sábado, 27 de outubro de 2007

Mídia

Livro analisa novas tendências da cobertura policial

Na próxima segunda-feira (29), o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Candido Mendes e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos do Governo Federal lançam o livro "Mídia e violência: Novas tendências na cobertura de criminalidade e segurança no Brasil", no Rio de Janeiro. O livro analisa a cobertura midiática sobre o tema da violência e é resultado de três anos de monitoramento de diversos jornais brasileiros, análise de mais de 5 mil textos e a realização de 90 entrevistas - 64 com jornalistas e 26 com especialistas da área de segurança pública.

Em entrevista a Brunna Rosa para o site da revista "Fórum", a cientista social Silvia Ramos afirmou que a cobretura sobre o tema da criminalidade e da segurança pública mudou para melhor - apesar de ainda haver muito o que melhorar, pondera ela. "Há uma tendência muito forte e de redução cada vez maior de uma cobertura apelativa, que vai desde mostrar cadáver e sangue até coisas do tipo 'bandido bom é bandido morto' ", afirmou.

Para Silvia, a cobertura jornalística do tema deveria ser uma cobertura "onde o jornalista seja mais especializado". Segundo ela, esse "jornalista especilaizado" é aquele que compreende "o que é crime, criminalidade, violência", que é "capaz de fazer leituras de estatística, de criminalidade" e conhece "conceitos básicos como taxa de homicídios, entre outros".

Ela também denuncia que a cobertura policial é muito dependente dos boletins de ocorrência e o próprio policial, na maioria das vezes, é a única fonte.

A cientista social defende uma cobertura com foco nos direitos humanos. "O mais importante é tratar a segurança pública como uma política pública", disse.

Entrevista com Caco Barcelos

O "Diário de Natal" deste sábado (27) traz uma entrevista com o jornalista e escritor Caco Barcelos.

Neste domingo (28), Caco faz palestra na Feira do Livro de Mossoró, onde falará das suas obras " Revolução das crianças", "Rota 66" e "Abusado".

O repórter do DN perdeu uma ótima oportunidade de fazer uma grande entrevista. Ele poderia ter aprofundado temas que o próprio Caco Barcelos colocou em pauta - o que deixaria o material muito mais rico. Em vez disso, o entrevistador preferiu seguir um roteiro mais ou menos previsível.

Felizmente, Caco Barcelos soube como superar a obviedade e trazer questões interessantes para a discussão. Ao comentar sobre o jornalismo brasileiro, ele ressaltou a importância de se contextualizar a notícia, fugindo da narrativa óbvia. Para ele, o jornalista precisa refletir sobre o fato para tentar entender as circunstâncias que culminaram naquela situação.

"Eu acho que no jornalismo é importante a gente ir além da notícia, explicar porque a notícia está acontecendo, porque com tanta freqüência, por exemplo, pessoas pobres são mortas pela polícia e nunca, nenhuma, absolutamente nunca uma pessoa rica é morta pela polícia", afirmou.

Em outro ponto da entrevista, Caco Barcelos falou sobre a questão da utilização de armas de fogo e fez um contraponto interessante ao discurso predominante do uso da força. Na opinião do jornalista, é um contrasenso falar em direito de ter arma "num país que não dá o direito mais elementar e essencial para as vidas das pessoas pobres."

Acho que a pergunta mais inteligente que o repórter do DN fez foi quando ele questionou o seu entrevistado sobre o papel que a imprensa brasileira tem desempenhado quando se trata de abordar os direitos humanos. Caco Barcelos respondeu que há uma "campanha difamatória" contra os militantes dos direitos humanos. Para ele, o principal discurso dessa campanha é disseminar a mentira de que "os militantes que defendem os direitos humanos defendem bandidos ou entravam a ação da polícia".

Ele também disse que todas as políticas públicas de segurança implantadas no Brasil até hoje sempre derivaram "do ideário dos coronéis" e que "os militantes de direitos humanos nunca conseguiram impor uma única política pública."

Caros Amigos...

Estive ausente alguns dias me recuperando de alguns probleminhas de saúde.

Matéria novamente em forma, hora de voltar a dar meus pitacos por aqui.

Andréa, obrigado pelas belas palavras. Elas enchem essa pobre alma de vida.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Meias palavras

Eu sou esse anti-herói que a vida forjou entre encontros e descalabros, esse personagem assim um tanto quanto desajeitado, esse sujeito meio assim sem graça, essa promessa que santo nenhum quis aceitar. O meu corpo é só cansaço, desapego e desafeto. A minha alma é desesperança em estado bruto. Temo que a crença que ingenuamente depositava na virtude humana esteja se acabando. Não me cobre explicações sobre nada. Isso é apenas um desabafo.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Amazônia

Área desmatada aumenta e gera preocupação

O sistema de monitoramento do governo federal registrou aumento dos índices de desmatamento na região amazônica. Segundo oficiais, a derrubada - que foi controlada por três anos consecutivos - ganhou nova força em 2007 e, sem ações de controle, pode crescer ainda mais no próximo ano. Informações preliminares, obtidas pelo sistema por satélite Deter, indicam que o desmatamento em Mato Grosso cresceu 107% entre junho e setembro deste ano, comparado ao mesmo período do ano anterior. Em Rondônia, o índice é de 53% e, no Acre, de 3%.

Plano emergencial

O Ministério do Meio Ambiente anunciou que, paralelamente a um plano emergencial para combater o surto de desmatamento, pretende concluir em fevereiro de 2008 um plano de controle do desmatamento para os próximos quatro anos. O objetivo é investir em alternativas econômicas para gerar emprego e renda na região, mantendo a floresta em pé.

Apesar de dizer que o acréscimo do desmatamento registrado neste ano não é muito significativo em número de hectares, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, reconheceu a necessidade de providências imediatas para conter o avanço da prática ilegal.

Uma das possíveis causas do aumento do desmatamento é a recuperação do mercado de commodities. “Com a expectativa de lucro presente, as pessoas se arriscam mais”, disse o diretor de ações da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente (MMA), André Lima. “Além disso, em 2008 há eleições municipais, que normalmente são acompanhadas pelo crescimento do desmatamento.”

Fonte: Portal do PT (www.pt.org.br)

"Lista de Furnas" envolve ministro do STF e caciques do PSDB

De acordo com o site Novo Jornal (www.novojornal.com.br) de Minas Gerais, gravações telefônicas realizadas por ordem da Justiça Federal do Rio de Janeiro, onde tramita o processo sobre a "Lista de Furnas" - uma relação com os nomes de 156 políticos de 12 partidos que teriam recebido dinheiro por meio da estatal mineira Furnas Centrais Elétricas - revelam que, além de políticos, até mesmo um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) estaria envolvido no esquema de coorrupção comandado pele ex-diretor de Furnas, Dimas Fabiano Toledo. A lista veio à tona através do lobista mineiro Nilton Monteiro.

O site não informa o nome do ministro do STF supostamente envolvido no esquema, mas indica que ''na época da investigação e da gravação, o ministro ainda não pertencia ao TSF" - o que, obviamente, não é nenhum atenuante.

A Justiça do Rio de Janeiro investiga dois esquemas de desvio de verbas públicas e crimes eleitorais em duas campanhas - em 1998 e 2002.

Em 1998, segundo um relatório da Polícia Federal, a coligação do então governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), que disputava a reeleição e tinha como vice o ex-deputado Clésio Andrade (DEM, ex-PFL), injetou dinheiro ilegal na campanha, por meio de caixa dois. A coligação só declarou à Justiça Eleitoral R$ 8,55 milhões, dos mais de R$ 80 milhões gastos na campanha, sem contar os R$ 20 milhões que ficou devendo, informou o site "Vermelho" (www.vermelho.org.br). O dinheiro extra teria sido desviado de Furnas e outras estatais - dinheiro público, vale ressaltar.

Nas eleições de 2002, o esquema de caixa dois, abastecido com dinheiro público, continuou em opreção. Na "Lista de Furnas", aparecem os nomes dos tucanos José Serra como beneficiário de R$ 7 milhões, Alckmin com R$ 9,3 milhões e Aécio Neves com R$ 5,5 milhões. Além do atual governador de Minas, pessoas ligadas a ele, como a sua irmã Andréia Neves e o Secretário de Governo também teriam recebido recursos''.

No próximo mês, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, deverá apresentar ao STF a sua denúncia sobre o esquema de caixa dois. É dado como certo que o nome do senador tucano Eduardo Azeredo constará na denúncia. Não se sabe ainda se o procurador-geral vai limitar a denúncia ao esquema de 1998 ou se incluirá o de 2002 também.

O "Vermelho" informa que no próximo final de semana uma revista de circulação nacional trará uma matéria a respeito desse assunto. Os tucanos que fiquem com as plumas de molho.

Cientista que descobriu o DNA diz que africanos são menos inteligentes do que ocidentais

Do Blog do Rovai (http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog):

Pois é, depois a turminha do Ali Kamel, vem com aquele papinho chinfrim de que discutir o racismo é algo secundário. Dêem uma lida abaixo num trecho de uma matéria da Folha de S. Paulo de hoje. Depois de ler isso perdi até a vontade de continuar sendo educado com esses marqueteiros do geneticismo no Brasil. Aqueles que usam a genética para provar que o Negrinho da Beija Flor na verdade é branquinho. E para dizer isso ainda fazem biquinhos de intelectuais. Pois é, caro Demétrio Magnolli, é esse discurso geneticista que substancia a lógica do prêmio Nobel James Watson.

Uma entrevista do biólogo James Watson, 79, com declarações racistas anteontem a um jornal britânico atraiu uma enxurrada de críticas de cientistas, sociólogos, políticos e ativistas de direitos humanos.

Watson, ganhador do Prêmio Nobel por ter descoberto a estrutura do DNA juntamente com Francis Crick, em 1953, afirmou ao jornal britânico "The Sunday Times" que africanos são menos inteligentes do que ocidentais e, em razão disso, se declarou pessimista em relação ao futuro da África.

"Todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles [dos negros] é igual à nossa, apesar de todos os testes dizerem que não", afirmou o cientista. "Pessoas que já lidaram com empregados negros não acreditam que isso [a igualdade de inteligência] seja verdade."

Estudantes

UNE vai lançar campanha pela reforma política

A União Nacional dos Estudantes (UNE) vai lançar, no próximo dia 25, no Rio de Janeiro, a campanha "Mudar a Política para Mudar o Brasil!", em defesa da reforma política. A campanha vai ser lançada com uma passeata pelas ruas da capital fluminense, quando espera reunir milhares de jovens em favor da causa.

Em entrevista ao site "Conversa Afiada" de Paulo Henrique Amorim, a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, falou da importância de se convocar os jovens para a mobilização de rua e do engajamento político deles.

"Essa desilusão que tentam impor aos jovens sobre a política em tantos instrumentos de transformação, é contraposto pela UNE no momento em que a gente diz que é pela política sim que a gente transforma a realidade, a política através da participação dos movimentos sociais, dos movimentos estudantis organizados, política que pressiona transformações", disse ela.

Tales Cassiano, vice-presidente da UNE, em entrevista à revista "Fórum", defendeu um novo modelo de política: ""Rejeitamos o modelo atual e lutamos por uma reforma que radicalize nos instrumentos de promoção da democracia, ampliando a participação popular, com plebiscitos, consultas, audiências públicas e debates etc. A participação direta da sociedade civil organizada é fundamental para o avanço da democracia", disse.

A presidente da UNE também citou a democratização dos meios de comunicação como um importante passo para "a construção de um país mais livre, mais democrático e mais soberano".

Os principais pontos do manifesto da campanha são os seguintes:

1) mais investimentos na educação;

2) democratização dos meios de comunicação;

3) construção de uma reforma política, ampla e democrática, que combata a corrupção e faça mais presente o uso dos instrumentos de promoção da democracia, como plebiscitos, consultas populares, audiências públicas, conselhos e conferências.

Sindicatos

Câmara aprova fim do imposto sindical

A Câmara dos Deputados aprovou, quarta-feira passada (17), o projeto de lei que legaliza as centrais sindicais. O texto aprovado, porém, não agradou às centrais sindicais.

O ponto que causou mais discordância foi o fim do imposto sindical compulsório - o imposto equivale a um dia de trabalho a cada ano. O projeto estabelece uma mudança na contribuição, que não poderá mais ser descontada sem a prévia autorização do trabalhador ou trabalhadora.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou, em nota, que apóia o fim do imposto sindical, mas disse também que o acordo feito entre o conjunto das centrais e o governo sobre a regulamentação do imposto não foi respeitado na aprovação do projeto pela Câmara. Para a CUT, o fim do imposto sindical deveria valer tanto para empregados como para empregadores. "Não admitimos que se acabe com o imposto apenas para os Sindicatos de Trabalhadores, pois enquanto isso os patronais continuam tendo preservada sua fonte de recursos. Seriam dois pesos e duas medidas", diz a nota.

O site "Vermelho" (www.vermelho.org.br) do PCdoB é totalmente contra o fim da cobrança e chama a extinção do imposto compulsório de "golpe". O portal comunista diz que a mudança "vai enfraquecer os sindicatos, na base, e as centrais sindicais — e, por conseqüência, reduzir o poder de fogo da classe trabalhadora na luta contra o capitalismo neoliberal e em defesa dos direitos sociais. Não é por outra razão que obteve o apoio da direita."

A CUT também não concorda com a medida incluída no projeto que obriga as centrais a submeterem as suas prestações de contas ao Tribunal de Contas da União (TCU). Para a entidade, a medida "fere a autonomia sindical", pois quem “tem que acompanhar a transparência, a prestação de contas, são os próprios trabalhadores, que devem exigi-las de seus sindicatos”.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

"Demos"

José Agripino "pegou ar"


É isso mesmo. Como se diz na linguagem popular, o senador José Agripino do DEM "pegou ar".

Agripino ficou zangado com o presidente Lula, que chamou os senadores do DEM de "demos". Segundo a Folha Online, perguntaram a Lula o que ele achava da resistência do DEM para aprovar a CPMF. Lula respondeu: "Se os 'demos' estão dizendo que vão fechar questão [contra a CPMF], é problema deles".

Agripino Maia não gostou e foi à tribuna do Senado dizer que Lula foi "descortês e injusto". E de lá da tribuna, mandou um recado ao presidente: "Não somos 'demos', somos de-mo-cra-tas" - assim mesmo, bem so-le-tra-di-nho.

Não sei o porquê dessa zanga de Agripino. A imprensa convencionou chamar os Democratas de "demos" faz tempo. Eu mesmo já escrevi aqui que achava que o apelido vinha muito a calhar com os tais.

Tony Blair fala sobre a crise mundial da mídia

Do site "Conversa Afiada" de Paulo Henrique Amorim

Este foi um discurso de Tony Blair em 12 de junho de 2007 na agência Reuters, em Londres, sobre a esfera pública e a relação entre política e os meios de comunicação. Foi um dos últimos discursos dele como primeiro ministro.

. Vejam que Blair, um trabalhista convertido ao neo-liberalismo, que mantinha no Governo relações cordialíssimas com Rupert Murdoch, nem ele, Blair, agüentou a misturança de fato com opinião, que caracteriza o PIG (Partido da Imprensa Golpista) do Brasil.

. Note também que Blair sugere regras para conter o abuso da imprensa escrita – impune no Brasil e, pelo que se vê, também na Inglaterra.

. Se pronunciasse esse discurso no Brasil, Blair seria considerado estalinista, chavizta ...

Leia os trechos principais do discurso de Blair:

(...) A imprensa livre é essencial em uma sociedade livre. Basta olhar para onde a imprensa livre está ausente para saber que isso é verdade. Mas também faz parte da liberdade poder fazer comentários sobre os meios de comunicação.O efeito das mudanças nos meios de comunicação é seriamente prejudicial ao modo como a vida pública é conduzida, (...) precisamos de um debate sobre como gerir o futuro, e é do interesse de todos nós que o público seja informado de maneira de maneira justa e correta.

O público é a prioridade, mas ele não é bem servido pelo atual estado das coisas.

(...) Em primeiro lugar, quero reconhecer minha própria cumplicidade. Nós demos uma atenção desarticulada, no início do Governo trabalhista aos meios de comunicação na tentativa de persuadi-los, bajulá-los e acalmá-los. Em nossa própria defesa, após 18 anos de oposição e, algumas vezes, da feroz hostilidade de parte da mídia, era difícil de ver uma alternativa.

Mas, a nossa atitude ajudou a reforçar o atual estado de coisas.

(...) A pergunta é: a relação entre os políticos e a mídia é quantitativamente e qualitativamente diferente hoje do que no passado? Eu penso que sim. Por quê? Porque o mundo das comunicações opera de maneira radicalmente diferente.
A mídia mundial – como tudo – está cada vez mais fragmentada, mais diversificada e transformada pela tecnologia.

As redes inglesas BBC e ITN já tiveram audiência de oito milhões, 10 milhões. Hoje, a média é a metade disso. Ao mesmo tempo, existem programas de notícias 24 horas por dia no ar que cobrem eventos assim que acontecem. Em 1982, existiam três estações retransmissoras de TV no Reino Unido. Hoje são centenas (...).

Jornais lutam por espaço num mercado que está encolhendo. Muitos agora são lidos on-line, não no dia seguinte. A internet tem ultrapassado os jornais em relação aos anúncios publicitários. Há cerca de 70 milhões de blogs em operação e cerca de 120 mil sendo criados a cada dia. Os jovens vão, cada vez menos, receber informações dos mercados tradicionais. Mas, de outro lado, as formas de comunicação se fundem e se interligam.

O site da BBC é crucial para a modernização da BBC. Jornais têm podcasts e material escrito na web. A notícia se torna cada vez mais um bem livre, on-line, sem precisar pagar por ela. Essa tendência só vai se intensificar (...). Menos óbvios são seus efeitos. A grade de programação de notícias é agora 24 horas por dia, sete dias na semana. Move-se em tempo real.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

"O Lula e o PT têm medo da Globo"

A declaração acima é do jornalista Paulo Henrique Amorim, na entrevista explosiva da "Caros Amigos" deste mês.

PHA é editor do site "Conversa Afiada" e apresentador do programa "Domingo Espetacular" da TV Record.

"Caros Amigos" diz que ele é hoje "mais cáustico crítico da mídia grande brasileira".

Na entrevista, PHA afirma que "a televisão é um veículo muito controlado, tanto de fora quanto de dentro."

Estas e outras declarações polêmicas podem ser conferidas na "Caros Amigos" de outubro que está nas bancas.

Educação

Piso nacional dos professores pode entrar em vigor em janeiro de 2008

A Comissão de Educação da Câmara aprovou o projeto que prevê um piso salarial de R$ 950,00 para professores de todo o país. Agora, a proposta deve seguir direto para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara e depois para votação no Senado, informa Paulo Henrique Amorim no site "Conversa Afiada".

O deputado Severiano Alves (PDT-BA), relator do projeto, disse a PHA que a lei do piso salarial estabelece um prazo mínimo para que os estados, municípios e o Distrito Federal elaborem os seus planos de carreira. De acordo com ele, o prazo limite é 31 de dezembro de 2009.

Estados e municípios que não cumprirem o prazo responderão a uma ação por improbidade administrativa.

Pesquisa

Aprovação de Lula cai; mesmo assim, oposição teme a volta do presidente em 2014

Ainda estamos em 2007 - primeiro ano do segundo mandato do presidente Lula -, mas já tem pesquisa de intenção de voto para 2010 na praça. A CNT/Sensus divulgou nesta segunda-feira (15) os números sobre a sucessão presidencial de 2010, mostrando o tucano José Serra na liderança, com 12,8% dos votos. Geraldo Alckmim (PSDB) tem 11,6%, Aécio Neves (PSDB) 9,8%, Ciro Gomes (PSB) 9,4% e Heloísa Helena (PSOL) 6,1%.

A CNT/Sensus também divulgou o índice de aprovação do presidente Lula. De acordo com a pesquisa, a popularidade de Lula oscilou de 64% para 61,2%. A aprovaçãoa o governo registou queda de 47,5% para 46,5%. A desaprovação subiu de 29,8% para 32,5%. A margem de erro da pesquisa é de 3%.

O que os números revelam? Nada.

A eleição é em 2010. Pesquisa agora não vale para absolutamente nada - a não ser para alimentar o mundo da fofolítica.

Em relação à queda da popularidade do presidente Lula e da aprovação ao governo, as variações estão dentro da margem de erro e não sinalizam, por enquanto, para enfraquecimento de Lula.

Tanto é verdade que a oposição não quer nem ouvir falar de Lula de novo. Apesar do presidente ter descartado com todas as letras qualquer intenção de mudar as regras do jogo para tentar uma re-reeleição em 2010, a oposição - sem ter o que falar - fica batendo nessa tecla furada para tentar assustar a opinião pública. A estratégia é colar em Lula a pecha de alguém obcecado pelo poder.

A repercussão da entrevista de Lula na Folha de São Paulo de ontem (14) também mostra o medo que a oposição tem da popularidade do presidente. Perguntado se seria candidato em 2014, Lula disse que não poderia descartar a hipótese, mas afirmou que isso não é uma idéia fixa, uma obsessão. "Não posso trabalhar em momento nenhum com essa hipótese na minha cabeça porque será o meu fracasso. Essa coisa, se tiver de acontecer, a conjuntura do momento vai indicar", declarou Lula à Folha. Para a oposição, a possibilidade de Lula concorrer em 2014 é temerária.

O senador Arthur Virgílio (PSDB), líder dos tucanos no Senado, saiu-se com uma declaração pra lá de espalhafatosa. Para ele, um terceiro mandato de Lula "esclerosa as veias da renovação política". Hein?! Como assim?!

A Folha Online informou que Virgílio cogita levantar a discussão sobre a possibilidade de se mudar as regras vigentes, fixando prazo máximo de dois mandatos para os presidentes ficarem no poder. A finalidade é impedir a volta de Lula em 2014.

Vejam só: a oposição, principalmente os tucanos, alardeia que Lula pretende mudar a Constituição para se candidatar em 2010 - mesmo o presidente negando veementemente esta idéia.

Aí vem Arthur Virgílio e diz que quer mudar a regra para impedir Lula de ser candidato em 2014.

Como assim, cara pálida?

É o discurso da conveniência.

A história recente mostra que os tucanos são pródigos em mudar a regra do jogo no meio do campeonato - foram eles que aprovaram a reeleição para favorecer Fernando Henrique Cardoso.

sábado, 13 de outubro de 2007

Poeminha de sábado à noite

Era pra ser só um conto
mas transformou-se em pranto
E nem era pra ser tanto
posto que o canto,
presumivelmente,
não daria conta desse imenso encanto
E assim que cessar queixa
prometo tornar ao eixo
e dou minha palavra que volto a colecionar espelhos...

Presente de Grego

Garoto de cinco anos ganha carrinho com drogas e dinheiro falso na escola; brinquedo foi doado pela Receita Federal

O garoto Guilherme, cinco anos de idade, ganhou um frusca de fricção na escola, no município de Eldorado (464 km de Campo Grande - MS), como presente pelo dia das crianças na escola. Mas ao tentar desmonstar o brinquedo com a ajuda do pai - o fusca não estava funcionando - descobriu que o carrinho escondia droga e dinheiro falso. A notícia está na Folha de São Paulo deste sábado (13).

Segundo a Folha, o fusca era um dos 900 brinquedos doados pela Receita Federal para a Prefeitura de Eldorado distribuir nas escolas municipais de educação infantil da cidade. Os pais estão sendo alertados, por meio de anúncios em rádio, a entregar os outros brinquedos à polícia.

Os brinquedos estavam no depósito da Receita e tinham sido apreendidos na região da fronteira. A PM diz que a principal hipótese é que parte dos brinquedos tenha sido usada para traficar drogas e tenha sido apreendida por ser contrabandeada.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Feriado


Esse aí é o maior shopping da cidade hoje à tarde - lotado por causa do feriado da padroeira do Brasil.

Além disso, hoje também era dia de tarifa mais barata no transporte coletivo. Quem saiu de casa, enfrentou ônibus lotados e trânsito engarrafado.

O padre que torturava

O padre Christian von Wernich, 69, foi condenado, na terça-feira passada (9), pelo tribunal da cidade argentina de La Plata (60 km sul de Buenos Aires) à prisão perpétua por participar de 42 detenções ilegais, 32 casos de tortura, 7 homicídios e violar o sigilo de confissão. Os crimes foram cometidos no período da ditadura militar na Argentina.

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, para o site "Conversa Afiada", ontem (11), o coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, disse que a condenação do padre argentino Christian Federico von Wernich “abre um precedente também para toda a América Latina e até para o mundo”.

Ariel de Castro Alves disse que o padre Wernich só foi condenado porque o crime dele foi considerado imprescritível. Ou seja, é um crime que não tem prazo legal para ser julgado e ele poderia ser condenado a qualquer momento. Segundo Alves a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos já emitiu um informe, em 1992, em que considera execuções sumárias, torturas, seqüestros e desaparecimento de pessoas como crimes contra a humanidade. “E o entendimento geral mundial é que são crimes imprescritíveis”, disse Alves.

Alves disse também que é muito importante para o Brasil rever as anistias e os indultos para os que cometeram crimes políticos. Segundo ele, a anistia foi exatamente de acordo com a reabertura política para beneficiar os perseguidos políticos, as pessoas que lutaram pela democracia no Brasil.

“Aquelas pessoas que cometeram torturas, que cometeram desaparecimentos, que fizeram perseguições política e assassinatos, essas não deveriam ter sido atingidas pela Lei de Anistia”, disse Alves.

A entrevista completa você confere aqui: http://conversa-afiada.ig.com.br

Protesto

União da Juventude Socialista "enterra" Diogo Mainardi e joga estrume em cima do caixão

Portal Imprensa

A União da Juventude Socialista (UJS) realizou, na tarde desta quinta-feira (11), um ato de repúdio ao jornalista Diogo Mainardi e à revista Veja. Durante o protesto, os jovens fizeram o "enterro" de Mainardi, em frente ao escritório da Editora Abril no Rio de Janeiro, jogando 200 quilos de estrume sobre seu "caixão".

O protesto foi motivado pelos comentários que Mainardi fez em sua coluna da última semana em que classifica os participantes da manifestação promovida pela entidade "Contra a Veja: Em defesa da Memória de Che" - que queimou exemplares da revista em frente ao prédio da Editora, em São Paulo, na última semana - de "34 fascistóides".

A UJS também pretendia entregar uma "carta aberta a Mainardi e à sociedade brasileira", na qual o movimento condena o "jornalismo de péssima qualidade" da Veja e a não abertura da CPI da TVA.

Para Mainardi, a ação da UJS é uma "palhaçada". "Não tem o que dizer sobre isso. É uma palhaçada, essa molecada deveria estar estudando. E eu acho que tem gente muito mais gabaritada do que eu para eles jogarem estrume em cima", disse o jornalista.

Comentário

Interessante como Diogo, o "mascote" dos Civita, adora atirar contra todos - principalmente contra o governo Lula, o PT e os movimentos sociais -, usando adjetivos nada lisonjeiros para qualificar suas vítimas, mas quando ele é objeto de protesto, diz que é "palhaçada".

Rio de Janeiro

ONU diz que situação nos complexos do Alemão e da Penha é a mesma de catástrofes naturais ou de guerras

Os complexos do Alemão e da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, são "área de conflito armado em situação de emergência". A classificação foi feita por uma missão apoiada pela ONU (Organização das Nações Unidas), levando em consideração padrões internacionais que estabelecem o direito à educação a crianças em situação de crise. A informação está na edição desta sexta-feira (12) da Folha de São Paulo.

A situação nas duas comunidades é comparável ao que acontece em catástrofes naturais ou de guerras.

A Folha informa que a missão da ONU está elaborando um documento, com recomendações, que será entregue aos governos federal, estadual e municipal.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio realiza ofensiva desde abril no complexo do Alemão contra o tráfico de drogas. Há denúncias de moradores do local de abuso do poder por parte dos policiais.