E por falar em "Fantástico", o programa tem enfrentado problemas com a audiência.
Pra tentar recuperar o terreno perdido, o programa que um dia já foi chamado de "o show da vida" tem investido em atrações mais popularescas.
O "Câmera Fantástico" é uma dessas atrações. É uma bobagem sem tamanho.
No programa de hoje, o quadro mostrou um cara jogando uma torta na cara de uma modelo, que, em seguida, retribuiu jogando um balde de tinta verde nele. Tudo em câmera lenta e com uns efeitos sonoros esquisitos.
No final, a apresentadora perguntou: "Não é fantástico?".
Precisa responder?!
Num outro quadro, a dupla de apresentadores anuncia que o programa entregou uma câmera a Joelma e Chimbinha, para que eles registrassem o making off de um show da banda Calypso.
"Vocês agora vão ver as imagens exclusivas que eles registraram", anunciou a moça sorridente.
E eu fiquei achando que ela tava rindo era da minha cara. E da cara de todos os outros trouxas que estavam em frente à televisão nesse momento.
domingo, 9 de março de 2008
Mais pecados
Vi no "Fantástico" que o papa Bento XVI aumentou a lista de pecados mortais do homem.
Poluir o meio-ambiente, usar drogas, favorecer a pobreza ou riqueza agora também é pecado.
A pedofilia ficou de fora da lista.
Poluir o meio-ambiente, usar drogas, favorecer a pobreza ou riqueza agora também é pecado.
A pedofilia ficou de fora da lista.
Quem será?
Na Carta Capital desta semana, Mino Carta comenta o "Dossiê Veja", que Luis Nassif vem publicando em seu blog sobre a revista da Editoral Abril.
Mino Carta, que foi um dos fundadores da Veja, define assim a revista de maior circulação do país:
"No canto oposto, está uma publicação que se esmera em comportamentos reacionários de extrema agressividade, mascarada de denúncia das mazelas do mundo, a transitar, de fato, entre o provincianismo do falso intelectual e o furor do recalcado."
Algum palpite sobre quem é o falso intelectual e o recalcado?
Mino Carta, que foi um dos fundadores da Veja, define assim a revista de maior circulação do país:
"No canto oposto, está uma publicação que se esmera em comportamentos reacionários de extrema agressividade, mascarada de denúncia das mazelas do mundo, a transitar, de fato, entre o provincianismo do falso intelectual e o furor do recalcado."
Algum palpite sobre quem é o falso intelectual e o recalcado?
As voltas que a vida dá

Ontem à noite assisti "Volver", do diretor espanhol Pedro Almodóvar. O filme é estrelado pela belíssima Penélope Cruz, que vive Raimunda, uma mulher dedicada ao trabalho e à filha.
Raimunda tem que se desdobrar entre vários trabalhos para sustentar a filha e o marido desempregado. Mas não são só as dificuldades financeiras que a perturbam. Por trás daqueles olhos profundamente negros, há algo que ela esconde, algo do passado, que ela achava que estava devidamente esquecido, mas que um dia, por uma dessas voltas que a vida dá, resolve bater novamente à sua porta.
Para mim, o melhor de "Volver" é como o filme move-se pela tecitura frágil dos nossos sentimentos, que nos unem indefinidamente a quem não escolhemos, mas que as tornam (as pessoas a quem não escolhemos) de certo modo essenciais.
Na maioria das vezes, não passamos de um objeto deste jogo voluntarioso do destino, absolutamente vulneráveis que estamos às voltas que a vida dá e temerosos das perturbadoras lembranças que, à noite, quando nos refugiamos na solidão do sono, insistem em nos assombrar.
sábado, 8 de março de 2008
O blog é um sucesso
Não é rasgação de seda. O blog é sim um sucesso. O meu amigo e assessor para assuntos de HTML, Tales, instalou o novo sistema de contagem de acessos e outro de estatísticas que me permite fazer um acompanhamento detalhado da audiência do blog.
Graças a isso, sei quem está online no blog, quanto tempo passa, quais as notícias que a pessoa lê, como chegou ao blog (via google ou links em outros sites) e de que cidade, estado e país a pessoa está acessando.
Vendo o mapa hoje, fiquei sabendo que o blog foi visitado por gente de todo o país e até do exterior. Além do Rio Grande do Norte, passou por aqui gente da Paraíba, Ceará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janiero, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Paraná, entre outros.
De fora, teve vista de Santiago (Chile), Montreal (Canadá), Jacksonville (Flórida, Estados Unidos), Paris (França) e Lausanne (Suíça).
E sobre os números, estamos muito bem, obrigado. Na quinta-feira, quando o novo sistema foi instalado, tivemos 542 acessos únicos. Na sexta-feira, 534. Hoje, sábado, até agora somamos 38 acessos únicos - dia fraco, as pessoas dormem até mais tarde, vão à praia, ao cinema, procuram se desligar um pouco da realidade . Até aqui, a média é de 364 acessos por dia.
É Mole? É, mas como diz o Simão da Folha, agita pra ver o que acontece.
Atualizando:
Fechamos o sábado com 79 acessos.
Graças a isso, sei quem está online no blog, quanto tempo passa, quais as notícias que a pessoa lê, como chegou ao blog (via google ou links em outros sites) e de que cidade, estado e país a pessoa está acessando.
Vendo o mapa hoje, fiquei sabendo que o blog foi visitado por gente de todo o país e até do exterior. Além do Rio Grande do Norte, passou por aqui gente da Paraíba, Ceará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janiero, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Paraná, entre outros.
De fora, teve vista de Santiago (Chile), Montreal (Canadá), Jacksonville (Flórida, Estados Unidos), Paris (França) e Lausanne (Suíça).
E sobre os números, estamos muito bem, obrigado. Na quinta-feira, quando o novo sistema foi instalado, tivemos 542 acessos únicos. Na sexta-feira, 534. Hoje, sábado, até agora somamos 38 acessos únicos - dia fraco, as pessoas dormem até mais tarde, vão à praia, ao cinema, procuram se desligar um pouco da realidade . Até aqui, a média é de 364 acessos por dia.
É Mole? É, mas como diz o Simão da Folha, agita pra ver o que acontece.
Atualizando:
Fechamos o sábado com 79 acessos.
CPI vai investigar pedofilia
Do Blog do Noblat:
O Brasil é o campeão da América Latina em crimes virtuais contra os direitos humanos, como a pedofilia e a pornografia infantil. Segundo a SaferNet Brasil, ONG que acompanha as denúncias, cerca de 30 casos são registrados todos os dias em blogs, sites e perfis de Orkut – site de relacionamento da internet.
O autor e presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), está disposto a jogar duro nas investigações, que devem começar na próxima semana. Com a ajuda de delegados da Polícia Federal e de representantes do Ministério Público, ele promete ter pulso firme e fechar o cerco aos pedófilos que atuam na internet e fora dela.
- Será uma CPI corajosa. Vamos pegar todo mundo. Tenho muito material. Há muitas redes internacionais infiltradas no Brasil para a prática da pedofilia e do tráfico de pessoas-, comentou Malta, ao lembrar que, em 1999, presidiu a CPI do Narcotráfico, e mandou para a cadeia 348 pessoas, incluindo o traficante Fernandinho Beira-Mar.
Um dos principais objetivos da CPI será a tipificação do crime de abuso sexual contra crianças no Código Penal. Malta pretende sugerir que a pedofilia seja encarada como crime hediondo com pena de 30 anos.
- Não vou propor nada menor do que isso. Hoje ficam juntando um monte de coisa: aliciamento de crianças, atentado violento ao pudor, formação de quadrilha... Chega um bom advogado e consegue descaracterizar. O cara sempre fica livre-, ressaltou o senador.
A CPI da Pedofilia no Senado, criada na última terça-feira, aguarda apenas a lista completa dos sete titulares e dos sete suplentes para ser instalada. Entre os prováveis integrantes, estão senadores conhecidos pelo tom duro e polêmico de seus discursos e alguns com experiência na área criminal: Demóstenes Torres (DEM-GO) – que deverá ser o relator, Paulo Paim (PT-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) e Mário Couto (PSDB-PA).
O Brasil é o campeão da América Latina em crimes virtuais contra os direitos humanos, como a pedofilia e a pornografia infantil. Segundo a SaferNet Brasil, ONG que acompanha as denúncias, cerca de 30 casos são registrados todos os dias em blogs, sites e perfis de Orkut – site de relacionamento da internet.
O autor e presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), está disposto a jogar duro nas investigações, que devem começar na próxima semana. Com a ajuda de delegados da Polícia Federal e de representantes do Ministério Público, ele promete ter pulso firme e fechar o cerco aos pedófilos que atuam na internet e fora dela.
- Será uma CPI corajosa. Vamos pegar todo mundo. Tenho muito material. Há muitas redes internacionais infiltradas no Brasil para a prática da pedofilia e do tráfico de pessoas-, comentou Malta, ao lembrar que, em 1999, presidiu a CPI do Narcotráfico, e mandou para a cadeia 348 pessoas, incluindo o traficante Fernandinho Beira-Mar.
Um dos principais objetivos da CPI será a tipificação do crime de abuso sexual contra crianças no Código Penal. Malta pretende sugerir que a pedofilia seja encarada como crime hediondo com pena de 30 anos.
- Não vou propor nada menor do que isso. Hoje ficam juntando um monte de coisa: aliciamento de crianças, atentado violento ao pudor, formação de quadrilha... Chega um bom advogado e consegue descaracterizar. O cara sempre fica livre-, ressaltou o senador.
A CPI da Pedofilia no Senado, criada na última terça-feira, aguarda apenas a lista completa dos sete titulares e dos sete suplentes para ser instalada. Entre os prováveis integrantes, estão senadores conhecidos pelo tom duro e polêmico de seus discursos e alguns com experiência na área criminal: Demóstenes Torres (DEM-GO) – que deverá ser o relator, Paulo Paim (PT-RS), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) e Mário Couto (PSDB-PA).
Uribe, beligerante ou grande estrategista?
E por falar em Equador, Venezuela e Colômbia, a edição online de 'O Globo' traz uma matéria que repercute o acordo de paz firmado ontem entre os três países na reunião do "Grupo do Rio" de países latino-americanos, realizada em Santo Domingo (República Dominicana).
O Globo disse que Fabrice Delloyie, ex-marido de Ingrid Betancourt, refém das Farc, declarou que o acordo de paz assinado ontem pode ajudar os reféns em poder da guerrilha.
Ainda segundo O Globo, o governo francês dedicou o Dia Internacional da Mulher a Ingrid Betancourt.
Fabrice Delloyie disse que espera que a "reconciliação" de Santo Domingo "favoreça o retorno rápido de Ingrid, com a ajuda internacional".
Enquanto o marido de Ingrid, Juan Carlos Lecompte, chamou o presidente Álvaro Uribe da Colômbia de "beligerante", o ex-marido dela referiu-se ao presidente colombiano como "grande estrategista".
Fabrice pediu que Uribe "para ser um homem de paz, interessado na humanidade e que facilite a abertura do diálogo" como uma saída "humanitária" ao conflito entre a Colômbia e as Farc.
O Globo disse que Fabrice Delloyie, ex-marido de Ingrid Betancourt, refém das Farc, declarou que o acordo de paz assinado ontem pode ajudar os reféns em poder da guerrilha.
Ainda segundo O Globo, o governo francês dedicou o Dia Internacional da Mulher a Ingrid Betancourt.
Fabrice Delloyie disse que espera que a "reconciliação" de Santo Domingo "favoreça o retorno rápido de Ingrid, com a ajuda internacional".
Enquanto o marido de Ingrid, Juan Carlos Lecompte, chamou o presidente Álvaro Uribe da Colômbia de "beligerante", o ex-marido dela referiu-se ao presidente colombiano como "grande estrategista".
Fabrice pediu que Uribe "para ser um homem de paz, interessado na humanidade e que facilite a abertura do diálogo" como uma saída "humanitária" ao conflito entre a Colômbia e as Farc.
Contraponto no Terra Magazine
O "Terra Magazine", editado pelo jornalista Bob Fernandes, colocou um link em sua página para o nosso blog.
O link é para o post "Uribe, 'O Beligerante' ", no qual comento a confusão entre Colômbia, Equador e Venezuela, depois da invasão colombiana ao território equatoriano, e transcrevo a entrevista que Juan Carlos Lecompte, marido de Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Farc, deu ao Terra Magazine.
Este humilde blogueiro agradece ao Terra Magazine e faz votos de que o jornalismo sério praticado pelo site, que me serve de fonte muitas vezes, continue prosperando.
O link é para o post "Uribe, 'O Beligerante' ", no qual comento a confusão entre Colômbia, Equador e Venezuela, depois da invasão colombiana ao território equatoriano, e transcrevo a entrevista que Juan Carlos Lecompte, marido de Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Farc, deu ao Terra Magazine.
Este humilde blogueiro agradece ao Terra Magazine e faz votos de que o jornalismo sério praticado pelo site, que me serve de fonte muitas vezes, continue prosperando.
Pig, Ping, Pinga...
Foi Paulo Henrique Amorim que lançou a expressão PIG (Partido da Imprensa Golpista) para qualificar a mídia conservadora (Globo, Record, SBT, Folha de São Paulo, O Globo, Veja, Éposa, Isto É, entre outros) e o jornalismo 'tapioca' praticado por ela.
Eis que agora, Renato Rovai, editor da Revista Fórum, lança uma nova expressão, inspirada na primeira. É o PING (Partido da Imprensa Não-Golpista), que, segundo ele, "vem para fortalecer o movimento da democratização das comunicações e para organizar a luta dos que não aceitam o uníssono midiático comercial".
Rovai disse que o recém lançado PING já gerou outro 'filho'. A outra corrente chama-se PINGA (Partido da Imprensa Não-Golpista Autônoma).
E o PING já tem até carta compromisso. Leia os termos abaixo:
Nasce um novo partido de ação política, o PInG. Ele não terá direção e nem estrutura hierárquica e o militante que quiser a ele pertencer precisa assumir como compromisso, alguns dos pontos a seguir.
1 – Criar barricadas virtuais na internet, como sites, blogues e poadcasts, vídeos etc.
2 – Divulgar para sua lista de e-mails as matérias realizadas por esses veículos que sejam de interesse público e que se contraponham às informações intoxicadas oriundas da mídia comercial.
3 – Apoiar o movimento das rádios comunitárias livres.
4 – Apoiar a realização da Conferência Nacional de Comunicação, para que se discuta, por exemplo, um novo marco regulatório para o setor.
5 – Apoiar todas as iniciativas de comunicação independente. No caso dos produtos impressos, assinando-as e adquirindo-as em bancas.
6 – Apoiando no Ibest os blogueiros e sites que se assumam como independentes. Ou seja, os veículos Pingueiros.
7 – Convencendo amigos e familiares a interromper a assinatura de Veja e solicitando a aqueles que ainda a adquirem em bancas, que deixem de fazê-lo. Atuando para que os mesmo deixem de assistir a TV Globo ao menos na hora do JN.
Eis que agora, Renato Rovai, editor da Revista Fórum, lança uma nova expressão, inspirada na primeira. É o PING (Partido da Imprensa Não-Golpista), que, segundo ele, "vem para fortalecer o movimento da democratização das comunicações e para organizar a luta dos que não aceitam o uníssono midiático comercial".
Rovai disse que o recém lançado PING já gerou outro 'filho'. A outra corrente chama-se PINGA (Partido da Imprensa Não-Golpista Autônoma).
E o PING já tem até carta compromisso. Leia os termos abaixo:
Nasce um novo partido de ação política, o PInG. Ele não terá direção e nem estrutura hierárquica e o militante que quiser a ele pertencer precisa assumir como compromisso, alguns dos pontos a seguir.
1 – Criar barricadas virtuais na internet, como sites, blogues e poadcasts, vídeos etc.
2 – Divulgar para sua lista de e-mails as matérias realizadas por esses veículos que sejam de interesse público e que se contraponham às informações intoxicadas oriundas da mídia comercial.
3 – Apoiar o movimento das rádios comunitárias livres.
4 – Apoiar a realização da Conferência Nacional de Comunicação, para que se discuta, por exemplo, um novo marco regulatório para o setor.
5 – Apoiar todas as iniciativas de comunicação independente. No caso dos produtos impressos, assinando-as e adquirindo-as em bancas.
6 – Apoiando no Ibest os blogueiros e sites que se assumam como independentes. Ou seja, os veículos Pingueiros.
7 – Convencendo amigos e familiares a interromper a assinatura de Veja e solicitando a aqueles que ainda a adquirem em bancas, que deixem de fazê-lo. Atuando para que os mesmo deixem de assistir a TV Globo ao menos na hora do JN.
Vitória da diplomacia
Do Blog do Nassif:
Há muita gente reclamando pelo fato de o Itamaraty não ter reconhecido o fato de as Farc serem um grupo terrorista. Eles devem achar que a missão do Ministério das Relações Exteriores é ficar produzindo descrições objetivas da realidade. Isso é missão de jornalistas (missão que, aliás, esses mesmos reclamantes não conseguem desempenhar nada bem). Um diplomata não tem o direito de se preocupar apenas com a verdade do que diz. Tem que levar em conta sobretudo os EFEITOS daquilo que diz.
A diplomacia do Brasil deu um show. Isolou Chávez, fazendo com que a discussão ficasse circunscrita aos dois países em conflito, e conseguiu costurar um acordo numa situação em que qualquer erro poderia significar uma guerra numa região em que nossas fronteiras estão completamente desguarnecidas.
Ao mesmo tempo, acho um erro julgar que Chávez e as Farc tenham em vista a transformação da guerrilha em partido político. Ambos só têm a perder com isso. Não teria lógica nenhuma se institucionalizar nestas circunstâncias.
Insisto: enquanto não pusermos sobre a mesa a questão do narcotráfico, todas as discussões ficam sem lastro. É em torno do tráfico e da política antidrogas dos EUA americana que todas as questões desse conflito estão articuladas. Sem essa insana War on Drugs patrocinada pelos EUA, não haveria as Farc, nem Uribe. E Chávez não passaria de um reformador social um pouco voluntarista e desastrado.
Há muita gente reclamando pelo fato de o Itamaraty não ter reconhecido o fato de as Farc serem um grupo terrorista. Eles devem achar que a missão do Ministério das Relações Exteriores é ficar produzindo descrições objetivas da realidade. Isso é missão de jornalistas (missão que, aliás, esses mesmos reclamantes não conseguem desempenhar nada bem). Um diplomata não tem o direito de se preocupar apenas com a verdade do que diz. Tem que levar em conta sobretudo os EFEITOS daquilo que diz.
A diplomacia do Brasil deu um show. Isolou Chávez, fazendo com que a discussão ficasse circunscrita aos dois países em conflito, e conseguiu costurar um acordo numa situação em que qualquer erro poderia significar uma guerra numa região em que nossas fronteiras estão completamente desguarnecidas.
Ao mesmo tempo, acho um erro julgar que Chávez e as Farc tenham em vista a transformação da guerrilha em partido político. Ambos só têm a perder com isso. Não teria lógica nenhuma se institucionalizar nestas circunstâncias.
Insisto: enquanto não pusermos sobre a mesa a questão do narcotráfico, todas as discussões ficam sem lastro. É em torno do tráfico e da política antidrogas dos EUA americana que todas as questões desse conflito estão articuladas. Sem essa insana War on Drugs patrocinada pelos EUA, não haveria as Farc, nem Uribe. E Chávez não passaria de um reformador social um pouco voluntarista e desastrado.
Dormindo com o inimigo
Tucanos e Democratas vão "discutir a relação"
Em entrevista a Josias de Souza do UOL, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), queixou-se da forma como os "demos" estão sendo tratados pelos parceiros tucanos e disse que a aliança de mais de uma década entre os dois partidos está em crise.
Dois episódios contribuem para aprofundar o desgaste entre DEM e PSDB. Primeiro, em São Paulo, os tucanos se negam a apoiar a candidatura do prefeito do DEM, Gilberto Kassab, à reeleição.
Kassab era vice de José Serra e tornou-se titular do cargo quando este último elegeu-se governador de São Paulo. A vontade do governador é que o seu partido marche junto com Kassab, mas o PSDB não abre mão da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin.
No Rio de Janeiro, o PSDB desistiu da candidatura própria para apoiar o deputado Fernando Gabeiro (PV) à Prefeitura, em detrimento de Solange Amaral, candidata do prefeito César Maia (DEM).
Mas as rusgas entre "demos" e tucanos vêm de mais longe. Em 2002, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, era pré-candidata à Presidência do Brasil pelo então PFL. O seu nome dispontava nas pesquisas como o único capaz de derrotar o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.
O cenário apontava para uma disputa entre Rosena e Lula no segundo truno, deixando o candidato do PSDB, José Serra, fora do páreo. Foi então que o governo federal entrou em cena para "desconstruir" a candidatura de Roseana Sarney.
A Polícia Federal, a mando do presidente Fernando Henrique Cardoso, realizou uma operação na sede da Lunus, empresa da governadora Roseana Sarney e seu marido Jorge Murad. Na operação, a PF encontrou R$ 1,3 milhão em notas de R$ 50. A imagem do dinheiro em pilhas apareceu em todos os jornais impressos e telejornais. Terminavam ali as chances de Roseana Sarney naquelas eleições.
O que aconteceu depois é do conhecimento de todos. Lula e José Serra foram ao segundo turno, que culminou com a vitória esmagadora do petista. O PFL optou por apoiar Ciro Gomes, que também foi vítima de uma operação de "desconstrução" do governo do PSDB e viu sua candidatura naufragar.
Os "demos" nunca esqueceram o episódio. Os recentes atritos em São Paulo e no Rio de Janeiro vêm se somar às querelas do passado e fomentar ainda mais o descontentamento do DEM com o PSDB.
"A gente não sabe mais com quem está dormindo. Sabemos que o PT está do outro lado. Mas, às vezes, a gente dorme com o PSDB e acorda com o inimigo. Daqui a pouco, a gente não sabe mais quem é o verdadeiro inimigo", disse Rodrigo Maia.
É, pelo visto vai ser preciso muita sessão de DR pra eles se acertarem.
Em entrevista a Josias de Souza do UOL, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), queixou-se da forma como os "demos" estão sendo tratados pelos parceiros tucanos e disse que a aliança de mais de uma década entre os dois partidos está em crise.
Dois episódios contribuem para aprofundar o desgaste entre DEM e PSDB. Primeiro, em São Paulo, os tucanos se negam a apoiar a candidatura do prefeito do DEM, Gilberto Kassab, à reeleição.
Kassab era vice de José Serra e tornou-se titular do cargo quando este último elegeu-se governador de São Paulo. A vontade do governador é que o seu partido marche junto com Kassab, mas o PSDB não abre mão da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin.
No Rio de Janeiro, o PSDB desistiu da candidatura própria para apoiar o deputado Fernando Gabeiro (PV) à Prefeitura, em detrimento de Solange Amaral, candidata do prefeito César Maia (DEM).
Mas as rusgas entre "demos" e tucanos vêm de mais longe. Em 2002, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, era pré-candidata à Presidência do Brasil pelo então PFL. O seu nome dispontava nas pesquisas como o único capaz de derrotar o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.
O cenário apontava para uma disputa entre Rosena e Lula no segundo truno, deixando o candidato do PSDB, José Serra, fora do páreo. Foi então que o governo federal entrou em cena para "desconstruir" a candidatura de Roseana Sarney.
A Polícia Federal, a mando do presidente Fernando Henrique Cardoso, realizou uma operação na sede da Lunus, empresa da governadora Roseana Sarney e seu marido Jorge Murad. Na operação, a PF encontrou R$ 1,3 milhão em notas de R$ 50. A imagem do dinheiro em pilhas apareceu em todos os jornais impressos e telejornais. Terminavam ali as chances de Roseana Sarney naquelas eleições.
O que aconteceu depois é do conhecimento de todos. Lula e José Serra foram ao segundo turno, que culminou com a vitória esmagadora do petista. O PFL optou por apoiar Ciro Gomes, que também foi vítima de uma operação de "desconstrução" do governo do PSDB e viu sua candidatura naufragar.
Os "demos" nunca esqueceram o episódio. Os recentes atritos em São Paulo e no Rio de Janeiro vêm se somar às querelas do passado e fomentar ainda mais o descontentamento do DEM com o PSDB.
"A gente não sabe mais com quem está dormindo. Sabemos que o PT está do outro lado. Mas, às vezes, a gente dorme com o PSDB e acorda com o inimigo. Daqui a pouco, a gente não sabe mais quem é o verdadeiro inimigo", disse Rodrigo Maia.
É, pelo visto vai ser preciso muita sessão de DR pra eles se acertarem.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Cachimbo da paz
Rafael Correa e Álvaro Uribe selam a paz em Santo Domingo
Depois de muito barulho e trocas de acusações, os presidentes do Equador e da Colômbia deram por encerrada a crise entre os dois países, detonada pela invasão colombiana ao território equatoriano, numa operação militar que bombardeou um acampamento das Farc e matou mais de 20 guerrilheiros.
Rafael Correa e Álvaro Uribibe se encontraram hoje na cúpula do 'Grupo do Rio' de países latino-americanos, realizada em Santo Domingo (República Dominicana).
A paz foi selada após Uribe se comprometer a não violar mais a soberania de nenhum país invadindo seu território, mesmo quando envolver questões de segurança. O compromisso consta na "Declaração de Santo Domingo", assinada por por cerca de vinte delegações de países latino-americanos.
"Com o compromisso de não agredir nunca mais um país irmão e o pedido de perdão, podemos dar por superado este gravíssimo incidente", declarou o presidente do Equador, Rafael Correa, o 'pacificador'.
Uribe, o 'beligerante', levantou-se e foi até Rafael Correa para apertar-lhe a mão. No final do encontro, Uribe não posou para foto com os demais Chefes de Estado.
É sinal de que, embora oficialmente selada, a paz ainda é muito frágil e as relações entre os países envolvidos no conflito são inconstantes.
Depois de muito barulho e trocas de acusações, os presidentes do Equador e da Colômbia deram por encerrada a crise entre os dois países, detonada pela invasão colombiana ao território equatoriano, numa operação militar que bombardeou um acampamento das Farc e matou mais de 20 guerrilheiros.
Rafael Correa e Álvaro Uribibe se encontraram hoje na cúpula do 'Grupo do Rio' de países latino-americanos, realizada em Santo Domingo (República Dominicana).
A paz foi selada após Uribe se comprometer a não violar mais a soberania de nenhum país invadindo seu território, mesmo quando envolver questões de segurança. O compromisso consta na "Declaração de Santo Domingo", assinada por por cerca de vinte delegações de países latino-americanos.
"Com o compromisso de não agredir nunca mais um país irmão e o pedido de perdão, podemos dar por superado este gravíssimo incidente", declarou o presidente do Equador, Rafael Correa, o 'pacificador'.
Uribe, o 'beligerante', levantou-se e foi até Rafael Correa para apertar-lhe a mão. No final do encontro, Uribe não posou para foto com os demais Chefes de Estado.
É sinal de que, embora oficialmente selada, a paz ainda é muito frágil e as relações entre os países envolvidos no conflito são inconstantes.
Transporte Público de Natal
Esculhambação Geral
Tenho acompanhado pelos jornais a briga entre a Secretaria de Trânsito e Transporte Urbano de Natal (STTU) e o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Seturn) sobre essa questão da bilhetagem eletrônica.
À revelia da STTU, que é o órgão regulador do transporte público, o Seturn cancelou a venda do vale-transporte tradicional e passou a vender apenas o tiquete eletrônico.
A STTU disse que o Seturn não pode vender vale-transporte eletrônico e, por conta disso, notificou o Sindicato dos donos de ônibus para que suspenda a venda irregular do 'Natal Card'.
Como o Seturn não atendeu à notificação, a Promotoria de Defesa do Consumidor, a STTU e o Procon-RN entraram na Justiça para obrigar o Sindicato a continuar vendendo vales transportes impressos.
Enquanto a Justiça não decide o impasse, prevalece a esculhambação geral. Não se trata de ser a favor ou contra a bilhetagem eletrônica. A questão é que o Seturn não pode passar por cima do órgão gestor e fazer as coisas do seu jeito.
É a STTU que tem que tomar à frente desse processo de implantação da passagem eletrônica. Até porque, há pontos obscuros nessa história. Ninguém sabe direito como as coisas vão funcionar daqui pra frente. E se ficar tudo nas mãos dos donos de ônibus, a população vai sair prejudicada.
A STTU diz que, pelo sistema de bilhetagem na Seturn, cada passageiro não poderá ter acesso a mais do que quatro créditos por dia. E o sistema ainda exclui os transportes alternativos, deixando uma grande parcela da população que faz uso desse tipo de condução à deriva.
Há rumores também de que essa confusão do bilhete eletrônico está servindo para camuflar o próximo aumento do preço da passagem dos ônibus. os empresários já estariam fazendo as contas do aumento.
O que justifica um novo aumento em menos de um ano? Nada. É um absurdo. Em Fortaleza, o preço da passgem de ônibus é R$ 1,60 e não aumenta há três anos. Além disso, a população de lá vai poder escolher quanto vai ser a redução da próxima tarifa.
Em Natal, só se fala em aumento. A passagem já é muito cara (R$ 1,75) e, além do mais, o sistema de transporte público é de péssima qualidade. Os ônibus são velhos, a frota é pequena e o passageiro tem que enfrentar longas esperas nos pontos da cidade.
O detalhe é que as empresas de ônibus funcionam amparadas por uma liminar, porque não foi feita, até hoje, uma licitação para as linhas de ônibus da capital.
Tenho acompanhado pelos jornais a briga entre a Secretaria de Trânsito e Transporte Urbano de Natal (STTU) e o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Seturn) sobre essa questão da bilhetagem eletrônica.
À revelia da STTU, que é o órgão regulador do transporte público, o Seturn cancelou a venda do vale-transporte tradicional e passou a vender apenas o tiquete eletrônico.
A STTU disse que o Seturn não pode vender vale-transporte eletrônico e, por conta disso, notificou o Sindicato dos donos de ônibus para que suspenda a venda irregular do 'Natal Card'.
Como o Seturn não atendeu à notificação, a Promotoria de Defesa do Consumidor, a STTU e o Procon-RN entraram na Justiça para obrigar o Sindicato a continuar vendendo vales transportes impressos.
Enquanto a Justiça não decide o impasse, prevalece a esculhambação geral. Não se trata de ser a favor ou contra a bilhetagem eletrônica. A questão é que o Seturn não pode passar por cima do órgão gestor e fazer as coisas do seu jeito.
É a STTU que tem que tomar à frente desse processo de implantação da passagem eletrônica. Até porque, há pontos obscuros nessa história. Ninguém sabe direito como as coisas vão funcionar daqui pra frente. E se ficar tudo nas mãos dos donos de ônibus, a população vai sair prejudicada.
A STTU diz que, pelo sistema de bilhetagem na Seturn, cada passageiro não poderá ter acesso a mais do que quatro créditos por dia. E o sistema ainda exclui os transportes alternativos, deixando uma grande parcela da população que faz uso desse tipo de condução à deriva.
Há rumores também de que essa confusão do bilhete eletrônico está servindo para camuflar o próximo aumento do preço da passagem dos ônibus. os empresários já estariam fazendo as contas do aumento.
O que justifica um novo aumento em menos de um ano? Nada. É um absurdo. Em Fortaleza, o preço da passgem de ônibus é R$ 1,60 e não aumenta há três anos. Além disso, a população de lá vai poder escolher quanto vai ser a redução da próxima tarifa.
Em Natal, só se fala em aumento. A passagem já é muito cara (R$ 1,75) e, além do mais, o sistema de transporte público é de péssima qualidade. Os ônibus são velhos, a frota é pequena e o passageiro tem que enfrentar longas esperas nos pontos da cidade.
O detalhe é que as empresas de ônibus funcionam amparadas por uma liminar, porque não foi feita, até hoje, uma licitação para as linhas de ônibus da capital.
Economia vive 'anos dourados'
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o atual momento econômico do Brasil é comparável aos chamados "anos dourados", entre 1950 e 1970. O ministro antecipou hoje os dados do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, em um evento do Instituto Internacional de Finanças, realizado no Rio de Janeiro. Segundo Guido Mantega, o PIB cresceu entre 5,2% e 5,3% no ano passado.
Na próxima quarta-feira (dia 12), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fará a divulgação dos números oficiais sobre a expansão da economia nacional.
O número antecipado por Mantega coincide com a previsão de analistas de mercado. A última pesquisa Focus do ano passado - levantamento que o Banco Central realiza semanalmente com cerca de cem instituições financeiras sobre os rumos da economia brasileira - mostrava que especialistas previam um crescimento em torno de 5,2% para todo o ano de 2007.
Com informações do Portal do PT.
Na próxima quarta-feira (dia 12), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fará a divulgação dos números oficiais sobre a expansão da economia nacional.
O número antecipado por Mantega coincide com a previsão de analistas de mercado. A última pesquisa Focus do ano passado - levantamento que o Banco Central realiza semanalmente com cerca de cem instituições financeiras sobre os rumos da economia brasileira - mostrava que especialistas previam um crescimento em torno de 5,2% para todo o ano de 2007.
Com informações do Portal do PT.
Dilma Roussef
A 'mãe' do Pac
O presidente Lula lançou hoje as obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) no complexo de favelas do Alemão, no Rio de Janeiro. No seu discurso, Lula disse que queria mudar a imagem do Rio de janeiro, sempre associada à violência e ao tráfico de drogas.
O PAC vai investir mais de R$ 1 bilhão na construção de casas, equipamentos públicos, área de lazer, pavimentação de ruas e obras de saneamento básico, no complexo de favelas do Alemão, em Manguinhos e na Rocinha.
Falando para cerca de sete mil pessoas, Lula chamou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, de "mãe do PAC".
Chamando a ministra à frente do palanque, o presidente disse: "A Dilma é uma espécie de mãe do PAC. É ela que cobra, junto com o Marcio Fortes (ministro das Cidades), se as obras estão andando. E agora vocês também vão ver o que é ser cobrado pela Dilma".
Dilma é a candidata do coração de Lula à sua sucessão em 2010.
Lula, que assim como Getúlio Vargas foi chamado de "pai dos pobres", já escolheu quem é a melhor "mãe" para os brasileiros.
O presidente Lula lançou hoje as obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) no complexo de favelas do Alemão, no Rio de Janeiro. No seu discurso, Lula disse que queria mudar a imagem do Rio de janeiro, sempre associada à violência e ao tráfico de drogas.
O PAC vai investir mais de R$ 1 bilhão na construção de casas, equipamentos públicos, área de lazer, pavimentação de ruas e obras de saneamento básico, no complexo de favelas do Alemão, em Manguinhos e na Rocinha.
Falando para cerca de sete mil pessoas, Lula chamou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, de "mãe do PAC".
Chamando a ministra à frente do palanque, o presidente disse: "A Dilma é uma espécie de mãe do PAC. É ela que cobra, junto com o Marcio Fortes (ministro das Cidades), se as obras estão andando. E agora vocês também vão ver o que é ser cobrado pela Dilma".
Dilma é a candidata do coração de Lula à sua sucessão em 2010.
Lula, que assim como Getúlio Vargas foi chamado de "pai dos pobres", já escolheu quem é a melhor "mãe" para os brasileiros.
Decifra-me se for capaz
A mensagem abaixo foi escrita pela "BBB" Gyselle no blog oficial do programa. O desafio é conseguir contar quantos erros ela foi capaz de cometer:
"oi bom dia pessoal tudo bem?vcs viram minha transformacao hotem nao è?fique bella para vcs meus fa..rsrrsrs eclara p mim,p melhorar minha alto estima….ha dr marcelo me pediu desculpa,claro mas o jarrinho que era enteiro como antes quebro e agora vao se colando ao poucos com o tempo,estou mas atenciosa para nao me machucar de novo,quero estar forte,aqui muito duro as emocoes sao vem a tona".
Prova de que inteligência, definitivamente, não é um artigo valorizado pelos participantes do programa - nem pelos seus telespectadores.
"oi bom dia pessoal tudo bem?vcs viram minha transformacao hotem nao è?fique bella para vcs meus fa..rsrrsrs eclara p mim,p melhorar minha alto estima….ha dr marcelo me pediu desculpa,claro mas o jarrinho que era enteiro como antes quebro e agora vao se colando ao poucos com o tempo,estou mas atenciosa para nao me machucar de novo,quero estar forte,aqui muito duro as emocoes sao vem a tona".
Prova de que inteligência, definitivamente, não é um artigo valorizado pelos participantes do programa - nem pelos seus telespectadores.
Ayrton Senna é o melhor de todos os tempos
Em pesquisa realizada no site do jornal italiano "Corriere della Sera", mais de quatro milhões de pessoas votaram para escolher o melhor piloto de Fómula 1 de todos os tempos.
O brasileiro Ayrton Senna da Silva foi eleito o melhor corredor da história com 72,4% dos votos.
O heptacampeão Michael Schumacher foi o segundo colocado, com 24,1% dos votos. Na seqüência, apareceu o argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão nos anos 50, que recebeu 2% das escolhas. O francês Alain Prost foi lembrado por 1,5% do total de internautas.
O brasileiro Ayrton Senna da Silva foi eleito o melhor corredor da história com 72,4% dos votos.
O heptacampeão Michael Schumacher foi o segundo colocado, com 24,1% dos votos. Na seqüência, apareceu o argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão nos anos 50, que recebeu 2% das escolhas. O francês Alain Prost foi lembrado por 1,5% do total de internautas.
Lei faz violência contra mulher diminuir
Segundo dados da ONU, a cada 15 segundos uma mulher é agredida no Brasil. Na maioria dos casos, o agressor é o próprio marido ou companheiro.
Para coibir a violência contra a mulher, o governo federal lançou, em agosto de 2006, a "Lei Maria da Penha" - Lei Nº 11.340.
De acordo com matéria d'O Jornal de Hoje, a Lei Maria da Penha mudou o "perfil da violência" praticada contra a mulher.
Segundo o jornal, o perfil das ocorrências registradas nas delegacias especializadas revela que os homens estão batendo menos e ameaçando mais.
A razão é que os homens têm medo da Lei, muito mais rigorosa nas punições às agressões cometidas contra a mulher. Em casos de agressão leve, a Lei prevê prisão de três meses a três anos. O juiz ou a juíza também podem determinar que o agressor seja afastado do lar e obrigá-lo a manter distanciamento da vítima.
Aindo segundo o jornal, o trabalho educativo feito nas comunidades mais carentes também explica a redução dos casos de violência, isso porque as mulheres estão mais conscientes e atentas aos seus direitos.
"As mulheres estão mais conscientes dos seus direitos assistidos pela legislação, ganharam coragem para denunciar os abusos e com isso, muda todo um comportamento social em detrimento desse tipo de violência", declarou à reportagem do JH a delegada e titular da Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Mulher e das Minorias (Codimm), Rossana Roberta Pinheiro.
Para coibir a violência contra a mulher, o governo federal lançou, em agosto de 2006, a "Lei Maria da Penha" - Lei Nº 11.340.
De acordo com matéria d'O Jornal de Hoje, a Lei Maria da Penha mudou o "perfil da violência" praticada contra a mulher.
Segundo o jornal, o perfil das ocorrências registradas nas delegacias especializadas revela que os homens estão batendo menos e ameaçando mais.
A razão é que os homens têm medo da Lei, muito mais rigorosa nas punições às agressões cometidas contra a mulher. Em casos de agressão leve, a Lei prevê prisão de três meses a três anos. O juiz ou a juíza também podem determinar que o agressor seja afastado do lar e obrigá-lo a manter distanciamento da vítima.
Aindo segundo o jornal, o trabalho educativo feito nas comunidades mais carentes também explica a redução dos casos de violência, isso porque as mulheres estão mais conscientes e atentas aos seus direitos.
"As mulheres estão mais conscientes dos seus direitos assistidos pela legislação, ganharam coragem para denunciar os abusos e com isso, muda todo um comportamento social em detrimento desse tipo de violência", declarou à reportagem do JH a delegada e titular da Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Mulher e das Minorias (Codimm), Rossana Roberta Pinheiro.
Liberdade para Ingrid Betancourt
O pedido de "Liberte Ingrid" ecoou hoje pela manhã, em frente à Assembléia Legislativa do RN, durante uma manifestação em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e a favor da liberdade da senadora e ex-candidata à Presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, mantida refém pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) há seis anos.
"Ingrid se tornou um símbolo da luta das mulheres em todo o mundo. A sua luta pessoal para sobreviver à violência do seqüestro e à dor de ter sido separada do convívio da sua família, é a mesma de tantas outras mulheres anônimas que fazem de cada dia uma batalha por liberdade e pelo fim da violência", disse a deputada Micarla de Sousa (PV), organizadora do movimento.
A história de Ingrid Betancourt tem comovido pessoas de todas as nacionalidades, principalmente depois do lançamento do livro "Cartas à Mãe - Direto do Inferno", publicado pelos seus filhos, Mélanie e Lorenzo, reunindo mensagens que eles enviaram à mãe e relatos dela do cativeiro.
"Ingrid se tornou um símbolo da luta das mulheres em todo o mundo. A sua luta pessoal para sobreviver à violência do seqüestro e à dor de ter sido separada do convívio da sua família, é a mesma de tantas outras mulheres anônimas que fazem de cada dia uma batalha por liberdade e pelo fim da violência", disse a deputada Micarla de Sousa (PV), organizadora do movimento.
A história de Ingrid Betancourt tem comovido pessoas de todas as nacionalidades, principalmente depois do lançamento do livro "Cartas à Mãe - Direto do Inferno", publicado pelos seus filhos, Mélanie e Lorenzo, reunindo mensagens que eles enviaram à mãe e relatos dela do cativeiro.
Faça o teste
Essa é pra quebrar o clima sério e rir um pouco.
Faça o teste:
1 - Esportes
a.. Futebol, automobilismo, esportes radicais > MACHO
b.. Tênis, boliche, lutas, voleibol > TENDÊNCIAS GAYS
c.. Aeróbica, spinning > GAY
d.. Patinação no Gelo, Ginástica Olímpica > BICHONA
e.. Os mesmos anteriores, usando short de lycra > LOUCA
2 - Comidas
a.. Capivara, javali, comida muito apimentada > CONAN
b.. Churrasco, Massas, Frituras > MACHO
c.. Peixe e salada > FRESCO
d.. Sanduíches integrais > GAY
e.. Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor > BICHA ASSUMIDA
3 - Bebidas
a.. Cachaça, cerveja, whisky > MACHO
b.. Vinho, vodka > HOMEM
c.. Caipifruta > GAY
d.. Suco de frutas normais e licores doces > MUITO GAY
e.. Suco de açaí, carambola, cupuaçu, com adoçante > PERDIDAMENTE GAY
4 - Higiene
a.. Toma banho rápido, usa sabão em barra > LEGIONÁRIO
b.. Toma banho rápido, usa xampu e esquece das orelhas ou do pescoço > MACHO
c.. Toma banho sem pressa, curte a água e soca umazinha > HOMEM
d.. Demora mais de meia hora e usa sabonete líquido > TENDÊNCIAS GAYS SÉRIAS
e.. Toma banho com sais e espuma na banheira > VIADAÇO ASSUMIDO
5 - Cerveja
a.. Gelada e em grandes quantidades > MACHO
b.. Só cervejas extra, premium e importadas > HOMEM FINO DEMAIS
c.. Só uma às vezes para matar a sede > BICHICE SOB CONTROLE
d.. Com limão e guardanapo em volta do copo > BICHA
e.. Sem álcool > GAZELA SALTITANTE
6 - Presentes que gosta de ganhar
a.. Ferramentas > OGRO
b.. Garrafa de whisky > MACHO
c.. Eletrônicos, informática,roupas de homem > HOMEM MODERNO
d.. Flores> VIADO
e.. Velas aromáticas, perfumes,doces caramelados, bombons > DONZELA VIRGEM
7 - Cremes
a.. Só pasta de dentes > MACHO
b.. Protetor solar só na praia e piscina > HOMEM MODERNO
c.. Usa cremes no verão > BICHA FRESCA
d.. Usa cremes o ano todo > BICHONA TOTAL
e.. Não vive sem hidratante > FILA DE ESPERA DA OPERAÇÃO PRA TROCA DE SEXO
8 - Animais de estimação
a.. Animal de quê? > MACHO
b.. Tem um vira-lata que come restos da comida > HOMEM
c.. Tem cão de raça que vive dentro de casa e come ração especial > BICHA
d... O cão de raça dorme na sua própria cama > BICHONA TOTAL
e.. Prefere gatos > TOTALMENTE PASSIVA
9 - Plantas
a.. Nem pra comer > TROGLODITA
b.. Come algumas de vez em quando > RAMBO
c.. Tem umas no quintal, nem são regadas > HOMEM
d.. Tem plantinhas na varanda do apartamento > VIADO
e.. Rega, poda e conversa com as flores do jardim > BICHONA PERDIDA
10 - Espelho
a.. Não usa > VIKING
b.. Usa para fazer barba > MACHO
c.. Admira sua pele e observa seus músculos > GAY
d.. Idem c, e ainda analisa a bunda > LOUCA
e.. Admira-se com diferentes camisas e penteados > TRAVECO
11 - Penteado
a.. Não se penteia > MACHO
b.. Só se penteia pra sair à noite > HOMEM
c.. Se penteia várias vezes ao dia > FRESCO
d.. Luzes no cabelo > BICHONA TOTAL
e.. Dá conselhos de penteados > BICHAÇA LOUCA
12 - Limpeza da casa
a.. Varre quando a sujeira estala na sola do pé > ANIMAL
b.. Varre quando o pó cobre o chão > MACHO
c.. Varre uma vez por semana > FRESCO
d.. Limpa com água, detergente e aromatizante > GAYZAÇO
e.. Usa espanador de pó e tem um avental > É A ESPOSA DO ESPANADOR
13 - Filmes
a.. Sexta-feira 13, A Hora do Pesadelo, Brinquedo Assassino, Laranja Mecânica, Pânico > MAD MAX
b.. Indiana Jones; filmes de Charles Bronson, Chuck Norris e Bruce Lee, > MACHO
c.. Os Trapalhões, Loucademia de Polícia, Um Tira da Pesada > FRESCO
d.. Forrest Gump, A Lagoa Azul; filmes de Richard Gere, Leonardo di Caprio e Julia Roberts > BICHONA
e.. Super Xuxa contra o Baixo-Astral, Eliana e o Segredo dos Golfinhos > GAZELAÇA
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1 - Esportes
a.. Futebol, automobilismo, esportes radicais > MACHO
b.. Tênis, boliche, lutas, voleibol > TENDÊNCIAS GAYS
c.. Aeróbica, spinning > GAY
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e.. Os mesmos anteriores, usando short de lycra > LOUCA
2 - Comidas
a.. Capivara, javali, comida muito apimentada > CONAN
b.. Churrasco, Massas, Frituras > MACHO
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e.. Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor > BICHA ASSUMIDA
3 - Bebidas
a.. Cachaça, cerveja, whisky > MACHO
b.. Vinho, vodka > HOMEM
c.. Caipifruta > GAY
d.. Suco de frutas normais e licores doces > MUITO GAY
e.. Suco de açaí, carambola, cupuaçu, com adoçante > PERDIDAMENTE GAY
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a.. Toma banho rápido, usa sabão em barra > LEGIONÁRIO
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c.. Toma banho sem pressa, curte a água e soca umazinha > HOMEM
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e.. Toma banho com sais e espuma na banheira > VIADAÇO ASSUMIDO
5 - Cerveja
a.. Gelada e em grandes quantidades > MACHO
b.. Só cervejas extra, premium e importadas > HOMEM FINO DEMAIS
c.. Só uma às vezes para matar a sede > BICHICE SOB CONTROLE
d.. Com limão e guardanapo em volta do copo > BICHA
e.. Sem álcool > GAZELA SALTITANTE
6 - Presentes que gosta de ganhar
a.. Ferramentas > OGRO
b.. Garrafa de whisky > MACHO
c.. Eletrônicos, informática,roupas de homem > HOMEM MODERNO
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e.. Velas aromáticas, perfumes,doces caramelados, bombons > DONZELA VIRGEM
7 - Cremes
a.. Só pasta de dentes > MACHO
b.. Protetor solar só na praia e piscina > HOMEM MODERNO
c.. Usa cremes no verão > BICHA FRESCA
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8 - Animais de estimação
a.. Animal de quê? > MACHO
b.. Tem um vira-lata que come restos da comida > HOMEM
c.. Tem cão de raça que vive dentro de casa e come ração especial > BICHA
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9 - Plantas
a.. Nem pra comer > TROGLODITA
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c.. Admira sua pele e observa seus músculos > GAY
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11 - Penteado
a.. Não se penteia > MACHO
b.. Só se penteia pra sair à noite > HOMEM
c.. Se penteia várias vezes ao dia > FRESCO
d.. Luzes no cabelo > BICHONA TOTAL
e.. Dá conselhos de penteados > BICHAÇA LOUCA
12 - Limpeza da casa
a.. Varre quando a sujeira estala na sola do pé > ANIMAL
b.. Varre quando o pó cobre o chão > MACHO
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d.. Limpa com água, detergente e aromatizante > GAYZAÇO
e.. Usa espanador de pó e tem um avental > É A ESPOSA DO ESPANADOR
13 - Filmes
a.. Sexta-feira 13, A Hora do Pesadelo, Brinquedo Assassino, Laranja Mecânica, Pânico > MAD MAX
b.. Indiana Jones; filmes de Charles Bronson, Chuck Norris e Bruce Lee, > MACHO
c.. Os Trapalhões, Loucademia de Polícia, Um Tira da Pesada > FRESCO
d.. Forrest Gump, A Lagoa Azul; filmes de Richard Gere, Leonardo di Caprio e Julia Roberts > BICHONA
e.. Super Xuxa contra o Baixo-Astral, Eliana e o Segredo dos Golfinhos > GAZELAÇA
quinta-feira, 6 de março de 2008
Por hoje é só
Galera, volto amanhã.
Preciso colocar umas coisas em ordem e ir à universidade.
Abraços a todos.
Preciso colocar umas coisas em ordem e ir à universidade.
Abraços a todos.
Conferência Nacional de Comunicação pode acontecer ainda este ano
Do Comunique-se:
Recém-eleito presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, o deputado Walter Pinheiro (PT-BA) – relator da Medida Provisória da TV Brasil – pretende realizar a primeira Conferência Nacional de Comunicação este ano. "Esperamos que o Executivo absorva e leve em frente essa nossa iniciativa”, disse o parlamentar à Agência Câmara.
A conferência é pleiteada por entidades do setor de comunicação e mídia, que teria o objetivo de debater os temas do setor e dar base para mudanças na legislação. Pinheiro quer se reunir com os integrantes da comissão ainda esta semana.
Recém-eleito presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, o deputado Walter Pinheiro (PT-BA) – relator da Medida Provisória da TV Brasil – pretende realizar a primeira Conferência Nacional de Comunicação este ano. "Esperamos que o Executivo absorva e leve em frente essa nossa iniciativa”, disse o parlamentar à Agência Câmara.
A conferência é pleiteada por entidades do setor de comunicação e mídia, que teria o objetivo de debater os temas do setor e dar base para mudanças na legislação. Pinheiro quer se reunir com os integrantes da comissão ainda esta semana.
Força Sindical vai processar Folha e O Globo
A Força Sindical vai usar a mesma estratégia da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) e mover vários processos, em nome de sindicalistas, contra os jornais Folha de São Paulo e O Globo.
No mês passado, fiéis da IURD entraram com 58 ações contra a Folha e a jornalista Elvira Lobato, dizendo-se, todos eles, ofendidos com uma série de reportagens do jornal sobre os 30 anos da igreja do bispo Edir Macedo e o império em que ela se tornou. O curiosos é que o texto das ações é praticamente igual, mudando apenas a assinatura dos advogados.
Agora, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, anunciou que vai “dar trabalho” para a Folha de S. Paulo e O Globo.
segundo o Comunique-se, Paulinho vai processar os dois jornais por publicarem reportagens sobre o repasse de verbas do Ministério do Trabalho para entidades ligadas à central.
"Estamos fazendo apenas 20 ações contra a Folha e O Globo. Liguei para vários jornalistas para explicar que a Força não tem convênio com o Ministério do Trabalho e outros ministérios do governo. E, todos os dias, os jornais citam o meu nome e o da Força. Como eles não ouviram, decidi consultar amigos sindicalistas que estão se sentindo ofendidos e vão entrar com ações em várias partes do Brasil", disse o deputado.
Ainda segundo o Comunique-se, Paulinho avisou que o objetivo não é ganhar os processos. “Pode perder, não tem problema. Vou dar um trabalho desgraçado para eles. Meu negócio é dar trabalho para eles. Não é nem ganhar. É só para eles aprenderem a respeitar as pessoas. Eu estou fazendo apenas 20. Se não parar, vou fazer de 1.000 a 2.000 ações contra eles no Brasil inteiro", ameaçou. "A Igreja Universal vai ser fichinha", destacou.
Numa das matérias da Folha, o jornal afirma que o Ministério do Trabalho pretendia repassar R$ 7 milhões à Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que é ligada à Força Sindical, com o objetivo de recolocar mão-de-obra em São Paulo.
Note-se que a Folha diz "pretendia repassar". O jornal transformou algo que não aconteceu de fato em notícia e promoveu uma especulação à categoria de fato consumado.
Se isso for jornalismo, melhor rasgar meu diploma...
No mês passado, fiéis da IURD entraram com 58 ações contra a Folha e a jornalista Elvira Lobato, dizendo-se, todos eles, ofendidos com uma série de reportagens do jornal sobre os 30 anos da igreja do bispo Edir Macedo e o império em que ela se tornou. O curiosos é que o texto das ações é praticamente igual, mudando apenas a assinatura dos advogados.
Agora, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, anunciou que vai “dar trabalho” para a Folha de S. Paulo e O Globo.
segundo o Comunique-se, Paulinho vai processar os dois jornais por publicarem reportagens sobre o repasse de verbas do Ministério do Trabalho para entidades ligadas à central.
"Estamos fazendo apenas 20 ações contra a Folha e O Globo. Liguei para vários jornalistas para explicar que a Força não tem convênio com o Ministério do Trabalho e outros ministérios do governo. E, todos os dias, os jornais citam o meu nome e o da Força. Como eles não ouviram, decidi consultar amigos sindicalistas que estão se sentindo ofendidos e vão entrar com ações em várias partes do Brasil", disse o deputado.
Ainda segundo o Comunique-se, Paulinho avisou que o objetivo não é ganhar os processos. “Pode perder, não tem problema. Vou dar um trabalho desgraçado para eles. Meu negócio é dar trabalho para eles. Não é nem ganhar. É só para eles aprenderem a respeitar as pessoas. Eu estou fazendo apenas 20. Se não parar, vou fazer de 1.000 a 2.000 ações contra eles no Brasil inteiro", ameaçou. "A Igreja Universal vai ser fichinha", destacou.
Numa das matérias da Folha, o jornal afirma que o Ministério do Trabalho pretendia repassar R$ 7 milhões à Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que é ligada à Força Sindical, com o objetivo de recolocar mão-de-obra em São Paulo.
Note-se que a Folha diz "pretendia repassar". O jornal transformou algo que não aconteceu de fato em notícia e promoveu uma especulação à categoria de fato consumado.
Se isso for jornalismo, melhor rasgar meu diploma...
Dividir a Colômbia ou eliminar a guerrilha
Por anônimo:
Há duas maneiras de se solucionar a questao das FARC na Colômbia: ou se divide o território em dois, criando-se paises distintos, sendo um deles administrado pelas FARC; ou se elimina a guerrilha via ataque militar.
Obviamente que o Sr. Lecompte é contra uma investida militar, visto que colocaria a vida de sua esposa [a ex-candidata à Presid~encia da Colômbia, Ingrid Betancourt, seqüestrada há seis anos] em risco. Infelizmente, guerra é guerra, e morte é condição sine qua non.Penso eu, que se fosse o presidente do Brasil, e aqui ocorresse uma guerrilha financiada por sequestro e narcotrafico, que ocupa 40% do território, a primeira coisa que faria seria uma investida militar pesada, a fim de eliminar a guerrilha de vez.
Os EUA e a Europa classificam as FARC como grupo terrorista. Não vejo outra maneira de se ver um grupo que já sequestrou 10.000 pessoas.Falo isso sem qualquer comprometimento ideologico. Sou da opinião que a ideologia só serve para dividir as pessoas, não para uni-las. Boa administração se faz pautada em tomadas de decisões lógicas, buscando-se o máxima eficiência de cada centavo público gasto, levando-se em conta a relação custo-benefício, conveniência e oportunidade, independentemente de ideologia.Como falou algum estadista, pior que uma guerra é uma nação dividida.
Há duas maneiras de se solucionar a questao das FARC na Colômbia: ou se divide o território em dois, criando-se paises distintos, sendo um deles administrado pelas FARC; ou se elimina a guerrilha via ataque militar.
Obviamente que o Sr. Lecompte é contra uma investida militar, visto que colocaria a vida de sua esposa [a ex-candidata à Presid~encia da Colômbia, Ingrid Betancourt, seqüestrada há seis anos] em risco. Infelizmente, guerra é guerra, e morte é condição sine qua non.Penso eu, que se fosse o presidente do Brasil, e aqui ocorresse uma guerrilha financiada por sequestro e narcotrafico, que ocupa 40% do território, a primeira coisa que faria seria uma investida militar pesada, a fim de eliminar a guerrilha de vez.
Os EUA e a Europa classificam as FARC como grupo terrorista. Não vejo outra maneira de se ver um grupo que já sequestrou 10.000 pessoas.Falo isso sem qualquer comprometimento ideologico. Sou da opinião que a ideologia só serve para dividir as pessoas, não para uni-las. Boa administração se faz pautada em tomadas de decisões lógicas, buscando-se o máxima eficiência de cada centavo público gasto, levando-se em conta a relação custo-benefício, conveniência e oportunidade, independentemente de ideologia.Como falou algum estadista, pior que uma guerra é uma nação dividida.
É proibido morrer
Em "As intermitências da morte", José Saramago conta a história dé um país fictício onde a morte, de repente, suspendeu suas atividades.
Na França, o prefeito Gerard Lalanne da vila de Sarpourenx, no sudoeste do país, inovou e proibiu os moradores do lugar de morrerem.
O motivo é que faltam vagas no cemitério da vila.
Segundo o Portal Terra, o prefeito fez um edital e disse aos 260 habitantes da vila que "todas as pessoas que não possuem jazigo no cemitério e desejam ser enterradas no vilarejo estão proibidas de morrer na comunidade".
O edital também diz que "Os infratores serão severamente punidos".
O prefeito só não disse quais serão as tais punições que ele pretende aplicar.
Acho que ele deverá fazer outro edital especificando que, por exemplo, quem desobedecer a proibição e morrer, não terá direito ao descanso após a morte e será mandado direto para o purgatório.
Como dizia um antigo personagem de humor, só sendo na França mesmo...
Na França, o prefeito Gerard Lalanne da vila de Sarpourenx, no sudoeste do país, inovou e proibiu os moradores do lugar de morrerem.
O motivo é que faltam vagas no cemitério da vila.
Segundo o Portal Terra, o prefeito fez um edital e disse aos 260 habitantes da vila que "todas as pessoas que não possuem jazigo no cemitério e desejam ser enterradas no vilarejo estão proibidas de morrer na comunidade".
O edital também diz que "Os infratores serão severamente punidos".
O prefeito só não disse quais serão as tais punições que ele pretende aplicar.
Acho que ele deverá fazer outro edital especificando que, por exemplo, quem desobedecer a proibição e morrer, não terá direito ao descanso após a morte e será mandado direto para o purgatório.
Como dizia um antigo personagem de humor, só sendo na França mesmo...
Contagem progressiva
Graças ao meu amigo Tales, a quem promovi ao cargo de meu assistente para assuntos de HTML, o blog está com novo contador de acessos, no final da coluna à direita.
O contador antigo estava dando problemas e tive que removê-lo. A contagem vivia travando e eu não tinha como saber o número real de visitantes.
Pelos últimos números (subestimados), o blog havia registrado quase oito mil acessos. A nova contagem teve que recomeçar do zero e, somente hoje, até a hora dessa postagem, registramos 297 acessos e 359 page views.
O novo sistema permite ver o número de acessos instantaneamente e ainda me dá uma análise estatística detalhada, com número de acessos diários, o número de page views e o acumulado na semana.
Este humilde blogueiro agradece a todos vocês, amigos e leitores desconhecidos, que estão fazendo desse blog um sucesso.
Aproveito pra pedir que vocês continuem acessando este espaço e divulgando entre seus amigos.
E queria que vocês participassem mais também, deixando os comentários de vocês, pra que possa ter um tremômetro do pensamento e das idéias dos meus caros leitores.
Abraços e até a próxima postagem.
O contador antigo estava dando problemas e tive que removê-lo. A contagem vivia travando e eu não tinha como saber o número real de visitantes.
Pelos últimos números (subestimados), o blog havia registrado quase oito mil acessos. A nova contagem teve que recomeçar do zero e, somente hoje, até a hora dessa postagem, registramos 297 acessos e 359 page views.
O novo sistema permite ver o número de acessos instantaneamente e ainda me dá uma análise estatística detalhada, com número de acessos diários, o número de page views e o acumulado na semana.
Este humilde blogueiro agradece a todos vocês, amigos e leitores desconhecidos, que estão fazendo desse blog um sucesso.
Aproveito pra pedir que vocês continuem acessando este espaço e divulgando entre seus amigos.
E queria que vocês participassem mais também, deixando os comentários de vocês, pra que possa ter um tremômetro do pensamento e das idéias dos meus caros leitores.
Abraços e até a próxima postagem.
Nos Estados Unidos
Obama venceria candidato republicano com folga
Barack Obama e Hillar Clinton ainda se digladiam para ver quem vai ser o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos.
Mas ontem, uma pesquisa do Washington Post e da ABC News mostrou que o senador negro venceria o candidato republicano John MacCain com mais facilidade que Hillary Clinton.
Barack Obama está 12 pontos percentuais à frente de John MacCain (52% a 40%), enquanto Hillary Clinton vence o republicano por apenas 6 pontos (50% a 44%).
Hillary dizia que era a candidata com mais chances de derrotar um candidato republicano. Disse bem. Era.
Obama, segundo as pesquisas, tornou-se o candidato mais viável e mais competitivo.
Barack Obama e Hillar Clinton ainda se digladiam para ver quem vai ser o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos.
Mas ontem, uma pesquisa do Washington Post e da ABC News mostrou que o senador negro venceria o candidato republicano John MacCain com mais facilidade que Hillary Clinton.
Barack Obama está 12 pontos percentuais à frente de John MacCain (52% a 40%), enquanto Hillary Clinton vence o republicano por apenas 6 pontos (50% a 44%).
Hillary dizia que era a candidata com mais chances de derrotar um candidato republicano. Disse bem. Era.
Obama, segundo as pesquisas, tornou-se o candidato mais viável e mais competitivo.
O ministro falastrão 3
PT vai mesmo entrar com representação contra ministro Marco Aurélio Mello no STF
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Maurício Rands (PE) havia declarado que o partido iria aguardar o desenrolar dos fatos para decidir se entraria ou não com uma representação contra o presidente do TSE e ministro do STF, Marco Aurélio Mello.
Ontem, a bancada petista decidiu por unanimidade fazer a representação contra o ministro Mello no STF.
A proposta da representação foi do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), para quem o ministro Mello "desrespeitou a Lei Orgânica da Magistratura opinando sobre programas sociais do governo que ainda não tinham sido questionados judicialmente."
O deputado destacou que esta não foi a primeira vez que o ministro Mello adotou essa postura e emitiu opinião política sobre o governo.
“O ministro fez um pré-julgamento, emitiu opinião sugerindo que o programa Territórios da Cidadania, lançado pelo governo Lula no início da semana passada, poderia ser eleitoreiro. Ora, essa foi a deixa para que os partidos de oposição entrassem na justiça questionando o processo”, enfatizou o deputado.
A oposição 'Justo Veríssimo' - aquela que quer que o povo se exploda - entrou no STF para barrar o programa "Territórios da Cidadania". Marco Aurélio Mello é um dos ministros que vai votar e decidir se o governo pode ou não levar o programa adiante.
Para a bancada do PT, as opiniões manifestadas antecipadamente pelo ministro Mello o impedem de participar do julgamento da ação da oposição contra o programa "Territórios da Cidadania" ou de qualquer outra ação contra o governo Lula.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Maurício Rands (PE) havia declarado que o partido iria aguardar o desenrolar dos fatos para decidir se entraria ou não com uma representação contra o presidente do TSE e ministro do STF, Marco Aurélio Mello.
Ontem, a bancada petista decidiu por unanimidade fazer a representação contra o ministro Mello no STF.
A proposta da representação foi do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), para quem o ministro Mello "desrespeitou a Lei Orgânica da Magistratura opinando sobre programas sociais do governo que ainda não tinham sido questionados judicialmente."
O deputado destacou que esta não foi a primeira vez que o ministro Mello adotou essa postura e emitiu opinião política sobre o governo.
“O ministro fez um pré-julgamento, emitiu opinião sugerindo que o programa Territórios da Cidadania, lançado pelo governo Lula no início da semana passada, poderia ser eleitoreiro. Ora, essa foi a deixa para que os partidos de oposição entrassem na justiça questionando o processo”, enfatizou o deputado.
A oposição 'Justo Veríssimo' - aquela que quer que o povo se exploda - entrou no STF para barrar o programa "Territórios da Cidadania". Marco Aurélio Mello é um dos ministros que vai votar e decidir se o governo pode ou não levar o programa adiante.
Para a bancada do PT, as opiniões manifestadas antecipadamente pelo ministro Mello o impedem de participar do julgamento da ação da oposição contra o programa "Territórios da Cidadania" ou de qualquer outra ação contra o governo Lula.
Como se forma um político brasileiro
Da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo:
"O diretor José Padilha já definiu o foco do seu novo filme, sobre política. Ele diz que quer mostrar de onde vêm os políticos brasileiros. Para Padilha, o fio condutor da história será uma continuidade do que ele fez nos seus dois primeiros filmes: "O "Ônibus 174" mostrava como nasce um marginal violento. "Tropa de Elite" mostrava como nasce um policial violento. Agora vou mostrar como se forma um político".
"O diretor José Padilha já definiu o foco do seu novo filme, sobre política. Ele diz que quer mostrar de onde vêm os políticos brasileiros. Para Padilha, o fio condutor da história será uma continuidade do que ele fez nos seus dois primeiros filmes: "O "Ônibus 174" mostrava como nasce um marginal violento. "Tropa de Elite" mostrava como nasce um policial violento. Agora vou mostrar como se forma um político".
quarta-feira, 5 de março de 2008
Uribe, 'O Beligerante'
No sábado passado (dia 1º), o exército colombiano invadiu o território do Equador e bombardeou um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), assassinando o comandante Raul Reyes, o principal interlocutor da guerrilha para as negociações humanitárias de libertação de reféns mantidos pelas Farc.
A operação foi ordenada pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que contou com a ajuda de satélites norte-americanos para localizar o grupo das Farc no território equatoriano.
O Equador protestou contra o ataque à sua soberania e foi prontamente apoiado pela Venezuela do presidente Hugo Chávez.
Equador e Venezuela mandaram fechar suas embaixadas na Colômbia e cortaram relações com o país de Álvaro Uribe.
Brasil, Argentina, Chile e França condenaram a invasão colombiana ao Equador.
Os Estados Unidos, obviamente, apoiaram a ação do Exército colombiano. O detalhe é que a Colômbia é o país que mais recebe ajuda militar dos americanos - US$ 290 milhões em 1999.
Em entrevista ao "Terra Magazine", Juan Carlos Lecompte, marido de Ingrid Betancourt, ex-candidata à presidência da Colômbia e seqüestrada pelas Farc desde fevereiro de 2002, disse que não compartilha "política beligerante do presidente Álvaro Uribe".
Lecompte comparou a Colômbia de hoje com a Alemanha nazista por conta da "adoração" do povo ao presidente Uribe. "A Colômbia se encontra em uma etapa de adoração quase religiosa do presidente", disse.
Confira a entrevista completa a seguir:
Terra Magazine - Quais são as últimas notícias que o senhor teve de sua esposa?
Juan Carlos Lecompte - O que contou Luís Eladio Pérez, um dos seqüestrados liberados na semana passada, com quem tive a oportunidade de conversar na segunda-feira, é que a situação para Ingrid é desesperadora, tem que fugir do Exército e a guerrilha trata pior a Ingrid pois ela não se vendeu à guerrilha. Não permite nenhum tipo de aproximação como fizeram outros seqüestrados. Sua posição vertical lhe causou muitos castigos e humilhações. Ingrid tentou escapar várias vezes. Em julho de 2005, Luís Eladio me contou que eles tentaram escapar juntos, durante cinco dias, até que acabou a comida. Ingrid queria continuar, mas ele me confessou que não tinha mais forças. Ele é diabético e não podia mais. Ingrid, ela sim, queria, mas compreendeu que se continuassem, ele poderia perder a vida. Decidiram entregar-se e quando se entregaram, a guerrilha os acorrentou... Sei que tratam muito mal a Ingrid, seu estado físico não lhe permite permanecer muito mais tempo lá. Se não a resgatarem o quanto antes, ela pode morrer.
O que significa a morte de Raúl Reyes para a possível liberação de Ingrid Betancourt e dos outros reféns?
A guerrilha mandou um comunicado há dois dias dizendo que eles não iriam agir em represália contra os seqüestrados, que continuavam em busca de um acordo humanitário, um acordo pelo qual nós temos lutado há mais de cinco anos. Tomara que a morte de Raúl Reyes não seja um obstáculo para a liberação. O presidente do Equador disse que eles tinham contatos com Reyes para libertar Ingrid e outros seqüestrados, assim como a França.
O senhor estava a par das incitativas equatorianas?
Não tinha certeza, mas havia ouvido vários países estavam nos ajudando e que o Equador era um deles. Acho muito bom que eles, como a França, estejam nesse trabalho humanitário, coisa que agradeço muito aos presidentes Correa e Chávez. Chávez é o que mostrou resultados concretos, com a liberação de seis reféns em dois meses. A França também sempre esteve conosco. Na época de Chirac, a França mandou umas 16 ou 17 missões secretas, entraram em contato com Raúl Reyes por diversas vezes, mas infelizmente não conseguiram destravar o problema. Agora, Sarkozy veio com mais força, com maior compromisso, e esperamos que com a ajuda de outros países possamos ir adiante.
Há pessoas no governo colombiano que inspirem confiança neste assunto?
Não, não temos nenhum apoio, nenhum tipo de solidariedade. É um comportamento desumano. Eles preferem a guerra, o resgate por via militar, sabendo que isso equivale a uma condenação à morte para os seqüestrados. Na selva é impossível aplicar o fator surpresa. A guerrilha controla a selva, tem informantes em pequenas aldeias. Tem anéis de segurança, campos minados, se sabem que o Exército está a caminho tem ordem de matar sem misericórdia os seqüestrados, como já o fizeram. E quando o Exército chega, encontra somente os cadáveres. Tomara que não passe na cabeça do governo colombiano fazer uma loucura dessas.
A operação foi ordenada pelo presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, que contou com a ajuda de satélites norte-americanos para localizar o grupo das Farc no território equatoriano.
O Equador protestou contra o ataque à sua soberania e foi prontamente apoiado pela Venezuela do presidente Hugo Chávez.
Equador e Venezuela mandaram fechar suas embaixadas na Colômbia e cortaram relações com o país de Álvaro Uribe.
Brasil, Argentina, Chile e França condenaram a invasão colombiana ao Equador.
Os Estados Unidos, obviamente, apoiaram a ação do Exército colombiano. O detalhe é que a Colômbia é o país que mais recebe ajuda militar dos americanos - US$ 290 milhões em 1999.
Em entrevista ao "Terra Magazine", Juan Carlos Lecompte, marido de Ingrid Betancourt, ex-candidata à presidência da Colômbia e seqüestrada pelas Farc desde fevereiro de 2002, disse que não compartilha "política beligerante do presidente Álvaro Uribe".
Lecompte comparou a Colômbia de hoje com a Alemanha nazista por conta da "adoração" do povo ao presidente Uribe. "A Colômbia se encontra em uma etapa de adoração quase religiosa do presidente", disse.
Confira a entrevista completa a seguir:
Terra Magazine - Quais são as últimas notícias que o senhor teve de sua esposa?
Juan Carlos Lecompte - O que contou Luís Eladio Pérez, um dos seqüestrados liberados na semana passada, com quem tive a oportunidade de conversar na segunda-feira, é que a situação para Ingrid é desesperadora, tem que fugir do Exército e a guerrilha trata pior a Ingrid pois ela não se vendeu à guerrilha. Não permite nenhum tipo de aproximação como fizeram outros seqüestrados. Sua posição vertical lhe causou muitos castigos e humilhações. Ingrid tentou escapar várias vezes. Em julho de 2005, Luís Eladio me contou que eles tentaram escapar juntos, durante cinco dias, até que acabou a comida. Ingrid queria continuar, mas ele me confessou que não tinha mais forças. Ele é diabético e não podia mais. Ingrid, ela sim, queria, mas compreendeu que se continuassem, ele poderia perder a vida. Decidiram entregar-se e quando se entregaram, a guerrilha os acorrentou... Sei que tratam muito mal a Ingrid, seu estado físico não lhe permite permanecer muito mais tempo lá. Se não a resgatarem o quanto antes, ela pode morrer.
O que significa a morte de Raúl Reyes para a possível liberação de Ingrid Betancourt e dos outros reféns?
A guerrilha mandou um comunicado há dois dias dizendo que eles não iriam agir em represália contra os seqüestrados, que continuavam em busca de um acordo humanitário, um acordo pelo qual nós temos lutado há mais de cinco anos. Tomara que a morte de Raúl Reyes não seja um obstáculo para a liberação. O presidente do Equador disse que eles tinham contatos com Reyes para libertar Ingrid e outros seqüestrados, assim como a França.
O senhor estava a par das incitativas equatorianas?
Não tinha certeza, mas havia ouvido vários países estavam nos ajudando e que o Equador era um deles. Acho muito bom que eles, como a França, estejam nesse trabalho humanitário, coisa que agradeço muito aos presidentes Correa e Chávez. Chávez é o que mostrou resultados concretos, com a liberação de seis reféns em dois meses. A França também sempre esteve conosco. Na época de Chirac, a França mandou umas 16 ou 17 missões secretas, entraram em contato com Raúl Reyes por diversas vezes, mas infelizmente não conseguiram destravar o problema. Agora, Sarkozy veio com mais força, com maior compromisso, e esperamos que com a ajuda de outros países possamos ir adiante.
Há pessoas no governo colombiano que inspirem confiança neste assunto?
Não, não temos nenhum apoio, nenhum tipo de solidariedade. É um comportamento desumano. Eles preferem a guerra, o resgate por via militar, sabendo que isso equivale a uma condenação à morte para os seqüestrados. Na selva é impossível aplicar o fator surpresa. A guerrilha controla a selva, tem informantes em pequenas aldeias. Tem anéis de segurança, campos minados, se sabem que o Exército está a caminho tem ordem de matar sem misericórdia os seqüestrados, como já o fizeram. E quando o Exército chega, encontra somente os cadáveres. Tomara que não passe na cabeça do governo colombiano fazer uma loucura dessas.
O ministro falastrão 2
Para líder do PT, "Mello se comporta como parlamentar de oposição"
Em discurso na Câmara dos Deputados e em entrevista ao "Conversa Afiada" de Paulo Henrique Amorim, o líder do PT Mauricio Rands (PE) criticou o Ministro do STF e presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, por ter opinado sobre a questão da constitucionalidade ou não do programa "Territórios da Cidadania" do governo federal antes da matéria ser julga pelo STF.
"Ele estava se comportando como se fosse um parlamentar de oposição. Até sinalizando iniciativas que deveriam ser tomadas pela oposição. Na verdade, ele extrapolou muito os limites do magistrado", disse o líder petista.
Para o deputado, o ministro Mello desrespeitou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional ao "prejulgar um assunto que vai chegar ao Tribunal por ele integrado por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade".
Segundo Mauricio Rands, o ministro Mello politizou o "debate sobre as políticas públicas", o que, na opinião do deputado, não contribuiu em nada para o fortalecimento do Judiciário.
O PT ameaçou entrar com uma ação contra Marco Aurélio Mello, mas segundo o líder da bancada, o partido vai esperar "os desdobramentos para ver exatamente o caminho a seguir".
Em discurso na Câmara dos Deputados e em entrevista ao "Conversa Afiada" de Paulo Henrique Amorim, o líder do PT Mauricio Rands (PE) criticou o Ministro do STF e presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, por ter opinado sobre a questão da constitucionalidade ou não do programa "Territórios da Cidadania" do governo federal antes da matéria ser julga pelo STF.
"Ele estava se comportando como se fosse um parlamentar de oposição. Até sinalizando iniciativas que deveriam ser tomadas pela oposição. Na verdade, ele extrapolou muito os limites do magistrado", disse o líder petista.
Para o deputado, o ministro Mello desrespeitou a Lei Orgânica da Magistratura Nacional ao "prejulgar um assunto que vai chegar ao Tribunal por ele integrado por meio de uma ação direta de inconstitucionalidade".
Segundo Mauricio Rands, o ministro Mello politizou o "debate sobre as políticas públicas", o que, na opinião do deputado, não contribuiu em nada para o fortalecimento do Judiciário.
O PT ameaçou entrar com uma ação contra Marco Aurélio Mello, mas segundo o líder da bancada, o partido vai esperar "os desdobramentos para ver exatamente o caminho a seguir".
1386
Não é a senha da minha conta no banco - até porque, se fosse, vocês não ficariam nada empolgados com saldo.
É meu registro como jornalista profissional.
Recebi hoje da Delegacia Regional do Trabalho.
Li em algum lugar que o advogado pensa que é Deus. O jornalista tem certeza.
Um amigo fotógrafo me disse que ciúme de jornalista é pior que ciúme de puta.
É, agora não tem mais jeito. Entrei definitivamente para o clube.
Como diz o Aílton Medeiros, párem o mundo que eu quero descer!
É meu registro como jornalista profissional.
Recebi hoje da Delegacia Regional do Trabalho.
Li em algum lugar que o advogado pensa que é Deus. O jornalista tem certeza.
Um amigo fotógrafo me disse que ciúme de jornalista é pior que ciúme de puta.
É, agora não tem mais jeito. Entrei definitivamente para o clube.
Como diz o Aílton Medeiros, párem o mundo que eu quero descer!
Estréia do 'Aqui Agora' foi um fiasco
O 'Aqui Agora' voltou ao ar no SBT na segunda-feira passada (dia 3), mas pelo visto, a nova versão está longe de ser "um telejornal vibrante", como se autoproclamava em seu antigo bordão.
Daniel Castro, em sua coluna na Folha de São Paulo, informa que o programa deu 5,3 pontos de média na audiência. Por pouco, não perdeu para os desenhos da TV Cultura.
Retirado do baú popularesco de Sílvio Santos, o telejornal tem tudo para, em pouco tempo, sair do ar novamente.
Felizmente, parece que o gosto por esse tipo de formato sensacionalista está em baixa. O "mundo-cão" não atrai mais como atraia no início da década de 1990, quando a primeira versão do 'Aqui Agora' estreou na televisão brasileira.
Nas televisões regionais, porém, os programas policialescos ainda fazem relativo sucesso. No Rio Grande do Norte, o mais popular desses programas é o "Patrulha da Cidade", apresentado pelo performático Paulo Wagner, na TV Ponta Negra.
A fórmula é a mesma dos programas de rede: tiros, gritos e sangue.
Daniel Castro, em sua coluna na Folha de São Paulo, informa que o programa deu 5,3 pontos de média na audiência. Por pouco, não perdeu para os desenhos da TV Cultura.
Retirado do baú popularesco de Sílvio Santos, o telejornal tem tudo para, em pouco tempo, sair do ar novamente.
Felizmente, parece que o gosto por esse tipo de formato sensacionalista está em baixa. O "mundo-cão" não atrai mais como atraia no início da década de 1990, quando a primeira versão do 'Aqui Agora' estreou na televisão brasileira.
Nas televisões regionais, porém, os programas policialescos ainda fazem relativo sucesso. No Rio Grande do Norte, o mais popular desses programas é o "Patrulha da Cidade", apresentado pelo performático Paulo Wagner, na TV Ponta Negra.
A fórmula é a mesma dos programas de rede: tiros, gritos e sangue.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Barrado no baile
Não foi exatamente no baile. Foi no Senac.
Trabalhei durante quase dois anos como professor do Projeto Aprendiz Cidadão no Senac.
Deixei alguns amigos por lá, pessoas que são muito caras pra mim. Por isso, de vez em quando passava por lá pra tomar um café na cantina e rever os amigos.
Fiz isso hoje. Mas fui barrado quando ia passando pela portaria. Eu disse ao rapaz que ia à cantina e ele me disse que a cantina era só para alunos.
Eu expliquei que era ex-professor do Senac. Mesmo assim, ele disse que eu não poderia entrar.
Não tive escolha a não ser dar meia volta e sair de lá resignado, com uma angústia apertando no peito. A sensação era de que o ar não chegava plenamente aos pulmões.
Como pode você dedicar tanto o seu tempo e talento a uma instituição e depois você simplesmente ser barrado nesse lugar? Proibido de entrar como se fosse uma persona non grata, como se a história que você construiu ali não tivesse nenhum valor.
Eu começei a me desencantar com o Senac pouco tempo depois que entrei pra trabalhar lá. Quando começei a dar aula à garotada do projeto, percebi que havia algumas coisas estranhas.
O Aprendiz Cidadão é um projeto do governo estadual, sob a coordenação da Secretaria Estadual do Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), em parceria com o Senac.
O programa é feito para jovens e adolescentes entre 15 e 17 anos, estudantes da rede estadual de ensino, que vivem em situação de vulnerabilidade social.
A garotada é treinada durante um ano em algum curso profissionalizante. As aulas são em dois dias da semana, sempre em horário inverso ao horário escolar. Depois de um certo tempo, os alunos são encaminhados pra estágio nas empresas da cidade.
Eles continuam tendo aulas no Senac e no restante da semana vão para o estágio. De acordo coma Lei do Aprendiz do Governo Federal, eles têm direito a carteira assinada, salário mensal de meio salário mínimo e todos os direitos trabalhistas, como vale-transporte, 13º salário, férias e FGTS.
Na prática, muitos desses direitos são ignorados. Nunca soube de nenhum estagiário que teve direito a férias. A fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) é muito falha.
Além disso, muitos alunos são contratados para o cargo de assistente administrativo, por exemplo, mas são obrigados a realizar funções que não têm nada a ver com a profissão. Muitos são submetidos a um regime de exploração do trabalho.
Os próprios alunos sempre relataram esses casos aos professores do projeto, às assistentes sociais e à direção pedagógica do Senac.
Mas o problema não estava só nas empresas. Havia falhas já no momento da seleção dos alunos para o projeto. Muitos não se enquadravam no princípio de vulnerabilidade social. A gente ficava sabendo de aluno que o pai ia deixar e pegar de carro novo lá no curso.
Quando a gente ia atrás, ficava sabendo que aquele aluno era parente de alguém do Senac ou do governo.
Enquanto isso, vi muitos meninos e meninas realmente carentes irem lá pedir uma vaga pra entrar no projeto e ouvir um não como resposta.
Mas não era só isso. O Senac discriminava os alunos do Aprendiz Cidadão. Eles mentiam para os alunos, dizendo que era o próprio Senac que custeava todo o projeto, quando, na verdade, tudo era bancado pelo governo estadual.
O governo pagava mais caro por cada aluno do projeto do que o Senac recebia dos alunos particulares dos outros cursos.
Mas o Senac queria que os alunos acreditassem que eles estavam ali por causa da caridade da instituição. Então, eles discriminavam os alunos. Aluno do Projeto Aprendiz Cidadão não podia usar o elevador nem as escadas principais do prédio; somente as escadas dos fundos, pra não incomodar os alunos ricos, que pagavam os cursos do próprio bolso.
O Senac excluia o excluído. Os alunos do projeto eram tratados com uma visão marginalizadora, criminalizadora.
Eu tentei quebrar com isso. Ousei questionar coisas. Não aceitei esse absurdo calado. Por isso, passei a ser visto e tratado como uma pessoa que era "contra tudo". Certa vez, eu disse que o material didático utilizado nos cursos era obsoleto e ouvi como resposta de outro professor que eu não era pedagogo e, portanto, não poderia dar pitaco sobre isso.
Tempos depois, uma comissão de pedagogas analisou as apostilas e mandou jogar tudo no lixo, porque o material continha erros grosseiros e estava muito desatualizado.
Paguei um preço alto por minha "rebeldia". Fui acusado de tudo. Toda hora ouvia uma história diferente. As pessoas chegavam pra mim e diziam assim: "Alisson, disseram que você disse/fez isso e aquilo outro".
De alguns boatos só fiquei sabendo quando saí de lá. Falaram que eu dava em cima das alunas e dos alunos; que eu discriminava os alunos que moravam na Zona Norte da cidade; que eu tinha chamado aluno de "veado"; entre outras coisas.
Houve uma história que me fez chorar de raiva. Eu tinha combinado com meus alunos de fazermos uma poupança pra festa de formatura. Ficou acertado que cada aluno contribuiria mensalmente com R$ 2,00. As turmas elegeram seus respectivos tesoureiros, que iriam receber e guardar o dinheiro até chegar a hora da nossa festa. Esse dinheiro nunca passou pela minha mão. Eu nem sabia quem tava pagando ou não.
Mas após a minha saída, disseram que eu estava recebendo dinheiro dos alunos e que eu havia prometido a eles que faria uma festa numa casa de praia com bebidas, drogas e sexo liberados.
Foi fácil pra eles arranjarem uma desculpa pra me demitir. Entrei em depressão depois disso e passei muito tempo recluso, desiludido com a vida.
Mas procurei guardar comigo o sorriso dos meus alunos e as lágrimas quando da nossa despedida. Muitos deles chegaram pra mim e disseram: "Professor, você mudou a minha vida". Não poderia receber recompensa melhor.
Eu tentava falar a língua deles, dava atenção aos problemas e aos dilemas pessoais. Nunca me coloquei com alguém que estava ali pra dizer pra eles o que era certou ou errado. Isso eles teriam que descobrir sozinhos, olhando, observando, analisando, decidindo o que eles queriam e esperavam para o futuro. Eu só tentava fazê-los pensar, fazê-los enxergar que eles deveriam ser cidadãos críticos, pra não serem manipulados por ninguém - nem por mim.
Eu me "misturava" com eles até na hora do intervalo. Queria saber o que se passava com a vida de cada um, quais as dificuldades que eles enfrentavam. Virei professor, pai, psicólogo e amigo. Para alguns, fui tirano. Não consegui vencer as barreiras de todos, o que me deixou um pouco frustrado também. Fiquei decepcionado com alguns a quem estendi a mão. Mas a vida é desse jeito mesmo.
A minha aproximação e o meu jeito de lidar com os alunos não eram bem vistos por todos os profissionais do projeto. Fui aconselhado diversas vezes a ser "mais profissional" e limitar-me apenas a dar aula, sem me envolver com os problemas dos alunos. Essas mesmas pessoas que me aconselhavam a ser "mais profissional" diziam que só queriam saber do dinheiro no final do mês e que não estavam nem aí pra problema de aluno.
Hoje, depois de ter sido barrado, tudo isso veio à memória. Não tô escrevendo por rancor, mas como um desabafo mesmo. Escrevo para expressar a revolta típica dos indignados, que é como me sinto hoje.
E mesmo que todas essas lembranças ainda me façam sofrer, sinto que valeu à pena. "Tudo vale à pena se a alma não é pequena", já dizia o poeta.
Trabalhei durante quase dois anos como professor do Projeto Aprendiz Cidadão no Senac.
Deixei alguns amigos por lá, pessoas que são muito caras pra mim. Por isso, de vez em quando passava por lá pra tomar um café na cantina e rever os amigos.
Fiz isso hoje. Mas fui barrado quando ia passando pela portaria. Eu disse ao rapaz que ia à cantina e ele me disse que a cantina era só para alunos.
Eu expliquei que era ex-professor do Senac. Mesmo assim, ele disse que eu não poderia entrar.
Não tive escolha a não ser dar meia volta e sair de lá resignado, com uma angústia apertando no peito. A sensação era de que o ar não chegava plenamente aos pulmões.
Como pode você dedicar tanto o seu tempo e talento a uma instituição e depois você simplesmente ser barrado nesse lugar? Proibido de entrar como se fosse uma persona non grata, como se a história que você construiu ali não tivesse nenhum valor.
Eu começei a me desencantar com o Senac pouco tempo depois que entrei pra trabalhar lá. Quando começei a dar aula à garotada do projeto, percebi que havia algumas coisas estranhas.
O Aprendiz Cidadão é um projeto do governo estadual, sob a coordenação da Secretaria Estadual do Trabalho, Habitação e Assistência Social (Sethas), em parceria com o Senac.
O programa é feito para jovens e adolescentes entre 15 e 17 anos, estudantes da rede estadual de ensino, que vivem em situação de vulnerabilidade social.
A garotada é treinada durante um ano em algum curso profissionalizante. As aulas são em dois dias da semana, sempre em horário inverso ao horário escolar. Depois de um certo tempo, os alunos são encaminhados pra estágio nas empresas da cidade.
Eles continuam tendo aulas no Senac e no restante da semana vão para o estágio. De acordo coma Lei do Aprendiz do Governo Federal, eles têm direito a carteira assinada, salário mensal de meio salário mínimo e todos os direitos trabalhistas, como vale-transporte, 13º salário, férias e FGTS.
Na prática, muitos desses direitos são ignorados. Nunca soube de nenhum estagiário que teve direito a férias. A fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) é muito falha.
Além disso, muitos alunos são contratados para o cargo de assistente administrativo, por exemplo, mas são obrigados a realizar funções que não têm nada a ver com a profissão. Muitos são submetidos a um regime de exploração do trabalho.
Os próprios alunos sempre relataram esses casos aos professores do projeto, às assistentes sociais e à direção pedagógica do Senac.
Mas o problema não estava só nas empresas. Havia falhas já no momento da seleção dos alunos para o projeto. Muitos não se enquadravam no princípio de vulnerabilidade social. A gente ficava sabendo de aluno que o pai ia deixar e pegar de carro novo lá no curso.
Quando a gente ia atrás, ficava sabendo que aquele aluno era parente de alguém do Senac ou do governo.
Enquanto isso, vi muitos meninos e meninas realmente carentes irem lá pedir uma vaga pra entrar no projeto e ouvir um não como resposta.
Mas não era só isso. O Senac discriminava os alunos do Aprendiz Cidadão. Eles mentiam para os alunos, dizendo que era o próprio Senac que custeava todo o projeto, quando, na verdade, tudo era bancado pelo governo estadual.
O governo pagava mais caro por cada aluno do projeto do que o Senac recebia dos alunos particulares dos outros cursos.
Mas o Senac queria que os alunos acreditassem que eles estavam ali por causa da caridade da instituição. Então, eles discriminavam os alunos. Aluno do Projeto Aprendiz Cidadão não podia usar o elevador nem as escadas principais do prédio; somente as escadas dos fundos, pra não incomodar os alunos ricos, que pagavam os cursos do próprio bolso.
O Senac excluia o excluído. Os alunos do projeto eram tratados com uma visão marginalizadora, criminalizadora.
Eu tentei quebrar com isso. Ousei questionar coisas. Não aceitei esse absurdo calado. Por isso, passei a ser visto e tratado como uma pessoa que era "contra tudo". Certa vez, eu disse que o material didático utilizado nos cursos era obsoleto e ouvi como resposta de outro professor que eu não era pedagogo e, portanto, não poderia dar pitaco sobre isso.
Tempos depois, uma comissão de pedagogas analisou as apostilas e mandou jogar tudo no lixo, porque o material continha erros grosseiros e estava muito desatualizado.
Paguei um preço alto por minha "rebeldia". Fui acusado de tudo. Toda hora ouvia uma história diferente. As pessoas chegavam pra mim e diziam assim: "Alisson, disseram que você disse/fez isso e aquilo outro".
De alguns boatos só fiquei sabendo quando saí de lá. Falaram que eu dava em cima das alunas e dos alunos; que eu discriminava os alunos que moravam na Zona Norte da cidade; que eu tinha chamado aluno de "veado"; entre outras coisas.
Houve uma história que me fez chorar de raiva. Eu tinha combinado com meus alunos de fazermos uma poupança pra festa de formatura. Ficou acertado que cada aluno contribuiria mensalmente com R$ 2,00. As turmas elegeram seus respectivos tesoureiros, que iriam receber e guardar o dinheiro até chegar a hora da nossa festa. Esse dinheiro nunca passou pela minha mão. Eu nem sabia quem tava pagando ou não.
Mas após a minha saída, disseram que eu estava recebendo dinheiro dos alunos e que eu havia prometido a eles que faria uma festa numa casa de praia com bebidas, drogas e sexo liberados.
Foi fácil pra eles arranjarem uma desculpa pra me demitir. Entrei em depressão depois disso e passei muito tempo recluso, desiludido com a vida.
Mas procurei guardar comigo o sorriso dos meus alunos e as lágrimas quando da nossa despedida. Muitos deles chegaram pra mim e disseram: "Professor, você mudou a minha vida". Não poderia receber recompensa melhor.
Eu tentava falar a língua deles, dava atenção aos problemas e aos dilemas pessoais. Nunca me coloquei com alguém que estava ali pra dizer pra eles o que era certou ou errado. Isso eles teriam que descobrir sozinhos, olhando, observando, analisando, decidindo o que eles queriam e esperavam para o futuro. Eu só tentava fazê-los pensar, fazê-los enxergar que eles deveriam ser cidadãos críticos, pra não serem manipulados por ninguém - nem por mim.
Eu me "misturava" com eles até na hora do intervalo. Queria saber o que se passava com a vida de cada um, quais as dificuldades que eles enfrentavam. Virei professor, pai, psicólogo e amigo. Para alguns, fui tirano. Não consegui vencer as barreiras de todos, o que me deixou um pouco frustrado também. Fiquei decepcionado com alguns a quem estendi a mão. Mas a vida é desse jeito mesmo.
A minha aproximação e o meu jeito de lidar com os alunos não eram bem vistos por todos os profissionais do projeto. Fui aconselhado diversas vezes a ser "mais profissional" e limitar-me apenas a dar aula, sem me envolver com os problemas dos alunos. Essas mesmas pessoas que me aconselhavam a ser "mais profissional" diziam que só queriam saber do dinheiro no final do mês e que não estavam nem aí pra problema de aluno.
Hoje, depois de ter sido barrado, tudo isso veio à memória. Não tô escrevendo por rancor, mas como um desabafo mesmo. Escrevo para expressar a revolta típica dos indignados, que é como me sinto hoje.
E mesmo que todas essas lembranças ainda me façam sofrer, sinto que valeu à pena. "Tudo vale à pena se a alma não é pequena", já dizia o poeta.
O ministro falastrão
Tomei conhecimento somente hoje da troca de farpas entre o presidente Lula e o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do TSF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello.
O comentário vem atrasado, mas tá valendo, porque o assunto é bom.
O quiprocó envolve o programa "Territórios da Cidadania" - aquele que a oposição "Justo Veríssimo" é contra porque vai ajudar aos pobres.
O ministro Mello deu declarações afirmando que o programa poderia ser contestado judicialmente.
A "opinião" do ministro soou como música aos ouvidos da oposição, que entrou com uma ação questionando o programa no TSF.
Entendeu? Mello passou o "bizu" pra oposição. Tucanos e "demos" entenderam o recado e fizeram o que "seu mestre" mandou.
Agora, o ministro Mello vai julgar a ação que ele incentivou a oposição a impetrar.
O presidente Lula reagiu às declarações do ministro Mello, dizendo que "seria tão bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas deles, o Legislativo apenas nas coisas deles e o Executivo apenas nas coisas deles".
Segundo a Folha de São Paulo, o presidente Lula também recomendou a Marco Aurélio que renunciasse ao cargo de ministro do Supremo e se candidatasse a um cargo público caso quisesse "falar bobagens".
O ministro Mello disse à Folha que o estilo do presidente Lula "estarrece".
Os produtores e caçadores de crise disseram que, ao criticar o Judiciário, o presidente Lula havia criado uma "crise institucional".
O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, disse que havia "um risco enorme para a democracia" nas palavras do presidente Lula.
Pegando carona no "estarrecimento" do ministro Mello, digo que o que me "estarrece" de verdade é o cinismo que impera no Brasil.
O jornalista Paulo Henrique Amorim disse no seu "Conversa Afiada" que o ministro Mello transgrediu a Lei Orgânica da Magistratura ao se pronunciar sobre problemas que julgará e "incitar as partes a recorrer ao Tribunal de que faz parte, para votar de acordo com o interesse da parte incitada."
O Artigo 36, Parágrafo III da Lei Orgânica da Magistratura diz o seguinte: "É vedado ao magistrado: manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério."
Mais claro que isso, impossível. É ou não uma transgressão à Lei?
O comentário vem atrasado, mas tá valendo, porque o assunto é bom.
O quiprocó envolve o programa "Territórios da Cidadania" - aquele que a oposição "Justo Veríssimo" é contra porque vai ajudar aos pobres.
O ministro Mello deu declarações afirmando que o programa poderia ser contestado judicialmente.
A "opinião" do ministro soou como música aos ouvidos da oposição, que entrou com uma ação questionando o programa no TSF.
Entendeu? Mello passou o "bizu" pra oposição. Tucanos e "demos" entenderam o recado e fizeram o que "seu mestre" mandou.
Agora, o ministro Mello vai julgar a ação que ele incentivou a oposição a impetrar.
O presidente Lula reagiu às declarações do ministro Mello, dizendo que "seria tão bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas deles, o Legislativo apenas nas coisas deles e o Executivo apenas nas coisas deles".
Segundo a Folha de São Paulo, o presidente Lula também recomendou a Marco Aurélio que renunciasse ao cargo de ministro do Supremo e se candidatasse a um cargo público caso quisesse "falar bobagens".
O ministro Mello disse à Folha que o estilo do presidente Lula "estarrece".
Os produtores e caçadores de crise disseram que, ao criticar o Judiciário, o presidente Lula havia criado uma "crise institucional".
O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, disse que havia "um risco enorme para a democracia" nas palavras do presidente Lula.
Pegando carona no "estarrecimento" do ministro Mello, digo que o que me "estarrece" de verdade é o cinismo que impera no Brasil.
O jornalista Paulo Henrique Amorim disse no seu "Conversa Afiada" que o ministro Mello transgrediu a Lei Orgânica da Magistratura ao se pronunciar sobre problemas que julgará e "incitar as partes a recorrer ao Tribunal de que faz parte, para votar de acordo com o interesse da parte incitada."
O Artigo 36, Parágrafo III da Lei Orgânica da Magistratura diz o seguinte: "É vedado ao magistrado: manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério."
Mais claro que isso, impossível. É ou não uma transgressão à Lei?
É pouco
Agripino e TV Tropical vão pagar R$ 21 mil de multa
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, rejeitou um recurso impetrado pelo senador José Agripino (DEM-RN), que pedia o cancelamento da multa de 20 mil UFIR (pouco mais de R$ 21 mil) aplicada pelo Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN) por propaganda eleitoral extemporânea (antes do prazo) nas eleições 2006.
No dia 30 de junho de 2006, a TV Tropical divulgou uma entrevista de Agripino, em que o senador e líder dos "demos" pedia votos para seus candidatos a deputado federal, senador e governador, afirmando que o RN só cresceria se os candidatos dele fossem eleitos.
A multa, apesar de pequena, é um sinal de que nem tudo está perdido e uma indicação ao senador de que ele não está imune à Justiça.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, rejeitou um recurso impetrado pelo senador José Agripino (DEM-RN), que pedia o cancelamento da multa de 20 mil UFIR (pouco mais de R$ 21 mil) aplicada pelo Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN) por propaganda eleitoral extemporânea (antes do prazo) nas eleições 2006.
No dia 30 de junho de 2006, a TV Tropical divulgou uma entrevista de Agripino, em que o senador e líder dos "demos" pedia votos para seus candidatos a deputado federal, senador e governador, afirmando que o RN só cresceria se os candidatos dele fossem eleitos.
A multa, apesar de pequena, é um sinal de que nem tudo está perdido e uma indicação ao senador de que ele não está imune à Justiça.
Cala a boca, Agripino
O senador José Agripino, líder dos "demos", estréia hoje o programa de rádio "Fala Senador".
O programa vai ser transmitido por 14 emissoras da Rede Tropical de Comunicação, império midiático do senador aqui no Rio Grande do Norte.
Agripino utiliza as concessões de televisão e rádio que detém para se autopromover. A TV Tropical, afiliada local da Rede Record, transmite todo dia os seus pronunciamentos no Senado.
Eu resolvi pegar carona no novo programa do senador e lançar a campanha "Cala a boca, Agripino".
Ninguém agüenta mais ouvir as baboseiras e as lições de falso moralismo de José Agripino.
Agripino visa 2010 e o programa é uma tentativa desesperada de não ser esquecido pelo povo até lá.
Não adianta senador, porque a sua derrocada política está cada vez mais próxima.
O programa vai ser transmitido por 14 emissoras da Rede Tropical de Comunicação, império midiático do senador aqui no Rio Grande do Norte.
Agripino utiliza as concessões de televisão e rádio que detém para se autopromover. A TV Tropical, afiliada local da Rede Record, transmite todo dia os seus pronunciamentos no Senado.
Eu resolvi pegar carona no novo programa do senador e lançar a campanha "Cala a boca, Agripino".
Ninguém agüenta mais ouvir as baboseiras e as lições de falso moralismo de José Agripino.
Agripino visa 2010 e o programa é uma tentativa desesperada de não ser esquecido pelo povo até lá.
Não adianta senador, porque a sua derrocada política está cada vez mais próxima.
Datena diz que cansou de programas policiais
José Luiz Datena, maior ícone dos programas policiais na televisão brasileira, disse à Folha de São Paulo que não agüenta mais fazer esse tipo de programa.
Datena apresenta o "Brasil Urgente" na Bandeirantes e faz o perfil do típico "justiçeiro demagogo", gritando bordões, palavras de ordem, vociferando contra criminosos e exigindo punição.
Datena "inovou" e pôs um varal no cenário do seu programa. No varal, há camisetas penduradas com frases de "indignação". Há desde o clamor por justiça a pedidos de "Fora Lula".
Datena disse à Folha que foi convidado por Sílvio Santos para apresentar o "novo" 'Aqui Agora', que o SBT volta a exibir a partir de hoje à noite, mas recusou o convite.
"Quando o Silvio Santos me chamou na casa dele em novembro para fazer o 'Aqui Agora', disse que para fazer a mesma coisa que faço na Band, fico aqui", revelou.
Datena se defendeu das acusações de que traz o "mundo-cão" para dentro da casa das pessoas. "O mundo cão é o que todos vivemos, um Brasil de desigualdades. Não sou responsável por esse tipo de programa nem pela violência", desabafou.
Datena quer dar uma de Pilatos e lavar as mãos, fugindo das suas responsabilidades. É óbvio que ele não é "responsável" pela violência, no sentido de que não é autor da violência, não a pratica.
Mas é claro que ele tem responsabilidade em relação ao programa que apresenta. Programa esse que sobrevive da exacerbação e da banalização da violência. Mais ainda. Programa que sobrevive da espetacularização da violência.
Datena, embora não admita, incita a violência, pois se comporta como legítimo representante da indignação do povo e estimula a prática da "justiça do grito".
É bom mesmo que ele diga que cansou de fazer esse tipo de programa e sua apologia à violência. Pode ser que essa "confissão" sirva para convencer o público desse formato d eprograma que a "indignação" gritada no ar não passa de bravata.
Datena apresenta o "Brasil Urgente" na Bandeirantes e faz o perfil do típico "justiçeiro demagogo", gritando bordões, palavras de ordem, vociferando contra criminosos e exigindo punição.
Datena "inovou" e pôs um varal no cenário do seu programa. No varal, há camisetas penduradas com frases de "indignação". Há desde o clamor por justiça a pedidos de "Fora Lula".
Datena disse à Folha que foi convidado por Sílvio Santos para apresentar o "novo" 'Aqui Agora', que o SBT volta a exibir a partir de hoje à noite, mas recusou o convite.
"Quando o Silvio Santos me chamou na casa dele em novembro para fazer o 'Aqui Agora', disse que para fazer a mesma coisa que faço na Band, fico aqui", revelou.
Datena se defendeu das acusações de que traz o "mundo-cão" para dentro da casa das pessoas. "O mundo cão é o que todos vivemos, um Brasil de desigualdades. Não sou responsável por esse tipo de programa nem pela violência", desabafou.
Datena quer dar uma de Pilatos e lavar as mãos, fugindo das suas responsabilidades. É óbvio que ele não é "responsável" pela violência, no sentido de que não é autor da violência, não a pratica.
Mas é claro que ele tem responsabilidade em relação ao programa que apresenta. Programa esse que sobrevive da exacerbação e da banalização da violência. Mais ainda. Programa que sobrevive da espetacularização da violência.
Datena, embora não admita, incita a violência, pois se comporta como legítimo representante da indignação do povo e estimula a prática da "justiça do grito".
É bom mesmo que ele diga que cansou de fazer esse tipo de programa e sua apologia à violência. Pode ser que essa "confissão" sirva para convencer o público desse formato d eprograma que a "indignação" gritada no ar não passa de bravata.
Em breve, o blog vai tá de cara nova
O contador de acessos do blog endoidou. Voltou a contar a partir do 1º acesso.
Como eu não entendo nadica de nada dessas coisas, falei com um amigo e ele vai arrumar isso pra mim.
Aguardem também o novo visual do blog, com novas ferramentas e uma cara mais moderna.
Como eu não entendo nadica de nada dessas coisas, falei com um amigo e ele vai arrumar isso pra mim.
Aguardem também o novo visual do blog, com novas ferramentas e uma cara mais moderna.
Estamos na área
Desde quarta-feira passada que não tive mais tempo de postar nada. Estava atolado de coisas pra fazer, referentes a meu trabalho na AL.
Aproveito pra comentar rapidinho sobre o "Fórum Natal Pela Sustentabilidade", que aconteceu sexta-feira passada, no Cefet. O tema foi segurança pública.
O evento foi muito bom, apesar de alguns contratempos e do cancelamento de uma das palestras por falta de energia.
Achei particularmente interessante a palestra da secretária de Defesa Social da cidade de Diadema (SP), Regina Miki. Ela falou sobre a experiência da cidade na redução, combate e prevenção à violência urbana - Diadema era considerada a cidade mais violenta do país, com taxa de homicídios de 110 para cada grupo de 100 mil habitantes.
Regina Miki, que fez mestrado em segurança púbica, disse que Diadema precisou fazer um mapeamento da criminalidade, para que se tivesse um diagnóstico que norteasse as ações contra a violência.
Ela contou que, no início, foi preciso superar muitos entraves, como a própria lentidão da máquina pública, classificada por ela como um "paquiderme".
Mas o maior desafio era mudar os paradigmas sobre segurança púbica. "As pessoas olham para a segurança como repressão. Mas repressão significa a falha do sistema", ressaltou.
Feito o mapeamento da criminalidade, o resultado das análises dos dados coletados revelou que 60% dos homicídios de Diadema ocorriam em bares e similares ou áreas próximas, entre 23h e 4h. A cidade tinha cerca de 4.800 bares.
Para mudar esse quadro, a Prefeitura criou a "Lei de Fechamento de Bares", que está em vigor desde julho de 2002.
O resultado, após a medida, foi que os homicídios em Diadema despencaram - de 110 para 19 homícidios por grupo de 100 mil habitantes.
A maioria absoluta da população (97%) apóia o fechamento dos bares em Diadema.
Mas é claro que não foi apenas fechando os bares que Diadema diminuiu a violência. A Prefeitura também criou programas de promoção de cidadania para jovens e adolescentes, que são as maiores vítimas da violência.
O programa "Adolescente Aprendiz", criado em 2001, prepara jovens de 14 a 15 anos para o mundo do trabalho. Já foram atendidos 12 mil adolescentes e, de 2001 para 2007, houve uma redução de 79% dos homicídios entre jovens, que viviam em situação crítica de vulnerabilidade social e, freqüentemente, acabavam envolvidos com o tráfico de drogas.
"O crime prospera onde o Estado está ausente. E ainda tem um agravante: o vácuo é preenchido pelo tráfico. Não há vácuo de poder", disse Regina Miki.
Aproveito pra comentar rapidinho sobre o "Fórum Natal Pela Sustentabilidade", que aconteceu sexta-feira passada, no Cefet. O tema foi segurança pública.
O evento foi muito bom, apesar de alguns contratempos e do cancelamento de uma das palestras por falta de energia.
Achei particularmente interessante a palestra da secretária de Defesa Social da cidade de Diadema (SP), Regina Miki. Ela falou sobre a experiência da cidade na redução, combate e prevenção à violência urbana - Diadema era considerada a cidade mais violenta do país, com taxa de homicídios de 110 para cada grupo de 100 mil habitantes.
Regina Miki, que fez mestrado em segurança púbica, disse que Diadema precisou fazer um mapeamento da criminalidade, para que se tivesse um diagnóstico que norteasse as ações contra a violência.
Ela contou que, no início, foi preciso superar muitos entraves, como a própria lentidão da máquina pública, classificada por ela como um "paquiderme".
Mas o maior desafio era mudar os paradigmas sobre segurança púbica. "As pessoas olham para a segurança como repressão. Mas repressão significa a falha do sistema", ressaltou.
Feito o mapeamento da criminalidade, o resultado das análises dos dados coletados revelou que 60% dos homicídios de Diadema ocorriam em bares e similares ou áreas próximas, entre 23h e 4h. A cidade tinha cerca de 4.800 bares.
Para mudar esse quadro, a Prefeitura criou a "Lei de Fechamento de Bares", que está em vigor desde julho de 2002.
O resultado, após a medida, foi que os homicídios em Diadema despencaram - de 110 para 19 homícidios por grupo de 100 mil habitantes.
A maioria absoluta da população (97%) apóia o fechamento dos bares em Diadema.
Mas é claro que não foi apenas fechando os bares que Diadema diminuiu a violência. A Prefeitura também criou programas de promoção de cidadania para jovens e adolescentes, que são as maiores vítimas da violência.
O programa "Adolescente Aprendiz", criado em 2001, prepara jovens de 14 a 15 anos para o mundo do trabalho. Já foram atendidos 12 mil adolescentes e, de 2001 para 2007, houve uma redução de 79% dos homicídios entre jovens, que viviam em situação crítica de vulnerabilidade social e, freqüentemente, acabavam envolvidos com o tráfico de drogas.
"O crime prospera onde o Estado está ausente. E ainda tem um agravante: o vácuo é preenchido pelo tráfico. Não há vácuo de poder", disse Regina Miki.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Conhecimento de causa
Agripino entende de políticas eleitoreiras
O leitor João Maurício escreve ao blog comentando o boicote que a oposição 'Justo Veríssimo' quer impor ao programa "Territórios da Cidadania".
Merece destaque o trecho em que ele observa que a reação dos tucanos e "demos" ao programa do governo federal reflete a típica visão "liberal", segundo a qual a função do Estado é bancar a iniciativa privada. "Esse negócio de investir para acabar com a miséria num (sic) é papel do Estado não", escreve o leitor.
Lei a íntegra do comentário:
Interessante é que a maioria das ações do "Territórios da Cidadania" acontecerão (sic) em municípios com população pouco expressiva em termos numéricos e em áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos, áreas onde geralmente o IDH é mais baixo. Então pergunta-se: se fosse programa eleitoreiro, não deveria se concentrar nos grandes centros urbanos, onde teoricamente o impacto "político" seria maior? O "x" da questão é outro. A turma dos demos, antigos (PFL), e dos demos convertidos ou neo-demos (PSDB), não suportam ouvir falar em programas sociais cujo objetivo seja reduzir a miséria no país. Mas nisso tem situações engraçadas, a exemplo das declarações de José Agripino, condenando, evidentemente, o Programa do Governo Federal. Mas ao menos dessa vez – sejamos justos – ele pode até não ter razão, mas fala com conhecimento de causa. Ou seja, o "galeguinho do Alecrim" sabe bem o que são políticas eleitoreiras... Suas práticas de antanho lhe servem de guia, certamente. Na concepção de "liberais" como "jaja" o Estado brasileiro tem por função bancar a iniciativa privada, como fez o BNDES no caso das privatizações da Vale, das Telecomunicações... emprestando dinheiro do Estado aos "empresários de bem" para quem (sic) comprassem os bens... estatais. Esse negócio de investir para acabar com a miséria num (sic) é papel do Estado não. Isso é politicagem, diz "jaja" e sua trupe. Afinal, de quem é mesmo essa tarefa?... Bom, mas como é homem sensato e fiél aos ideais da República tupiniquim, "jaja" vai estrear um programinha na Radio Tropical...
O leitor João Maurício escreve ao blog comentando o boicote que a oposição 'Justo Veríssimo' quer impor ao programa "Territórios da Cidadania".
Merece destaque o trecho em que ele observa que a reação dos tucanos e "demos" ao programa do governo federal reflete a típica visão "liberal", segundo a qual a função do Estado é bancar a iniciativa privada. "Esse negócio de investir para acabar com a miséria num (sic) é papel do Estado não", escreve o leitor.
Lei a íntegra do comentário:
Interessante é que a maioria das ações do "Territórios da Cidadania" acontecerão (sic) em municípios com população pouco expressiva em termos numéricos e em áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos, áreas onde geralmente o IDH é mais baixo. Então pergunta-se: se fosse programa eleitoreiro, não deveria se concentrar nos grandes centros urbanos, onde teoricamente o impacto "político" seria maior? O "x" da questão é outro. A turma dos demos, antigos (PFL), e dos demos convertidos ou neo-demos (PSDB), não suportam ouvir falar em programas sociais cujo objetivo seja reduzir a miséria no país. Mas nisso tem situações engraçadas, a exemplo das declarações de José Agripino, condenando, evidentemente, o Programa do Governo Federal. Mas ao menos dessa vez – sejamos justos – ele pode até não ter razão, mas fala com conhecimento de causa. Ou seja, o "galeguinho do Alecrim" sabe bem o que são políticas eleitoreiras... Suas práticas de antanho lhe servem de guia, certamente. Na concepção de "liberais" como "jaja" o Estado brasileiro tem por função bancar a iniciativa privada, como fez o BNDES no caso das privatizações da Vale, das Telecomunicações... emprestando dinheiro do Estado aos "empresários de bem" para quem (sic) comprassem os bens... estatais. Esse negócio de investir para acabar com a miséria num (sic) é papel do Estado não. Isso é politicagem, diz "jaja" e sua trupe. Afinal, de quem é mesmo essa tarefa?... Bom, mas como é homem sensato e fiél aos ideais da República tupiniquim, "jaja" vai estrear um programinha na Radio Tropical...
Grotesco II
O sensacionalismo não é exclusividade dos pequenos jornais. Os grandes, vez por outra, também descem a ladeira e aderem a esse gênero jornalístico.Vide o exemplo do Diário de Natal de hoje, que exibe na capa a foto de parte do corpo de mais um detento assassinado no presídio de Alcaçuz.
A foto mostra o braço ensanguentado do morto, onde se lê a inscrição tatuada: "mato por prazer".
Há um balão com o aviso de "Imagens Fortes", que serve apenas para despertar ainda mais a curiosidade do leitor adepto desse tipo de notícia.
Na manchete, também impera o tom apelativo: "Segunda degola faz de Alcaçuz um novo 'caldeirão do diabo' ".
Na capa do caderno "Cidades", em letras garrfais vermelhas, sobre uma foto desfocada, lê-se a seguinte manchete: "De segurança máxima a novo caldeirão do diabo do RN".
A Tribuna do Norte resistiu ao sensacionalismo e deu menos destaque à notícia. O jornal não deixou de noticiar o caso, mas optou por não chocar o seu leitor. Colocou uma foto pequena na capa, mostrando um policial de costas e ao fundo, imagem meio desfocada, os pés do presidiário assassinado. Não há manchete chamando atenção para a notícia; apenas a inscrição acima da foto: "Penitenciária de Alcaçuz".
Na página 9, a manchete é a seguinte: "Mais um detento é decapitado no RN". O jornal não apelou a metáforas futebolísticas de mau gosto nem usou apelidos grotescos para se referir aos envolvidos no caso. A foto interna também é sutil, como a da capa.
Até o JH Primeira Edição maneirou a mão dessa vez e não colocou nenhuma foto nem manchete apelativa sobre mais essa morte no presídio.
Vai longe o tempo em que o DN podia ser considerado o melhor jornal da cidade.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
A Chantagem
Dilma Rousseff reage às ameaças da oposição 'Justo Veríssimo'
A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, mandou um recado hoje à turma da oposição 'Justo Veríssimo' - aquela que quer que o povo se exploda.
Dilma disse que o governo não pode parar somente porque é ano de eleição e que as ações do governo não são eleitoreiras.
"Eleitoreira" é a senha da oposição 'Justo Veríssimo' para desqualificar todo e qualquer programa social do governo federal.
Tucanos e "demos" ameçam entrar Justiça contra o recém lançado Territórios da Cidadania, que vai destinar, neste ano, R$ 11,3 bilhões para os 958 municípios brasileiros com menor IDH.
A ministra não entende o terrorismo da oposição 'Justo Veríssimo' contra o programa. "O [programa] Territórios da Cidadania é um dos melhores e mais efetivos programas de distribuição de renda. O programa é focado, tem um papel que é de resgate daqueles bolsões de pobreza que não são facilmente atingidos. Isso representa um esforço articulado do governo. É o governo somando esforços. Não é gastando mais, mas melhor", disse ela à Folha Online.
O programa vai ser coordenado pelo ministro Guilherme Cassel do Desenvolvimento Agrário e compreende 135 ações, envolvendo outros 19 ministérios. A previsão é de atender 24 milhões de pessoas nas comunidades rurais, aldeias indígenas, quilombolas e colônias de pescadores inicialmente mapeadas pelo programa.
O Ministro Guilherme Cassel disse ao jornalista Paulo Henrique Amorim que a novidade do programa é fazer com que recursos e programas já existentes cheguem a regiões que não eram beneficiadas, levando assistência social e desenvolvimento a essas populações.
"Ele (o 'Territórios da Cidadania') é pensado em três eixos básicos. O primeiro deles é garantir acesso universal a direito de cidadania: documentação, assistência social, o básico. O segundo, superar a infra-estrutura: água, energia elétrica, casa. E o terceiro: apoiar atividade produtiva a partir de atividades que podem tirar essas regiões da estagnação econômica", explicou o ministro.
A oposição quer boicotar o Territórios da Cidadania e fica usando essa desculpa furada de que o programa é eleitoreiro.
Para a população que sobrevive em condições precárias, não interessa se é ano eleitoral ou não. O que importa é que ela vai ter, pela primeira vez, acesso de fato à cidadania.
A chantagem da oposição, ameaçando entra na Justiça contra o programa, é birra de menino mimado.
É igual aquela história do garoto que é o dono da bola. Ele não joga nada, mas se não deixarem ele ser o atacante, não tem jogo.
A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, mandou um recado hoje à turma da oposição 'Justo Veríssimo' - aquela que quer que o povo se exploda.
Dilma disse que o governo não pode parar somente porque é ano de eleição e que as ações do governo não são eleitoreiras.
"Eleitoreira" é a senha da oposição 'Justo Veríssimo' para desqualificar todo e qualquer programa social do governo federal.
Tucanos e "demos" ameçam entrar Justiça contra o recém lançado Territórios da Cidadania, que vai destinar, neste ano, R$ 11,3 bilhões para os 958 municípios brasileiros com menor IDH.
A ministra não entende o terrorismo da oposição 'Justo Veríssimo' contra o programa. "O [programa] Territórios da Cidadania é um dos melhores e mais efetivos programas de distribuição de renda. O programa é focado, tem um papel que é de resgate daqueles bolsões de pobreza que não são facilmente atingidos. Isso representa um esforço articulado do governo. É o governo somando esforços. Não é gastando mais, mas melhor", disse ela à Folha Online.
O programa vai ser coordenado pelo ministro Guilherme Cassel do Desenvolvimento Agrário e compreende 135 ações, envolvendo outros 19 ministérios. A previsão é de atender 24 milhões de pessoas nas comunidades rurais, aldeias indígenas, quilombolas e colônias de pescadores inicialmente mapeadas pelo programa.
O Ministro Guilherme Cassel disse ao jornalista Paulo Henrique Amorim que a novidade do programa é fazer com que recursos e programas já existentes cheguem a regiões que não eram beneficiadas, levando assistência social e desenvolvimento a essas populações.
"Ele (o 'Territórios da Cidadania') é pensado em três eixos básicos. O primeiro deles é garantir acesso universal a direito de cidadania: documentação, assistência social, o básico. O segundo, superar a infra-estrutura: água, energia elétrica, casa. E o terceiro: apoiar atividade produtiva a partir de atividades que podem tirar essas regiões da estagnação econômica", explicou o ministro.
A oposição quer boicotar o Territórios da Cidadania e fica usando essa desculpa furada de que o programa é eleitoreiro.
Para a população que sobrevive em condições precárias, não interessa se é ano eleitoral ou não. O que importa é que ela vai ter, pela primeira vez, acesso de fato à cidadania.
A chantagem da oposição, ameaçando entra na Justiça contra o programa, é birra de menino mimado.
É igual aquela história do garoto que é o dono da bola. Ele não joga nada, mas se não deixarem ele ser o atacante, não tem jogo.
Grotesco

Muitos jornais sobrevivem do sensacionalismo, principalmente da exploração e banalização da violência.
O JH Primeira Edição (capa reproduzida acima) presenteou os admiradores do mundo-cão com a foto de capa de um homem todo costurado, após ter levado sete facadas.
Danilo Angrimani, autor de "Espreme que sai sangue", um dos mais conhecidos estudos do sensacionalismo na imprensa brasileira, explica que "o jornalismo sensacionalista extrai do fato, da notícia, a sua carga emotiva e apelativa e a enaltece", como estratégia para seduzir o público.
Muniz Sodré fala em uma "estética do grotesco" como aspecto preponderante em jornais e programas sensacionalistas. Ele também utiliza a expressão “estética do sangue” para caracterizar esse tipo de jornalismo.
Marcondes Filho afirma que a imprensa sensacionalista "não se presta a informar, muito menos a formar."
Cito novamente Danilo Angrimani, que diz que "sensacionalismo e credibilidade se repelem, são incompatíveis."
O jornal sensacionalista sabe que o leitor gosta do fait divers (notícia "curiosa", numa tradução livre) e o transforma em manchete de capa, como fez o JH Primeira Edição.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
A Veja que ninguém vai ver
Oposição 'Justo Veríssimo'
A oposição não sabe mais o que fazer pra derrubar o presidente Lula.
Por mais que "demos" e tucanos tentem, eles não conseguem abalar a popularidade do homem, que segundo a mais recente pesquisa CNT/Sensus, passa dos 60%.
Derrubaram a CPMF no final do ano passado pra ver se o governo federal ficava com as calças na mão, sem "dinda" pra continuar os programas sociais e pra investir em novas ações.
Avaliaram que seria fácil ganhar a parada das eleições municipais deste ano, porque um governo sem dinheiro em ano eleitoral é um governo fraco.
Ainda falta muito tempo pras eleições e, até lá, tudo pode acontecer. Mas o tiro da oposião parece ter sido furado.
Primeiro porque o governo, apesar da perda da CPMF, não cortou as verbas dos programas sociais.
E além de manter os programas atuais, o governo começa a executar outras ações na área social para favorecer a parcela mais carente da população.
Foi o que aconteceu hoje, em Brasília, quando o governo lançou o progama "Territórios da Cidadania".
O programa compreende 135 ações de 19 ministérios e vai contemplar as regiões do país com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Aproximadamente mil municípios devem ser beneficiados.
Apenas em 2008, serão destinados R$ 11,3 bilhões para os municípios selecionados.
Os municípios foram agrupados em cerca de 60 territórios. Em 2009, o programa vai alcançar 120 territórios em todo o país, segundo o governo federal.
Mais de 2 milhões de famílias de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas, famílias de pescadores e comunidades tradicionais terão acesso às ações neste ano. Isso somente no meio rural.
No total, a previsão do programa é beneficiar 24 milhões de pessoas envolvidas.
O objetivo do programa é eliminar os bolsões de pobreza e reduzir das desigualdades sociais.
A oposição ficou doida quando o programa foi lançado. O deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do Democratas (DEM), disse que o programa é puro "assistencialismo".
O senador José Agripino Maia (RN), coincidentemente do mesmo partido de Rodrigo Maia, disse que não esperava que o governo, mesmo perdendo a CPMF, ainda tivesse tanto dinheiro pra investir nos mais pobres.
"O governo não disse que estava quebrado sem a CPMF ? Como lança, então, esse programa agora?", perguntou assustado Agripino Maia.
O medo deles é que o programa dê certo e beneficie os candidatos a prefeito apoiados pelo preidente Lula.
E até mandaram um recado: vão recorrer à Justiça Eleitoral e questionar o programa, que eles chamam de "eleitoreiro".
Por trás desse papo furado, está o pavor que "demos" e tucanos têm do povo. Como diria Justo Veríssimo, personagem antológico criado por Chico Anysio, eles querem que o povo se exploda.
No início, eles também tentaram boicotar o Bolsa Família, dizendo que o programa era "assitencialista", que era uma "bolsa esmola" e blá blá blá...
Quebraram a cara antes e vão quebrar novamente.
Por mais que "demos" e tucanos tentem, eles não conseguem abalar a popularidade do homem, que segundo a mais recente pesquisa CNT/Sensus, passa dos 60%.
Derrubaram a CPMF no final do ano passado pra ver se o governo federal ficava com as calças na mão, sem "dinda" pra continuar os programas sociais e pra investir em novas ações.
Avaliaram que seria fácil ganhar a parada das eleições municipais deste ano, porque um governo sem dinheiro em ano eleitoral é um governo fraco.
Ainda falta muito tempo pras eleições e, até lá, tudo pode acontecer. Mas o tiro da oposião parece ter sido furado.
Primeiro porque o governo, apesar da perda da CPMF, não cortou as verbas dos programas sociais.
E além de manter os programas atuais, o governo começa a executar outras ações na área social para favorecer a parcela mais carente da população.
Foi o que aconteceu hoje, em Brasília, quando o governo lançou o progama "Territórios da Cidadania".
O programa compreende 135 ações de 19 ministérios e vai contemplar as regiões do país com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Aproximadamente mil municípios devem ser beneficiados.
Apenas em 2008, serão destinados R$ 11,3 bilhões para os municípios selecionados.
Os municípios foram agrupados em cerca de 60 territórios. Em 2009, o programa vai alcançar 120 territórios em todo o país, segundo o governo federal.
Mais de 2 milhões de famílias de agricultores familiares, assentados da reforma agrária, quilombolas, indígenas, famílias de pescadores e comunidades tradicionais terão acesso às ações neste ano. Isso somente no meio rural.
No total, a previsão do programa é beneficiar 24 milhões de pessoas envolvidas.
O objetivo do programa é eliminar os bolsões de pobreza e reduzir das desigualdades sociais.
A oposição ficou doida quando o programa foi lançado. O deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do Democratas (DEM), disse que o programa é puro "assistencialismo".
O senador José Agripino Maia (RN), coincidentemente do mesmo partido de Rodrigo Maia, disse que não esperava que o governo, mesmo perdendo a CPMF, ainda tivesse tanto dinheiro pra investir nos mais pobres.
"O governo não disse que estava quebrado sem a CPMF ? Como lança, então, esse programa agora?", perguntou assustado Agripino Maia.
O medo deles é que o programa dê certo e beneficie os candidatos a prefeito apoiados pelo preidente Lula.
E até mandaram um recado: vão recorrer à Justiça Eleitoral e questionar o programa, que eles chamam de "eleitoreiro".
Por trás desse papo furado, está o pavor que "demos" e tucanos têm do povo. Como diria Justo Veríssimo, personagem antológico criado por Chico Anysio, eles querem que o povo se exploda.
No início, eles também tentaram boicotar o Bolsa Família, dizendo que o programa era "assitencialista", que era uma "bolsa esmola" e blá blá blá...
Quebraram a cara antes e vão quebrar novamente.
Pergunte aos universitários
O novo (?) "Aqui Agora", que voltará ao SBT em março, vai contar com uma platéia de universitários.
O papel deles será de debater sobre carreira e comportamento.
Mais um ingrediente trash deste que foi o telejornal mais sensacionalista da década de 1990 na televisão brasileira.
Parece até que estou vendo (quer dizer, imaginando, porque não vou assistir a volta dessa porcaria de jeito nenhum), a platéia cheinha de pingüins de universidades particulares. Após uma matéria, a câmera focaliza a turminha e o apresentador pergunta: "O que vocês têm a dizer sobre esse assunto?". E eles: "Hein, como assim?!".
Ai, Jesus, isso não vai dar certo.
O papel deles será de debater sobre carreira e comportamento.
Mais um ingrediente trash deste que foi o telejornal mais sensacionalista da década de 1990 na televisão brasileira.
Parece até que estou vendo (quer dizer, imaginando, porque não vou assistir a volta dessa porcaria de jeito nenhum), a platéia cheinha de pingüins de universidades particulares. Após uma matéria, a câmera focaliza a turminha e o apresentador pergunta: "O que vocês têm a dizer sobre esse assunto?". E eles: "Hein, como assim?!".
Ai, Jesus, isso não vai dar certo.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Iguais, pero no mucho


As capas da Veja e da Carta Capital desta semana são quase iguais.
A foto é a mesma - a sombra do rosto do ex-presidente cubano Fidel Castro. A diferença é apenas o enfoque.
Veja comemora a renúncia de Fidel Castro com a manchete na capa: "Já vai tarde". Típico do estilo refratário e panfletário da revista.
Carta Capital se baseia nas análises de diversas personalidades para tentar imaginar como vai ficar "Cuba sem Fidel".
Muito bom o editorial de Mino Carta: "Fidel Castro e o golpe de 1964".
Carta Capital também entrevistou o historiador Tariq Ali, para quem os cubanos exilados em Miami são "fascistas".
Tariq Ali considera que a volta dos cubanos exilados para a ilha seria ruim, porque “todo o trabalho realizado desde 1959 seria destruído”.
"Muito Além do Cidadão Kane"
Documentário sobre a "história secreta" da Globo faz 15 anos
A Folha publica hoje entrevista com o professor britânico John Ellis, produtor do documentário "Muito Além do Cidadão Kane", que conta a verdadeira história da Rede Globo, as ligações políticas e a relação íntima com o governo militar da emissora fundada por Roberto Marinho.
O documentário foi transmitido pela primeira vez em 1993, no canal britânico Channel 4.
Há depoimentos de políticos como Leonel Brizola (1922-2004), Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) e do presidente Lula, então dirigente sindical. Também há depoimentos de artistas como Chico Buarque, que na época da ditadura militar era vetado na emissora.
O documentário completa 15 anos, mas nunca foi exibido em nenhuma emissora brasileira, porque a Globo não cedeu os direitos de exibição de suas imagens.
Isso não impediu, porém, que o documentário fosse exibido em eventos públicos no país. Hoje, o filme está disponível na internet para ser visto e armazenado.
Confira a entrevista na íntegra:
FOLHA - O que acha de o governo Lula tentar erguer uma TV pública?
ELLIS - Talvez seja tarde demais para a criação de uma TV pública. O que ela mostraria na maior parte do tempo? Há, claro, sempre espaço para uma melhora da informação pública na TV, tanto em notícias, em programas factuais, quanto nos assuntos presentes nas novelas, e como eles são abordados. A experiência no Reino Unido mostra que a TV pública deve ser separada do governo. Esse modelo de TV pública é possível no Brasil? Nenhum governo que eu conheço iria querer criar agora uma empresa de telecomunicações se não pudesse controlá-la diretamente. Especialmente agora, quando há muitas TVs espalhadas pelo mundo. O serviço público de TV na Europa foi iniciado em uma época em que a TV era uma novidade. Mesmo que a BBC seja separada do poder, quando a emissora foi realmente contra o governo em questões políticas específicas, o governo conseguiu reagir de maneira bem-sucedida contra essa oposição. O sucesso da TV pública independente no Reino Unido não foi propriamente na área da política. Entretanto foi bem-sucedida na educação pública, sobre temas locais importantes, na participação social, na proteção do consumidor e até em melhorar o padrão geral dos programas no país.
FOLHA - O sr. acha que o documentário "Muito Além do Cidadão Kane" ainda é atual?
ELLIS - Ele descreve uma situação que evoluiu, mas não sei bem qual é a profundidade dessas mudanças. O filme é bem-sucedido também, com a ajuda de muitos arquivos que permitem fazer essa oposição, em contar a história do crescimento da dominação da Globo na mídia brasileira. Essa é uma história importante e deveria ser conhecida pelo menos por todos que estão estudando a mídia nas universidades e qualquer pessoa que estiver interessada na história política do Brasil.
FOLHA - Há quem diga que o Channel 4 encomendou seu documentário para atacar a Globo, que ameaçava entrar no mercado europeu de TV. Isso é verdade?
ELLIS - Definitivamente não. O objetivo do programa era justamente entender a TV no Brasil. No passado, o Channel 4 exibiu pelo menos uma novela da Globo ("Escrava Isaura"), mas a produção não foi um grande sucesso. Há uma enorme diferença entre a cultura das TVs do norte e do sul da Europa. A Globo teria mais chances em mercados como Espanha, Itália, Grécia ou, especialmente, Portugal, mas não no Reino Unido. A competição no Reino Unido vem das empresas norte-americanas e das empresas de Rupert Murdoch (News International, BSkyB e o conglomerado da Fox).
FOLHA - O filme foi proibido?
ELLIS - Isso não é verdade. A Large Door concedeu o direito de exibir o programa em eventos e em público a diversas organizações no Brasil. Não poderia ser transmitido pela televisão porque muitas imagens pertencem à TV Globo. Fiquei sabendo que o vídeo foi mostrado em muitos eventos públicos no Brasil. Ele foi feito por meio da lei britânica de direitos autorais, que permite o uso de trabalhos escritos e, por extensão, audiovisuais, desde que "com o propósito de fazer comentários e revisões críticas" [sobre aquela obra]. O documentário foi finalizado por Simon em março de 1992. Ele entrou em coma no início de junho daquele ano e morreu em 17 de agosto sem ter recobrado a consciência. Eu supervisionei a revisão do programa e a inclusão de uma entrevista para atualizar o filme, que foi ao ar em maio de 1993. No Brasil, talvez você possa considerar que o filme é proibido, já que a recusa da Globo em ceder os direitos de exibição de suas imagens significa que ele não pode ser transmitido por canais brasileiros.
FOLHA - O documentário é apontado por alguns como um produto manipulador, que usa uma falsa linearidade para induzir o público a acatar sua posição.
ELLIS - Toda representação "manipula" o público. O filme tem uma narração linear exatamente porque quer mostrar o crescimento do poder da mídia durante um período difícil da história moderna do Brasil. Ele foi feito para uma audiência no Reino Unido que não sabia nada sobre a história do Brasil, não se esqueça! Deveria haver outras narrativas sobre essa história também.
FOLHA - Nos últimos anos, o Brasil viu se intensificar uma guerra entre a Record e a Globo. O sr. tem acompanhado?
ELLIS - Não tenho acompanhado de perto esse essa história. Mas sei que duas empresas estavam interessadas em comprar os direitos de "Muito Além do Cidadão Kane" no Brasil quando ele foi mostrado pela primeira vez no Reino Unido. Uma era a própria Globo.Eles perderam o interesse quando disse a eles que poderiam comprar os direitos de TV, mas não as licenças para exibição em público e a distribuição de VHS, já que esses direitos já haviam sido concedidos a outras organizações no Brasil.A outra empresa era a TV Record. A igreja [Universal do Reino de Deus] já tinha uma filial em Londres naquela época. Mas percebeu que haveria uma disputa judicial com a TV Globo a respeito das muitas imagens retiradas da programação deles. Então decidiu não comprá-lo.
A Folha publica hoje entrevista com o professor britânico John Ellis, produtor do documentário "Muito Além do Cidadão Kane", que conta a verdadeira história da Rede Globo, as ligações políticas e a relação íntima com o governo militar da emissora fundada por Roberto Marinho.
O documentário foi transmitido pela primeira vez em 1993, no canal britânico Channel 4.
Há depoimentos de políticos como Leonel Brizola (1922-2004), Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) e do presidente Lula, então dirigente sindical. Também há depoimentos de artistas como Chico Buarque, que na época da ditadura militar era vetado na emissora.
O documentário completa 15 anos, mas nunca foi exibido em nenhuma emissora brasileira, porque a Globo não cedeu os direitos de exibição de suas imagens.
Isso não impediu, porém, que o documentário fosse exibido em eventos públicos no país. Hoje, o filme está disponível na internet para ser visto e armazenado.
Confira a entrevista na íntegra:
FOLHA - O que acha de o governo Lula tentar erguer uma TV pública?
ELLIS - Talvez seja tarde demais para a criação de uma TV pública. O que ela mostraria na maior parte do tempo? Há, claro, sempre espaço para uma melhora da informação pública na TV, tanto em notícias, em programas factuais, quanto nos assuntos presentes nas novelas, e como eles são abordados. A experiência no Reino Unido mostra que a TV pública deve ser separada do governo. Esse modelo de TV pública é possível no Brasil? Nenhum governo que eu conheço iria querer criar agora uma empresa de telecomunicações se não pudesse controlá-la diretamente. Especialmente agora, quando há muitas TVs espalhadas pelo mundo. O serviço público de TV na Europa foi iniciado em uma época em que a TV era uma novidade. Mesmo que a BBC seja separada do poder, quando a emissora foi realmente contra o governo em questões políticas específicas, o governo conseguiu reagir de maneira bem-sucedida contra essa oposição. O sucesso da TV pública independente no Reino Unido não foi propriamente na área da política. Entretanto foi bem-sucedida na educação pública, sobre temas locais importantes, na participação social, na proteção do consumidor e até em melhorar o padrão geral dos programas no país.
FOLHA - O sr. acha que o documentário "Muito Além do Cidadão Kane" ainda é atual?
ELLIS - Ele descreve uma situação que evoluiu, mas não sei bem qual é a profundidade dessas mudanças. O filme é bem-sucedido também, com a ajuda de muitos arquivos que permitem fazer essa oposição, em contar a história do crescimento da dominação da Globo na mídia brasileira. Essa é uma história importante e deveria ser conhecida pelo menos por todos que estão estudando a mídia nas universidades e qualquer pessoa que estiver interessada na história política do Brasil.
FOLHA - Há quem diga que o Channel 4 encomendou seu documentário para atacar a Globo, que ameaçava entrar no mercado europeu de TV. Isso é verdade?
ELLIS - Definitivamente não. O objetivo do programa era justamente entender a TV no Brasil. No passado, o Channel 4 exibiu pelo menos uma novela da Globo ("Escrava Isaura"), mas a produção não foi um grande sucesso. Há uma enorme diferença entre a cultura das TVs do norte e do sul da Europa. A Globo teria mais chances em mercados como Espanha, Itália, Grécia ou, especialmente, Portugal, mas não no Reino Unido. A competição no Reino Unido vem das empresas norte-americanas e das empresas de Rupert Murdoch (News International, BSkyB e o conglomerado da Fox).
FOLHA - O filme foi proibido?
ELLIS - Isso não é verdade. A Large Door concedeu o direito de exibir o programa em eventos e em público a diversas organizações no Brasil. Não poderia ser transmitido pela televisão porque muitas imagens pertencem à TV Globo. Fiquei sabendo que o vídeo foi mostrado em muitos eventos públicos no Brasil. Ele foi feito por meio da lei britânica de direitos autorais, que permite o uso de trabalhos escritos e, por extensão, audiovisuais, desde que "com o propósito de fazer comentários e revisões críticas" [sobre aquela obra]. O documentário foi finalizado por Simon em março de 1992. Ele entrou em coma no início de junho daquele ano e morreu em 17 de agosto sem ter recobrado a consciência. Eu supervisionei a revisão do programa e a inclusão de uma entrevista para atualizar o filme, que foi ao ar em maio de 1993. No Brasil, talvez você possa considerar que o filme é proibido, já que a recusa da Globo em ceder os direitos de exibição de suas imagens significa que ele não pode ser transmitido por canais brasileiros.
FOLHA - O documentário é apontado por alguns como um produto manipulador, que usa uma falsa linearidade para induzir o público a acatar sua posição.
ELLIS - Toda representação "manipula" o público. O filme tem uma narração linear exatamente porque quer mostrar o crescimento do poder da mídia durante um período difícil da história moderna do Brasil. Ele foi feito para uma audiência no Reino Unido que não sabia nada sobre a história do Brasil, não se esqueça! Deveria haver outras narrativas sobre essa história também.
FOLHA - Nos últimos anos, o Brasil viu se intensificar uma guerra entre a Record e a Globo. O sr. tem acompanhado?
ELLIS - Não tenho acompanhado de perto esse essa história. Mas sei que duas empresas estavam interessadas em comprar os direitos de "Muito Além do Cidadão Kane" no Brasil quando ele foi mostrado pela primeira vez no Reino Unido. Uma era a própria Globo.Eles perderam o interesse quando disse a eles que poderiam comprar os direitos de TV, mas não as licenças para exibição em público e a distribuição de VHS, já que esses direitos já haviam sido concedidos a outras organizações no Brasil.A outra empresa era a TV Record. A igreja [Universal do Reino de Deus] já tinha uma filial em Londres naquela época. Mas percebeu que haveria uma disputa judicial com a TV Globo a respeito das muitas imagens retiradas da programação deles. Então decidiu não comprá-lo.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Onde está o dinheiro?
Filme não sai e ator/diretor terá que devolver o dinheiro público
Em 1995, o ator e diretor Guilherme Fontes e sua sócia, Yolanda Coeli, captaram recursos públicos para produzir o filme "Chatô, O Rei do Brasil".
Acontece que até hoje, 13 anos depois, o filme não foi concluído.
Agora, Guilherme e Yolanda terão de devolver mais de R$ 36,5 milhões aos cofres públicos, por determinação da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo o Último Segundo do IG, o parecer da CGU deverá ser enviado nos próximos dias ao Ministério da Cultura, que em seguida o encaminhará ao Tribunal de Contas da União.
Essa história se parece com aquela música que a Gal Costa cantava:
Onde está o dinheiro?
O gato comeu, o gato comeu
E ninguém viu
O gato fugiu, o gato fugiu...
Em 1995, o ator e diretor Guilherme Fontes e sua sócia, Yolanda Coeli, captaram recursos públicos para produzir o filme "Chatô, O Rei do Brasil".
Acontece que até hoje, 13 anos depois, o filme não foi concluído.
Agora, Guilherme e Yolanda terão de devolver mais de R$ 36,5 milhões aos cofres públicos, por determinação da Controladoria-Geral da União (CGU).
Segundo o Último Segundo do IG, o parecer da CGU deverá ser enviado nos próximos dias ao Ministério da Cultura, que em seguida o encaminhará ao Tribunal de Contas da União.
Essa história se parece com aquela música que a Gal Costa cantava:
Onde está o dinheiro?
O gato comeu, o gato comeu
E ninguém viu
O gato fugiu, o gato fugiu...
O papel de Fidel Castro na História
Em artigo publicado no blog do ex-deputado Zé Dirceu, Renato Rovai, editor da Revista Fórum, afirma que o papel reservado para Fidel Castro na história "não é o papel de algoz", mas do "governante que garantiu uma qualidade de vida para o seu povo muito acima do que se encontra em países vizinhos ou com perfil semelhante a Cuba".
Mas Rovai também disse que "é estrabismo político defender o regime cubano como a utopia possível" e criticou a falta de liberdade de imprensa em Cuba.
Leia a íntegra do artigo:
Fidel não merece tornar-se uma caricatura
Neste momento em que Fidel Castro passa o bastão do poder em Cuba, ressurge o debate a respeito de seu papel histórico nos últimos 50 anos. E retoma-se de forma torta a polêmica sobre os limites do regime do país. Esse texto aborda aspectos polêmicos, mas não poderia ser diferente. Poucas coisas são menos polêmicas do que Cuba e Fidel.
A denominação de ditador para o líder cubano é imprópria. Sua perpetuação no poder em Cuba foi mais obra do saco de maldades dos sucessivos governos estadunidenses e da CIA do que de uma ambição pessoal. Além disso, Fidel não subjugou o povo do seu país para garantir que as riquezas deste (aliás, poucas) fossem usufruídas por uma elite local com conexões com a máfia da exploração internacional.
Em qualquer modelo eleitoral com algum nível de justiça, Fidel se elegeria e reelegeria quantas vezes fosse candidato em Cuba. Aliás, seu prestígio, liderança e capacidade política são tamanhos que, em muitos momentos da história recente, se saísse candidato em outros países do Continente teria se elegido em muitos deles. Fidel nunca foi impopular em Cuba. E nem em nível internacional. Por isso sempre incomodou tanto o império estadunidense.
Isso garante a Cuba a condição de país democrático? Não. E não me parece inteligente fazer o debate a respeito das liberdades de Cuba a partir da relativização com outros modelos. Até porque não lutamos e não enfrentamos o debate político por um novo modelo colocando como nossa utopia o projeto da suposta democracia representativa dos EUA, fundamentada no poder econômico.
Mas também é estrabismo político defender o regime cubano como a utopia possível. Cuba não tem liberdade de imprensa. Seus intelectuais sofrem censura, e a quase totalidade do povo é impedida de utilizar espaços destinados à visitação de turistas. Nada disso é invenção do imperialismo ianque. Também é verdade que o Estado assumiu um papel tão centralizador que beira o autoritarismo no que diz respeito à necessária diversidade nas relações humanas.
Fidel é o responsável por isso? Muito mais não do que sim. Mas isso não quer dizer que não tenha cometido graves erros. Por exemplo, do alto da minha ingenuidade, não aceito qualquer justificativa às execuções. Impossível para minha ingenuidade compactuar com o flerte à pena de morte, seja ela com inspiração de direita ou esquerda.
Mas não é o papel de algoz que está reservado para Fidel na história da humanidade. E ele já cravou seu nome nesse espaço de poucos. É do líder guerreiro e carismático. Do homem que enfrentou um dos impérios mais cruéis da história com poucas armas e muita inteligência e perspicácia. Do articulador político e sábio. Do governante que garantiu uma qualidade de vida para o seu povo muito acima do que se encontra em países vizinhos ou com perfil semelhante a Cuba. Do guerreiro inflexível.
Até por isso, é um desfavor à história querer tratar Fidel como uma caricatura. Tanto para incensá-lo como para condená-lo. Tratá-lo como um líder de um projeto ambicioso que precisa de reflexões e ajustes parece mais adequado. E instigante. Cuba e Fidel merecem mais do que ataques e elogios exagerados.
Mas Rovai também disse que "é estrabismo político defender o regime cubano como a utopia possível" e criticou a falta de liberdade de imprensa em Cuba.
Leia a íntegra do artigo:
Fidel não merece tornar-se uma caricatura
Neste momento em que Fidel Castro passa o bastão do poder em Cuba, ressurge o debate a respeito de seu papel histórico nos últimos 50 anos. E retoma-se de forma torta a polêmica sobre os limites do regime do país. Esse texto aborda aspectos polêmicos, mas não poderia ser diferente. Poucas coisas são menos polêmicas do que Cuba e Fidel.
A denominação de ditador para o líder cubano é imprópria. Sua perpetuação no poder em Cuba foi mais obra do saco de maldades dos sucessivos governos estadunidenses e da CIA do que de uma ambição pessoal. Além disso, Fidel não subjugou o povo do seu país para garantir que as riquezas deste (aliás, poucas) fossem usufruídas por uma elite local com conexões com a máfia da exploração internacional.
Em qualquer modelo eleitoral com algum nível de justiça, Fidel se elegeria e reelegeria quantas vezes fosse candidato em Cuba. Aliás, seu prestígio, liderança e capacidade política são tamanhos que, em muitos momentos da história recente, se saísse candidato em outros países do Continente teria se elegido em muitos deles. Fidel nunca foi impopular em Cuba. E nem em nível internacional. Por isso sempre incomodou tanto o império estadunidense.
Isso garante a Cuba a condição de país democrático? Não. E não me parece inteligente fazer o debate a respeito das liberdades de Cuba a partir da relativização com outros modelos. Até porque não lutamos e não enfrentamos o debate político por um novo modelo colocando como nossa utopia o projeto da suposta democracia representativa dos EUA, fundamentada no poder econômico.
Mas também é estrabismo político defender o regime cubano como a utopia possível. Cuba não tem liberdade de imprensa. Seus intelectuais sofrem censura, e a quase totalidade do povo é impedida de utilizar espaços destinados à visitação de turistas. Nada disso é invenção do imperialismo ianque. Também é verdade que o Estado assumiu um papel tão centralizador que beira o autoritarismo no que diz respeito à necessária diversidade nas relações humanas.
Fidel é o responsável por isso? Muito mais não do que sim. Mas isso não quer dizer que não tenha cometido graves erros. Por exemplo, do alto da minha ingenuidade, não aceito qualquer justificativa às execuções. Impossível para minha ingenuidade compactuar com o flerte à pena de morte, seja ela com inspiração de direita ou esquerda.
Mas não é o papel de algoz que está reservado para Fidel na história da humanidade. E ele já cravou seu nome nesse espaço de poucos. É do líder guerreiro e carismático. Do homem que enfrentou um dos impérios mais cruéis da história com poucas armas e muita inteligência e perspicácia. Do articulador político e sábio. Do governante que garantiu uma qualidade de vida para o seu povo muito acima do que se encontra em países vizinhos ou com perfil semelhante a Cuba. Do guerreiro inflexível.
Até por isso, é um desfavor à história querer tratar Fidel como uma caricatura. Tanto para incensá-lo como para condená-lo. Tratá-lo como um líder de um projeto ambicioso que precisa de reflexões e ajustes parece mais adequado. E instigante. Cuba e Fidel merecem mais do que ataques e elogios exagerados.
Surtou Geral
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), deve ter surtado de vez. Não é à toa que ele é apelidado de "Menino Maluquinho".
Em seu Ex-Blog, ele disse que a manipulação do Jornal Nacional da TV Globo na edição do debate final entre Collor e Lula, no segundo turno das eleições de 1989, não aconteceu.
O prefeito saiu em defesa da Rede Globo e disse que o governo Lula do PT deseja controlar a emissora da família Marinho:
"A TV Globo tem sido para a esquerda tradicional, brasileira, sempre, uma espécie de pedra no caminho de seu projeto autoritário. O PT no governo tem feito o que pode para reduzir a força e participação da TVG na audiência. Tem feito o que pode para controlá-la."
Tudo o que tenho a dizer é que César Maia se faz de doido pra passar melhor.
Em seu Ex-Blog, ele disse que a manipulação do Jornal Nacional da TV Globo na edição do debate final entre Collor e Lula, no segundo turno das eleições de 1989, não aconteceu.
O prefeito saiu em defesa da Rede Globo e disse que o governo Lula do PT deseja controlar a emissora da família Marinho:
"A TV Globo tem sido para a esquerda tradicional, brasileira, sempre, uma espécie de pedra no caminho de seu projeto autoritário. O PT no governo tem feito o que pode para reduzir a força e participação da TVG na audiência. Tem feito o que pode para controlá-la."
Tudo o que tenho a dizer é que César Maia se faz de doido pra passar melhor.
"Hora Alegre"
A filosofia de Zeca Pagodinho
Sabe aquele comercial da cerveja Brahma que traduziu a "happy hour" como "hora alegre"?
Em entrevista à Folha de São Paulo, o polêmico Zeca Pagodinho, que estreou o comercial, disse que avisou "pros caras" [da agência de publicidade? da Brahma?] que a tradução poderia gerar problemas com os homossexuais.
E gerou mesmo. Segundo a Folha, os gays não gostaram da utilização dessa expressão no comercial. "Alegre" é uma palavra há muito tempo associada aos gays. Pura bobagem.
Zeca Pagodinho fez questão de deixar claro que não quis ofender ninguém no comercial e que sua "relação" com os homossexuais é do tipo "cada um na sua".
E resumiu assim o que pensa do assunto: "Quem quer dar dá, quem quer comer come, cada um viva a sua vida".
Sabe aquele comercial da cerveja Brahma que traduziu a "happy hour" como "hora alegre"?
Em entrevista à Folha de São Paulo, o polêmico Zeca Pagodinho, que estreou o comercial, disse que avisou "pros caras" [da agência de publicidade? da Brahma?] que a tradução poderia gerar problemas com os homossexuais.
E gerou mesmo. Segundo a Folha, os gays não gostaram da utilização dessa expressão no comercial. "Alegre" é uma palavra há muito tempo associada aos gays. Pura bobagem.
Zeca Pagodinho fez questão de deixar claro que não quis ofender ninguém no comercial e que sua "relação" com os homossexuais é do tipo "cada um na sua".
E resumiu assim o que pensa do assunto: "Quem quer dar dá, quem quer comer come, cada um viva a sua vida".
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
A Ilha sem Fidel
Fidel Castro renunciou à Presidência de Cuba e a direita do mundo inteiro comemorou o "fracasso" do socialismo.
"O capitalismo venceu", proclamaram os porta-vozes do sistema.
"Morreu um sonho romântico", decretou o cineasta de quinta.
Bush e os cubanos de Miami comemoraram.
O presidente americano disse que Cuba precisa fazer a "transição democrática" e condenou os "abusos contra os direitos humanos praticados pelo regime cubano".
Os EUA são experts em democracia e direitos humanos. A prisão de Guantánamo é a maior prova disso. As invasões do Afeganistão e do Iraque idem.
A mídia omite o embargo econômico americano contra Cuba, que dura mais de quatro décadas e condena o povo cubano a racionar até mesmo alimentos. Essa política de genocídio viola o Direito Internacional e contraria várias resoluções da ONU.
Mas o povo cubano, heróico, ainda resiste, sem abrir mão da sua soberania. E continuará resistindo, mesmo sem Fidel na Presidência.
Para calar a boca dos críticos, cito um trecho do livro "A Ilha", do jornalista Fernando Morais, que conta que na capital Havana, há um imenso outdoor na saída do aeroporto com a seguinte frase:
"Hoje, 50 milhões de crianças no mundo inteiro não têm onde dormir. Nenhuma delas é cubana."
"O capitalismo venceu", proclamaram os porta-vozes do sistema.
"Morreu um sonho romântico", decretou o cineasta de quinta.
Bush e os cubanos de Miami comemoraram.
O presidente americano disse que Cuba precisa fazer a "transição democrática" e condenou os "abusos contra os direitos humanos praticados pelo regime cubano".
Os EUA são experts em democracia e direitos humanos. A prisão de Guantánamo é a maior prova disso. As invasões do Afeganistão e do Iraque idem.
A mídia omite o embargo econômico americano contra Cuba, que dura mais de quatro décadas e condena o povo cubano a racionar até mesmo alimentos. Essa política de genocídio viola o Direito Internacional e contraria várias resoluções da ONU.
Mas o povo cubano, heróico, ainda resiste, sem abrir mão da sua soberania. E continuará resistindo, mesmo sem Fidel na Presidência.
Para calar a boca dos críticos, cito um trecho do livro "A Ilha", do jornalista Fernando Morais, que conta que na capital Havana, há um imenso outdoor na saída do aeroporto com a seguinte frase:
"Hoje, 50 milhões de crianças no mundo inteiro não têm onde dormir. Nenhuma delas é cubana."
Queridos Amigos
Peço desculpas pelo atraso nas postagens, mas é que minha net tá uma droga. Quando faz sol, ela não funciona; quando faz chuva, também não.
Estou mandando sinais de fumaça pra Tupã, pra ver se ele sei lá de onde dá uma jeitinho.
Mas, aproveitando o breve instante em que consigo me conectar daqui de casa, queria falar um pouquinho sobre a minissérie "Queridos Amigos", da autora Maria Adelaide Amaral, direção de Denise Saraceni, que a Globo começou a exibir segunda-feira.
A história é adaptada do livro "Aos Meus Amigos", da mesma autora. É uma história sobre velhos amigos que, após alguns anos distantes, se reencontram em novembro de 1989 para recordar a juventude.
É Léo (Dan Stulbach) quem reúne a turma num almoço. Ele descobre que está com uma doença grave e decide viver seus últimos dias ao lado dos amigos.
É um reencontro permeado de sentimentos exacerbados, afinal de contas, reviver o passado, mesmo que apenas pelas lembranças, é sempre um exercício difícil. Mexer no baú do tempo é muito arriscado.
Mas eles haviam lutado contra a ditadura militar. Alguns foram presos e torturados; outros foram exilados. Encarar esse passado poderia doer, mas talvez valesse à pena. Ao menos para se lembrarem a razão pela qual lutavam.
Na verdade, eu acho que a história não é sobre amizade, mas sobre o tempo. Pra mim, o tempo é o personagem principal.
O tempo que junta e separa os amigos. O tempo que liberta e oprime. O tempo que faz rir e prantear. O tempo que traz a esperança e a desolação. O tempo que é presença e ausência. O tempo que é saudade - essa estranha companheira fugudia das tardes vazias.
Eu gosto desse clima de nostalgia, quando parece que é sempre outono.
E gosto de pensar que meus amigos, mesmo dispersos, estão por aí por perto.
Estou mandando sinais de fumaça pra Tupã, pra ver se ele sei lá de onde dá uma jeitinho.
Mas, aproveitando o breve instante em que consigo me conectar daqui de casa, queria falar um pouquinho sobre a minissérie "Queridos Amigos", da autora Maria Adelaide Amaral, direção de Denise Saraceni, que a Globo começou a exibir segunda-feira.
A história é adaptada do livro "Aos Meus Amigos", da mesma autora. É uma história sobre velhos amigos que, após alguns anos distantes, se reencontram em novembro de 1989 para recordar a juventude.
É Léo (Dan Stulbach) quem reúne a turma num almoço. Ele descobre que está com uma doença grave e decide viver seus últimos dias ao lado dos amigos.
É um reencontro permeado de sentimentos exacerbados, afinal de contas, reviver o passado, mesmo que apenas pelas lembranças, é sempre um exercício difícil. Mexer no baú do tempo é muito arriscado.
Mas eles haviam lutado contra a ditadura militar. Alguns foram presos e torturados; outros foram exilados. Encarar esse passado poderia doer, mas talvez valesse à pena. Ao menos para se lembrarem a razão pela qual lutavam.
Na verdade, eu acho que a história não é sobre amizade, mas sobre o tempo. Pra mim, o tempo é o personagem principal.
O tempo que junta e separa os amigos. O tempo que liberta e oprime. O tempo que faz rir e prantear. O tempo que traz a esperança e a desolação. O tempo que é presença e ausência. O tempo que é saudade - essa estranha companheira fugudia das tardes vazias.
Eu gosto desse clima de nostalgia, quando parece que é sempre outono.
E gosto de pensar que meus amigos, mesmo dispersos, estão por aí por perto.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Mundo-cão
O 'Diário de Natal' e o 'JH Primeira Edição' deram hoje uma aula de sensacionalismo.
Os dois jornais da capital sairam com manchetes praticamente iguais, no melhor estilo "espreme que sai sangue".
"Preso degola inimigo em Alcaçuz", estampou o JH Primeira Edição na capa, em letras garrafais.
O DN foi ainda mais "criativo": "Preso degola colega e põe cabeça na marca do pênalti".
Abaixo da manchete do DN, uma foto mostra o jogador Bosco do ABC chutando a bola durante um treino.
A leitura da manchete com toques esportivos ("cabeça na marca do pênalti") leva, instantaneamente, à associação com a foto.
Truque pra lá de sensacionalista. Esse tipo de jornalismo não conhece limites e faz de tudo pra atrair o leitor, usando e abusando da espetacularização da violência.
Quando era estagiário num jornal de Parnamirim, discordei do editor por ter colocado uma foto, em cores, de um homem que tinha sido castrado por uma suposta bruxa, que utilizaria o "material" pra fazer magia negra.
O povão gosta disso, porque esse tipo de notícia desperta uma curiosidade mórbida e mobiliza emoções contraditórias, mexendo com a imaginação das pessoas.
Os dois jornais da capital sairam com manchetes praticamente iguais, no melhor estilo "espreme que sai sangue".
"Preso degola inimigo em Alcaçuz", estampou o JH Primeira Edição na capa, em letras garrafais.
O DN foi ainda mais "criativo": "Preso degola colega e põe cabeça na marca do pênalti".
Abaixo da manchete do DN, uma foto mostra o jogador Bosco do ABC chutando a bola durante um treino.
A leitura da manchete com toques esportivos ("cabeça na marca do pênalti") leva, instantaneamente, à associação com a foto.
Truque pra lá de sensacionalista. Esse tipo de jornalismo não conhece limites e faz de tudo pra atrair o leitor, usando e abusando da espetacularização da violência.
Quando era estagiário num jornal de Parnamirim, discordei do editor por ter colocado uma foto, em cores, de um homem que tinha sido castrado por uma suposta bruxa, que utilizaria o "material" pra fazer magia negra.
O povão gosta disso, porque esse tipo de notícia desperta uma curiosidade mórbida e mobiliza emoções contraditórias, mexendo com a imaginação das pessoas.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Receita de Viver
Leio muito devagar. Queria ler mais rápido, mas muitas coisas me distraem e me afastam da leitura. O resultado é um acumulado de livros inacabos.
No momento, estou lendo as "Entrevistas" de Clarice Lispector. É uma coletânea com 42 entrevistas da autora de "A hora da estrela" com personalidades da literatura, da música, das artes cênicas, das artes plásticas e dos esportes.
Em outra postagem, citei um trecho curtíssimo da entrevista com Nelson Rodrigues, quando ele diz que "a grande, a perfeita solidão exige uma companhia ideal".
Hoje eu li a entrevista com o médico e teatrólogo Pedro Bloch.
Selecionei um trecho marcante para mim:
Clarice: Como você é de verdade?
Pedro: Fiz, uma vez, uma receita de viver que acho que me revela. Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as grades em vez de libertar-nos. Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal e única. Não podemos viver permanentemente grandes momentos, mas podemos cultivar sua expectativa. A gente só é o que faz aos outros. Somos conseqüência dessa ação. Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida. Não se realizar. O homem deve viver se realizando. O realizado botou ponto final. Tenho um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho mar. Gosto de gostar. Todo mundo é perfeito até prova em contrário. Gosto de fazer. Não fazer... me deixa extenuado. Acredito mais na verdade que na bondade. Acho que a verdade é a quintessência da bondade, a bondade a longo prazo. Tenho defeitos, mas procuro esquecê-los a meu modo.
No momento, estou lendo as "Entrevistas" de Clarice Lispector. É uma coletânea com 42 entrevistas da autora de "A hora da estrela" com personalidades da literatura, da música, das artes cênicas, das artes plásticas e dos esportes.
Em outra postagem, citei um trecho curtíssimo da entrevista com Nelson Rodrigues, quando ele diz que "a grande, a perfeita solidão exige uma companhia ideal".
Hoje eu li a entrevista com o médico e teatrólogo Pedro Bloch.
Selecionei um trecho marcante para mim:
Clarice: Como você é de verdade?
Pedro: Fiz, uma vez, uma receita de viver que acho que me revela. Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as grades em vez de libertar-nos. Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal e única. Não podemos viver permanentemente grandes momentos, mas podemos cultivar sua expectativa. A gente só é o que faz aos outros. Somos conseqüência dessa ação. Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida. Não se realizar. O homem deve viver se realizando. O realizado botou ponto final. Tenho um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho mar. Gosto de gostar. Todo mundo é perfeito até prova em contrário. Gosto de fazer. Não fazer... me deixa extenuado. Acredito mais na verdade que na bondade. Acho que a verdade é a quintessência da bondade, a bondade a longo prazo. Tenho defeitos, mas procuro esquecê-los a meu modo.
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