Record estréia "clone do JN"
Na última segunda 30, a Record estreiou a sua versão do "Jornal Nacional". O novo "Jornal da Record" é apresentado pela dupla de ex-globais Celso Freitas e Adriana Araújo. Eles substituem Boris Casoy, que não concordou com o projeto de "clonagem" e saiu da emissora no fim de 2005.
Em entrevista à Folha Online, Douglas Tavolaro, diretor de jornalismo da emissora, negou o projeto de clonagem. "A idéia não é fazer um clone do "Jornal Nacional". A gente quer ter um caminho próprio, com a cara da Record." Mas, em seguida, orgulha-se: "Montamos um time de jornalistas de primeira, todos da Globo. Entre produtores e editores, tiramos oito profissionais deles".
Qual será o caminho que o "JR" seguirá? Será que a "clonagem" do "JN" chegará também à linha editorial?
Boris Casoy se esforçava para conver o telespectador da sua imparcialidade (favas contadas, é claro!). Agora que não teremos mais que aturar os gritos de "isto é uma vergonha" do homem que deu uma "banana" no ar, vamos ver o que irão aprontar o casal de ex-platinados.
terça-feira, 31 de janeiro de 2006
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Mulheres Negras protestam contra "JK"
Lideranças repudiam agressões às mulheres negras na TV
Lideranças de Mulheres Negras estarão em Brasília nesta quarta-feira (1º), para entregar às ministras Nilcéia Freire e Matilde Ribeiro um manifesto de repúdio às agressões sofridas pelas mulheres negras, na mini-série “JK”, apresentada pela Rede Globo de Televisão. O encontro acontecerá às 9h, no edifício sede da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres.
Várias entidades aderiram à causa, dentre elas estão o Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UEFS, a Articulação Nacional de Ongs de Mulheres Negras Brasileiras e a Africanamente - Centro de Pesquisa, Resgate e Preservação de Tradições Afrodescendentes (RS).
Para as lideranças, a mini-série apresentou a mulher negra em cenas "agressivas e em constrangedora submissão ao homem branco", em cenas de estupro, violência doméstica e racismo.
"Até o momento não vimos manifestações de desacordo, repúdio ou um mero questionamento dos meios oficiais seja por parte do executivo federal, seja de parlamentares que nos representam na Câmara Federal e no Senado”, dizem.
Para as mulheres, “se não se manifestam discordando da degradação da honra e da imagem das mulheres negras, o silêncio é compreendido, indubitavelmente, como concordância”.
Fonte: Portal do PT
Lideranças de Mulheres Negras estarão em Brasília nesta quarta-feira (1º), para entregar às ministras Nilcéia Freire e Matilde Ribeiro um manifesto de repúdio às agressões sofridas pelas mulheres negras, na mini-série “JK”, apresentada pela Rede Globo de Televisão. O encontro acontecerá às 9h, no edifício sede da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres.
Várias entidades aderiram à causa, dentre elas estão o Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UEFS, a Articulação Nacional de Ongs de Mulheres Negras Brasileiras e a Africanamente - Centro de Pesquisa, Resgate e Preservação de Tradições Afrodescendentes (RS).
Para as lideranças, a mini-série apresentou a mulher negra em cenas "agressivas e em constrangedora submissão ao homem branco", em cenas de estupro, violência doméstica e racismo.
"Até o momento não vimos manifestações de desacordo, repúdio ou um mero questionamento dos meios oficiais seja por parte do executivo federal, seja de parlamentares que nos representam na Câmara Federal e no Senado”, dizem.
Para as mulheres, “se não se manifestam discordando da degradação da honra e da imagem das mulheres negras, o silêncio é compreendido, indubitavelmente, como concordância”.
Fonte: Portal do PT
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
ACM e a tortura
Relato de incidente lembra o que não se pode esquecer
Pode não parecer, mas a atividade parlamentar a portas abertas, como na tomada de depoimentos em CPIs, é altamente coreografada – devido à presença da mídia.
Raras, nessas situações, são as manifestações verdadeiramente espontâneas dos políticos. Lembram-se de quando o senador petista Eduardo Suplicy foi à tribuna anunciar bombasticamente o seu apoio à CPI dos Correios? Eram 7 da noite, a tempo, portanto, de entrar no Jornal Nacional de logo mais.
À falta de um instrumento para medir objetivamente o oportunismo dos políticos quando se manifestam ou se exibem no Congresso, a imprensa não tem outro remédio a não ser registrar o que lhe é dado ver, e o leitor ou espectador que julgue por si.
Isso não quer dizer que não aconteçam no dia-a-dia do Legislativo fatos fora do script. Mas, por serem geralmente tidos como irrelevantes, não entram para a história.
É onde a mídia erra: irrelevante pode ser o fato em si, mas não o que eventualmente revela sobre o caráter do político que o protagonizou – ou confirma o que se sabe sobre.
Palmas para a Folha, portanto, por não ter “deletado” da edição de hoje o incidente entre o senador Antonio Carlos Magalhães e uma senhora, desempregada, cujo pai, segundo ela, foi torturado e morto pela ditadura.
Embora errasse ao colocar no mesmo saco o incidente da véspera e o bate-boca de cinco dias atrás entre ACM e o senador petista Aloizio Mercadante – porque este é da vida política e aquele é vida real –, só a Folha, entre os três grandes, noticiou que “senador xinga mulher que o acusa de ter apoiado a ditadura”.
Na sessão da CPI dos Bingos em que foram exibidas imagens do corpo do assassinado prefeito de Santo André, Celso Daniel, com marcas de tortura, ACM pediu um replay para depois deixar o senador Suplicy numa saia justa.
O PT sustenta que Daniel foi vítima de crime comum. A tortura indica o contrário. Exibidas as fotos, ACM voltou-se para Suplicy, perguntando-lhe se ele achava que o prefeito havia sido torturado. O petista disse acreditar que sim.
Depois, no momento em que saía da sala, ACM foi abordado por Rosa Cimiana dos Santos, de 46 anos. “Você não tem moral para falar em tortura porque você fez parte e apoiou a ditadura responsável pela morte e tortura de muitos brasileiros”, acusou-o Rosa, segundo a Folha.
ACM pode ter sido a favor ou contra a tortura. O certo é que, salvo prova em contrário, nunca a condenou enquanto era prática corrente no regime do qual era um dos baluartes civis.
A reação de ACM, de 78 anos, conforme registrada na matéria da Folha: “Venha conversar comigo aqui [fora da sala], sua p…" [no jornal o palavrão está por extenso].
Alguém poderá dizer que do quase octogenário político baiano não se poderia esperar outra coisa. Ainda assim, a Folha fez a coisa certa ao descrever o episódio, contar quem é a acusadora e fechar a matéria com estas irrefutáveis palavras:
“Fiquei espantada com a posição do senador ACM, que disse ter ficado chocado com as imagens das torturas sofridas pelo prefeito Celso Daniel. Se ele e outros senadores quiserem saber o que é tortura, bastam cinco minutos de conversa com integrantes de famílias que tiveram parentes desaparecidos durante a ditadura.”
É também um alento quando um grande jornal, pela voz da protagonista de um episódio aparentemente sem importância, traz a valor presente as dívidas dos políticos que contribuíram para um passado cujos horrores não se podem esquecer.
Blog do jornalista Luiz Weis (Verbo Solto)
Pode não parecer, mas a atividade parlamentar a portas abertas, como na tomada de depoimentos em CPIs, é altamente coreografada – devido à presença da mídia.
Raras, nessas situações, são as manifestações verdadeiramente espontâneas dos políticos. Lembram-se de quando o senador petista Eduardo Suplicy foi à tribuna anunciar bombasticamente o seu apoio à CPI dos Correios? Eram 7 da noite, a tempo, portanto, de entrar no Jornal Nacional de logo mais.
À falta de um instrumento para medir objetivamente o oportunismo dos políticos quando se manifestam ou se exibem no Congresso, a imprensa não tem outro remédio a não ser registrar o que lhe é dado ver, e o leitor ou espectador que julgue por si.
Isso não quer dizer que não aconteçam no dia-a-dia do Legislativo fatos fora do script. Mas, por serem geralmente tidos como irrelevantes, não entram para a história.
É onde a mídia erra: irrelevante pode ser o fato em si, mas não o que eventualmente revela sobre o caráter do político que o protagonizou – ou confirma o que se sabe sobre.
Palmas para a Folha, portanto, por não ter “deletado” da edição de hoje o incidente entre o senador Antonio Carlos Magalhães e uma senhora, desempregada, cujo pai, segundo ela, foi torturado e morto pela ditadura.
Embora errasse ao colocar no mesmo saco o incidente da véspera e o bate-boca de cinco dias atrás entre ACM e o senador petista Aloizio Mercadante – porque este é da vida política e aquele é vida real –, só a Folha, entre os três grandes, noticiou que “senador xinga mulher que o acusa de ter apoiado a ditadura”.
Na sessão da CPI dos Bingos em que foram exibidas imagens do corpo do assassinado prefeito de Santo André, Celso Daniel, com marcas de tortura, ACM pediu um replay para depois deixar o senador Suplicy numa saia justa.
O PT sustenta que Daniel foi vítima de crime comum. A tortura indica o contrário. Exibidas as fotos, ACM voltou-se para Suplicy, perguntando-lhe se ele achava que o prefeito havia sido torturado. O petista disse acreditar que sim.
Depois, no momento em que saía da sala, ACM foi abordado por Rosa Cimiana dos Santos, de 46 anos. “Você não tem moral para falar em tortura porque você fez parte e apoiou a ditadura responsável pela morte e tortura de muitos brasileiros”, acusou-o Rosa, segundo a Folha.
ACM pode ter sido a favor ou contra a tortura. O certo é que, salvo prova em contrário, nunca a condenou enquanto era prática corrente no regime do qual era um dos baluartes civis.
A reação de ACM, de 78 anos, conforme registrada na matéria da Folha: “Venha conversar comigo aqui [fora da sala], sua p…" [no jornal o palavrão está por extenso].
Alguém poderá dizer que do quase octogenário político baiano não se poderia esperar outra coisa. Ainda assim, a Folha fez a coisa certa ao descrever o episódio, contar quem é a acusadora e fechar a matéria com estas irrefutáveis palavras:
“Fiquei espantada com a posição do senador ACM, que disse ter ficado chocado com as imagens das torturas sofridas pelo prefeito Celso Daniel. Se ele e outros senadores quiserem saber o que é tortura, bastam cinco minutos de conversa com integrantes de famílias que tiveram parentes desaparecidos durante a ditadura.”
É também um alento quando um grande jornal, pela voz da protagonista de um episódio aparentemente sem importância, traz a valor presente as dívidas dos políticos que contribuíram para um passado cujos horrores não se podem esquecer.
Blog do jornalista Luiz Weis (Verbo Solto)
Salário Mínimo
Poder de compra do mínimo aumenta 70%
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse ontem (26) que o governo federal está perto de conseguir dobrar o poder de compra do salário mínimo.
"Estamos chegando muito próximo de dobrar", afirmou o ministro, em entrevista coletiva concedida a emissoras de rádio da Radiobras.
Marinho afirmou que a decisão de aumentar o mínimo de R$ 300 para R$ 350 reflete o compromisso de melhorar a distribuição de renda e a justiça social no país.
Segundo ele, em março de 2003, era possível comprar 1,3 cesta básica com o mínimo, que valia R$ 200. De acordo com o ministro, com R$ 350 o trabalhador poderá comprar 2,2 cestas básicas. O aumento no poder de compra é de 70%.
Outras comparações dizem respeito à relação entre o valor do salário mínimo e os preços do feijão, do arroz e do cimento. "Em janeiro de 2003, o salário mínimo comprava 63 quilos de feijão e passará a comprar agora 133 quilos; comprava 11 sacos de cimento, passará a comprar 20 sacos de cimento; comprava 131 quilos de arroz, passará a comprar 257 quilos", exemplificou.
Na entrevista, o ministro defendeu que "Estados em melhores condições" adotem outros valores para o mínimo, desde que não sejam inferiores ao piso nacional.
"Temos que ter um piso nacional e, a partir daí, cada Estado pode adequar a sua condição em caso de ter essa condição melhor", disse Marinho. Ele citou o exemplo dos governos do Rio Grande do Sul e do Paraná, que já definiram um valor regionalizado.
Agência Brasil
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse ontem (26) que o governo federal está perto de conseguir dobrar o poder de compra do salário mínimo.
"Estamos chegando muito próximo de dobrar", afirmou o ministro, em entrevista coletiva concedida a emissoras de rádio da Radiobras.
Marinho afirmou que a decisão de aumentar o mínimo de R$ 300 para R$ 350 reflete o compromisso de melhorar a distribuição de renda e a justiça social no país.
Segundo ele, em março de 2003, era possível comprar 1,3 cesta básica com o mínimo, que valia R$ 200. De acordo com o ministro, com R$ 350 o trabalhador poderá comprar 2,2 cestas básicas. O aumento no poder de compra é de 70%.
Outras comparações dizem respeito à relação entre o valor do salário mínimo e os preços do feijão, do arroz e do cimento. "Em janeiro de 2003, o salário mínimo comprava 63 quilos de feijão e passará a comprar agora 133 quilos; comprava 11 sacos de cimento, passará a comprar 20 sacos de cimento; comprava 131 quilos de arroz, passará a comprar 257 quilos", exemplificou.
Na entrevista, o ministro defendeu que "Estados em melhores condições" adotem outros valores para o mínimo, desde que não sejam inferiores ao piso nacional.
"Temos que ter um piso nacional e, a partir daí, cada Estado pode adequar a sua condição em caso de ter essa condição melhor", disse Marinho. Ele citou o exemplo dos governos do Rio Grande do Sul e do Paraná, que já definiram um valor regionalizado.
Agência Brasil
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
Dois pesos, duas medidas
Cara de um, focinho de outro
Sairá caro para o PSDB o papelão que faz desde ontem no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
Seus representantes ali foram orientados a votar contra o pedido de cassação do mandato do deputado Roberto Brant (PFL-MG).
O PFL apoiará o candidato do PSDB à sucessão de Lula. E os dois partidos movem dura oposição ao governo Lula.
Brant foi acusado de ter recebido R$ 108 mil da empresa Usiminas via Marcos Valério para sua campanha como candidato a prefeito de Belo Horizonte em 2004.
Não declarou o dinheiro à Justiça Eleitoral.
Membro da CPI dos Correios que recomendou a cassação do mandato de Brant, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) é também membro do Conselho de Ética.
Fruet foi chamado ontem à noite ao gabinete de Alberto Goldman (SP), líder do PSDB na Câmara. E ouviu dele que deveria votar pela absolvição de Brant.
- Como posso desfazer no Conselho de Ética o trabalho que ajudei a fazer na CPI dos Correios? Seria uma incoerência - argumentou Fruet.
Goldman insistiu para que ele fosse incoerente mesmo assim.
- Mas essa é uma posição do partido? O partido vai lançar nota oficial defendendo a absolvição de Brant? - perguntou Fruet.
- Não podemos chegar a tanto - respondeu Goldman.
Então Fruet pediu para ser substituído no Conselho. E acabou sendo pelo deputado Juthay Magalhães Jr., futuro líder do PSDB na Câmara.
- Estou aqui só para votar em favor de Brant - disse Juthay ao chegar esta manhã para a reunião do Conselho.
Uma vez que votou, deu seu lugar ao suplente do PSDB no Conselho, o deputado Mendes Thame (PSDB-SP), que faltou à reunião de julgamento de Brant porque estava em São Paulo cuidando da saúde.
Mas voltou a Brasília a tempo de votar no Conselho esta tarde pela cassação do mandato do deputado Professor Luizinho (PT-SP), acusado de ter embolsado R$ 20 mil de Marcos Valério.
Esse é o PSDB que bate duro no PT (com razão) e que se diz diferente dele (sem razão).
Fonte: Blog do Noblat (www.blogdonoblat.com.br)
Entelinhas (o que Noblat esqueceu de dizer)...
Ricardo Noblat esqueceu de falar do discurso fajuto do PFL, que se arvora como defensor da moralidade pública, mas que, na verdade, é um partido que abriga as maiores ratazanas de nossa terra tupiniquim.
O que dizer do Rodrigo Maia (PFL-RJ), por exemplo? O dublê de deputado, que é filho do menino maluquinho (César Maia, prefeito do Rio de Janeiro), tentou de tudo para livrar a cara do pilantra do Brant, que recebeu mais de 100 mil reais de Marcos Valério. Depois vem acusar José Dirceu de ser chefe do "mensalão". Durma-se com uma dessas...
Ainda vem depois dizer que não houve tentativa de acordão para absolver Roberto Brant. Ta pensando que o povo é idiota?
Sairá caro para o PSDB o papelão que faz desde ontem no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.
Seus representantes ali foram orientados a votar contra o pedido de cassação do mandato do deputado Roberto Brant (PFL-MG).
O PFL apoiará o candidato do PSDB à sucessão de Lula. E os dois partidos movem dura oposição ao governo Lula.
Brant foi acusado de ter recebido R$ 108 mil da empresa Usiminas via Marcos Valério para sua campanha como candidato a prefeito de Belo Horizonte em 2004.
Não declarou o dinheiro à Justiça Eleitoral.
Membro da CPI dos Correios que recomendou a cassação do mandato de Brant, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) é também membro do Conselho de Ética.
Fruet foi chamado ontem à noite ao gabinete de Alberto Goldman (SP), líder do PSDB na Câmara. E ouviu dele que deveria votar pela absolvição de Brant.
- Como posso desfazer no Conselho de Ética o trabalho que ajudei a fazer na CPI dos Correios? Seria uma incoerência - argumentou Fruet.
Goldman insistiu para que ele fosse incoerente mesmo assim.
- Mas essa é uma posição do partido? O partido vai lançar nota oficial defendendo a absolvição de Brant? - perguntou Fruet.
- Não podemos chegar a tanto - respondeu Goldman.
Então Fruet pediu para ser substituído no Conselho. E acabou sendo pelo deputado Juthay Magalhães Jr., futuro líder do PSDB na Câmara.
- Estou aqui só para votar em favor de Brant - disse Juthay ao chegar esta manhã para a reunião do Conselho.
Uma vez que votou, deu seu lugar ao suplente do PSDB no Conselho, o deputado Mendes Thame (PSDB-SP), que faltou à reunião de julgamento de Brant porque estava em São Paulo cuidando da saúde.
Mas voltou a Brasília a tempo de votar no Conselho esta tarde pela cassação do mandato do deputado Professor Luizinho (PT-SP), acusado de ter embolsado R$ 20 mil de Marcos Valério.
Esse é o PSDB que bate duro no PT (com razão) e que se diz diferente dele (sem razão).
Fonte: Blog do Noblat (www.blogdonoblat.com.br)
Entelinhas (o que Noblat esqueceu de dizer)...
Ricardo Noblat esqueceu de falar do discurso fajuto do PFL, que se arvora como defensor da moralidade pública, mas que, na verdade, é um partido que abriga as maiores ratazanas de nossa terra tupiniquim.
O que dizer do Rodrigo Maia (PFL-RJ), por exemplo? O dublê de deputado, que é filho do menino maluquinho (César Maia, prefeito do Rio de Janeiro), tentou de tudo para livrar a cara do pilantra do Brant, que recebeu mais de 100 mil reais de Marcos Valério. Depois vem acusar José Dirceu de ser chefe do "mensalão". Durma-se com uma dessas...
Ainda vem depois dizer que não houve tentativa de acordão para absolver Roberto Brant. Ta pensando que o povo é idiota?
Contra Lula, é Serra
Jogo de cena tucano
O alto comando do PSDB encena a peça “Como descer do muro e escolher afinal o melhor candidato para concorrer com Lula”.
Ela ficará em cartaz até meados de março, pelo menos. O governador Geraldo Alckmin e o prefeito José Serra terão de largar seus respectivos cargos antes do fim de março se quiserem disputar as eleições de outubro.
Mas o desfecho da peça está na mente e nos corações dos seus autores – gente como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Tasso Jereissati (CE), presidente do partido, e o governador Aécio Neves.
E só será reescrito se o distinto público reagir por antecipação contra ele - é pouco provável.
Descerá o pano depois que o nome de Serra for anunciado como candidato à sucessão de Lula.
Em seguida, e tendo o povo como co-autor, começará a ser encenada a peça “A Peleja do Homem que Sabe Tudo contra o Homem que Não Sabia de Nada”.
Pois este é um dos defeitos de Serra: imaginar-se um sábio e derrapar na arrogância.
E este é um dos defeitos de Lula: jurar que não sabia de nada e se dizer traído. A ser apontado como cúmplice de irregularidades, prefere ser tido como um inepto. No mínimo, é o que ele é.
Há razões de sobra para que o candidato seja Serra. Em conversa recente com amigos, ele próprio confidenciou uma: “Nesse partido tem fila. E eu sou o primeiro da fila”.
Serra sacrificou-se pelo PSDB em 2002 disputando a eleição como candidato de um governo impopular. Não abre mão de tentar derrotar agora quem antes lhe derrotou.
Alckmin tem idade para esperar - Serra, não. Em 2010, haverá o próprio Alckmin, Aécio Neves e sabe-se lá mais quem na fila.
Sem falar que Serra abre larga vantagem sobre Alckmin nas pesquisas eleitorais quando ambos são confrontados com Lula.
Sem falar que Serra é o queridinho do PFL.
Sem falar ainda que Lula chegará a março mais forte.
Estão por refletir na imagem dele os efeitos positivos dos reajustes do salário mínimo e da tabela do Imposto de Renda, da operação tapa-buraco e de tantos outros mimos que Lula ainda distribuirá.
A recuperação de Lula selou dentro do PSDB a escolha de Serra para enfrentá-lo.
Fonte: Blog do Noblat (www.blogdonoblat.com.br)
O alto comando do PSDB encena a peça “Como descer do muro e escolher afinal o melhor candidato para concorrer com Lula”.
Ela ficará em cartaz até meados de março, pelo menos. O governador Geraldo Alckmin e o prefeito José Serra terão de largar seus respectivos cargos antes do fim de março se quiserem disputar as eleições de outubro.
Mas o desfecho da peça está na mente e nos corações dos seus autores – gente como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Tasso Jereissati (CE), presidente do partido, e o governador Aécio Neves.
E só será reescrito se o distinto público reagir por antecipação contra ele - é pouco provável.
Descerá o pano depois que o nome de Serra for anunciado como candidato à sucessão de Lula.
Em seguida, e tendo o povo como co-autor, começará a ser encenada a peça “A Peleja do Homem que Sabe Tudo contra o Homem que Não Sabia de Nada”.
Pois este é um dos defeitos de Serra: imaginar-se um sábio e derrapar na arrogância.
E este é um dos defeitos de Lula: jurar que não sabia de nada e se dizer traído. A ser apontado como cúmplice de irregularidades, prefere ser tido como um inepto. No mínimo, é o que ele é.
Há razões de sobra para que o candidato seja Serra. Em conversa recente com amigos, ele próprio confidenciou uma: “Nesse partido tem fila. E eu sou o primeiro da fila”.
Serra sacrificou-se pelo PSDB em 2002 disputando a eleição como candidato de um governo impopular. Não abre mão de tentar derrotar agora quem antes lhe derrotou.
Alckmin tem idade para esperar - Serra, não. Em 2010, haverá o próprio Alckmin, Aécio Neves e sabe-se lá mais quem na fila.
Sem falar que Serra abre larga vantagem sobre Alckmin nas pesquisas eleitorais quando ambos são confrontados com Lula.
Sem falar que Serra é o queridinho do PFL.
Sem falar ainda que Lula chegará a março mais forte.
Estão por refletir na imagem dele os efeitos positivos dos reajustes do salário mínimo e da tabela do Imposto de Renda, da operação tapa-buraco e de tantos outros mimos que Lula ainda distribuirá.
A recuperação de Lula selou dentro do PSDB a escolha de Serra para enfrentá-lo.
Fonte: Blog do Noblat (www.blogdonoblat.com.br)
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
"Reeleição de Lula é fundamental para América Latina"
América Latina teme derrota de Lula, dizem petistas no Fórum Social Mundial
Dirigentes do PT admitiram nesta quarta-feira naVenezuela que perceberam a preocupação entre os participantes do 6º Fórum Social Mundial (FSM) com uma eventual derrota eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais brasileiras.
O secretário-geral do PT, Raul Pont, disse à EFE que tem mostrado "aos preocupados" que pesquisas recentes apontam Lula como favorito, embora algumas indiquem um empate técnico com o prefeito de São Paulo, José Serra, do PSDB.
Pont acrescentou que, em breve, o PT fará suas próprias pesquisas e disse acreditar que o presidente se distanciará de Serra e outros candidatos nas eleições presidenciais de 1º de outubro.
Mais cedo, o chefe de Relações Internacionais do PT, disse, em entrevista coletiva, que "para a América Latina, a reeleição de Lula é fundamental". Ele também identificou temores de "uma regressão" da esquerda regional com a eventual derrota do partido do presidente brasileiro nas urnas.
De qualquer forma, Pomar reconheceu que o PT "já está em campanha". Ele duvidou que Lula tenha acusado seu partido de atrapalhar sua gestão, como afirmam versões da imprensa, que o chefe de Relações Internacionais do partido considera "exageradas". Os meios de comunicação brasileiros, segundo Pomar, consideram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, "ditador e autoritário" e afirmam que ele acabou com a propriedade privada na Venezuela.
"No Brasil, se apresenta um Chávez muito diferente", acrescentou, e atribuiu às mesmas fontes jornalísticas uma tentativa de dividir "as forças progressistas" latino-americanas, ao chamar o governo Lula de "esquerda light" e o de Chávez de "esquerda radical". "Esta é a mesma intenção, muito clara", do Governo dos EUA e "nós não estamos nesse jogo", acrescentou.
O PT é uma das dezenas de organizações políticas e sociais brasileiras que participam do FSM em Caracas. Há aproximadamente 8.000 ativistas brasileiros entre os cerca de 70 mil de vários países que participam do encontro iniciado na terça-feira e que se estenderá até domingo na capital venezuelana.
Fonte: UOL Últimas Notícias
Dirigentes do PT admitiram nesta quarta-feira naVenezuela que perceberam a preocupação entre os participantes do 6º Fórum Social Mundial (FSM) com uma eventual derrota eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais brasileiras.
O secretário-geral do PT, Raul Pont, disse à EFE que tem mostrado "aos preocupados" que pesquisas recentes apontam Lula como favorito, embora algumas indiquem um empate técnico com o prefeito de São Paulo, José Serra, do PSDB.
Pont acrescentou que, em breve, o PT fará suas próprias pesquisas e disse acreditar que o presidente se distanciará de Serra e outros candidatos nas eleições presidenciais de 1º de outubro.
Mais cedo, o chefe de Relações Internacionais do PT, disse, em entrevista coletiva, que "para a América Latina, a reeleição de Lula é fundamental". Ele também identificou temores de "uma regressão" da esquerda regional com a eventual derrota do partido do presidente brasileiro nas urnas.
De qualquer forma, Pomar reconheceu que o PT "já está em campanha". Ele duvidou que Lula tenha acusado seu partido de atrapalhar sua gestão, como afirmam versões da imprensa, que o chefe de Relações Internacionais do partido considera "exageradas". Os meios de comunicação brasileiros, segundo Pomar, consideram o presidente venezuelano, Hugo Chávez, "ditador e autoritário" e afirmam que ele acabou com a propriedade privada na Venezuela.
"No Brasil, se apresenta um Chávez muito diferente", acrescentou, e atribuiu às mesmas fontes jornalísticas uma tentativa de dividir "as forças progressistas" latino-americanas, ao chamar o governo Lula de "esquerda light" e o de Chávez de "esquerda radical". "Esta é a mesma intenção, muito clara", do Governo dos EUA e "nós não estamos nesse jogo", acrescentou.
O PT é uma das dezenas de organizações políticas e sociais brasileiras que participam do FSM em Caracas. Há aproximadamente 8.000 ativistas brasileiros entre os cerca de 70 mil de vários países que participam do encontro iniciado na terça-feira e que se estenderá até domingo na capital venezuelana.
Fonte: UOL Últimas Notícias
Bolsa Família
Comprovação da freqüência escolar no Bolsa Família ultrapassa meta, revela MEC
Nos meses de agosto e setembro do ano passado, 77% das crianças e adolescentes de 6 a 15 anos que recebem recursos do programa Bolsa Família tiveram a freqüência escolar acompanhada pelo Ministério da Educação (MEC).
O número ultrapassou a meta do programa, que era chegar ao fim do ano com 70% do acompanhamento da freqüência escolar. "Ultrapassamos a meta, o que é essencial para que possamos quebrar a desigualdade entre gerações investindo na educação", afirmou o secretário executivo do ministério, Jairo Jorge da Silva.
Dos 5.562 municípios brasileiros, apenas 15 deixaram de repassar os dados ao ministério. O número de escolas que informaram a freqüência dos alunos beneficiados pelo programa passou de 80% no levantamento anterior para 90,8% do total.
A freqüência escolar de pelo 85% de cada criança inscrita no Bolsa Família é uma das condições para receber o benefício. Atualmente, o programa atende 13,3 milhões de crianças com idade entre 6 e 15 anos.
Agência Brasil
Nos meses de agosto e setembro do ano passado, 77% das crianças e adolescentes de 6 a 15 anos que recebem recursos do programa Bolsa Família tiveram a freqüência escolar acompanhada pelo Ministério da Educação (MEC).
O número ultrapassou a meta do programa, que era chegar ao fim do ano com 70% do acompanhamento da freqüência escolar. "Ultrapassamos a meta, o que é essencial para que possamos quebrar a desigualdade entre gerações investindo na educação", afirmou o secretário executivo do ministério, Jairo Jorge da Silva.
Dos 5.562 municípios brasileiros, apenas 15 deixaram de repassar os dados ao ministério. O número de escolas que informaram a freqüência dos alunos beneficiados pelo programa passou de 80% no levantamento anterior para 90,8% do total.
A freqüência escolar de pelo 85% de cada criança inscrita no Bolsa Família é uma das condições para receber o benefício. Atualmente, o programa atende 13,3 milhões de crianças com idade entre 6 e 15 anos.
Agência Brasil
Fórum Social Mundial 2006, Policêntrico
Esquerda desfila pelas ruas de Caracas
Marcha de abertura do sexto Fórum Social Mundial faz valer a máxima de que a rua é o lugar das massas - e da esquerda. Cerca de 20 mil pessoas tomaram as ruas de Caracas contra a guerra e o imperialismo.
A esquerda se apresentou às ruas de Caracas para abrir oficialmente a sexta edição do Fórum Social Mundial, na tarde desta terça-feira (24). Compacta em relação aos eventos anteriores, mas bastante efetiva, cerca de 20 mil pessoas manifestaram, com muita energia, descontentamento e insatisfação contra a guerra e o atual modelo neoliberal. Grande parte dos participantes não poupou esforços para gritar, principalmente contra o capitalismo. Muitos se apresentavam de maneira simbólica, apaixonada e descontraída, enrolados em bandeiras vermelhas da antiga União Soviética ou empunhando réplicas de facões, figuras tradicionais da luta no campo.
Defensores do meio ambiente, do direito das minorias, sindicalistas, feministas e militantes da comunicação comunitária, entre outros, deram um caráter de diversidade à manifestação, que foi ganhando volume e as vias da capital Venezuelana até chegar no Passeo los Próceres, onde uma série de concertos de música popular aguardava os manifestantes.
A marcha de abertura também marcou o início das 2.200 atividades oficiais do sexto Fórum Social Mundial, que começam hoje, em vários pontos da cidade.
Marcha de abertura do sexto Fórum Social Mundial faz valer a máxima de que a rua é o lugar das massas - e da esquerda. Cerca de 20 mil pessoas tomaram as ruas de Caracas contra a guerra e o imperialismo.
A esquerda se apresentou às ruas de Caracas para abrir oficialmente a sexta edição do Fórum Social Mundial, na tarde desta terça-feira (24). Compacta em relação aos eventos anteriores, mas bastante efetiva, cerca de 20 mil pessoas manifestaram, com muita energia, descontentamento e insatisfação contra a guerra e o atual modelo neoliberal. Grande parte dos participantes não poupou esforços para gritar, principalmente contra o capitalismo. Muitos se apresentavam de maneira simbólica, apaixonada e descontraída, enrolados em bandeiras vermelhas da antiga União Soviética ou empunhando réplicas de facões, figuras tradicionais da luta no campo.
Defensores do meio ambiente, do direito das minorias, sindicalistas, feministas e militantes da comunicação comunitária, entre outros, deram um caráter de diversidade à manifestação, que foi ganhando volume e as vias da capital Venezuelana até chegar no Passeo los Próceres, onde uma série de concertos de música popular aguardava os manifestantes.
A marcha de abertura também marcou o início das 2.200 atividades oficiais do sexto Fórum Social Mundial, que começam hoje, em vários pontos da cidade.
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Mainardi é um cara de pau
Mainardi defende secretário de Alckmim e pede votos para o tucano
Diogo Mainardi nunca escondeu seu ódio pelo PT nem sua admiração pelo neoliberalismo. Entretanto, o articulista da revista Veja nunca havia exibido tão claramente a plumagem tucana como o fez na sua coluna desta semana na publicação da Editora Abril.
A pretexto de exaltar o secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, apresentado no título como "O intelectual de Alckmin", Mainardi aproveita o espaço que tem na revista mais lida do país para fazer campanha para os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin (preferido pelo dublê de jornalista), que disputam a vaga de candidato à Presidência da República pelo PSDB.
Segundo Mainardi, Gabriel Chalita "é o sábio de cartola do alckminismo". Como prova de tal sabedoria, o colunista de Veja cita que Chalita já publicou 39 livros em 36 anos de vida. Entre tantas obras, destaca-se o impagável Seis Lições de Solidariedade com Lu Alckmin, ninguém menos que a esposa do governador Geraldo Alckmin.
Outra pérola de Gabriel Chalita é a biografia da cantora Vanusa, A Vida Não Pode Ser Só Isso, escrita em 1997.
Mainardi também faz suas previsões políticas: "Seja quem for o candidato presidencial do PSDB, ele ganha de Lula. (...) Com Alckmin no Palácio do Planalto, Chalita será alçado à condição de Rasputin brasiliense. Alckmin tem grande consideração por ele".
Finaliza a coluna com uma indisfarcável declaração de amor ao tucano Geraldo Alckmin: "Fico enauseado só de ouvir falar em Lula e em lulistas. Para quem não agüentava mais essa gente, como eu, a chegada ao poder de Vanusa e do Visconde de Sabugosa (Chalita) é uma liberação".
O que Diogo Mainardi não diz é que o mesmo Geraldo Alckmin, generosamente, doou uma fazenda de 87 hectares a um grupo da Renovação Carismática Católica ligado a Gabriel Chalita. A fazenda que fica no município de Lorena, era pretendida pelo Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) para fins de reforma agrária.
A notícia sobre a doação da fazenda saiu na reportagem publicada no último sábado (20) pelo jornal Folha de S.Paulo. A edição 1940 da Veja é de 25 de janeiro de 2006. Providencial coincidência!
Vale à pena relembrar um trecho do livro de Mainardi, onde ele assume sua condição de vendido com todas as letras: "Hoje em dia, só dou opinião sobre algo mediante pagamento antecipado. Quando me mandam um e-mail, não respondo, porque me recuso a escrever de graça. Quando minha mulher pede uma opinião sobre uma roupa, fico quieto, à espera de uma moedinha. (Diogo Mainardi, "A tapas e pontapés", orelha, Editora Record, 2004)"
Quantas moedinhas Mainardi terá recebido de Geraldo Alckmin e Gabriel Chalita? Há algo de podre no reino dos bandeirantes...
Diogo Mainardi nunca escondeu seu ódio pelo PT nem sua admiração pelo neoliberalismo. Entretanto, o articulista da revista Veja nunca havia exibido tão claramente a plumagem tucana como o fez na sua coluna desta semana na publicação da Editora Abril.
A pretexto de exaltar o secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, apresentado no título como "O intelectual de Alckmin", Mainardi aproveita o espaço que tem na revista mais lida do país para fazer campanha para os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin (preferido pelo dublê de jornalista), que disputam a vaga de candidato à Presidência da República pelo PSDB.
Segundo Mainardi, Gabriel Chalita "é o sábio de cartola do alckminismo". Como prova de tal sabedoria, o colunista de Veja cita que Chalita já publicou 39 livros em 36 anos de vida. Entre tantas obras, destaca-se o impagável Seis Lições de Solidariedade com Lu Alckmin, ninguém menos que a esposa do governador Geraldo Alckmin.
Outra pérola de Gabriel Chalita é a biografia da cantora Vanusa, A Vida Não Pode Ser Só Isso, escrita em 1997.
Mainardi também faz suas previsões políticas: "Seja quem for o candidato presidencial do PSDB, ele ganha de Lula. (...) Com Alckmin no Palácio do Planalto, Chalita será alçado à condição de Rasputin brasiliense. Alckmin tem grande consideração por ele".
Finaliza a coluna com uma indisfarcável declaração de amor ao tucano Geraldo Alckmin: "Fico enauseado só de ouvir falar em Lula e em lulistas. Para quem não agüentava mais essa gente, como eu, a chegada ao poder de Vanusa e do Visconde de Sabugosa (Chalita) é uma liberação".
O que Diogo Mainardi não diz é que o mesmo Geraldo Alckmin, generosamente, doou uma fazenda de 87 hectares a um grupo da Renovação Carismática Católica ligado a Gabriel Chalita. A fazenda que fica no município de Lorena, era pretendida pelo Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) para fins de reforma agrária.
A notícia sobre a doação da fazenda saiu na reportagem publicada no último sábado (20) pelo jornal Folha de S.Paulo. A edição 1940 da Veja é de 25 de janeiro de 2006. Providencial coincidência!
Vale à pena relembrar um trecho do livro de Mainardi, onde ele assume sua condição de vendido com todas as letras: "Hoje em dia, só dou opinião sobre algo mediante pagamento antecipado. Quando me mandam um e-mail, não respondo, porque me recuso a escrever de graça. Quando minha mulher pede uma opinião sobre uma roupa, fico quieto, à espera de uma moedinha. (Diogo Mainardi, "A tapas e pontapés", orelha, Editora Record, 2004)"
Quantas moedinhas Mainardi terá recebido de Geraldo Alckmin e Gabriel Chalita? Há algo de podre no reino dos bandeirantes...
Mídia Alternativa e Movimentos Sociais
Jornalista equatoriano defende união entre mídia alternativa e movimentos sociais
A reunião termina em uma das espaçosas salas do Hilton, em frente à Praça Venezuela, centro nervoso da capital e do 6º Fórum Social Mundial. O luxuoso e antigo hotel estatal acabava de abrigar um encontro entre repórteres de veículos alternativos latino-americanos. O coordenador da reunião passa para apagar luzes e recolher copos. Com estatura, cabelo e fisionomia incaicos, o jornalista Osvaldo Leon, nacionalidade equatoriana, senta-se para falar calmamente sobre políticas de comunicação em uma entrevista à Agência Brasil.
"Os movimentos sociais e os veículos alternativos de comunicação são como trilhos que caminham lado a lado, mas nunca se unem", compara. Para ele, ambos estão apenas em "estações", como os fóruns sociais, mas "ainda não têm fluxos de troca"."Queremos utilizar a força que o Fórum tem como espaço de convergência", afirma Leon, que prepara a Minga – rede de veículos unida para fazer uma cobertura conjunta do encontro, acessível pela página eletrônica http://movimientos.org/coberturas.php.
Na tradição inca, minga era a palavra usada para identificar o trabalho comunal nas aldeias. Hoje, o jornalista equatoriano usa a expressão para batizar o trabalho conjunto de seus colegas. Na visão de Leon, essa convergência de trabalho e de setores é o que falta para fortalecer a luta pelo direito à comunicação. "Não temos ainda alianças entre os observatórios das mídias e os sindicatos de jornalistas. Ou entre as associações de usuários de TV, que lutam pela melhoria de sua qualidade e os veículos alternativos", exemplifica.
Além do Fórum, outro espaço de convergência, segundo Leon, é a Campanha pelo Direito na Sociedade da Informação (Cris). Lançada internacionalmente no 2º FSM, a campanha pede a democratização dos meios de comunicação e trabalha pressionando a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação (WSIS, pela sigla em inglês). A cúpula é a instância da Organização das Nações Unidas (ONU) de debater da comunicação.
Leon acredita que a campanha deve ganhar cores e caras latino-americanas. "Temos que trazer a Cris para temas que são próximos a nós, como a integração continental, políticas públicas para o setor e inserir o tema em assuntos regionais, como o Mercosul", defende o jornalista, que é diretor da Agência Latino-americana de Informação (Alai).
Agência Brasil
A reunião termina em uma das espaçosas salas do Hilton, em frente à Praça Venezuela, centro nervoso da capital e do 6º Fórum Social Mundial. O luxuoso e antigo hotel estatal acabava de abrigar um encontro entre repórteres de veículos alternativos latino-americanos. O coordenador da reunião passa para apagar luzes e recolher copos. Com estatura, cabelo e fisionomia incaicos, o jornalista Osvaldo Leon, nacionalidade equatoriana, senta-se para falar calmamente sobre políticas de comunicação em uma entrevista à Agência Brasil.
"Os movimentos sociais e os veículos alternativos de comunicação são como trilhos que caminham lado a lado, mas nunca se unem", compara. Para ele, ambos estão apenas em "estações", como os fóruns sociais, mas "ainda não têm fluxos de troca"."Queremos utilizar a força que o Fórum tem como espaço de convergência", afirma Leon, que prepara a Minga – rede de veículos unida para fazer uma cobertura conjunta do encontro, acessível pela página eletrônica http://movimientos.org/coberturas.php.
Na tradição inca, minga era a palavra usada para identificar o trabalho comunal nas aldeias. Hoje, o jornalista equatoriano usa a expressão para batizar o trabalho conjunto de seus colegas. Na visão de Leon, essa convergência de trabalho e de setores é o que falta para fortalecer a luta pelo direito à comunicação. "Não temos ainda alianças entre os observatórios das mídias e os sindicatos de jornalistas. Ou entre as associações de usuários de TV, que lutam pela melhoria de sua qualidade e os veículos alternativos", exemplifica.
Além do Fórum, outro espaço de convergência, segundo Leon, é a Campanha pelo Direito na Sociedade da Informação (Cris). Lançada internacionalmente no 2º FSM, a campanha pede a democratização dos meios de comunicação e trabalha pressionando a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação (WSIS, pela sigla em inglês). A cúpula é a instância da Organização das Nações Unidas (ONU) de debater da comunicação.
Leon acredita que a campanha deve ganhar cores e caras latino-americanas. "Temos que trazer a Cris para temas que são próximos a nós, como a integração continental, políticas públicas para o setor e inserir o tema em assuntos regionais, como o Mercosul", defende o jornalista, que é diretor da Agência Latino-americana de Informação (Alai).
Agência Brasil
FSM debate comunicação
Fórum Social Mundial debate controle social dos meios de comunicação
A 6º Forum Social Mundial também discute até domingo (29) a questão do controle social sobre os meios de comunicação, a qualidade da programação dos meios públicos comunitários e alternativos, bem como o lançamento de uma campanha latino-americana pelo direito a comunicação.
Entre as entidades que estão organizando atividades sobre o tema no Fórum estão a Agência Latino-Americana de Informação (Alai), a Inter Press Service (IPS) e a Associacao Mundial de Radios Comunitarias (Amarc). "Tem crescido muito a consciência sobre a necessidade de trabalhar em conjunto. Está chegando o momento de que essa articulação se faça efetiva. Agora, temos que dar um passo", diz o ativista argentino Nestor Busso, da Associação Latino-Americana de Educação Radiofônica (Aler).
"Os movimentos sociais em geral precisam assumir o tema da comunicação como um de seus eixos centrais de trabalho", diz Busso, lembrando que nos campos mais diversos, como as lutas pela reforma agrária ou pelos direitos humanos, a comunicação pode ter incidência decisiva.
Agência Brasil
A 6º Forum Social Mundial também discute até domingo (29) a questão do controle social sobre os meios de comunicação, a qualidade da programação dos meios públicos comunitários e alternativos, bem como o lançamento de uma campanha latino-americana pelo direito a comunicação.
Entre as entidades que estão organizando atividades sobre o tema no Fórum estão a Agência Latino-Americana de Informação (Alai), a Inter Press Service (IPS) e a Associacao Mundial de Radios Comunitarias (Amarc). "Tem crescido muito a consciência sobre a necessidade de trabalhar em conjunto. Está chegando o momento de que essa articulação se faça efetiva. Agora, temos que dar um passo", diz o ativista argentino Nestor Busso, da Associação Latino-Americana de Educação Radiofônica (Aler).
"Os movimentos sociais em geral precisam assumir o tema da comunicação como um de seus eixos centrais de trabalho", diz Busso, lembrando que nos campos mais diversos, como as lutas pela reforma agrária ou pelos direitos humanos, a comunicação pode ter incidência decisiva.
Agência Brasil
E agora Bonner?
Agora está confirmado: novela da Record desbanca Jornal Nacional
As coisas não andam nada bem na emissora do Jardim Botânico. Depois da trapalhada da quarta-feira 18, veio a confirmação de que a novela Prova de Amor da Record ficou em primeiro lugar no Ibope, na quinta-feira 19, durante 17 minutos, no Rio de Janeiro, deixando para trás o outrora imbatível Jornal Nacional.
O detalha é que o Rio de Janeiro é a sede da Globo, o que faz a derrota ser ainda maior.
Com informações da Folha de S.Paulo
As coisas não andam nada bem na emissora do Jardim Botânico. Depois da trapalhada da quarta-feira 18, veio a confirmação de que a novela Prova de Amor da Record ficou em primeiro lugar no Ibope, na quinta-feira 19, durante 17 minutos, no Rio de Janeiro, deixando para trás o outrora imbatível Jornal Nacional.
O detalha é que o Rio de Janeiro é a sede da Globo, o que faz a derrota ser ainda maior.
Com informações da Folha de S.Paulo
ACM e a ditadura militar
Desempregada acusa ACM de ter colaborado com a ditadura militar
O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) foi acusado nesta terça-feira, pela desempregada Rosa Simiano dos Santos, de ter colaborado com o regime militar. Durante o depoimento do médico-legista Paulo Vasques à CPI dos Bingos, Rosa abordou o senador na saída do plenário e o acusou de ser um dos "mentores da ditadura militar".
Inicialmente, ele se aproximou dela sorrindo, imaginado tratar-se de uma eleitora, e ameaçou abraçá-la.
Neste momento, ela se apresentou como filha de Antônio Pereira da Silva, que segundo ela foi torturado pela ditadura, e disse que deveria ser apresentado um dossiê contra ACM.
O senador indagou: "Eu?". "Sim, o senhor. O senhor é responsável pela tortura no período da ditadura. Responsável pela morte do meu pai", respondeu a desempregada. O senador revidou a acusação com xingamentos.
"Causa espanto o ACM ficar indignado com fotos de tortura. Basta falar com a família de alguma vitima da ditadura ou ver alguma imagem do período que ele ajudou a construir", disse Rosa aos jornalistas.
Durante a sessão, o legista havia apresentado fotos da autópsia feita no prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002.
Folha de S. Paulo
O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) foi acusado nesta terça-feira, pela desempregada Rosa Simiano dos Santos, de ter colaborado com o regime militar. Durante o depoimento do médico-legista Paulo Vasques à CPI dos Bingos, Rosa abordou o senador na saída do plenário e o acusou de ser um dos "mentores da ditadura militar".
Inicialmente, ele se aproximou dela sorrindo, imaginado tratar-se de uma eleitora, e ameaçou abraçá-la.
Neste momento, ela se apresentou como filha de Antônio Pereira da Silva, que segundo ela foi torturado pela ditadura, e disse que deveria ser apresentado um dossiê contra ACM.
O senador indagou: "Eu?". "Sim, o senhor. O senhor é responsável pela tortura no período da ditadura. Responsável pela morte do meu pai", respondeu a desempregada. O senador revidou a acusação com xingamentos.
"Causa espanto o ACM ficar indignado com fotos de tortura. Basta falar com a família de alguma vitima da ditadura ou ver alguma imagem do período que ele ajudou a construir", disse Rosa aos jornalistas.
Durante a sessão, o legista havia apresentado fotos da autópsia feita no prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002.
Folha de S. Paulo
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
A Queda do JN
Homer Simpson abandona Jornal Nacional
A semana passada foi muito agitada lá pelas bandas da emissora do Jardim Botânico. Acontece que o Jornal Nacional, telejornal mais visto do país e principal produto da TV Globo, viveu o pior momento da sua história ao ser superado na audiência pela novela da Record, Prova de Amor, durante 5 minutos, na quarta-feira 18.
Na medição prévia feita na Grande São Paulo, enviada pelo Ibope em tempo real às emissoras, "Prova de Amor" chegou a abrir quatro pontos de vantagem sobre o "JN" (25 a 21 pontos, às 20h30).
Depois, no relatório com os dados consolidados, remetido pelo instituto às redes no dia seguinte, acontece o milagre: em nenhum minuto a Record vence a Globo. A "vantagem" de quatro pontos das 20h30 "virou" a favor da Globo: no consolidado, nesse momento o "JN" aparece com 26 pontos, contra 25 da Record. Cada ponto na Grande SP equivale a 52 mil domicílios.
Apesar da tentativa de manipulação dos resultados, a derrota do JN é uma resposta do público ao editor-chefe e apresentador William Bonner, para quem o telespectador médio do telejornal é como o Homer Simpson, pai folgado e bonachão da família do seriado "Os Simpsons". Ou seja, tem dificuldade de entender reportagens sobre temas mais complexos, como o jogo de interesses da política em Brasília e os números áridos da economia e finanças.
Parece que o Homer Simpson resolveu reagir e pegou a turma do JN de calças nas mãos. A derrota do JN é uma vitória para todos aqueles que estão cansados do jornalismo meia-boca da TV Globo. Imagino o que aconteceria se essa queda momentânea se consolidasse. Já imaginou não ter que aturar mais aquelas charges sem graça nem aquele tucanalha do Arnaldo Jabor e seu revoltismo ensaiado? Seria a glória...
A semana passada foi muito agitada lá pelas bandas da emissora do Jardim Botânico. Acontece que o Jornal Nacional, telejornal mais visto do país e principal produto da TV Globo, viveu o pior momento da sua história ao ser superado na audiência pela novela da Record, Prova de Amor, durante 5 minutos, na quarta-feira 18.
Na medição prévia feita na Grande São Paulo, enviada pelo Ibope em tempo real às emissoras, "Prova de Amor" chegou a abrir quatro pontos de vantagem sobre o "JN" (25 a 21 pontos, às 20h30).
Depois, no relatório com os dados consolidados, remetido pelo instituto às redes no dia seguinte, acontece o milagre: em nenhum minuto a Record vence a Globo. A "vantagem" de quatro pontos das 20h30 "virou" a favor da Globo: no consolidado, nesse momento o "JN" aparece com 26 pontos, contra 25 da Record. Cada ponto na Grande SP equivale a 52 mil domicílios.
Apesar da tentativa de manipulação dos resultados, a derrota do JN é uma resposta do público ao editor-chefe e apresentador William Bonner, para quem o telespectador médio do telejornal é como o Homer Simpson, pai folgado e bonachão da família do seriado "Os Simpsons". Ou seja, tem dificuldade de entender reportagens sobre temas mais complexos, como o jogo de interesses da política em Brasília e os números áridos da economia e finanças.
Parece que o Homer Simpson resolveu reagir e pegou a turma do JN de calças nas mãos. A derrota do JN é uma vitória para todos aqueles que estão cansados do jornalismo meia-boca da TV Globo. Imagino o que aconteceria se essa queda momentânea se consolidasse. Já imaginou não ter que aturar mais aquelas charges sem graça nem aquele tucanalha do Arnaldo Jabor e seu revoltismo ensaiado? Seria a glória...
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Oposição reage contra CPI das privatizações
CONGRESSO
NÃO HÁ BALAS PERDIDAS
Nasce uma CPI para investigar as privatizações na era FHC. A oposição reage e quebra os sigilos de dois amigos de Lula
No início, era a CPMI dos Correios. Criada há sete meses para investigar denúncias de corrupção dentro da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), a comissão virou campo de batalha da oposição ao governo do presidente Lula. Nela, vieram à tona as ligações entre o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza. Transformada em palanque eletrônico, a CPMI dos Correios elevou a audiência da TV Senado e se transformou em fábrica de celebridades instantâneas, surgidas basicamente das bancadas de parlamentares tucanos e pefelistas disposta a sangrar o governo Lula a cada chamada do noticiário.
Para estancar a crise política e qualificar os acusadores, o governo contra-atacou com a CPMI da Compra de Votos, que ficou conhecida pelo apelido, mais conveniente à oposição, de “CPI do Mensalão”. A idéia era investigar as denúncias relativas a pagamento de propinas a parlamentares desde 1997. A estratégia governista era resgatar o escândalo de compra de votos para a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, providencialmente enterrada antes de ser investigada. À época, os tucanos conseguiram evitar uma CPI e resolveram a vida com o rápido expurgo dos envolvidos, graças, ainda, ao desinteresse da mídia. Quatro meses depois de criada, a comissão naufragou na burocracia e na falta de vontade política do relator, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), ele mesmo envolvido com pagamentos do Valerioduto. Foi encerrada sem que o relatório final fosse votado.
A contrapartida da oposição foi a criação da CPI dos Bingos, no Senado, alçada rapidamente ao status de “buraco negro” de acusações contra o governo do PT: passou a absorver desde a suposta doação de dólares de Cuba para a campanha presidencial de 2002 até os assassinatos dos prefeitos petistas Celso Daniel (Santo André) e Toninho do PT (Campinas), além do caso Waldomiro Diniz – o então presidente da Loterj envolvido com um empresário do ramo dos bingos. Por conta dessa diversidade, ganhou o apelido de “CPI do Fim do Mundo”. A comissão, ainda em vigor, continua sendo uma pedra no sapato do governo. Volta e meia, é acionada para retaliar as contra-ofensivas petistas.
Assim foi, na quarta-feira 18, a decisão de quebrar os sigilos bancário, telefônico e fiscal de Paulo Okamotto, presidente nacional do Sebrae. Amigo de Lula de longa data, Okamotto admitiu ter pago dívida pessoal do presidente (R$ 29,4 mil) referente a empréstimo tomado junto ao PT. A oposição acusa o partido de ter lançado mão de recursos do fundo partidário – dinheiro público, portanto – para emprestar dinheiro para Lula, em 2004. Mesmo tratamento deverá ter o advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, acusado de ter comandado um esquema de caixa 2 do PT nos anos 90.
A ira da oposição voltou-se aos amigos de Lula depois que, no início da semana, os governistas conseguiram emplacar, na Câmara, a CPI das Privatizações. A comissão vai investigar o processo de privatização de estatais brasileiras de 1990 a 2002. Novamente, o alvo é o governo Fernando Henrique Cardoso. No processo de privatização, o tucanato prometeu sonho e entregou pesadelo. A venda das elétricas produziu dívidas, cobertas com o dinheiro do BNDES, e o apagão. As ferrovias também foram bater às portas do banco público e dos fundos de pensão em busca de fôlego. As teles encheram a burra com tarifas altas e pouca concorrência. Produziram-se fortunas instantâneas e engordou-se o maior bicho-papão do capitalismo brasileiro, o banqueiro Daniel Dantas (reportagem na edição impressa). Quanto à promessa de redução da dívida pública, nada. Entre 1995 e 2002, ela saltou de 30% para 62% do PIB.
A instalação da comissão foi decidida pelo presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Segundo ele, não houve intenção política. “Apenas segui a ordem da fila”, garante. Apesar da chiadeira e da vingança da oposição, tudo indica que a nova comissão seguirá o destino da CPI da Compra de Votos. Mal foi anunciada, recebeu bombardeios de todos os lados, inclusive de aliados do governo.
Carta Capital
NÃO HÁ BALAS PERDIDAS
Nasce uma CPI para investigar as privatizações na era FHC. A oposição reage e quebra os sigilos de dois amigos de Lula
No início, era a CPMI dos Correios. Criada há sete meses para investigar denúncias de corrupção dentro da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), a comissão virou campo de batalha da oposição ao governo do presidente Lula. Nela, vieram à tona as ligações entre o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza. Transformada em palanque eletrônico, a CPMI dos Correios elevou a audiência da TV Senado e se transformou em fábrica de celebridades instantâneas, surgidas basicamente das bancadas de parlamentares tucanos e pefelistas disposta a sangrar o governo Lula a cada chamada do noticiário.
Para estancar a crise política e qualificar os acusadores, o governo contra-atacou com a CPMI da Compra de Votos, que ficou conhecida pelo apelido, mais conveniente à oposição, de “CPI do Mensalão”. A idéia era investigar as denúncias relativas a pagamento de propinas a parlamentares desde 1997. A estratégia governista era resgatar o escândalo de compra de votos para a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, providencialmente enterrada antes de ser investigada. À época, os tucanos conseguiram evitar uma CPI e resolveram a vida com o rápido expurgo dos envolvidos, graças, ainda, ao desinteresse da mídia. Quatro meses depois de criada, a comissão naufragou na burocracia e na falta de vontade política do relator, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), ele mesmo envolvido com pagamentos do Valerioduto. Foi encerrada sem que o relatório final fosse votado.
A contrapartida da oposição foi a criação da CPI dos Bingos, no Senado, alçada rapidamente ao status de “buraco negro” de acusações contra o governo do PT: passou a absorver desde a suposta doação de dólares de Cuba para a campanha presidencial de 2002 até os assassinatos dos prefeitos petistas Celso Daniel (Santo André) e Toninho do PT (Campinas), além do caso Waldomiro Diniz – o então presidente da Loterj envolvido com um empresário do ramo dos bingos. Por conta dessa diversidade, ganhou o apelido de “CPI do Fim do Mundo”. A comissão, ainda em vigor, continua sendo uma pedra no sapato do governo. Volta e meia, é acionada para retaliar as contra-ofensivas petistas.
Assim foi, na quarta-feira 18, a decisão de quebrar os sigilos bancário, telefônico e fiscal de Paulo Okamotto, presidente nacional do Sebrae. Amigo de Lula de longa data, Okamotto admitiu ter pago dívida pessoal do presidente (R$ 29,4 mil) referente a empréstimo tomado junto ao PT. A oposição acusa o partido de ter lançado mão de recursos do fundo partidário – dinheiro público, portanto – para emprestar dinheiro para Lula, em 2004. Mesmo tratamento deverá ter o advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, acusado de ter comandado um esquema de caixa 2 do PT nos anos 90.
A ira da oposição voltou-se aos amigos de Lula depois que, no início da semana, os governistas conseguiram emplacar, na Câmara, a CPI das Privatizações. A comissão vai investigar o processo de privatização de estatais brasileiras de 1990 a 2002. Novamente, o alvo é o governo Fernando Henrique Cardoso. No processo de privatização, o tucanato prometeu sonho e entregou pesadelo. A venda das elétricas produziu dívidas, cobertas com o dinheiro do BNDES, e o apagão. As ferrovias também foram bater às portas do banco público e dos fundos de pensão em busca de fôlego. As teles encheram a burra com tarifas altas e pouca concorrência. Produziram-se fortunas instantâneas e engordou-se o maior bicho-papão do capitalismo brasileiro, o banqueiro Daniel Dantas (reportagem na edição impressa). Quanto à promessa de redução da dívida pública, nada. Entre 1995 e 2002, ela saltou de 30% para 62% do PIB.
A instalação da comissão foi decidida pelo presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Segundo ele, não houve intenção política. “Apenas segui a ordem da fila”, garante. Apesar da chiadeira e da vingança da oposição, tudo indica que a nova comissão seguirá o destino da CPI da Compra de Votos. Mal foi anunciada, recebeu bombardeios de todos os lados, inclusive de aliados do governo.
Carta Capital
A notícia que eles (PSDB, PFL e o resto do bando) não queriam ouvir
IBOPE: Lula volta a liderar intenções de voto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a liderar as pesquisas de intenção de votos na corrida presidencial deste ano. Levantamento feio pelo Ibope para a revista IstoÉ, Lula larga na frente de todos os adversários no primeiro turno, em sete cenários possíveis. O percentual de votos da pesquisa, de acordo com o cenário, varia de 35% a 41%.
Os adversários batidos por Lula nas simulações foram: José Serra (PSDB), Geraldo Alckmin (PSDB), Aécio Neves (PSDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Antony Garotinho (PMDB), Germano Rigotto (PMDB), Heloísa Helena (Psol), Cristóvam Buarque (PDT) e Nelson Jobim (sem partido).
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios brasileiros, entre os dias 12 e 16 de janeiro. Não houve simulação para o segundo turno nem há dados sobre a evolução dos candidatos ao longo dos últimos meses. Segundo a revista, isso não foi feito devido à grande variação de cenários. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Entre os tucanos, os piores desempenhos são os do governador de Minas Gerais, Aécio Neto (com 9% das intenções) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (14%). Os dois perderiam não só para Lula, mas também para Garotinho.
Confira abaixo todos os cenários:
Cenário 1 (com Alckmin e Garotinho)
Lula – 38%
Alckmin – 17%
Garotinho – 16%
Heloísa Helena – 6%
Cristóvam – 1%
Brancos e Nulos – 14%
Não sabem – 8%
Cenário 2 (com Serra e Garotinho)
Lula – 35%
Serra – 31%
Garotinho – 12%
Heloísa Helena – 5%
Cristóvam – 1%
Brancos e Nulos – 10%
Não sabem – 6%
Cenário 3 (com FHC e Garotinho)
Lula – 38%
Garotinho – 15%
FHC – 14%
Heloísa Helena – 8%
Cristóvam – 1%
Brancos e Nulos – 16%
Não sabem – 7%
Cenário 4 (com Aécio e Garotinho)
Lula – 39%
Garotinho – 17%
Aécio – 9%
Heloísa Helena – 9%
Cristóvam – 2%
Brancos e Nulos – 17%
Não sabem – 7%
Cenário 5 (com Alckmin, Garotinho e Jobim)
Lula – 37%
Alckmin – 16%
Garotinho – 15%
Heloísa Helena – 7%
Cristóvam – 1%
Jobim – 1%
Brancos e Nulos – 14%
Não sabem – 7%
Cenário 6 (com Alckmin e Rigotto)
Lula – 41%
Alckmin – 18%
Heloísa Helena – 10%
Rigotto – 3%
Cristóvam – 2%
Brancos e Nulos – 16%
Não sabem – 9%
Cenário 7 (com Serra e Rigotto)
Lula – 38%
Serra – 32%
Heloísa Helena – 8%
Rigotto – 2%
Cristóvam – 2%
Brancos e Nulos – 12%
Não sabem – 7%
Fonte: Portal do PT
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a liderar as pesquisas de intenção de votos na corrida presidencial deste ano. Levantamento feio pelo Ibope para a revista IstoÉ, Lula larga na frente de todos os adversários no primeiro turno, em sete cenários possíveis. O percentual de votos da pesquisa, de acordo com o cenário, varia de 35% a 41%.
Os adversários batidos por Lula nas simulações foram: José Serra (PSDB), Geraldo Alckmin (PSDB), Aécio Neves (PSDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Antony Garotinho (PMDB), Germano Rigotto (PMDB), Heloísa Helena (Psol), Cristóvam Buarque (PDT) e Nelson Jobim (sem partido).
O Ibope ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios brasileiros, entre os dias 12 e 16 de janeiro. Não houve simulação para o segundo turno nem há dados sobre a evolução dos candidatos ao longo dos últimos meses. Segundo a revista, isso não foi feito devido à grande variação de cenários. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Entre os tucanos, os piores desempenhos são os do governador de Minas Gerais, Aécio Neto (com 9% das intenções) e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (14%). Os dois perderiam não só para Lula, mas também para Garotinho.
Confira abaixo todos os cenários:
Cenário 1 (com Alckmin e Garotinho)
Lula – 38%
Alckmin – 17%
Garotinho – 16%
Heloísa Helena – 6%
Cristóvam – 1%
Brancos e Nulos – 14%
Não sabem – 8%
Cenário 2 (com Serra e Garotinho)
Lula – 35%
Serra – 31%
Garotinho – 12%
Heloísa Helena – 5%
Cristóvam – 1%
Brancos e Nulos – 10%
Não sabem – 6%
Cenário 3 (com FHC e Garotinho)
Lula – 38%
Garotinho – 15%
FHC – 14%
Heloísa Helena – 8%
Cristóvam – 1%
Brancos e Nulos – 16%
Não sabem – 7%
Cenário 4 (com Aécio e Garotinho)
Lula – 39%
Garotinho – 17%
Aécio – 9%
Heloísa Helena – 9%
Cristóvam – 2%
Brancos e Nulos – 17%
Não sabem – 7%
Cenário 5 (com Alckmin, Garotinho e Jobim)
Lula – 37%
Alckmin – 16%
Garotinho – 15%
Heloísa Helena – 7%
Cristóvam – 1%
Jobim – 1%
Brancos e Nulos – 14%
Não sabem – 7%
Cenário 6 (com Alckmin e Rigotto)
Lula – 41%
Alckmin – 18%
Heloísa Helena – 10%
Rigotto – 3%
Cristóvam – 2%
Brancos e Nulos – 16%
Não sabem – 9%
Cenário 7 (com Serra e Rigotto)
Lula – 38%
Serra – 32%
Heloísa Helena – 8%
Rigotto – 2%
Cristóvam – 2%
Brancos e Nulos – 12%
Não sabem – 7%
Fonte: Portal do PT
Sociedade se mobiliza contra desestabilização do Governo Lula
Vídeo e manifesto pedem fim da campanha de desestabiliação do governo Lula
A Rede Universidade Nômade — um grupo formado por segmentos sociais em prol da universalização dos direitos e do acesso aos meios de produção do conhecimento — lançou uma campanha pela radicalização democrática e contra a desestabilização do governo Lula.
Fazem parte da campanha um manifesto, que já tem cerca de 1.000 assinaturas, e um vídeo de seis minutos, com depoimentos de uma série de pessoas que expressam apoio ao governo Lula e discutem a ofensiva em curso contra a atual gestão.
O texto do manifesto defende que este é o governo mais democrático que o país já teve — não apenas por respeitar as instituições representativas ou pela moderação de sua política econômica, mas porque “apesar de todas as concessões e dos graves erros, cosntitui a expressão da multidão dos sem-direitos que construíram esse país”, diz o documento.
O manifesto afirma haver uma campanha desestabilizadora desencadeada a partir do “uso hipócrita e moralista do escândalo dos Correios” e a considera golpista, arrivista ou conservadora. “Essa campanha precisa ser derrotada pela mais ampla mobilização democrática, em suas mais diversas formas de expressão: social, intelectual e política.”
Vídeo
O vídeo, de seis minutos de duração, traz depoimentos de 20 pessoas - estudante, advogado, taxista, feirante, padre, comerciante, professor, desempregado e petroleiro, entre outros. Dois nomes famosos engrossam a lista: a rapper Negra Rô e o cineasta Ruy Guerra, para quem o atual governo é o mais democrático que o país já teve.
O vídeo e o manifesto podem ser acessados no site da Rede Universidade Nômade: www.universidadenomade.com.br.
Fonte: Portal do PT
A Rede Universidade Nômade — um grupo formado por segmentos sociais em prol da universalização dos direitos e do acesso aos meios de produção do conhecimento — lançou uma campanha pela radicalização democrática e contra a desestabilização do governo Lula.
Fazem parte da campanha um manifesto, que já tem cerca de 1.000 assinaturas, e um vídeo de seis minutos, com depoimentos de uma série de pessoas que expressam apoio ao governo Lula e discutem a ofensiva em curso contra a atual gestão.
O texto do manifesto defende que este é o governo mais democrático que o país já teve — não apenas por respeitar as instituições representativas ou pela moderação de sua política econômica, mas porque “apesar de todas as concessões e dos graves erros, cosntitui a expressão da multidão dos sem-direitos que construíram esse país”, diz o documento.
O manifesto afirma haver uma campanha desestabilizadora desencadeada a partir do “uso hipócrita e moralista do escândalo dos Correios” e a considera golpista, arrivista ou conservadora. “Essa campanha precisa ser derrotada pela mais ampla mobilização democrática, em suas mais diversas formas de expressão: social, intelectual e política.”
Vídeo
O vídeo, de seis minutos de duração, traz depoimentos de 20 pessoas - estudante, advogado, taxista, feirante, padre, comerciante, professor, desempregado e petroleiro, entre outros. Dois nomes famosos engrossam a lista: a rapper Negra Rô e o cineasta Ruy Guerra, para quem o atual governo é o mais democrático que o país já teve.
O vídeo e o manifesto podem ser acessados no site da Rede Universidade Nômade: www.universidadenomade.com.br.
Fonte: Portal do PT
Lula: "Não tenho a cara da avenida Paulista"
Lula é a cara do Brasil
Em discurso para cerca de 10 mil pessoas em Queimados, município da Baixada Fluminense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta sexta-feira (20) que faz um governo voltado para os mais pobres, com os quais disse ter grande identificação.
"Quando eu desci aqui, e me deparei com a fisionomia de vocês, eu disse a mim mesmo: essa é a minha gente, porque essa é a minha cara. A minha cara não é a cara da zona sul (do Rio), não é a cara da avenida Paulista (de São Paulo)”, disse. Depois, concluiu: “Minha cara é a cara do povo sofrido, que clama por justiça. Mais do que a cara, o sangue que corre nestas veias aqui é o de um retirante nordestino, que não esquece o sofrimento desse povo e que lamenta todo dia não poder ter feito muito mais. Mas com paciência, podem ficar certos: haveremos de fazer com que esse povo sofrido sinta orgulho de ter votado num igual a ele para ser presidente do país”.
O público exibia faixas e cartazes de apoio ao presidente e interrompeu seu discurso algumas vezes gritando "Ão, ão, ão, queremos reeleição!" e "Brasil pra frente, Lula presidente".
Fonte: Agências Reuters e Estado.
Em discurso para cerca de 10 mil pessoas em Queimados, município da Baixada Fluminense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou nesta sexta-feira (20) que faz um governo voltado para os mais pobres, com os quais disse ter grande identificação.
"Quando eu desci aqui, e me deparei com a fisionomia de vocês, eu disse a mim mesmo: essa é a minha gente, porque essa é a minha cara. A minha cara não é a cara da zona sul (do Rio), não é a cara da avenida Paulista (de São Paulo)”, disse. Depois, concluiu: “Minha cara é a cara do povo sofrido, que clama por justiça. Mais do que a cara, o sangue que corre nestas veias aqui é o de um retirante nordestino, que não esquece o sofrimento desse povo e que lamenta todo dia não poder ter feito muito mais. Mas com paciência, podem ficar certos: haveremos de fazer com que esse povo sofrido sinta orgulho de ter votado num igual a ele para ser presidente do país”.
O público exibia faixas e cartazes de apoio ao presidente e interrompeu seu discurso algumas vezes gritando "Ão, ão, ão, queremos reeleição!" e "Brasil pra frente, Lula presidente".
Fonte: Agências Reuters e Estado.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
Pacote de maldades dos tucanos está pronto
Tucanos querem retomar Alca e cortar direitos trabalhistas
Em texto publicado nesta segunda-feira (16) no site da Agência Carta Maior, o jornalista Marco Aurélio Weissheimer analisa as propostas de governo que os tucanos começam a gestar com vistas às eleições presidenciais deste ano. Entre elas estão a volta das privatizações; a reabertura de negociações para implantação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), em detrimento do Mercosul; e cortes "radicais" nos direitos trabalhistas.
Leia abaixo a íntegra do texto:
Reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos; privatização de todos os bancos estaduais; fusão dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário; adoção da política do déficit nominal zero; redução de despesas constitucionalmente obrigatórias em áreas como saúde e educação; menor peso ao Mercosul e retomada das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca): essas são algumas das idéias defendidas por um grupo de especialistas que vem se reunindo com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com o objetivo de desenhar o esboço de um eventual programa de governo.
Em matéria publicada em 9 de janeiro, o jornal Valor Econômico anunciou: “Alckmin toma aulas para campanha”. Segundo a matéria, o ex-presidente do BNDES e ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros já se destaca como provável homem forte da “República dos Bandeirantes”.
Já participaram de reuniões da “República dos Bandeirantes”, entre outros: Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações de FHC), Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central), Paulo Renato de Souza (ex-ministro da Educação de FHC), Roberto Giannetti da Fonseca (empresário, ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior), Sérgio Amaral (ex-ministro do Desenvolvimento e ex-porta-voz da Presidência da República durante o governo FHC), Xico Graziano (ex-presidente do Incra e ex-secretário da Agricultura de São Paulo), Arnaldo Madeira (ex-líder de FHC na Câmara e atual secretário da Casa Civil de SP), Raul Velloso (especialista em contas públicas) e José Pastore (sociólogo, especialista em relações do trabalho). As “aulas” deste grupo a Alckmin têm um objetivo claro: “o governador está em processo de entendimento dos problemas nacionais”, disse Mendonça de Barros ao Valor.
Déficit nominal zero
Repercutindo o mesmo tema, a Folha de São Paulo publicou em 10 de janeiro: “Alckmin já prepara plano econômico”. A matéria também fala das reuniões da “República dos Bandeirantes”, destacando conversas de Alckmin com Armínio Fraga e o economista Yoshiaki Nakano, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a Folha, “Alckmin pretende utilizar na campanha as lições que tem recebido”. “Ele tem defendido, por exemplo, a idéia de déficit nominal zero, uma proposta antiga de Yoshiaki Nakano, um dos seus interlocutores mais freqüentes”, acrescenta. Segundo essa proposta, o governo teria que ter receitas para pagar todas as suas despesas, incluindo aí os gastos com juros da dívida pública. Como não há espaço para aumento da carga tributária, a proposta prevê o corte de despesas pelo governo e o aumento do limite de desvinculação de receitas da União.
Além de procurar “entender os problemas nacionais”, Alckmin também teria como objetivo, através das reuniões, demarcar aquela que seria uma de suas principais diferenças em relação ao prefeito de São Paulo, José Serra, outro líder tucano que postula a candidatura à presidência da República. Serra seria centralizador e Alckmin um gestor moderno que governaria com especialistas.
As idéias dos especialistas ouvidos por Alckmin dão uma idéia da agenda tucana para o país que está em construção. Roberto Giannetti da Fonseca, por exemplo, segundo a reportagem do Valor Econômico, é “pouco simpático ao Mercosul no formato atual, cobra evolução mais rápida dos acordos comerciais com a Alca e as negociações com a União Européia”. Já o sociólogo José Pastore “propõe uma reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos”. Além disso, é um crítico da obrigatoriedade do abono de férias e o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no formato atual. O deputado Xico Graziano, por sua vez, defende a fusão dos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e a criação de uma agência reguladora voltada exclusivamente para o agronegócio. E Raul Velloso propõe a redução de despesas constitucionalmente obrigatórias em áreas como saúde e educação.
"Choque de gestão" e privatizações
Apontado como “homem forte” do grupo, Luiz Carlos Mendonça de Barros defende uma redução mais rápida da taxa de juros para conter a valorização do real. Considerado um dos principais representantes da ala desenvolvimentista do governo FHC – que acabou derrotada pela ala do ex-ministro Pedro Malan – Mendonça de Barros não propõe mudanças profundas em relação ao modelo atual. Se, por um lado, é crítico da política de juros praticada hoje pelo Banco Central, por outro, ficou ao lado do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na recente polêmica com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, crítica da tese do déficit nominal zero e defensora do aumento de investimentos nas áreas social e de infra-estrutura. Caso Alckmin seja o candidato tucano, um dos carros-chefe de seu programa deve ser o discurso do “choque de gestão” a ser aplicado no Estado brasileiro, proposta que representa uma variação das teses do estado mínimo.
Outra proposta da agenda tucana para o país que caminha nesta direção diz respeito às privatizações. Em entrevista concedida ao jornal O Globo (edição de 15 de janeiro), ao ser indagado se pretendia retomar a política de privatizações implementada pelo governo FHC, Alckmin respondeu positivamente e citou os bancos estaduais entre suas prioridades. “A maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita coisa que se pode privatizar”, respondeu. Perguntado se os Correios estariam nesta lista de empresas privatizáveis, o governador paulista foi mais cauteloso, mas não descartou a possibilidade. “Correios acho que teria que amadurecer um pouco. Tem muita coisa que não precisa privatizar”, afirmou sem especificar quais. E, além das privatizações, acrescentou que pretende valorizar as parcerias público-privadas em um eventual governo tucano.
Política Externa: prioridade para a Alca
Mas uma das principais diferenças em relação ao governo Lula aparece mesmo é no plano da política externa, onde os tucanos criticam a proximidade com o governo de Hugo Chávez, da Venezuela, e defendem a retomada das negociações da Alca com os EUA. Após a palestra realizada pelo presidente George W. Bush, durante sua visita a Brasília, no início de novembro, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) elogiou a fala do líder norte-americano, destacando a questão da Alca.
Na avaliação do senador tucano, essa aliança comercial é de interesse do Brasil e “deve ser buscada e perseguida e não suportada ou adiada”. Para Virgílio, a Alca surgirá com ou sem o Brasil. “Sem o Brasil, fará a alegria do México”, comentou, defendendo que a prioridade da política externa brasileira deveria fazer um pacto político com os EUA em troca de vantagens comerciais claras, incluindo aí a queda de barreiras alfandegárias.
Em relação ao governo Chávez, a posição tucana ficou muito clara nas palavras de Virgílio. Para ele, Chávez só se sustenta na Venezuela “graças às milícias que procuram intimidar as oposições e ao alto preço do petróleo”. A simpatia do PSDB em relação à Alca manifesta-se também através de outras iniciativas. Em 2003, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, encaminhou correspondência ao presidente Lula apresentando a candidatura de Belo Horizonte para abrigar a sede permanente da secretaria geral da Alca.
Na carta, Aécio defendeu, entre outras coisas, que o Brasil deveria incluir, na sua pauta de negociação sobre a criação da área de livre comércio hemisférica a proposta de trazer para cá a sede da organização. “A questão da cidade-sede da área de livre comércio torna-se particularmente estratégica. São evidentes os ganhos oriundos de abrigar a Alca não apenas para Minas Gerais, mas para todo o Brasil”, escreveu o governador mineiro. Essas são algumas das idéias e prioridades que estão sendo alimentadas no ninho tucano para disputar o voto dos brasileiros este ano.
Em texto publicado nesta segunda-feira (16) no site da Agência Carta Maior, o jornalista Marco Aurélio Weissheimer analisa as propostas de governo que os tucanos começam a gestar com vistas às eleições presidenciais deste ano. Entre elas estão a volta das privatizações; a reabertura de negociações para implantação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), em detrimento do Mercosul; e cortes "radicais" nos direitos trabalhistas.
Leia abaixo a íntegra do texto:
Reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos; privatização de todos os bancos estaduais; fusão dos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário; adoção da política do déficit nominal zero; redução de despesas constitucionalmente obrigatórias em áreas como saúde e educação; menor peso ao Mercosul e retomada das negociações da Área de Livre Comércio das Américas (Alca): essas são algumas das idéias defendidas por um grupo de especialistas que vem se reunindo com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com o objetivo de desenhar o esboço de um eventual programa de governo.
Em matéria publicada em 9 de janeiro, o jornal Valor Econômico anunciou: “Alckmin toma aulas para campanha”. Segundo a matéria, o ex-presidente do BNDES e ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros já se destaca como provável homem forte da “República dos Bandeirantes”.
Já participaram de reuniões da “República dos Bandeirantes”, entre outros: Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações de FHC), Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central), Paulo Renato de Souza (ex-ministro da Educação de FHC), Roberto Giannetti da Fonseca (empresário, ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior), Sérgio Amaral (ex-ministro do Desenvolvimento e ex-porta-voz da Presidência da República durante o governo FHC), Xico Graziano (ex-presidente do Incra e ex-secretário da Agricultura de São Paulo), Arnaldo Madeira (ex-líder de FHC na Câmara e atual secretário da Casa Civil de SP), Raul Velloso (especialista em contas públicas) e José Pastore (sociólogo, especialista em relações do trabalho). As “aulas” deste grupo a Alckmin têm um objetivo claro: “o governador está em processo de entendimento dos problemas nacionais”, disse Mendonça de Barros ao Valor.
Déficit nominal zero
Repercutindo o mesmo tema, a Folha de São Paulo publicou em 10 de janeiro: “Alckmin já prepara plano econômico”. A matéria também fala das reuniões da “República dos Bandeirantes”, destacando conversas de Alckmin com Armínio Fraga e o economista Yoshiaki Nakano, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a Folha, “Alckmin pretende utilizar na campanha as lições que tem recebido”. “Ele tem defendido, por exemplo, a idéia de déficit nominal zero, uma proposta antiga de Yoshiaki Nakano, um dos seus interlocutores mais freqüentes”, acrescenta. Segundo essa proposta, o governo teria que ter receitas para pagar todas as suas despesas, incluindo aí os gastos com juros da dívida pública. Como não há espaço para aumento da carga tributária, a proposta prevê o corte de despesas pelo governo e o aumento do limite de desvinculação de receitas da União.
Além de procurar “entender os problemas nacionais”, Alckmin também teria como objetivo, através das reuniões, demarcar aquela que seria uma de suas principais diferenças em relação ao prefeito de São Paulo, José Serra, outro líder tucano que postula a candidatura à presidência da República. Serra seria centralizador e Alckmin um gestor moderno que governaria com especialistas.
As idéias dos especialistas ouvidos por Alckmin dão uma idéia da agenda tucana para o país que está em construção. Roberto Giannetti da Fonseca, por exemplo, segundo a reportagem do Valor Econômico, é “pouco simpático ao Mercosul no formato atual, cobra evolução mais rápida dos acordos comerciais com a Alca e as negociações com a União Européia”. Já o sociólogo José Pastore “propõe uma reforma trabalhista radical, com corte de encargos e direitos”. Além disso, é um crítico da obrigatoriedade do abono de férias e o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no formato atual. O deputado Xico Graziano, por sua vez, defende a fusão dos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário e a criação de uma agência reguladora voltada exclusivamente para o agronegócio. E Raul Velloso propõe a redução de despesas constitucionalmente obrigatórias em áreas como saúde e educação.
"Choque de gestão" e privatizações
Apontado como “homem forte” do grupo, Luiz Carlos Mendonça de Barros defende uma redução mais rápida da taxa de juros para conter a valorização do real. Considerado um dos principais representantes da ala desenvolvimentista do governo FHC – que acabou derrotada pela ala do ex-ministro Pedro Malan – Mendonça de Barros não propõe mudanças profundas em relação ao modelo atual. Se, por um lado, é crítico da política de juros praticada hoje pelo Banco Central, por outro, ficou ao lado do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na recente polêmica com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, crítica da tese do déficit nominal zero e defensora do aumento de investimentos nas áreas social e de infra-estrutura. Caso Alckmin seja o candidato tucano, um dos carros-chefe de seu programa deve ser o discurso do “choque de gestão” a ser aplicado no Estado brasileiro, proposta que representa uma variação das teses do estado mínimo.
Outra proposta da agenda tucana para o país que caminha nesta direção diz respeito às privatizações. Em entrevista concedida ao jornal O Globo (edição de 15 de janeiro), ao ser indagado se pretendia retomar a política de privatizações implementada pelo governo FHC, Alckmin respondeu positivamente e citou os bancos estaduais entre suas prioridades. “A maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita coisa que se pode privatizar”, respondeu. Perguntado se os Correios estariam nesta lista de empresas privatizáveis, o governador paulista foi mais cauteloso, mas não descartou a possibilidade. “Correios acho que teria que amadurecer um pouco. Tem muita coisa que não precisa privatizar”, afirmou sem especificar quais. E, além das privatizações, acrescentou que pretende valorizar as parcerias público-privadas em um eventual governo tucano.
Política Externa: prioridade para a Alca
Mas uma das principais diferenças em relação ao governo Lula aparece mesmo é no plano da política externa, onde os tucanos criticam a proximidade com o governo de Hugo Chávez, da Venezuela, e defendem a retomada das negociações da Alca com os EUA. Após a palestra realizada pelo presidente George W. Bush, durante sua visita a Brasília, no início de novembro, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM) elogiou a fala do líder norte-americano, destacando a questão da Alca.
Na avaliação do senador tucano, essa aliança comercial é de interesse do Brasil e “deve ser buscada e perseguida e não suportada ou adiada”. Para Virgílio, a Alca surgirá com ou sem o Brasil. “Sem o Brasil, fará a alegria do México”, comentou, defendendo que a prioridade da política externa brasileira deveria fazer um pacto político com os EUA em troca de vantagens comerciais claras, incluindo aí a queda de barreiras alfandegárias.
Em relação ao governo Chávez, a posição tucana ficou muito clara nas palavras de Virgílio. Para ele, Chávez só se sustenta na Venezuela “graças às milícias que procuram intimidar as oposições e ao alto preço do petróleo”. A simpatia do PSDB em relação à Alca manifesta-se também através de outras iniciativas. Em 2003, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, encaminhou correspondência ao presidente Lula apresentando a candidatura de Belo Horizonte para abrigar a sede permanente da secretaria geral da Alca.
Na carta, Aécio defendeu, entre outras coisas, que o Brasil deveria incluir, na sua pauta de negociação sobre a criação da área de livre comércio hemisférica a proposta de trazer para cá a sede da organização. “A questão da cidade-sede da área de livre comércio torna-se particularmente estratégica. São evidentes os ganhos oriundos de abrigar a Alca não apenas para Minas Gerais, mas para todo o Brasil”, escreveu o governador mineiro. Essas são algumas das idéias e prioridades que estão sendo alimentadas no ninho tucano para disputar o voto dos brasileiros este ano.
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