Era pra ser só um conto
mas transformou-se em pranto
E nem era pra ser tanto
posto que o canto,
presumivelmente,
não daria conta desse imenso encanto
E assim que cessar queixa
prometo tornar ao eixo
e dou minha palavra que volto a colecionar espelhos...
sábado, 13 de outubro de 2007
Presente de Grego
Garoto de cinco anos ganha carrinho com drogas e dinheiro falso na escola; brinquedo foi doado pela Receita Federal
O garoto Guilherme, cinco anos de idade, ganhou um frusca de fricção na escola, no município de Eldorado (464 km de Campo Grande - MS), como presente pelo dia das crianças na escola. Mas ao tentar desmonstar o brinquedo com a ajuda do pai - o fusca não estava funcionando - descobriu que o carrinho escondia droga e dinheiro falso. A notícia está na Folha de São Paulo deste sábado (13).
Segundo a Folha, o fusca era um dos 900 brinquedos doados pela Receita Federal para a Prefeitura de Eldorado distribuir nas escolas municipais de educação infantil da cidade. Os pais estão sendo alertados, por meio de anúncios em rádio, a entregar os outros brinquedos à polícia.
Os brinquedos estavam no depósito da Receita e tinham sido apreendidos na região da fronteira. A PM diz que a principal hipótese é que parte dos brinquedos tenha sido usada para traficar drogas e tenha sido apreendida por ser contrabandeada.
O garoto Guilherme, cinco anos de idade, ganhou um frusca de fricção na escola, no município de Eldorado (464 km de Campo Grande - MS), como presente pelo dia das crianças na escola. Mas ao tentar desmonstar o brinquedo com a ajuda do pai - o fusca não estava funcionando - descobriu que o carrinho escondia droga e dinheiro falso. A notícia está na Folha de São Paulo deste sábado (13).
Segundo a Folha, o fusca era um dos 900 brinquedos doados pela Receita Federal para a Prefeitura de Eldorado distribuir nas escolas municipais de educação infantil da cidade. Os pais estão sendo alertados, por meio de anúncios em rádio, a entregar os outros brinquedos à polícia.
Os brinquedos estavam no depósito da Receita e tinham sido apreendidos na região da fronteira. A PM diz que a principal hipótese é que parte dos brinquedos tenha sido usada para traficar drogas e tenha sido apreendida por ser contrabandeada.
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
Feriado
O padre que torturava
O padre Christian von Wernich, 69, foi condenado, na terça-feira passada (9), pelo tribunal da cidade argentina de La Plata (60 km sul de Buenos Aires) à prisão perpétua por participar de 42 detenções ilegais, 32 casos de tortura, 7 homicídios e violar o sigilo de confissão. Os crimes foram cometidos no período da ditadura militar na Argentina.
Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, para o site "Conversa Afiada", ontem (11), o coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, disse que a condenação do padre argentino Christian Federico von Wernich “abre um precedente também para toda a América Latina e até para o mundo”.
Ariel de Castro Alves disse que o padre Wernich só foi condenado porque o crime dele foi considerado imprescritível. Ou seja, é um crime que não tem prazo legal para ser julgado e ele poderia ser condenado a qualquer momento. Segundo Alves a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos já emitiu um informe, em 1992, em que considera execuções sumárias, torturas, seqüestros e desaparecimento de pessoas como crimes contra a humanidade. “E o entendimento geral mundial é que são crimes imprescritíveis”, disse Alves.
Alves disse também que é muito importante para o Brasil rever as anistias e os indultos para os que cometeram crimes políticos. Segundo ele, a anistia foi exatamente de acordo com a reabertura política para beneficiar os perseguidos políticos, as pessoas que lutaram pela democracia no Brasil.
“Aquelas pessoas que cometeram torturas, que cometeram desaparecimentos, que fizeram perseguições política e assassinatos, essas não deveriam ter sido atingidas pela Lei de Anistia”, disse Alves.
A entrevista completa você confere aqui: http://conversa-afiada.ig.com.br
Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, para o site "Conversa Afiada", ontem (11), o coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Ariel de Castro Alves, disse que a condenação do padre argentino Christian Federico von Wernich “abre um precedente também para toda a América Latina e até para o mundo”.
Ariel de Castro Alves disse que o padre Wernich só foi condenado porque o crime dele foi considerado imprescritível. Ou seja, é um crime que não tem prazo legal para ser julgado e ele poderia ser condenado a qualquer momento. Segundo Alves a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos já emitiu um informe, em 1992, em que considera execuções sumárias, torturas, seqüestros e desaparecimento de pessoas como crimes contra a humanidade. “E o entendimento geral mundial é que são crimes imprescritíveis”, disse Alves.
Alves disse também que é muito importante para o Brasil rever as anistias e os indultos para os que cometeram crimes políticos. Segundo ele, a anistia foi exatamente de acordo com a reabertura política para beneficiar os perseguidos políticos, as pessoas que lutaram pela democracia no Brasil.
“Aquelas pessoas que cometeram torturas, que cometeram desaparecimentos, que fizeram perseguições política e assassinatos, essas não deveriam ter sido atingidas pela Lei de Anistia”, disse Alves.
A entrevista completa você confere aqui: http://conversa-afiada.ig.com.br
Protesto
União da Juventude Socialista "enterra" Diogo Mainardi e joga estrume em cima do caixão
Portal Imprensa
A União da Juventude Socialista (UJS) realizou, na tarde desta quinta-feira (11), um ato de repúdio ao jornalista Diogo Mainardi e à revista Veja. Durante o protesto, os jovens fizeram o "enterro" de Mainardi, em frente ao escritório da Editora Abril no Rio de Janeiro, jogando 200 quilos de estrume sobre seu "caixão".
O protesto foi motivado pelos comentários que Mainardi fez em sua coluna da última semana em que classifica os participantes da manifestação promovida pela entidade "Contra a Veja: Em defesa da Memória de Che" - que queimou exemplares da revista em frente ao prédio da Editora, em São Paulo, na última semana - de "34 fascistóides".
A UJS também pretendia entregar uma "carta aberta a Mainardi e à sociedade brasileira", na qual o movimento condena o "jornalismo de péssima qualidade" da Veja e a não abertura da CPI da TVA.
Para Mainardi, a ação da UJS é uma "palhaçada". "Não tem o que dizer sobre isso. É uma palhaçada, essa molecada deveria estar estudando. E eu acho que tem gente muito mais gabaritada do que eu para eles jogarem estrume em cima", disse o jornalista.
Comentário
Interessante como Diogo, o "mascote" dos Civita, adora atirar contra todos - principalmente contra o governo Lula, o PT e os movimentos sociais -, usando adjetivos nada lisonjeiros para qualificar suas vítimas, mas quando ele é objeto de protesto, diz que é "palhaçada".
Portal Imprensa
A União da Juventude Socialista (UJS) realizou, na tarde desta quinta-feira (11), um ato de repúdio ao jornalista Diogo Mainardi e à revista Veja. Durante o protesto, os jovens fizeram o "enterro" de Mainardi, em frente ao escritório da Editora Abril no Rio de Janeiro, jogando 200 quilos de estrume sobre seu "caixão".
O protesto foi motivado pelos comentários que Mainardi fez em sua coluna da última semana em que classifica os participantes da manifestação promovida pela entidade "Contra a Veja: Em defesa da Memória de Che" - que queimou exemplares da revista em frente ao prédio da Editora, em São Paulo, na última semana - de "34 fascistóides".
A UJS também pretendia entregar uma "carta aberta a Mainardi e à sociedade brasileira", na qual o movimento condena o "jornalismo de péssima qualidade" da Veja e a não abertura da CPI da TVA.
Para Mainardi, a ação da UJS é uma "palhaçada". "Não tem o que dizer sobre isso. É uma palhaçada, essa molecada deveria estar estudando. E eu acho que tem gente muito mais gabaritada do que eu para eles jogarem estrume em cima", disse o jornalista.
Comentário
Interessante como Diogo, o "mascote" dos Civita, adora atirar contra todos - principalmente contra o governo Lula, o PT e os movimentos sociais -, usando adjetivos nada lisonjeiros para qualificar suas vítimas, mas quando ele é objeto de protesto, diz que é "palhaçada".
Rio de Janeiro
ONU diz que situação nos complexos do Alemão e da Penha é a mesma de catástrofes naturais ou de guerras
Os complexos do Alemão e da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, são "área de conflito armado em situação de emergência". A classificação foi feita por uma missão apoiada pela ONU (Organização das Nações Unidas), levando em consideração padrões internacionais que estabelecem o direito à educação a crianças em situação de crise. A informação está na edição desta sexta-feira (12) da Folha de São Paulo.
A situação nas duas comunidades é comparável ao que acontece em catástrofes naturais ou de guerras.
A Folha informa que a missão da ONU está elaborando um documento, com recomendações, que será entregue aos governos federal, estadual e municipal.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio realiza ofensiva desde abril no complexo do Alemão contra o tráfico de drogas. Há denúncias de moradores do local de abuso do poder por parte dos policiais.
Os complexos do Alemão e da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, são "área de conflito armado em situação de emergência". A classificação foi feita por uma missão apoiada pela ONU (Organização das Nações Unidas), levando em consideração padrões internacionais que estabelecem o direito à educação a crianças em situação de crise. A informação está na edição desta sexta-feira (12) da Folha de São Paulo.
A situação nas duas comunidades é comparável ao que acontece em catástrofes naturais ou de guerras.
A Folha informa que a missão da ONU está elaborando um documento, com recomendações, que será entregue aos governos federal, estadual e municipal.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio realiza ofensiva desde abril no complexo do Alemão contra o tráfico de drogas. Há denúncias de moradores do local de abuso do poder por parte dos policiais.
TV Pública
Sociedade vai opinar sobre programação da nova rede
O Governo Federal decidiu que vai ouvir a sociedade para saber o que a população deseja ver na programação da nova TV pública. As consultas populares serão feitas durante seis meses, quando o cidadão vai poder opinar sobre o que gostaria de assistir na nova rede. Enquanto realiza as consultas, a rede vai continuar exibindo os programas atualmente veiculados pelas TVs públicas já existentes.
A informação foi dada quarta-feira passada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, e pelo futuro diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Orlando Senna, em entrevista coletiva da qual participou também a futura presidente, Tereza Cruvinel.
A medida provisória que criou a nova rede foi assinada pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União de ontem (11).
A EBC vai unir os canais públicos TV Nacional da Radiobrás e TVE do Rio, da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp).
Em 2008, o orçamento da TV Brasil será de R$ 350 milhões. De acordo com o ministro Franklin Martins, hoje os orçamentos da Radiobrás e da Acerp somam R$ 200 milhões.
Agência Brasil
O Governo Federal decidiu que vai ouvir a sociedade para saber o que a população deseja ver na programação da nova TV pública. As consultas populares serão feitas durante seis meses, quando o cidadão vai poder opinar sobre o que gostaria de assistir na nova rede. Enquanto realiza as consultas, a rede vai continuar exibindo os programas atualmente veiculados pelas TVs públicas já existentes.
A informação foi dada quarta-feira passada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, e pelo futuro diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Orlando Senna, em entrevista coletiva da qual participou também a futura presidente, Tereza Cruvinel.
A medida provisória que criou a nova rede foi assinada pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União de ontem (11).
A EBC vai unir os canais públicos TV Nacional da Radiobrás e TVE do Rio, da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp).
Em 2008, o orçamento da TV Brasil será de R$ 350 milhões. De acordo com o ministro Franklin Martins, hoje os orçamentos da Radiobrás e da Acerp somam R$ 200 milhões.
Agência Brasil
Mulher
Cartilha orienta aplicação da Lei Maria da Penha
O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) lançou uma cartilha para ensinar a melhor maneira de colocar a Lei Maria da Penha em prática. A cartilha "Lei Maria da Penha: do papel para a vida" aborda a instalação dos instrumentos previstos na lei bem como a preparação de pessoal para atendimento adequado às mulheres vítimas de agressão.
O guia também traz os 45 artigos da lei comentados e informações sobre a história de Maria da Penha Fernandes, que deu nome ao documento, e o histórico da luta do movimento feminista para a aprovação do texto.
A tiragem inicial é de cinco mil exemplares, que serão distribuídos às entidades de defesa da mulher. A cartilha também está disponível na página do CFEMEA na internet: http://www.cfemea.org.br.
A elaboração da cartilha teve o apoio do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), do Fundo de Populações das Nações Unidas (Unfpa), da Fundação Heinrich Böll, da Oxfam, da Fundação Ford e da Avina.
Fonte: Revista Fórum
O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) lançou uma cartilha para ensinar a melhor maneira de colocar a Lei Maria da Penha em prática. A cartilha "Lei Maria da Penha: do papel para a vida" aborda a instalação dos instrumentos previstos na lei bem como a preparação de pessoal para atendimento adequado às mulheres vítimas de agressão.
O guia também traz os 45 artigos da lei comentados e informações sobre a história de Maria da Penha Fernandes, que deu nome ao documento, e o histórico da luta do movimento feminista para a aprovação do texto.
A tiragem inicial é de cinco mil exemplares, que serão distribuídos às entidades de defesa da mulher. A cartilha também está disponível na página do CFEMEA na internet: http://www.cfemea.org.br.
A elaboração da cartilha teve o apoio do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), do Fundo de Populações das Nações Unidas (Unfpa), da Fundação Heinrich Böll, da Oxfam, da Fundação Ford e da Avina.
Fonte: Revista Fórum
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Operação Impacto
Vereador discursou na Câmara e chamou sindicalistas de "vagabundas"
Em duas sessões na Câmara Municipal de Natal, nos dias 8 e 22 de agosto, o verador Adão Eridan (PR), acusado na "Operação Impacto" de ter recebido dinheiro de empreiteiras para votar contra os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) ao Plano Diretor, chamou as sindicalistas Sônia Godeiro e Soraya Godeiro de "vagabundas".
Sônia e Soraya estavam à frente das manifestações contra os vereadores denunciados pela investigação do Ministério Público.
Nesta quinta-feira (11), os movimentos sociais voltaram a protestar em frente à Câmara Municipal, exigindo a conclusão das investigações da "Operação Impacto" e a punição dos vereadores envolvidos.
Adão Eridan voltou a atacar as sindicalistas e reafirmou que as chamaria novamente de "vagabundas". Segundo ele, o xingamento é uma resposta aos panfletos distribuídos pelas sindicalistas onde ele é chamado de "ladrão e marginal".
‘‘Se você não gostou do panfleto que te chama de ladrão, preste contas com a população’’, retrucou Gizélia Rocha Fonseca, representante do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsef), informou o DN Online.
Aí eu me pergunto o seguinte: vereador usar a tribuna da Câmara Municipal para xingar servidoras públicas de "vagabundas" não é quebra de decoro parlamentar?
Em duas sessões na Câmara Municipal de Natal, nos dias 8 e 22 de agosto, o verador Adão Eridan (PR), acusado na "Operação Impacto" de ter recebido dinheiro de empreiteiras para votar contra os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) ao Plano Diretor, chamou as sindicalistas Sônia Godeiro e Soraya Godeiro de "vagabundas".
Sônia e Soraya estavam à frente das manifestações contra os vereadores denunciados pela investigação do Ministério Público.
Nesta quinta-feira (11), os movimentos sociais voltaram a protestar em frente à Câmara Municipal, exigindo a conclusão das investigações da "Operação Impacto" e a punição dos vereadores envolvidos.
Adão Eridan voltou a atacar as sindicalistas e reafirmou que as chamaria novamente de "vagabundas". Segundo ele, o xingamento é uma resposta aos panfletos distribuídos pelas sindicalistas onde ele é chamado de "ladrão e marginal".
‘‘Se você não gostou do panfleto que te chama de ladrão, preste contas com a população’’, retrucou Gizélia Rocha Fonseca, representante do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsef), informou o DN Online.
Aí eu me pergunto o seguinte: vereador usar a tribuna da Câmara Municipal para xingar servidoras públicas de "vagabundas" não é quebra de decoro parlamentar?
Renan deixa Presidência do Senado
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), acuado por uma série de denúncias de quebra do decoro parlamentar, se licenciou da Presidência do Senado nesta quinta-feira (11). A licença é de 45 dias. Rennan anunciou a decisão em um comunicado exibido pela TV Senado, às 20h00.
A pergunta do momento é a seguinte: a mídia vai falar de quê agora?
Renan era o prato principal da imprensa. O afastamento dele da Presidência do Senado, ainda que temporário, vai obrigar a mídia a correr atrás de outro assunto para encher as páginas dos jornais e alimentar as manchetes das tvs.
A pergunta do momento é a seguinte: a mídia vai falar de quê agora?
Renan era o prato principal da imprensa. O afastamento dele da Presidência do Senado, ainda que temporário, vai obrigar a mídia a correr atrás de outro assunto para encher as páginas dos jornais e alimentar as manchetes das tvs.
Aécio Neves contrata 98 mil servidores em MG
O governador tucano Aécio Neves conseguiu o que queria: aprovou na Assembléia Legislativa de MG o projeto de lei complementar que efetiva, sem concurso público, cerca de 98 mil designados do estado. O projeto foi aprovado na terça-feira passada (9) sem nenhuma emenda.
Os funcionários efetivados e incluídos no Instituto de Previdência do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) são pessoas que trabalham no estado há vários anos por meio de contratos administrativos que vinham sendo renovados ininterruptamente. Entre os beneficiados, estão incluídos até mesmo servidores contratados em 2006. Mais de 90% dessas pessoas estão lotadas na educação e estima-se que 25% delas tenham tempo para aposentadoria. Ao justificar a matéria, o governo alega que estaria fazendo justiça a quem dedicou anos de vida ao serviço público, informou o jornal Estado de Minas.
Esses tucanos são uma espécie muito interessante. Nunca se sabe ao certo o que esperar deles. Defensores intransigentes do enxugamento da máquina estatal, sob o pretexto de implantar o "choque de gestão", eis que vem Aécio Neves e contrata 98 mil servidores, sem concurso público.
Eu queria ver se fosse um governador do PT que tivesse feito o que Aécio fez. Ia ser uma chiadeira geral.
E quando o Governo Federal faz contratação de servidores, o que dizem os tucanos? Acusam o presidente Lula e o PT de "aparelharem o estado".
Já diz o ditado popular, pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Os funcionários efetivados e incluídos no Instituto de Previdência do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) são pessoas que trabalham no estado há vários anos por meio de contratos administrativos que vinham sendo renovados ininterruptamente. Entre os beneficiados, estão incluídos até mesmo servidores contratados em 2006. Mais de 90% dessas pessoas estão lotadas na educação e estima-se que 25% delas tenham tempo para aposentadoria. Ao justificar a matéria, o governo alega que estaria fazendo justiça a quem dedicou anos de vida ao serviço público, informou o jornal Estado de Minas.
Esses tucanos são uma espécie muito interessante. Nunca se sabe ao certo o que esperar deles. Defensores intransigentes do enxugamento da máquina estatal, sob o pretexto de implantar o "choque de gestão", eis que vem Aécio Neves e contrata 98 mil servidores, sem concurso público.
Eu queria ver se fosse um governador do PT que tivesse feito o que Aécio fez. Ia ser uma chiadeira geral.
E quando o Governo Federal faz contratação de servidores, o que dizem os tucanos? Acusam o presidente Lula e o PT de "aparelharem o estado".
Já diz o ditado popular, pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Ator que viveu Harry Potter diz não acreditar em Deus
O ator Daniel Radcliffe, que deu vida ao bruxo Harry Potter nos cinemas, idolatrado por crianças e jovens no mundo inteiro, disse, em entrevista ao jornal alemão "Bild", que não acredita em Deus.
Daniel confessou que, ao invés de Deus, acredita mesmo na "evolução das espécies", informou o Uol.
Daniel confessou que, ao invés de Deus, acredita mesmo na "evolução das espécies", informou o Uol.
Eleições
PV elabora "Agenda Positiva" para Natal e prepara plano de governo para candidatura de Micarla de Sousa
A executiva nacional do Partido Verde despachou duas representantes à Natal para dar os passos iniciais na elaboração do plano de governo que a deputada Micarla de Sousa vai apresentar quando se candidatar ao cargo de prefeita da cidade. Elas atendem pelos nomes de Vera Mota e Regina Gonçalves. A primeira é Secretária Nacional de Assuntos Jurídicos do PV e a segunda, Presidente Estadual do PV de São Paulo, Secretária nacional da Mulher e vereadora da cidade de Diadema.
As duas chegaram com o discurso afinado, dizendo que a candidatura de Micarla em Natal é "prioridade para o Partido Verde". De acordo com Vera, a disposição do PV nacional é de "atitude e compromisso com o projeto de Micarla".
Regina disse que o PV vai montar um grupo de trabalho permanente para elaboração de uma "agenda positiva" para Natal, contendo as diretrizes do futuro plano de governo de Micarla.
As dirigentes deram entrevista coletiva no final da tarde de hoje (11), no gabinete da deputada Micarla de Sousa, na Assembléia Legislativa.
Crise é coisa do passado
Vera Mota e Regina Gonçalves, integrantes da executiva nacional do PV, disseram que a crise que abalou o Partido Verde de Natal é "coisa do passado".
A crise teve início com a "Operação Impacto", que atingiu os vereadores do PV de Natal, acusados de receberem dinheiro para votar contra os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) ao Plano Diretor.
A comissão de ética do partido defendeu a expulsão dos vereadores, mas Micarla de Sousa, que é presidente do diretório estadual do PV, preferiu aguardar o final das investigações.
A imprensa local começou a especular que haveria um "complô" armado para tirar o comando do PV de Micarla e entregá-lo ao prefeito Carlos Eduardo. De acordo com as especulações, o pivô deste suposto "complô" seria o presidente de honra do PV-RN, o professor Rivaldo Fernandes - assessor parlamentar de Micarla de Sousa.
Micarla chegou a cogitar a sua saída do PV. A deputada recebeu convites para ingressar no PR e do PP, que garantiram apoio à pretenção da deputada verde de se candidatar à Prefeitura de Natal. A decisão do Superior Tribunal Federal (STF), no último dia 4 de outubro, a favor da fidelidade partidária, porém, inviabilizou a saída de Micarla do PV.
Acalmados os ânimos, os verdes agora afirmam que a crise não passou de "suposições" e de "invenção da imprensa local". Vera Mota chegou a declarar que a crise foi "fabricada por aqueles que estão no poder", a quem não interessaria "o crescimento do PV em Natal". A referência parece ser ao prefeito Carlos Eduardo, que estaria interessado em assumir o comando do PV.
Regina Gonçalves descartou a existência de algum complô contra Micarla e declarou que nunca houve dúvidas da importância da deputada para o PV. Ela defendeu o professor Rivaldo Fernandes, afirmando que ele é um dos nomes mais qualificados do partido e que nunca tratou de nenhuma armação contra Micarla com a direção nacional do PV. "O PV tem espaço tanto para Micarla como para Rivaldo", afirmou Regina.
Desabafo
Rivaldo Fernandes confidenciou que estava disposto a renunciar ao seu cargo na executiva nacional do PV e até mesmo deixar a legenda. Ele disse que mudou de idéia após "o voto de confiança" das dirigentes Vera Mota e Regina Gonçalves, que o defenderam da acusação de ser pivô de um "golpe" contra Micarla de Sousa.
O professor disse que sofreu muito durante o auge das especulações envolvendo seu nome. Rivaldo afirmou que preferiu ficar quieto até provar sua inocência. "Posso ter cometido muitos erros, mas nunca fui traidor", declarou.
Rivaldo Fernandes disse que este episódio prejudicou sua relação com a deputada Micarla de Sousa, mas garantiu que sempre defendeu o projeto da candidatura da parlamentar à Prefeitura de Natal. "Nunca dei uma declaração contra Micarla. Pelo contrário, sempre disse que eu era inocente e que defendia o nome dela para a disputa eleitoral do ano que vem".
O presidente de honra do PV-RN disse que ainda não teve uma conversa pessoal com Micarla, mas espera que nos próximos dias a deputada o receba para um "diálogo franco".
A executiva nacional do Partido Verde despachou duas representantes à Natal para dar os passos iniciais na elaboração do plano de governo que a deputada Micarla de Sousa vai apresentar quando se candidatar ao cargo de prefeita da cidade. Elas atendem pelos nomes de Vera Mota e Regina Gonçalves. A primeira é Secretária Nacional de Assuntos Jurídicos do PV e a segunda, Presidente Estadual do PV de São Paulo, Secretária nacional da Mulher e vereadora da cidade de Diadema.
As duas chegaram com o discurso afinado, dizendo que a candidatura de Micarla em Natal é "prioridade para o Partido Verde". De acordo com Vera, a disposição do PV nacional é de "atitude e compromisso com o projeto de Micarla".
Regina disse que o PV vai montar um grupo de trabalho permanente para elaboração de uma "agenda positiva" para Natal, contendo as diretrizes do futuro plano de governo de Micarla.
As dirigentes deram entrevista coletiva no final da tarde de hoje (11), no gabinete da deputada Micarla de Sousa, na Assembléia Legislativa.
Crise é coisa do passado
Vera Mota e Regina Gonçalves, integrantes da executiva nacional do PV, disseram que a crise que abalou o Partido Verde de Natal é "coisa do passado".
A crise teve início com a "Operação Impacto", que atingiu os vereadores do PV de Natal, acusados de receberem dinheiro para votar contra os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) ao Plano Diretor.
A comissão de ética do partido defendeu a expulsão dos vereadores, mas Micarla de Sousa, que é presidente do diretório estadual do PV, preferiu aguardar o final das investigações.
A imprensa local começou a especular que haveria um "complô" armado para tirar o comando do PV de Micarla e entregá-lo ao prefeito Carlos Eduardo. De acordo com as especulações, o pivô deste suposto "complô" seria o presidente de honra do PV-RN, o professor Rivaldo Fernandes - assessor parlamentar de Micarla de Sousa.
Micarla chegou a cogitar a sua saída do PV. A deputada recebeu convites para ingressar no PR e do PP, que garantiram apoio à pretenção da deputada verde de se candidatar à Prefeitura de Natal. A decisão do Superior Tribunal Federal (STF), no último dia 4 de outubro, a favor da fidelidade partidária, porém, inviabilizou a saída de Micarla do PV.
Acalmados os ânimos, os verdes agora afirmam que a crise não passou de "suposições" e de "invenção da imprensa local". Vera Mota chegou a declarar que a crise foi "fabricada por aqueles que estão no poder", a quem não interessaria "o crescimento do PV em Natal". A referência parece ser ao prefeito Carlos Eduardo, que estaria interessado em assumir o comando do PV.
Regina Gonçalves descartou a existência de algum complô contra Micarla e declarou que nunca houve dúvidas da importância da deputada para o PV. Ela defendeu o professor Rivaldo Fernandes, afirmando que ele é um dos nomes mais qualificados do partido e que nunca tratou de nenhuma armação contra Micarla com a direção nacional do PV. "O PV tem espaço tanto para Micarla como para Rivaldo", afirmou Regina.
Desabafo
Rivaldo Fernandes confidenciou que estava disposto a renunciar ao seu cargo na executiva nacional do PV e até mesmo deixar a legenda. Ele disse que mudou de idéia após "o voto de confiança" das dirigentes Vera Mota e Regina Gonçalves, que o defenderam da acusação de ser pivô de um "golpe" contra Micarla de Sousa.
O professor disse que sofreu muito durante o auge das especulações envolvendo seu nome. Rivaldo afirmou que preferiu ficar quieto até provar sua inocência. "Posso ter cometido muitos erros, mas nunca fui traidor", declarou.
Rivaldo Fernandes disse que este episódio prejudicou sua relação com a deputada Micarla de Sousa, mas garantiu que sempre defendeu o projeto da candidatura da parlamentar à Prefeitura de Natal. "Nunca dei uma declaração contra Micarla. Pelo contrário, sempre disse que eu era inocente e que defendia o nome dela para a disputa eleitoral do ano que vem".
O presidente de honra do PV-RN disse que ainda não teve uma conversa pessoal com Micarla, mas espera que nos próximos dias a deputada o receba para um "diálogo franco".
Cinco cidades do RN têm mais eleitores que habitantes
De acordo com a última contagem populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 50 municípios com mais eleitores que habitantes.
Cinco cidades do Rio Grande do Norte estão nessa relação. Confira a lista dos municípios potiguares:
Severiano Melo (5.651 habitantes e 6.804 habitantes);
Caiçara do Rio do Vento (3.041 habitantes e 3.563 eleitores);
Triunfo Potiguar (3.258 habitantes e 3.402 eleitores);
Pedra Preta (2.706 habitantes e 2.814 eleitores);
Galinhos (2.135 habitantes e 2.171 eleitores).
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio de Mello, disse que a possibilidade de desvios como a existência de eleitores fantasmas pode ser uma das explicações para cidades que têm mais eleitores do que habitantes.
Os municípios terão que rever seu eleitorado até o final do ano.
Fonte: Agência Brasil
Cinco cidades do Rio Grande do Norte estão nessa relação. Confira a lista dos municípios potiguares:
Severiano Melo (5.651 habitantes e 6.804 habitantes);
Caiçara do Rio do Vento (3.041 habitantes e 3.563 eleitores);
Triunfo Potiguar (3.258 habitantes e 3.402 eleitores);
Pedra Preta (2.706 habitantes e 2.814 eleitores);
Galinhos (2.135 habitantes e 2.171 eleitores).
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio de Mello, disse que a possibilidade de desvios como a existência de eleitores fantasmas pode ser uma das explicações para cidades que têm mais eleitores do que habitantes.
Os municípios terão que rever seu eleitorado até o final do ano.
Fonte: Agência Brasil
Infância e Juventude
Governo lança programa para crianças e adolescentes; medidas pretendem reduzir internação de crianças e jovens
O Governo Federal lançou hoje (11) o "Programa Social Criança e Adolescente". O lançamento foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um circo instalado no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília. O programa é composto por um pacote de medidas que visam evitar o encaminhamento de crianças em situação de vulnerabilidade para abrigos e jovens infratores para unidades de privação de liberdade. O pacote prevê investimentos de R$ 2,9 bilhões até 2010 e será coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) em parceria com 14 ministérios.
O programa lançado hoje pelo governo federal prevê o repasse, a partir de 2008, de R$ 1,5 mil para famílias pobres acolherem de volta crianças e adolescentes que foram morar em abrigos por razões de pobreza.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (2006), a estimativa é de que existem 120 mil crianças em abrigos, sendo 24% por motivo de pobreza (Ipea, 2004), apesar de o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecer que uma criança não pode ser tirada do convívio familiar por ser pobre.
O programa é composto por três eixos:
1. Projeto “Bem-me-quer” – conjunto de iniciativas de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência em 11 regiões metropolitanas de maior vulnerabilidade – a mesma área de abrangência do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Aqui entende-se como violência não apenas as agressões físicas e o risco de vida, mas também situações como negligência, trabalho infantil, abandono escolar e outras. O projeto tem previsão orçamentária de R$ 1,4 bilhão, a maior parcela de recursos do “PAC da Criança”.
Entre as medidas do "Bem-me-quer", estão a expansão da rede de creches e pré-escolas e a realização de atividades culturais e esportivas no contra-turno das escolas públicas e a ampliação do “Escola que protege”. O programa, desenvolvido pelo MEC, visa capacitar profissionais de ensino a identificar a encaminhar casos de violência e maus-tratos contra crianças e adolescentes.
O governo também irá fortalecer as redes de proteção à infância e adolescência, equipando os 4.880 Conselhos Tutelares existentes no País. Para isso, serão feitas parcerias com bancos estatais e convênios com universidades para criação de uma Escola de Conselheiros em cada estado.
Outra medida é a a ampliação do Programa de Proteção de Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), que atualmente atende jovens em risco de seis estados e passará a atuar em outros cincos estados, em regiões com a maior taxa de violência letal (descritas no Mapa da Violência da Unesco).
2. Projeto “Caminho para Casa” - conjunto de ações que têm como foco as crianças e adolescentes internados em abrigos em face da pobreza. O governo vai conceder apoio financeiro aos pais ou responsáveis para garantir o retorno dos jovens abrigados aos seus respectivos lares. Segundo a SEDH, 40 mil famílias receberão R$ 1,5 mil (em uma parcela única) para a manutenção das crianças. O gasto desse dinheiro será acompanhado por agentes de assistência social, que também têm o papel de incluí-los prioritariamente nos programas de transferência de renda.
O governo vai construir ainda, através do Ministério das Cidades, moradias coletivas para jovens que completam a maioridade dentro dos abrigos. Os jovens poderão permanecer nesses locais por dois anos, período no qual se tentará a inserção dos mesmos em estágios remunerados em estatais, visando sua emancipação no mercado de trabalho.
3. Projeto “Na Medida Certa” – a estratégia é impulsionar o atendimento dos adolescentes em conflito com a lei em medidas socioeducativas de meio aberto, injetando R$ 534 milhões nos municípios com mais de 50 mil habitantes.
Além de priorizar a liberdade assistida e a prestação de serviços à comunidade, o projeto também vai injetar recursos para o reordenamento físico de unidades de privação de liberdade, com a reforma de 26 estabelecimentos e a construção de 23 novos locais.
Com informações da Agência Brasil e da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância)
O Governo Federal lançou hoje (11) o "Programa Social Criança e Adolescente". O lançamento foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um circo instalado no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília. O programa é composto por um pacote de medidas que visam evitar o encaminhamento de crianças em situação de vulnerabilidade para abrigos e jovens infratores para unidades de privação de liberdade. O pacote prevê investimentos de R$ 2,9 bilhões até 2010 e será coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) em parceria com 14 ministérios.
O programa lançado hoje pelo governo federal prevê o repasse, a partir de 2008, de R$ 1,5 mil para famílias pobres acolherem de volta crianças e adolescentes que foram morar em abrigos por razões de pobreza.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (2006), a estimativa é de que existem 120 mil crianças em abrigos, sendo 24% por motivo de pobreza (Ipea, 2004), apesar de o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecer que uma criança não pode ser tirada do convívio familiar por ser pobre.
O programa é composto por três eixos:
1. Projeto “Bem-me-quer” – conjunto de iniciativas de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência em 11 regiões metropolitanas de maior vulnerabilidade – a mesma área de abrangência do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Aqui entende-se como violência não apenas as agressões físicas e o risco de vida, mas também situações como negligência, trabalho infantil, abandono escolar e outras. O projeto tem previsão orçamentária de R$ 1,4 bilhão, a maior parcela de recursos do “PAC da Criança”.
Entre as medidas do "Bem-me-quer", estão a expansão da rede de creches e pré-escolas e a realização de atividades culturais e esportivas no contra-turno das escolas públicas e a ampliação do “Escola que protege”. O programa, desenvolvido pelo MEC, visa capacitar profissionais de ensino a identificar a encaminhar casos de violência e maus-tratos contra crianças e adolescentes.
O governo também irá fortalecer as redes de proteção à infância e adolescência, equipando os 4.880 Conselhos Tutelares existentes no País. Para isso, serão feitas parcerias com bancos estatais e convênios com universidades para criação de uma Escola de Conselheiros em cada estado.
Outra medida é a a ampliação do Programa de Proteção de Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), que atualmente atende jovens em risco de seis estados e passará a atuar em outros cincos estados, em regiões com a maior taxa de violência letal (descritas no Mapa da Violência da Unesco).
2. Projeto “Caminho para Casa” - conjunto de ações que têm como foco as crianças e adolescentes internados em abrigos em face da pobreza. O governo vai conceder apoio financeiro aos pais ou responsáveis para garantir o retorno dos jovens abrigados aos seus respectivos lares. Segundo a SEDH, 40 mil famílias receberão R$ 1,5 mil (em uma parcela única) para a manutenção das crianças. O gasto desse dinheiro será acompanhado por agentes de assistência social, que também têm o papel de incluí-los prioritariamente nos programas de transferência de renda.
O governo vai construir ainda, através do Ministério das Cidades, moradias coletivas para jovens que completam a maioridade dentro dos abrigos. Os jovens poderão permanecer nesses locais por dois anos, período no qual se tentará a inserção dos mesmos em estágios remunerados em estatais, visando sua emancipação no mercado de trabalho.
3. Projeto “Na Medida Certa” – a estratégia é impulsionar o atendimento dos adolescentes em conflito com a lei em medidas socioeducativas de meio aberto, injetando R$ 534 milhões nos municípios com mais de 50 mil habitantes.
Além de priorizar a liberdade assistida e a prestação de serviços à comunidade, o projeto também vai injetar recursos para o reordenamento físico de unidades de privação de liberdade, com a reforma de 26 estabelecimentos e a construção de 23 novos locais.
Com informações da Agência Brasil e da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância)
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Governo Lula adere à privatização
O Governo Federal privatizou sete lotes de rodovias federais em leilão realizado ontem (9), na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
A iniciativa privada vai administrar 2,6 mil quilômetros de rodovias nas regiões sul e sudeste. Empresas espanholas ficaram com seis dos sete trechos leiloados. A OHL arrematou, sozinha, cinco trechos - num total de 2.078 quilômetros. Entre os lotes que o grupo vai administrar, estão a Fernão Dias (BR-381 entre São Paulo e Belo Horizonte) e a Régis Bittencourt (BR-116, entre Curitiba e São Paulo).
A Acciona, outra empresa espanhola, vai administrar um trecho da BR-393, na divisa entre Minas e Rio até a entrada da BR-116 (rodovia Dutra).
A empresa brasileira BR Vias vai administrar um trecho paulista da BR-153.
Pelo negócio firmado ontem na Bovespa, as empresas vão administrar os trechos das rodovias durante 25 anos em troca da cobrança de pedágio. Os preços das tarifas ficaram, em média, 45% abaixo do preço máximo estabelecido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
O deságio, segundo especialistas, se deu por conta da mudança de metodologia destas concessões. Os administradores não terão que pagar ao governo pelas concessões, como aconteceu em outras privatizações de rodovias - o que acaba encarecendo o preço do pedágio.
O que este episódio tem de mais interessante, porém, não é quem venceu o leilão ou quanto vai ser o preço do pedágio.
A privatização realizada ontem deu-se em pleno governo petista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - o mesmo que bradava que o seu adversário nas presidenciais de 2006, o tucano Geraldo Alckmin, era um "privatista". O discurso contra a privatização foi o grande trunfo de Lula para derrotar Alckmin.
Lula e o PT privatizaram. Não vou entrar no mérito da questão - se a privatização é boa ou ruim em si. O governo e o PT fazem patinação semântica para explicar que não se trata de privatização, mas de concessão, uma vez que os bens (no caso, as estradas) continuam sendo propriedade do Estado.
Como afirma Vinicius Torres Freire na Folha de São Paulo desta quarta-feira, não importa se as privatizações são totais, parciais ou temporárias - elas continuam sendo privatizações. "Mas "privatização" no Brasil é moeda forte no insulto político-eleitoral", escreve ele.
A maioria das pessoas acha que a privatização é uma coisa ruim em si. Então, para agradar a maioria, os políticos adotam o discurso antiprivatista - como fez Lula em 2006.
Passada a disputa eleitoral, esquecem o discurso e passam a praticar o que condenaram na campanha - como faz Lula agora.
A iniciativa privada vai administrar 2,6 mil quilômetros de rodovias nas regiões sul e sudeste. Empresas espanholas ficaram com seis dos sete trechos leiloados. A OHL arrematou, sozinha, cinco trechos - num total de 2.078 quilômetros. Entre os lotes que o grupo vai administrar, estão a Fernão Dias (BR-381 entre São Paulo e Belo Horizonte) e a Régis Bittencourt (BR-116, entre Curitiba e São Paulo).
A Acciona, outra empresa espanhola, vai administrar um trecho da BR-393, na divisa entre Minas e Rio até a entrada da BR-116 (rodovia Dutra).
A empresa brasileira BR Vias vai administrar um trecho paulista da BR-153.
Pelo negócio firmado ontem na Bovespa, as empresas vão administrar os trechos das rodovias durante 25 anos em troca da cobrança de pedágio. Os preços das tarifas ficaram, em média, 45% abaixo do preço máximo estabelecido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
O deságio, segundo especialistas, se deu por conta da mudança de metodologia destas concessões. Os administradores não terão que pagar ao governo pelas concessões, como aconteceu em outras privatizações de rodovias - o que acaba encarecendo o preço do pedágio.
O que este episódio tem de mais interessante, porém, não é quem venceu o leilão ou quanto vai ser o preço do pedágio.
A privatização realizada ontem deu-se em pleno governo petista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - o mesmo que bradava que o seu adversário nas presidenciais de 2006, o tucano Geraldo Alckmin, era um "privatista". O discurso contra a privatização foi o grande trunfo de Lula para derrotar Alckmin.
Lula e o PT privatizaram. Não vou entrar no mérito da questão - se a privatização é boa ou ruim em si. O governo e o PT fazem patinação semântica para explicar que não se trata de privatização, mas de concessão, uma vez que os bens (no caso, as estradas) continuam sendo propriedade do Estado.
Como afirma Vinicius Torres Freire na Folha de São Paulo desta quarta-feira, não importa se as privatizações são totais, parciais ou temporárias - elas continuam sendo privatizações. "Mas "privatização" no Brasil é moeda forte no insulto político-eleitoral", escreve ele.
A maioria das pessoas acha que a privatização é uma coisa ruim em si. Então, para agradar a maioria, os políticos adotam o discurso antiprivatista - como fez Lula em 2006.
Passada a disputa eleitoral, esquecem o discurso e passam a praticar o que condenaram na campanha - como faz Lula agora.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Informática
Pesquisa aponta Brasil como campeão em uso de computadores
A pesquisa realizada pelo Pew Institute Research, dos Estados Unidos, com mil entrevistados de 35 países, mostrou que o Brasil registrou o maior aumento no uso de computadores entre 2002 e 2007, informa a Folha Online.
O número de pessoas que usam computador no país subiu de 22% para 44%. O segundo colocado na lista foi a Eslováquia, seguido da Bulgária, que registraram aumento de 21 e 19 pontos percentuais, respectivamente, em relação aos índices de 2002.
O país da América Latina que mais se aproximou do Brasil no aumento do uso de compautadores foi a Bolívia, que registrou um crescimento de 15 pontos percentuais, passando de 31% para 46%.
O Peru, com 13 pontos percentuais, ficou em terceiro lugar no continente, enquanto o México, com aumento de apenas dois pontos percentuais, ficou em último lugar.
A pesquisa realizada pelo Pew Institute Research, dos Estados Unidos, com mil entrevistados de 35 países, mostrou que o Brasil registrou o maior aumento no uso de computadores entre 2002 e 2007, informa a Folha Online.
O número de pessoas que usam computador no país subiu de 22% para 44%. O segundo colocado na lista foi a Eslováquia, seguido da Bulgária, que registraram aumento de 21 e 19 pontos percentuais, respectivamente, em relação aos índices de 2002.
O país da América Latina que mais se aproximou do Brasil no aumento do uso de compautadores foi a Bolívia, que registrou um crescimento de 15 pontos percentuais, passando de 31% para 46%.
O Peru, com 13 pontos percentuais, ficou em terceiro lugar no continente, enquanto o México, com aumento de apenas dois pontos percentuais, ficou em último lugar.
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Inflação
Economista diz que inflação preocupa
O economista da Tendências Consultoria Natan Blanche disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim, para o site "Conversa Afiada", que "a trajetória ascendente da inflação preocupa".
Em bom português, há uma tendência de subida da inflação, motivada, segundo o economista, pelo aumento do consumo das famílias brasileiras. “O consumo das famílias este ano cresce 6,2% e 5,5% (em 2008), bem acima do PIB. (O crescimento) É calcado em que? Em investimento ou em consumo?”, questiona Blanche.
A equação é bem simples. Quando o crescimento da demanda é maior do que a oferta, a tendência é que ocorra uma pressão inflacionária. É a velha lei da oferta e da procura.
O economista da Tendências Consultoria Natan Blanche disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim, para o site "Conversa Afiada", que "a trajetória ascendente da inflação preocupa".
Em bom português, há uma tendência de subida da inflação, motivada, segundo o economista, pelo aumento do consumo das famílias brasileiras. “O consumo das famílias este ano cresce 6,2% e 5,5% (em 2008), bem acima do PIB. (O crescimento) É calcado em que? Em investimento ou em consumo?”, questiona Blanche.
A equação é bem simples. Quando o crescimento da demanda é maior do que a oferta, a tendência é que ocorra uma pressão inflacionária. É a velha lei da oferta e da procura.
sábado, 6 de outubro de 2007
Grupo "Izquierda Unida" desmente Veja
A revista Veja da semana passada se prontificou a "desconstruir" a história de Che Guevara. Para a revista, Che foi uma grande "farsa" e o que se conta sobre ele é apenas "o mito do guerrilheiro altruísta".
Não postei nada sobre a reportagem da Veja porque, na verdade, não li a revista. Mas não precisa ler para imaginar o tom panfletário que a publicação imprime à reportagem.
Não pretendia mesmo perder tempo com a Veja. Entretanto, visitando o blog do Rovai (http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/Blog/default.asp), encontrei ali a postagem da resposta do grupo "Izquierda Unida" à matéria da Veja.
A resposta começa citando as fontes que Veja utilizou para a reportagem:
Napoleón Vilaboa, exilado em MIAMI, que ganhou dinheiro explorando a saída de cubanos pelo porto de Mariel, em 1980, no rastro de um acordo firmado entre Cuba e Estados Unidos;
Pedro Corzo, do Instituto de Memória Histórica Cubana, sediado em, pasmem, Miami! É tão arraigadamente estadunidense que, em seu e-mail de contato, nega até seu nome latino para adotar petercorzo@msn.com;
Jaime Suchlicki, historiador cubano, da Universidade de MIAMI, é claro;
Hubert Mattos, exilado em MIAMI, ex-comandante do exército rebelde, condenado a 20 anos em Cuba por traição. Não se sabe por que razões o tirânico regime deixou-o emigrar para os EUA. Segundo a lógica do doentio jornalista, o destino mais certeiro para Mattos deveria ser a morte.
Como se vê, não foram ouvidos cubanos residentes na ilha. O argumento de Veja? Com a repressão em Cuba, eles não sairiam da ladainha oficial.
Confira agora a resposta a cada trecho da matéria de Veja:
"Trecho de Veja: “Centenas de homens que ele (Che) fuzilou em Cuba tiveram sua sorte selada em ritos sumários que não passavam de dez minutos.”
Quais? Que homens? Qual a fonte de Schelp? Uma das primeiras decisões do novo governo rebelde, e isso é fato, foi a criação de juízos revolucionários como parte de um processo conhecido como Comissão Depuradora. Todos aqueles apontados como criminosos de guerra ou associados ao regime de Batista foram levados a julgamento. Entre janeiro e abril de 1959, aproximadamente mil colaboradores do antigo regime foram denunciados e julgados por meio dos tribunais revolucionários. Cerca de 550 deles foram condenados à pena de morte. Ernesto Guevara, na condição de comandante de La Cabaña durante os primeiros meses da Revolução, teve sob seu comando os julgamentos e as execuções das penas daqueles que estavam detidos na fortaleza. Para disciplinar os juízos, estabeleceu um sistema judicial com tribunais de primeira instância e um tribunal de apelações. As audiências eram públicas e se desenvolviam como em um tribunal qualquer, com promotores de acusação, advogados de defesa e depoimentos de testemunhas, tanto arroladas pela acusação como pelos réus. A biografia de Jon Lee Anderson, citada, mas não lida por Schelp, a julgar pelo conteúdo de seu texto, mostra isso com nitidez.
(...)
Os principais algozes de Cuba, os Estados Unidos e seus aliados da Europa, vencedores da 2ª Guerra Mundial, não julgaram os criminosos nazistas de modo distinto daquele que foi adotado na Cuba revolucionária. Nem por isso houve insinuações de parcialidade contra o tribunal de Nuremberg ou o clamor mundial para que algum acusado deixasse de ser executado. Entre os condenados aos fuzilamentos em La Cabaña figuravam notórios assassinos, torturadores das forças de Batista e outros criminosos que haviam enriquecido às custas de corrupção e da exploração da miséria da maioria da população cubana.
Trecho de Veja: “Houve um golpe comunista dentro da revolução.”
Em que data isso aconteceu? O jornalista, um obstinado porta-voz da direita reacionária, é tão tresloucado em seus ataques sistemáticos à Revolução Cubana, que deve ter misturado períodos históricos. Houve um golpe de estado comunista na Revolução Russa, em 1917, quando os bolcheviques assumiram o controle do Estado e deram início a criação da União Soviética. Em Cuba, não. Fidel Castro sempre foi o líder máximo da Revolução, desde 26 de julho de 1953, quando atacou o quartel de Moncada, até tomar o poder, com amplo apoio popular (ignorado pela revista), em 1º de janeiro de 1959.
Trecho de Veja: “Ernesto Guevara Lynch de la Serna nasceu em uma família de esquerdistas ricos na Argentina.”
Mais uma atrocidade de Schelp, que sequer conhece o nome da vítima de sua caneta. O nome de Che era simplesmente Ernesto Guevara e seus pais não eram ricos nem esquerdistas. Nenhum deles tinha filiação partidária, eram abertamente contra o governo Perón, que seduziu a esquerda argentina com seus projetos voltados aos descamisados, como a primeira-dama Eva Perón costumava se referir aos segmentos mais humildes da população argentina. Ernesto Guevara Lynch e Celia de la Serna, os pais, tampouco eram ricos. Viviam como um típico casal de classe média alta, se tanto. Moraram na Recoleta, o bairro mais elegante de Buenos Aires, quando a avó de Che morreu e lhes deixou como herança um apartamento.
Trecho de Veja: “Para se livrar de Che, Fidel o mandou à Assembléia-Geral da ONU”.
Delírio absoluto. Che era o segundo nome do estado cubano, o principal porta-voz da revolução, depois do próprio Fidel. Guevara viajou a inúmeros países e assinou diversos tratados de assistência econômica e militar com outras nações socialistas. Era perfeitamente normal que representasse Cuba em uma Assembléia da ONU.
Trecho de Veja: “Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria”.
Texto vago, até impede um comentário mais elaborado sobre algo tão pobre. Registramos apenas que Che nunca foi embaixador de Cuba.
Trecho de Veja: "Se houve um ganhador da Guerra Fria, foi Che Guevara".
Raciocínio deplorável. O sujeito é capturado, rendido e assassinado, mas é ganhador. Pela mesma lógica, se alguém ganhou a 2ª Guerra Mundial, foram os judeus. Afinal, há 60 anos se fala em Holocausto e eles conquistaram o direito ao Estado de Israel, não importando o custo de seis milhões de mortes.
Trecho de Veja: “Fidel se desmancha lentamente dentro daquele ridículo agasalho esportivo”.
Tenha calma, Schelp. Segundo a ordem natural das coisas, você terá o imenso prazer de ver Fidel morto. Temos certeza de que até o obituário de Veja já está preparado. Agressivo, virulento, histérico, panfletário, como é de seu estilo.
Você terá seu instante momentâneo de deleite, assim como a máfia cubano-americana de Miami, ávida por retornar à ilha e transformá-la de novo em um grande cassino.
Mas daqui a 50, 60 anos, o mundo continuará relembrando o aniversário da morte de Che Guevara e, infelizmente, para os que acreditam em outra ordem social, outros tantos anos da morte de Fidel Castro.
Quanto a você, terá sido devidamente esquecido e jogado na lata de lixo reservada para os assassinos do jornalismo ético. Ninguém lembrará de sua triste passagem pelo mundo.
São Paulo, 2 de outubro de 2007.
IZQUIERDA UNIDA"
Assinam a carta-resposta Lilian Vaz (Secretária-Geral), Luiz Alberto Costa Ortiz (Secretário de Finanças), Antonio Gabriel Haddad (Secretário de Comunicação), Vera Pasqualetto (Secretária de Organização e Administração) e André Furtado (Secretário de Relações Institucionais) da Izquierda Unida.
Rovai também resgata outra reportagem da Veja, desta vez por ocasião dos 30 anos do assassinato de Che. A matéria é de Dorrit Harazim, que trabalha atualmente na revista "Piauí", também da Editora Abril. As duas matérias - a de dez anos atrás e a atual, ambas sobre Che - são diametralmente opostas e, para Rovai, "é a prova mais cabal de que nem Veja acredita em Veja".
Confira um trecho da matéria de Harazim:
"Por onde passou, na Bolívia, Guevara fez brotar, depois de morto, uma unanimidade sentimental que jamais conheceu em vida. Mudaram os campesinos que pretendia libertar, não os militares que o caçaram e abateram – estes sempre respeitaram e temeram sua valentia. Também, não era para menos. Em onze meses de guerrilha, jamais contou com mais de 38 combatentes, contra todo o Exército boliviano apoiado pela CIA. Atravessou cordilheiras áridas e quase estéreis, onde árvores não crescem. Desceu para vales por escarpas, penhascos, desfiladeiros, até sufocar na umidade do Chaco. Enfrentou meses de chuvas torrenciais e nuvens compactas de mosquitos. Em dias de sorte, comeu macaco, milho cru, rapadura com onça. Outras vezes, um passarinho apanhado teve de ser dividido por cinco..."
A Veja atual fala de Che como "farsa" e um "mito de altruísta". Em qual revista acreditar?
Não postei nada sobre a reportagem da Veja porque, na verdade, não li a revista. Mas não precisa ler para imaginar o tom panfletário que a publicação imprime à reportagem.
Não pretendia mesmo perder tempo com a Veja. Entretanto, visitando o blog do Rovai (http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/Blog/default.asp), encontrei ali a postagem da resposta do grupo "Izquierda Unida" à matéria da Veja.
A resposta começa citando as fontes que Veja utilizou para a reportagem:
Napoleón Vilaboa, exilado em MIAMI, que ganhou dinheiro explorando a saída de cubanos pelo porto de Mariel, em 1980, no rastro de um acordo firmado entre Cuba e Estados Unidos;
Pedro Corzo, do Instituto de Memória Histórica Cubana, sediado em, pasmem, Miami! É tão arraigadamente estadunidense que, em seu e-mail de contato, nega até seu nome latino para adotar petercorzo@msn.com;
Jaime Suchlicki, historiador cubano, da Universidade de MIAMI, é claro;
Hubert Mattos, exilado em MIAMI, ex-comandante do exército rebelde, condenado a 20 anos em Cuba por traição. Não se sabe por que razões o tirânico regime deixou-o emigrar para os EUA. Segundo a lógica do doentio jornalista, o destino mais certeiro para Mattos deveria ser a morte.
Como se vê, não foram ouvidos cubanos residentes na ilha. O argumento de Veja? Com a repressão em Cuba, eles não sairiam da ladainha oficial.
Confira agora a resposta a cada trecho da matéria de Veja:
"Trecho de Veja: “Centenas de homens que ele (Che) fuzilou em Cuba tiveram sua sorte selada em ritos sumários que não passavam de dez minutos.”
Quais? Que homens? Qual a fonte de Schelp? Uma das primeiras decisões do novo governo rebelde, e isso é fato, foi a criação de juízos revolucionários como parte de um processo conhecido como Comissão Depuradora. Todos aqueles apontados como criminosos de guerra ou associados ao regime de Batista foram levados a julgamento. Entre janeiro e abril de 1959, aproximadamente mil colaboradores do antigo regime foram denunciados e julgados por meio dos tribunais revolucionários. Cerca de 550 deles foram condenados à pena de morte. Ernesto Guevara, na condição de comandante de La Cabaña durante os primeiros meses da Revolução, teve sob seu comando os julgamentos e as execuções das penas daqueles que estavam detidos na fortaleza. Para disciplinar os juízos, estabeleceu um sistema judicial com tribunais de primeira instância e um tribunal de apelações. As audiências eram públicas e se desenvolviam como em um tribunal qualquer, com promotores de acusação, advogados de defesa e depoimentos de testemunhas, tanto arroladas pela acusação como pelos réus. A biografia de Jon Lee Anderson, citada, mas não lida por Schelp, a julgar pelo conteúdo de seu texto, mostra isso com nitidez.
(...)
Os principais algozes de Cuba, os Estados Unidos e seus aliados da Europa, vencedores da 2ª Guerra Mundial, não julgaram os criminosos nazistas de modo distinto daquele que foi adotado na Cuba revolucionária. Nem por isso houve insinuações de parcialidade contra o tribunal de Nuremberg ou o clamor mundial para que algum acusado deixasse de ser executado. Entre os condenados aos fuzilamentos em La Cabaña figuravam notórios assassinos, torturadores das forças de Batista e outros criminosos que haviam enriquecido às custas de corrupção e da exploração da miséria da maioria da população cubana.
Trecho de Veja: “Houve um golpe comunista dentro da revolução.”
Em que data isso aconteceu? O jornalista, um obstinado porta-voz da direita reacionária, é tão tresloucado em seus ataques sistemáticos à Revolução Cubana, que deve ter misturado períodos históricos. Houve um golpe de estado comunista na Revolução Russa, em 1917, quando os bolcheviques assumiram o controle do Estado e deram início a criação da União Soviética. Em Cuba, não. Fidel Castro sempre foi o líder máximo da Revolução, desde 26 de julho de 1953, quando atacou o quartel de Moncada, até tomar o poder, com amplo apoio popular (ignorado pela revista), em 1º de janeiro de 1959.
Trecho de Veja: “Ernesto Guevara Lynch de la Serna nasceu em uma família de esquerdistas ricos na Argentina.”
Mais uma atrocidade de Schelp, que sequer conhece o nome da vítima de sua caneta. O nome de Che era simplesmente Ernesto Guevara e seus pais não eram ricos nem esquerdistas. Nenhum deles tinha filiação partidária, eram abertamente contra o governo Perón, que seduziu a esquerda argentina com seus projetos voltados aos descamisados, como a primeira-dama Eva Perón costumava se referir aos segmentos mais humildes da população argentina. Ernesto Guevara Lynch e Celia de la Serna, os pais, tampouco eram ricos. Viviam como um típico casal de classe média alta, se tanto. Moraram na Recoleta, o bairro mais elegante de Buenos Aires, quando a avó de Che morreu e lhes deixou como herança um apartamento.
Trecho de Veja: “Para se livrar de Che, Fidel o mandou à Assembléia-Geral da ONU”.
Delírio absoluto. Che era o segundo nome do estado cubano, o principal porta-voz da revolução, depois do próprio Fidel. Guevara viajou a inúmeros países e assinou diversos tratados de assistência econômica e militar com outras nações socialistas. Era perfeitamente normal que representasse Cuba em uma Assembléia da ONU.
Trecho de Veja: “Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria”.
Texto vago, até impede um comentário mais elaborado sobre algo tão pobre. Registramos apenas que Che nunca foi embaixador de Cuba.
Trecho de Veja: "Se houve um ganhador da Guerra Fria, foi Che Guevara".
Raciocínio deplorável. O sujeito é capturado, rendido e assassinado, mas é ganhador. Pela mesma lógica, se alguém ganhou a 2ª Guerra Mundial, foram os judeus. Afinal, há 60 anos se fala em Holocausto e eles conquistaram o direito ao Estado de Israel, não importando o custo de seis milhões de mortes.
Trecho de Veja: “Fidel se desmancha lentamente dentro daquele ridículo agasalho esportivo”.
Tenha calma, Schelp. Segundo a ordem natural das coisas, você terá o imenso prazer de ver Fidel morto. Temos certeza de que até o obituário de Veja já está preparado. Agressivo, virulento, histérico, panfletário, como é de seu estilo.
Você terá seu instante momentâneo de deleite, assim como a máfia cubano-americana de Miami, ávida por retornar à ilha e transformá-la de novo em um grande cassino.
Mas daqui a 50, 60 anos, o mundo continuará relembrando o aniversário da morte de Che Guevara e, infelizmente, para os que acreditam em outra ordem social, outros tantos anos da morte de Fidel Castro.
Quanto a você, terá sido devidamente esquecido e jogado na lata de lixo reservada para os assassinos do jornalismo ético. Ninguém lembrará de sua triste passagem pelo mundo.
São Paulo, 2 de outubro de 2007.
IZQUIERDA UNIDA"
Assinam a carta-resposta Lilian Vaz (Secretária-Geral), Luiz Alberto Costa Ortiz (Secretário de Finanças), Antonio Gabriel Haddad (Secretário de Comunicação), Vera Pasqualetto (Secretária de Organização e Administração) e André Furtado (Secretário de Relações Institucionais) da Izquierda Unida.
Rovai também resgata outra reportagem da Veja, desta vez por ocasião dos 30 anos do assassinato de Che. A matéria é de Dorrit Harazim, que trabalha atualmente na revista "Piauí", também da Editora Abril. As duas matérias - a de dez anos atrás e a atual, ambas sobre Che - são diametralmente opostas e, para Rovai, "é a prova mais cabal de que nem Veja acredita em Veja".
Confira um trecho da matéria de Harazim:
"Por onde passou, na Bolívia, Guevara fez brotar, depois de morto, uma unanimidade sentimental que jamais conheceu em vida. Mudaram os campesinos que pretendia libertar, não os militares que o caçaram e abateram – estes sempre respeitaram e temeram sua valentia. Também, não era para menos. Em onze meses de guerrilha, jamais contou com mais de 38 combatentes, contra todo o Exército boliviano apoiado pela CIA. Atravessou cordilheiras áridas e quase estéreis, onde árvores não crescem. Desceu para vales por escarpas, penhascos, desfiladeiros, até sufocar na umidade do Chaco. Enfrentou meses de chuvas torrenciais e nuvens compactas de mosquitos. Em dias de sorte, comeu macaco, milho cru, rapadura com onça. Outras vezes, um passarinho apanhado teve de ser dividido por cinco..."
A Veja atual fala de Che como "farsa" e um "mito de altruísta". Em qual revista acreditar?
Che
No aniversário de 40 anos do assassinato do líder revolucionário, "Fórum" revive a história do homem além do mitoA edição de outubro da revista "Fórum" discute a história de Che Guevara, 40 anos depois do assassinato do líder revolucionário pela CIA na Bolívia.
Segundo a revista, o objetivo é lançar "um olhar além do mito, além da imagem", para tentar compreender o sentido do humanismo de Che.
No artigo "Che, além da imagem", Glauco Faria trata justamente do tema do humanismo de Che. Ele inicia o artigo questionando como é possível definir o humanismo de Che se, ao mesmo tempo, ele defendia a “morte impiedosa do opressor”. Para Glauco, essa é apenas uma "contradição aparente", freqüentemente manipulada e utilizada para tratar de Che como terrorista. Ele define o humanismo de Che como "humanismo revolucionário", aquele onde "a guerra empreendida pelo povo é a única resposta necessária e a única possível dos oprimidos contra os opressores que patrocinam a violência institucionalizada."
Este e outros aspectos envolvendo a vida e as idéias de Che são debatidos em dez páginas da revista. Imperdível.
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