Comentário postado por Weden, no blog do Luis Nassif:
"Você lê uma Exame, uma revista Nova Escola, você percebe que não há problema ético nenhum nestas revistas.
Portanto, não: a política da difamação e a prática de jornalismo marrom não são uma marca do grupo Abril.
Os Civitas mantém o padrão de bom jornalismo nos outros produtos do grupo Abril, e devem ser admirados por isso.
Conversando com alguns jornalistas da revista, você também percebe que há diferenças de posição, há gente digna por ali, na Veja.
O câncer, Nassif, o câncer está na Veja. Mas, mais especificamente, o câncer está na cabeça da Veja.
A revista tem uma história a zelar. O grupo Abril tem uma história a zelar.
Quem não tem nada a zelar é o câncer na cabeça da Veja.
Porque o câncer só tem zelo com sua própria expressão maligna, seu verbo mortal, odioso pelo que circunda.
O câncer só conhece adjetivos podres, advérbios doentes, artigos indefinidos e interjeições chulas. O câncer vive da sintaxe maligna, da articulação dos ruins.
O câncer da Veja não tem classe, nem gramatical, nem civilizacional.
Ele sobrevive da morte dos órgãos, das células sãs. Pulsão de morte.
A propósito, o câncer não pulsa, ele paralisa. Não viceja, degenera.
O câncer da Veja mata o corpo da Veja, aos poucos; mata porque é um avanço às avessas, um progresso negativo.
O câncer que acomete a Veja quer levá-la embora.
Como todo câncer não tem consideração pelo corpo que habita, mas apenas pela própria possibilidade de crescer para fora, corroendo o que há por dentro."
Em Tempo
Não convidem Nassif e Eurípedes Alcântara, diretor de redação da "Veja", para a mesma mesa. Nassif, em seu blog no IG, acusa Eurípedes de manter ligações com o publicitário Eduardo Fischer e também com o banqueiro Daniel Dantas.
O diretor da "Veja" respondeu chamando Nassif de "turco ladrao, mascate, rato", num ataque pra lá de agressivo no próprio blog do Nassif.
Eurípedes Alcântara é o câncer da "Veja"?
sábado, 29 de dezembro de 2007
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Os segredos da Islândia: a campeã do mundo em IDH
De acordo com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), a Islândia superou a Noruega e é a nova campeã do mundo em IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). No site Conciência.Net, encontrei um artigo falando sobre as razões que tornaram a pequena ilha no Atlântico Norte a número 1 em desenvolvimento humano.
O país, conhecido como "Terra do Gelo", tem 312.851 habitantes distribuídos em 103 quilômetros quadrados (pouco mais que a área de Pernambuco).
Em relação à economia, a Islândia tem o 126º PIB (Produto Interno Bruto) do mundo. O país depende da indústria pesqueira, que responde por 70% das exportações.
Apesar de não ser uma potência econômica mundial, a situação se inverte quando analisamos seus índices sociais.
Os gastos com saúde equivalem a 8,3% do PIB — bem mais que a iniciativa privada (1,6%) e quase o dobro do Brasil (4,8%), como mostram os dados do relatório do PNUD.
Os gastos são feitos com eficiência. A expectativa de vida é a terceira maior do mundo: 81,5 anos, só atrás de Japão e Hong Kong. Entre os homens, os islandeses são os que mais vivem (79,9 anos). A taxa de mortalidade infantil é a menor do planeta (2 mortes para cada mil nascimentos).
Os investimentos públicos em educação correspondem a 8,1% do PIB, a oitava maior proporção do mundo, só superada por outras ilhas — incluindo a campeã Cuba (9,8%) —, por Iêmen (9,6%) e Dinamarca (8,5%). O relatório aponta que os gastos do governo são aplicados sobretudo nos estágios iniciais: 40% vai para o pré-primário e o primário, 35% para o secundário e 19% para o ensino superior.
No país gelado, o analfabetismo beira zero, a taxa bruta de matrícula é de 99% no ensino primário e 88% no secundário. Não há evasão no ciclo escolar inicial: 100% das crianças que entram na primeira série chegam à quinta.
O curioso é que a Islândia não tem Forças Armadas e, como conseqüência, gasta-se muito pouco com armamentos.
A taxa de desemprego é de 2,9%, a menor da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, entidade internacional de 30 países comprometidos com os princípios da economia de livre mercado).
Em tempo
O senador Eduardo Sulicy (PT-SP) foi à Islândia conhecer o programa de renda mínima que o país instituiu para seus cidadãos. Suplicy vem lutando há anos para que o programa seja implantado no Brasil. Pelo projeto, cada brasileiro teria direito a uma chamada renda básica de cidadania. O projeto foi aprovado e sancionado pelo preidente Lula, mas não há previsão de quando entrará em vigor.
O país, conhecido como "Terra do Gelo", tem 312.851 habitantes distribuídos em 103 quilômetros quadrados (pouco mais que a área de Pernambuco).
Em relação à economia, a Islândia tem o 126º PIB (Produto Interno Bruto) do mundo. O país depende da indústria pesqueira, que responde por 70% das exportações.
Apesar de não ser uma potência econômica mundial, a situação se inverte quando analisamos seus índices sociais.
Os gastos com saúde equivalem a 8,3% do PIB — bem mais que a iniciativa privada (1,6%) e quase o dobro do Brasil (4,8%), como mostram os dados do relatório do PNUD.
Os gastos são feitos com eficiência. A expectativa de vida é a terceira maior do mundo: 81,5 anos, só atrás de Japão e Hong Kong. Entre os homens, os islandeses são os que mais vivem (79,9 anos). A taxa de mortalidade infantil é a menor do planeta (2 mortes para cada mil nascimentos).
Os investimentos públicos em educação correspondem a 8,1% do PIB, a oitava maior proporção do mundo, só superada por outras ilhas — incluindo a campeã Cuba (9,8%) —, por Iêmen (9,6%) e Dinamarca (8,5%). O relatório aponta que os gastos do governo são aplicados sobretudo nos estágios iniciais: 40% vai para o pré-primário e o primário, 35% para o secundário e 19% para o ensino superior.
No país gelado, o analfabetismo beira zero, a taxa bruta de matrícula é de 99% no ensino primário e 88% no secundário. Não há evasão no ciclo escolar inicial: 100% das crianças que entram na primeira série chegam à quinta.
O curioso é que a Islândia não tem Forças Armadas e, como conseqüência, gasta-se muito pouco com armamentos.
A taxa de desemprego é de 2,9%, a menor da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, entidade internacional de 30 países comprometidos com os princípios da economia de livre mercado).
Em tempo
O senador Eduardo Sulicy (PT-SP) foi à Islândia conhecer o programa de renda mínima que o país instituiu para seus cidadãos. Suplicy vem lutando há anos para que o programa seja implantado no Brasil. Pelo projeto, cada brasileiro teria direito a uma chamada renda básica de cidadania. O projeto foi aprovado e sancionado pelo preidente Lula, mas não há previsão de quando entrará em vigor.
A Bússola de Ouro
Igreja Católica quer boicotar filme por "promover o ateísmo"
"A Bússola de Ouro", que estreou no Brasil terça-feira passada (25), irritou líderes católicos. O portal G1 informa que a Liga Católica dos Estados Unidos laçou uma campanha contra o filme, que é baseado na trilogia “Fronteiras do universo”, do escritor inglês Phillip Pullman. Os católicos acusam o filme de “levar as crianças ao ateísmo”.
O filme tem Nicole Kidman entre suas estrelas. A história retrata um mundo paralelo no qual criaturas chamadas “daemons” levam a alma das pessoas. Nesse mundo imaginário, tudo é controlado pelo Magistério – uma ordem religiosa que tira o livre-arbítrio e controla as almas das crianças. A heroína adolescente de 12 anos, Lyra Belacqua, vivida pela atriz Dakota Blue Richards, se revolta contra a ordem e utiliza a bússola dourada para encontrar outras crianças que foram capturadas.
Para a Liga Católica, o Magistério é uma referência à Igreja. Segundo o G1, o presidente da organização religiosa, Bill Donohue, afirmou que o filme é uma tentativa de "promover o ateísmo e denegrir os cristãos aos olhos das crianças". A liga pediu aos católicos que se afastem do filme.
Para o crítico Christy Lemire, o mal que tenta manipular a mente dos jovens não é nenhuma igreja específica, mas sim o ensino autoritário e imposto da doutrina religiosa.
Estou ancioso para ver o filme. O boicote da Igreja Católica só fez aumentar meu interesse. É como se tivesse despertado aquele conhecido efeito do "é proibido? hummm...".
A Igreja (qualquer igreja) reage sempre do mesmo jeito, com boicotes e proibições, quando alguma coisa questiona seus dogmas e suas práticas.
"A Bússola de Ouro", que estreou no Brasil terça-feira passada (25), irritou líderes católicos. O portal G1 informa que a Liga Católica dos Estados Unidos laçou uma campanha contra o filme, que é baseado na trilogia “Fronteiras do universo”, do escritor inglês Phillip Pullman. Os católicos acusam o filme de “levar as crianças ao ateísmo”.
O filme tem Nicole Kidman entre suas estrelas. A história retrata um mundo paralelo no qual criaturas chamadas “daemons” levam a alma das pessoas. Nesse mundo imaginário, tudo é controlado pelo Magistério – uma ordem religiosa que tira o livre-arbítrio e controla as almas das crianças. A heroína adolescente de 12 anos, Lyra Belacqua, vivida pela atriz Dakota Blue Richards, se revolta contra a ordem e utiliza a bússola dourada para encontrar outras crianças que foram capturadas.
Para a Liga Católica, o Magistério é uma referência à Igreja. Segundo o G1, o presidente da organização religiosa, Bill Donohue, afirmou que o filme é uma tentativa de "promover o ateísmo e denegrir os cristãos aos olhos das crianças". A liga pediu aos católicos que se afastem do filme.
Para o crítico Christy Lemire, o mal que tenta manipular a mente dos jovens não é nenhuma igreja específica, mas sim o ensino autoritário e imposto da doutrina religiosa.
Estou ancioso para ver o filme. O boicote da Igreja Católica só fez aumentar meu interesse. É como se tivesse despertado aquele conhecido efeito do "é proibido? hummm...".
A Igreja (qualquer igreja) reage sempre do mesmo jeito, com boicotes e proibições, quando alguma coisa questiona seus dogmas e suas práticas.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Glória Maria está fora do "Fantástico"
A notícia está na edição de hoje da Folha de São Paulo:
"A apresentadora Gloria Maria deixou a apresentação do "Fantástico", da TV Globo. De acordo com uma nota da Central Globo de Comunicação, ela pediu um período sabático de dois anos para se dedicar a projetos pessoais, como escrever um livro, viajar a lazer e se dedicar às aulas de canto.Gloria estava à frente da atração havia dez anos. Neste domingo, ela será substituída por Renata Ceribelli. Patricia Poeta assume o posto a partir de 6 de janeiro."
Em 2003, se não me engano, assisti uma palestra de Glória Maria sobre empreendedorismo jovem, no auditório da reitoria da UFRN. Depois da palestra, Glória respondeu algumas perguntas da platéia.
Alguém lhe perguntou sobre "como ela se sentia apresentando o Fantástico". A pergunta foi bem babaquinha, mas a resposta é digna de nota: "Estou lá apenas enquanto eles não arranjam um rostinho bonito pra colocar no meu lugar", disse Glória.
Glória tinha razão. Patrícia Poeta tem um rostinho lindo - além de ser mulher do diretor da Globo Internacional, Amauri Soares.
"A apresentadora Gloria Maria deixou a apresentação do "Fantástico", da TV Globo. De acordo com uma nota da Central Globo de Comunicação, ela pediu um período sabático de dois anos para se dedicar a projetos pessoais, como escrever um livro, viajar a lazer e se dedicar às aulas de canto.Gloria estava à frente da atração havia dez anos. Neste domingo, ela será substituída por Renata Ceribelli. Patricia Poeta assume o posto a partir de 6 de janeiro."
Em 2003, se não me engano, assisti uma palestra de Glória Maria sobre empreendedorismo jovem, no auditório da reitoria da UFRN. Depois da palestra, Glória respondeu algumas perguntas da platéia.
Alguém lhe perguntou sobre "como ela se sentia apresentando o Fantástico". A pergunta foi bem babaquinha, mas a resposta é digna de nota: "Estou lá apenas enquanto eles não arranjam um rostinho bonito pra colocar no meu lugar", disse Glória.
Glória tinha razão. Patrícia Poeta tem um rostinho lindo - além de ser mulher do diretor da Globo Internacional, Amauri Soares.
O que é ser de esquerda
"O acriticismo militante foi nefasto para a esquerda. Sem ser crítico, não se pode ir a nenhum lado, se reproduz o pior. Para mim, ser de esquerda não significa estar contra a direita, mas contra o poder, seja quem for que o exerça".
[Canek Sánchez Guevara, neto do líder revolucionário Che Guevara, em entrevista ao jornal espanhol "El País"]
[Canek Sánchez Guevara, neto do líder revolucionário Che Guevara, em entrevista ao jornal espanhol "El País"]
José Agripino: o mala sem alça de 2007
Ailton Medeiros elegeu o senador potiguar José Agripino, líder dos "demos", "o mala sem alça de 2007".
"Este homem que costuma tratar amigos, correligionários e jornalistas - os daqui, diga-se de passagem - com desprezo e arrogância, é idolatrado pelos nossos jornais como se fosse um Picasso, um Victor Hugo, um Balzac", afirma Ailton.
Ailton, eu também tô nessa: Agripino é minha anta!
"Este homem que costuma tratar amigos, correligionários e jornalistas - os daqui, diga-se de passagem - com desprezo e arrogância, é idolatrado pelos nossos jornais como se fosse um Picasso, um Victor Hugo, um Balzac", afirma Ailton.
Ailton, eu também tô nessa: Agripino é minha anta!
Repensando o Natal
Artigos questionam tradição do Natal
O Natal já passou. Papai Noel regressou ao Pólo Norte e ficará por lá, coçando o saco, até dezembro do ano que vem.
Agora é hora das mensagens de ano novo. Os jornais vão falar das simpatias pra virada do ano, o significado das cores das roupas, o cardápio da festa, a queima de fogos na praia de Copacabana e outras baboseiras do tipo.
Recebi por e-mail dois artigos muito bons questionando a tradição natalina. Os dois podem ser acessados no site do Fazendo Media (www.fazendomedia.com). O primeiro artigo é de Marcelo Salles: "Pro inferno a mídia e seu Natal!".
Marcelo começa seu artigo dizendo que o Natal "é uma boa oportunidade para pensarmos e repensarmos nossas próprias vidas", mas ele chama a atenção para a necessidade de refletirmos em profundidade primeiro sobre a realidade em que vivemos, antes de "divagar sobre o significado da existência humana num plano filosófico distante".
"Estou falando de uma realidade em que 2,8 bilhões de pessoas sobrevivem com dois dólares por dia e 1 bilhão de seres humanos não têm acesso à água potável, de acordo com o relatório da WorldWatch de 2004. Trata-se de uma situação alarmante, escandalosa, mas que parece não sensibilizar aqueles que governam o mundo, a não ser quando promovem campanhas que apenas remedeiam a situação com dinheiro deduzido do Imposto de Renda. Pra poderem dormir com a consciência tranqüila", diz um trecho do artigo.
Marcelo fala ainda sobre a desigualdade social, que condena milhões de seres humanos à exclusão e expõe essa imensa parcela da população à violência urbana. Marcelo culpa os governos e as organizações capitalistas do mundo por essa situação camitosa. A face mais perceptível desse sistema de exploração é o rosto de cada pessoa faminta nos quatro cantos do planeta.
"Que sentido pode haver num planeta onde habitam 6,5 bilhões de pessoas, cuja produção de comida é suficiente para alimentar 11 bilhões de seres humanos, mas que ainda assim 1,3 bilhão desses passam fome, segundo dados da ONU? Que sentido pode haver num país como o Brasil, dono de uma das maiores riquezas naturais do mundo, se a cada 12 minutos uma criança morre por desnutrição?", questiona Marcelo.
Depois de falar sobre desigualdade, violência e fome, Marcelo chama nossa atenção para a atualidade da mensagem de Jesus, que pregava o combate às injustiças, à desigldade e à exploração. "Jesus Cristo também nos ensinou a solidariedade, que depois a Igreja capitalista tentou transformar em caridade. São coisas diferentes. A caridade é vertical, ela humilha quem recebe. Por outro lado, solidariedade é estar ao lado de quem precisa. É pegar chuva, sentir fome, frio, medo, apenas para confortar alguém com sua presença. E se a caridade pode ser cotada pelo mercado, além de aliviar consciências em troca de moedas, a solidariedade desconhece tais valores."
Por fim, Marcelo responsabiliza a mídia corporativa pela tentativa de "reduzir o significado do Natal a uma corrida maluca por presentes" e por "impor um comportamento alienado". Por tudo isso, ele diz: "pro inferno esse sistema e sua mídia que incentivam o consumo desenfreado enquanto milhões passam fome."
O Natal tem Espírito?
O segundo artigo é do teólogo batista Eduardo Gomes. Segundo ele, o Natal foi comemorado em várias datas diferentes ao longo dos anos, até que o dia 25 de dezembro fosse oficializado como o dia de Natal, para se contrapor às antigas festas pagãs que celebravam a Saturnália e o sostício de inverno.
Os séculos se passaram e os cristãos foram incorporando outras tradições e símbolos pagãos ao Natal. Mas, para Eduardo Gomes, o mais importante a se destacar sobre a data natalina "é o nascimento do Salvador da humanidade". "Porém, como imaginar uma data tão festiva e que propõe tantas possibilidades de alegria, diante de uma carta de uma criança enviada ao Papai Noel, em cujo conteúdo encontra-se o pedido de um presente no mínimo curioso: um pão com manteiga e um copo de leite?", questiona ele.
Em seguida, Eduardo pega carona no significado em hebraíco de Belém, cidade onde Jesus nasceu, para dizer que o verdadeiro significado do Natal é "alimentar os que têm fome". Belém significa "Casa de Pão".
"Não é sugestivo que aquele que é motivo da comemoração do dia 25 de dezembro e que multiplicou pães para alimentar multidões tenha nascido justamente numa “Casa de Pão”? Não é, da mesma forma sugestivo, que o que nasceu em uma “Casa de Pão” tenha dito em um dos seus momentos de embates com os religiosos e políticos de sua época: “Eu sou o pão da vida”? Também não é curioso que aquele que nasceu em uma “Casa de Pão” e se colocou como o “pão da vida” tenha feito um último discurso para os seus discípulos na Ceia comparando o seu corpo com um pão, do qual todos deveriam comer, sob pena de não ter comunhão com Ele? E ainda, como podemos relacionar o “pão da vida” com as muitas pessoas que pedem de presente ao Papai Noel, no dia do Natal, um pão com manteiga e um copo de leite? O que aconteceu com o espírito do Natal? Se é que existe esse tal espírito! Mas se existe, será que ele não se equivocou assumindo em sua trajetória histórico-afetiva um compromisso maior com a tradição religiosa, quando deveria assumir tal compromisso com a humanidade em suas reais necessidades?"
Para Eduardo, a "tradição do Natal", tal qual a conhecemos nos dias atuais, interessa "somente aqueles cuja força é capaz de transformar um espírito natalino em espectro fantasmagórico que leva terror ao invés de segurança pública; aqueles que já perderam de vista as necessidades do próximo em detrimento de seus próprios interesses; aqueles que, a exemplo do rei Herodes que mandou matar todas as crianças de dois anos para baixo, quando do nascimento de Jesus, com medo de perder o trono, destroem sonhos e até mesmo pessoas com medo de perder o poder; aqueles que capitalizam votos nas campanhas eleitorais coronelificando (se me permitem o neologismo) o nepotismo. A estes interessa manter a tradição, pois para eles a tradição é a estrutura ideológica do poder."
Eduardo finaliza seu artigo com um pequeno alerta: "Lembre-se: o Natal é dia de gente e não de estruturas!"
O Natal já passou. Papai Noel regressou ao Pólo Norte e ficará por lá, coçando o saco, até dezembro do ano que vem.
Agora é hora das mensagens de ano novo. Os jornais vão falar das simpatias pra virada do ano, o significado das cores das roupas, o cardápio da festa, a queima de fogos na praia de Copacabana e outras baboseiras do tipo.
Recebi por e-mail dois artigos muito bons questionando a tradição natalina. Os dois podem ser acessados no site do Fazendo Media (www.fazendomedia.com). O primeiro artigo é de Marcelo Salles: "Pro inferno a mídia e seu Natal!".
Marcelo começa seu artigo dizendo que o Natal "é uma boa oportunidade para pensarmos e repensarmos nossas próprias vidas", mas ele chama a atenção para a necessidade de refletirmos em profundidade primeiro sobre a realidade em que vivemos, antes de "divagar sobre o significado da existência humana num plano filosófico distante".
"Estou falando de uma realidade em que 2,8 bilhões de pessoas sobrevivem com dois dólares por dia e 1 bilhão de seres humanos não têm acesso à água potável, de acordo com o relatório da WorldWatch de 2004. Trata-se de uma situação alarmante, escandalosa, mas que parece não sensibilizar aqueles que governam o mundo, a não ser quando promovem campanhas que apenas remedeiam a situação com dinheiro deduzido do Imposto de Renda. Pra poderem dormir com a consciência tranqüila", diz um trecho do artigo.
Marcelo fala ainda sobre a desigualdade social, que condena milhões de seres humanos à exclusão e expõe essa imensa parcela da população à violência urbana. Marcelo culpa os governos e as organizações capitalistas do mundo por essa situação camitosa. A face mais perceptível desse sistema de exploração é o rosto de cada pessoa faminta nos quatro cantos do planeta.
"Que sentido pode haver num planeta onde habitam 6,5 bilhões de pessoas, cuja produção de comida é suficiente para alimentar 11 bilhões de seres humanos, mas que ainda assim 1,3 bilhão desses passam fome, segundo dados da ONU? Que sentido pode haver num país como o Brasil, dono de uma das maiores riquezas naturais do mundo, se a cada 12 minutos uma criança morre por desnutrição?", questiona Marcelo.
Depois de falar sobre desigualdade, violência e fome, Marcelo chama nossa atenção para a atualidade da mensagem de Jesus, que pregava o combate às injustiças, à desigldade e à exploração. "Jesus Cristo também nos ensinou a solidariedade, que depois a Igreja capitalista tentou transformar em caridade. São coisas diferentes. A caridade é vertical, ela humilha quem recebe. Por outro lado, solidariedade é estar ao lado de quem precisa. É pegar chuva, sentir fome, frio, medo, apenas para confortar alguém com sua presença. E se a caridade pode ser cotada pelo mercado, além de aliviar consciências em troca de moedas, a solidariedade desconhece tais valores."
Por fim, Marcelo responsabiliza a mídia corporativa pela tentativa de "reduzir o significado do Natal a uma corrida maluca por presentes" e por "impor um comportamento alienado". Por tudo isso, ele diz: "pro inferno esse sistema e sua mídia que incentivam o consumo desenfreado enquanto milhões passam fome."
O Natal tem Espírito?
O segundo artigo é do teólogo batista Eduardo Gomes. Segundo ele, o Natal foi comemorado em várias datas diferentes ao longo dos anos, até que o dia 25 de dezembro fosse oficializado como o dia de Natal, para se contrapor às antigas festas pagãs que celebravam a Saturnália e o sostício de inverno.
Os séculos se passaram e os cristãos foram incorporando outras tradições e símbolos pagãos ao Natal. Mas, para Eduardo Gomes, o mais importante a se destacar sobre a data natalina "é o nascimento do Salvador da humanidade". "Porém, como imaginar uma data tão festiva e que propõe tantas possibilidades de alegria, diante de uma carta de uma criança enviada ao Papai Noel, em cujo conteúdo encontra-se o pedido de um presente no mínimo curioso: um pão com manteiga e um copo de leite?", questiona ele.
Em seguida, Eduardo pega carona no significado em hebraíco de Belém, cidade onde Jesus nasceu, para dizer que o verdadeiro significado do Natal é "alimentar os que têm fome". Belém significa "Casa de Pão".
"Não é sugestivo que aquele que é motivo da comemoração do dia 25 de dezembro e que multiplicou pães para alimentar multidões tenha nascido justamente numa “Casa de Pão”? Não é, da mesma forma sugestivo, que o que nasceu em uma “Casa de Pão” tenha dito em um dos seus momentos de embates com os religiosos e políticos de sua época: “Eu sou o pão da vida”? Também não é curioso que aquele que nasceu em uma “Casa de Pão” e se colocou como o “pão da vida” tenha feito um último discurso para os seus discípulos na Ceia comparando o seu corpo com um pão, do qual todos deveriam comer, sob pena de não ter comunhão com Ele? E ainda, como podemos relacionar o “pão da vida” com as muitas pessoas que pedem de presente ao Papai Noel, no dia do Natal, um pão com manteiga e um copo de leite? O que aconteceu com o espírito do Natal? Se é que existe esse tal espírito! Mas se existe, será que ele não se equivocou assumindo em sua trajetória histórico-afetiva um compromisso maior com a tradição religiosa, quando deveria assumir tal compromisso com a humanidade em suas reais necessidades?"
Para Eduardo, a "tradição do Natal", tal qual a conhecemos nos dias atuais, interessa "somente aqueles cuja força é capaz de transformar um espírito natalino em espectro fantasmagórico que leva terror ao invés de segurança pública; aqueles que já perderam de vista as necessidades do próximo em detrimento de seus próprios interesses; aqueles que, a exemplo do rei Herodes que mandou matar todas as crianças de dois anos para baixo, quando do nascimento de Jesus, com medo de perder o trono, destroem sonhos e até mesmo pessoas com medo de perder o poder; aqueles que capitalizam votos nas campanhas eleitorais coronelificando (se me permitem o neologismo) o nepotismo. A estes interessa manter a tradição, pois para eles a tradição é a estrutura ideológica do poder."
Eduardo finaliza seu artigo com um pequeno alerta: "Lembre-se: o Natal é dia de gente e não de estruturas!"
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
O que me irrita no natal
Muitas coisas me irritam no natal.
Em primeiro lugar, fico irritado com a exploração comercial da data. Tudo é comércio. A publicidade explora a compulsão consumista das pessoas e as estimula a consumir mais ainda quando vem chegando o natal.
Não suporto os comerciais de natal. As Mensagens, músicas, sorrisos... Tudo artificial. Tudo ensaiado. Tudo feito para comover os trouxas. Os bancos, que passam o ano todo assaltando o bolso da gente com taxas exorbitantes, se transformam na fantástica fábrica de felicidade nos comerciais.
Os telejornais também conseguem me irritar ainda mais no natal. Todo ano é a mesma coisa. As mesmas matérias sobre "solidariedade e espírito natalino", as mesmas pautas sem nenhuma criatividade. Haja história de Papai Noel! Como dizem uns conhecidos meus, "ninguém merece". Além disso, só mostram as comemorações e tradições católicas. A mensagem do Papa também merece destaque.
A religiosidade com cheiro de naftalina e os discursos sem nenhuma novidade também me irritam. Ontem, véspera de natal, fui à igreja que freqüentei na minha adolescência e parte da minha juventude na cidade onde nasci, na esperança de ouvir alguma mensagem revigoradora. Não passou de esperança. Ouvi um discurso velho, o mesmo relato do nascimento do menino Jesus, algumas metáforas batidas, palavras que não empolgavam, não levavam a nenhuma reflexão nem incomodavam. Porque eu acho que as palavras têm que provocar e incomodar, para que saíamos da pasmaceira habitual.
Esse tipo de discurso e esse tipo de religiosidade, além de me irritar, me cansam. O natal perdeu, há muito tempo, seu sentido original. De que adianta falar no natal, no nascimento de Cristo, se esse Cristo do natal não faz nenhuma diferença em nós?
Acho que é justamente isso o que mais me irrita no natal. Essa é apenas uma data festiva como outra qualquer para a maioria das pessoas. É uma data que não faz a menor diferença.
O natal não faz o menor sentido se o Cristo do natal não nascer e renascer todos os dias para cada um de nós.
Em primeiro lugar, fico irritado com a exploração comercial da data. Tudo é comércio. A publicidade explora a compulsão consumista das pessoas e as estimula a consumir mais ainda quando vem chegando o natal.
Não suporto os comerciais de natal. As Mensagens, músicas, sorrisos... Tudo artificial. Tudo ensaiado. Tudo feito para comover os trouxas. Os bancos, que passam o ano todo assaltando o bolso da gente com taxas exorbitantes, se transformam na fantástica fábrica de felicidade nos comerciais.
Os telejornais também conseguem me irritar ainda mais no natal. Todo ano é a mesma coisa. As mesmas matérias sobre "solidariedade e espírito natalino", as mesmas pautas sem nenhuma criatividade. Haja história de Papai Noel! Como dizem uns conhecidos meus, "ninguém merece". Além disso, só mostram as comemorações e tradições católicas. A mensagem do Papa também merece destaque.
A religiosidade com cheiro de naftalina e os discursos sem nenhuma novidade também me irritam. Ontem, véspera de natal, fui à igreja que freqüentei na minha adolescência e parte da minha juventude na cidade onde nasci, na esperança de ouvir alguma mensagem revigoradora. Não passou de esperança. Ouvi um discurso velho, o mesmo relato do nascimento do menino Jesus, algumas metáforas batidas, palavras que não empolgavam, não levavam a nenhuma reflexão nem incomodavam. Porque eu acho que as palavras têm que provocar e incomodar, para que saíamos da pasmaceira habitual.
Esse tipo de discurso e esse tipo de religiosidade, além de me irritar, me cansam. O natal perdeu, há muito tempo, seu sentido original. De que adianta falar no natal, no nascimento de Cristo, se esse Cristo do natal não faz nenhuma diferença em nós?
Acho que é justamente isso o que mais me irrita no natal. Essa é apenas uma data festiva como outra qualquer para a maioria das pessoas. É uma data que não faz a menor diferença.
O natal não faz o menor sentido se o Cristo do natal não nascer e renascer todos os dias para cada um de nós.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Manual prático para se manipular uma pesquisa eleitoral
Do Blog do Luís Nassif:
"Se alguém tinha dúvidas sobre como as pesquisas eleitorais podem ser manipuladas, uma pequena matéria da “Folha” (que merecia destaque maior) demonstra.
A matéria fala de duas pesquisas do IBOPE sobre as eleições municipais de São Paulo. Em um dos levantamentos, divulgado pela TV Globo, Martha vence por 46% a 35%. Em outro, encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ligada a Kassab) ele vence por 47% a 38%. A diferença entre as pesquisas é de menos de um mês. [ A pesquisa em que Marta venceria foi realizada entre os dias 15 e 18 de dezembro, enquanto a outra, em que Kassab seria vencedor, foi realizada entre os dias 10 e 14 de novembro]
Qual o truque? No caso da pesquisa da ACSP, antes de perguntar sobre as intenções de voto, a pesquisa tinha oito questões sobre as obras de Kassab na cidade. Depois de lembrar (ou informar ) o leitor sobre as boas obras, sapecava a pergunta: em quem votaria?"
Em relação à pesquisa que deu Kassab à frente de Marta, A Folha informa que o Ibope afirmou ontem, por meio de nota, que as questões iniciais "podem ter influenciado os resultados obtidos nas perguntas sobre intenção de voto, principalmente nas simulações de segundo turno, dado o caráter plebiscitário dessas questões".
"Se alguém tinha dúvidas sobre como as pesquisas eleitorais podem ser manipuladas, uma pequena matéria da “Folha” (que merecia destaque maior) demonstra.
A matéria fala de duas pesquisas do IBOPE sobre as eleições municipais de São Paulo. Em um dos levantamentos, divulgado pela TV Globo, Martha vence por 46% a 35%. Em outro, encomendado pela Associação Comercial de São Paulo (ligada a Kassab) ele vence por 47% a 38%. A diferença entre as pesquisas é de menos de um mês. [ A pesquisa em que Marta venceria foi realizada entre os dias 15 e 18 de dezembro, enquanto a outra, em que Kassab seria vencedor, foi realizada entre os dias 10 e 14 de novembro]
Qual o truque? No caso da pesquisa da ACSP, antes de perguntar sobre as intenções de voto, a pesquisa tinha oito questões sobre as obras de Kassab na cidade. Depois de lembrar (ou informar ) o leitor sobre as boas obras, sapecava a pergunta: em quem votaria?"
Em relação à pesquisa que deu Kassab à frente de Marta, A Folha informa que o Ibope afirmou ontem, por meio de nota, que as questões iniciais "podem ter influenciado os resultados obtidos nas perguntas sobre intenção de voto, principalmente nas simulações de segundo turno, dado o caráter plebiscitário dessas questões".
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Ibope diz que Marta lidera em São Paulo; Folha de S.Paulo diz que "Marta empata com Alckmin"
O Ibope divulgou nesta quarta-feira (19) uma pesquisa sobre a intenção de votos para a Prefeitura de São Paulo. De acordo com o instituto, a ex-prefeita e ministra do Turismo Marta Suplicy (PT) aparece na liderança com 27%, seguida do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 24%. A margem de erro é de quatro pontos percentuais. Dessa forma, Marta tem entre 23% e 31%, enquanto Alckmin tem entre 20% e 27%. O Ibope ouviu 602 eleitores, entre os dias 15 e 18 de dezembro.
Eu já comentei outras pesquisas que saíram para presidente e, em relação a essa para prefeito, digo o mesmo: pesquisa eleitoral agora e nada, dá no mesmo. Apesar das eleições para prefeito estarem mais próximas, ainda falta muita água pra passar debaixo da ponte.
Mas, o que chama a atenção agora não é nem a pesquisa em si, mas a repercussão da mesma. O Ibope mostra Marta à frente de Alckmin. A Folha dá na manchete que Marta apenas empata com o tucano.
Estranho, né?
Eu já comentei outras pesquisas que saíram para presidente e, em relação a essa para prefeito, digo o mesmo: pesquisa eleitoral agora e nada, dá no mesmo. Apesar das eleições para prefeito estarem mais próximas, ainda falta muita água pra passar debaixo da ponte.
Mas, o que chama a atenção agora não é nem a pesquisa em si, mas a repercussão da mesma. O Ibope mostra Marta à frente de Alckmin. A Folha dá na manchete que Marta apenas empata com o tucano.
Estranho, né?
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
O poder da amizade
Tenho dormido tarde nos últimos dias e, para compensar a falta de sono, aproveito para ler e assistir bons filmes. Na madrugada de ontem para hoje assisti "Reine Sobre Mim" (Reign Over Me), do diretor Mike Binder, com Adam Sandler, Don Cheadle e Liv Tyler. Talvez a sua reação ao se deparar com o nome de Adam Sandler tenha sido de desconfiança, igual a minha, como se dissesse "xiii, lá vem mais uma daquelas comédias americanas estilo pastelão", afinal de contas Sandler é conhecido pelo grande público por suas atuações nesse tipo de filme.
"Reine Sobre Mim" nada tem a ver com o gosto duvidoso daquelas comédias. Primeiro porque é um drama, que conta uma história de conteúdo profundamente humano e emocionante, sem ser piegas. Depois porque você vai se surpreender com uma interpretação tocante de Adam Sandler, como provavelmente você não o viu em nenhum outro momento.
No filme, Sandler é Charlie Fineman, um homem perturbado pela tragédia de ter perdido a mulher e as três filhas num dos aviões seqüestrados pelos terroristas da Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Fineman não consegue lidar com a perda e isola-se de tudo e de todos. Tranca-se em seu apartamento e só sai a bordo do seu patinete motorizado para ir a uma loja de antiguidades que vende discos de vinil. O apartamento onde mora é um lugar sombrio. Ele reforma a cozinha à cada duas semanas. Os quadros estão pelo chão. Não há moveis; apenas um velho sofá na sala, um projetor de imagens e uma tv de plasma gigante, que ele só liga pra jogar video-game. Nunca vê os noticiários. É uma forma de estar no mundo, mas ao mesmo tempo não se sentir parte dele.
Fineman tenta fugir das lembranças da esposa e das filhas. As lembranças são dolorosas demais e ele não consegue conviver com isso. Ele já tem que suportar a ausência delas, o vazio infinito advindo dessa ausência, a absoluta sensação de estar perdido num universo gigantesco, a vertiginosa percepção de gravitar em torno do invisível, do intangível.
Um dia, por acaso, Fineman reencontra um antigo amigo de faculdade, Alan Johnson (vivido por Don Cheadle). É quando sua pobre vida triste começa a mudar. Johnson é um dentista que vive para a família e o trabalho, mas sente-se frustrado por ter que se anular o tempo todo. O reencontro de Fineman e Johnson reascende a amizade esquecida e essa nova relação vai ensinar muita coisa aos dois.
A partir desse reencontro, o tema da amizade é explorado com muita sensibilidade e filme mexe com algo que é comum a todos nós: a estranha necessidade de não nos sentirmos sós. Fineman descobre que não está só, enquanto Johnson começa a intuir que aquela amizade pode trazer à tona um lado seu que nem ele mesmo conhecia.
Em tempos difíceis como os nossos, quando as relações são, muitas vezes, movidas por interesses egoístas, é sempre bom ver histórias como essa, que mostram a força da verdadeira amizade. Não importa que seja um pouco idealizado. É bom sonhar de vez em quando.
"Reine Sobre Mim" nada tem a ver com o gosto duvidoso daquelas comédias. Primeiro porque é um drama, que conta uma história de conteúdo profundamente humano e emocionante, sem ser piegas. Depois porque você vai se surpreender com uma interpretação tocante de Adam Sandler, como provavelmente você não o viu em nenhum outro momento.
No filme, Sandler é Charlie Fineman, um homem perturbado pela tragédia de ter perdido a mulher e as três filhas num dos aviões seqüestrados pelos terroristas da Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Fineman não consegue lidar com a perda e isola-se de tudo e de todos. Tranca-se em seu apartamento e só sai a bordo do seu patinete motorizado para ir a uma loja de antiguidades que vende discos de vinil. O apartamento onde mora é um lugar sombrio. Ele reforma a cozinha à cada duas semanas. Os quadros estão pelo chão. Não há moveis; apenas um velho sofá na sala, um projetor de imagens e uma tv de plasma gigante, que ele só liga pra jogar video-game. Nunca vê os noticiários. É uma forma de estar no mundo, mas ao mesmo tempo não se sentir parte dele.
Fineman tenta fugir das lembranças da esposa e das filhas. As lembranças são dolorosas demais e ele não consegue conviver com isso. Ele já tem que suportar a ausência delas, o vazio infinito advindo dessa ausência, a absoluta sensação de estar perdido num universo gigantesco, a vertiginosa percepção de gravitar em torno do invisível, do intangível.
Um dia, por acaso, Fineman reencontra um antigo amigo de faculdade, Alan Johnson (vivido por Don Cheadle). É quando sua pobre vida triste começa a mudar. Johnson é um dentista que vive para a família e o trabalho, mas sente-se frustrado por ter que se anular o tempo todo. O reencontro de Fineman e Johnson reascende a amizade esquecida e essa nova relação vai ensinar muita coisa aos dois.
A partir desse reencontro, o tema da amizade é explorado com muita sensibilidade e filme mexe com algo que é comum a todos nós: a estranha necessidade de não nos sentirmos sós. Fineman descobre que não está só, enquanto Johnson começa a intuir que aquela amizade pode trazer à tona um lado seu que nem ele mesmo conhecia.
Em tempos difíceis como os nossos, quando as relações são, muitas vezes, movidas por interesses egoístas, é sempre bom ver histórias como essa, que mostram a força da verdadeira amizade. Não importa que seja um pouco idealizado. É bom sonhar de vez em quando.
Vereador quer censurar Rita Lee
Li a seguinte nota no blog "Panorama Político" da jornalista Ana Ruth Dantas:
Vereador defende que Prefeitura “vete” Rita Lee
"O vereador Carlos Santos se revoltou com a cantora Rita Lee, que se apresentou na última quinta-feira no projeto Natal em Natal. O parlamentar do PR se mostrou indignado pelo fato da roqueira ter testado a popularidade do senador potiguar Garibaldi Filho, no momento em que disse, durante o show, “se o senador for bom aplaudam, se for ruim vaiem”.
“Ela (Rita Lee) orquestrou uma vaia para o senador Garibaldi Filho. Entendo que nós do Rio Grande do Norte não podemos aceitar isso. Garibaldi Filho não é uma questão do PMDB é do Rio Grande do Norte. Ele é o presidente do Senado do Rio Grande do Norte. Não admito que ela incentive a vaia”, disse Carlos Santos.
O vereador ponderou que “Rita Lee é uma boa cantora, fez bom show, mas não pode ferir algo que é nosso”."
Deixei o seguinte comentário no blog da jornalista:
O vereador Carlos Santos deveria se preocupar com outras coisas. Agora ele quer ser censor? Deveria se ocupar em legislar em favor do município pelo qual foi eleito. Desconheço qualquer coisa relevante feita pelo nobre vereador na Câmara Municipal - a não ser que ele considere relevante conceder honrarias às musas do axé baiano.
O verdadeiro artista, vereador, é um vanguardista, um visionário. Ele se move por entre as intermitências do tempo presente e escapa do pensamento único e do senso comum. Quando todos olham para os lados, o artista mira para cima, porque a "novidade" pode estar pairando sobre nossas cabeças. E antes que se precipite a "chuva", ele a traduz em arte, em protesto, em contestação. A verdadeira arte não se alinha à vontade nem dos velhos nem dos novos coronéis.
Deixem o (a) artista livre.
Vereador defende que Prefeitura “vete” Rita Lee
"O vereador Carlos Santos se revoltou com a cantora Rita Lee, que se apresentou na última quinta-feira no projeto Natal em Natal. O parlamentar do PR se mostrou indignado pelo fato da roqueira ter testado a popularidade do senador potiguar Garibaldi Filho, no momento em que disse, durante o show, “se o senador for bom aplaudam, se for ruim vaiem”.
“Ela (Rita Lee) orquestrou uma vaia para o senador Garibaldi Filho. Entendo que nós do Rio Grande do Norte não podemos aceitar isso. Garibaldi Filho não é uma questão do PMDB é do Rio Grande do Norte. Ele é o presidente do Senado do Rio Grande do Norte. Não admito que ela incentive a vaia”, disse Carlos Santos.
O vereador ponderou que “Rita Lee é uma boa cantora, fez bom show, mas não pode ferir algo que é nosso”."
Deixei o seguinte comentário no blog da jornalista:
O vereador Carlos Santos deveria se preocupar com outras coisas. Agora ele quer ser censor? Deveria se ocupar em legislar em favor do município pelo qual foi eleito. Desconheço qualquer coisa relevante feita pelo nobre vereador na Câmara Municipal - a não ser que ele considere relevante conceder honrarias às musas do axé baiano.
O verdadeiro artista, vereador, é um vanguardista, um visionário. Ele se move por entre as intermitências do tempo presente e escapa do pensamento único e do senso comum. Quando todos olham para os lados, o artista mira para cima, porque a "novidade" pode estar pairando sobre nossas cabeças. E antes que se precipite a "chuva", ele a traduz em arte, em protesto, em contestação. A verdadeira arte não se alinha à vontade nem dos velhos nem dos novos coronéis.
Deixem o (a) artista livre.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Mais brasileiros na rede mundial de computadores
Em um ano, Brasil tem 1,8 milhão de novos internautas de banda larga
O número de conexões à internet por meio de banda larga no Brasil cresceu 36% entre setembro de 2006 e setembro de 2007, registrando 1,870 milhão de novas conexões. É o que mostra a sétima edição do estudo Barômetro Cisco de Banda Larga, realizado pela IDC Brasil e divulgado nesta terça-feira.
Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o aumento foi de 8,3%. Uma das razões das adesões, segundo o estudo, é a queda no preço desses serviços. O crescimento na venda de PCs também estaria ajudando no crescimento da banda larga.
Quase metade das conexões, no entanto, concentra-se no estado de São Paulo (40,1%). O estado também detém 36% das conexões discadas à rede.
O preço das conexões entre 1 e 2 Mbps caiu 30% de setembro deste ano a setembro de 2006, informou o relatório.
Fonte: Folha Online
O número de conexões à internet por meio de banda larga no Brasil cresceu 36% entre setembro de 2006 e setembro de 2007, registrando 1,870 milhão de novas conexões. É o que mostra a sétima edição do estudo Barômetro Cisco de Banda Larga, realizado pela IDC Brasil e divulgado nesta terça-feira.
Na comparação com o segundo trimestre deste ano, o aumento foi de 8,3%. Uma das razões das adesões, segundo o estudo, é a queda no preço desses serviços. O crescimento na venda de PCs também estaria ajudando no crescimento da banda larga.
Quase metade das conexões, no entanto, concentra-se no estado de São Paulo (40,1%). O estado também detém 36% das conexões discadas à rede.
O preço das conexões entre 1 e 2 Mbps caiu 30% de setembro deste ano a setembro de 2006, informou o relatório.
Fonte: Folha Online
Quem tem medo da TV Pública?
Em discurso na Câmara Federal, a deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) defende a TV Brasil e afirma que a oposição critica a nova rede porque tem o apoio de "grandes grupos privados de comunicação brasileiros, que não se conformam com a aparição de uma alternativa de televisão para o público brasileiro, insatisfeito com os padrões atuais da TV comercial".
Leia abaixo a íntegra do discurso de Manuela na Câmara dos Deputados e reproduzido no site "Vermelho":
Nosso país viveu um ano de profundas transformações, este fato é reconhecido por todas as forças políticas desta Casa. Uma destas grandes transformações foi o início das operações da TV Brasil. Início este ofuscado pela estréia das transmissões da TV digital brasileira. Apesar da estréia tímida, resumida à cidade de São Paulo, a tv digital concentrou todas as atenções, enquanto o verdadeiro salto está sendo dado com o lançamento de um novo veículo de comunicação, que pode vir a cumprir um papel previsto pelos constituintes de 1988 mas nunca concretizado, o de democratizar o acesso às informações.
Ouvi aqui, diversos discursos acusando a iniciativa do governo Lula de se criar uma TV chapa-branca. Mas todos estes ataques caem por terra quando conversamos com a nova presidente da TV, jornalista Tereza Cruvinel.
Um profissional respeitada, tratada com muita deferência por todos os partidos, certamente empresta além de sua competência sua seriedade e sua credibilidade a este novo veículo.
Em entrevista publicada na semana passada, a jornalista afirmava que ''a TV Brasil fará um jornalismo sem adjetivos cromáticos, guiado pelos fatos, pelo equilíbrio e isenção. E independente da boa intenção ou das virtudes de seus dirigentes, a vigilância da sociedade deve prevalecer''.
Não há dúvida de que a TV Brasil será fiscalizada diuturnamente pelos mais diversos segmentos da sociedade. Então qual a razão para tanto temor, o que justifica que um partido entre com uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a medida provisória que criou a TV Brasil?
O que teme este partido e os ácidos críticos à nova TV é que ela seja um instrumento da sociedade. A mesma insegurança que move setores da mídia contra o governo Lula, não pelos seus atos administrativos mas pela sua origem popular. Senhor presidente, senhoras e senhores deputados, eu pergunto quem tem medo da TV Brasil?
Os mesmos setores que têm medo do nosso povo e da nossa cultura.
Segmentos que buscam desesperadamente se sentirem mais cultos e urbanos voltando suas vidas para os exemplos norte-americanos de cultura e consumo.
Pessoas que se sentem mais à vontade em Nova York do que no Rio de Janeiro.
Estes setores irão descobrir a riqueza da alma e da cultura de nosso país.
O surgimento de mais uma rede de televisão, e de natureza pública, pode contribuir para o aumento da diversidade na oferta de oportunidades de informação ao cidadão. Quanto maior a diversidade do sistema de radiodifusão, mais democrático ele se torna, permitindo que a sociedade possa formar seus juízos a partir do acesso a um conjunto variado de mensagens que expressem o pluralismo da própria sociedade.
Concluo saudando a nova rede de TV Brasil e afirmando que meu mandato e minha atuação política serão voltados para o sucesso desta iniciativa, que não é iniciativa de um governo, mas é uma conquista para todo o país.
Leia abaixo a íntegra do discurso de Manuela na Câmara dos Deputados e reproduzido no site "Vermelho":
Nosso país viveu um ano de profundas transformações, este fato é reconhecido por todas as forças políticas desta Casa. Uma destas grandes transformações foi o início das operações da TV Brasil. Início este ofuscado pela estréia das transmissões da TV digital brasileira. Apesar da estréia tímida, resumida à cidade de São Paulo, a tv digital concentrou todas as atenções, enquanto o verdadeiro salto está sendo dado com o lançamento de um novo veículo de comunicação, que pode vir a cumprir um papel previsto pelos constituintes de 1988 mas nunca concretizado, o de democratizar o acesso às informações.
Ouvi aqui, diversos discursos acusando a iniciativa do governo Lula de se criar uma TV chapa-branca. Mas todos estes ataques caem por terra quando conversamos com a nova presidente da TV, jornalista Tereza Cruvinel.
Um profissional respeitada, tratada com muita deferência por todos os partidos, certamente empresta além de sua competência sua seriedade e sua credibilidade a este novo veículo.
Em entrevista publicada na semana passada, a jornalista afirmava que ''a TV Brasil fará um jornalismo sem adjetivos cromáticos, guiado pelos fatos, pelo equilíbrio e isenção. E independente da boa intenção ou das virtudes de seus dirigentes, a vigilância da sociedade deve prevalecer''.
Não há dúvida de que a TV Brasil será fiscalizada diuturnamente pelos mais diversos segmentos da sociedade. Então qual a razão para tanto temor, o que justifica que um partido entre com uma ação no Supremo Tribunal Federal contra a medida provisória que criou a TV Brasil?
O que teme este partido e os ácidos críticos à nova TV é que ela seja um instrumento da sociedade. A mesma insegurança que move setores da mídia contra o governo Lula, não pelos seus atos administrativos mas pela sua origem popular. Senhor presidente, senhoras e senhores deputados, eu pergunto quem tem medo da TV Brasil?
Os mesmos setores que têm medo do nosso povo e da nossa cultura.
Segmentos que buscam desesperadamente se sentirem mais cultos e urbanos voltando suas vidas para os exemplos norte-americanos de cultura e consumo.
Pessoas que se sentem mais à vontade em Nova York do que no Rio de Janeiro.
Estes setores irão descobrir a riqueza da alma e da cultura de nosso país.
O surgimento de mais uma rede de televisão, e de natureza pública, pode contribuir para o aumento da diversidade na oferta de oportunidades de informação ao cidadão. Quanto maior a diversidade do sistema de radiodifusão, mais democrático ele se torna, permitindo que a sociedade possa formar seus juízos a partir do acesso a um conjunto variado de mensagens que expressem o pluralismo da própria sociedade.
Concluo saudando a nova rede de TV Brasil e afirmando que meu mandato e minha atuação política serão voltados para o sucesso desta iniciativa, que não é iniciativa de um governo, mas é uma conquista para todo o país.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Entrevista Roberta Sá

Roberta Sá falou com exclusividade ao blog após o show no "Auto de Natal", domingo passado (16), no Machadão. Mais de 10 mil pessoas assistiram a apresentação impecável da cantora potiguar radicada no Rio de Janeiro. "Foi o meu maior público", disse uma Roberta visivelmente emocionada.
Nem o probleminha com o retorno atrapalhou o show. No repertório, 12 músicas do segundo cd e sete do "Braseiro", seu primeiro trabalho profissional. A enorme estrutura do palco ficou pequena frente à desenvoltura de uma Roberta Sá supreendentemente desenvolta, levando-se em consideração sua conhecida timidez. Pois nessa noite, ela esqueceu a timidez e tomou conta do pedaço: sem deixar a elegância de lado, caiu no samba e fez todo mundo sambar também.
Particularmente, considero o momento mais marcante quando ela cantou "Samba de Amor e Ódio", faixa do "Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria". A voz marcante, a força do olhar, a perfeição dos movimentos, imprimiam ainda mais personalidade ao canto e davam mais amplitude a cada verso.
Nessa rápida entrevista, concedida em seu camarim, Roberta falou da emoção de se apresentar em Natal, comentou o prêmio de melhor cantora de 2007 da APCA, disse que gostaria de ter contato com os compositores potiguares e revelou que já está pensando no próximo cd.
Confira o papo na íntegra:
Contraponto: É a primeira vez que você canta no “Auto de Natal”. Como é que foi essa experiência de ver essa multidão te aplaudindo?
Roberta: Foi maravilhosa a experiência, foi um presente mesmo pra mim, presente de aniversário e de natal, porque eu fazer aniversário daqui a pouquinho, daqui a três dias... Três dias? Eu sou ruim de matemática à beça... Foi um presente, como eu já falei... A gente adorou; eu acho que nunca cantei pra tanta gente; assim, nunca tive um show meu, pelo menos, pra tanta gente. Foi emocionante ver todo mundo curtindo o show, curtir junto com todo mundo. Foi muito bacana.
Contraponto: Os seus fãs de Natal sempre reclamam que você faz poucos shows aqui. Por que isso?
Roberta: Não tem um por que; a gente vem, quando as pessoas chamam a gente ta aqui; é simples assim. Eu vim três vezes esse ano. Vim à beça.
Contraponto: Você foi eleita pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) a melhor cantora do Brasil em 2007. O que é que passa pela sua cabeça quando você recebe um título desses? Hoje você é quase uma unanimidade de crítica, então como é que você encara essa responsabilidade?
Roberta: A gente fica contente. Quando eu falo a gente, digo eu e a minha equipe toda, todo mundo que trabalha, porque a gente trabalha pra caramba. E um prêmio desses é um carinho pra gente que realiza esse trabalho com tanto amor. Então, eu fico muito feliz e, ao mesmo tempo, é uma grande responsabilidade, porque [a APCA] é uma associação super séria. Todo ano os premiados são os maiores da nossa música brasileira. Eu fiquei muito surpresa e não esperava mesmo. Quando eu vi, eu achei até que fosse mentira. Eu falei: “Não, mentira. Não, não fui eu não. Vocês não confundiram o nome não?” (risos). Foi uma surpresa muito boa. Eu tô cheia de presente de natal e de aniversário. O povo não pára de me dar presente, graças a Deus.
Contraponto: Eu queria falar um pouco do “Braseiro”, que foi seu cd de estréia. Quando esse cd foi lançado, a crítica do sul e sudeste o comparou ao cd de estréia da Marisa Monte, dizendo que em termos de estréia, o “Braseiro” foi melhor que o da Marisa Monte. Como você recebeu essa comparação? Há alguma competição?
Roberta: Claro que não, imagina. Imagina gente, não há competição com ninguém. Tem espaço pra todo mundo. A Marisa é uma grande cantora...
Contraponto: É possível uma parceria Marisa-Roberta?
Roberta: Talvez, quem sabe... Eu adoraria. Eu acho que as comparações são inevitáveis. Qualquer pessoa, qualquer artista novo que se lança no mercado, ele logo é encaixado numa categoria, como se fosse numa prateleira. Eles querem te colocar numa prateleira, numa fôrma. Mas depois isso vai acabando e morrendo.
Contraponto: Você acompanha as discussões sobre você e seu trabalho na internet e nas comunidades do Orkut?
Roberta: Olha, quando dá tempo, eu até dou uma olhadinha. Mas na verdade eu acho que a internet é um espaço tão democrático que eu prefiro deixar as pessoas à vontade pra elas discutirem o que elas quiserem. É o espaço que as pessoas têm pra falar o que elas quiserem, pra reclamar se não gostaram de alguma coisa. Então eu não fico vendo muito não. Eu deixo as pessoas livres e à vontade.
Contraponto: Você tem algum contato com compositores potiguares?
Roberta: Infelizmente não tenho nenhum contato com os compositores potiguares. Adoraria que eles me mandassem músicas, mas simplesmente não aconteceu, por incrível que pareça. Eu nunca recebi músicas de compositores potiguares. Engraçado, né?
Contraponto: “Que Belo Estranho Dia” é recente ainda. Mas você já ta pensando em alguma coisa pra um novo trabalho?
Roberta: Cara, sempre que eu termino um disco, eu já to pensando no outro. Eu gosto muito de fazer disco, de pensar o disco. E pra ele sair sempre do jeito que eu quero, eu tenho que pensar durante muito tempo. Esse segundo, quando eu lancei o “Braseiro”, eu já tinha idéia mais ou menos do que eu queria fazer. E aí eu já tenho idéia mais ou menos pro próximo. Mas muda muito. Daqui pra lá, daqui pra fazer muda tudo.
Contraponto: Há pouco tempo havia uma discussão na sua comunidade no Orkut que perguntava assim: Roberta Sá é do samba ou da moda? A chance agora é sua de responder.
Roberta: Eu sou da Música Popular Brasileira, incluindo o samba. Eu não sou nem do samba nem da moda. Eu faço o que eu escuto e a música brasileira que eu amo e acredito.
Contraponto: Você ta feliz com a repercussão do seu trabalho?
Roberta: Poxa, como não, né? (risos) Tô muito feliz com a repercussão do trabalho, tô feliz em ta trabalhando com as pessoas que eu gosto e que eu quero. Aquilo ali que eu falei no show procede, a minha equipe, os meus músicos, eles são uma família pra mim. Sabe quando o trabalho tem uma energia boa? Tá todo mundo trabalhando pro bem; isso é o que importa de verdade. Acho que o público sente e devolve essa energia.
Correção
O show de Roberta Sá foi no "Festival de Música de Natal", não no "Auto de Natal", como escrevi acima.
sábado, 15 de dezembro de 2007
Tucanos descem do salto e ameçam atacar novamente
Arthur Virgílio diz que "o presidente [Lula] vai ver com quantos paus se faz uma jangada”
O presidente Lula disse ontem (14), num evento em São Bernardo do Campo (SP), que a oposição teria que explicar ao povo "por que a saúde não terá R$ 24 bilhões a mais nos próximos quatro anos”. Lula disse mais: "Quem votou contra a CPMF não usa o SUS. Porque se usassem, não votariam contra."
Os tucanos, principais responsáveis pela derrubada da CPMF, juntamente com os parceiros de alma, os "demos", pegaram ar, como se diz na gíria popular. Eles não gostaram do que o presidente falou e ameaçaram partir para a guerra. A promessa de guerra partiu, vejam só, do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra.
Guerra disse que Lula estava com "conversa fiada" e que "o governo do presidente Lula arrecada demais e gasta demais. Desperdiça. O governo tem que gastar menos e honrar todos os seus compromissos, inclusive com a saúde."
Caro leitor, cuidado quando tucanos e "demos" disserem que o governo "gasta demais" e que é preciso "cortar custos". Quando eles falam em cortar gastos, estão se referindo aos programas sociais do governo, porque, repito, investir no social, para eles, é um "gasto".
O galo de briga dos tucanos, senador Arthur Virgílio (AM), chegou a dizer que "o presidente [Lula] vai ver com quantos paus se faz uma jangada". A declaração demonstra, mais uma vez, a elegância de Virgílio, que já prometeu até dar uma surra em Lula.
O presidente Lula disse ontem (14), num evento em São Bernardo do Campo (SP), que a oposição teria que explicar ao povo "por que a saúde não terá R$ 24 bilhões a mais nos próximos quatro anos”. Lula disse mais: "Quem votou contra a CPMF não usa o SUS. Porque se usassem, não votariam contra."
Os tucanos, principais responsáveis pela derrubada da CPMF, juntamente com os parceiros de alma, os "demos", pegaram ar, como se diz na gíria popular. Eles não gostaram do que o presidente falou e ameaçaram partir para a guerra. A promessa de guerra partiu, vejam só, do presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra.
Guerra disse que Lula estava com "conversa fiada" e que "o governo do presidente Lula arrecada demais e gasta demais. Desperdiça. O governo tem que gastar menos e honrar todos os seus compromissos, inclusive com a saúde."
Caro leitor, cuidado quando tucanos e "demos" disserem que o governo "gasta demais" e que é preciso "cortar custos". Quando eles falam em cortar gastos, estão se referindo aos programas sociais do governo, porque, repito, investir no social, para eles, é um "gasto".
O galo de briga dos tucanos, senador Arthur Virgílio (AM), chegou a dizer que "o presidente [Lula] vai ver com quantos paus se faz uma jangada". A declaração demonstra, mais uma vez, a elegância de Virgílio, que já prometeu até dar uma surra em Lula.
Entrando no clima
Amanhã (16), é o tão esperado dia do show da Roberta Sá no Auto de Natal, que este ano acontece no Machadão. Antes disso, à tarde, os fãs da melhor cantora do Brasil em 2007, segundo a APCA, se reúnem num pic-nic no Parque das Dunas, às 14h30, para se conhecerem, trocarem informações e impressões sobre a musa e, como não poderia deixar de ser, aquecer os tamborins e os gogós para mais tarde.
Então, pra entrar no clima, curtam aí Roberta cantanto "Alô, fevereiro" no Programa do Jô.
Então, pra entrar no clima, curtam aí Roberta cantanto "Alô, fevereiro" no Programa do Jô.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
"FHC tem inveja do Lula", afirma ministro Tarso Genro
O ministro da Justiça, Tarso Genro, ao comentar a derrota do governo na votação que extinguiu a CPMF no Senado, disse que "a sombra do Fernando Henrique Cardoso" está por trás "desse movimento contra a CPMF". Para o ministro, o ex-presidente "não admite que o Lula é melhor presidente do que ele. E que o governo [petista] tirou o país da estagnação e o presidente Lula é muito mais respeitado internacionalmente do que ele [FHC]".
As declarações de Tarso Genro foram feitas hoje (14), no final de cerimônia de formatura de novos policiais federais. As informações são da Folha Online.
O ministro também disse desconfiar que o ex-presidente tucano é movido por uma "angústia interior". Tarso disse que o Lula "tirou o país do atoleiro que ele [FHC] deixou" e isso "dói muito nele [FHC]."
Em Tempo
Segundo a Folha Online, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) admitiu ontem (13) que seguiu orientação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante a tramitação da proposta de prorrogação da CPMF no Congresso.
Na coluna "Painel" da Folha de São Paulo, a jornalista Renata Lo Prete diz que FHC foi "grande articulador do "não" tucano" à prorrogação da CPMF, mas, segundo ela, o ex-presidente "procurou diminuir seu papel" e "atribuiu o resultado ao líder da bancada, Arthur Virgílio, que estaria "fora de controle".
Agora é salve-se quem puder.
As declarações de Tarso Genro foram feitas hoje (14), no final de cerimônia de formatura de novos policiais federais. As informações são da Folha Online.
O ministro também disse desconfiar que o ex-presidente tucano é movido por uma "angústia interior". Tarso disse que o Lula "tirou o país do atoleiro que ele [FHC] deixou" e isso "dói muito nele [FHC]."
Em Tempo
Segundo a Folha Online, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) admitiu ontem (13) que seguiu orientação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante a tramitação da proposta de prorrogação da CPMF no Congresso.
Na coluna "Painel" da Folha de São Paulo, a jornalista Renata Lo Prete diz que FHC foi "grande articulador do "não" tucano" à prorrogação da CPMF, mas, segundo ela, o ex-presidente "procurou diminuir seu papel" e "atribuiu o resultado ao líder da bancada, Arthur Virgílio, que estaria "fora de controle".
Agora é salve-se quem puder.
O que na verdade eles querem
Tucanos e "demos" querem sangrar Lula, diz Folha de São Paulo
"Traições, base aliada rebelada, questões paroquiais, erros de negociação e desejo de sangrar o presidente Lula para enfraquecê-lo no jogo de 2010.
Essa confluência de fatores, reunidos de uma forma improvável num mesmo momento, levou o governo Lula a sofrer uma das principais derrotas no Congresso na madrugada de ontem, quando a CPMF perdeu sua sobrevida no próximo ano.
Democratas e tucanos, tidos como votos certos no início do ano para renovar a CPMF, viram na votação o momento apropriado para minar Lula numa fase de boa avaliação e economia crescendo, com inflação baixa, reservas perto de US$ 200 bilhões e investimentos em alta. Um cenário que pode transformar o petista no grande eleitor de 2010.
Sem os R$ 40 bilhões da CPMF, a oposição reduz o poder de fogo do petista em suas duas principais frentes: vitaminar os programas sociais e acelerar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)."
"Traições, base aliada rebelada, questões paroquiais, erros de negociação e desejo de sangrar o presidente Lula para enfraquecê-lo no jogo de 2010.
Essa confluência de fatores, reunidos de uma forma improvável num mesmo momento, levou o governo Lula a sofrer uma das principais derrotas no Congresso na madrugada de ontem, quando a CPMF perdeu sua sobrevida no próximo ano.
Democratas e tucanos, tidos como votos certos no início do ano para renovar a CPMF, viram na votação o momento apropriado para minar Lula numa fase de boa avaliação e economia crescendo, com inflação baixa, reservas perto de US$ 200 bilhões e investimentos em alta. Um cenário que pode transformar o petista no grande eleitor de 2010.
Sem os R$ 40 bilhões da CPMF, a oposição reduz o poder de fogo do petista em suas duas principais frentes: vitaminar os programas sociais e acelerar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)."
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