sexta-feira, 16 de maio de 2008

A volta do Xeleleu

O Xeleleu News voltou ao ar com o seguinte post:

Sem Censura

Calma aí minha gente.
Eu não sou Rogério pra desistir fácil.
Ninguém me calou não senhor.

Foi só uma merda que eu fiz quando
fui mexer no programa de editoração
e tirei a porra do blog do ar.

Tô de volta e se segurem na cela.


Eu achei essa história muita estranha. Que 'merda' difícil de resolver é essa? O blog ficou fora do ar vários dias e, quando volta, os arquivos sumiram e há apenas uma postagem mixuruca dessa?!

A formação da idéia única

Ricardo Kauffman, em artigo na revista eletrônica Terra Magazine, comenta a reportagem do New York Times, publicada semanas atrás, que denunciou a estratégia do Pentágono para manipular a opinião pública norte-americana a seu favor na questão da guerra do Iraque.

A estratégia consistia em beneficiar com informação privilegiada analistas militares com grande espaço na mídia, em troca de opiniões favoráveis às suas posições.

Para Kauffman, a mídia aproveita ocasiões de forte impacto, como no pós-11 de setembro nos EUA, para propagar a formação da "idéia única", quando a sociedade (ele cita a norte-americana, especificamente, mas essa conclusão pode pode ser estendida a qualquer sociedade) parece mais "suscetível a engolir um discurso maciço que dispensa o contraditório."

"No Brasil", diz Kauffman, "em vários segmentos do noticiário não basta mudar de canal para encontrar visões diversas entre si. De forma geral, a análise política na grande mídia é muito uniforme e bebe das mesmas fontes."

Clique aqui e leia o artigo de Ricardo Kauffman na íntegra.

Querida Marina

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo desta sexta-feira, Frei Betto lamenta a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente e afirma: "Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis."

Leia o artigo na íntegra:

CAÍSTE DE pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade.

Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias. Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis.

Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres.

Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará esse plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, às hidrelétricas, às madeireiras e às empresas do agronegócio?

Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e a transformação do país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária.

Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo governo em 2004.

Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao ano. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de floresta.

É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de 40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido desmatados.

Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por 17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70% resultam de queimadas na Amazônia.

Quem será punido? Tudo indica que ninguém. A bancada ruralista no Congresso conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

E, em ano de eleições municipais, não há nenhum indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer punição aos donos das motosserras com poder de abater árvores e eleger ($) candidatos.

Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que "índio atrapalha o progresso".

Defendeste com ousadia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e pela fé.

Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.

Retorna à tua cadeira no Senado Federal. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum.

Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia.

Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?"

Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A poesia de Cora Coralina


Não te deixes destruir...

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces.

Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso aos que têm sede.


Cora Coralina (Outubro, 1981)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Marina Silva deixa Ministério do Meio Ambiente

O governo Lula perdeu hoje um de seus quadros mais respeitáveis. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, após cinco anos e meio, deixou o cargo. Em carta ao presidente, ela disse que sua decisão é em “caráter pessoal e irrevogável”. Marina afirmou que sua saída "decorre das dificuldades que têm enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental". Em outro trecho da carta, Marina fala das "crescentes resistências encontradas" por sua equipe.

Marina Silva não especificou quais foram essas dificuldades às quais se refere nem nomes de possíveis opositores à agenda ambiental defendida por ela e sua equipe. Mas as divergências entre ela e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, eram públicas. A gota d'água para a saída de Marina Silva do governo deu-se na semana passada, quando o presidente Lula lançou o Plano Amazônia Sustentável (PAS) e o deixou sob a coordenação do ministro da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.

Leia a seguir a íntegra da carta de Marina Silva ao presidente Lula:

Caro presidente Lula,

Venho, por meio desta, comunicar minha decisão em caráter pessoal e irrevogável, de deixar a honrosa função de Ministra de Estado do Meio Ambiente, a mim confiada por V. Excia desde janeiro de 2003. Esta difícil decisão, Sr. Presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal.

Quero agradecer a oportunidade de ter feito parte de sua equipe. Nesse período de quase cinco anos e meio esforcei-me para concretizar sua recomendação inicial de fazer da política ambiental uma política de governo, quebrando o tradicional isolamento da área.

Agradeço também o apoio decisivo, por meio de atitudes corajosas e emblemáticas, a exemplo de quando, em 2003, V. Excia chamou a si a responsabilidade sobre as ações de combate ao desmatamento na Amazônia, ao criar grupo de trabalho composto por 13 ministérios e coordenado pela Casa Civil. Esse espaço de transversalidade de governo, vital para a existência de uma verdadeira política ambiental, deu início à série de ações que apontou o rumo da mudança que o País exigia de nós, ou seja, fazer da conservação ambiental o eixo de uma agenda de desenvolvimento cuja implementação é hoje o maior desafio global.

Fizemos muito: a criação de quase 24 milhões de hectares de novas áreas de conservação federais, a definição de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade em todos os nossos biomas, a aprovação do Plano Nacional de Recursos Hídricos, do novo Programa Nacional de Florestas, do Plano Nacional de Combate à desertificação e temos em curso o Plano Nacional de Mudanças Climáticas.

Reestruturamos o Ministério do Meio Ambiente, com a criação da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro; com melhoria salarial e realização de concursos públicos que deram estabilidade e qualidade à equipe. Com a completa reestruturação das equipes de licenciamento e o aperfeiçoamento técnico e gerencial do processo. Abrimos debate amplo sobre as políticas socioambientais, por meio da revitalização e criação de espaços de controle social e das conferências nacionais de Meio Ambiente, efetivando a participação social na elaboração e implementação dos programas que executamos.

Em negociações junto ao Congresso Nacional ou em decretos, estabelecemos ou encaminhamos marcos regulatórios importantes, a exemplo da Lei de Gestão de Florestas Públicas, da criação da área sob limitação administrativa provisória, da regulamentação do art. 23 da Constituição, da Política Nacional de Resíduos Sólidos, da Política Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais. Contribuímos decisivamente para a aprovação da Lei da Mata Atlântica.

Em dezembro último, com a edição do Decreto que cria instrumentos poderosos para o combate ao desmatamento ilegal e com a Resolução do Conselho Monetário Nacional, que vincula o crédito agropecuário à comprovação da regularidade ambiental e fundiária, alcançamos um patamar histórico na luta para garantir à Amazônia exploração equilibrada e sustentável. É esse nosso maior desafio. O que se fizer da Amazônia será, ouso dizer, o padrão de convivência futura da humanidade com os recursos naturais, a diversidade cultural e o desejo de crescimento. Sua importância extrapola os cuidados merecidos pela região em si, e revela potencial de gerar alternativas de resposta inovadora ao desafio de integrar as dimensões social, econômica e ambiental do desenvolvimento.

Hoje, as medidas adotadas tornam claro e irreversível o caminho de fazer da política socioambiental e da economia uma única agenda, capaz de posicionar o Brasil de maneira consistente para operar as mudanças profundas que, cada vez mais, apontam o desenvolvimento sustentável como a opção inexorável de todas as nações.

Durante essa trajetória, V. Excia é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade. Ao mesmo tempo, de outros setores tivemos parceria e solidariedade. Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental.

Tenho o sentimento de estar fechando o ciclo cujos resultados foram significativos, apesar das dificuldades. Entendo que a melhor maneira de continuar contribuindo com a sociedade brasileira e o governo é buscando, no Congresso Nacional, o apoio político fundamental para a consolidação de tudo o que conseguimos construir e para a continuidade da implementação da política ambiental.

Nosso trabalho à frente do MMA incorporou conquistas de gestões anteriores e procurou dar continuidade àquelas políticas que apontavam para a opção de desenvolvimento sustentável. Certamente, os próximos dirigentes farão o mesmo com a contribuição deixada por esta gestão. Deixo seu governo com a consciência tranqüila e certa de, nesses anos de profícuo relacionamento, temos algo de relevante para o Brasil.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.

Marina Silva

Xeleleu censurado

O Xeleleu News está fora do ar. Segundo Ailton Medeiros, a culpa é de Thaisa Galvão. A blogueira e editora d'O Jornal de Hoje teria movido uma ação contra o responsável pelo blog e o obrigado a retirar a página de circulação.

O Xeleleu começou muito bem, com uma pitada de humor ácido e tiradas inteligentes. Mas depois, faltou criatividade e começou a criar polêmica pela polêmica. Ficou sem graça.

Às vezes, o blog parecia sofrer de crise de identidade. Elogiava o surgimento de "novas lideranças políticas" para, em seguida, desqualificar essas mesmas lideranças.

Mesmo assim, a censura da qual foi vítima (se o foi mesmo) é condenável.

Ronaldo: o homem que não queria ser deus

Em artigo publicado na revista eletrônica Terra Magazine, o cineasta e jornalista José Pedro Goulart demonstra como jogadores de futebol são beatificados e santificados. Ronaldo Nazário é a personificação do jogador divinizado. Ganhador de duas Copas do Mundo e eleito três vezes o melhor jogador do planeta, ele provou "a deferência dada aos deuses".

"Divinizado, o jogador protagonizou romances celestiais; mulheres lindíssimas, vastas emoções, mas casamentos imperfeitos: é que os deuses como bem sabemos a partir da mitologia grega não se dão bem na comunhão com os humanos", escreve o colunista.

A "tentação da normalidade" teria levado Ronaldo a buscar, através do sexo vulgar, o "resgate da condição humana que havia perdido". "O sexo vulgar", analisa o jornalista, "o tornaria novamente o que era. O que somos. Vulgarmente humanos".

Leia mais aqui.

Reinaldo Azevedo vs. Ailton Medeiros: guerra de egos

Reinaldo Azevedo, o blogueiro da "Veja", defendeu o senador José Agripino (DEM-RN), que na semana passada levou um tá ligado da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. Reinaldo fez malabarismos semânticos para dizer que Agripino não disse o que de fato disse. Entendeu? Nem eu. Ailton Medeiros, o blogueiro com a síndrome da Taba, resolveu repercutir a entrevista que Reinaldo fez com Agripino. Ailton conseguiu o queria - chamar a atenção de Reinaldo e ganhar seus cinco minutos de fama no blog do "Tio Rei". Reinaldo só não chamou Ailton de carne assada. Ailton respondeu com o seu costumeiro bocó. Ailton já chamou Reinaldo de "cão de guarda dos golpistas", "paulisteiro desvairado" e disse que o problema dele é sua "radical boçalidade". Todos os adjetivos são perfeitamente cabíveis ao blogueiro da Veja. Mas, convenhamos, quem lê o blog de Ailton Medeiros sabe que ele é igualmente truculento quando quer desqualificar seus opositores. Certa vez, ele escreveu em blog que costuma reduzir seus inimigos a "pó de traque". Esta é simplesmente uma guerra de egos e personalismos. É a isso que o jornalismo tem se reduzido.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Eu, ainda jornalista

Esta é a crônica de um jornalista em início de carreira, mas já desiludido. Hoje, como de praxe, foi mais um dia difícil. Jornada dupla de trabalho, universidade à noite (a professora faltou pela quarta semana consecutiva), ônibus lotado, o menino vendendo pipoca bocus, o cara vendendo jujuba para comprar o mucilon da filha, eu sem grana, sem gana, sem nexo.

Diz a letra da canção que nada será como antes. Eu até que tento acreditar, mas a fé vai escapando assim por entre os interstícios da alma cansada. O corpo também padece. Então, fica a certeza que tudo continuará como está, este museu de grandes novidades. É como me disse esta noite um grande amigo: "Tudo permanecerá como ontem. Amanhã será hoje. A utopia caminha. É a desgraça dos passos em vão, das caminhadas sem fim, das fronteiras nunca transpostas".

Por um instante, a esperança, que não é sólida, se desmancha no ar. A força avassaladora da injustiça destrói cada centímetro de amor-próprio, dinamita lentamente aquele suspiro juvenil de querer mudar o mundo. É quando o sonho vira resignação. É quando a gente tem que renunciar à indignação pelo pão de cada dia. É isso ou entregar os pontos e desistir de viver.

Eu me sinto muitas vezes estuprado, intelectualmente violentado. Quando escolhi ser jornalista, acreditava ferrenhamente que poderia ajudar a transformar tudo o que está errado no mundo. No filme "Sociedade dos Poetas Mortos" (Dead Poets Society), o professor John Keating, vivido pelo ator Robin Willians, diz aos seus alunos: "Não importa o que disserem. Palavras e idéias podem mudar o mundo". Era esse o meu ideal romântico. Ideal que agora não é nada além de outra ilusão perdida.

As relações entre Agripino e a Universidade Potiguar (UnP)

O "Dossiê Agripino" da Caros Amigos ainda repercute. O leitor Júlio César escreve ao blog para dizer que a matéria fez eco no Rio Grande do Sul.

Outro leitor que se identificou somente como Pedro escreveu sugerindo uma investigação sobre a relação do senador José Agripino (DEM-RN) com a Universidade Potiguar (UnP):

Olá. Parabéns pela matéria. Gostaria que os companheiros jornalistas buscassem informações do Senador José Agripino e a sua relação com a UNP - Universidade Potiguar (maior Universidade particular do Nordeste, com quase 30 mil alunos), hoje sócia do Grupo Lauretti(Empresa estrangeira que atua no ramo empresarial das Universidaeds Particulares do Brasil e do mundo).

Esta Universidade é conhecida nacionalmente por praticas de repressão e retaliação ao movimento estudantil.

O curso de Medicina da UNP demorou a ser aprovado, uma vez que o MEC ,neste governo, estava mais rigoroso em relação a abertura de novos cursos. Após solucionar os "entraves burocráticos" lá em Brasília, entre 2003 e 2005. O Reitor Manoel Pereira, logo em seguida, foi nomeado Reitor desta Universidade.

A UNP juntamente com o Instituto Tancredo Neves, organizou uma série de Cursos de Formação, dentro da própria Universidade, que contou com a presença do próprio José Agripino e com lideranças nacionais do antigo PFL, e hoje DEM.

Esta Relação José Agripino e Universidade Potiguar - UNP é algo que merece muita atenção por parte da imprensa.

Por exemplo: Este mesmo Reitor da UNP é o então Manoel Pereira, aquele mesmo citado na matéria da Caros Amigos.

"Como tudo que cercou o Ganhe Já antes de sua falência total, a participação da empresa Informe Prestação de Serviços Ltda., terceirizada pela Dumbo Publicidade para executar a campanha, também é um mistério. E dos mais nebulosos. Contratada sem licitação, depois que o então secretário de Fazenda Manoel Pereira anulou inexplicavelmente a concorrência que havia sido aberta justamente para se escolher a firma que iria trabalhar no Ganhe Já, a Informe viveu sempre nas sombras."

Abraços fraternos.

"Pede para sair"

Rubens Lemos Filho, secretário de Comunicação do Governo do Estado, em entrevista ao JH Primeira Edição desta segunda-feira (12), disparou um torpedaço contra o deputado federal Rogério Marinho (PSB) e seu grupo de insurgentes pessebistas.

"As pessoas que não pactuam com a governadora deveriam ter a hombridade de pedir para sair da administração e não ficar usando o governo contra a própria governadora", declarou o jornalista.

E agora Rogério?

domingo, 11 de maio de 2008

EUA fizeram dossiê sobre Dilma Rousseff

O jornal gaúcho Zero Hora deste domingo publicou uma reportagem especial sobre aquilo que chamou de "dossiê indiscreto". Trata-se de um relatório detalhado, produzido pelo Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, sobre a vida da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. O material foi enviado ao Departamento de Estado americano no dia seguinte à posse da ministra, ocorrida em 20 de junho de 2005.

De acordo com o jornal, o dossiê sobre Dilma Rousseff abrange todas as fases da vida da ministra, desde o nascimento, passando pelo período de guerrilheira na luta contra o regime militar, quando foi presa e torturada, até o presente de técnica prestigiada. Dilma é descrita como "durona", "exigente", "workaholic e alguém que "não respeita hierarquia". A ministra recebeu ainda a alcunha de "Joana D'arc dos subversivos".

Eis os principais tópicos do documento:

Joana d'Arc dos subversivos torna-se chefe da Casa Civil: “No dia 21 de Julho [de 2005], o presidente Lula nomeou Dilma Rousseff, 57, como sua nova ministra-chefe da Casa Civil. Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora, semana passada, por causa de um escândalo de corrupção. Dirceu estava envolvido profundamente nas estratégias políticas da administração, mas Rousseff anunciou na sua cerimônia de posse que tem a intenção de se focar mais em colocar em andamento a agenda política administrativa [...]”;

Gestora durona: “Rousseff entrou para o PT em 2001 e trabalhou no processo de transição de governo em 2002. Ela é uma gestora durona e exigente, que vai perseguir a qualificação da implementação de políticas administrativas. Ela está menos para o político de holofote, como [José] Dirceu, de ringue político, por ser mais focada em atacar a "burocracia".

Assaltos a banco e guerrilha: “Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, o Estado de Minas Gerais. Seu pai era um promotor búlgaro, que se naturalizou e tinha cidadania brasileira. Ela se tornou ativamente envolvida com a oposição ao regime da dtadura mlitar em 1967, aos 19 anos, enquanto cursava Economia em Minas Gerais. Entrou para vários grupos clandestinos, organizou três assaltos a banco e então foi co-fundadora do grupo de guerrilha chamado Vanguarda Revolucionária Armada de Palmares”;

Marido seqüestrador e eletrocoques: “Rousseff se separou do primeiro marido, Cláudio Linhares, que, em janeiro de 1970, seqüestrou um avião para Cuba e permaneceu lá. Naquele mesmo mês, ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D'arc dos subversivos), incluindo 22 dias de brutal tortura de eletrochoque”;

Formação acadêmica e gostos pessoais: “Rousseff tem grau de mestre em Teoria Econômica pela Universidade de Campinas e um doutorado não concluído em Economia. Em 1992, ela participou como visitante de um programa internacional nos EUA. Ela está atualmente separada do seu segundo marido (que também era um militante da oposição). Ela tem uma filha, Paula, em Porto Alegre, onde ela passa os finais de semana. Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente ela perdeu peso, depois de, alega-se, adotar a dieta do presidente”;

Da desconfiança aos elogios: “Com seu background técnico e um estilo no-nonsense, Rousseff recebeu respeito relutante do setor da Energia. Enquanto as Cias. norte-americanas estavam inicialmente desconfiadas quando ela foi designada para o cargo de [ministra das Minas e] Energia, agora admitem que ela fez um trabalho competente. Em particular eles a saúdam por sua disposição em ouvir e responder posições e idéias, mesmo quando está inclinada a uma conclusão diferente. Ela tem a uma reputação de negociadora dura, ser persistente e de prestar muita atenção aos detalhes. Adjetivos usados aqui por aqueles que trabalham com ela incluem exigente e workaholic”;

Inapetência política: “Diferentemente de José Dirceu, Rousseff nunca foi eleita para cargo público e seus contatos com o Congresso são limitados, o que sugere que a coordenação política da administração será tarefa de outros. A imprensa diz que Lula espera que ela produza um "choque de gestão" na administração, a qual, por causa da ineficiência administrativa, entraves burocráticos e, mais recentemente, pelos muitos escândalos de corrupção, encontra-se estagnada.


P.S.: Eu sugiro aos senadores José Agripino Maia (DEM-RN) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) que convoquem o cônsul americano para prestar esclarecimentos na CPI que investiga o uso dos cartões corporativos do governo federal e a origem do dossiê sobre os gastos do ex-presidente FHC.

O teste da Veja

A revista "Veja" resolveu fazer um teste em seu site para saber a posição política das pessoas. Eles apelidaram o teste de "politicômetro". Eu participei pra ver no que dava esse negócio. Fui classificado como "antiliberal à esquerda". O politicômetro da revista define o meu perfil como alguém que "acredita que deve haver regulação sobre certos setores da sociedade e admite algumas restrições à liberdade individual".

Para chegar a essa conclusão, há perguntas sobre o que você acha das ações do MST ("invasões", no dicionário da Veja); se você prefere ditadura com estabilidade ou democracia com inflação; se você concorda com a necessidade de uma reforma tributária; o papel do estado nas greves; o que você acha das privatizações; se você prefere o político corrupto e eficiente ou o honesto e ineficiente; se você acha que o protecionismo nas práticas comerciais é aceitável; sobre o papel do estado na economia; sobre a manutenção ou não dos direitos trabalhistas; sobre o aborto; a liberalização da maconha; as pesquisas com células-tronco; o uso da tortura (a revista usa o termo "métodos violentos") em inquéritos policias; o porte de armas; o ensino religioso nas escolas; a adoção de crianças por casais homossexuais; a "censura" a certos programas de televisão e a cobrança de mensalidade nas universidades públicas.

Pronto. "Veja" resumiu toda a complexidade do pensamento político em 20 perguntas de um teste de múltipla escolha. A maioria das perguntas, como você deve ter notado, parte de uma visão reducionista e maniqueista. As questões são colocadas de maneira intencionalmente manipulada. Por exemplo, quando se pergunta se você prefere um candidato corrupto e eficiente ou um honesto e ineficiente, a revista passa a idéia que não existe nenhum candidato honesto e eficiente ao mesmo tempo.

Outra pergunta claramente distorcida é quando se questiona se certos programas de televisão deveriam sofrer "censura" (aspas minhas). É uma armadilha semântica. É óbvio que não sou a favor da censura. Mas sou a favor sim da regulação, que é absolutamente diferente de censura. Mas a mídia conservadora não gosta de ouvir falar em regulação social e invoca o discurso da censura para se defender. Ignora, assim, que o veículo (televisão e/ou rádio) é uma concessão pública e, portanto, deve satisfações ao público, legitimamente representado pelo governo democraticamente eleito para exercer a função de regulador social.

É por essas e outras que a "Veja" não passa em nenhum teste de credibilidade.

sábado, 10 de maio de 2008

Nassif desvenda "O Caso Farcs"

No novo capítulo da série de reportagens sobre a "Veja", Luis Nassif fala sobre "O Caso Farcs", quando a revista acusou o PT de receber doações da guerrilha colombiana para financiar candidaturas em 2002. A matéria, assim como aquela dos dólares cubanos, faz parte da galeria de matérias 'criativas' da Veja e da campanha ostensiva contra o PT e o governo Lula.

Nassif começa contando essa história assim:


Na edição de 16 de março de 2005, Veja cometeria mais um de seus malabarismos editoriais, com a matéria “Tentáculos das FARC no Brasil”.

Foi matéria de capa. A ilustração era uma metralhadora e o texto incriminador:

Espiões da ABIN gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando doação de 5 milhões de dólares para candidatos petistas na campanha de 2002”.

Depois, outro texto:

“PT: militantes serão expulsos se pegaram dinheiro das Farc”.

Havia um excesso de textos na capa, ferindo princípios básicos de clareza editorial. A revista estava em plena campanha, na sucessão de capas sobre Lula. E pouco se lhe interessava saber da consistência ou não das matérias. Nas páginas internas, ficaria mais claro o estilo Veja de criar matérias através da manipulação de ênfases.

Jogam-se acusações enfáticas. Depois, algumas ressalvas para servir de blindagem contra ações judiciais, seguidas de novas acusações taxativas.

O que se tinha, objetivamente, era um informe da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), na qual um agente infiltrado relatava um encontro em uma chácara, com um padre supostamente ligado às FARCs. O padre era conhecido como um mitômano, há muito tempo afastado do contato com as FARCs.

No encontro, teria mencionado o suposto financiamento à campanha do PT. Não havia nenhuma indicação a mais sobre isso. Na ABIN, não se levou a sério o informe.

Para sustentar a matéria, Veja assegurava que o informe tinha recebido tratamento relevante da ABIN e que havia documentos comprovando as doações. Não aceitou a palavra oficial da ABIN, de que nunca levou a sério o informe.

Esses documentos, comprovando as supostas doações, nunca apareceram, o caso morreu de morte morrida. E o fecho se deu este ano, com a curiosa explicação do diretor de redação Eurípedes Alcântara para o papel de Veja no episódio.

Mas, antes disso, acompanhe o desenrolar dessas matérias.

O ping pong das acusações

Nas páginas internas, a chamada era forte.

"Documentos secretos guardados nos arquivos da Abin informam que a narcoguerrilha colombiana Farc deu 5 milhões de dólares a candidatos petistas em 2002

A matéria começava com afirmações taxativas:

"Nos arquivos da Agência Brasileira de Inteligência em Brasília há um conjunto de documentos cujo conteúdo é explosivo. Os papéis, guardados no centro de documentação da Abin, mostram ligações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com militantes petistas. (...) Em apenas uma folha e dividido em três parágrafos, esse documento informa que, no dia 13 de abril de 2002, um grupo de esquerdistas solidários com as Farc promoveu uma reunião político-festiva numa chácara nos arredores de Brasília. Na reunião (...) o padre Olivério Medina, que atua como uma espécie de embaixador das Farc no Brasil, fez um anúncio pecuniário. Disse aos presentes que sua organização guerrilheira estava fazendo uma doação de 5 milhões de dólares para a campanha eleitoral de candidatos petistas de sua predileção. A notícia foi recebida com aplausos pela platéia. Faltavam então menos de seis meses para a eleição. Um agente da Abin, infiltrado na reunião, ouviu tudo, fez um informe a seus chefes, e assim chegou à Abin a primeira notícia de que as relações entre militantes esquerdistas, alguns deles petistas, e as Farc podem ter ultrapassado a mera simpatia ideológica e chegado ao pantanoso terreno financeiro”.

O "anúncio pecuniário" - segundo a expressão da revista - era mencionado em três documentos da ABIN.

"Num deles, está descrita a forma de pagamento: o dinheiro sairia de Trinidad e Tobago, um pequeno país do Caribe, e chegaria às mãos de cerca de 300 pequenos empresários brasileiros simpáticos ao PT, que, por sua vez, fariam contribuições aos comitês regionais do partido como se os recursos lhes pertencessem".

Assim como na matéria sobre os “dólares de Cuba”, a operação era inverossímil. Como se poderia manter sob sigilo uma operação que envolveria 300 pequenos empresários brasileiros? Fugia ao bom senso. Mas a revista não se deixava intimidar e mandava o bom senso às favas:

Em outro documento, aparece a informação de que o acerto financeiro fora celebrado entre membros do PT e das Farc durante uma reunião realizada numa fazenda no Pantanal Mato-Grossense – e que os encontros de cúpula seriam articulados com a ajuda de Maria das Graças da Silva, uma funcionária da Câmara dos Deputados em Brasília que já militou no PC do B e seria amiga muito próxima do "comandante Maurício", apontado como a maior autoridade das Farc no Brasil.

Para se prevenir contra eventuais ações judiciais, incluíam-se as ressalvas, formando o estilo pterodáctilo já descrito em outro capítulos:

A apuração comprovou a reunião, o local, a data e os personagens. Só não encontrou indícios suficientemente sólidos de que os 5 milhões de dólares tenham realmente saído das Farc e chegado aos cofres do PT. A doação financeira é dada como realizada pelos documentos da Abin, mas a investigação de VEJA não avançou um milímetro nesse particular. Pode ter sido apenas uma bravata do padre Olivério Medina, codinome de Francisco Antônio Cadenas Colazzos, para alegrar seus convivas esquerdistas? Pode. Além da convocação manifestada nos documentos da Abin, a revista não encontrou elementos consistentes para que se faça uma afirmação sobre esse aspecto.

O expediente era o mesmo adotado na capa sobre o falso dossiê das contas de autoridades brasileiras no exterior. Depois da ressalva salvadora, voltavam as acusações, em um ping pong devastador de princípios jornalísticos e de lógica.

Para ler mais, basta clicar aqui.

O jornalismo potiguar segue testando hipóteses

A máxima do diretor de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel, para quem fazer jornalismo é testar hipóteses, pegou pra valer entre os jornais potiguares. É verdade que uns são mais afoiotos que os outros na arte de ensair 'notícias' em laboratório antes de torná-las públicas. Mas a prática de testar hipóteses pra ver qual delas pega é praticamente um denominador comum na imprensa nativa. O boato da vez dá conta da saída da governadora Wilma de Faria do PSB para o PT, em 2010, para ser candidata à senadora. O prefeito Carlos Eduardo (PSB) também estaria de malas prontas para desembarcar no PT ou no PMDB.

O pior é que o boato não tem nada de novidade. É coisa velha, requentada. Foi trazido à tona novamente por aliados do deputado federal Rogério Marinho (PSB), que não se conforma de ter sido preterido pela governadora e pelo prefeito, que escolheram apoiar a candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) à prefeita de Natal.

O secretário de Comunicação do Governo do Estado, jornalista Rubens Lemos Filho, disse que o boato se devia à "obsessão, ingratidão, deslealdade e sede de poder" de integrantes do PSB, que esquecem que o partido só passou a existir de verdade com a filiação de Wilma de Faria.

Em entrevista a'O Jornal de Hoje, o secretário não economizou críticas aos insurgentes pessebistas e deu uma estocada indireta no senador José Agripino Maia (DEM), que esta semana teve que ouvir um carão da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando levantou o assunto ditadura militar na Comissão de Infra-Estrutura do Senado.

Alguns trechos da entrevista de Rubens Lemos Filho:

"O PSB no Rio Grande do Norte passou a existir, de verdade, com a filiação da governadora Wilma, que orgulharia a qualquer partido se nele se filiasse. Mas ela jamais abandonou o PSB, partido pelo qual enfrentou situações desiguais como a candidatura ao Governo do Estado em 1994 apenas para manter acesa a chama socialista. Desta chama, surgiram vitórias e os aproveitadores dessas vitórias".

"A governadora não merece o que está sendo feito com ela. A provocação é tamanha que até integrantes do governo, que deveriam entregar os cargos por discordarem dela, continuam a afrontando. Alguns, vão à casa dela e fazem o sujo papel de leva-e-traz. Em 2000, Wilma e Garibaldi estiveram juntos e os beneficiados de então, jamais reclamaram."

"Aqui [no RN], há ambição e obsessão. Mas Wilma é forte o suficiente para superar mais este obstáculo. A candidatura Fátima reúne as forças que estão com Lula, as forças que abominam a tortura, o dedurismo e o Estado de exceção. Pena que alguns estejam caindo nesta arapuca."

É isso aí, secretário.

É HOJE

A estréia: ABC x Vila Nova

Eu me orgulo ser da terra potiguar

Quando vou para o gramado

Ver o ABC jogar...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Eleições em São Paulo

Erundina aceita ser vice de Marta

O céu começa a ficar mais limpo para a ex-prefeita e ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), pré-candidata à Prefeitura de São Paulo. Marta namorava o PMDB de Orestes Quércia, mas ele se casou com o DEM do prefeito Gilberto Kassab. O PR também ficou com o demista. Marta perigava ficar sozinha. Mas, segundo a Folha de São Paulo, a ex-prefeita e deputada federal Luiza Erundina (PSB) disse que aceita ser vice na chapa de Marta. O convite teria sido feito pela própria ministra. "Recebi o convite e comuniquei à direção do partido, a quem cabe decidir", declarou Erundina ao jornal. Agora é só esperar o anúncio oficial.

"Os Melhores do Mundo" tiram sarro com o DEM

No "Programa do Jô" de ontem (quinta-feira, 8), o grupo "Os Melhores do Mundo" apresentaram trechos do novo espetáculo humorístico "Hermanoteu na Terra de Godah".

No início da entrevista, Jô perguntou em que eles se inspiraram para escolher o nome do grupo. Um dos integrantes respondeu:

- É uma ironia. Nós não somos os melhores do mundo. É igual ao PFL, que mudou de nome para DEMOCRATAS. Tem o nome verdadeiro e o nome fantasia.

A platéia quase foi abaixo de tanto rir. E eu também.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ouvi dizer que são milagres noites com sol


O palco.

Há algo de podre no reino da Taba

Eu estava lendo as mais recentes decarações do deputado Robinson Faria (PMN), "O Indeciso", sobre o imbróglio das eleições em Natal. Escrevi em outro post que achava muito estranho o presidente da Assembléia Legislativa demorar tanto a anunciar a quem ele dará seu apoio - Micarla ou Fátima. Robinson mais de uma vez disse que simpatiza mais com a candidatura de Micarla e chegou a declarar que não apoiaria Fátima. Mas agora, parece estar cedendo ao canto da sereia e não descarta mais a possibilidade de votar na petista para prefeita de Natal. Em entrevista ao portal Nominuto.com, Robinson disse que sua decisão "estará em total sintonia com a governadora Wilma de Faria". Ok. Para bom entendedor, me pala bas...

Atendi teu pedido e vim...


Roberta Sá, noite de quarta-feira (7), no Teatro Alberto Maranhão.










Dilma silencia Agripino

"Estávamos em momentos diversos das nossas vidas em 1970, senador. Eu combati a ditadura e disso tenho imenso orgulho".

Foi com esse desabafo que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, silenciou o líder dos 'demos', senador José Agripino Maia, durante depoimento ontem (quarta-feira, 7), na Comissão de Infra-Estrutura do Senado.

Não tive tempo de comentar o episódio ontem, mas não poderia deixar passar em branco. José Agripino, tentando constranger a ministra, trouxe à tona uma entrevista na qual Dilma Rousseff dizia ter "mentido muito" quando foi presa pela ditadura militar. O demista insinuou que a ministra também mentia aos senadores e disse que tinha medo da volta do "estado de exceção".

Em sua resposta, a ministra disse que "qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira".

Em seguida, Dilma Roussef falou que mentiu para salvar a vida de companheiros e estocou José Agripino ao lembrar que ela e ele militaram em lados opostos na época do regime militar:

"Eu tinha 19 anos, eu fiquei três anos na cadeia e eu fui barbaramente torturada, senador. (...) Eu me orgulho de ter mentido para salvar companheiros da tortura e da morte. Na democracia se fala a verdade. Diante da tortura, quem tem coragem, dignidade, fala mentira. (...) Não tenho nenhum compromisso com a ditadura. Eu estava num campo e eles estavam noutro. O que estava em questão era a minha vida e a de meus companheiros. Esse país que construiu a democracia, que permite que hoje eu esteja aqui, não tem a menor similaridade com a ditadura militar. Nós estamos em igualdade de condições humanas e materiais. Nós não estamos num diálogo entre o meu pescoço e a forca, senador. (...) De fato, nós estávamos em momentos diversos das nossas vidas em 1970, senador. Eu combati a ditadura e disso tenho imenso orgulho."

A parte final da resposta foi arrasadora. Enquanto Dilma era presa e torturada por lutar contra a ditadura e pela liberdade, Agripino servia ao regime dos generais. Agripino, que insinuou que a ministra mentia aos senadores, mentiu ao dizer que lutou contra o regime na mesma época em que Dilma foi presa:

"Na mesma época era governador eleito pelo voto direto pelo meu estado e rompi com o PDS para apoiar a candidatura Tancredo-Sarney", disse o demista.

Até mesmo os colunistas do PIG denunciaram a mentira de Agripino. Miriam Leitão escreveu em seu blog:

"Ora, mais respeito aos fatos, senador. Primeiro, entre o tempo em que a ministra foi presa e torturada e o dia que ele rompeu com o PDS passaram-se mais de dez anos. Ela foi presa no pior do regime, ele rompeu com o partido do governo quando o barco da ditadura estava afundando."

Agripino virou motivo de piada geral. No "Programa do Jô", o apresentador, além de condenar a atitude do senador, debochou do português incorreto de Agripino e o chamou de senador José Agripino "Culatra".

A seguir, vocês podem conferir o vídeo com a resposta da ministra e o silêncio de Agripino.

terça-feira, 6 de maio de 2008

A demora de Robinson Faria

O deputado estadual Robinson Faria (PMN), presidente da Assembléia Legislativa do RN, está demorando muito para anunciar qual candidata ele vai apoiar para à prefeita de Natal - Micarla de Sousa (PV) ou Fátima Bezerra (PT). Robinson já deu várias declarações dizendo que prefere Micarla. Reclamou que não foi ouvido pela governadora Wilma de Faria (PSB) sobre a sucessão em Natal. Prometeu que quando chegasse da viagem que fez à Europa anunciaria sua decisão. Na volta, reuniu seus liderados do PMN, PP e PTB. Mas a reunião terminou e a decisão não veio. Robinson agora fala que anunciará a decisão quando voltar de Brasília. Estranha, muita estranha esse demora de Robinson Faria. Enquanto isso, Paulinho Freire diz que o PP continua "indefinido" e Luiz Almir não descarta o apoio do PSDB à Fátima.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Quem vence essa batalha?


O filme "300" narra a histórica batalha entre os 300 espartanos, liderados pelo rei Leônidas, contra o exército imperialista persa do rei Xerxes. Inspiração para a campanha em Natal.

Acabaram as utopias?

Por GILBERTO DUPAS, na Folha de São Paulo, hoje:

O MUNDO parece abandonar definitivamente as utopias e atirar-se de joelhos diante do mercado. A China virou uma das sócias maiores do capitalismo global; a Itália entrega-se mais uma vez ao megaempresário Berlusconi; e Cuba abre brechas à propriedade privada e à sociedade de consumo. O capitalismo transformou-se em regime único.

O mercado implacável define ganhadores e perdedores, o Estado de bem-estar social definha e parecemos nos satisfazer com iPods, telefones celulares, telas de plasma e carros de US$ 3.000.

Isso significa que qualquer proposta de transformação do mundo capitalista passou a ser uma ilusão irrealizável? Não é mais possível projetar para o futuro fundamentos de uma nova ordem? Os versos de Eduardo Galeano esclarecem: "Para que serve a Utopia?/ Ela está diante do horizonte./ Me aproximo dois passos/ e ela se afasta dois passos./ Caminho dez passos/ e o horizonte corre/ dez passos mais à frente./ Por muito que eu caminhe/ nunca a alcançarei. Para que serve a Utopia?/ Serve para isso: para caminhar".

Francisco Fernández Buey nos recorda que Thomas More escreveu "Utopia", sua ilha imaginária, inspirado nas notícias sobre o novo mundo vindas pelas cartas de Américo Vespúcio no início do século 16. More era um realista e falava em caminho oblíquo: o que não pode tornar-se bom, que se torne o menos mal possível. Embora vários utópicos contestassem a propriedade privada como raiz de todos os males, More era cuidadoso; não achava viável que todas as coisas fossem comuns.

Curioso ter sido o México, mais uma vez o novo mundo, o destino da primeira experiência utópica renascentista que Vasco de Quiroga, juiz e bispo de Nova Espanha, propôs levar à prática. Em 1530, com o apoio do imperador Carlos 1º, proibiu a escravidão dos índios. Fundou um colégio conservando as línguas autóctones e fazendo uma insólita experiência sociocultural. Durou pouco.

No final daquele século, Campanella imaginou que poderia operar uma transformação completa da sociedade e inventou uma república universal na sua Calábria. Foi submetido à Inquisição por suas práticas utópicas. Na prisão, idealizou "A Cidade do Sol", governada por um magistrado supremo e por três adjuntos, representando sabedoria, poder e amor. Nela, o direito era uma virtude coletiva, e a política, um ramo da ética.

Já Robert Burton propôs sua Atlântis, mas achava ser impossível sacerdotes imitadores de Cristo, advogados caridosos, médicos modestos, filósofos que conheciam a si mesmos, nobres honestos, mercadores que não mentissem e magistrados que nunca se corrompessem. Queria tentar o possível, com penas severas aos infratores: mãos cortadas a sacrílegos, morte a adúlteros e trabalho escravo para ladrões. Era realista como Maquiavel, para quem é máxima do demagogo que homens bons produzem boas leis. Para o legislador, as boas ordens é que fazem homens bons.

O pensamento utópico supõe sociedade de abundância: passar do reino das necessidades para o da liberdade; substituir a desordem -o mercado- por organização consciente e planejada da produção social; deixar florescer as capacidades humanas, fazendo triunfar a ajuda mútua e a solidariedade sobre o egoísmo da sociedade mercantil. Em suma, socialismo com democracia participativa. Esse modelo naufragou com o socialismo real.

Mas teria sido a Revolução Russa uma utopia? A experiência bolchevista virou uma tentativa fracassada de realização de um ideal em condições históricas dadas. Já do final do século 20 para nossos dias, o pessimismo se acentuou com a direção selvagem do progresso e o descobrimento do lado perverso das novas tecnologias. Buey resgata em Ernst Bloch a utopia como princípio regulador do real, parte substancial do pensar humano.

A razão não pode florescer sem esperança, nem a esperança pode falar sem a razão. Já para Bernard Shaw, há quem observe a realidade tal qual ela é e se pergunte por quê? E há quem a observe como ela jamais foi e se pergunte por que não? Mas pode uma boa utopia, que não seja mera ilusão, enunciar mais do que máximas morais ou tendências essenciais?

Um outro mundo talvez seja possível. E é o exercício da utopia, negando o narcisismo, que nos obriga a olhar em direção a uma sociedade menos injusta. Assim como a esperança, a utopia não morrerá nunca. Mas seu destino parece sempre fazer morada em outro lugar. Por isso utopia quer dizer nenhum lugar.

Vamos, Flamengo!



E ninguém cala esse chororô
Chora o presidente
Chora o time inteiro
Chora o torcedor...

Hackers usam escândalo com Ronaldo para propagar vírus na internet

Hackers estão aproveitando o escândalo com o atacante do Milan, Ronaldo, que se envolveu numa confusão com travestis na semana passada, para disseminar um vírus pela internet. O vírus vem na forma de e-mail do portal G1 com o título "Confusão tira primeiro contrato de Ronaldo". Na mensagem há um link para assistir ao vídeo de Ronaldo no motel com os travestis, que uma vez acessado, instala o vírus no computador do usuário.

Mas diga aí, esses caras são ou não uns ninjas?! Vídeo de Ronaldo no motel com os travestis... hehehe... Como será que eles conseguiram?! hahaha...

P.S.: Ronaldo, em entrevista ao Fantástico ontem à noite, declarou: "Eu sou completamente heterossexual, disso não tenho dúvida".

Ah, tá.

domingo, 4 de maio de 2008

Agripino: inimigo número um

A união do PT, PSB e PMDB em torno da candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) à prefeita de Natal não terá como lema "Todos contra Micarla", mas "Todos contra Agripino". O senador e líder dos "demos" é o inimigo número um a ser derrotado.

Deixados para trás

Leio nos jornais e blogs políticos da cidade que Robinson Faria e João Maia reclamaram porque não não foram ouvidos pela governadora sobre a eleição em Natal. Mas o que danado eles queriam? A base de Robinson é o agreste e a de João Maia é o auto-oeste. A influência deles na eleição da capital é quase nula.

Leitura das manchetes

Todos os jornais da cidade destacaram o lançamento da candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) à prefeita de Natal, que ocorreu ontem, no Hotel Parque da Costeira. A governadora Wilma de Faria (PSB), o presidente do Senado Garibaldi Filho (PMDB) e o prefeito Carlos Eduardo (PSB) anunciaram o apoio à petista, selando a união do PT, PSB e PMDB, partidos que integram a base do governo Lula, em Natal.

A Tribuna do Norte destaca os líderes políticos que estarão no palanque de Fátima: "Palanque do PT terá Carlos, Garibaldi, Henrique e Wilma". A mensagem, apesar de não ser explícita, é inequívoca - a união de todos em torno de Fátima. A curiosidade é o nome da governadora ser citado por último, após o trio dos Alves.

O Diário de Natal excluiu o prefeito na manchete: "Wilma, Garibaldi e Henrique oficializam aliança: é Fátima". Não acrescentou nada.

O Jornal de Hoje fugiu à regra e deu uma manchete negativa. Em vez de se referir ao fato propriamente dito (o lançamento da candidatura), deu destaque a uma frase do senador Garibaldi Filho sobre o deputado estadual Fernando Mineiro (PT): "Garibaldi: Não dá para votar em Mineiro. Ele é o último para mim". Mas essas coisas fazem parte do 'folclore', digamos assim, do JH.

sábado, 3 de maio de 2008

Eles só querem aparecer

Plano eleitoral anima trio na CPI dos Cartões

Do Estadão:

Criada com estardalhaço em meados de março, a CPI dos Cartões sobrevive hoje graças ao empenho de um trio de deputados de oposição. Animados por projetos eleitorais, Carlos Sampaio (PSDB-SP), Índio da Costa (DEM-RJ) e Vic Pires Franco (DEM-PA) são incansáveis na busca de gastos irregulares com cartão corporativo. Os três se revezam na análise de centenas de caixas com documentos, que ficam numa sala subterrânea do Senado, mais conhecida como "batcaverna". Tentam também extrair alguma novidade dos documentos em poder do Tribunal de Contas da União com os gastos feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a visibilidade ganha na CPI, o trio espera aumentar o cacife eleitoral.

Leia mais aqui.

Era de vidro e se quebrou

Eu tava me lembrando aqui que disseram por aí que a aliança entre Garibaldi e Agripino era "eterna". Parece que em vez de eterna, era de vidro e se quebrou.

O fiapo de dúvida

"O que mais nos transtorna no caso Isabella é ainda o fiapo de dúvida que resta. Será que o pai pode ser inocente? Quis acreditar quando afirmou que não matou a filha. Não posso admitir que um pai atire a filha pela janela."

João Emanuel Carneiro, autor da próxima novela das oito da Globo, "A Favorita", em entrevista à Laura Mattos, na Ilustrada da Folha deste sábado.

Céu cinza para Marta

Em Natal, o PT comemora a proeza de reunir o PSB e o PMDB em torno da candidatura da deputada Fátima Bezerra. Mas em São Paulo, as coisas não estão dando muito certo para o pertido do presidente Lula. A candidatura da ex-prefeita e ministra do Turismo, Marta Suplicy, vem sofrendo sucessivos golpes. Primeiro perdeu o PMDB, que fechou com o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Agora, periga ficar sem o PR, que se reúne segunda-feira com o prefeito para apresentar uma "pauta de reivindicações" e, provavelmente, aderir à sua reeleição. Resta o PSB, o PC do B e o PDT. Mas esses três partidos, que integram o chamado "bloquinho", dificilmente vão com Marta.

O dia é de Fátima

Hermano Morais chorou, mas não teve outra saída e desistiu de ser candidato. No Hotel Parque da Costeira, Wilma, Garibaldi e Carlos Eduardo lançaram oficialmente Fátima Bezerra à prefeita de Natal. Segundo o portal Nominuto.com, Fátima estava visilvelmente emocionada e recebeu cumprimentos "efusivos" de Wilma, Garibaldi e Carlos Eduardo. A governadora e o prefeito declararam que "a aliança é pela coletividade". O difícil agora vai ser cuidar dos feridos que ficaram pelo caminho.

Micarla contra todos

Micarla de Sousa pode estar ganhando um presente neste sábado. A união dos principais líderes políticos de Natal e do RN em torno da candidatura de Fátima Bezerra pode dar à borboleta o discurso que ela precisa para se apresentar como a candidata da renovação para Natal. Todos os velhos políticos e seus velhos discursos estão de um lado, com Fátima. Micarla, do outro lado, encarna a mística da heroína solitária, disposta a enfrentar os poderosos para defender a sua causa. Vai para a batalha como uma Joana Darc, mas não está disposta a ser queimada na fogueira. Micarla tem carisma e vai capitalizar isso a seu favor. Certamente, vai dizer ao povo que a união dos poderosos em favor de Fátima é, por tabela, a união de setores conservadores contra o projeto de desenvolvimento sustentável para Natal defendido por ela. A população está preocupada com a questão ambiental e Micarla vai mostrar que ela é quem mais se identifica com essa bandeira.

O dia promete

Este sábado, ao que parece, vai ser de muitas emoções políticas em Natal. Rogério Marinho, depois de fazer muita birra, retirou sua pré-candidatura. Hermano Morais fará o mesmo. Wilma, Iberê e Carlos Eduardo estão reunidos com os vereadores, deputados e outros membros do diretório municipal do PSB. De lá, sairão todos para o Hotel Parque da Costeira, onde a deputada Fátima Bezerra (PT) será anunciada como candidata à prefeita de Natal. Hermano também conversa com o diretório do PMDB. Ele disse que não vai à festa de Fátima. As especulações se voltam agora para o nome do vice de Fátima. Damião Pita disse que não pretende ser vice e quer ser vereador. Cláudio Porpino não descarta a possibilidade. Já imaginou uma chapa Fátima e Porpino? É certeza de uma campanha, no mínimo, colorida. É a chapa da diversidade.

Enquanto isso, vislumbra-se outro flanco de batalha. A formação da chapa proporcional. Júlio Protásio disse que só sobe no palanque de Fátima se houver um acordo para a chapa proporcional entre PT, PSB e PMDB. Bem fez Micarla de Sousa se livrando dele. Melhor para Fátima se ele não subir mesmo em seu palanque.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Tarde de autógrafos com Roberta Sá

Da TN Online:

Com show previsto em Natal para a próxima semana, a cantora Roberta Sá antecipou sua vinda à capital potiguar para encontrar os fãs, autografar discos e conversar com a imprensa sobre seu novo disco "Que belo estranho dia para se ter alegria", além de novos projetos.

A cantora recebe fãs e imprensa na segunda-feira (04), às 15h, no Hotel Vila do Mar. Já o show, acontece na quarta-feira (07), no Teatro Alberto Maranhão em duas sessões: às 19 horas e 21 horas. A produção é da Agenda propaganda.

Leia mais aqui.

Duplo sentido

Leia esta nota do blog de Thaisa Galvão:

"E neste momento, 22h40, a governadora Wilma de Faria conversa com o vice-governador Iberê Ferreira de Souza e o deputado Cláudio Porpino. Na pauta, a posição de Rogério."

A posição de Rogério?! Pegou mal...

Assassinaram a última flor do lácio

Muro numa rua do bairro de Santa Catarina, Zona Norte de Natal. A foto foi tirada por um ex-aluno meu dos tempos de Senac, Miquéias. Parece que alguém não entendeu a mensagem. Olavo Bilac deve estar se contorcendo no túmulo. Seria cômico, se não fosse trágico.

Micarla vs. Fátima

Ainda falta acalmar alguns ânimos mais exaltados, abortar algumas ameaças de dissidências, mas PT, PSB e PMDB vão marchar juntos e apoiar a candidatura da deputada petista Fátima Bezerra à prefeita de Natal. Garibaldi disse que o apoio à Fátima é "irreversível". Wilma já avisou a Rogério Marinho que agora é Fátima. Portanto, o duelo de outubro próximo está definido: Micarla vs. Fátima. Micarla tem a seu favor a liderança isolada em todas as pesquisas até então divulgadas. Fátima, por sua vez, vai contar com o apoio nada desprezível de Wilma, Garibaldi e Carlos Eduardo. Micarla, até agora, tem o apoio apenas de José Agripino, mas espera poder contar ainda com João Maia e Robinson Faria. Fátima tem contra si uma elevada taxa de rejeição. Mas aliados acreditam que isso não será obstáculo, porque com com Wilma, Garibaldi e Carlos Eduardo ao seu lado, a rejeição da petista tende a se dissolver durante a campanha.

A dúvida é saber se a governadora vai realmente se empenhar na campanha de Fátima. Apoiar ela disse que apóia, mas daí a se empenhar, são outros quinhentos. No mundo da fofolítica, fala-se que Fátima já começou a pensar na equipe de governo. Thaisa Galvão disse que está "assustada", com medo de uma possível prefeitura do PT. A eleição nem aconteceu, Fátima nem foi eleita (se é que vai ser...), mas Thaisa já disse que o PT vai "lotear o município". Fala sério!

Eu acredito que com a polarização entre Micarla e Fátima a eleição vai ficar mais interessante. As duas têm perfis completamente diferentes e trajetórias políticas idem. O confronto promete. Micarla vai se apresentar como a candidata da mudança, com o discurso ambiental e a proposta de um novo modelo de desenvolvimento para a cidade. Fátima é parlamentar experiente e vai se apresentar como a pessoa mais apta a dar continuidade à administração de Carlos Eduardo. Vai usar também a sintonia com o presidente Lula como trunfo.

Agora, é fazer as apostas e esperar.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Roberto Civita, dono da Editora Abril, que publica a revista "Veja", quer imprensa acima da lei

Na terça-feira passada (dia 29), na 3ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília, o presidente da Editora Abril, Roberto Civita, defendeu que a imprensa deve estar acima da lei.

O Globo de ontem (quarta-feira, dia 30), publicou matéria sobre o assunto, repercutindo o pensamento do senhor Civita. O trecho a seguir foi reproduzido no Blog do Mello:


O presidente da Editora Abril, Roberto Civita, afirmou que nenhuma lei deve restringir a atividade dos meios de comunicação.

Ele disse que a auto-regulação e a livre concorrência são as melhores formas de evitar eventuais abusos ou distorções na circulação das notícias.

- Na imprensa, quanto menos legislação, melhor. Todas as vezes em que se tenta legislar ou enquadrar atividades que deveriam ser livres, a democracia corre riscos - alertou.

O Mello também comentou as declarações do senhor Civita:

Quer dizer, então, senhor Civita, que se deve liberar geral, pois a livre concorrência entre vocês (Abril, Estadão, Folha, Organizações Globo) e a auto-regulação também exercida por vocês (Abril, Estadão, Folha, Organizações Globo) seriam suficientes para garantir a liberdade e a democracia no Brasil?

Mas, como assim, liberdade, se as Organizações Globo detêm 70% dos investimentos em publicidade e propaganda, e são praticamente monopolistas no Rio de Janeiro, por exemplo, com a concentração de rádios, TV, jornais e internet? Como assim, liberdade, se a Abril detém hoje o monopólio da distribuição de revistas em bancas, com uma concentração de absurdos 100%?

A liberdade de imprensa deve ser total, assim como a liberdade de expressão de todo cidadão brasileiro. Sem censura prévia. Mas dentro dos limites estabelecidos em lei. Portanto, todos devem responder pelo que afirmam, informam, fazem.

É claro que não tem cabimento uma imprensa acima da lei, sem nenhuma regulação. É isso o que querem os especialistas em "assassinato de reputações", como a Veja. O jornalista, como qualquer outra pessoa, é um cidadão. Portanto, o limite do jornalista é o mesmo do cidadão: a lei.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Brasil agora é "investment grade"

A agência de avaliação de risco Standard and Poor's anunciou nesta quarta-feira (dia 30) que o Brasil agora é um país de investimento seguro ("investiment grade"). Isso significa que somos uma nação confiável, porque o risco de inadimplência do país é baixo. O governo e as empresas nacionais podem obter empréstimos no exterior com melhores condições de juros e pagamento.

Com essa nova nota da agência de avaliação de risco, o país terá mais condições de atrair grandes investidores institucionais de países desenvolvidos que, antes, temiam investir aqui. É bom frisar qe estamos falando de investimento a médio e longo prazo, não de capital especulativo.

A notícia teve impacto imediato na na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou o dia em alta de alta de 6,33%, com 67.868 pontos - recorde histórico.

Para que o Brasil fosse considerado um país seguro, foram avaliados vários indicadores econômicos e sociais, como o índice das reservas internacionais, a solidez da economia, a estabilidade política, a liberdade de imprensa e a distribuição de renda entre a população.

A tradução disso é que o país vai bem em todas essas áreas. Em Maceió (AL), quando participava do VII Fórum dos Governadores do Nordeste, o presidente Lula comentou a notícia:

"Nós acabamos de ter a notícia de que o Brasil passou a ser 'investment grade'. Não sei nem falar direito a palavra, mas se formos traduzir para uma linguagem que todos os brasileiros entendam poderia dizer que o Brasil foi declarado um país sério, que tem políticas sérias, que cuida das suas finanças com seriedade e que por isso passamos a ser merecedores de uma confiança internacional que há muito tempo necessitava".

A notícia, sem dúvida nenhuma, é boa para o país e para os brasileiros. Mas a oposição 'tucano-demista' e a mídia conservadora devem estar desorientados. Eles sempre apostaram que o Brasil viveria o apocalipse sob o governo Lula. E agora, será que a Miriam Leitão vai perder o emprego?


Com informações dos portais Uol e G1.

Agora é Fátima

Ainda não saiu nenhum anúncio oficial, mas segundo Thaisa Galvão, a deputada Fátima Bezerra vai mesmo ser a candidata à prefeita de Natal da tríplice aliança entre PT, PSB e PMDB. O vice vai ser indicado pelo PSB. Não chega a ser nenhuma novidade. Na quarta-feira passada (dia 23 de abril), este blog já falava que Fátima Bezerra poderia ser a candidata de consenso da base do presidente Lula em Natal. No sábado (dia 26), demos a seguinte nota:

"Teimosia

O prefeito Carlos Eduardo declarou que apóia a candidatura do PT, a governadora Wilma de Faria afirmou que endossa o apoio dele e o senador Garibaldi Alves Filho disse que está "confiante" na união da "base de apoio do presidente Lula" em Natal. Gari ainda cantou o nome da cabeça de chapa: ‘‘Fátima é um bom nome’’. Mas tem gente na imprensa que insiste em dizer que a aliança não vai vingar. Ô, povinho teimoso!!!"

Depois, o blog preferiu dar uma pausa no assunto e esperar as coisas se definirem. Hoje, surge essa notícia de que a candidata agora é Fátima - pra usar o slogan que a deputada usou em 2004. O curioso é que a própria Thaisa Galvão dizia todo santo dia em seu blog que duvidava que a aliança PT-PSB-PMDB sairia mesmo. Enquanto isso, os vereadores do PSB ameaçaram se rebelar contra a governadora e disseram que vão colocar a candidatura do deputado Rogério Marinho em votação na convenção partidária. Eles fizeram até uma carta aberta pra pressionar Wilma. Pura perda de tempo.

Ronaldo sabia

A pesquisadora Carol Barreto disse à "Terra Magazzine" que quem se envolve com travesti sabe perfeitamente diferenciá-lo de uma mulher.

"O cliente, seja ele famoso ou não, que se envolve com um travesti sabe diferenciá-lo de uma mulher. É visível a ambigüidade do gênero. Não seria fácil (um travesti) se passar por mulher. E quem freqüenta pontos de prostituição e contrata os serviços sabe onde procurar por uns e outros porque não ficam no mesmo lugar."

Ela disse ainda que "muitos homens, por problemas com a própria sexualidade, adotam posturas preconceituosas com os parceiros que eventualmente procuram. Sem se aproximar emocionalmente dos travestis, clientes se aproveitam da "imagem desfocada do grupo" para encriminá-los."

Ela se referia ao episódio envolvendo o jogador Ronaldo, que saiu com três travestis domingo à noite, no Rio de Janeiro, mas negou que soubesse que eram travestis e se disse vítima de tentativa de extorsão de um dos seus acompanhantes. O travesti André Luís Ribeiro Albertino (Andréia Albertini), por sua vez, acusou o 'fenômeno' de não pagar o programa realizado num motel, na madrugada de domingo para segunda.

Casos como esse de Ronaldo, que não quis pagar o programa, "não são raros", afirma a pesquisadora. "Aí eles chamam a polícia e dizem que ela foi quem o roubou. (...) "É uma maneira fácil de justificar a opção sexual".

É vero.

Alckmin busca inspiração na Colômbia

No ano passado, a deputada e pré-candidata à prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), esteve em Bogotá (Colômbia) para saber como a cidade conseguiu reduzir drasticamente os índices de violência urbana. Agora é o ex-governador e pré-candidato a prefeito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), quem vai à Bogotá. Além do programa de segurança, o tucano quer conhecer também as soluções implantadas pela capital colombiana para resolver o caos do trânsito. Alckmin, como se sabe, governou o estado de São Paulo por seis anos. O PSDB administra o estado há 16 anos. O PCC (Primeiro Comando da Capital) nasceu sob o governo do falecido Mário Covas. Em 16 anos, eles ainda não sabem o que fazer com a violência nem com o trânsito.

Protesto

Os alunos da Escola Estadual Winston Churchill fizeram um protesto e bloquearam hoje pela manhã uma faixa da Avenida Rio Branco. A direção da escola proibiu a entrada e a saída de qualquer pessoa do prédio, até que se descobrisse quem tinha colocado uma bomba no banheiro que explodiu uma privada. Êta, juventude transviada!!!

A piada da vez

E o 'fenômeno', hein? Rapaz, o cara pegou três travecos, passou 4h no motel e vem com essa lorota de que não sabia que estava levando gato por lebre. Faça-me o favor, né! Pra acreditar nessa desculpa esfarrapada de Ronaldo, só a turma que crê em duendes, gnomos, fadas, papai noel and company. Ronaldo quis se valer daquele ditado que apregoa que "à noite, todos os gatos são pardos". Esqueceu que "gata em teto de zinco quente" faz barulho. O cara virou a piada da vez.

O Tutty Vasques não perdoou e tirou o maior sarro com o episódio:

"Sabe qual o carro que Ronaldo estava dirigindo quando pegou o travesti:
Ford Fusion.
Maior bandeira, né não
?"

"Corre na torcida do Flamengo o boato de que Ronaldo saiu do Maracanã no domingo tão empolgado com a vitória sobre o Botafogo que apelidou os travestis de Raça, Amor e Paixão."

terça-feira, 29 de abril de 2008

Diogo Mainardi é racista

Mais um esclarecedor artigo que deve ser lido é o de Ismar C. de Souza, no site da revista Caros Amigos, sobre o discurso neo-racista de Diogo Mainardi, colunista da Veja.

Leia um aperitivo:

Com ataques cuidadosamente dosados contra a política de cotas universitárias implantadas no Brasil – que está sob julgamento no Supremo Tribunal Federal –, e, na verdade, querendo atingir todas as lutas do negro brasileiro, o colunista da revista Veja, Diogo Mainardi, encampou de vez o discurso neo-racista brasileiro. “É uma chance para acabar de vez com o quilombolismo retardatário que se entrincheirou no matagal ideológico das universidades brasileiras", afirma ele em "O quilombo do mundo" (edição 2057, 23/04/2008).

Mainardi se soma a outros jornalistas da Veja (impressa e on line) e a demais pessoas que recebem espaço na revista de maior circulação nacional para mover um combate sem tréguas à aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, à política de cotas universitárias, à figura de Zumbi dos Palmares, ao Dia da Consciência Negra e, enfim, à causa da reparação das injustiças cometidas contra a comunidade negra ao longo da História brasileira.

Entremeando afirmações tendenciosas e citações do livro “Não Somos Racistas” (acredite quem quiser...) do guru do combate ao movimento negro brasileiro, o diretor de Jornalismo da Rede Globo Ali Kamel, Mainardi se mostra ainda mais parcial quando tenta apoiar sua tortuosa racionália numa frase do senador de ascendência africana Barak Obama:

– Se olharem minhas filhas, Malia e Sasha, e disserem que elas estão numa situação bastante confortável, então (raça) não deveria ser um fator. Por outro lado, se houver um jovem branco que trabalhe, que se esforce, e que tenha superado grandes dificuldades, isso é algo que deveria ser levado em consideração.

Tratou-se de um comentário superficial e meio confuso, proferido durante um debate eleitoral. A conclusão de que Obama “quebrou um tabu e defendeu abertamente o fim das cotas raciais” é uma óbvia forçação de barra. Mainardi subestima a inteligência dos seus leitores.
Agora vejamos o que a Veja, preconceituosamente, em sua página de internet, via outro jornalista da turma do Mainardi (Reinaldo Azevedo, postado em www.veja.com.br/reinaldo, no dia 07/01/2008, 15h51), opinou sobre o mesmo senador e candidato a candidato do Partido Democrata:


– Que diabo se passa com o Partido Democrata americano, que tem como favoritos uma mulher e um negro com sobrenome islâmico e nenhum homem branco para enfrentá-los? (...) Para bom entendedor: tomo o par “homem branco” como apelo simbólico à tradição e à conservação de um modelo que, inegavelmente, deu certo e fez a maior, mais importante e mais rica democracia do mundo, que venceu, por exemplo, o embate civilizatório com o comunismo.

Como esse preconceito mal dissimulado ofende a qualquer ser humano digno desse nome, só restou à tropa de elite da Veja buscar o apoio da trupe dos conservadores raivosos, dos reacionários empedernidos e de alguns parlamentares influenciáveis que estão tentando barrar a implantação do Estatuto da Igualdade Racial.

Para ler na íntegra, clique aqui.

Informação vs. Publicidade

Vocês não podem deixar de ler o excelente artigo de Venício Lima, no Observatório da Imprensa, sobre a questão da propaganda de bebidas alcóolicas.

Leia um trecho abaixo:

PROPAGANDA DE BEBIDAS

Cervejas, publicidade e direito à informação


Na mesma semana em que o Congresso Nacional, atendendo à pressão do lobby de fabricantes de bebidas e de radiodifusores, modificou a MP 415, que proibia a venda de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes à beira de estradas federais, permitindo a venda no perímetro urbano e mantendo a proibição na zona rural (23/4), os grandes jornais publicaram um inusitado anúncio de meia página assinado pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), com o seguinte título e subtítulo:


"Querem proibir a publicidade de cervejas no Brasil.

"É o mesmo que proibirem a fabricação de abridores de garrafas no Brasil."
O texto prossegue:


"Nem a propaganda nem o abridor são a motivação para irresponsáveis dirigirem embriagados.

"A propaganda ou o abridor não são os culpados pela venda criminosa de bebidas alcoólicas a menores.

"Abridores e a propaganda não são incentivadores dos covardes que praticam a violência doméstica.

"Essas são questões que só a educação, a democratização da informação e o rigor no cumprimento das leis podem resolver.

"Por isso proibir a publicidade de cervejas não vai mudar em nada esse quadro.

"A não ser tirar de você o direito de gostar ou não desta ou daquela publicidade.

"De se informar e de formar a sua opinião.

"Um direito tão sagrado quanto o que v. tem de comprar ou não um abridor de garrafas.
"E decidir o que fazer com ele."


Restrições legais

Pelo anúncio ficamos sabendo que a publicidade e o abridor de garrafas produzem o mesmo efeito no comportamento de consumo dos cidadãos, isto é, nenhum. Que a publicidade não tem absolutamente nada a ver com os acidentes provocados por aqueles que dirigem embriagados; ou pelo consumo de bebidas alcoólicas por menores ou ainda com aqueles que, embriagados, cometem violência doméstica. E mais: que a publicidade oferece apenas informação, pura e simples, ao cidadão – aliás, um direito sagrado dele (publicidade e jornalismo seriam a mesma coisa?).

O que o anúncio não informa é quem quer proibir a publicidade de cervejas, nem como e nem por quê.

Leia mais aqui.

Daslu sonegou R$ 1 bilhão

A Daslu é a loja dos ricos e famosos de São Paulo. Tem até lancha pra vender lá. José Agripino é cliente da Daslu. A filha do Geraldo Alckmin trabalha ou trabalhou lá. Em 2005, a empresária (?!) Eliana Tranchesi, dona da loja, foi presa pela Polícia Federal sob a acusação de sonegação fiscal. Somente agora, o Ministério Público Federal está concluindo o inquérito do escândalo da Daslu. Renato Rovai informa em seu blog que a sonegação chegou a estratosféricos R$ 1 bilhão. Assim é fácil ficar rico, né. Mamãe eu quero, mamãe eu quero...

O poder da Globo

Risco para a democracia no Brasil



No Blog do Mello, o jornalista mostra como a hegemonia da Globo representa um risco para a jovem democracia brasileira. Mello comenta que a emissora, movida por interesses comerciais e para não ter que adequar sua programação nesses estados aos fusos do restante do país, conseguiu até influenciar o governo federal a mudar o fuso horário do Acre, Pará e vários municípios do Amazonas.

Mello defendeu a necessidade de criar algum tipo de regulação para o jornalismo: "As Organizações Globo têm um peso descomunal no Brasil. Esse peso descomunal deve ser discutido no Congresso. É necessário que se criem mecanismos regulatórios para garantir a liberdade de expressão. E a liberdade só pode existir se for plural, se não houver uma instância - como as Organizações Globo - com o poder de influenciar mais de 70% da população. Mecanismos que proibissem – como acontece em outros países, inclusive os EUA - a concentração de veículos de comunicação nas mãos de um só grupo, numa mesma cidade ou estado."

Leia mais aqui.

Samba da blogueira doida

A vovó socialista, como diz Ailton Medeiros, não tá muito boa das idéias. Em seu blog, ela diz uma coisa num post e, na postagem seguinte, se contradiz redondamente. Na ausência de fatos, cria e repercute as versões que sua mente criativa acha mais conveniente. Vamos fazer um estudo de caso: a governadora Wilma de Faria e a deputada Fátima Bezerra tiveram uma conversa hoje de manhã em Brasília. A vovó socialista, primeiro, disse que Fátima não saiu satisfeita da conversa. Mais acima, ela disse que a conversa entre a governadora e a deputada havia sido "boa, franca e sincera". E aí, em qual das vovós socialistas devemos acreditar? Em nenhuma?! Que maldade!!!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Políticos fogem de campanha contra corrupção

O Ministério Público do RN lançou hoje à tarde a campanha "O que você tem a ver com a corrupção?", no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça. Quantos políticos estavam lá? Dois apenas. A deputada Micarla de Sousa e o deputado Antônio Jácome. Os outros tinham coisa mais importante pra fazer. Mas Marina Elali e Ricardo Chaves estavam lá. Chama o síndico!!!


A dupla dinâmica: quanto mais eles batem, mais a popularidade do presidente sobe.



Alex Medeiros, sem nenhuma idéia pra explicar a popularidade do presidente.


Thaísa Galvão, depois que soube que a popularidade do presidente subiu.

CNT/Sensus: Lula tem melhor avaliação desde 2003

Mais uma pesquisa confirma a elevação da aprovação do brasileiro ao governo Lula. Desta vez foi a CNT/Sensus, divulgada hoje, que mostrou aumento nos índices de popularidade do governo e do presidente.

Em abril, a avaliação positiva do governo chegou a 57,5% - era de 52,7% em fevereiro. A avaliação negativa foi de 11,3% e a regular foi de 29,6%.

A avaliação pessoal do presidente Lula atingiu 69,3%, ante 66,8% de fevereiro. Os que desaprovaram o presidente são somente 26,1%.

A pesquisa foi realizada entre 21 e 25 de abril em 136 municípios de 24 Estados e ouviu 2.000 pessoas.

Observação 1: De acordo com os dados da pesquisa, dá pra mensurar agora exatamente o tamanho da parcela da população representada pelos senadores José Agripino (DEM) e Arthur Virgílio (PSDB): 11,3%. É a essa pequena minoria que José Agripino se refere quando diz interpretar "o sentimento do povo brasileiro" e para a qual Arthur Virgílio se exibe.

Observação 2: Amanhã, o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), vai tentar se contorcer para provar, em seu Ex-Blog, que essa pesquisa é fajuta e que o governo e Lula não são populares.

Tudo se copia II

Manchete do blog na quarta-feira da semana passada (dia 23), quando aquele temporal de quatro horas transformou a rotina da cidade:

"O dia em que o céu caiu sobre Natal".

Manchete do jornal Na Semana, publicação impressa do portal Nominuto.com, na edição de sábado (dia 26):

"O dia em que o céu caiu sobre Natal".

Na mesma quarta-feira, o blog disse que o nome da deputada Fátima Bezerra (PT) ressurgiu das cinzas e que ela poderia se tornar a candidata à prefeita de Natal pelo triunvirato PT-PSB-PMDB.

Na edição do mesmo sábado, o Na Semana escreveu:

"Fátima Bezerra ressurge das cinzas".

Lavoisier explica, né.

A mídia e a montanha dos abutres

Por Márcio Alemão, na Terra Magazine:

Imagino as comemorações na mídia no dia em que a terra paulistana tremeu.

- Isabella e, na seqüência, um terremotozinho.- Nunca tivemos um primeiro semestre tão bom.

- Em tempo: ainda tem gente morrendo por conta da dengue lá no Rio?

- Acredito que sim, mas não tem assunto mais aborrecido no momento.

- Não cuspa no prato que comeu, meu caro. A qualquer momento o mosquitinho pode voltar a nos ajudar.

Recomendo vivamente, para esses nossos dias, o filme escrito e dirigido pelo mestre Billy Wilder, de 1951, por aqui traduzido como A Montanha dos Sete Abutres. No filme, Kirk Douglas é um reporter encrenqueiro que sai de vários jornais e acaba encontrando emprego em um pequeno jornal em uma pequena cidade. Resumão: a caminho de uma matéria besta, inútil, desnecessária, como aquelas que falam sobre a vida amarosa de Adriane Galisteu, a sorte grande vem ao seu encontro. Uma mina desaba e um sobrevivente luta para se manter vivo enquanto homens trabalham para retirá-lo de lá.

Kirk consegue entrar na mina e conversar com o homem. Kirk, ao longo dos dias, vai explorando, sugando aquele fato, aquela tragédia. Em outras palavras, vê na desgraça do mineiro a grande chance para sair­ ele, o repórter, não o mineiro,­ daquela pequena cidade e voltar a assumir um bom cargo em um bom jornal, em uma boa cidade. Nas boas locadoras, esse filme é facilmente encontrado.

De volta ao terremoto, Nascimento, no SBT, cortava um doze para conseguir, ao vivo, depoimentos de "vítimas". Na falta delas, contentava-se com telefonemas sensacionais nos quais ouvíamos algumas pessoas afirmarem que "sim, eu senti que alguma coisa tremeu mas passou logo". Ele insistia. Queria muito que alguém tivesse, ao menos, esfolado o joelho na quina de uma mesa. Nenhuma ocorrência desse tipo apareceu até o momento que acompanhei a cobertura.
Obviamente tivemos o parecer de especialistas, sismologistas. Também esses não queriam colaborar. Nenhum deles saiu gritando: "corram, protejam-se! São Paulo acaba de se transformar num importante pólo gerador de tremores. Talvez o mais importante da América Latina".


No rádio ouvi um repórter concluir -­ coisa que não deveria fazer­ - que existe a possibilidade de vir a ocorrer outros tremores no estado. Ele perguntou ao especialista sobre a possibilidade e o especialista disse que não via grande chance. Mas ele foi insistindo. Em certo momento, ainda que a chance fosse de 1 para um milhão, deu-se por satisfeito e nos alertou.

E de passagem por um aparelho de TV, outro repórter pergunta a um bombeiro: "No caso de mais um tremor, o que a a pessoa deve fazer para se proteger?". O bombeiro, com toda sua vasta experiência em tremores, enrolou aqui, ali e eu decidi que não daria mais 2 segundos de audiência para aquele programa.

domingo, 27 de abril de 2008

No Espírito Santo, fiéis se isolam esperando o fim dos tempos

A Folha deste domingo, no caderno Cotidiano, traz uma reportagem sobre uma seita fundada em 1985, que está construindo um condomínio para seguidores dispostos a abandonar tudo para viver no meio do nada, esperando o fim dos tempos. A seita se chama Tabernáculo da Vitória e o condomínio está sendo erguido em Ecoporanga (328 km de Vitória), no estado, vejam só, do Espírito Santo.

O jornal conta que para morar no condomínio é preciso "vender bens, deixar parentes, construir a própria casa e, sobretudo, acreditar que o fim dos tempos está próximo." Ainda segundo o jornal, 160 famílias, vindas de cidades capixabas e mineiras, estão esperando para viver no condomínio.

Fico impressionado com a ingenuidade de certos "fiéis" que, abdicando da racionalidade, se deixam enganar por qualquer profeta maluco.

A questão indígena

RAPOSA SERRA DO SOL: UMA ELITE SEM ARGUMENTOS

Por Francisco Loebens, no Fazendo Média:

A utilização de bombas de fabricação caseira, a queima de pontes, atentados e ameaças a lideranças e comunidades indígenas pelos fazendeiros para se manterem ilegalmente na Raposa Serra do Sol, numa clara afronta ao estado democrático de direito, curiosamente não mereceu a condenação de muitos comentaristas e articulistas da grande imprensa. Pelo contrário, passaram a justificar esses atos de insubordinação, repetindo à exaustão os argumentos, completamente vazios e eivados de preconceito, de uma pequena elite de privilegiados contra a demarcação dessa terra indígena.

De forma tendenciosa e através da insistência, tentaram conseguir a adesão da opinião pública para a causa mesquinha daqueles que a custa da exploração, da intimidação e da violência querem continuar se locupletando e exercendo a dominação econômica e política em Roraima.

Um desses argumentos é de que a demarcação de terras indígenas nas regiões de fronteira significaria um risco à soberania, porque os índios, aliando-se a interesses externos, poderiam dar um golpe no país, declarando a independência sobre esses territórios. Quem repete esse argumento, se não estiver usando de má fé, certamente está mal informado, porque essa hipótese não passa pelo imaginário de nenhum povo indígena, mesmo daqueles mais abandonados, onde a presença do estado é tímida ou inexistente. Também os generais sabem disso.

Trata-se por isso de uma estratégia ardilosa de condenação dos índios, para confiscar-lhes suas terras. Não difere muito da forma utilizada durante o período colonial, quando, para justificar a chamada “guerra justa”, se acusava os índios de praticarem delitos, toda vez que existia o interesse de avançar sobre suas terras e de buscar mão-de-obra escrava.

Leia mais aqui.

O 'fruto proibido' também dá prazer

A maçã, reza a crendice popular, é o "fruto proibido" que o homem e a mulher experimentaram no paraíso e, por isso, foram expulsos de lá. A maçã também é o "pomo da discórdia" da lenda grega, deixado por vingança pela deusa Éris no Olimpo. No conto infantil, a bruxa usou uma maçã para envenenar a Branca de Neve.

As lenda e os mitos são conhecidos. Mas você sabia também que comer maçã dá prazer? Pois é verdade. A fruta contém um neurotransmissor chamado feniletilamina, que libera as mesmas substâncias que o corpo produz durante o ato sexual.

Quem conta isso é Lectícia Cavalcanti, na Terra Magazine. Clique aqui e saiba mais.

Galvão: faz parte do show

Puta que pariu. Galvão Bueno não toma jeito mesmo. Na transmissão do GP da Espanha, quando Nelsinho Piquet fez várias barbeiragens e, por fim, abandonou a corrida, Galvão disse que ele não tinha errado, só que "tinha vontade demais de vencer". Mais tarde, quando o carro do finlandês Heikki Kovalainen bateu de frente e em alta velocidade no muro de pneus, Galvão reclamou que não mostravam o 'drama' do piloto sob os pneus. O que interessa à Globo e ao Galvão é exatamente isso: drama, sensacionalismo, imagens fortes. Em nome da audiência. É que era preciso concorrer com a Record, que no mesmo horário fazia seu showzinho transmitindo, ao vivo, a reconstituição do assassinato da pequena Isabella Nardoni.