segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Entrevista com organizadores da passeata anti-Lula




Vi no Blog do Luís Nassif. Créditos para Agrimaldo. Divirtam-se.

domingo, 12 de agosto de 2007

Economia do Terceiro Setor movimenta R$ 10 bilhões anualmente

O preço da responsabilidade social

De Edwin Carvalho no Diário de Natal/O Poti, hoje:


"Um dos setores que mais cresce e movimenta a economia do país está passando por um momento de reestruturação. Com mais de R$ 10 bilhões movimentados anualmente, segundo dados do Programa de Voluntários das Nações Unidas, o terceiro setor se vê diante do desafio de convencer empresas, cidadãos e agências de cooperação internacionais a doar dinheiro para um número cada vez maior de projetos sociais. No Rio Grande do Norte, as organizações não governamentais estão apostando na criatividade e em técnicas empresariais para sensibilizar os doadores e mobilizar recursos. Algumas contam, inclusive, com a consultoria de profissionais especializados nas áreas de gestão, marketing e até de telemarketing.

De acordo com a diretora executiva da ONG Resposta, Ana Paula Felizardo, uma das regras para se manter no cenário do terceiro setor é a diversificação das fontes financiadoras. Além de elaborar projetos para agências de cooperação e de buscar a captação de patrocínios e permutas junto a organizações privadas, a entidade, que atua na defesa da promoção dos direitos das crianças e adolescentes, oferece consultorias sobre promoção do turismo sustentável e de proteção de crianças para empresas que atuam nestas áreas.

Para arrecadar um volume de recursos que seja capaz de atender às demandas da organização, Ana Paula conta que também criou uma grife social e instalou um quiosque em um shopping da cidade, com roupas e produtos cujos valores das vendas são todos revertidos para os projetos sociais. “Buscamos várias formas de mobilizar recursos e a criação da grife foi uma saída. Os turistas são os nossos principais clientes e isso aponta para a necessidade de sensibilizar o consumidor local para contribuir com o consumo solidário”, destaca a diretora da Resposta.

Dados divulgados pela Associação Brasileira de ONGs (Abong) apontam que existem mais de 276 mil fundações e associações sem fins lucrativos no país, que juntas geram empregos para mais de 1,5 milhão de pessoas. A atividade cresceu nada menos que 157% somente entre os anos de 1995 e 2002, sendo responsável por aproximadamente 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. No entanto, pouco mais de 8.600 são voltadas para o desenvolvimento e defesa de direitos, sendo enquadradas no perfil das ONGs. Vale destacar que há menos de dez anos este número era de aproximadamente 2.800 organizações, ou seja, o número de ONGs triplicou em menos de uma década.

No Rio Grande do Norte ainda não há um levantamento aprofundado que detalhe o número de organizações não governamentais existentes. Mas é visível o crescimento de entidades sem fins lucrativos. “Quando comecei a atuar como voluntária, havia poucas entidades e trabalhávamos com recursos que conseguíamos com os nossos amigos, através de bingos, festas e jantares beneficentes. Hoje, as ONGs se organizaram, contam com maior apoio da sociedade e dos empresários e conseguem fazer um trabalho de mobilização social, muitas vezes em parceria com outras instituições”, afirma a diretora do Conselho Fiscal do Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC), Bernadete Lopes. A entidade presta atendimento a 195 crianças e seus familiares, oferecendo desde tratamento médico até medicamentos e transporte.

Outra estratégia comumente utilizada pelas ONGs para arrecadar dinheiro é o telemarketing. Na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Natal, por exemplo, 97% dos recursos da instituição são provenientes de doações da sociedade, a maior parte conseguida após contato telefônico. “Para fazer este trabalho de sensibilização, implantamos uma central de telemarketing, para conscientizar as pessoas sobre o trabalho da nossa instituição, que atende 560 crianças com algum tipo de deficiência”, explica a gerente de operação e captação de recursos da entidade, Rogéria Ortiz."

sábado, 11 de agosto de 2007

Jornal do Brasil: "É notório no Rio Grande do Norte o poder de Agripino na comunicação"

Matéria do JB Online de hoje destaca que 1/3 do Senado tem rádios; José Agripino é citado como dono de "uma dezena de emissoras"


"O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, tem companhia de sobra na Casa no clube dos que são donos de rádios e TVs. Nenhum dos senadores ainda prontificou-se a criticar o suposto uso de laranjas pelo alagoano para comprar emissoras no reduto eleitoral porque o tema acaba por se tornar um potencial telhado de vidro para muitos. Pelo menos um terço dos 81 senadores é dono de emissoras, conforme levantamento feito ano passado, depois das eleições, pela Agência Repórter Social com base em dados dos tribunais regionais eleitorais e do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom).

Curiosamente, depois que a nova denúncia contra Renan surgiu, a maioria dos senadores proprietários de emissoras ou submergiu, ou fugiu do tema esta semana.

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), que protocolou na Mesa Diretora da Casa pedido de investigação sobre o caso Renan, tem na ficha uma dezena de emissoras. Mas, segundo o democrata, sem laranjas.

Não é crime um político ter concessão de rádio e TVs - um filão abocanhado nos rincões do Brasil pelos deputados e senadores que desejam aumentar a influência por meio da comunicação em seus redutos. A Constituição permite que o parlamentar seja dono, sócio majoritário ou minoritário de qualquer concessão, desde que não exerça cargo de direção na empresa.

Muitos deputados e senadores, no entanto, preferem deixar no contrato social parentes próximos ou amigos para fugir de qualquer eventualidade política ou jurídica que lhes prejudique o mandato. Não é o caso de Agripino, garante o senador, que desafiou Renan em plenário depois de o presidente do Senado insinuar possíveis irregularidades em suas concessões.

- Rádio só dá prejuízo, não sei nem quantas eu tenho. Acho que sou dono de duas e tenho sociedade em outras três - diz o senador.

Aliados e adversários do senador sabem. É notório no Rio Grande do Norte o poder de Agripino na comunicação. Ele é proprietário da Rede Tropical de rádio e TV, retransmissora da Record no Estado. Defende a idoneidade na questão alegando patrimônio familiar, há duas décadas, quando já era político conhecido.

- As concessões que tenho são herança do meu pai, de 20 anos atrás, que fez doação aos filhos: eu e meus irmãos Ana Sílvia Maia e Otto Agripino Maia - defende-se, para em seguida atacar o adversário. - Renan é quem tem a obrigação de apontar irregularidades. Não sou daquele tipo que corre atrás da concessão. E nunca assumi direção.

Em plenário, o assunto ganha proporções bem menores que o esperado pela repercussão das sucessivas denúncias contra Renan. Não por acaso, na questão da última acusação que veio à tona sobre os possíveis laranjas das emissoras do senador, aqueles que são donos de rádios e TVs nem apareceram no plenário. Com exceção de Agripino, outros ilustres senadores proprietários de emissoras, como Wellington Salgado (PMDB-MG), Fernando Collor (PTB-AL), João Tenório (PSDB-AL), César Borges (DEM-BA) e Mão Santa (PMDB-PI) preferiram não abordar o tema. Também dono de universidades, Salgado, por exemplo, tem 50% da Rede Vitoriosa de Comunicações, com cotas avaliadas em R$ 2 milhões. Tenório, conterrâneo de Renan, é sócio da TV Pajuçara em Maceió.

O tucano Tasso Jereissati, outro que sucumbiu esta semana depois do escândalo das rádios, mantém o controle da TV Jangadeiro no Ceará, com cotas que valem R$ 1,1 milhão. Edison Lobão (DEM-MA), amigo da família Sarney, é dono de quatro e sócio em duas rádios no Maranhão."

Comentário

O senador josé Agripino, homem com "notório poder na comunicação", como assinala a matéria do JB Online, diz que nunca assumiu cargo de direção.

Então, pergunto a mim mesmo: quem será que pauta a transmissão diária dos discursos dos senador pela TV Tropical?

A polícia que mata


A revista Carta Capital desta semana mergulha no mundo dos "policiais bandidos" e discute o Plano Nacional de Segurança com Cidadania, que será apresentado pelo Governo Federal no próximo dia 20.

Ai, Jesus...

Leio na coluna "Outro Canal", assinada por Daniel Castro, na Folha de S. Paulo de hoje, que o "Jornal Hoje" vai exibir, a partir da próxima segunda-feira, uma série para traçar "um raio-x da juventude brasileira". As matérias são do apresentador Evaristo Costa.

Sinto calafrios antecipados só de imaginar o que vem por aí.

Amazônia: desmatamento cai em 30%

O índice foi anunciado ontem pelo Ministério do Meio Ambiente. A comparação é feita com o índice registrado em 2005 e 2006. É a menor taxa de desmatamento desde 1988, quando teve início o monitoramento na Amazônia.

Ainda assim, foram desmatados 9.600 km2 da floresta amazônica entre agosto de 2006 e agosto de 2007.

Com informações da Folha de São Paulo

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Personagem




Enquanto esperava no ponto de ônibus, olha só a figura que apareceu por lá. Não sei seu nome. Engana-se quem pensa que ela junta a sucata para vender. "Não vendo. São minhas coisas", diz ela, sem, no entanto, esclarecer o que faz com tanta tralha. O detalhe é que os objetos que ela encontra no lixo também servem de adereço para sua roupa. Então tá, cada doido com sua mania, né.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Pergunta que não quer calar

Comentário do leitor que se assina como Rubens (São Paulo-SP), que encontrei no Blog do Josias do Uol:

"Por que ninguém pergunta ao nobre e indignado Senador [José Agripino] quem seria o dono da Rede Tropical de Comunicações no RN, composta pelas Radios CBN/Trairy, Ouro Branco, Santa Cruz, Libertadora, Libertadora Mossoroense, Tropical FM, Salinas,A Voz do Seridó, Cultura do Oeste, Curimataú e pela TV Tropical?"

Eis a pergunta que não quer calar.

Com a palavra, senador José Agripino Maia.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

O sujo falando do mal lavado

Vocês viram o bate-boca entre os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Agripino (DEM-RN), ontem, em Brasília?

O bicho pegou por lá. Renan discursou se defendendo das acusações de que teria utilizado "laranjas" para comprar empresas em Alagoas, publicadas na revista Veja desta semana.

Foi aí que Agripino "aconselhou" Renan a se licenciar da Presidência do Senado, sob pena da oposição obstruir as votações de interesse do Governo Federal.

Renan reagiu e alfinetou Agripino: "Vossa Excelência mesmo, se estivesse nessa situação, com os negócios que tem, com as concessões que tem, com os financiamentos bancários e estatais que Vossa Excelência tem, talvez não agüentasse duas semanas de acusação como eu tenho agüentado", disse Renan.

Eu, assistindo de casa, vibrei com isso. Claro que Renan não é exemplo de moral para ninguém. Está até o pescoço de lama nessa história toda. Mas, pela primeira vez, em rede nacional, alguém disse umas verdades a José Agripino.

Foi bom vê-lo irado ao ser "peitado" por Renan, ver aquela máscara de falso moralismo cair. Botaram o dedo na ferida do queridinho da oposição.

Faz tempo que denuncio aqui o uso abusivo que senador José Agripino faz da concessão da TV Tropical, retransmissora local da Rede Record. A transmissao diária dos discursos dele e, agora, dos discursos do filho dele também, deputado federal Felipe Maia (DEM-RN), é só um exemplo.

O Brasil agora sabe que a virgem que dá lições de castidade não passa de uma velha meretriz.

P.S.: A Folha Online de hoje, ainda repercutindo a discussão de ontem entre os senadores, errou feio ao informar que Renan acusou Agripino de ter "uma série de empresas e concessões em Alagoas".

domingo, 5 de agosto de 2007

Regulação não é censura

De José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, em www.blogdodirceu.blig.ig.com.br:

"Com freqüência, somos surpreendidos, no Brasil, por manifestações de medo da volta da censura, ou pior, dos riscos de o governo, leia-se PT e Lula, impor controle aos meios de comunicação. Nada mais irreal. Então, qual é a razão desse temor que impulsiona campanhas da mídia, que acusam o governo de, no mínimo, ter segundas intenções em suas propostas relacionadas à regulação da comunicação social eletrônica e dos conteúdos audiovisuais? Foi assim, no primeiro mandato do presidente Lula, com as propostas de criação do Conselho Federal de Jornalismo e da Agência Nacional de Cinema e Audiovisual (Ancinav), que terminaram arquivadas. E continua assim, agora, com a portaria do Ministério da Justiça que estabelece a obrigatoriedade do horário indicativo, conforme a idade, para os programas de TV.

A razão desse temor infundado é simples. No Brasil, não há nenhuma regulamentação dos meios de comunicação. E, no caso da televisão e do rádio, embora tratem-se de concessões do poder público, temos, na prática, uma mistura de monopólio e controle político familiar dos meios de comunicação. Não há limites para a propriedade, inclusive cruzada – ou seja, um mesmo grupo pode ser dono de emissora de TV, de rádio, de jornal e revista, de canal de TV por assinatura e, agora, de portal na internet. O resultado é um monopólio da audiência e uma concentração de poder da comunicação que não se encontra em nenhum outro país democrático do mundo. Porque, em todos eles, a sociedade exerce algum tipo de controle social sobre os meios de comunicação de massa.

A lei que regula a radiodifusão brasileira, o Código Nacional de Telecomunicações, é de 1962. Está ultrapassada não só pela evolução tecnológica, mas pelo próprio comportamento da sociedade. Não é mais possível ignorar a revolução que vivemos: basta ter à mão um celular, onde já se pode receber e-mails, ouvir música, ver TV etc. Temos, urgentemente, que começar a discutir e formular uma nova Lei de Comunicação Eletrônica de Massa, e não, como fazem a mídia e a oposição, ver em cada iniciativa de regulação do setor “a mão da censura à imprensa”.

É preciso, nesse caso, aprender com os países que já remodelaram suas legislações da área. O caso mais recente é o de Portugal. No dia 25 de julho, foi promulgada a nova Lei da Televisão, que aumenta os poderes da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e prepara o terreno para a Televisão Digital Terrestre (TDT). A lei estabelece que os canais só podem mudar a programação até 48 horas antes de sua emissão; facilita a criação de canais regionais, baixando o capital social necessário para 200 mil euros; define em cinco anos o período para renovação, ou não, pela entidade reguladora, das licenças e autorizações das emissoras. E mais: amplia, de 15% para 20% do total da programação, a obrigatoridade de produção original em português, enquanto a difusão de programas de língua portuguesa passa de 50% para 60% da emissão; a ERC passa a ter poder de acompanhar a produção informativa; e, por fim, os partidos políticos podem ter canal de TV na internet.

No mesmo dia da promulgação da Lei da Televisão portuguesa, a imprensa daquele país informava que o jornalista Pedro Rolo Duarte responde a um processo por ter, supostamente, participado de uma campanha do McDonalds, o que é proibido pelo Estatuto dos Jornalistas. Independente do mérito da questão, em Portugal, onde prevalece, desde 1975, a mais absoluta liberdade de imprensa e informação, a comunicação social é regulada pelo Estado, seja a atividade profissional dos jornalistas, por sua entidade e seu estatuto, seja a dos meios de comunicação, por leis aprovadas pela Assembléia Nacional.

O exemplo português mostra que o temor da mídia brasileira à regulação é anacrônico e antidemocrático. É mais do que hora de o Brasil propor, debater e aprovar uma nova Lei de Comunicação Eletrônica de Massa, que avance na democratização do acesso à informação e no controle social dos meios de comunicação."

Comentário:

O ex-ministro não tocou num ponto fundamental: a necessidade de rever as concessões que estão nas mãos de políticos e seus parentes. Vide o caso José Agripino.

sábado, 4 de agosto de 2007

Folha diz que governo Jaques Wagner da Bahia, com apenas sete meses, fracassou

Jaques Wagner (PT) é governador da Bahia há sete meses. Foi eleito ano passado ao derrotar Paulo Souto (DEM), então candidato do falecido senador Antônio Carlos Magalhães.

O grupo que era comandado por ACM governava a Bahia há vários anos ininterruptamente.

A Folha de São Paulo de hoje diz que o governo de Jaques Wagner - há sete meses no poder, lembrem-se - "foi derrotado pela violência e por greves na educação".

A Folha cita um suposto aumento nas estatísticas da violência e greves na rede básica de ensino e em duas universidades estaduais como prova do "fracasso" de Jaques Wagner.

Não conheço as estatísticas da violência na Bahia.

Não sei o teor das reivindicações dos grevistas - certamente, devem ser justas.

Mas uma coisa eu sei. Decretar o fracasso de um governo com tão pouco tempo de história é pra lá de prematuro.

Alé, disso, como a própria Folha menciona quase no final da reportagem, as greves começaram poucos dias após a posse do governador Jaques Wagner.

É querer muito que um governador recém empossado resolva em pouco tempo demandas históricas.

Jaques Wagner é um nome sempre lembrado para concorrer à sucessão do presidente Lula em 2010. O sucesso dele à frente do governo da Bahia o credenciaria para essa missão.

Parece que é isso que está em jogo.

Renan é sócio de empresa de comunicação em Alagoas. O que será que o senador Agripino tem a dizer sobre isso?

A revista Veja desta semana traz nova denúncia contra o presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo a revista, o senador é sócio oculto de uma empresa de comunicação em Alagoas. São duas emissoras de rádio que valem cerca de R$ 2,5 milhões. A reportagem informa que Renan usou laranjas e pagou R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo, parte em dólares, para se tornar sócio do grupo.

Veja não conta nenhuma novidade. Existe mais político dono de empresa de comunicação (tv, rádio e jornal) do supõe a nossa vã filosofia. A revista poderia aproveitar a deixa e investigar outros casos, como o do senador José Agripino (DEM-RN), dono da TV Tropical, retransmissora da Rede Record aqui no Rio Grande do Norte.

Aliás, adoraria saber a opinião do referido senador sobre mais essa denúncia contra o seu colega alagoano. Agripino foi promovido a paladino da ética e da moral na política nacional de uma hora para outra. Uma pesquisa, mesmo que superficial, sobre a sua biografia e atuação política ajudaria a revelar a verdadeira face de Agripino - na verdade, um representante do que existe de mais atrasado e amoral em matéria de política. O escândalo do "rabo de palha" é um exemplo do jeito de fazer política deste senhor.

Sobre a TV Tropical, o uso polítiqueiro que o senador faz da concessão pública por ele administrada é algo vexatório. O pior é que agora o espaço é utilizado para promover também o filho dele, deputado federal Felipe Maia (DEM-RN), herdeiro do legado de Agripino.

Fico imaginando se os jornalistas que trabalham naquela emissora não se sentem constrangidos quando têm que anunciar o próximo discurso do senador José Agripino ou do deputado Felipe Maia, como acontece diariamente nos seus telejornais.

Desplugaram a ética? Será que todo jornalista, para defender o salário, deve calar e consentir com práticas abusivas e ilegais? De que lado devemos ficar?

terça-feira, 31 de julho de 2007

A invasão de Bush no Iraque produziu, até agora, 8 milhões de famintos

A Oxfam, organização humanitária sediada em Londres, divulgou um relatório mostrando o saldo, até agora, da invasão americana ao Iraque: 43% da população está abaixo do nível de pobreza, 15% dos iraquianos não têm regularmente o que comer, 70% não dispõem de água potável e 28% das crianças estão subnutridas.

De acordo com o relatório da organização, 8 milhões de iraquianos não têm o que comer - o equivalente a aproximadamente um terço da população de 27, 5 milhões.

Enquanto isso, o governo de Bush, o senhor da guerra, vai pedir ao Congresso dos EUA a aprovação de um pacote de US$ 63 bilhões em armas e ajuda militar para Egito, Israel, Arábia Saudita e mais cinco países do golfo Pérsico.


Com informações da Folha de S. Paulo

domingo, 29 de julho de 2007

Sai o Pan, volta o Alemão

Durante a cobertura do Pan no Rio de Janeiro, nenhuma notícia de bala perdida, da operação da Polícia no complexo de favelas do Alemão, da insegurança etc.

Terminada a festa, os telejornais voltarão a explorar a banalização da violência.

As escolas do Rio voltaram às aulas?

O Jornal Nacional de segunda-feira trará a resposta.

A arquitetura do golpe

Movimento "cansei", segundo Mino Carta em seu blog (http://blogdomino.blig.ig.com.br), é uma reedição da "Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade


"Estamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade. Agora passa a se chamar Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Trata-se de uma fórmula mais elaborada, mais complexa, mas os objetivos são os mesmos. O movimento foi lançado pela OAB de São Paulo, e conta com o respaldo de figuras importantes da Fiesp e da Associação Comercial paulista, e com a divulgação de televisões e rádios, por ora não melhor especificadas. A idéia inicial faísca no escritório de João Dória Jr., o Iconoclasta Mor, aquele que destruiu a pauladas o monumento dedicado a Cláudio Abramo, o grande jornalista, em uma pracinha do Jardim Europa. Ali desceu o Espírito Santo, e iluminou os primeiros carbonários da grana, unidos em torno do slogan: Cansei. Uma campanha publicitária, oferecida de graça por Nizan Guanaes, gênio da propaganda nativa de inolvidável extração tucana, mais badalado entre nós do que George Clooney no resto do mundo, insistirá em peças destinadas a expor o pensamento dos graúdos envolvidos: “cansei do caos aéreo”, “cansei de bala perdida”, “cansei de pagar tantos impostos”. É do conhecimento até do mundo mineral a quem esses valentes senhores atribuem a culpa por os males que denunciam: nem é ao governo como um todo, e sim ao Lula, invasor bárbaro de uma área reservada aos doutores. Mas o presidente da OAB paulista, certo D’Urso, diz que o movimento não tem conotação política. Enquanto isso, às sorrelfas, o pessoal pede instruções aos mestres. Alguns ligam para Fernando Henrique Cardoso, outros para José Serra. São os derradeiros retoques da tucanização da elite brasileira, a mesma que sentou-se em cima de um tesouro chamado Brasil e só cuidou de predá-lo, com os resultados conhecidos. Incompetência generalizada, recorde mundial em má distribuição de renda, baixo crescimento, educação e saúde descuradas até o limite do crime, miséria da maioria etc. etc. Acorda Lula, chama o teu povo."

sábado, 28 de julho de 2007

Censura

Leio o blog da jornalista Thaisa Galvão quase diariamente - não porque gosto, mas por dever de ofício, que fique bem claro. Freqüentemente, escrevo comentários às notas lá publicadas. Mais freqüentemente ainda, meus comentários são solenemente ignorados, censurados. Isso revela uma faceta muito comum aqueles que ocupam postos de comando nos veículos de comunicação locais e nacionais - não publicar críticas. Quando muito, publicar apenas críticas leves, que venham ao encontro do interesse do gatekeeper.

Hoje, enviei mais um comentário ao blog da editora de "O Jornal de Hoje". Na certeza de que mais este será igualmente censurado, transcrevo aqui a mensagem enviada para que fique registrado o meu protesto:

"É uma pena que vc [Thaisa Galvão] censure alguns comentários. Principalmente quando eles questionam sua postura jornalística ou quando faz críticas aqueles que você defende. Aliás, este é mais um comentário que deverá ser enviado à lixeira. Insisto em escrevê-lo apenas para que você saiba que nem todos são leitores passivos, sem cérebro , como querem a maioria dos comandantes da mídia nativa. E ainda falam em liberdade de imprensa, mesmo sonegando a liberdade de opinião e crítica aos cidadãos. Em Natal, como em todo o Brasil, não existe liberdade de imprensa. O que existe é liberdade de empresa."

domingo, 15 de julho de 2007

Editorial da Folha compara festa do Pan a espetáculo circense

Pan e circo

"Saltos , corridas, arremessos, recordes: os Jogos Pan-Americanos tomam conta do noticiário, e mesmo algumas modalidades esportivas que usualmente despertam pouca atenção das autoridades e do público revelam, nestes dias, seu poder de encantamento e mobilização emocional.

Em meio ao clima dominante, passa por antipática, sem dúvida, qualquer manifestação de incômodo diante do espetáculo. A circunstância de que se desenvolve poucos dias após um sangrento conflito entre policiais e o crime organizado nas favelas do Alemão -enquanto denúncias de abuso e matança de inocentes ainda estão para ser investigadas seriamente- não deixa de projetar sobre as festividades uma sombra indesejável e sinistra.

Não se trata de, mais uma vez, superestimar os fatos da criminalidade no Rio de Janeiro, na perspectiva errônea de que cidades como São Paulo, Recife, Vitória ou Belo Horizonte pudessem oferecer estatísticas aceitáveis no tocante à segurança pública.

Eis aí, com efeito, uma competição nada esportiva -e nada inteligente. Cidades grandes e médias de todo o país teriam, a rigor, dificuldades imensas para sediar qualquer evento internacional sem contar com forças especiais de repressão ao crime.

Numa sociedade conflagrada, em que chacinas policiais e ações homicidas do narcotráfico se alternam com estarrecedora rapidez, o entusiasmo gerado pelo Pan adquire, de todo modo, significações contraditórias.

Pode-se ver nesses jogos tudo aquilo que, com algum clichê, cabe assinalar em ocasiões do gênero: os exemplos de congraçamento internacional, de superação dos limites humanos, de elogio ao vigor do corpo e à pertinácia do espírito. Os mais entusiasmados acrescentarão à lista a capacidade organizacional dos poderes públicos brasileiros -que, claro, seria melhor ver demonstrada de modo mais enfático no dia-a-dia da população.Com essa perspectiva, algo de esperança se expressa, numa resposta compensatória às experiências brutais do cotidiano.

Parece haver, contudo, um ponto em que a celebração legítima se transforma em alienação e anestesia; em que a emoção coletiva vem alimentar a insensibilidade individual; e em que tudo vem refletir, afinal de contas, a rotinização da violência, à qual já se dá menos atenção do que ao frenesi oficialmente construído em torno do espetáculo.

Suspendem-se banhos de sangue para comemorar medalhas de iatismo, silenciam-se as semi-automáticas para a audição do hino nacional, e balas perdidas esperam o resultado do vôlei para então prosseguir seu curso. Os governantes oferecem, enquanto isso, os números de sempre: saltos ornamentais e piruetas circenses de calamitoso efeito, entre denúncias de superfaturamento e sinais veementes de crise social.

O país inteiro, e não apenas o Rio, vive o contraste entre a festa e a barbárie. Que não se estrague a festa; mas que tampouco se ignore aquilo que, precariamente, veio interromper."

quinta-feira, 12 de julho de 2007

"Hugo Chávez não é populista", diz José Saramago

Na contramão das opiniões reinantes pelas bandas de cá, o escritor português José Saramago disse, nesta quinta-feira, que não considera o presidente venezuelano Hugo Chávez populista.

"É um jeito pejorativo de falar de alguém que se preocupar com as classes que durante gerações e gerações não saíam da miséria", afirmou.

Saramago disse ainda que Hugo Chávez "está usando de maneira correta" o dinheiro do petróleo venezuelano.

"O presidente Chávez é criticado muitas vezes por aquilo que chamam de seu populismo. Aceitando isso, cabe perguntar o que é não ser populista, como devemos chamar a alternativa".

Com informações do jornal O Globo

Stédile eleva o tom e diz que governo Lula é inimigo do MST

"O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) disse que o latifúndio deixou de ser o principal inimigo do movimento e elegeu as empresas transacionais e o governo Lula, como principais inimigos na luta pela reforma agrária e mudança do modelo econômico em vigor no Brasil. A declaração foi feita hoje em discurso a sem-terra, pequenos agricultores e estudantes na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel, no Paraná.

"Antes era o latifúndio, agora são as empresas transacionais que exploram as nossas riquezas e levam para fora do país", afirma Stédile. Segundo ele, as empresas que dominam o agronegócio brasileiro enviaram para o exterior cerca de US$ 4 bilhões entre janeiro a junho deste ano, enquanto que a reforma agrária necessitaria de US$ 1 bilhão para ser executada pelo governo brasileiro. De acordo com dados do MST, existem 4 milhões de famílias de sem-terra no País.

Para Stédile, a reforma agrária no governo Luiz Inácio Lula da Silva está muito longe da expectativa dos movimentos sociais. "O MST se iludiu com o Lula porque ele não manda nada, vive viajando. Quem manda nesse País são os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Por isso, a reforma agrária não avança", diz o líder sem-terra. Para ele, o Estado brasileiro fez uma "aliança" com o agronegócio e nesse sentido cria leis para protegê-lo. "O Lula fica quieto porque recebeu dinheiro de campanha das empresas transacionais"."

Uol Últimas Notícias

Espertos, muito espertos esses vereadores de Natal

Como foram pegos no pulo do gato, os vereadores que receberam propina para derrubar os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) às emendas do Plano Diretor, escândalo que veio à tona com a bem sucedida "Operação Impacto", ameaçam agora retaliar instalando uma Coimissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a reforma do Machadão. É uma tentativa de desgastar o prefeito Carlos Eduardo, a quem os espertinhos do legislativo municipal creditam forte influência por trás desse quiprocó todo.

E eu perginto: só agora eles desconfiam de que houve desvio de dinheiro público na reforma do Machadão?

Ah, faça-me o favor!

O vereador Salatiel de Souza, que serviu anos a fio ao agripinismo (que, como se sabe, é um sitema político profícuo em matéria de produção de homens públicos honestos) e agora está sem partido, saiu-se com uma história pra boi dormir. Disse que foi procurado pelo secretário-chefe do Gabinete Civil da Prefeitura, Bosco Pinheiro, que teria lhe oferecido vantagens para votar a favor dos vetos do prefeito.

Só agora você vem a público fazer a denúncia, vereador? Por quê a demora? Se é verdade que o prefeito lhe ofereceu dinheiro, o senhor deveria ter trazido o assunto ao conhecimento de todos de pronto. Se não o fez, foi porque deve ter se sentido atraído pela suposta proposta - mas acabou aceitando a das empreiteiras, né!

E só pra chatear, mais uma da Thaísa Galvão - estou adorando catalogar as m... que ela escreve!

Eis que a editora-chefe d'O Jornal de Hoje divulgou em seu blog a lista com os nomes das entidades ligadas aos movimentos sociais que assinaram o manifesto de apoio à Operação Impacto. Veja só o comentário dela: "É tanta entidade, tanto nome estranho, tanta coisa que ninguém tinha ouvido falar... O fato é que elas existem e assinaram a nota".

Pô, Thaísa, você também não facilita, né! Depois não vem reclamar que eu pego no seu pé.

Tenho uma explicação para o fato de você (e da maioria dos coleguinhas de profissão) não conhecer os movimentos sociais: você está longe das ruas! Não sabe o que se passa no ceio do povo, não conhece a realidade dos que lutam por uma sociedade com menos desigualdade, por um outro mundo possível. O seu mundo é o mundo dos conchavos políticos, dos chás das cinco, das confrarias de não sei o que lá... Não é de se estranhar que a existênncia de tantos movimentos sociais organizados lhe deixe desorientada.