis difíceis de se prever e que podem interferir no processo, mudando definitivamente o rumo das coisas.
E enquanto esperamos outubro chegar, o melhor é nos divertirmos com a briga de ego dos analistas políticos. Cada um que quer ter mais razão do que o outro. No final, dá até pra brincar de jogo dos sete erros.
Alguns dizem que 2008 será um teste para 2010, quando teremos eleições presidenciais. Outros não enxergam nenhuma relação entre os dois pleitos.
Eliane Cantanhêde, minha anta preferida da Folha, escreveu na "Pensata" da Folha Online que as eleições dete ano serão "um teste de força dos dois principais partidos [PT e PSDB], além de uma ocupação de espaços eleitorais que poderão ser bastante úteis na partida decisiva, em 2010."
Melchiades Filho, na Folha de hoje, diz que "Arrisca-se a quebrar a cara quem projeta efeitos das eleições municipais sobre a sucessão presidencial."
Um rápido olhar para as últimas eleições dá razão a Melchiades. Mas eleição nem sempre é uma equação simples. Há muitas variáveis difíceis de se prever e que podem interferir no processo, mudando definitivamente o rumo das coisas.
E enquanto esperamos outubro chegar, o melhor é nos divertirmos com a briga de ego dos analistas políticos. Cada um que quer ter mais razão do que o outro. No final, dá até pra brincar de jogo dos sete erros.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
"Ninguém pode explicar a vida num samba curto"
A Folha de hoje traz uma entrevista curta com o cantor e compositor Paulinho da Viola. Ele foi vítima de um assalto domingo passado (30/12), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O sambista respondeu às perguntas de Maria Luiza Rabello com a tradicional serenidade que lhe é peculiar.
A repórter quis saber quem Paulinho da Viola responsabilizava pelo cenário de insegurança.
"Olha, eu tenho pensado muito sobre isso e já me fizeram essa pergunta várias vezes. Há anos, leio, ouço e participo de inúmeras discussões sobre a questão da violência. Hoje eu não falo nada porque já se falou tudo. A gente bate na mesma tecla, é aquilo que todo mundo já sabe, tem vários especialistas debruçados sobre isso. Eu vou falar o quê? No que acrescentaria? Vou engrossar qual coro? Está tudo escancarado", respondeu ele.
Paulinho disse ainda que o pior é essa sensação de "uma certa descrença" diante de um "sistema viciado de todas as formas". "O que dizer quando você abre o jornal e vê, todo dia, uma parte da classe política da sua cidade envolvida em uma série de denúncias? Você vai falar o quê, para quem? Essa é que a sensação pior: uma certa descrença."
Por fim, o sambista disse que "o país não acabou". " Tenho um samba que diz "ninguém pode explicar a vida num samba curto". (...) Mas você percebe que há perplexidade, há um sentimento de insegurança, de desconforto, de impotência para alguns. Há quem diga que o país acabou, mas a gente sabe que não é assim."
O sambista respondeu às perguntas de Maria Luiza Rabello com a tradicional serenidade que lhe é peculiar.
A repórter quis saber quem Paulinho da Viola responsabilizava pelo cenário de insegurança.
"Olha, eu tenho pensado muito sobre isso e já me fizeram essa pergunta várias vezes. Há anos, leio, ouço e participo de inúmeras discussões sobre a questão da violência. Hoje eu não falo nada porque já se falou tudo. A gente bate na mesma tecla, é aquilo que todo mundo já sabe, tem vários especialistas debruçados sobre isso. Eu vou falar o quê? No que acrescentaria? Vou engrossar qual coro? Está tudo escancarado", respondeu ele.
Paulinho disse ainda que o pior é essa sensação de "uma certa descrença" diante de um "sistema viciado de todas as formas". "O que dizer quando você abre o jornal e vê, todo dia, uma parte da classe política da sua cidade envolvida em uma série de denúncias? Você vai falar o quê, para quem? Essa é que a sensação pior: uma certa descrença."
Por fim, o sambista disse que "o país não acabou". " Tenho um samba que diz "ninguém pode explicar a vida num samba curto". (...) Mas você percebe que há perplexidade, há um sentimento de insegurança, de desconforto, de impotência para alguns. Há quem diga que o país acabou, mas a gente sabe que não é assim."
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Listinha para 2008
Todo mundo faz planos para o ano novo. Eu também fiz minha listinha para 2008:
Ler os livros que deixei pela metade;
Terminar de escrever minha monografia;
Comprar os dois cd's da Roberta Sá;
Ir ao teatro;
Assistir "A Bússola de Ouro" e "As Crônicas de Nárnia - O Príncipe Caspian";
Ir mais vezes à praia para caminhar na areia molhada e sentir a brisa que vem do horizonte distante;
Fazer caminhada;
Entrar na academia;
Pelo menos uma vez no ano, tomar vinho em noite de lua cheia;
Aprender a fazer outras sobremesas, além de mousse de maracujá;
Aprender a fazer outros pratos, além de lasanha de frango;
Exercitar a esperança, em busca da fé quase esquecida;
Ir à igreja mais vezes;
Falar menos - muito menos;
Ter menos expectativas em relação às pessoas;
Ler mais poesias;
Valorizar os momentos despretenciosos da vida;
Ouvir boa música;
Assistir menos televisão;
Refazer alguns laços perdidos;
Aproveitar mais o tempo ao lado da minha avó materna;
Gastar menos, economizar mais;
Rever velhos amigos;
Rir despretenciosamente;
Fazer um curso de inglês - outro de informática (photoshop, corel draw, entre outros);
Organizar minha agenda;
Dormir e acordar mais cedo;
Não postergar tarefas;
Viajar para Belo Horizonte;
Tomar banho de chuva;
Comer mais chocolate branco;
Comprar um chinelo novo;
Deixar meu cabelo crescer;
Jogar dominó;
Comer tapioca recheada de chocolate com uma bola de sorvete de creme;
Distribuir mais abraços;
Pagar as dívidas pendentes;
Pintar a casa;
Comprar um sofá pra sala e um armário pra cosinha;
Escrever aquele roteiro que tá na minha cabeça faz tempo;
Subir a Serra Barriguda (Alexandria);
Limpar as gavetas;
Reunir a turma pra ver um filme lá em casa e comer pipoca com guaraná;
Assinar a "Carta Capital";
Fazer natação;
Ir a um jogo do ABC no Frasqueirão;
Comprar uma camisa do Mengão;
Escrever um livro;
Plantar uma árvore.
O difícil é conseguir fazer tudo isso aí...
Ler os livros que deixei pela metade;
Terminar de escrever minha monografia;
Comprar os dois cd's da Roberta Sá;
Ir ao teatro;
Assistir "A Bússola de Ouro" e "As Crônicas de Nárnia - O Príncipe Caspian";
Ir mais vezes à praia para caminhar na areia molhada e sentir a brisa que vem do horizonte distante;
Fazer caminhada;
Entrar na academia;
Pelo menos uma vez no ano, tomar vinho em noite de lua cheia;
Aprender a fazer outras sobremesas, além de mousse de maracujá;
Aprender a fazer outros pratos, além de lasanha de frango;
Exercitar a esperança, em busca da fé quase esquecida;
Ir à igreja mais vezes;
Falar menos - muito menos;
Ter menos expectativas em relação às pessoas;
Ler mais poesias;
Valorizar os momentos despretenciosos da vida;
Ouvir boa música;
Assistir menos televisão;
Refazer alguns laços perdidos;
Aproveitar mais o tempo ao lado da minha avó materna;
Gastar menos, economizar mais;
Rever velhos amigos;
Rir despretenciosamente;
Fazer um curso de inglês - outro de informática (photoshop, corel draw, entre outros);
Organizar minha agenda;
Dormir e acordar mais cedo;
Não postergar tarefas;
Viajar para Belo Horizonte;
Tomar banho de chuva;
Comer mais chocolate branco;
Comprar um chinelo novo;
Deixar meu cabelo crescer;
Jogar dominó;
Comer tapioca recheada de chocolate com uma bola de sorvete de creme;
Distribuir mais abraços;
Pagar as dívidas pendentes;
Pintar a casa;
Comprar um sofá pra sala e um armário pra cosinha;
Escrever aquele roteiro que tá na minha cabeça faz tempo;
Subir a Serra Barriguda (Alexandria);
Limpar as gavetas;
Reunir a turma pra ver um filme lá em casa e comer pipoca com guaraná;
Assinar a "Carta Capital";
Fazer natação;
Ir a um jogo do ABC no Frasqueirão;
Comprar uma camisa do Mengão;
Escrever um livro;
Plantar uma árvore.
O difícil é conseguir fazer tudo isso aí...
domingo, 30 de dezembro de 2007
Mídia dará trégua a Lula em 2008?
Do blog do Luis Nassif:
Ano Novo, jornalismo novo?
Para um dia 30 de dezembro, a edição da “Folha” está muito boa. Independentemente da qualidade dos artigos, a edição da "Folha", assim como do "Estadão" e da "Veja", mostra a inflexão da mídia em relação a Lula e, principalmente, ao estilo tendencioso de fazer jornalismo.
O resultado desse estilo, pela grande mídia em geral, foi a total perda da credibilidade e da eficácia da crítica.
Depois da “Folha” e, agora, da “Veja” acenar com a “détente” vai ser interessante acompanhar o movimento pendular de alguns comentaristas.
Resta saber qual será o passo seguinte: se aprofundar a crítica não-tendenciosa (fundamental para aprimorar um governo cheio de defeitos e fragilidades), e voltar a fazer jornalismo, ou apenas jogo-de-cena para a próxima guerra santa ou ainda, se curvar à nova onda da opinião pública, e deixar de lado o viés crítico necessário.
Como a auto-crítica não é matéria prima abundante, não se espere uma avaliação isenta (ainda que interna) dos jornais sobre os profundos erros que comprometeram a imagem da mídia junto aos segmentos mais esclarecidos da população.
Não se espere que o “Globo” avalie como o estilo Ali Kamel jogou fora anos e anos de trabalho de Evandro Carlos de Andrade, para recuperar a credibilidade jornalística das organizações Globo. Ou a Abril se dê conta de como a indicação de diretores inescrupulosos e jornalisticamente desaparelhados para a Veja, assim como essa decisão inédita – para um órgão de grande imprensa – de contratar êmulos de Giba Um para fazer o trabalho sujo nos blogs, afetou profundamente a imagem da revista. Ou caia a ficha da “Folha” de como jogou fora todo um ativo de leitores de centro-esquerda, que levou décadas para ser formado.
Vamos ter jornalismo, daqui para frente? Lá sei eu. Em todo caso, ano novo, vida nova. E que se crie um jornalismo à altura dos desafios do Brasil.
Ano Novo, jornalismo novo?
Para um dia 30 de dezembro, a edição da “Folha” está muito boa. Independentemente da qualidade dos artigos, a edição da "Folha", assim como do "Estadão" e da "Veja", mostra a inflexão da mídia em relação a Lula e, principalmente, ao estilo tendencioso de fazer jornalismo.
O resultado desse estilo, pela grande mídia em geral, foi a total perda da credibilidade e da eficácia da crítica.
Depois da “Folha” e, agora, da “Veja” acenar com a “détente” vai ser interessante acompanhar o movimento pendular de alguns comentaristas.
Resta saber qual será o passo seguinte: se aprofundar a crítica não-tendenciosa (fundamental para aprimorar um governo cheio de defeitos e fragilidades), e voltar a fazer jornalismo, ou apenas jogo-de-cena para a próxima guerra santa ou ainda, se curvar à nova onda da opinião pública, e deixar de lado o viés crítico necessário.
Como a auto-crítica não é matéria prima abundante, não se espere uma avaliação isenta (ainda que interna) dos jornais sobre os profundos erros que comprometeram a imagem da mídia junto aos segmentos mais esclarecidos da população.
Não se espere que o “Globo” avalie como o estilo Ali Kamel jogou fora anos e anos de trabalho de Evandro Carlos de Andrade, para recuperar a credibilidade jornalística das organizações Globo. Ou a Abril se dê conta de como a indicação de diretores inescrupulosos e jornalisticamente desaparelhados para a Veja, assim como essa decisão inédita – para um órgão de grande imprensa – de contratar êmulos de Giba Um para fazer o trabalho sujo nos blogs, afetou profundamente a imagem da revista. Ou caia a ficha da “Folha” de como jogou fora todo um ativo de leitores de centro-esquerda, que levou décadas para ser formado.
Vamos ter jornalismo, daqui para frente? Lá sei eu. Em todo caso, ano novo, vida nova. E que se crie um jornalismo à altura dos desafios do Brasil.
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