Já estão disponíveis os dois mais recentes capítulos da série de reportagens que o jornalista Luiz Nassif vem publicando em seu blog sobre a revista Veja.
O 6º capítulo da série, "Primeiros ataques a Dantas", trata da investida inicial da revista contra o banqueiro Daniel Dantas, que chegou a receber a alcunha de "gênio do mal" de Veja.
De acordo com Nassif, Dantas, acusado de espionar adversários e membros do governo, foi "submetido a um tiroteio de denúncias".
"Era a primeira parte da estratégia da Veja, já sob nova direção. Poderia ser para atingir a concorrente IstoÉ - claramente alinhada com Dantas. Poderia ser uma forma de chamar o banqueiro para conversar", afirma um trecho do dossiê.
Foram três reportagens centrando fogo no dono do Banco Opportunity. A primeira, “Um negócio de espiões”, saiu em 28 de julho de 2004. "Na matéria, ele [Daniel Dantas] era frontalmente acusado de espionar autoridades brasileiras".
A seguda reportagem contra Dantas, "O dia da caça", foi publicada em 3 de novembro de 2004, e afirmava que a Polícia Federal havia deflagrado uma operação contra a Kroll, que, contratada pelo banqueiro Daniel Dantas, teria espionado até o ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.
A terceira e última reportagem contra o banqueiro, “A Usina de Espionagem da Kroll”, saiu na edição do dia 18 de maio de 2005. A reportagem era sobre a "Operação Chacal" da Polícia Federal contra a Kroll.
Confira este trecho do dossiê:
Dizia a matéria:
“Até então, porém, suspeitava-se que a empresa havia atropelado os limites estabelecidos pela Constituição para atender apenas aos interesses da Brasil Telecom – até o mês passado comandada por Daniel Dantas, do banco Opportunity. O material reunido pela PF no curso da investigação, batizada de Operação Chacal, revela, no entanto, que pelo menos desde a década de 90 a Kroll se dedica a monitorar a vida de dezenas de pessoas, entre elas políticos e empresários – e nem sempre por meio de expedientes legais”.
O simples fato de se saber que praticava ilegalidades já seria suficiente para ser tratado com cautela por qualquer jornalismo sério. A revelação de que comprava reportagens recomendava afastamento total.
Nos meses seguintes, porém, uma profunda transformação aconteceria na linha editorial da revista que denunciara, pouco antes, essas manobras de Dantas.
O capítulo seguinte do dossiê é entitulado "Assassinatos de reputação".
É leitura obrigatória. Confira:
No primeiro capítulo, mencionei o uso de matérias jornalísticas nas guerras empresariais e nos processos judiciais. Uma das ações mais abjetas praticada pelo submundo que orbita em torno das chamadas empresas de inteligência - como a Kroll - é o “assassinato de reputação”. Esse é o termo adotado nesse meio.
Trata-se de manobras para levantar escândalos falsos ou verdadeiros, visando destruir a confiança da opinião pública em determinada pessoa.
Alguns episódios são bastante ilustrativos sobre esse tipo de ação, dois deles protagonizados pelo jornalista Ricardo Boechat.
Em abril de 2001, assessores de Dantas procuraram várias mulheres jornalistas do Rio de Janeiro com a história de que a ex-mulher de Luiz Roberto Demarco - o arquiinimigo de Dantas - teria sido espancada pelo marido. Conversaram com Elvira Lobato, da “Folha”, Fernanda Delmas, de “O Globo”, jornalistas do Estadão e da Gazeta Mercantil.
O assessor apresentava um BO (Boletim de Ocorrência) lavrado em uma Delegacia de Mulher. BO não representa julgamento nem apuração: é apenas uma denúncia que qualquer pessoa pode fazer, bastando comparecer a uma delegacia. Depois, é que se irá conferir se tem fundamento ou não.
Procurado, Demarco mostrava o processo de separação. Como a denúncia não era clara ou confiável, ninguém deu nada.
No dia 22 de abril de 2001, aproveitando-se das férias do titular, os assessores do Opportunity conseguiram emplacar uma nota na coluna do Boechat:
"Caso de polícia
O empresário Luiz Roberto Demarco, que anda às turras com o Opportunity, tem um grande problema doméstico. Sua ex-mulher, a executiva Maria Regina Yazbek, entrou na Justiça de São Paulo pedindo a reintegração de posse do BMW Z3, que foi tomado depois de uma separação litigiosa.
O carro era um presente de aniversário.
Demarco espancou a ex-mulher, que ficou internada seis dias no Hospital Albert Einstein.
A agressão foi registrada na 2. Delegacia da Mulher em São Paulo."
De volta das férias, Boechat percebeu a manobra. No dia 6 de maio de 2002 deu, com o mesmo destaque, a retratação da notícia.
"Baixo nível
É pesado o jogo contra Luiz Roberto Demarco, antigo sócio do banqueiro Daniel Dantas e hoje seu adversário em várias ações judiciais.
Semana passada, vários jornais receberam notícias inexatas sobre o processo de divórcio do empresário, tentando atingi-lo moralmente.
A manobra foi conduzida junto às redações por uma assessoria de imprensa a soldo do Banco Opportunity, do qual Dantas é proprietário."
Se tivesse sido constatada a agressão, na qual a vitima supostamente teria ficado seis dias internada no Einstein, o BO teria evoluído para um inquérito policial. Nunca teve seqüência.
A seriedade jornalística custou caro a Boechat. Alguns meses depois, foi abatido por um “assassinato de reputação" cometido pela mesma revista Veja (e já mencionado no primeiro capítulo da nossa história). A revista divulgou um grampo com uma conversa de Boechat com uma fonte, que em nada depunha contra o jornalista. A mão de Dantas estava por trás do dossiê.
Do lado da Veja, as mãos que cometeram o "assassinato de reputação" ainda eram outras.
Na correspondência entre a Kroll e a Brasil Telecom, quando Dantas ainda estava no controle da empresa, era mencionada expressamente a tática do “assassinato de reputação (character assassination).
Dantas ainda estava na era dos pequenos assassinatos. Com pouca entrada na mídia – em função de sua biografia –, precisava apelar para blogs contratados e para jornais fantasmas.
No dia 17 de março de 2004, um tal de “O Povo”, do Rio de Janeiro, tiragem de 2 mil exemplares, publicou matéria escandalosa sobre Demarco.
Plantada em “O Povo” e em um site jurídico, a notícia foi vertida para o inglês e incluída no processo de Nova York, do Citigroup contra Dantas.
Nem houve como processar o tal jornal, que desapareceu na poeira.
Conto isso para mostrar qual era a situação de Dantas no momento em que Veja começou a atacá-lo. Sua única perna na mídia – o jornalista Leonardo Attuch – estava sendo bombardeado pela revista de maior circulação do pais. Os outros pontos de apoio – Giba Um e Cláudio Humberto, o tal de “O Povo” – eram utilizados nos processos judiciais, mas não conseguiam chegar até os formadores de opinião.
Por aqueles dias, Dantas vivia seus piores momentos, uma sucessão de episódios que parecia marcar o fim de sua aventura.
Em julho de 2004 saiu a matéria de Márcio Aith, na “Folha”, sobre o caso Kroll. Em outubro de 2004, a Policia Federal deflagrou a Operação Chacal que pela primeira vez pegou Dantas. Hoje ele responde a três processos na 5a Vara Federal: formação de quadrilha, corrupção ativa e espionagem.
No início de 2005, o Citibank demitiu Dantas por “quebra de confiança fiduciária” - imputação gravíssima no mercado. Os fundos de pensão já tinham feito o mesmo. E, agora, Veja começava a torpedear seus únicos pontos de contato com a mídia.
O que fazer? Dantas procurou se aproximar da revista. A maneira como conseguiu penetrar no centro de comando da Veja e colocar a revista no lugar de "O Povo", merece um capítulo à parte.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Lei Seca
Ministro da Justiça admite "flexão" da MP que proíbe venda de bebidas alcóolicas
A Folha informa que o ministro da Justiça, Tarso Genro, admitiu ontem mudanças na Medida Provisória (MP) que vetou a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais.
O ministro disse que pode haver uma "flexão" na regulamentação da MP, desde que a proibição de venda para consumo seja mantida.
"Mas nós não podemos impedir as pessoas de comprarem bebidas para levarem para a praia, para as montanhas, no seu carro", declarou Tarso.
O ministro deve ser daquele tipo de gente que acredita em papai noel, gnomos e fadas, pra vir com essa conversa de que pode vender bebida, desde que a pinga não seja consumida na hora.
A "flexão" na MP significa abrir brechas para burlar a lei.
Já imaginou a cena? O camarada chega no buteco e pede a gela. Aí o dono do buteco diz que ele não pode beber a gela na hora. O camarada diz que tudo bem e sai levando a bebida.
O motorista faz de conta que vai cumprir a promessa e o dono do buteco faz de conta que acredita.
A Folha informa que o ministro da Justiça, Tarso Genro, admitiu ontem mudanças na Medida Provisória (MP) que vetou a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais.
O ministro disse que pode haver uma "flexão" na regulamentação da MP, desde que a proibição de venda para consumo seja mantida.
"Mas nós não podemos impedir as pessoas de comprarem bebidas para levarem para a praia, para as montanhas, no seu carro", declarou Tarso.
O ministro deve ser daquele tipo de gente que acredita em papai noel, gnomos e fadas, pra vir com essa conversa de que pode vender bebida, desde que a pinga não seja consumida na hora.
A "flexão" na MP significa abrir brechas para burlar a lei.
Já imaginou a cena? O camarada chega no buteco e pede a gela. Aí o dono do buteco diz que ele não pode beber a gela na hora. O camarada diz que tudo bem e sai levando a bebida.
O motorista faz de conta que vai cumprir a promessa e o dono do buteco faz de conta que acredita.
Agnaldo Timóteo liga pra Garibaldi e diz que apóia Micarla pra Prefeitura de Natal
Da coluna "Painel" da Folha de São Paulo, hoje:
"O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) recebeu dias atrás uma ligação de Agnaldo Timóteo. Vereador pelo PR em São Paulo, o cantor dizia apoiar a candidatura da deputada estadual Micarla de Souza (PV) à Prefeitura de Natal. E perguntou como andava a disputa.
-Olha, está como naquela música: "Ninguém é de Ninguém"-, respondeu Garibaldi.
Foi a deixa para Timóteo soltar o vozeirão:
-Ninguém é de ninguém, quando se ama alguém... Ninguém é de ninguém, quando a vida nos contém!
A brincadeira não durou pouco: Garibaldi teve de ouvir, paciente, todos os versos da música de João Pedro Pais."
"O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) recebeu dias atrás uma ligação de Agnaldo Timóteo. Vereador pelo PR em São Paulo, o cantor dizia apoiar a candidatura da deputada estadual Micarla de Souza (PV) à Prefeitura de Natal. E perguntou como andava a disputa.
-Olha, está como naquela música: "Ninguém é de Ninguém"-, respondeu Garibaldi.
Foi a deixa para Timóteo soltar o vozeirão:
-Ninguém é de ninguém, quando se ama alguém... Ninguém é de ninguém, quando a vida nos contém!
A brincadeira não durou pouco: Garibaldi teve de ouvir, paciente, todos os versos da música de João Pedro Pais."
Garibaldi é uma incógnita, diz colunista da Folha
A impagável Eliane Cantanhêde, colunista da Folha, elegeu o senador potiguar Garibaldi Alves Filho (PMDB) como tema da sua coluna na edição de hoje do jornal.
Garibaldi, como se sabe, se tornou presidente do Senado após a renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL). Eliane faz pouco de Garibaldi, dizendo que "ninguém espera que ele vá mandar lá essas coisas no Senado".
Por outro lado, a intrépida colunista remenda dizendo que Garibaldi também não vai ser um marionete nas mãos dos senadores José Sarney e Romero Jucá nem do presidente Lula.
Eliane diz que se pintar mesmo uma CPI dos cartões corporativos do governo Fedearl, Garibaldi é "uma incógnita a mais, no meio da confusão".
Ainda segundo Eliane, Garibaldi mandou recados tanto para a oposição, como para o governo.
Para a oposição, Garibaldi disse que "Não se devem vulgarizar as CPIs. Ao contrário, deve-se valorizá-las".
Ao governo, por sua vez, Garibaldi alertou que se vier a CPI, ele dará uma de Pôncio Pilatos e lavará as mãos.
Garibaldi, apesar de parecer, não tem nada de bôbo. Está é valorizando o passe dele.
Eliane, pra variar, ainda achou espaço pra defender o ídolo e ex-presidente tucano FHC. Segundo ela, "quem deve tremer [com a possibilidade de uma CPI] não é FHC, que deixou o cargo há cinco anos, mas Lula, o presidente de plantão."
Garibaldi, como se sabe, se tornou presidente do Senado após a renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL). Eliane faz pouco de Garibaldi, dizendo que "ninguém espera que ele vá mandar lá essas coisas no Senado".
Por outro lado, a intrépida colunista remenda dizendo que Garibaldi também não vai ser um marionete nas mãos dos senadores José Sarney e Romero Jucá nem do presidente Lula.
Eliane diz que se pintar mesmo uma CPI dos cartões corporativos do governo Fedearl, Garibaldi é "uma incógnita a mais, no meio da confusão".
Ainda segundo Eliane, Garibaldi mandou recados tanto para a oposição, como para o governo.
Para a oposição, Garibaldi disse que "Não se devem vulgarizar as CPIs. Ao contrário, deve-se valorizá-las".
Ao governo, por sua vez, Garibaldi alertou que se vier a CPI, ele dará uma de Pôncio Pilatos e lavará as mãos.
Garibaldi, apesar de parecer, não tem nada de bôbo. Está é valorizando o passe dele.
Eliane, pra variar, ainda achou espaço pra defender o ídolo e ex-presidente tucano FHC. Segundo ela, "quem deve tremer [com a possibilidade de uma CPI] não é FHC, que deixou o cargo há cinco anos, mas Lula, o presidente de plantão."
Os cartões do Serra
A Folha de São Paulo, enfim, saiu da caverna e tocou no assunto dos cartões corporativos do governo de São Paulo, administrado pelo tucano José Serra. Segundo o jornal, a transparência com o uso dos cartões é menor em São Paulo que no governo federal.
Paulo Henrique Amorim informou em seu "Conversa Afiada" que o governo Serra gastou R$ 108 milhões com cartões corporativos em 2007, sendo que 44,58% (R$ 48,3 milhões) desse valor foi sacado no caixa, em dinheiro vivo, o que dificulta a fiscalização.
Na edição de hoje, a Folha diz que o cartão do governo de São Paulo serve para atender a 47 diferentes classificações de despesas, da diária de pessoal a gêneros alimentícios.
Enquanto os gastos com os cartões corporativos do governo federal ficam disponíveis no Portal da Transparência, o jornal diz que o governo de São Paulo não oferece um sistema aberto com essa descrição.
Apenas as bancadas de deputados na Assembléia Legislativa têm acesso aos dados do Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária).
Ainda segundo o jornal, o sistema registra a quantia que foi gasta, mas não especifica, necessariamente, em que aquele dinheiro foi usado.
A Folha diz que alguns gastos foram realizados em lojas de acessórios para casa, presentes e churrascarias.
Existem 42.315 cartões de pagamento de despesa no Estado de São Paulo, mas eles não são fornecidos aos ocupantes do primeiro escalão do governo.
A Folha ouviu o governo de São Paulo, que afirmou, em nota, que "não existe cartão corporativo no governo do Estado de São Paulo".
"O que existe é um sistema eletrônico para a realização de despesas do dia-a-dia, como compra de combustíveis, peças para automóveis e suprimentos de informática", afirma a nota.
O jornalista Luis Nassif contesta a nota o governo paulista e afirma, em seu blog no IG, que "é uma bobagem essa história de que cartão do governo federal é corporativo e do governo de São Paulo não é."
"É evidente que existe cartão corporativo em São Paulo. A não ser que se acredite que a conta da Secretaria de Segurança em uma churrascaria – mencionada na reportagem da “Folha” – tenha sido com cartão para gastos com abastecimento de veículos", acrescenta Nassif.
"Cartão corporativo é instrumento válido. Aliás, Ministros, Secretários de Estado, têm que dispor de verba de representação. Inclusive para comprar roupas apresentáveis, pagar contas de convidados especiais e tudo mais. São despesas inerentes ao cargo", completa ele.
A invenção da crise
No plano federal, a "crise dos cartões" não passa de uma clara tentativa da mídia de manipular e exacerbar os fatos.
Em São Paulo, onde também há a utilização desses cartões, a mídia não falou em "crise" nem clamou por nenhuma CPI.
Nenhum dos dois casos justifica o emprego da terminologia "crise". O governo federal demorou a dar uma resposta à "crise".
Apenas na quarta-feira, quando o Congresso Nacional voltou a trabalhar, o governo saiu na frente e propôs a criação de uma CPI para investigar o uso dos cartões desde 1998, atingindo também o governo do ex-presidente FHC.
Na mesma quarta-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse que o governo vai continuar usando os cartões corporativos, porque eles são mais fáceis de se controlar.
O governo deveria ter vindo a público antes e colocado os pingos nos "is", esclarecendo às pessoas sobre a utilização e transparência dos cartões. O governo deveria ter dito com todas as letras que possíveis casos de má utilização dos cartões seriam investigados e os responsáveis punidos.
Dessa forma, teria quebrado as pernas da mídia golpista e desarmado as meretrizes da oposição, que, como disse antes, vivem de apregoar as virtudes da castidade.
Demorou a responder e, mais uma vez, sofreu um desgaste desnecessário. Agora, precisa correr atrás para recuperar o terreno perdido.
Paulo Henrique Amorim informou em seu "Conversa Afiada" que o governo Serra gastou R$ 108 milhões com cartões corporativos em 2007, sendo que 44,58% (R$ 48,3 milhões) desse valor foi sacado no caixa, em dinheiro vivo, o que dificulta a fiscalização.
Na edição de hoje, a Folha diz que o cartão do governo de São Paulo serve para atender a 47 diferentes classificações de despesas, da diária de pessoal a gêneros alimentícios.
Enquanto os gastos com os cartões corporativos do governo federal ficam disponíveis no Portal da Transparência, o jornal diz que o governo de São Paulo não oferece um sistema aberto com essa descrição.
Apenas as bancadas de deputados na Assembléia Legislativa têm acesso aos dados do Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária).
Ainda segundo o jornal, o sistema registra a quantia que foi gasta, mas não especifica, necessariamente, em que aquele dinheiro foi usado.
A Folha diz que alguns gastos foram realizados em lojas de acessórios para casa, presentes e churrascarias.
Existem 42.315 cartões de pagamento de despesa no Estado de São Paulo, mas eles não são fornecidos aos ocupantes do primeiro escalão do governo.
A Folha ouviu o governo de São Paulo, que afirmou, em nota, que "não existe cartão corporativo no governo do Estado de São Paulo".
"O que existe é um sistema eletrônico para a realização de despesas do dia-a-dia, como compra de combustíveis, peças para automóveis e suprimentos de informática", afirma a nota.
O jornalista Luis Nassif contesta a nota o governo paulista e afirma, em seu blog no IG, que "é uma bobagem essa história de que cartão do governo federal é corporativo e do governo de São Paulo não é."
"É evidente que existe cartão corporativo em São Paulo. A não ser que se acredite que a conta da Secretaria de Segurança em uma churrascaria – mencionada na reportagem da “Folha” – tenha sido com cartão para gastos com abastecimento de veículos", acrescenta Nassif.
"Cartão corporativo é instrumento válido. Aliás, Ministros, Secretários de Estado, têm que dispor de verba de representação. Inclusive para comprar roupas apresentáveis, pagar contas de convidados especiais e tudo mais. São despesas inerentes ao cargo", completa ele.
A invenção da crise
No plano federal, a "crise dos cartões" não passa de uma clara tentativa da mídia de manipular e exacerbar os fatos.
Em São Paulo, onde também há a utilização desses cartões, a mídia não falou em "crise" nem clamou por nenhuma CPI.
Nenhum dos dois casos justifica o emprego da terminologia "crise". O governo federal demorou a dar uma resposta à "crise".
Apenas na quarta-feira, quando o Congresso Nacional voltou a trabalhar, o governo saiu na frente e propôs a criação de uma CPI para investigar o uso dos cartões desde 1998, atingindo também o governo do ex-presidente FHC.
Na mesma quarta-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse que o governo vai continuar usando os cartões corporativos, porque eles são mais fáceis de se controlar.
O governo deveria ter vindo a público antes e colocado os pingos nos "is", esclarecendo às pessoas sobre a utilização e transparência dos cartões. O governo deveria ter dito com todas as letras que possíveis casos de má utilização dos cartões seriam investigados e os responsáveis punidos.
Dessa forma, teria quebrado as pernas da mídia golpista e desarmado as meretrizes da oposição, que, como disse antes, vivem de apregoar as virtudes da castidade.
Demorou a responder e, mais uma vez, sofreu um desgaste desnecessário. Agora, precisa correr atrás para recuperar o terreno perdido.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Mutantes da Record ganham do jogo do Corinthians na Globo
Segundo a Folha Online, a novela "Caminhos do Coração" da Record superou a audiência da Globo, quarta-feira passada à noite.
No horário, a Globo transmitia o jogo Corinthians X Barueri pelo Campeonato Paulista.
De acordo com os dados consolidados do Ibope, a novela dos mutantes da Record registrou 22 pontos de média, contra 20 do jogo na Globo.
No momento de pico, "Caminhos do Coração" marcou 26 pontos, contra 15 da Globo.
É a maldição do Corinthians, que caiu para a segundona e ontem à noite levou a Globo junto.
A Globo, pelo visto, não é mais tão hegemônica assim em termos de audiência. A Record vem investindo na sua programação e tem dado muita dor de cabeça à emissora da família Marinho.
Mas já disse aqui antes, quando comentei essa briga entre as duas emissoras, que longe de despertar empolgação, a perda de audiência da Globo para a Record representa mais do mesmo.
O fôlego da Record não se apóia numa programação de qualidade, inovadora e criativa. Pelo contrário. A emissora do bispo Edir Macêdo vem copiando exaustivamente a fórmula global de fazer televisão. As novelas são iguais, os telejornais são iguais, a linha de shows é igual. Nada se cria. Tudo se copia.
Justiça seja feita, "Caminhos do Coração" não é uma novela dessas convencionais. Mas na tentativa de inovar, a emissora colocou no ar uma trama tão sem pé nem cabeça que chega a ser ridícula. Parece filme de terror trash. É tanto mutante na tela que a gente fica zonzo. Parece que agora vai ter também um dinossauro e um sapo gigante. É sensacionalismo novelesco puro.
Além dessa questão da programação ser clonada da Globo, não podemos esquecer que o crescimento da Record significa também o fortalecimento de Edir Macêdo e da sua Igreja Universal do Reino de Deus - que abastece os cofres da emissora com os dízimos de milhões de fiéis ingênuos.
A disputa, portanto, é por hegemonia e poder.
P.S.: Por falar em Globo, Ricardo Feltrin, colunista do "UOL News", revelou que o jornalista Maurício Kubrusly foi eleito o pior repórter/apresentador do Carnaval na TV este ano.
Maurício ficou com 35% dos 32 mil votos da enquete promovida pelo "Uol News".
O segundo lugar ficou com o também global Chico Pinheiro (23,6%).
O terceiro lugar ficou com a ex-BBB (vejam só o "título" da moça!) Íris Stephanelli, atualmente apresentadora da Rede TV! (19,8%).
No horário, a Globo transmitia o jogo Corinthians X Barueri pelo Campeonato Paulista.
De acordo com os dados consolidados do Ibope, a novela dos mutantes da Record registrou 22 pontos de média, contra 20 do jogo na Globo.
No momento de pico, "Caminhos do Coração" marcou 26 pontos, contra 15 da Globo.
É a maldição do Corinthians, que caiu para a segundona e ontem à noite levou a Globo junto.
A Globo, pelo visto, não é mais tão hegemônica assim em termos de audiência. A Record vem investindo na sua programação e tem dado muita dor de cabeça à emissora da família Marinho.
Mas já disse aqui antes, quando comentei essa briga entre as duas emissoras, que longe de despertar empolgação, a perda de audiência da Globo para a Record representa mais do mesmo.
O fôlego da Record não se apóia numa programação de qualidade, inovadora e criativa. Pelo contrário. A emissora do bispo Edir Macêdo vem copiando exaustivamente a fórmula global de fazer televisão. As novelas são iguais, os telejornais são iguais, a linha de shows é igual. Nada se cria. Tudo se copia.
Justiça seja feita, "Caminhos do Coração" não é uma novela dessas convencionais. Mas na tentativa de inovar, a emissora colocou no ar uma trama tão sem pé nem cabeça que chega a ser ridícula. Parece filme de terror trash. É tanto mutante na tela que a gente fica zonzo. Parece que agora vai ter também um dinossauro e um sapo gigante. É sensacionalismo novelesco puro.
Além dessa questão da programação ser clonada da Globo, não podemos esquecer que o crescimento da Record significa também o fortalecimento de Edir Macêdo e da sua Igreja Universal do Reino de Deus - que abastece os cofres da emissora com os dízimos de milhões de fiéis ingênuos.
A disputa, portanto, é por hegemonia e poder.
P.S.: Por falar em Globo, Ricardo Feltrin, colunista do "UOL News", revelou que o jornalista Maurício Kubrusly foi eleito o pior repórter/apresentador do Carnaval na TV este ano.
Maurício ficou com 35% dos 32 mil votos da enquete promovida pelo "Uol News".
O segundo lugar ficou com o também global Chico Pinheiro (23,6%).
O terceiro lugar ficou com a ex-BBB (vejam só o "título" da moça!) Íris Stephanelli, atualmente apresentadora da Rede TV! (19,8%).
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
O nome da crise IV
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse hoje, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que o governo é "a favor do cartão de pagamento porque ele é rastreável, mais transparente e porque o controle é maior".
"Não se paga despesa pessoal com ele, como não se pode usar os fundos, o saque em conta corrente para pagar gasto pessoal", completou a ministra.
O governo começou a reagir à oposição e à mídia golpista. No Senado, o líder Romero Jucá (PMDB-RR) protocolou o requerimento para a instalação da CPI para investigar o uso indevido dos cartões corporativos desde 1998, o que atinge também o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O ato do governo deixou a oposição irritada. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que se tratava de uma "manobra" do governo.
"Não se trata de manobra nem cortina de fumaça. A oposição não quer investigar? Então investiguemos", respondeu o senador Jucá.
O governo não pode abrir mão de investigar o uso dos cartões no período tucano-pefelê. É a única forma de fazer cair a máscara da oposição golpista e suas meretrizes, que vivem a apregoar as virtudes da castidade.
Para se ter uma idéia da parcialidade da mídia, Paulo Henrique Amorim mostra em seu "Conversa Afiada" que 44,58% dos gastos com cartão corporativo em São Paulo são saques diretos no caixa.
Ainda segundo PHA, os gastos com cartão corporativo cresceram 5,82% em 2007, no governo José Serra (PSDB), acima da inflação.
Os dados são do Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária) e foram entregues por um funcionário da liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo ao editor do "Conversa Afiada".
Paulo Henrique Amorim também diz que a Folha de S. Paulo teve acesso as tabelas com os dados.
Até agora, a Folha de S. Paulo não publicou esses dados.
"Não se paga despesa pessoal com ele, como não se pode usar os fundos, o saque em conta corrente para pagar gasto pessoal", completou a ministra.
O governo começou a reagir à oposição e à mídia golpista. No Senado, o líder Romero Jucá (PMDB-RR) protocolou o requerimento para a instalação da CPI para investigar o uso indevido dos cartões corporativos desde 1998, o que atinge também o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O ato do governo deixou a oposição irritada. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que se tratava de uma "manobra" do governo.
"Não se trata de manobra nem cortina de fumaça. A oposição não quer investigar? Então investiguemos", respondeu o senador Jucá.
O governo não pode abrir mão de investigar o uso dos cartões no período tucano-pefelê. É a única forma de fazer cair a máscara da oposição golpista e suas meretrizes, que vivem a apregoar as virtudes da castidade.
Para se ter uma idéia da parcialidade da mídia, Paulo Henrique Amorim mostra em seu "Conversa Afiada" que 44,58% dos gastos com cartão corporativo em São Paulo são saques diretos no caixa.
Ainda segundo PHA, os gastos com cartão corporativo cresceram 5,82% em 2007, no governo José Serra (PSDB), acima da inflação.
Os dados são do Sigeo (Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária) e foram entregues por um funcionário da liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo ao editor do "Conversa Afiada".
Paulo Henrique Amorim também diz que a Folha de S. Paulo teve acesso as tabelas com os dados.
Até agora, a Folha de S. Paulo não publicou esses dados.
Carta Capital sobe; Veja cai
O instituto Marplan divulgou uma pesquisa mostrando que a Carta Capital foi a única revista brasileira a crescer em número de leitores em 2007. A informação está no "Conversa Afiada", do jornalista Paulo Henrique Amorim.
No levantamento entre outubro de 2006 e setembro de 2007, o número de leitores da Carta Capital cresceu 15%.
Enquanto a Carta Capital registrou crescimento, a Veja caiu 9% no número de leitores. IstoÉ caiu 18% e IstoÉ Dinheiro caiu 34%.
A diretora comercial da Carta Capital, Paula Kenan, disse a Paulo Henrique Amorim que as regiões em que a revista mais cresce é no Rio de Janeiro e no Nordeste.
Ainda segundo Paulo Henrique Amorim, a Carta Capital tem uma tiragem de quase 80 mil exemplares por mês (60% assinaturas e 40% venda em bancas).
No levantamento entre outubro de 2006 e setembro de 2007, o número de leitores da Carta Capital cresceu 15%.
Enquanto a Carta Capital registrou crescimento, a Veja caiu 9% no número de leitores. IstoÉ caiu 18% e IstoÉ Dinheiro caiu 34%.
A diretora comercial da Carta Capital, Paula Kenan, disse a Paulo Henrique Amorim que as regiões em que a revista mais cresce é no Rio de Janeiro e no Nordeste.
Ainda segundo Paulo Henrique Amorim, a Carta Capital tem uma tiragem de quase 80 mil exemplares por mês (60% assinaturas e 40% venda em bancas).
Superterça
Hillary Clinton vence Barack Obama
Os resultados da chamada "superterça", dia em que 24 estados foram às urnas para escolher os candidatos à presidência americana, deram a vitória ao republicano John McCain e à democrata Hillary Clinton.
As vitórias de McCain e Hillary representaram, mais uma vez, a derrota dos institutos de pesquisa, que voltaram a errar em suas projeções eleitorais.
Na Califórnia, as pesquisas diziam que haveria empate entre Hillary e Obama. Hillary ganhou com ampla vantagem naquele estado - o mais importante em número de delegados para a convenção partidária.
Também na Califórnia, as pesquisas previam vitória do ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney. O vitorioso foi McCain, que se isolou na liderança das prévais republicanas.
No front democrata, Obama venceu em 22 dos 24 estados onde houve votação, mas Hillary ganhou nos estados mais representativos em número de delegados.
Na contabilidade geral, Hillary tem 818 delegados, contra 730 de Obama. Para ser o indicado pelo Partido Democrata, o pré-candidato precisa de 2.025 delegados.
O republicano McCain tem 680 delegados, contra 270 para Mitt Romney e 176 para Mike Huckabee.
No Partido Republicano, para ser o escolhido, o pré-candidato precisa somar 1.191 delegados.
Atualizado às 21h50
Ainda faltam 24 prévias e a indefinição sobre quem será o candidato democrata deve persistir durante um bom tempo.
No calendário dos democratas, o próximo embate será no sábado (dia 9), na Lousiana e em Nebraska.
Depois, na terça-feira (dia 12), acontecem as prévias da Virginia e em Maryland, que valem, somadas, 200 delegados.
Em seguida, será a vez do Texas e Ohio, no dia 4 de março, quando estarão em jogo 389 delegados.
A Pensilvânia realiza as suas prévias no dia 22 de abril. A disputa vale 188 delegados.
Os estados da Indiana e da Carolina do Norte fazem as prévias no dia 6 de maio.
Finalmente, no dia 7 de junho, acontecem as últimas prévias, em Porto Rico.
Os vencedores das prévias democratas e republicanas serão confirmados nas convenções dos partidos e disputarão as eleições americanas no dia 4 de novembro.
Os resultados da chamada "superterça", dia em que 24 estados foram às urnas para escolher os candidatos à presidência americana, deram a vitória ao republicano John McCain e à democrata Hillary Clinton.
As vitórias de McCain e Hillary representaram, mais uma vez, a derrota dos institutos de pesquisa, que voltaram a errar em suas projeções eleitorais.
Na Califórnia, as pesquisas diziam que haveria empate entre Hillary e Obama. Hillary ganhou com ampla vantagem naquele estado - o mais importante em número de delegados para a convenção partidária.
Também na Califórnia, as pesquisas previam vitória do ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney. O vitorioso foi McCain, que se isolou na liderança das prévais republicanas.
No front democrata, Obama venceu em 22 dos 24 estados onde houve votação, mas Hillary ganhou nos estados mais representativos em número de delegados.
Na contabilidade geral, Hillary tem 818 delegados, contra 730 de Obama. Para ser o indicado pelo Partido Democrata, o pré-candidato precisa de 2.025 delegados.
O republicano McCain tem 680 delegados, contra 270 para Mitt Romney e 176 para Mike Huckabee.
No Partido Republicano, para ser o escolhido, o pré-candidato precisa somar 1.191 delegados.
Atualizado às 21h50
Ainda faltam 24 prévias e a indefinição sobre quem será o candidato democrata deve persistir durante um bom tempo.
No calendário dos democratas, o próximo embate será no sábado (dia 9), na Lousiana e em Nebraska.
Depois, na terça-feira (dia 12), acontecem as prévias da Virginia e em Maryland, que valem, somadas, 200 delegados.
Em seguida, será a vez do Texas e Ohio, no dia 4 de março, quando estarão em jogo 389 delegados.
A Pensilvânia realiza as suas prévias no dia 22 de abril. A disputa vale 188 delegados.
Os estados da Indiana e da Carolina do Norte fazem as prévias no dia 6 de maio.
Finalmente, no dia 7 de junho, acontecem as últimas prévias, em Porto Rico.
Os vencedores das prévias democratas e republicanas serão confirmados nas convenções dos partidos e disputarão as eleições americanas no dia 4 de novembro.
O nome da crise III
A "crise dos cartões" continua na pauta da mídia hoje.
A Folha de São Paulo segue em sua jornada incansável, atualizando diariamente a contagem dos gastos com os cartões corporativos.
Na edição de hoje, a manchete da capa diz que as agências reguladoras do governo federal (Anatel, Anvisa, entre outras) gastaram mais de R$ 1 milhão nos cartões de crédito corporativos do governo em 2007.
O jornal não esqueceu de levantar o tipo de gasto das agências, que teria sido, em sua maioria, gastos com lojas de material de construção, papelarias, postos de gasolina, supermercados ou por meio de saques em dinheiro.
O que isso quer dizer? Em princípio, absolutamente nada.
O que o jornal e o resto da mídia querem, ao ressaltar o valor gasto com os cartões, é que a gente associe automaticamente o uso destes cartões à corrupção. É manipulação das mais deslavadas.
As agências, por exemplo, como registra o próprio jornal, fazem a fiscalização dos serviços prestados pelas concessionárias, que atuam nos mais diversos setores, como energia, estradas e telefonia.
É evidente que este trabalho demanda gastos. É mais evidente ainda que a fiscalização exercida por estas agências, vital para o funcionamento correto dos serviços à população, não pode se pautar pelo ritmo da burocracia.
O direcionamento da cobertura é criminoso, além de ser também mais uma clara demonstração de engajamento da mídia na tentativa de derrubar o presidente Lula. Não esqueçamos que este ano tem eleições municipais.
A Folha de São Paulo segue em sua jornada incansável, atualizando diariamente a contagem dos gastos com os cartões corporativos.
Na edição de hoje, a manchete da capa diz que as agências reguladoras do governo federal (Anatel, Anvisa, entre outras) gastaram mais de R$ 1 milhão nos cartões de crédito corporativos do governo em 2007.
O jornal não esqueceu de levantar o tipo de gasto das agências, que teria sido, em sua maioria, gastos com lojas de material de construção, papelarias, postos de gasolina, supermercados ou por meio de saques em dinheiro.
O que isso quer dizer? Em princípio, absolutamente nada.
O que o jornal e o resto da mídia querem, ao ressaltar o valor gasto com os cartões, é que a gente associe automaticamente o uso destes cartões à corrupção. É manipulação das mais deslavadas.
As agências, por exemplo, como registra o próprio jornal, fazem a fiscalização dos serviços prestados pelas concessionárias, que atuam nos mais diversos setores, como energia, estradas e telefonia.
É evidente que este trabalho demanda gastos. É mais evidente ainda que a fiscalização exercida por estas agências, vital para o funcionamento correto dos serviços à população, não pode se pautar pelo ritmo da burocracia.
O direcionamento da cobertura é criminoso, além de ser também mais uma clara demonstração de engajamento da mídia na tentativa de derrubar o presidente Lula. Não esqueçamos que este ano tem eleições municipais.
Despedida de carnaval
Alô, fevereiro! É isso aí, queira ou não queira, todo carnaval tem seu fim...
E pra se despedir do carnaval, curtam o vídeo da Roberta Sá cantando "Novo Amor", no estúdio com Hamilton de Holanda.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
O nome da crise II
A "crise dos cartões" continua em alta na mídia.
A Folha de São Paulo de hoje traz uma reportagem sobre os gastos de seguranças do presidente Lula em São Bernardo (SP).
O jornal também dá espaço para a oposição, que quer instalar a "CPI da tapioca" e chama a "crise dos cartões" de "mensalinho para privilegiados".
Na mesma Folha de São Paulo, Eliane Cantanhêde (sempre ela!) também falou da "crise dos cartões".
No Jornal do Brasil, o presidente do senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), pede punição para quem cometeu irregularidades no cartão corporativo.
Leia abaixo o que você não vai ler nem ouvir nos jornais e telejornais do PIG:
Gasto com cartão corporativo representa 0,004% das despesas do governo
As despesas com cartões corporativos no governo Lula situam-se entre 0,002% e 0,004% do total de gastos do Poder Executivo, segundo dados divulgados pela CGU (Controladoria Geral da União).
“Quanto às despesas sigilosas”, lembra o secretário executivo da CGU, Luiz Navarro, “além de representarem uma pequena porcentagem do total, elas são previstas em lei há muito anos, não sendo criação do atual governo, nem particularidade do Brasil, pois existem em qualquer país do mundo”.
Tucanos gastaram quase o dobro
A Controaladoria também revela que enquanto em 2001 e 2002 os gastos do governo federal com suprimento de fundos (que envolvem o uso dos cartões corporativos e as chamadas contas tipo B) foram de R$ 213,6 milhões e R$ 233,2 milhões respectivamente, a partir de 2003 --início do governo Lula-- esse tipo de gasto foi significativamente reduzido, mantendo-se, nos últimos cinco anos, a média anual de R$ 143,5 milhões.
Em 2003 as despesas com suprimento de fundos foram de R$ 145,1 milhões; em 2004 de R$ 145,9 milhões: em 2005 de R$ 125,4 milhões; no ano seguinte de R$ 127,1 milhões. No ano passado, em decorrência de algumas excepcionalidades, chegaram a R$ 176,9 milhões, ainda assim muito longe dos gastos registrados em 2001 e 2002.
Eventos especiais
O crescimento dessas despesas em 2007 deveu-se à realização de dois censos pelo IBGE (censo agropecuário e contagem da população nos pequenos e médios municípios), às ações de inteligência da Abin visando a segurança durante os jogos Pan-americanos e a intensificação das operações especiais da Polícia Federal.
Nesses três órgãos, a soma das despesas pagas com o uso dos cartões chegou, em 2007, a R$ 41,4 milhões e representou 82,4% de todo o aumento de gastos do governo federal pagos com os cartões durante o ano. As informações estão disponíveis no Siafi e no Portal da Transparência, este último implantado a partir de 2004.
Situações como essas do IBGE, do PAN e da PF explicam não só o crescimento do uso do cartão, como também a expansão do volume de saques, em vez do faturamento direto, já que se trata da realização de despesas em áreas rurais e de pequenas comunidades onde não funcionam as redes afiliadas aos cartões eletrônicos, ou, no caso do PAN e da PF, de movimentação necessariamente sigilosa de agentes da Abin e outros órgãos de inteligência e segurança.
Transparência preservada
Ao divulgar essas informações, o secretário Luiz Navarro informou que o cartão de pagamento foi instituído no final de 2001. Segundo ele o crescimento do uso do cartão é uma política de governo, que vem sendo intencionalmente estimulada em substituição às contas tipo B, em que o funcionário recebe o suprimento, deposita no banco e vai emitindo cheques.
“O cartão é um instrumento mais moderno, que permite melhor controle do que o velho talonário de cheques”, disse ele, acrescentando que “o aumento das despesas pagas com o uso do cartão nos últimos anos acontece, na grande maioria dos casos, simultaneamente a uma redução no volume de pagamentos feitos pelo sistema antigo (tipo B) e corresponde à gradativa migração de um sistema para o outro.”
No entendimento da CGU, a utilização do cartão eletrônico em lugar das tradicionais contas com talão de cheque é muito positiva na medida em que facilita o controle tanto pelo próprio gestor sobre os funcionários que efetuam os pagamentos das pequenas despesas e dos gastos em viagens, como pela Controladoria, por meio dos extratos eletrônicos emitidos pela administradora do Banco do Brasil.
O que deve ser observada é a preferência pela compra direta mediante faturamento e a limitação dos saques em dinheiro para os casos em que isso seja inevitável, como os revelados acima e outros órgãos que operam em zonas rurais, como o Ibama, o Incra, a Funai; e dos que têm de fazer deslocamentos constantes e sigilosos como a Polícia Federal e a Abin.
Por fim, diz ele, “cabe lembrar que a imprensa e, por meio dela, a sociedade hoje podem acompanhar fácil e completamente tudo isso graças à política de transparência pública adotada pelo atual governo – por exemplo, por meio do Portal da Transparência. Até 2004 essa possibilidade simplesmente inexistia”, conclui.
Fonte: Portal do PT
A Folha de São Paulo de hoje traz uma reportagem sobre os gastos de seguranças do presidente Lula em São Bernardo (SP).
O jornal também dá espaço para a oposição, que quer instalar a "CPI da tapioca" e chama a "crise dos cartões" de "mensalinho para privilegiados".
Na mesma Folha de São Paulo, Eliane Cantanhêde (sempre ela!) também falou da "crise dos cartões".
No Jornal do Brasil, o presidente do senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), pede punição para quem cometeu irregularidades no cartão corporativo.
Leia abaixo o que você não vai ler nem ouvir nos jornais e telejornais do PIG:
Gasto com cartão corporativo representa 0,004% das despesas do governo
As despesas com cartões corporativos no governo Lula situam-se entre 0,002% e 0,004% do total de gastos do Poder Executivo, segundo dados divulgados pela CGU (Controladoria Geral da União).
“Quanto às despesas sigilosas”, lembra o secretário executivo da CGU, Luiz Navarro, “além de representarem uma pequena porcentagem do total, elas são previstas em lei há muito anos, não sendo criação do atual governo, nem particularidade do Brasil, pois existem em qualquer país do mundo”.
Tucanos gastaram quase o dobro
A Controaladoria também revela que enquanto em 2001 e 2002 os gastos do governo federal com suprimento de fundos (que envolvem o uso dos cartões corporativos e as chamadas contas tipo B) foram de R$ 213,6 milhões e R$ 233,2 milhões respectivamente, a partir de 2003 --início do governo Lula-- esse tipo de gasto foi significativamente reduzido, mantendo-se, nos últimos cinco anos, a média anual de R$ 143,5 milhões.
Em 2003 as despesas com suprimento de fundos foram de R$ 145,1 milhões; em 2004 de R$ 145,9 milhões: em 2005 de R$ 125,4 milhões; no ano seguinte de R$ 127,1 milhões. No ano passado, em decorrência de algumas excepcionalidades, chegaram a R$ 176,9 milhões, ainda assim muito longe dos gastos registrados em 2001 e 2002.
Eventos especiais
O crescimento dessas despesas em 2007 deveu-se à realização de dois censos pelo IBGE (censo agropecuário e contagem da população nos pequenos e médios municípios), às ações de inteligência da Abin visando a segurança durante os jogos Pan-americanos e a intensificação das operações especiais da Polícia Federal.
Nesses três órgãos, a soma das despesas pagas com o uso dos cartões chegou, em 2007, a R$ 41,4 milhões e representou 82,4% de todo o aumento de gastos do governo federal pagos com os cartões durante o ano. As informações estão disponíveis no Siafi e no Portal da Transparência, este último implantado a partir de 2004.
Situações como essas do IBGE, do PAN e da PF explicam não só o crescimento do uso do cartão, como também a expansão do volume de saques, em vez do faturamento direto, já que se trata da realização de despesas em áreas rurais e de pequenas comunidades onde não funcionam as redes afiliadas aos cartões eletrônicos, ou, no caso do PAN e da PF, de movimentação necessariamente sigilosa de agentes da Abin e outros órgãos de inteligência e segurança.
Transparência preservada
Ao divulgar essas informações, o secretário Luiz Navarro informou que o cartão de pagamento foi instituído no final de 2001. Segundo ele o crescimento do uso do cartão é uma política de governo, que vem sendo intencionalmente estimulada em substituição às contas tipo B, em que o funcionário recebe o suprimento, deposita no banco e vai emitindo cheques.
“O cartão é um instrumento mais moderno, que permite melhor controle do que o velho talonário de cheques”, disse ele, acrescentando que “o aumento das despesas pagas com o uso do cartão nos últimos anos acontece, na grande maioria dos casos, simultaneamente a uma redução no volume de pagamentos feitos pelo sistema antigo (tipo B) e corresponde à gradativa migração de um sistema para o outro.”
No entendimento da CGU, a utilização do cartão eletrônico em lugar das tradicionais contas com talão de cheque é muito positiva na medida em que facilita o controle tanto pelo próprio gestor sobre os funcionários que efetuam os pagamentos das pequenas despesas e dos gastos em viagens, como pela Controladoria, por meio dos extratos eletrônicos emitidos pela administradora do Banco do Brasil.
O que deve ser observada é a preferência pela compra direta mediante faturamento e a limitação dos saques em dinheiro para os casos em que isso seja inevitável, como os revelados acima e outros órgãos que operam em zonas rurais, como o Ibama, o Incra, a Funai; e dos que têm de fazer deslocamentos constantes e sigilosos como a Polícia Federal e a Abin.
Por fim, diz ele, “cabe lembrar que a imprensa e, por meio dela, a sociedade hoje podem acompanhar fácil e completamente tudo isso graças à política de transparência pública adotada pelo atual governo – por exemplo, por meio do Portal da Transparência. Até 2004 essa possibilidade simplesmente inexistia”, conclui.
Fonte: Portal do PT
Prefeito de Recife manda Igreja Católica "cuidar das almas"
A Igreja Católica tentou impedir a distribuição de pílulas do dia seguinte pela Secretaria Municipal de Saúde do Recife, durante o carnaval.
O arcebispo de Recife e Olinda, d. José Cardoso Sobrinho, tentou entrar com uma ação judicial, alegando que o contraceptivo era abortivo e contrário à vida, mas o Ministério Público Estadual (MP-PE) não levou o processo adiante. As informações são do Portal Terra.
O prefeito do Recife, João Paulo (PT), disse que a prefeitura não poderia acatar a posição da arquidiocese.
Ainda segundo o portal da internet, o prefeito ressaltou que a oferta de pílulas do dia seguinte segue uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Se a Igreja quiser cuidar das almas que cuide, mas não da saúde pública", declarou o prefeito.
O arcebispo de Recife e Olinda, d. José Cardoso Sobrinho, tentou entrar com uma ação judicial, alegando que o contraceptivo era abortivo e contrário à vida, mas o Ministério Público Estadual (MP-PE) não levou o processo adiante. As informações são do Portal Terra.
O prefeito do Recife, João Paulo (PT), disse que a prefeitura não poderia acatar a posição da arquidiocese.
Ainda segundo o portal da internet, o prefeito ressaltou que a oferta de pílulas do dia seguinte segue uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Se a Igreja quiser cuidar das almas que cuide, mas não da saúde pública", declarou o prefeito.
Tapioca virou gênero jornalístico
Luis Nassif acaba de criar um novo gênero jornalístico. É o Jornalismo Tapioca.
Nenhuma alusão à maneira como é preparada esta iguaria nordestina e à fama dos jornalistas de virarem de lado de acordo com a conveniência da situação.
O novo gênero se inspirou no episódio envolvendo o ministro dos Esportes, Orlando Silva, que pagou uma tapioca com o cartão corporativo do governo federal. A tapioca custou R$ 8,00.
A oposição, que não aceita ser oposição e quer governar no lugar do governo, espera apenas o fim do recesso parlamentar para instalar a "CPI da tapioca".
Luis Nassif divulgou o manual do Jornalismo Tapioca, que contém os critérios de noticiabilidade do Jornalismo Tapioca.
Confira:
1. Proximidade: pense numa "crise" que pode estar mais próxima. Por exemplo: esqueça a febre amarela, que já não rende notícia. Vá atrás, mesmo no outro lado do mundo, de tapiocas, diárias, cartões corporativos, etc.
2. Relevância: Mostre que as questões mais banais e prosaicas podem ser tratadas como se fossem relevantes. Afinal, não é dado ao jornalismo tapioca levar o leitor a pensar em coisas realmente sérias.
3. Curiosidade: não tenha vergonha de fazer coberturas curiosas. Por exemplo, faça seriamente (e de preferência com ar grave) perguntas em coletivas sobre, digamos, o preço das tapiocas.
4. Interesse Humano: dramatize se necessário, para tentar vender o peixe. Por exemplo, sugira que uma visita protocolar de um ministro a outro país pode esconder coisas graves, muito graves, graves mesmo, talvez mesmo gravíssimas. Não tenha medo do exagero.
5. Descobertas na Ciência e Inovação Tecnológica: entre a complexidade da reativação de um parque industrial militar e a composição da tapioca, fique com o último se assim o determinar o editor.
Nenhuma alusão à maneira como é preparada esta iguaria nordestina e à fama dos jornalistas de virarem de lado de acordo com a conveniência da situação.
O novo gênero se inspirou no episódio envolvendo o ministro dos Esportes, Orlando Silva, que pagou uma tapioca com o cartão corporativo do governo federal. A tapioca custou R$ 8,00.
A oposição, que não aceita ser oposição e quer governar no lugar do governo, espera apenas o fim do recesso parlamentar para instalar a "CPI da tapioca".
Luis Nassif divulgou o manual do Jornalismo Tapioca, que contém os critérios de noticiabilidade do Jornalismo Tapioca.
Confira:
1. Proximidade: pense numa "crise" que pode estar mais próxima. Por exemplo: esqueça a febre amarela, que já não rende notícia. Vá atrás, mesmo no outro lado do mundo, de tapiocas, diárias, cartões corporativos, etc.
2. Relevância: Mostre que as questões mais banais e prosaicas podem ser tratadas como se fossem relevantes. Afinal, não é dado ao jornalismo tapioca levar o leitor a pensar em coisas realmente sérias.
3. Curiosidade: não tenha vergonha de fazer coberturas curiosas. Por exemplo, faça seriamente (e de preferência com ar grave) perguntas em coletivas sobre, digamos, o preço das tapiocas.
4. Interesse Humano: dramatize se necessário, para tentar vender o peixe. Por exemplo, sugira que uma visita protocolar de um ministro a outro país pode esconder coisas graves, muito graves, graves mesmo, talvez mesmo gravíssimas. Não tenha medo do exagero.
5. Descobertas na Ciência e Inovação Tecnológica: entre a complexidade da reativação de um parque industrial militar e a composição da tapioca, fique com o último se assim o determinar o editor.
Roberta Sá canta na "apoteose do frevo" de Recife
A cantora potiguar Roberta Sá voltar a dar o ar da sua graça hoje à noite no carnaval de Recife, quando acontece a apoteose do frevo, espécie de despedida da folia, tradição do carnaval da capital pernambucana.
Roberta Sá canta no Pólo Multicultural, no Marco Zero. A apoteose do frevo começa à meia-noite com show de Alceu Valença.
Depois do show de Alceu, o maestro Spok comanda a festa, que contará ainda com Alcione, Moraes Moreira, Pedro Luiz, Claudinor Germano, Lenine, Alceu, Antúlio Madureira, Silvério Pessoa, Coral Edgar Moraes, Gustavo Travassos, Lula e Nena Queiroga.
Ano que vem, Recife que me espere... Ah, se eu vou...
Roberta Sá canta no Pólo Multicultural, no Marco Zero. A apoteose do frevo começa à meia-noite com show de Alceu Valença.
Depois do show de Alceu, o maestro Spok comanda a festa, que contará ainda com Alcione, Moraes Moreira, Pedro Luiz, Claudinor Germano, Lenine, Alceu, Antúlio Madureira, Silvério Pessoa, Coral Edgar Moraes, Gustavo Travassos, Lula e Nena Queiroga.
Ano que vem, Recife que me espere... Ah, se eu vou...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
O nome da crise
Faz tempo que a chamada grande imprensa atua como se fosse um partido político no Brasil. Desde que Lula tomou posse como presidente pela primeira vez, em 2003, a mídia fez inúmeras tentativas de derrubar o governo, produzindo uma crise atrás da outra.
É verdade que alguns integrantes do governo e do PT deram margem à execração, mas é fato que os grandes jornais e redes de televisão pautaram a cobertura dos acontecimentos pela manipulação e distorção da realidade.
Em vez de permitir que o cidadão tivesse acesso às várias versões da notícia e, a partir daí, tirasse suas conclusões, a mídia agiu como grande juiz da opinião pública, oferecendo versões prontas às pessoas, que tinham o direito ao contraditório sempre negado.
Em 2006, a mídia fez o que pôde para impedir a reeleição do presidente Lula. Mais uma vez derrotada, a mídia voltou à estratégia anterior: exacerbar os fatos e produzir crises artificiais para tentar "sangrar" o presidente Lula.
Em 2007, a mídia assumiu de vez o papel de partido de oposição e apostou nos "apagões" aéreo e energético para tirar Lula de lá. A realidade frustrou outra vez os velhos planos golpistas.
Mas a mídia é incansável e não desiste tão fácil. Este ano já testou duas estratégias para ver se, finalmente, consegue depôr o governo democraticamente eleito pela maioria absoluta dos brasileiros. Inventou a "epidemia" da febre amarela e ressuscitou a "epidemia" da dengue. Os jornais impressos e televisivos passaram a divulgar diariamente o placar atualizado dos novos casos das duas doenças. Até que se disseminou o pânico na população e as pessoas começaram a morrer por causa da dose dupla da vacina contra a febre amarela.
E quando a gente pensava que a fábrica de criatividade da mídia não tinha mais o que criar, veio o caso dos cartões corporativos do governo. Eis a nova senha do PIG (Partidoa da Imprensa Golpista - nomenclatura criada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim para denominar o setor da mídia que quer derrubar o presidente Lula).
Primeiro foi o episódio da ministra Matilde Ribeiro, que teve que pedir demissão por gastar pouco mais de R$ 400,00 num free shop e usar carro com motorista enquanto estava de férias. Eu já disse que não se pode relativizar a ética. A ministra errou, reconheceu a bobagem que fez e agiu certo ao se demitir para evitar que a sanha golpista da mídia continuasse.
Mas o episódio não se restringiu apenas à Matilde Ribeiro. Depois de derrubar a ministra, o PIG centrou fogo no ministro dos Esportes, Orlando Silva. A mídia expôs o ministro à execração pública por ter pago R$ 8,00 por uma tapioca com o cartão corporativo.
Orlando Silva deu entrevista coletiva e explicou o acontecido. O ministro mostrou à TV que tem um cartão pessoal igual ao cartão corporativo do governo. Quando foi pagar a tapioca, trocou os cartões e usou o corporativo por engano.
O ministro depositou o valor (R$ 8,00) aos cofres públicos depois que percebeu o engano. Irritado com a perseguição da mídia, Orlando Silva adotou uma postura radical: depositou a quantia integral gasta com o cartão corporativo (cerca de R$ 30 mil), mesmo estando todos os gastos justificados com as devidas notas fiscais. A oposição oportunista aproveitou a deixa do PIG e passou a falar na "CPI da tapioca".
Enquanto isso, na sala de justiça... A panfletária Veja desta semana trouxe uma reportagem sobre a "crise dos cartões corporativos". A reportagem divulgou os gastos, referentes a 2007, de três funcionários da presidência.
A Folha Online diz que os três funcionários gastaram "R$ 205 mil, entre mantimentos e vinhos finos" para abastecer a dispensa da Presidência da República.
Os dados deveriam ser sigilosos. Ainda segundo a Folha Online, o general Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional), que cuida da segurança do presidente Lula e dos seus familiares, mandou retirar da rede as informações que dizem respeito a Lula no "Portal Transparência", uma homepage de responsabilidade da CGU (Controladoria-Geral da União), e determinou a abertura de um processo administrativo, para identificar os responsáveis pela divulgação dos dados que supunha sigilosos.
A Folha de São Paulo também deu sua colaboração à "crise dos cartões corporativos". Na edição de hoje, traz uma matéria sobre um segurança pessoal de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria gasto R$ 55 mil nos últimos nove meses usando um cartão de crédito corporativo do governo . O segurança é João Roberto Fernandes Júnior, que disse não ter havido nenhuma irregularidade no uso do cartão.
Será que desta vez os intrépidos e criativos donos do PIG vão conseguir derrubar o presidente Lula? A se julgar pelas tentativas do passado, eu diria que será mais um tiro na água. Mas aí depois eles inventam outra crise e começa tudo de novo...
É verdade que alguns integrantes do governo e do PT deram margem à execração, mas é fato que os grandes jornais e redes de televisão pautaram a cobertura dos acontecimentos pela manipulação e distorção da realidade.
Em vez de permitir que o cidadão tivesse acesso às várias versões da notícia e, a partir daí, tirasse suas conclusões, a mídia agiu como grande juiz da opinião pública, oferecendo versões prontas às pessoas, que tinham o direito ao contraditório sempre negado.
Em 2006, a mídia fez o que pôde para impedir a reeleição do presidente Lula. Mais uma vez derrotada, a mídia voltou à estratégia anterior: exacerbar os fatos e produzir crises artificiais para tentar "sangrar" o presidente Lula.
Em 2007, a mídia assumiu de vez o papel de partido de oposição e apostou nos "apagões" aéreo e energético para tirar Lula de lá. A realidade frustrou outra vez os velhos planos golpistas.
Mas a mídia é incansável e não desiste tão fácil. Este ano já testou duas estratégias para ver se, finalmente, consegue depôr o governo democraticamente eleito pela maioria absoluta dos brasileiros. Inventou a "epidemia" da febre amarela e ressuscitou a "epidemia" da dengue. Os jornais impressos e televisivos passaram a divulgar diariamente o placar atualizado dos novos casos das duas doenças. Até que se disseminou o pânico na população e as pessoas começaram a morrer por causa da dose dupla da vacina contra a febre amarela.
E quando a gente pensava que a fábrica de criatividade da mídia não tinha mais o que criar, veio o caso dos cartões corporativos do governo. Eis a nova senha do PIG (Partidoa da Imprensa Golpista - nomenclatura criada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim para denominar o setor da mídia que quer derrubar o presidente Lula).
Primeiro foi o episódio da ministra Matilde Ribeiro, que teve que pedir demissão por gastar pouco mais de R$ 400,00 num free shop e usar carro com motorista enquanto estava de férias. Eu já disse que não se pode relativizar a ética. A ministra errou, reconheceu a bobagem que fez e agiu certo ao se demitir para evitar que a sanha golpista da mídia continuasse.
Mas o episódio não se restringiu apenas à Matilde Ribeiro. Depois de derrubar a ministra, o PIG centrou fogo no ministro dos Esportes, Orlando Silva. A mídia expôs o ministro à execração pública por ter pago R$ 8,00 por uma tapioca com o cartão corporativo.
Orlando Silva deu entrevista coletiva e explicou o acontecido. O ministro mostrou à TV que tem um cartão pessoal igual ao cartão corporativo do governo. Quando foi pagar a tapioca, trocou os cartões e usou o corporativo por engano.
O ministro depositou o valor (R$ 8,00) aos cofres públicos depois que percebeu o engano. Irritado com a perseguição da mídia, Orlando Silva adotou uma postura radical: depositou a quantia integral gasta com o cartão corporativo (cerca de R$ 30 mil), mesmo estando todos os gastos justificados com as devidas notas fiscais. A oposição oportunista aproveitou a deixa do PIG e passou a falar na "CPI da tapioca".
Enquanto isso, na sala de justiça... A panfletária Veja desta semana trouxe uma reportagem sobre a "crise dos cartões corporativos". A reportagem divulgou os gastos, referentes a 2007, de três funcionários da presidência.
A Folha Online diz que os três funcionários gastaram "R$ 205 mil, entre mantimentos e vinhos finos" para abastecer a dispensa da Presidência da República.
Os dados deveriam ser sigilosos. Ainda segundo a Folha Online, o general Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional), que cuida da segurança do presidente Lula e dos seus familiares, mandou retirar da rede as informações que dizem respeito a Lula no "Portal Transparência", uma homepage de responsabilidade da CGU (Controladoria-Geral da União), e determinou a abertura de um processo administrativo, para identificar os responsáveis pela divulgação dos dados que supunha sigilosos.
A Folha de São Paulo também deu sua colaboração à "crise dos cartões corporativos". Na edição de hoje, traz uma matéria sobre um segurança pessoal de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teria gasto R$ 55 mil nos últimos nove meses usando um cartão de crédito corporativo do governo . O segurança é João Roberto Fernandes Júnior, que disse não ter havido nenhuma irregularidade no uso do cartão.
Será que desta vez os intrépidos e criativos donos do PIG vão conseguir derrubar o presidente Lula? A se julgar pelas tentativas do passado, eu diria que será mais um tiro na água. Mas aí depois eles inventam outra crise e começa tudo de novo...
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Nassif x Veja II
Editora Abril contesta "Dossiê Veja"
Luis Nassif divulgou a carta que a Editora Abril enviou ao portal IG, em resposta à série "Dossiê Veja", que o jornalista vem publicando em seu blog.
“A EDITORA ABRIL, responsável pela publicação da revista VEJA, repudia veementemente as informações divulgadas no blog do jornalista Luis Nassif nos dias 18.12.2007, 10.01 e 11.01.2008.
Ao contrário do que quer fazer crer Luis Nassif, o jornalismo praticado pela revista Veja jamais esteve mancomunado com os interesses alheios à postura adequada de órgão informativo ético. A revista Veja sempre postou-se pelo exercício de um jornalismo honesto, sério e imparcial, portanto, bastante contrário às acusações descabidas de Nassif.”
Luis Nassif divulgou a carta que a Editora Abril enviou ao portal IG, em resposta à série "Dossiê Veja", que o jornalista vem publicando em seu blog.
“A EDITORA ABRIL, responsável pela publicação da revista VEJA, repudia veementemente as informações divulgadas no blog do jornalista Luis Nassif nos dias 18.12.2007, 10.01 e 11.01.2008.
Ao contrário do que quer fazer crer Luis Nassif, o jornalismo praticado pela revista Veja jamais esteve mancomunado com os interesses alheios à postura adequada de órgão informativo ético. A revista Veja sempre postou-se pelo exercício de um jornalismo honesto, sério e imparcial, portanto, bastante contrário às acusações descabidas de Nassif.”
As Farc anunciam a libertação de mais três reféns
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) divulgaram um comunicado hoje anunciando a libertação dos ex-congressistas Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán. Eles serão entregues em território colombiano ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, à senadora opositora Piedad Córdoba, ou a seus representantes. As informações são do "Último Segundo" do IG.
Gloria Polanco, foi seqüestrada em Neiva, em Huila (sul), no dia 19 de agosto de 2001.Luis Eladio Pérez foi capturado em Ipiales, Nariño, fronteira com o Equador, em 6 de junho de 2001, enquanto Orlando Beltrán caiu em poder da guerrilha em 28 de agosto de 2001, em Gigante, Huila.
Enquanto isso, a Folha de São Paulo noticiou a captura pelas autoridades colombianas de Luz Dary Conde, conhecida como Doris Adriana, uma das mulheres com cargo mais alto na hierarquia das Farc. Ela foi detida durante uma operação militar na selva, na região da fronteira com a Venezuela.
De acordo com o jornal, Doris Adriana é tida como responsável pelo seqüestro de três cidadãos americanos, que estão em poder das Farc desde 2003.
Gloria Polanco, foi seqüestrada em Neiva, em Huila (sul), no dia 19 de agosto de 2001.Luis Eladio Pérez foi capturado em Ipiales, Nariño, fronteira com o Equador, em 6 de junho de 2001, enquanto Orlando Beltrán caiu em poder da guerrilha em 28 de agosto de 2001, em Gigante, Huila.
Enquanto isso, a Folha de São Paulo noticiou a captura pelas autoridades colombianas de Luz Dary Conde, conhecida como Doris Adriana, uma das mulheres com cargo mais alto na hierarquia das Farc. Ela foi detida durante uma operação militar na selva, na região da fronteira com a Venezuela.
De acordo com o jornal, Doris Adriana é tida como responsável pelo seqüestro de três cidadãos americanos, que estão em poder das Farc desde 2003.
Mapa da Violência
Folha de S. Paulo diz que número de homicídios foi subestimado pelo governo federal
Na semana passada, o governo federal divulgou o "Mapa da Violência", que mostrou uma redução no número de homicídios no país. De acordo com o estudo, houve 46.653 homicídios em 2006. Mas, segundo a Folha de São Paulo, os números divulgados foram subestimados e não refletem a realidade brasileira. O jornal afirma que o número de assassinatos é bem maior - mas não quantifica isso.
Ainda segundo o jornal, o problema ocorre em decorrência de uma falha no sistema de informação dos Institutos Médicos Legais (IML's), que lançam muitas mortes no sistema como "intenção indeterminada" - quando não se tem precisão sobre a causa da morte. A Folha diz que, muitas vezes, mesmo após investigação e esclarecimento do caso, os dados não são atualizados.
O jornal também acusa peritos e policiais de "maquiar as estatísticas" deliberadamente.
O índice de "intenção indeterminada" em mortes por causa externa considerado aceitável pelos pesquisadores é de até 5% do total. No Brasil, contudo, ele nunca foi inferior a 8%. Em São Paulo, o percentual foi de 17,25% em 2005.
O índice de São Paulo, observa o jornal, é o maior responsável pela distorção, por tratar-se do Estado com a maior população e, por conseqüência, o maior número de mortes.
O índice no Rio Grande do Norte foi de 19,45% - o maior do país. Isso significa que a violência no RN é camuflada e morre muito mais gente assassinada do que mostram as estatísticas oficiais.
O jornal diz que essa distorção não afeta a conclusão de que o número de homicídios no país está em queda. Mas acrescenta que a proporção da redução pode ser menor do que a apontada pelo "Mapa da Violência".
A Folha baseou sua reportagem nos dados do Datasus (sistema do Ministério da Saúde) de 1996 a 2005. O "Mapa da Violência", divulgado na semana passada, usou os números de 2006. O jornal diz que os dados de 2006 não estam disponíveis no Datasus.
Na semana passada, o governo federal divulgou o "Mapa da Violência", que mostrou uma redução no número de homicídios no país. De acordo com o estudo, houve 46.653 homicídios em 2006. Mas, segundo a Folha de São Paulo, os números divulgados foram subestimados e não refletem a realidade brasileira. O jornal afirma que o número de assassinatos é bem maior - mas não quantifica isso.
Ainda segundo o jornal, o problema ocorre em decorrência de uma falha no sistema de informação dos Institutos Médicos Legais (IML's), que lançam muitas mortes no sistema como "intenção indeterminada" - quando não se tem precisão sobre a causa da morte. A Folha diz que, muitas vezes, mesmo após investigação e esclarecimento do caso, os dados não são atualizados.
O jornal também acusa peritos e policiais de "maquiar as estatísticas" deliberadamente.
O índice de "intenção indeterminada" em mortes por causa externa considerado aceitável pelos pesquisadores é de até 5% do total. No Brasil, contudo, ele nunca foi inferior a 8%. Em São Paulo, o percentual foi de 17,25% em 2005.
O índice de São Paulo, observa o jornal, é o maior responsável pela distorção, por tratar-se do Estado com a maior população e, por conseqüência, o maior número de mortes.
O índice no Rio Grande do Norte foi de 19,45% - o maior do país. Isso significa que a violência no RN é camuflada e morre muito mais gente assassinada do que mostram as estatísticas oficiais.
O jornal diz que essa distorção não afeta a conclusão de que o número de homicídios no país está em queda. Mas acrescenta que a proporção da redução pode ser menor do que a apontada pelo "Mapa da Violência".
A Folha baseou sua reportagem nos dados do Datasus (sistema do Ministério da Saúde) de 1996 a 2005. O "Mapa da Violência", divulgado na semana passada, usou os números de 2006. O jornal diz que os dados de 2006 não estam disponíveis no Datasus.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
INTERTV Cabugi: mesmice reeditada
O "RN TV 2ª Edição" da INTERTV Cabugi deu um show de falta de criatividade hoje à noite.
Exibiu uma materinha vagabunda e sem graça, que já tinha ido ao ar no ano passado.
A matéria era sobre o aumento do número de filmes alugados nas locadoras da capital por causa do feriado prolongado do carnaval.
Até o personagem mostrado na matéria foi o mesmo do ano passado - o jornalista Marcelo Henrique, assessor de imprensa do Hospital Walfredo Gurgel.
Os neurônios dos pauteiros e da direção de jornalismo da emissora, pelo visto, resolveu pegar o embalo do carnaval e foi pra Recife desfilar no Galo da Madrugada.
Exibiu uma materinha vagabunda e sem graça, que já tinha ido ao ar no ano passado.
A matéria era sobre o aumento do número de filmes alugados nas locadoras da capital por causa do feriado prolongado do carnaval.
Até o personagem mostrado na matéria foi o mesmo do ano passado - o jornalista Marcelo Henrique, assessor de imprensa do Hospital Walfredo Gurgel.
Os neurônios dos pauteiros e da direção de jornalismo da emissora, pelo visto, resolveu pegar o embalo do carnaval e foi pra Recife desfilar no Galo da Madrugada.
A superterça vem chegando

Na próxima terça-feira (dia 5), os democratas Barack Obama e Hillary Clinton vão passar pelo teste definitivo na disputa pela indicação do Partido Democrata para a disputa da Presidência dos Estados Unidos.
Na chamada "superterça", 22 estados americanos votarão em seus pré-candidatos preferidos. Aquele que vencer no maior número de estados deve conseguir também a maioria dos delegados para o congresso do partido, obtendo assim a indicação para a eleição presidencial.
Ontem, Obama e Hillary realizaram um debate para uma platéia lotada de celebridades, como Diane Keaton, Stevie Wonder, Kate Capshaw, Steven Spielberg e Leonardo DiCaprio, no Kodak Theatre, em Los Angeles, o mesmo teatro onde acontece a festa do Oscar.
Hillary pode vir a ser a primeira mulher a ocupar a Presidência dos EUA, enquanto Obama poderá ser o primeiro negro da história do país a ocupar a Casa Branca.
Na chamada "superterça", 22 estados americanos votarão em seus pré-candidatos preferidos. Aquele que vencer no maior número de estados deve conseguir também a maioria dos delegados para o congresso do partido, obtendo assim a indicação para a eleição presidencial.
Ontem, Obama e Hillary realizaram um debate para uma platéia lotada de celebridades, como Diane Keaton, Stevie Wonder, Kate Capshaw, Steven Spielberg e Leonardo DiCaprio, no Kodak Theatre, em Los Angeles, o mesmo teatro onde acontece a festa do Oscar.
Hillary pode vir a ser a primeira mulher a ocupar a Presidência dos EUA, enquanto Obama poderá ser o primeiro negro da história do país a ocupar a Casa Branca.
Ninguém é racista aqui
Para quem acredita na idiotice de que não existe racismo nem preconceito social no Brasil, sugiro que a leitura do relato de João de Barros no site da revista "Caros Amigos" sobre a prisão do artista Nei da Silva, acusado injustamente de ser traficante. O detalhe, que faz toda a diferença aqui, é que Nei é negro e pobre.
Confira um trecho do relato:
"Valdinei de Souza Silva, o Nei da Silva, é preto e pobre. Aos 31 anos, é um dos ativistas sociais mais conhecidos na cidade do Embu, na Grande São Paulo. Escultor, poeta, professor de música, ator de teatro, coordenador da Primeira Semana Lítero-Cultural da cidade, militante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), sempre lutou por igualdade étnica e social. Entre seus trabalhos voluntários, ele leva em conta o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) das comunidades mais carentes, mais propensas ao tráfico de drogas. No dia 12 de setembro passado, Nei estava de bicicleta – procurava gente para o seu grupo de teatro –, numa entrada da favela São Marcos e deu com dois rapazes, negros como ele, e começou a conversar. Entusiasmado, convidava os jovens para participar de uma peça que seria encenada dali a seis meses.
Então, surgem os policiais militares William Ricardo Pereira e Cláudio Antônio de Moraes, a pé, apontando armas e gritando: “Mão na parede! É polícia!” Nei sabia como são as batidas policiais. Reclamou da abordagem, mas afinal aceitou levar mais uma revista geral. Os policiais encontraram, dentro de uma sacola de supermercado que estava com o adolescente EAS, cem pedras de crack, vinte papelotes de cocaína, 51 porções de maconha e 312 reais em notas de pequeno valor. O menor confirmou ser dele a droga e que Nei e o menor MVO nada tinham a ver com a história. “Os três vão pro distrito”, sentenciou um policial. Nei tentou argumentar. Não tinha passagens pela polícia. Não conhecia os rapazes; arregimentava-os para levar ao teatro. Nunca mexera com drogas, portanto não era traficante, como diziam os policiais. Era um artista, que se dedicara à criação de uma casa de cultura, da biblioteca na favela do Inferninho. “Artista? Você é um negro fuleiro, corruptor de menores, um bandido filho da puta”, respondia o soldado William, também ele um negro. No Brasil, há muito tempo as PMs aboliram o princípio do direito da presunção de inocência. Todos acham que o tráfico de drogas usa os menores, para livrar a cara do adulto. Esse caso, para eles, era típico.
Na delegacia, os policiais contaram a seguinte versão: eles receberam “a informação do tráfico de drogas no local e depararam com Valdinei e os menores vendendo os entorpecentes, evidenciando-se considerável grau de organização e eficiente divisão de tarefas – com Valdinei fazendo a vigilância na extremidade da viela e o EAS menor revendendo as drogas”. Tratava-se, pois, de um crime hediondo, sem os benefícios da progressão de pena e reclusão de cinco a doze anos em regime fechado. O delegado Higino Grizio mandou então lavrar o boletim de ocorrência com o que lhe foi relatado. Ao ouvir as alegações de Nei, não quis saber de conversa. “Se você disser mais uma vez que o barato não é seu, eu lhe quebro na pancada”, ameaçou. E Nei foi levado para o Centro de Detenção Provisório (CDP) de Itapecerica da Serra, na tarde de 13 de setembro. Era o preso 494773-5."
Nei da Silva passou 96 dias preso. No restante do relato, João de Barros conta como foi a reação da mulher de Nei, Ivanete Ferreira Barbosa, 40 anos, grávida do terceiro filho, ao saber da prisão do marido e como foram estes mais de três meses do "cárcere de um inocente".
Leia a íntegra do relato no site da Caros Amigos: http://carosamigos.terra.com.br.
Confira um trecho do relato:
"Valdinei de Souza Silva, o Nei da Silva, é preto e pobre. Aos 31 anos, é um dos ativistas sociais mais conhecidos na cidade do Embu, na Grande São Paulo. Escultor, poeta, professor de música, ator de teatro, coordenador da Primeira Semana Lítero-Cultural da cidade, militante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), sempre lutou por igualdade étnica e social. Entre seus trabalhos voluntários, ele leva em conta o Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) das comunidades mais carentes, mais propensas ao tráfico de drogas. No dia 12 de setembro passado, Nei estava de bicicleta – procurava gente para o seu grupo de teatro –, numa entrada da favela São Marcos e deu com dois rapazes, negros como ele, e começou a conversar. Entusiasmado, convidava os jovens para participar de uma peça que seria encenada dali a seis meses.
Então, surgem os policiais militares William Ricardo Pereira e Cláudio Antônio de Moraes, a pé, apontando armas e gritando: “Mão na parede! É polícia!” Nei sabia como são as batidas policiais. Reclamou da abordagem, mas afinal aceitou levar mais uma revista geral. Os policiais encontraram, dentro de uma sacola de supermercado que estava com o adolescente EAS, cem pedras de crack, vinte papelotes de cocaína, 51 porções de maconha e 312 reais em notas de pequeno valor. O menor confirmou ser dele a droga e que Nei e o menor MVO nada tinham a ver com a história. “Os três vão pro distrito”, sentenciou um policial. Nei tentou argumentar. Não tinha passagens pela polícia. Não conhecia os rapazes; arregimentava-os para levar ao teatro. Nunca mexera com drogas, portanto não era traficante, como diziam os policiais. Era um artista, que se dedicara à criação de uma casa de cultura, da biblioteca na favela do Inferninho. “Artista? Você é um negro fuleiro, corruptor de menores, um bandido filho da puta”, respondia o soldado William, também ele um negro. No Brasil, há muito tempo as PMs aboliram o princípio do direito da presunção de inocência. Todos acham que o tráfico de drogas usa os menores, para livrar a cara do adulto. Esse caso, para eles, era típico.
Na delegacia, os policiais contaram a seguinte versão: eles receberam “a informação do tráfico de drogas no local e depararam com Valdinei e os menores vendendo os entorpecentes, evidenciando-se considerável grau de organização e eficiente divisão de tarefas – com Valdinei fazendo a vigilância na extremidade da viela e o EAS menor revendendo as drogas”. Tratava-se, pois, de um crime hediondo, sem os benefícios da progressão de pena e reclusão de cinco a doze anos em regime fechado. O delegado Higino Grizio mandou então lavrar o boletim de ocorrência com o que lhe foi relatado. Ao ouvir as alegações de Nei, não quis saber de conversa. “Se você disser mais uma vez que o barato não é seu, eu lhe quebro na pancada”, ameaçou. E Nei foi levado para o Centro de Detenção Provisório (CDP) de Itapecerica da Serra, na tarde de 13 de setembro. Era o preso 494773-5."
Nei da Silva passou 96 dias preso. No restante do relato, João de Barros conta como foi a reação da mulher de Nei, Ivanete Ferreira Barbosa, 40 anos, grávida do terceiro filho, ao saber da prisão do marido e como foram estes mais de três meses do "cárcere de um inocente".
Leia a íntegra do relato no site da Caros Amigos: http://carosamigos.terra.com.br.
Mais uma dos cientistas desocupados da Nova Zelândia
Do Blog do Nassif:
Cientistas desenvolvem cebola 'antilágrimas'
EFE
Cientistas da Nova Zelândia e do Japão criaram uma cebola “antilágrimas” usando a anulação do gene responsável pela enzima que causa essa reação, informou ontem a imprensa neozelandesa.
Um dos diretores da pesquisa, Colin Eady, disse que a descoberta pode acabar com um dos maiores “enigmas” da cozinha: por que cortar uma simples cebola nos faz chorar.
O cientista reconheceu que o sabor da cebola “antilágrimas” poderia ficar diferente por causa dessa alteração na composição. Mas disse depois que, à medida que a pesquisa for avançando, o gosto poderia “até melhorar”.
O pesquisador acrescentou ainda que, apesar da expectativa que essa nova descoberta pode gerar na sociedade, a maioria das pessoas terá de esperar de 10 a 15 anos para poder cortar cebolas sem chorar. Esse deve ser o prazo até o produto ficar pronto para ir ao mercado.
Cientistas desenvolvem cebola 'antilágrimas'
EFE
Cientistas da Nova Zelândia e do Japão criaram uma cebola “antilágrimas” usando a anulação do gene responsável pela enzima que causa essa reação, informou ontem a imprensa neozelandesa.
Um dos diretores da pesquisa, Colin Eady, disse que a descoberta pode acabar com um dos maiores “enigmas” da cozinha: por que cortar uma simples cebola nos faz chorar.
O cientista reconheceu que o sabor da cebola “antilágrimas” poderia ficar diferente por causa dessa alteração na composição. Mas disse depois que, à medida que a pesquisa for avançando, o gosto poderia “até melhorar”.
O pesquisador acrescentou ainda que, apesar da expectativa que essa nova descoberta pode gerar na sociedade, a maioria das pessoas terá de esperar de 10 a 15 anos para poder cortar cebolas sem chorar. Esse deve ser o prazo até o produto ficar pronto para ir ao mercado.
O "mundo-cão" vai voltar à TV
Em sua coluna na edição de ontem da Folha de São Paulo, Daniel Castro disse que o telejornal "Aqui Agora" vai voltar ao ar no SBT em março.
O "Aqui Agora" fez sucesso nos anos 1990, quando popularizou o estilo "mundo-cão" de fazer reportagens, que usava e abusava de notícias e matérias sensacionalistas.
O telejornal se dizia "uma arma do povo" e usava o slogan "um telejornal vibrante, que mostra na TV a vida como ela é".
A fórmula foi baseada no programa argentino Nuevo Diario, estudada com afinco por Marcos Wilson e Albino Castro Filho, antigos diretores de jornalismo do SBT. Albino Castro voltará ao comando do novo "Aqui Agora".
O prato principal do telejornal era a violência. Gil Gomes era seu principal repórter. Ele narrava as histórias de crimes com voz dramática, imprimindo o clima de suspense para atrair e manter a atenção das pessoas.
Em 5 de julho de 1993, o programa atingiu o cúmulo do sensacionalismo ao transmitir ao vivo, durante dez minutos, o suicídio da recepcionista Daniele Lopes, de 16 anos. Ao ver o carro da equipe de reportagem, a moça se jogou do sétimo andar de um prédio em São Paulo.
De acordo com Daniel Castro, o novo "Aqui Agora" vai se inspirar nos programas "Pânico na TV" (Rede TV!) e no quadro "Central da Periferia", do "Fantástico" (Globo).
Albino Castro quer reportagens como uma feita pelo "Pânico" na Espanha, em que as pessoas atiravam tomates umas nas outras. De Regina Casé, Castro quer reportagens sobre bairros pobres, rap e grafite.
Ainda segundo Daniel Castro, o diretor Albino Castro tem dito aos futuros colaboradores que o "Aqui Agora" não terá mundo-cão. No lugar, investirá em assuntos de cidades e de comportamento. Tem dito também que seus apresentadores não farão a linha "justiceiro demagogo", como José Luís Datena, do "Brasil Urgente" (Band).
É a volta de um dos piores lixos que a TV brasileira já produziu.
O "Aqui Agora" fez sucesso nos anos 1990, quando popularizou o estilo "mundo-cão" de fazer reportagens, que usava e abusava de notícias e matérias sensacionalistas.
O telejornal se dizia "uma arma do povo" e usava o slogan "um telejornal vibrante, que mostra na TV a vida como ela é".
A fórmula foi baseada no programa argentino Nuevo Diario, estudada com afinco por Marcos Wilson e Albino Castro Filho, antigos diretores de jornalismo do SBT. Albino Castro voltará ao comando do novo "Aqui Agora".
O prato principal do telejornal era a violência. Gil Gomes era seu principal repórter. Ele narrava as histórias de crimes com voz dramática, imprimindo o clima de suspense para atrair e manter a atenção das pessoas.
Em 5 de julho de 1993, o programa atingiu o cúmulo do sensacionalismo ao transmitir ao vivo, durante dez minutos, o suicídio da recepcionista Daniele Lopes, de 16 anos. Ao ver o carro da equipe de reportagem, a moça se jogou do sétimo andar de um prédio em São Paulo.
De acordo com Daniel Castro, o novo "Aqui Agora" vai se inspirar nos programas "Pânico na TV" (Rede TV!) e no quadro "Central da Periferia", do "Fantástico" (Globo).
Albino Castro quer reportagens como uma feita pelo "Pânico" na Espanha, em que as pessoas atiravam tomates umas nas outras. De Regina Casé, Castro quer reportagens sobre bairros pobres, rap e grafite.
Ainda segundo Daniel Castro, o diretor Albino Castro tem dito aos futuros colaboradores que o "Aqui Agora" não terá mundo-cão. No lugar, investirá em assuntos de cidades e de comportamento. Tem dito também que seus apresentadores não farão a linha "justiceiro demagogo", como José Luís Datena, do "Brasil Urgente" (Band).
É a volta de um dos piores lixos que a TV brasileira já produziu.
"O Homem que Desafiou o Diabo" vai à Los Angeles
Da coluna de Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, hoje:
"É Jennifer Lopez quem vai apresentar o filme brasileiro "O Homem que Desafiou o Diabo", de Moacyr Góes, no Festival de Cinema Latino-Americano, em março, em Los Angeles. O longa vai encerrar o festival. Depois, tem festa de gala."
Em Tempo
"O Homem que Desafiou o Diabo" é adapatado do romance "As Pelejas de Ojuara", escrito pelo potiguar Nei Leandro de Castro
"É Jennifer Lopez quem vai apresentar o filme brasileiro "O Homem que Desafiou o Diabo", de Moacyr Góes, no Festival de Cinema Latino-Americano, em março, em Los Angeles. O longa vai encerrar o festival. Depois, tem festa de gala."
Em Tempo
"O Homem que Desafiou o Diabo" é adapatado do romance "As Pelejas de Ojuara", escrito pelo potiguar Nei Leandro de Castro
Os pingos nos "is"
O leitor Wagner comentando o post sobre a saída da ministra Matilde Ribeiro:
"Caro Alisson,
Seu comentário foi muito "técnico" para não dizer brando demais. Em casos como esse em que há um mau uso do dinheiro público, voces da mídia devem ser mais contudentes nos comentários, principalmente, quando na outra ponta, os que estão pagando essa farra, sofrem com a violência, com o caos na saúde e todas as faltas de respeito e seriedade que vivenciamos. Quanto ao comentário do PT, eu ficaria muito surpreso se ele (o PT) não tentasse encobrir coisa errada, e aí vem com esse discurdo de discriminação. Taí a globo prestou um grande serviço ao Brasil,expondo um pouco da sujeira de debaixo do tapete lá de Brasília."
Wagner, defendi a saída da agora ex-ministra do governo. Eu disse que não havia outra alternativa. Li em outros blogs gente dizendo que ela havia cometido um erro pequeno e não deveria ter deixado a secretaria por causa disso. Não concordo. Acredito que não podemos relativizar a ética. Por engano ou não, ela errou e fez bem em assumir o erro e pedir pra sair.
Mas também não posso concordar com o terrorismo que a mídia fez em cima deste episódio. Aproveitaram-se do quiprocó para pedir a extinção das políticas de promoção da igualdade racial. É preciso separar as coisas.
"Caro Alisson,
Seu comentário foi muito "técnico" para não dizer brando demais. Em casos como esse em que há um mau uso do dinheiro público, voces da mídia devem ser mais contudentes nos comentários, principalmente, quando na outra ponta, os que estão pagando essa farra, sofrem com a violência, com o caos na saúde e todas as faltas de respeito e seriedade que vivenciamos. Quanto ao comentário do PT, eu ficaria muito surpreso se ele (o PT) não tentasse encobrir coisa errada, e aí vem com esse discurdo de discriminação. Taí a globo prestou um grande serviço ao Brasil,expondo um pouco da sujeira de debaixo do tapete lá de Brasília."
Wagner, defendi a saída da agora ex-ministra do governo. Eu disse que não havia outra alternativa. Li em outros blogs gente dizendo que ela havia cometido um erro pequeno e não deveria ter deixado a secretaria por causa disso. Não concordo. Acredito que não podemos relativizar a ética. Por engano ou não, ela errou e fez bem em assumir o erro e pedir pra sair.
Mas também não posso concordar com o terrorismo que a mídia fez em cima deste episódio. Aproveitaram-se do quiprocó para pedir a extinção das políticas de promoção da igualdade racial. É preciso separar as coisas.
A Frases do Kevin
"Anos Incríveis" foi um seriado que marcou o final da minha adolescência e início da juventude. Eu estudava na ETFRN (hoje CEFET) e acompanhava as aventuras e desventuras de Kevin e sua turma todos os dias na Band. O ano era 1995.
Era incrível como me identificava com o Kevin, suas angústias, suas dúvidas, seus conflitos, seus amores, suas decepções, seus medos etc. Foi um tempo que verdadeiramente posso chamar de "Anos Incríveis". A partir dali, minha vida nunca mais seria a mesma. E não foi. E continua não sendo.
Kevin me ensinou coisas que levarei por toda a vida e repetirei aos meus amigos, aos meus filhos, aos meus netos - espero viver tanto tempo assim...
Na comunidade do seriado, no orkut, há um tópico sobre as melhores frases e pensamentos do Kevin.
Para todas as situações, Kevin tinha sempre uma tirada filosófica. Num episódio, Kevin foi se desculpar com um professor de matemática, por ter feito pouco caso da ajuda que ele lhe dera após a aula, mas descobriu que o professor havia morrido. Kevin, então, registra assim a inquietação da sua consciência:
"Professores nunca morrem. Vivem em sua memória para sempre. Eles estavam lá quando você chegou; eles ficaram lá quando você foi embora. Como acessórios. Às vezes lhe ensinavam alguma coisa. Mas nem sempre. E você nunca chegava a conhecê-los realmente nem eles a você. Ainda assim, por algum tempo, você acreditava neles. E, se tivesse sorte, talvez um deles acreditasse em você ".
Kevin era apaixonado pela Winnie. Certo dia, ele ficou com uma menina da qual não gostava. E a Winnie estava namorando com um jogador de futebol americano. Kevin descobre a solidão:
"Até aquele momento eu não tinha idéia do quanto podia doer perder algo que nunca se teve realmente."
Sobre seu pai, Kevin disse o seguinte:
"E ele sempre estaria lá, um parceiro silencioso. Foi o primeiro a me receber quando me formei no colégio e foi o último a sair quando fui para a faculdade. Minha mãe me contou que ele ficou horas na rua após eu me despedir".
Sobre as marcas do tempo:
"Nós temos pressa, mas é preciso aprender que às vezes o tempo corta nosso peito como faca e deixa a marca pra sempre."
Kevin havia tomado aulas de piano para tocar num recital, mas desistiu porque um menino, que tocava melhor que ele, iria apresentar a mesma música:
"Quando somos crianças, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo".
Quando a irmã dele vai embora pro Alasca, Kevin diz:
"É quando os irmãos desejam terem se conhecido melhor."
Sobre uma menina esquisita com quem ele havia dançado quadrilha e sente vergonha de ser amigo dela:
"Algumas pessoas passam por sua vida e você nunca mais pensa nelas. De outras, você se lembra e talvez imagine o que pode ter acontecido com elas. Outras, você imagina se pensam no que aconteceu a você. E há aquelas que você não gostaria nunca mais de lembrar, mas se lembra."
Essa é uma das minhas preferidas, por me fazer lembrar de todas as pessoas que me são caras, mas estão longe, num "reino tão tão distante":
"Existem pessoas que passam em nossa vida e vão embora e nunca mais ouvimos falar. Outras entram e permanecem para sempre. E há aquelas que passam e vão embora, mas jamais as esqueceremos."
Kevin, ecoando o sonho de Martin Luther King Jr.:
"Haverá o dia em que os homens serão lembrados pelas suas ações e não por sua cor, crença ou condição."
No episódio "Corações Partidos II", Kevin pegando carona em Rousseau, que disse que "nada está mais sob o nosso domínio que o coração, mas longe de podermos comandá-lo, somos forçados a oberdecer-lhe":
"O amor nos obriga a fazer coisas engraçadas. Ele nos torna orgulhosos, ele nos deixa arrependidos(...). E mesmo que eu não soubesse que caminho seguiríamos, sabia que não podia deixar que ela saisse da minha vida."
Em busca do amor perfeito:
"Por toda a nossa vida, procuramos por alguém pra amar... alguém que nos complete... nós escolhemos companhias e mudamos de companhias... dançamos músicas que falam de corações partidos e de esperança... e por todo o tempo pensando se, em algum lugar, de alguma forma, existe alguém perfeito, que esteja à nossa procura..."
No dia em que a Winnie vai embora, Kevin a observa partir da varanda da sua casa, enquanto seu pensamento viaja:
"E se os sonhos e as recordações se misturam, é assim mesmo que deve ser... porque todos merecer ser heróis."
Kevin crescendo:
"Quem estaria certo e quem estaria errado? Agora eu sou adulto e continuo sem saber. Mas em algum momento, tarde da noite, quase ao adormecer, as idéias e desentendimentos se dissipam e restam apenas as pessoas. E as pessoas naquele tempo não eram diferente do que sempre foram e sempre serão. As moças se apaixonam. Os homens e as mulheres sofrem sozinhos pelas escolhas que fizeram. E os meninos, confusos, cheios de medo, de amor e de coragem crescem silenciosamente enquanto dormem."
No último episódio, Kevin se despede assim:
"Crescer acontece muito depressa. Um dia, você está de fraldas e no outro já está indo embora. Mas as lembranças da infância permanecem com você durante muito tempo. Me lembro de um lugar... uma cidade... uma casa... Como todas as outras casas....Um jardim, como todos os outros.... numa rua, como todas as outras. E... depois de todos esses anos, eu continuo a me lembrar... com admiração."
Era incrível como me identificava com o Kevin, suas angústias, suas dúvidas, seus conflitos, seus amores, suas decepções, seus medos etc. Foi um tempo que verdadeiramente posso chamar de "Anos Incríveis". A partir dali, minha vida nunca mais seria a mesma. E não foi. E continua não sendo.
Kevin me ensinou coisas que levarei por toda a vida e repetirei aos meus amigos, aos meus filhos, aos meus netos - espero viver tanto tempo assim...
Na comunidade do seriado, no orkut, há um tópico sobre as melhores frases e pensamentos do Kevin.
Para todas as situações, Kevin tinha sempre uma tirada filosófica. Num episódio, Kevin foi se desculpar com um professor de matemática, por ter feito pouco caso da ajuda que ele lhe dera após a aula, mas descobriu que o professor havia morrido. Kevin, então, registra assim a inquietação da sua consciência:
"Professores nunca morrem. Vivem em sua memória para sempre. Eles estavam lá quando você chegou; eles ficaram lá quando você foi embora. Como acessórios. Às vezes lhe ensinavam alguma coisa. Mas nem sempre. E você nunca chegava a conhecê-los realmente nem eles a você. Ainda assim, por algum tempo, você acreditava neles. E, se tivesse sorte, talvez um deles acreditasse em você ".
Kevin era apaixonado pela Winnie. Certo dia, ele ficou com uma menina da qual não gostava. E a Winnie estava namorando com um jogador de futebol americano. Kevin descobre a solidão:
"Até aquele momento eu não tinha idéia do quanto podia doer perder algo que nunca se teve realmente."
Sobre seu pai, Kevin disse o seguinte:
"E ele sempre estaria lá, um parceiro silencioso. Foi o primeiro a me receber quando me formei no colégio e foi o último a sair quando fui para a faculdade. Minha mãe me contou que ele ficou horas na rua após eu me despedir".
Sobre as marcas do tempo:
"Nós temos pressa, mas é preciso aprender que às vezes o tempo corta nosso peito como faca e deixa a marca pra sempre."
Kevin havia tomado aulas de piano para tocar num recital, mas desistiu porque um menino, que tocava melhor que ele, iria apresentar a mesma música:
"Quando somos crianças, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo".
Quando a irmã dele vai embora pro Alasca, Kevin diz:
"É quando os irmãos desejam terem se conhecido melhor."
Sobre uma menina esquisita com quem ele havia dançado quadrilha e sente vergonha de ser amigo dela:
"Algumas pessoas passam por sua vida e você nunca mais pensa nelas. De outras, você se lembra e talvez imagine o que pode ter acontecido com elas. Outras, você imagina se pensam no que aconteceu a você. E há aquelas que você não gostaria nunca mais de lembrar, mas se lembra."
Essa é uma das minhas preferidas, por me fazer lembrar de todas as pessoas que me são caras, mas estão longe, num "reino tão tão distante":
"Existem pessoas que passam em nossa vida e vão embora e nunca mais ouvimos falar. Outras entram e permanecem para sempre. E há aquelas que passam e vão embora, mas jamais as esqueceremos."
Kevin, ecoando o sonho de Martin Luther King Jr.:
"Haverá o dia em que os homens serão lembrados pelas suas ações e não por sua cor, crença ou condição."
No episódio "Corações Partidos II", Kevin pegando carona em Rousseau, que disse que "nada está mais sob o nosso domínio que o coração, mas longe de podermos comandá-lo, somos forçados a oberdecer-lhe":
"O amor nos obriga a fazer coisas engraçadas. Ele nos torna orgulhosos, ele nos deixa arrependidos(...). E mesmo que eu não soubesse que caminho seguiríamos, sabia que não podia deixar que ela saisse da minha vida."
Em busca do amor perfeito:
"Por toda a nossa vida, procuramos por alguém pra amar... alguém que nos complete... nós escolhemos companhias e mudamos de companhias... dançamos músicas que falam de corações partidos e de esperança... e por todo o tempo pensando se, em algum lugar, de alguma forma, existe alguém perfeito, que esteja à nossa procura..."
No dia em que a Winnie vai embora, Kevin a observa partir da varanda da sua casa, enquanto seu pensamento viaja:
"E se os sonhos e as recordações se misturam, é assim mesmo que deve ser... porque todos merecer ser heróis."
Kevin crescendo:
"Quem estaria certo e quem estaria errado? Agora eu sou adulto e continuo sem saber. Mas em algum momento, tarde da noite, quase ao adormecer, as idéias e desentendimentos se dissipam e restam apenas as pessoas. E as pessoas naquele tempo não eram diferente do que sempre foram e sempre serão. As moças se apaixonam. Os homens e as mulheres sofrem sozinhos pelas escolhas que fizeram. E os meninos, confusos, cheios de medo, de amor e de coragem crescem silenciosamente enquanto dormem."
No último episódio, Kevin se despede assim:
"Crescer acontece muito depressa. Um dia, você está de fraldas e no outro já está indo embora. Mas as lembranças da infância permanecem com você durante muito tempo. Me lembro de um lugar... uma cidade... uma casa... Como todas as outras casas....Um jardim, como todos os outros.... numa rua, como todas as outras. E... depois de todos esses anos, eu continuo a me lembrar... com admiração."
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Eu quero ir pra Recife
Hoje me deu vontade de ir pra Recife.
É que soube que a abertura do carnaval da capital pernambucana, no chamado marco zero da cidade, vai ser feita por Marisa Monte, Elza Soares e pela Lia de Itamaracá - aquela da música "Ah, se eu vou" da Roberta Sá.
Mas não vai dar de novo. Meu castigo é ficar aqui em Alexandria, aturando a avalanche de forró brega e axé musica até terça-feira.
Mas ano que vem, Recife que me espere... Ah, se eu vou...
É que soube que a abertura do carnaval da capital pernambucana, no chamado marco zero da cidade, vai ser feita por Marisa Monte, Elza Soares e pela Lia de Itamaracá - aquela da música "Ah, se eu vou" da Roberta Sá.
Mas não vai dar de novo. Meu castigo é ficar aqui em Alexandria, aturando a avalanche de forró brega e axé musica até terça-feira.
Mas ano que vem, Recife que me espere... Ah, se eu vou...
Lei Seca
O governo federal baixou uma Medida Provisória (MP) determinando a proibição da venda de bebidas alcóolicas em estabelecimentos localizados às margens das rodovias federais.
O estabelecimento que for flagrado vendendo bebida alcóolica vai pagar multa de R$ 1.500,00. Além disso, quem não colocar aviso sobre a proibição será multado em R$ 300,00.
O objetivo é mais que evidente: combater os acidentes de trânsito provocados pela irresponsabilidade de quem bebe ao volante. De acordo a Polícia Rodoviária Federal, cerca de 50% dos acidentes de trânsito estão relacionados ao álcool.
No Distrito Federal, um juiz concedeu uma liminar ao Sindicato dos Bares e Restaurantes suspendendo a proibição.
No Rio Grande do Norte, um supermercado da capital e uma conveniência de um posto de gasolina de Mossoró também conseguiram liminares na Justiça contra a proibição.
Dá pra entender como um juiz pode liberar as pessoas para dirigem bêbadas?
O estabelecimento que for flagrado vendendo bebida alcóolica vai pagar multa de R$ 1.500,00. Além disso, quem não colocar aviso sobre a proibição será multado em R$ 300,00.
O objetivo é mais que evidente: combater os acidentes de trânsito provocados pela irresponsabilidade de quem bebe ao volante. De acordo a Polícia Rodoviária Federal, cerca de 50% dos acidentes de trânsito estão relacionados ao álcool.
No Distrito Federal, um juiz concedeu uma liminar ao Sindicato dos Bares e Restaurantes suspendendo a proibição.
No Rio Grande do Norte, um supermercado da capital e uma conveniência de um posto de gasolina de Mossoró também conseguiram liminares na Justiça contra a proibição.
Dá pra entender como um juiz pode liberar as pessoas para dirigem bêbadas?
Playboys condenados
Os cinco playboys acusados de agredir e roubar a doméstica Sirlei Dias, no dia 23 de junho do ano passado, foram condenados a pelo menos seis anos de prisão.
De acordo com o Último Segundo do IG, a decisão foi tomada pelo juiz Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira, da 38ª Vara Criminal do Rio.
Os playboys foram condenados pelo crime de "roubo com concurso de pessoas", caracterizado quando mais de uma pessoa participa do crime.
Ainda de acordo com o Último Segundo, Felippe de Macedo Nery Netto e Rubens Pereira Arruda Bruno foram condenados a seis anos de reclusão, em regime inicial semi-aberto, além do pagamento de quarenta-dias multa.
Leonardo Pereira de Andrade e Julio Junqueira Ferreira receberam pena de seis anos e oito meses de reclusão - Julio em regime inicial semi-aberto e Leonardo em regime inicial fechado. Eles também pagarão multa de sessenta-dias multa.
Já Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva, que tinha antecedente criminal por roubo com emprego de arma de fogo, foi condenado a sete anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de oitenta dias-multa. O valor da multa diária é de dois salários mínimos.
Os réus ainda podem recorrer da decisão, mas, com exceção de Felippe, terão que permanecer presos até então. Felippe ficará em liberdade porque conseguiu uma liminar favorável em um habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça.
O Promotor André Ricci, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, afirmou hoje que vai recorrer da decisão da Justiça e pedir o aumento da pena. Ele quer uma pena de 7 a 15 anos para os playboys.
De acordo com o Último Segundo do IG, a decisão foi tomada pelo juiz Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira, da 38ª Vara Criminal do Rio.
Os playboys foram condenados pelo crime de "roubo com concurso de pessoas", caracterizado quando mais de uma pessoa participa do crime.
Ainda de acordo com o Último Segundo, Felippe de Macedo Nery Netto e Rubens Pereira Arruda Bruno foram condenados a seis anos de reclusão, em regime inicial semi-aberto, além do pagamento de quarenta-dias multa.
Leonardo Pereira de Andrade e Julio Junqueira Ferreira receberam pena de seis anos e oito meses de reclusão - Julio em regime inicial semi-aberto e Leonardo em regime inicial fechado. Eles também pagarão multa de sessenta-dias multa.
Já Rodrigo dos Santos Bassalo da Silva, que tinha antecedente criminal por roubo com emprego de arma de fogo, foi condenado a sete anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado e ao pagamento de oitenta dias-multa. O valor da multa diária é de dois salários mínimos.
Os réus ainda podem recorrer da decisão, mas, com exceção de Felippe, terão que permanecer presos até então. Felippe ficará em liberdade porque conseguiu uma liminar favorável em um habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça.
O Promotor André Ricci, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, afirmou hoje que vai recorrer da decisão da Justiça e pedir o aumento da pena. Ele quer uma pena de 7 a 15 anos para os playboys.
Febre da Mídia III
Escrevi ontem sobre o episódio da morte de uma mulher por febre amarela vacinal, provocada pela reação negativa à carga de vírus contida na medicação.
Ela estava internada no Hospital Geral de São Matheus, zona leste de São Paulo. Além disso, a mulher era funcionário do hospital.
O Rovai escreveu sobre o episódio no blog dele, no site da Revista Fórum. Ele revelou que a mulher se chamava Marizete Borges de Abreu e era enfermeira do hospital.
Para Rovai, a morte da enfermeira "é a prova mais cabal de que transformar suas posições políticas em terrorismo midiático é arriscado e execrável."
Pra se ter um exemplo desse terrorismo midiático com os casos de febre amarela, Rovai relembrou uma coluna de Eliane Cantanhêde na Folha de São Paulo, no dia 9 de janeiro.
"Catanhêde abriu seu texto alertando todo o brasileiro a se vacinar: “Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo!”.
E aproveitou para terminá-lo mais do que politizando a coisa, sendo grosseira: “O fantasma da febre amarela, portanto, paira sobre o país como um alerta num momento crucial, para que a saúde e a educação sejam preservadas antes de tudo o mais. Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano --e nos seguintes.”
A colunista ainda disse que desde 1942 a febre amarela era considerada extinta do Brasil. No dia 18 de janeiro repercuti o blog do Azenha onde essa afirmação canhestra foi absolutamente desmascarada."
Na sua coluna de hoje, Eliane falou sobre o seminário "A Via Progressista", realizado ontem em Paris. Nenhuma linha sobre a morte da enfermeira Marizete Borges de Abreu.
P.S. No "Jornal Hoje", a apresentadora disse que a reação negativa da enfermeira à vacina era uma "excessão".
Ela estava internada no Hospital Geral de São Matheus, zona leste de São Paulo. Além disso, a mulher era funcionário do hospital.
O Rovai escreveu sobre o episódio no blog dele, no site da Revista Fórum. Ele revelou que a mulher se chamava Marizete Borges de Abreu e era enfermeira do hospital.
Para Rovai, a morte da enfermeira "é a prova mais cabal de que transformar suas posições políticas em terrorismo midiático é arriscado e execrável."
Pra se ter um exemplo desse terrorismo midiático com os casos de febre amarela, Rovai relembrou uma coluna de Eliane Cantanhêde na Folha de São Paulo, no dia 9 de janeiro.
"Catanhêde abriu seu texto alertando todo o brasileiro a se vacinar: “Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo!”.
E aproveitou para terminá-lo mais do que politizando a coisa, sendo grosseira: “O fantasma da febre amarela, portanto, paira sobre o país como um alerta num momento crucial, para que a saúde e a educação sejam preservadas antes de tudo o mais. Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano --e nos seguintes.”
A colunista ainda disse que desde 1942 a febre amarela era considerada extinta do Brasil. No dia 18 de janeiro repercuti o blog do Azenha onde essa afirmação canhestra foi absolutamente desmascarada."
Na sua coluna de hoje, Eliane falou sobre o seminário "A Via Progressista", realizado ontem em Paris. Nenhuma linha sobre a morte da enfermeira Marizete Borges de Abreu.
P.S. No "Jornal Hoje", a apresentadora disse que a reação negativa da enfermeira à vacina era uma "excessão".
Ministra da Igualdade Racial deixa o governo
Não havia comentado nada aqui ainda sobre a denúncia de uso irregular dos cartões corporativos do governo federal porque preferi deixar passar toda a água por baixo da ponte.
Agora que a ministra Matilde Ribeiro, principal envolvida nas denúncias, anunciou seu pedido de demissão, aceito pelo presidente Lula, acho que é hora de dar meus pitacos.
Matilde Ribeiro comandava a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, em 2003, quando a pasta foi criada.
Matilde desligou-se hoje da Seppir após ser acusada de uso irregular do cartão corporativo do governo.
Na entrevista coletiva que concedeu hoje em Brasília, a ex-ministra admitiu que errou ao usar o cartão corporativo, mas disse que foi mal orientada por dois funcionários da secretaria, que já foram demitidos.
“Assumo o erro administrativo no uso do cartão. Os fatos partiram da dificuldade com deslocamento e hospedagem fora de Brasília. Foi um erro administrativo que pode e deve ser corrigido. (...) Fui orientada a usar o cartão", declarou.
A Folha Online informa que, em 2007, as despesas de Matilde com o cartão somaram R$ 171 mil. Os gastos foram divididos entre aluguel de carro (R$ 110 mil) e restaurantes (R$ 5.000).
O gasto considerado mais suspeito, porém, foi o pagamento de uma conta de R$ 461,16 em um free shop, em outubro de 2007. A ex-ministra já havia declarado que usou o cartão no free shop "por engano" e que devolveu o dinheiro em janeiro deste ano.
As coisas pioraram quando o "Jornal da Globo" mostrou ontem à noite que Matilde, mesmo de férias, pagou despesas com o cartão corporativo. Além disso, no feriado do Natal, ela alugou um carro com motorista, pagos com o cartão, apesar de não ter agenda oficial a cumprir na data.
Parece que não havia mesmo outra alternativa para Matilde a não ser sua saída da secretaria. Caso ela permanecesse, a sanha da mídia continuaria a mil e logo este episódio se transformaria na mais nova tentativa de derrubar o presidente Lula.
A saída de Matilde, porém, não pode significar o fim das políticas de igualdade racial, porque estas são políticas de governo, não de pessoas.
Os refratários, como Reinaldo Azevedo, em seu blog no site da revista Veja, clamam pelo fim destas políticas, como as cotas, por exemplo. Ignoram que esta parcela da população sempre foi relegada ao esquecimento. Apregoam que, assim como na economia o "mercado" resolve tudo, na vida social as coisas sempre se arranjam expontaneamente. Não há porque intervir.
Desigualdade e exclusão não desaparecem expontaneamente. O governo precisa e deve intervir. As cotas foram responsáveis, nos últimos cinco anos, segundo informações do site do PT, pelo acesso de 40 mil pessoas ao ensino superior.
Em nota de apoio e solidariedade à ex-ministra, a direção do PT disse que aqueles que são contra as ações do governo que visam a promoção da igualdade racial se posicionam desta maneira por puro preconceito e intolerância.
"Contra tais políticas tem se insurgido, desde o início, a intolerância secular que domina parcela da sociedade brasileira", diz um trecho da nota.
A nota do partido termina afirmando que as políticas implantadas até agora devem ter continuidade, mesmo depois da saída de Matilde Ribeiro.
"O PT tem a convicção de que o governo do companheiro Lula dará continuidade às políticas desenvolvidas pela Seppir."
Agora que a ministra Matilde Ribeiro, principal envolvida nas denúncias, anunciou seu pedido de demissão, aceito pelo presidente Lula, acho que é hora de dar meus pitacos.
Matilde Ribeiro comandava a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) desde o início do primeiro mandato do presidente Lula, em 2003, quando a pasta foi criada.
Matilde desligou-se hoje da Seppir após ser acusada de uso irregular do cartão corporativo do governo.
Na entrevista coletiva que concedeu hoje em Brasília, a ex-ministra admitiu que errou ao usar o cartão corporativo, mas disse que foi mal orientada por dois funcionários da secretaria, que já foram demitidos.
“Assumo o erro administrativo no uso do cartão. Os fatos partiram da dificuldade com deslocamento e hospedagem fora de Brasília. Foi um erro administrativo que pode e deve ser corrigido. (...) Fui orientada a usar o cartão", declarou.
A Folha Online informa que, em 2007, as despesas de Matilde com o cartão somaram R$ 171 mil. Os gastos foram divididos entre aluguel de carro (R$ 110 mil) e restaurantes (R$ 5.000).
O gasto considerado mais suspeito, porém, foi o pagamento de uma conta de R$ 461,16 em um free shop, em outubro de 2007. A ex-ministra já havia declarado que usou o cartão no free shop "por engano" e que devolveu o dinheiro em janeiro deste ano.
As coisas pioraram quando o "Jornal da Globo" mostrou ontem à noite que Matilde, mesmo de férias, pagou despesas com o cartão corporativo. Além disso, no feriado do Natal, ela alugou um carro com motorista, pagos com o cartão, apesar de não ter agenda oficial a cumprir na data.
Parece que não havia mesmo outra alternativa para Matilde a não ser sua saída da secretaria. Caso ela permanecesse, a sanha da mídia continuaria a mil e logo este episódio se transformaria na mais nova tentativa de derrubar o presidente Lula.
A saída de Matilde, porém, não pode significar o fim das políticas de igualdade racial, porque estas são políticas de governo, não de pessoas.
Os refratários, como Reinaldo Azevedo, em seu blog no site da revista Veja, clamam pelo fim destas políticas, como as cotas, por exemplo. Ignoram que esta parcela da população sempre foi relegada ao esquecimento. Apregoam que, assim como na economia o "mercado" resolve tudo, na vida social as coisas sempre se arranjam expontaneamente. Não há porque intervir.
Desigualdade e exclusão não desaparecem expontaneamente. O governo precisa e deve intervir. As cotas foram responsáveis, nos últimos cinco anos, segundo informações do site do PT, pelo acesso de 40 mil pessoas ao ensino superior.
Em nota de apoio e solidariedade à ex-ministra, a direção do PT disse que aqueles que são contra as ações do governo que visam a promoção da igualdade racial se posicionam desta maneira por puro preconceito e intolerância.
"Contra tais políticas tem se insurgido, desde o início, a intolerância secular que domina parcela da sociedade brasileira", diz um trecho da nota.
A nota do partido termina afirmando que as políticas implantadas até agora devem ter continuidade, mesmo depois da saída de Matilde Ribeiro.
"O PT tem a convicção de que o governo do companheiro Lula dará continuidade às políticas desenvolvidas pela Seppir."
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
A guerra dos blogueiros
Reinaldo Azevedo (Veja) ataca Luis Nassif
Há tempos que Luis Nassif e Reinaldo Azevedo trocam farpas em seus respectivos blogs.
Nassif já comparou Reinaldo aos vilões João Bafo de Onça, das histórias de Walt Disney; Smeagol, o monstrinho do filme "Senhor dos Anéis"; e Brutus, o arqui-inimigo do Popeye.
Nassif ainda tirou onda com o impagável chapéu ostentado pelo blogueiro da Veja, dando sugestões para renovar a chapelaria do "chapeleiro maluco". Há até a dica de um modelo de chapéu gay, seguido da devida indicação para a melhor ocasião: "Para curtir a glória na rua, impedindo que algum transeunte exibido venha disputar a atenção dos passantes com você."
Reinaldo não deixou por menos: "canalha", "calhorda", "caloteiro", "achacador", "petralha" e "apedeuta" são alguns termos que ele usa para descrever Nassif.
Essa é briga de cachorro grande. Desde já, digo que estou do lado do Nassif.
Ricardo Azevedo é como aquele tipo que se faz de doido pra passar melhor.
Há tempos que Luis Nassif e Reinaldo Azevedo trocam farpas em seus respectivos blogs.
Nassif já comparou Reinaldo aos vilões João Bafo de Onça, das histórias de Walt Disney; Smeagol, o monstrinho do filme "Senhor dos Anéis"; e Brutus, o arqui-inimigo do Popeye.
Nassif ainda tirou onda com o impagável chapéu ostentado pelo blogueiro da Veja, dando sugestões para renovar a chapelaria do "chapeleiro maluco". Há até a dica de um modelo de chapéu gay, seguido da devida indicação para a melhor ocasião: "Para curtir a glória na rua, impedindo que algum transeunte exibido venha disputar a atenção dos passantes com você."
Reinaldo não deixou por menos: "canalha", "calhorda", "caloteiro", "achacador", "petralha" e "apedeuta" são alguns termos que ele usa para descrever Nassif.
Essa é briga de cachorro grande. Desde já, digo que estou do lado do Nassif.
Ricardo Azevedo é como aquele tipo que se faz de doido pra passar melhor.
Pra fugir do carnaval
Para quem não gosta de carnaval e vai ficar em Natal durante os festejos momescos, a boa pedida é curtir o "Som da Mata", domingo, a partir das 16h30, no Parque das Dunas.
Neste dia, o público vai poder apreciar a mistura entre o choro, o frevo, o samba e o baião do bandolim de Diogo Guanabara com o rock, o blues e o funk do Macaxeira Jazz, grupo instrumental formado por alunos do Curso Técnico de Música da UFRN.
A proposta de Diogo e do Macaxiera Jazz é mesmo ousar, sem medo de ser feliz, experimentando novas harmonias e mesclando Beatles com Ernesto Nazareh, Ary Barroso com Eric Clapton, Michael Jackson com Tom Jobim.
O Macaxeira Jazz é formado por Ticiano D'Amore (guitarra), Henrique Pacheco (baixo) e Raphael Bender (bateria).
O "Som da Mata" é no Anfiteatro Pau-brasil do Parque das Dunas e o ingresso custa apenas R$ 1,00.
Neste dia, o público vai poder apreciar a mistura entre o choro, o frevo, o samba e o baião do bandolim de Diogo Guanabara com o rock, o blues e o funk do Macaxeira Jazz, grupo instrumental formado por alunos do Curso Técnico de Música da UFRN.
A proposta de Diogo e do Macaxiera Jazz é mesmo ousar, sem medo de ser feliz, experimentando novas harmonias e mesclando Beatles com Ernesto Nazareh, Ary Barroso com Eric Clapton, Michael Jackson com Tom Jobim.
O Macaxeira Jazz é formado por Ticiano D'Amore (guitarra), Henrique Pacheco (baixo) e Raphael Bender (bateria).
O "Som da Mata" é no Anfiteatro Pau-brasil do Parque das Dunas e o ingresso custa apenas R$ 1,00.
Novela fala de saúde pública
No capítulo de ontem da novela "Duas Caras" da Rede Globo, o autor Aguinaldo Silva resolveu abordar a situação dos hospitais públicos brasileiros.
Júlia, personagem da atriz Débora Falabela, grávida de Evilásio (Lázaro Ramos), sofre um sangramento e é levada pelo marido a um hospital público. Os pais ricos da mocinha - ela foi explusa de casa pelo pai, quando ele soube da sua gravidez - aparecem por lá para "resgatá-la". O barraco está armado.
A cena pretende retratar o "caos da saúde pública". Para isso, são mostrados pacientes esperando atendimento nos corredores. Fala-se na falta de médicos para atender a todos. Evilásio ameaça "trazer um médico à força" para cuidar da sua mulher. Ele fala com uma funcionária do hospital, que o atende com brutalidade. A funcionária pública é mostrada como uma má profissional, mal educada e insensível ao sofrimento das pessoas.
A situação da saúde pública brasileira está longe de ser ideal, mas também está longe da situação grotesca pintada pela novela da Globo.
Eu não tenho plano de saúde e faço uso dos hospitais públicos quando adoeço. Já vi filas de pessoas esperando atendimento e pacientes sendo atendidos nos corredores. Mas nunca vi nenhum funcionário de nenhum hospital público tratando um paciente com a agressividade que o funcionário fictício tratou o personagem da novela.
Mais uma vez, Aguinaldo Silva mostrou que é um autor intragável e refratário até os ossos. Ao tentar fazer a representação de um problema social sério, consegui apenas produzir mais uma cena patética da sua novela de péssimo gosto - aliás, uma das piores novelas produzidas pela televisão brasileira em todos os tempos.
Júlia, personagem da atriz Débora Falabela, grávida de Evilásio (Lázaro Ramos), sofre um sangramento e é levada pelo marido a um hospital público. Os pais ricos da mocinha - ela foi explusa de casa pelo pai, quando ele soube da sua gravidez - aparecem por lá para "resgatá-la". O barraco está armado.
A cena pretende retratar o "caos da saúde pública". Para isso, são mostrados pacientes esperando atendimento nos corredores. Fala-se na falta de médicos para atender a todos. Evilásio ameaça "trazer um médico à força" para cuidar da sua mulher. Ele fala com uma funcionária do hospital, que o atende com brutalidade. A funcionária pública é mostrada como uma má profissional, mal educada e insensível ao sofrimento das pessoas.
A situação da saúde pública brasileira está longe de ser ideal, mas também está longe da situação grotesca pintada pela novela da Globo.
Eu não tenho plano de saúde e faço uso dos hospitais públicos quando adoeço. Já vi filas de pessoas esperando atendimento e pacientes sendo atendidos nos corredores. Mas nunca vi nenhum funcionário de nenhum hospital público tratando um paciente com a agressividade que o funcionário fictício tratou o personagem da novela.
Mais uma vez, Aguinaldo Silva mostrou que é um autor intragável e refratário até os ossos. Ao tentar fazer a representação de um problema social sério, consegui apenas produzir mais uma cena patética da sua novela de péssimo gosto - aliás, uma das piores novelas produzidas pela televisão brasileira em todos os tempos.
Nassif x Veja
Está no ar o mais novo capítulo do "Dossiê Veja", criado pelo jornalista Luis Nassif para contar a "história por trás da história" da maior revista semanal brasileira.
Em "A Guerra das Cervejas", Nassif relata como as relações entre a Veja e o publicitário Eduardo Fischer mudaram da água para o vinho, graças a influência de Eurípides Alcântara, diretor da revista.
"Há muito tempo, o publicitário Eduardo Fischer recebe tratamento privilegiado da Veja, especialmente através da seção Radar. Esse apoio ficou mais ostensivo nas chamadas "guerras das cervejas"
As notas visavam criar expectativas em cima de suas campanhas, reforçar sua imagem, em um mercado onde a imagem tem efeito direto sobre o valor das contas."
De acordo com Nassif, o chamado episódio da "guerra das cervejas" não passou de uma ficção criada pela Veja para favorecer Eduardo Fischer.
O publicitário havia perdido a conta da Schincariol e passado a trabalhar para a Femsa, multinacional que havia comprado a Kaiser.
"Tudo era espuma para criar uma expectativa junto ao público, uma guerra capaz de dar visibilidade à campanha e repercussão na mídia."
A íntegra do terceiro capítulo do "Dossiê Veja" pode ser lido no Blog do Nassif, no portal IG.
Em "A Guerra das Cervejas", Nassif relata como as relações entre a Veja e o publicitário Eduardo Fischer mudaram da água para o vinho, graças a influência de Eurípides Alcântara, diretor da revista.
"Há muito tempo, o publicitário Eduardo Fischer recebe tratamento privilegiado da Veja, especialmente através da seção Radar. Esse apoio ficou mais ostensivo nas chamadas "guerras das cervejas"
As notas visavam criar expectativas em cima de suas campanhas, reforçar sua imagem, em um mercado onde a imagem tem efeito direto sobre o valor das contas."
De acordo com Nassif, o chamado episódio da "guerra das cervejas" não passou de uma ficção criada pela Veja para favorecer Eduardo Fischer.
O publicitário havia perdido a conta da Schincariol e passado a trabalhar para a Femsa, multinacional que havia comprado a Kaiser.
"Tudo era espuma para criar uma expectativa junto ao público, uma guerra capaz de dar visibilidade à campanha e repercussão na mídia."
A íntegra do terceiro capítulo do "Dossiê Veja" pode ser lido no Blog do Nassif, no portal IG.
Febre da Mídia II
Morre mulher com suspeita de reação à vacina da febre amarela em São Paulo
A cobertura irresponsável da grande mídia, que tratou um episódio comum de febre amarela como "epidemia" e disseminou o pânico entre a população, acaba de fazer mais uma vítima.
O Último Segundo do IG informa que uma mulher de 43 anos, que estava internada no Hospital Geral de São Matheus, zona leste de São Paulo, desde a noite de sábado, morreu às 8h20 desta quinta-feira.
A paciente, cujo nome não foi informado, pode ter contraído febre amarela vacinal, como uma reação negativa à carga de vírus contida na medicação.
Ainda segundo o Último Segundo, o hospital informou que a paciente tomou a vacina contra a febre amarela no último dia 17. Ela não ia viajar para nenhuma área de risco e não necessitaria ser vacinada.
A Secretaria de Estado da Saúde do RJ coletou amostra do sangue da paciente e a encaminhou ao Instituto Adolf Lutz para esclarecer as causas da sua morte.
A mulher era funcionária do hospital e trabalhava como encarregada de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela estava internada em estado grave desde o último sábado e respirava com a ajuda de aparelhos.
A cobertura irresponsável da grande mídia, que tratou um episódio comum de febre amarela como "epidemia" e disseminou o pânico entre a população, acaba de fazer mais uma vítima.
O Último Segundo do IG informa que uma mulher de 43 anos, que estava internada no Hospital Geral de São Matheus, zona leste de São Paulo, desde a noite de sábado, morreu às 8h20 desta quinta-feira.
A paciente, cujo nome não foi informado, pode ter contraído febre amarela vacinal, como uma reação negativa à carga de vírus contida na medicação.
Ainda segundo o Último Segundo, o hospital informou que a paciente tomou a vacina contra a febre amarela no último dia 17. Ela não ia viajar para nenhuma área de risco e não necessitaria ser vacinada.
A Secretaria de Estado da Saúde do RJ coletou amostra do sangue da paciente e a encaminhou ao Instituto Adolf Lutz para esclarecer as causas da sua morte.
A mulher era funcionária do hospital e trabalhava como encarregada de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela estava internada em estado grave desde o último sábado e respirava com a ajuda de aparelhos.
Direitos Humanos
Relatório de organização internacional condena violência policial e impunidade no Brasil
O relatório de 2008 da organização internacional Human Rights Watch (HRW) apontou que a violência policial e a impunidade são os maiores problemas para os direitos humanos no Brasil.
No primeiro semestre de 2007, indica o documento, somente a polícia do Rio de Janeiro matou 694 pessoas, enquanto em São Paulo o número foi de 201 no mesmo período.
A HRW acrescenta que a impunidade fortalece aqueles que violam os direitos humanos. O relatório também menciona os crimes cometidos pela ditadura militar (1964-1985), tratado como "atrocidades".
As "condições desumanas" das prisões brasileiras e a violência no campo também foram incluídas no documento.
Com informações do Último Segundo do IG.
O relatório de 2008 da organização internacional Human Rights Watch (HRW) apontou que a violência policial e a impunidade são os maiores problemas para os direitos humanos no Brasil.
No primeiro semestre de 2007, indica o documento, somente a polícia do Rio de Janeiro matou 694 pessoas, enquanto em São Paulo o número foi de 201 no mesmo período.
A HRW acrescenta que a impunidade fortalece aqueles que violam os direitos humanos. O relatório também menciona os crimes cometidos pela ditadura militar (1964-1985), tratado como "atrocidades".
As "condições desumanas" das prisões brasileiras e a violência no campo também foram incluídas no documento.
Com informações do Último Segundo do IG.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Folha: "Elite brasileira confia mais na mídia do que no governo"
"A mídia é a instituição em que a elite brasileira mais confia (64%), à frente de empresas (61%), ONGs (51%), instituições religiosas (48%) e governo (22%). De acordo com o nono estudo de confiança da empresa de relações públicas Edelman, o Brasil é o terceiro dos 18 países pesquisados com o maior índice de credibilidade da mídia -atrás de México, com 66%, e Índia, 65%.
Entre os meios de comunicação, os brasileiros colocam os veículos impressos no topo do ranking de confiança. Os entrevistados, na faixa dos 25% com a maior renda familiar do país, dizem recorrer como primeira fonte de informação a impressos (87%), depois a TV (82%), internet (52%) e rádio (32%)."
Comentário
A mídia é feita pela e para a elite. A confiança da elite nacional na mídia brasileira é auto-explicativa.
Entre os meios de comunicação, os brasileiros colocam os veículos impressos no topo do ranking de confiança. Os entrevistados, na faixa dos 25% com a maior renda familiar do país, dizem recorrer como primeira fonte de informação a impressos (87%), depois a TV (82%), internet (52%) e rádio (32%)."
Comentário
A mídia é feita pela e para a elite. A confiança da elite nacional na mídia brasileira é auto-explicativa.
A Veja desvendada
Luis Nassif começou a desvendar a Veja, contando o processo de transformação da maior revista semanal do país no panfleto refratário que a publicação é nos dias atuais.
No primeiro capítulo, Nassif relaciona as mudanças da revista com as mudanças estruturais da mídia e seus reflexos na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais.
Nassif não economiza nas críticas:
"O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico."
No segundo capítulo, ele comenta a mudança de comando na revista, nos anos 90:
"Gradativamente o modelo passou a ser tocado por mãos menos habilidosas e seus principais vícios acabaram exacerbados ano a ano: agressividade desmedida, desqualificação, uso abusivo de dossiês suspeitos, matérias ficcionais. Mantinha-se a maldade, mas sem o talento."
No mesmo capítulo, Nassif também fala sobre o macartismo da Veja:
"Era o que faltava para a direção da revista romper com um dos pontos centrais da auto-regulação no jornalismo: os critérios jornalísticos para a publicação de matérias, o filtro técnico. É esse filtro que impede manipulações.
No macartismo, pode-se atropelar qualquer lógica em nome da guerra contra o inimigo externo. Sem filtros técnicos, o jornalismo pode ser manipulado e esconder-se atrás de supostas posturas ideológicas para praticar toda sorte de lobby."
No próximo capítulo, Nassif vai tratar sobre "A Guerra das Cervejas" e a infuência da publicidade sobre a revista.
Vale à pena acompanhar cada lance dessa novela.
No primeiro capítulo, Nassif relaciona as mudanças da revista com as mudanças estruturais da mídia e seus reflexos na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais.
Nassif não economiza nas críticas:
"O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico."
No segundo capítulo, ele comenta a mudança de comando na revista, nos anos 90:
"Gradativamente o modelo passou a ser tocado por mãos menos habilidosas e seus principais vícios acabaram exacerbados ano a ano: agressividade desmedida, desqualificação, uso abusivo de dossiês suspeitos, matérias ficcionais. Mantinha-se a maldade, mas sem o talento."
No mesmo capítulo, Nassif também fala sobre o macartismo da Veja:
"Era o que faltava para a direção da revista romper com um dos pontos centrais da auto-regulação no jornalismo: os critérios jornalísticos para a publicação de matérias, o filtro técnico. É esse filtro que impede manipulações.
No macartismo, pode-se atropelar qualquer lógica em nome da guerra contra o inimigo externo. Sem filtros técnicos, o jornalismo pode ser manipulado e esconder-se atrás de supostas posturas ideológicas para praticar toda sorte de lobby."
No próximo capítulo, Nassif vai tratar sobre "A Guerra das Cervejas" e a infuência da publicidade sobre a revista.
Vale à pena acompanhar cada lance dessa novela.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Corrupção
Deputado do DEM chefiava esquema de desvio de dinheiro em Alagoas
MP pede afastamento de dez deputados estaduais
Portal Terra
O Procurador-Geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca, pediu ontem, na Justiça comum estadual, o afastamento de 10 deputados estaduais acusados de desviar R$ 200 milhões da folha de pagamento da Assembléia Legislativa de Alagoas. O Procurador-Geral também quer a destituição dos deputados que integram a Mesa Diretora, entre eles o presidente da Assembléia, deputado Antônio Albuquerque (DEM). Ele é suspeito de chefiar o esquema.
Além de Albuquerque, foram indiciados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, Cícero Amélio, Manoel Gomes de Barros Filho (Nelito), Edival Gaia, Maurício Tavares, Dudu Albuquerque, Arthur Lira, Antônio Hollanda Júnior, Cícero Ferro e Isnaldo Bulhões Júnior.
Os deputados acusados foram investigados pela Polícia Federal. Segundo a investigação da PF, o deputado Cícero Amélio (PMN), um dos integrantes do esquema, mantém estreitas realções no Tribunal de Justiça, possivelmente o órgão que vai julgar a ação do MP alagoano. O deputado é cunhado do desembargador Orlando Manso, também ex-presidente do TJ e irmão da juíza Maria Ester Manso, casada com o ex-presidente.
Em gravações da polícia, outro desembargador, James Magalhães, aparece pedindo emprego para o cunhado na Assembléia ao parlamentar. Em conversa com a imprensa, Magalhães não comentou as acusações e disse que conversou com o presidente do TJ, desembargador José Hollanda Ferreira.
Em Tempo
Uma investigação dessa na Assembléia Legislativa do RN não deixaria pedra sobre pedra. Possivelmente, haveria um grande boicote na imprensa local, pois muitos jornalistas recebem por fora para defender políticos amigos.
Além do boicote da imprensa, haveria outro problema. A corrupção na própria Justiça, que, assim como em Alagoas, mantém ligações libidinosas com o poder político.
MP pede afastamento de dez deputados estaduais
Portal Terra
O Procurador-Geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca, pediu ontem, na Justiça comum estadual, o afastamento de 10 deputados estaduais acusados de desviar R$ 200 milhões da folha de pagamento da Assembléia Legislativa de Alagoas. O Procurador-Geral também quer a destituição dos deputados que integram a Mesa Diretora, entre eles o presidente da Assembléia, deputado Antônio Albuquerque (DEM). Ele é suspeito de chefiar o esquema.
Além de Albuquerque, foram indiciados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, Cícero Amélio, Manoel Gomes de Barros Filho (Nelito), Edival Gaia, Maurício Tavares, Dudu Albuquerque, Arthur Lira, Antônio Hollanda Júnior, Cícero Ferro e Isnaldo Bulhões Júnior.
Os deputados acusados foram investigados pela Polícia Federal. Segundo a investigação da PF, o deputado Cícero Amélio (PMN), um dos integrantes do esquema, mantém estreitas realções no Tribunal de Justiça, possivelmente o órgão que vai julgar a ação do MP alagoano. O deputado é cunhado do desembargador Orlando Manso, também ex-presidente do TJ e irmão da juíza Maria Ester Manso, casada com o ex-presidente.
Em gravações da polícia, outro desembargador, James Magalhães, aparece pedindo emprego para o cunhado na Assembléia ao parlamentar. Em conversa com a imprensa, Magalhães não comentou as acusações e disse que conversou com o presidente do TJ, desembargador José Hollanda Ferreira.
Em Tempo
Uma investigação dessa na Assembléia Legislativa do RN não deixaria pedra sobre pedra. Possivelmente, haveria um grande boicote na imprensa local, pois muitos jornalistas recebem por fora para defender políticos amigos.
Além do boicote da imprensa, haveria outro problema. A corrupção na própria Justiça, que, assim como em Alagoas, mantém ligações libidinosas com o poder político.
Maconha causa mais câncer do que o tabaco, afirmam cientistas da Nova Zelândia
Como diria Jô Soares, cientistas desocupados da Nova Zelândia acabam de anunciar uma nova descoberta: maconha é pior que tabaco para causar câncer.
A notícia está na página do Jornal do Brasil na Internet.
De acordo com eles, fumar um cigarro de maconha equivale a um maço de cigarros de tabaco em termos de risco de câncer de pulmão.
Para chegar a essa conclusão, eles fizeram um estudo com 79 pacientes de câncer da Nova Zelândia.
Os cientistas desocupados ainda alertaram para o risco de uma "epidemia" (a culpa é do Lula!!!) de câncer provocado pelos baseados.
O estudo, coordenado por Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia, foi publicado na revista 'European Respiratory Journal'.
Ainda segundo os cientistas desocupados, a maconha lesa mais as vias aéreas porque sua fumaça contém o dobro de substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos poliaromáticos, em relação aos cigarros de tabaco.
Os cientistas desocupados da Nova Zelândia também disseram que o fato de o baseado ser fumado sem filtro e até a última ponta aumenta o risco de câncer, porque a fumaça inalada é maior.
Piadas à parte, acho que tirar conclusões a partir de um estudo com apenas 79 pacientes é muito precipitado. Cientificamente, o número não é representativo.
E tem outra coisa. Nunca ouvi falar de ninguém que tenha morrido de câncer por causa da maconha.
A notícia está na página do Jornal do Brasil na Internet.
De acordo com eles, fumar um cigarro de maconha equivale a um maço de cigarros de tabaco em termos de risco de câncer de pulmão.
Para chegar a essa conclusão, eles fizeram um estudo com 79 pacientes de câncer da Nova Zelândia.
Os cientistas desocupados ainda alertaram para o risco de uma "epidemia" (a culpa é do Lula!!!) de câncer provocado pelos baseados.
O estudo, coordenado por Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia, foi publicado na revista 'European Respiratory Journal'.
Ainda segundo os cientistas desocupados, a maconha lesa mais as vias aéreas porque sua fumaça contém o dobro de substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos poliaromáticos, em relação aos cigarros de tabaco.
Os cientistas desocupados da Nova Zelândia também disseram que o fato de o baseado ser fumado sem filtro e até a última ponta aumenta o risco de câncer, porque a fumaça inalada é maior.
Piadas à parte, acho que tirar conclusões a partir de um estudo com apenas 79 pacientes é muito precipitado. Cientificamente, o número não é representativo.
E tem outra coisa. Nunca ouvi falar de ninguém que tenha morrido de câncer por causa da maconha.
TV Tropical: Agripino e aliados usam emissora como palanque eleitoral
Ney Lopes Junior, filho do ex-deputado Ney Lopes, tem um programa na TV Tropical do senador José Agripino (DEM).
O programa se chama "Defenda Seus Direitos". Na TV de Agripino, o advogado Ney Lopes Junior brinca de esclarecer as dúvidas das pessoas sobre os direitos do cidadão.
Enquanto apresenta o programa, ele exibe para o vídeo a Constituição de 1988. Patético.
O gerador de caracteres apresenta o nome de Ney Junior o tempo todo no canto inferior do vídeo.
O programa é uma farsa. Ney Junior vai se candidatar a vereador de Natal pelo DEM nas eleições deste ano. Está na TV de Agripino para ficar conhecido e angariar preciosos votos entre os ingênuos que acreditam que ele se preocupa com os direitos do cidadão.
Agripino usa a TV Tropical, que é uma concessão pública, como palanque eleitoral. Todo santo dia Agripino aparece por lá, discursando no Senado Federal ou sendo citado em alguma matéria feita sob medida para ele.
Agripino também usa a emissora para promover seu filho Felipe Maia e seus aliados/capachos -como Ney Junior.
O programa se chama "Defenda Seus Direitos". Na TV de Agripino, o advogado Ney Lopes Junior brinca de esclarecer as dúvidas das pessoas sobre os direitos do cidadão.
Enquanto apresenta o programa, ele exibe para o vídeo a Constituição de 1988. Patético.
O gerador de caracteres apresenta o nome de Ney Junior o tempo todo no canto inferior do vídeo.
O programa é uma farsa. Ney Junior vai se candidatar a vereador de Natal pelo DEM nas eleições deste ano. Está na TV de Agripino para ficar conhecido e angariar preciosos votos entre os ingênuos que acreditam que ele se preocupa com os direitos do cidadão.
Agripino usa a TV Tropical, que é uma concessão pública, como palanque eleitoral. Todo santo dia Agripino aparece por lá, discursando no Senado Federal ou sendo citado em alguma matéria feita sob medida para ele.
Agripino também usa a emissora para promover seu filho Felipe Maia e seus aliados/capachos -como Ney Junior.
O dono do mundo
Diz-se de alguém que quer ser mais que os outros e passar por cima de todo mundo que ele quer ser o dono do mundo.
Em Alexandria, há um dono do mundo na rua onde meus pais moram, no bairro do Alto da Boa Vista.
A Prefeitura fez o calçamento da rua há poucos dias. Um dos moradores se achou no direito de arrancar o meio-fio que passava em frente à casa dele.
Arrancou e depois sentou novamente, só que mais baixo, desalinhado em relação a toda rua.
A Prefeitura ainda não tomou nenhuma providência.
Enquanto isso, o dono do mundo constrói a calçada da casa dele sem ser importunado.
Em Alexandria, há um dono do mundo na rua onde meus pais moram, no bairro do Alto da Boa Vista.
A Prefeitura fez o calçamento da rua há poucos dias. Um dos moradores se achou no direito de arrancar o meio-fio que passava em frente à casa dele.
Arrancou e depois sentou novamente, só que mais baixo, desalinhado em relação a toda rua.
A Prefeitura ainda não tomou nenhuma providência.
Enquanto isso, o dono do mundo constrói a calçada da casa dele sem ser importunado.
Violência em números
Estudo revela que violência entre jovens aumentou mais de 30% nos últimos dez anos
Não é novidade que os jovens são as principais vítimas da violência urbana. Todas as pesquisas realizadas até aqui mostram que a violência tem classe social, cor, sexo e idade - ela atinge principalmente pobres, negros, homens e jovens.
O crescimento da violência é um dos maiores desafios enfrentados pelos grandes centros urbanos. Esse crescimento se traduz no aumento da percepção de insegurança das pessoas, interferindo negativamente na qualidade de vida delas.
O que antes era apenas percepção agora é estatística oficial. A taxa de homicídios entre os jovens de 15 a 24 anos aumentou 31,3%, entre 1996 e 2006. O dado faz parte do "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", que será lançado nesta terça-feira pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (RITLA), o Instituto Sangari, o Ministério da Saúde e o Ministério da Justiça. As informações são do "Último Segundo" do IG.
Ainda segundo o IG, o estudo foi elaborado por Julio Jacobo Waiselfisz, diretor de pesquisas do Instituto Sangari, que analisa a mortalidade causada por homicídios em geral, com foco especial nos homicídios juvenis, por acidentes de transporte e por armas de fogo.
O estudo apontou que apesar de a taxa de homicídio ter crescido mais de 30% nos últimos 10 anos, o número está em queda. Segundo o levantamento, desde 2003 vem sendo registrado queda significativa no número de homicídios. O estudo atribui a redução às estratégias de desarmamento.
Entre 1996 e 2006, o número total de homicídios no Brasil teve um crescimento superior ao crescimento da população.
Não é novidade que os jovens são as principais vítimas da violência urbana. Todas as pesquisas realizadas até aqui mostram que a violência tem classe social, cor, sexo e idade - ela atinge principalmente pobres, negros, homens e jovens.
O crescimento da violência é um dos maiores desafios enfrentados pelos grandes centros urbanos. Esse crescimento se traduz no aumento da percepção de insegurança das pessoas, interferindo negativamente na qualidade de vida delas.
O que antes era apenas percepção agora é estatística oficial. A taxa de homicídios entre os jovens de 15 a 24 anos aumentou 31,3%, entre 1996 e 2006. O dado faz parte do "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", que será lançado nesta terça-feira pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (RITLA), o Instituto Sangari, o Ministério da Saúde e o Ministério da Justiça. As informações são do "Último Segundo" do IG.
Ainda segundo o IG, o estudo foi elaborado por Julio Jacobo Waiselfisz, diretor de pesquisas do Instituto Sangari, que analisa a mortalidade causada por homicídios em geral, com foco especial nos homicídios juvenis, por acidentes de transporte e por armas de fogo.
O estudo apontou que apesar de a taxa de homicídio ter crescido mais de 30% nos últimos 10 anos, o número está em queda. Segundo o levantamento, desde 2003 vem sendo registrado queda significativa no número de homicídios. O estudo atribui a redução às estratégias de desarmamento.
Entre 1996 e 2006, o número total de homicídios no Brasil teve um crescimento superior ao crescimento da população.
Deu no Valor Online
Ministra Dilma desbanca Sarney e Garibaldi e indica presidente da Eletrobrás
"A chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, deve emplacar Flávio Decatt na presidência da Eletrobrás, apesar de o senador José Sarney (PMDB-AP) ter colocado o nome de Evandro Coura no páreo na semana passada. Diante da resistência da ministra, Sarney, segundo apurou o Valor, já teria dado demonstrações de que não se opõe a abrir mão de sua sugestão. Primeiro, disse que a indicação de Coura não era dele, mas do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Depois, afirmou que Decatt, ex-presidente da Eletronuclear, é um técnico respeitado."
"A chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, deve emplacar Flávio Decatt na presidência da Eletrobrás, apesar de o senador José Sarney (PMDB-AP) ter colocado o nome de Evandro Coura no páreo na semana passada. Diante da resistência da ministra, Sarney, segundo apurou o Valor, já teria dado demonstrações de que não se opõe a abrir mão de sua sugestão. Primeiro, disse que a indicação de Coura não era dele, mas do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Depois, afirmou que Decatt, ex-presidente da Eletronuclear, é um técnico respeitado."
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
FHC na Band
Assisti alguns trechos da entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ontem no "Canal Livre" da Band.
Parecia conversa de comadres. Joelmir Betting, Marcelo Parada, Antônio Teles e Fernando Mitre concordavam com tudo o que FHC dizia.
Aliás, FHC não tinha nada de novo a dizer e os jornalistas não se esforçavam para pressioná-lo.
FHC se comportou como exímio observador e comentarista do país. Falava dos problemas nacionais e da necessidade de termos um projeto de nação que emane do povo como se nunca tivesse sido presidente e como se tivesse feito algum esforço para incluir o povo neste pretenso projeto de nação.
Melhor se eu tivesse feito como meu pai quando lhe perguntei se ele não iria ver a entrevista. "Prefiro dormir. Nada que venha deste safado me interessa", respondeu sabiamente.
Parecia conversa de comadres. Joelmir Betting, Marcelo Parada, Antônio Teles e Fernando Mitre concordavam com tudo o que FHC dizia.
Aliás, FHC não tinha nada de novo a dizer e os jornalistas não se esforçavam para pressioná-lo.
FHC se comportou como exímio observador e comentarista do país. Falava dos problemas nacionais e da necessidade de termos um projeto de nação que emane do povo como se nunca tivesse sido presidente e como se tivesse feito algum esforço para incluir o povo neste pretenso projeto de nação.
Melhor se eu tivesse feito como meu pai quando lhe perguntei se ele não iria ver a entrevista. "Prefiro dormir. Nada que venha deste safado me interessa", respondeu sabiamente.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Sobre a solidão
Em entrevista a Clarice Lispector, o dramaturgo Nelson Rodrigues disse que "a perfeita, a completa solidão necessita da companhia ideal".
C. S. Lewis, o mais renomado escritor cristão do século XX, autor do clássico "As Crônicas de Nárnia", disse que quando deixamos de ser indefesos e adquirimos a consciência plena, descobrimos a solidão.
Lewis acrescenta que a nossa solidão é tão imensa que necessitamos dos outros "para conhecer o quer que seja, inclusive a nós mesmos".
Não há remédio para a solidão. É possível estar só mesmo no meio de uma imensão de gente.
Escrevi um poema há alguns anos sobre isso. Chama-se "Minutos de Solidão". Procurei retratar a solidão como se fosse algo quase tangível ou que pudesse ser contemplado, como se contempla um céu estrelado.
Por fim, chego à fatídica conclusão que resta "eu, só eu... eternamente".
Mas ainda estou à procura da companhia ideal para minha solidão; aquele outro através do qual poderei conhecer a mim mesmo.
C. S. Lewis, o mais renomado escritor cristão do século XX, autor do clássico "As Crônicas de Nárnia", disse que quando deixamos de ser indefesos e adquirimos a consciência plena, descobrimos a solidão.
Lewis acrescenta que a nossa solidão é tão imensa que necessitamos dos outros "para conhecer o quer que seja, inclusive a nós mesmos".
Não há remédio para a solidão. É possível estar só mesmo no meio de uma imensão de gente.
Escrevi um poema há alguns anos sobre isso. Chama-se "Minutos de Solidão". Procurei retratar a solidão como se fosse algo quase tangível ou que pudesse ser contemplado, como se contempla um céu estrelado.
Por fim, chego à fatídica conclusão que resta "eu, só eu... eternamente".
Mas ainda estou à procura da companhia ideal para minha solidão; aquele outro através do qual poderei conhecer a mim mesmo.
Febre da Mídia
Idéia de "epidemia" disseminada pela mídia
leva brasileiros a se vacinarem sem necessidade
Efeitos da dose dupla pode ter causado a morte de quatro pessoas
O pânico causado pelo temor de uma epidemia de febre amarela está levando pessoas a se vacinarem sem necessidade. Muitos barsileiros se vacinaram mais de uma vez e há suspeitas que pelos menos quatro pessoas tenham morrido por causa dos efeitos adversos da dose dupla.
Paulo Henrique Amorim informa em seu "Conversa Afiada" que 42 brasileiros estão no hospital com efeitos colaterais da vacina contra febre amarela em dose dupla.
A mídia vem tratando um caso comum, que se repete periodicamente, como uma "epidemia". De acordo com especialistas, a cada sete anos a doença registra um pequeno pico, causado por fatores naturais. O último pico ocorreu justamente no ano 2000, quando houve 40 mortes por febre amarela. A mídia não tratou o caso como "epidemia".
A verdadeira febre é da mídia.
leva brasileiros a se vacinarem sem necessidade
Efeitos da dose dupla pode ter causado a morte de quatro pessoas
O pânico causado pelo temor de uma epidemia de febre amarela está levando pessoas a se vacinarem sem necessidade. Muitos barsileiros se vacinaram mais de uma vez e há suspeitas que pelos menos quatro pessoas tenham morrido por causa dos efeitos adversos da dose dupla.
Paulo Henrique Amorim informa em seu "Conversa Afiada" que 42 brasileiros estão no hospital com efeitos colaterais da vacina contra febre amarela em dose dupla.
A mídia vem tratando um caso comum, que se repete periodicamente, como uma "epidemia". De acordo com especialistas, a cada sete anos a doença registra um pequeno pico, causado por fatores naturais. O último pico ocorreu justamente no ano 2000, quando houve 40 mortes por febre amarela. A mídia não tratou o caso como "epidemia".
A verdadeira febre é da mídia.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Amazônia
Governo define medidas contra o desmatamento
Encontrar uma saída para frear o desmatamento da Amazônia. Esse foi o objetivo da reunião de emergência convocada pelo presidente Lula, nesta quinta-feira, em Brasília, que contou também com a participação dos ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Nelson Jobim (Defesa).
Depois da reunião, a ministra Marina Silva anunciou um conjunto de medidas que o governo pretende colocar em prática.
De acordo com "O Globo Online", as medidas incluem o envio de uma força-tarefa à região, para reforçar a atuação da Polícia federal; a abertura de 13 postos de fiscalização em fevereiro; e a ampliação do número de agentes no combate aos crimes ambientais - serão enviados mais 780 servidores da PF, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança, Ibama, Incra e Funai.
Estão bloqueados os financiamentos dos bancos federais para atividades que gerem desmatamento e para produtores autuados por derrubadas ilegais. O bloqueio inclui as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
O governo elegeu 36 municípios onde a situação é mais crítica e, portanto, requer mais atenção. Nesses locais estão suspensas as autorizações para corte de árvores.
Na quarta-feira, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou um relatório com os primeiros dados do desmatamento na Amazônia.
O levantamento apontou um desmatamento na região amazônica de 3.235 km² entre agosto e dezembro de 2007.
A estimativa, porém, é que o desmatamento real seja muito maior, atingindo o dobro dos dados preliminares, que, por ser em tempo real, registra apenas parte do que foi desmatado.
Encontrar uma saída para frear o desmatamento da Amazônia. Esse foi o objetivo da reunião de emergência convocada pelo presidente Lula, nesta quinta-feira, em Brasília, que contou também com a participação dos ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Nelson Jobim (Defesa).
Depois da reunião, a ministra Marina Silva anunciou um conjunto de medidas que o governo pretende colocar em prática.
De acordo com "O Globo Online", as medidas incluem o envio de uma força-tarefa à região, para reforçar a atuação da Polícia federal; a abertura de 13 postos de fiscalização em fevereiro; e a ampliação do número de agentes no combate aos crimes ambientais - serão enviados mais 780 servidores da PF, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança, Ibama, Incra e Funai.
Estão bloqueados os financiamentos dos bancos federais para atividades que gerem desmatamento e para produtores autuados por derrubadas ilegais. O bloqueio inclui as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
O governo elegeu 36 municípios onde a situação é mais crítica e, portanto, requer mais atenção. Nesses locais estão suspensas as autorizações para corte de árvores.
Na quarta-feira, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou um relatório com os primeiros dados do desmatamento na Amazônia.
O levantamento apontou um desmatamento na região amazônica de 3.235 km² entre agosto e dezembro de 2007.
A estimativa, porém, é que o desmatamento real seja muito maior, atingindo o dobro dos dados preliminares, que, por ser em tempo real, registra apenas parte do que foi desmatado.
O caso "Requião"
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), foi proibido, por decisão judicial, de usar a TV e a Rádio Educativa do Estado.
Vocês já devem ter lido ou visto alguma coisa sobre o fato. A grande imprensa escrita e televisiva do país vem dando ampla cobertura ao caso. O obejtivo é fritar o governador paranaense.
A decisão de proibir o governador de usar a TV e a Rádio Educativa foi do juiz do Tribunal Regional da 4ª Região, em Porto Alegre, Lippman Júnior.
O juiz alegou que o governador fazia promoção pessoal através de veículos públicos de comunicação.
Toda terça-feira, o governador reúne sua equipe de governo para tratar dos problemas do Paraná, mas também aproveita para se defender de acusações e para atacar seus adversários políticos.
Essa reunião era transmitida pelos dois veículos estatais de comunicação. As críticas que o governador fazia aos salários do Poder Judiciário irritou o juiz Lippman e o levou a proibir o governador de usar a TV e a rádio.
Revoltado, o governador deu uma receita de ovo frito no ar. Por isso, foi multado em R$ 50 mil. A Justiça também obrigou a TV Educativa a divulgar, de 15 em 15 minutos, uma nota da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). Requião mandou tirar a TV do ar.
Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, o governador denunciou que estava sendo vítima de censura e perseguição da mídia, paticularmente pela Rede Globo e sua afiliada no Paraná.
O motivo da perseguição da mídia seria a decisão do governador de cortar a zero os gastos estatais com publicidade - algo em torno de R$ 70 milhões.
Em entrevista a Luiz Carlos Azenha, no blog "Eu Vi o Mundo", Requião defendeu o seu governo, dizendo que governa fazendo uma "opção preferencial pelos pobres".
O governador também disse que pretende denunciar o "amordaçamento" imposto a ele pela Justiça à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas. Para Requião, o desembargador Lippmann "restabeleceu a censura no Brasil".
O governado também falou sobre a relação do governo Lula com a mídia. "O governo federal é muito generoso", declarou.
A "generosidade" do governo, segundo o governador, é por causa da publicidade paga aos grandes veículos de comunicação. "Governo só é bom quando paga os jornais e os canais de TV, notadamente a TV Globo", afirmou.
Não sei quanto o governo Wilma de Faria gasta com publicidade estatal aqui no RN. Mas sei que não é pouca coisa.
Já imaginaram a zuada que seria se o governo daqui cortasse a publicidade oficial?
Vocês já devem ter lido ou visto alguma coisa sobre o fato. A grande imprensa escrita e televisiva do país vem dando ampla cobertura ao caso. O obejtivo é fritar o governador paranaense.
A decisão de proibir o governador de usar a TV e a Rádio Educativa foi do juiz do Tribunal Regional da 4ª Região, em Porto Alegre, Lippman Júnior.
O juiz alegou que o governador fazia promoção pessoal através de veículos públicos de comunicação.
Toda terça-feira, o governador reúne sua equipe de governo para tratar dos problemas do Paraná, mas também aproveita para se defender de acusações e para atacar seus adversários políticos.
Essa reunião era transmitida pelos dois veículos estatais de comunicação. As críticas que o governador fazia aos salários do Poder Judiciário irritou o juiz Lippman e o levou a proibir o governador de usar a TV e a rádio.
Revoltado, o governador deu uma receita de ovo frito no ar. Por isso, foi multado em R$ 50 mil. A Justiça também obrigou a TV Educativa a divulgar, de 15 em 15 minutos, uma nota da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). Requião mandou tirar a TV do ar.
Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, o governador denunciou que estava sendo vítima de censura e perseguição da mídia, paticularmente pela Rede Globo e sua afiliada no Paraná.
O motivo da perseguição da mídia seria a decisão do governador de cortar a zero os gastos estatais com publicidade - algo em torno de R$ 70 milhões.
Em entrevista a Luiz Carlos Azenha, no blog "Eu Vi o Mundo", Requião defendeu o seu governo, dizendo que governa fazendo uma "opção preferencial pelos pobres".
O governador também disse que pretende denunciar o "amordaçamento" imposto a ele pela Justiça à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas. Para Requião, o desembargador Lippmann "restabeleceu a censura no Brasil".
O governado também falou sobre a relação do governo Lula com a mídia. "O governo federal é muito generoso", declarou.
A "generosidade" do governo, segundo o governador, é por causa da publicidade paga aos grandes veículos de comunicação. "Governo só é bom quando paga os jornais e os canais de TV, notadamente a TV Globo", afirmou.
Não sei quanto o governo Wilma de Faria gasta com publicidade estatal aqui no RN. Mas sei que não é pouca coisa.
Já imaginaram a zuada que seria se o governo daqui cortasse a publicidade oficial?
Imprensa
Prefeito do Rio reclama de perseguição
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), disse que a imprensa carioca "faz as vezes de partido político, vocalizando a oposição".
De acordo com o prefeito (e menino maluquinho nas horas vagas), a imprensa migrou do jornalismo à política.
O PT e o presidente Lula vivem dizendo que são vítimas da perseguição da mídia.
César Maia diz que não existe perseguição nenhuma contra o PT e o governo. É tudo "teoria da conspiração".
Para o prefeito, a imprensa só persegue a administração dele. Essa história de jornal e TV agirem como partido de oposição, isso só existe lá no Rio de Janeiro.
É um pândego esse César Maia.
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), disse que a imprensa carioca "faz as vezes de partido político, vocalizando a oposição".
De acordo com o prefeito (e menino maluquinho nas horas vagas), a imprensa migrou do jornalismo à política.
O PT e o presidente Lula vivem dizendo que são vítimas da perseguição da mídia.
César Maia diz que não existe perseguição nenhuma contra o PT e o governo. É tudo "teoria da conspiração".
Para o prefeito, a imprensa só persegue a administração dele. Essa história de jornal e TV agirem como partido de oposição, isso só existe lá no Rio de Janeiro.
É um pândego esse César Maia.
Deu na rede
Mundo terá mais 5 milhões de desempregados em 2008, diz OIT
O desemprego deve aumentar em 5 milhões de pessoas em todo o mundo em 2008, mesmo com a criação de cerca de 40 milhões de novas vagas, e o nível de desemprego no mundo deve aumentar de 6% para 6,1%.
A previsão é da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no relatório Tendências Mundiais de Emprego 2008, divulgado nesta quarta-feira.
O relatório afirma que a desaceleração do crescimento nas economias industrializadas, por causa da crise do crédito nos Estados Unidos, tem sido compensada pelo crescimento acelerado em outras partes do mundo, especialmente na Ásia, mas alerta que o aprofundamento da crise pode aumentar o desemprego.
"O cenário do mercado de trabalho internacional está marcado pelos contrastes e pela incerteza", disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
Portal Terra - Últimas Notícias
O desemprego deve aumentar em 5 milhões de pessoas em todo o mundo em 2008, mesmo com a criação de cerca de 40 milhões de novas vagas, e o nível de desemprego no mundo deve aumentar de 6% para 6,1%.
A previsão é da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no relatório Tendências Mundiais de Emprego 2008, divulgado nesta quarta-feira.
O relatório afirma que a desaceleração do crescimento nas economias industrializadas, por causa da crise do crédito nos Estados Unidos, tem sido compensada pelo crescimento acelerado em outras partes do mundo, especialmente na Ásia, mas alerta que o aprofundamento da crise pode aumentar o desemprego.
"O cenário do mercado de trabalho internacional está marcado pelos contrastes e pela incerteza", disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
Portal Terra - Últimas Notícias
A Amazônia preocupa
Área desmatada aumenta e presidente Lula faz reunião de emergência
O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram ontem (quarta-feira 23) os dados preliminares sobre o desmatamento da Amazônia. O levantamento apontou um desmatamento na região amazônica de 3.235 km² entre agosto e dezembro de 2007.
A ministra Marina da Silva, os números serão debatidos com o presidente Lula nesta quinta-feira, às 9h, em reunião no Palácio do Planalto.
No encontro, que terá participação de outros ministros, serão discutidas as medidas para fortalecer a fiscalização nos locais considerados mais críticos.
A maior parte dos desmatamentos detectados no período se concentrou em três Estados: Mato Grosso (53,7% do total desmatado), Pará (17,8%) e Rondônia (16%).
Área desmatada pode ser ainda maior
A situação pode ser ainda pior do que se imagina. A área desmatada na Amazônia entre agosto e dezembro de 2007 pode ser o dobro dos 3.235 km² desmatados anunciados pelo Ministério do Meio Ambiente. A estimativa maior pode ser explicada pelas diferenças entre os dois sistemas de monitoramento da floresta.
O Inpe trabalha com dois sistemas de monitoramento da Amazônia: um que detecta o desmatamento em tempo real (responsável por apontar os dados preliminares) e outro com imagens de satélite mais minuciosas, que divulga resultados anuais. Como a variação média entre o levantamento preliminar e o consolidado chega a 40%, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, acredita que o desmatamento real nos últimos cinco meses possa chegar a 7 mil quilômetros quadrados.
Segundo Capobianco, o aumento deu-se em meses atípicos e pode ser uma antecipação de algo previsto para 2008, por causa da estiagem, ou significar a retomada efetiva do desmatamento na região. "Trabalhamos com a pior hipótese", admitiu.
Capobianco citou medidas que serão colocadas em prática pelo MMA para diminuir a derrubada de árvores. Entre elas, a definição de uma lista suja de municípios, onde estarão proibidas autorizações de novos desmatamentos, e o embargo de propriedades que fizeram corte ilegal da floresta, para impedi-las de comercializarem produtos. "O monitoramento será feito por radar. Se os produtores desobedecerem aos embargos, os compradores respondem solidariamente", explicou.
Agência Brasil
O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram ontem (quarta-feira 23) os dados preliminares sobre o desmatamento da Amazônia. O levantamento apontou um desmatamento na região amazônica de 3.235 km² entre agosto e dezembro de 2007.
A ministra Marina da Silva, os números serão debatidos com o presidente Lula nesta quinta-feira, às 9h, em reunião no Palácio do Planalto.
No encontro, que terá participação de outros ministros, serão discutidas as medidas para fortalecer a fiscalização nos locais considerados mais críticos.
A maior parte dos desmatamentos detectados no período se concentrou em três Estados: Mato Grosso (53,7% do total desmatado), Pará (17,8%) e Rondônia (16%).
Área desmatada pode ser ainda maior
A situação pode ser ainda pior do que se imagina. A área desmatada na Amazônia entre agosto e dezembro de 2007 pode ser o dobro dos 3.235 km² desmatados anunciados pelo Ministério do Meio Ambiente. A estimativa maior pode ser explicada pelas diferenças entre os dois sistemas de monitoramento da floresta.
O Inpe trabalha com dois sistemas de monitoramento da Amazônia: um que detecta o desmatamento em tempo real (responsável por apontar os dados preliminares) e outro com imagens de satélite mais minuciosas, que divulga resultados anuais. Como a variação média entre o levantamento preliminar e o consolidado chega a 40%, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, acredita que o desmatamento real nos últimos cinco meses possa chegar a 7 mil quilômetros quadrados.
Segundo Capobianco, o aumento deu-se em meses atípicos e pode ser uma antecipação de algo previsto para 2008, por causa da estiagem, ou significar a retomada efetiva do desmatamento na região. "Trabalhamos com a pior hipótese", admitiu.
Capobianco citou medidas que serão colocadas em prática pelo MMA para diminuir a derrubada de árvores. Entre elas, a definição de uma lista suja de municípios, onde estarão proibidas autorizações de novos desmatamentos, e o embargo de propriedades que fizeram corte ilegal da floresta, para impedi-las de comercializarem produtos. "O monitoramento será feito por radar. Se os produtores desobedecerem aos embargos, os compradores respondem solidariamente", explicou.
Agência Brasil
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Deu no Diário de Natal
RN é o 5º em mortalidade infantil
O Rio Grande do Norte, mesmo com uma significativa queda na taxa mortalidade infantil (menores de um ano) entre 1991 e 2006, tem o quinto pior índice do Brasil. O estado evolui de 72,1 para 36,1 no número mortos para cada grupo mil crianças com menos de um ano. Mas está na frente apenas de Alagoas (51,9), Maranhão (40,7), Pernambuco (39,8) e Paraíba (39,4). As informações são do relatório Situação Mundial da Infância 2008 - Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira pelo Unicef, agência das Nações Unidas para a infância.
O avanço potiguar na luta contra a mortalidade infantil segue uma tendência nacional. Todos os estados brasileiros melhoraram os seus índices, mas as disparidades regionais persistem. As regiões Nordeste e Norte têm o pior desempenho. Na média, o Nordeste [teve] 36,9 mortes para cada grupo de mil nascidos, enquanto a região Norte teve 24,9 mortes. O Centro-Oeste ficou com 19,5, a região Sul com 16,7 e o Sudeste ficou com a melhor média: 16,7 mortos para cada grupo de mil crianças nascidas.
No índice de mortalidade inferior a cinco anos, a melhora do Rio Grande do Norte foi ainda mais expressiva. A taxa de mortalidade entre menores de cinco anos de idade foi de 96,6 em 1991. Já em 2006 o número foi para 44,7, uma redução de mais de 50 pontos percentuais.
No que diz respeito ao desenvolvimento infantil, o índice potiguar subiu de 0,572 em 1991 para 0,670 em 2006, o 15º do país. Quanto mais próximo este número se aproxima de 1, melhor a qualidade de vida
O Rio Grande do Norte, mesmo com uma significativa queda na taxa mortalidade infantil (menores de um ano) entre 1991 e 2006, tem o quinto pior índice do Brasil. O estado evolui de 72,1 para 36,1 no número mortos para cada grupo mil crianças com menos de um ano. Mas está na frente apenas de Alagoas (51,9), Maranhão (40,7), Pernambuco (39,8) e Paraíba (39,4). As informações são do relatório Situação Mundial da Infância 2008 - Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira pelo Unicef, agência das Nações Unidas para a infância.
O avanço potiguar na luta contra a mortalidade infantil segue uma tendência nacional. Todos os estados brasileiros melhoraram os seus índices, mas as disparidades regionais persistem. As regiões Nordeste e Norte têm o pior desempenho. Na média, o Nordeste [teve] 36,9 mortes para cada grupo de mil nascidos, enquanto a região Norte teve 24,9 mortes. O Centro-Oeste ficou com 19,5, a região Sul com 16,7 e o Sudeste ficou com a melhor média: 16,7 mortos para cada grupo de mil crianças nascidas.
No índice de mortalidade inferior a cinco anos, a melhora do Rio Grande do Norte foi ainda mais expressiva. A taxa de mortalidade entre menores de cinco anos de idade foi de 96,6 em 1991. Já em 2006 o número foi para 44,7, uma redução de mais de 50 pontos percentuais.
No que diz respeito ao desenvolvimento infantil, o índice potiguar subiu de 0,572 em 1991 para 0,670 em 2006, o 15º do país. Quanto mais próximo este número se aproxima de 1, melhor a qualidade de vida
Sobre os homens e suas convicções
O homem é a medida daquilo que ele acredita, das idéias e ideais que defende.
Não sei quem disse/escreveu isso. Lembrei agora.
E lembrei por causa do quioprocó envolvendo o secretário Adelmaro Cavalcanti, titular da Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap).
Ontem, o PT entregou os cargos da Sesap à governadora Wilma de Faria (PSB).
Adelmaro, indicado pelo partido, não era mais secretário.
Até ontem de manhã, Adelmaro era PT e ex-secretário.
Hoje, Ademaro é ex-PT e continua secretário.
Ele decidiu não pedir demissão, continuando assim à frente da pasta da Saúde Pública.
E hoje, ele decidiu pedir "afastamento temporário" do Partido dos Trabalhadores.
Ele disse que a decisão se devia ao seu "respeito ao partido".
Respeito? Então, por que não respeitou a decisão do partido que o indicou e do qual ele fazia parte e deixou o governo?
Adelmaro disse que após o PT entregar os cargos à governadora, ela lhe deu "carta branca" para montar sua nova equipe e dar um jeito nos problemas da saúde.
Entre a decisão do partido e a carta branca de Wilma, ele ficou com a governadora.
Adelmaro precisa explicar se era o programa do PT para a saúde que estava errado ou se foi ele que mudou de idéia e ideais.
O governo, através do seu porta-voz, disse que faltava "gestão e pulso" a Adelmaro. A governadora disse que ele precisava "passar por cima até mesmo do seu partido".
Adelmaro ouviu o recado e fez o que Wilma mandou. Deu uma banana pro PT.
Não sei quem disse/escreveu isso. Lembrei agora.
E lembrei por causa do quioprocó envolvendo o secretário Adelmaro Cavalcanti, titular da Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap).
Ontem, o PT entregou os cargos da Sesap à governadora Wilma de Faria (PSB).
Adelmaro, indicado pelo partido, não era mais secretário.
Até ontem de manhã, Adelmaro era PT e ex-secretário.
Hoje, Ademaro é ex-PT e continua secretário.
Ele decidiu não pedir demissão, continuando assim à frente da pasta da Saúde Pública.
E hoje, ele decidiu pedir "afastamento temporário" do Partido dos Trabalhadores.
Ele disse que a decisão se devia ao seu "respeito ao partido".
Respeito? Então, por que não respeitou a decisão do partido que o indicou e do qual ele fazia parte e deixou o governo?
Adelmaro disse que após o PT entregar os cargos à governadora, ela lhe deu "carta branca" para montar sua nova equipe e dar um jeito nos problemas da saúde.
Entre a decisão do partido e a carta branca de Wilma, ele ficou com a governadora.
Adelmaro precisa explicar se era o programa do PT para a saúde que estava errado ou se foi ele que mudou de idéia e ideais.
O governo, através do seu porta-voz, disse que faltava "gestão e pulso" a Adelmaro. A governadora disse que ele precisava "passar por cima até mesmo do seu partido".
Adelmaro ouviu o recado e fez o que Wilma mandou. Deu uma banana pro PT.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
A notícia que não saiu em nenhum jornal
Deu no Blog do Ailton Medeiros:
A Justiça decretou a indisponibilidade dos bens do prefeito de Parnamirim, Agnelo Alves (PMDB).
Apesar da notícia bomba, nenhuma linha sobre o caso foi publicada em nenhum jornal da capital.
Ailton Medeiros usou o termo "o silêncio dos covardes" para denunciar a omissão da imprensa natalense em relação ao caso.
É como escreveu Honoré de Balzac no clássico "As Ilusões Perdidas": “Um jornal não é feito para esclarecer, mas para bajular alguns e arrasar outros”.
A Justiça decretou a indisponibilidade dos bens do prefeito de Parnamirim, Agnelo Alves (PMDB).
Apesar da notícia bomba, nenhuma linha sobre o caso foi publicada em nenhum jornal da capital.
Ailton Medeiros usou o termo "o silêncio dos covardes" para denunciar a omissão da imprensa natalense em relação ao caso.
É como escreveu Honoré de Balzac no clássico "As Ilusões Perdidas": “Um jornal não é feito para esclarecer, mas para bajular alguns e arrasar outros”.
Deu no Portal da Imprensa
Boris Casoy volta à TV na Band
O jornalista Boris Casoy, que está longe da televisão desde o fechamento da TVJB, em setembro de 2007, voltará ao ar pela TV Bandeirantes.
Boris poderá comandar um jornal de debates, que irá ao ar, diariamente, às 13h, como parte do programa São Paulo Acontece, apresentado por Flávia Cavalcante.
Boris Casoy ficou conhecido apresentando o "TJ Brasil" no SBT, quando lançou a moda de comentar as notícias. O bordão "isto é uma vergonha" tornou-se a sua marca.
Do SBT, ele foi para a Record, onde comandou um programa de entrevista e o "Jornal da Record". Deixou a emissora em dezembro de 2005 dizendo que estava sendo demitido por motivos políticos e por não concordar com as inovações do departamento de jornalismo da TV de Edir Macedo.
Boris creditou a culpa por sua demissão ao governo Lula e ao PT, que, segundo ele, pressionaram a emissora por conta das críticas que o jornalista fazia ao governo e ao partido do presidente.
É fato que Boris nunca fez muita questão de esconder sua antipatia com o PT. Na Band, vai se juntar a um time que também não morre de amores por Lula e seu partido: Fernando Mitre, Marcelo Parada e Antonio Teles (aquele com voz de pato rouco).
O jornalista Boris Casoy, que está longe da televisão desde o fechamento da TVJB, em setembro de 2007, voltará ao ar pela TV Bandeirantes.
Boris poderá comandar um jornal de debates, que irá ao ar, diariamente, às 13h, como parte do programa São Paulo Acontece, apresentado por Flávia Cavalcante.
Boris Casoy ficou conhecido apresentando o "TJ Brasil" no SBT, quando lançou a moda de comentar as notícias. O bordão "isto é uma vergonha" tornou-se a sua marca.
Do SBT, ele foi para a Record, onde comandou um programa de entrevista e o "Jornal da Record". Deixou a emissora em dezembro de 2005 dizendo que estava sendo demitido por motivos políticos e por não concordar com as inovações do departamento de jornalismo da TV de Edir Macedo.
Boris creditou a culpa por sua demissão ao governo Lula e ao PT, que, segundo ele, pressionaram a emissora por conta das críticas que o jornalista fazia ao governo e ao partido do presidente.
É fato que Boris nunca fez muita questão de esconder sua antipatia com o PT. Na Band, vai se juntar a um time que também não morre de amores por Lula e seu partido: Fernando Mitre, Marcelo Parada e Antonio Teles (aquele com voz de pato rouco).
Leituras da Folha
Eliane Cantanhêde - a colunista do caos
A mídia brasileira está cheia de indivíduos iluminados (ou mal intencionados, como queira) com a incrível capacidade de predizer o futuro.
E o futuro, a se julgar por tais predições proféticas, é o caos.
A colunista da Folha, Eliane Cantanhêde, é um desses porta-vozes do caos.
Na edição de hoje da Folha, Eliane fala sobre "os riscos de um novo apagão [elétrico]" e sobre a "epidemia da febre amarela" no país. Ela ainda achou espaço pra falar também na crise americana.
Eliane, para quem não se lembra, foi a maior propagadora na mídia impressa do chamado "caos aéreo" dos aeroportos brasileiros, uma tentativa grosseira de derrubar o presidente Lula, responsabilizando-o pelas mortes nos acidentes com os aviões da Gol (2006) e da Tam (2007).
Eliane aposta agora no "apagão elétrico" e na "epidemia da febre amarela" para derrubar Lula.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse hoje em Brasília, durante a cerimônia para apresentar o segundo balanço do PAC, que “não há a menor possibilidade de haver racionamento de energia”.
A "epidemia" da febre amarela também é mais uma invenção da mídia.
Eliane deveria ler o artigo do Dr. Adib Jatene, ex-ministro da Saúde no governo FHC, publicado na mesma Folha de São Paulo, onde ele desmente essa lorota de "epidemia".
A mídia brasileira está cheia de indivíduos iluminados (ou mal intencionados, como queira) com a incrível capacidade de predizer o futuro.
E o futuro, a se julgar por tais predições proféticas, é o caos.
A colunista da Folha, Eliane Cantanhêde, é um desses porta-vozes do caos.
Na edição de hoje da Folha, Eliane fala sobre "os riscos de um novo apagão [elétrico]" e sobre a "epidemia da febre amarela" no país. Ela ainda achou espaço pra falar também na crise americana.
Eliane, para quem não se lembra, foi a maior propagadora na mídia impressa do chamado "caos aéreo" dos aeroportos brasileiros, uma tentativa grosseira de derrubar o presidente Lula, responsabilizando-o pelas mortes nos acidentes com os aviões da Gol (2006) e da Tam (2007).
Eliane aposta agora no "apagão elétrico" e na "epidemia da febre amarela" para derrubar Lula.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse hoje em Brasília, durante a cerimônia para apresentar o segundo balanço do PAC, que “não há a menor possibilidade de haver racionamento de energia”.
A "epidemia" da febre amarela também é mais uma invenção da mídia.
Eliane deveria ler o artigo do Dr. Adib Jatene, ex-ministro da Saúde no governo FHC, publicado na mesma Folha de São Paulo, onde ele desmente essa lorota de "epidemia".
A batata assou
PT entrega cargos da Saúde e Adelmaro não é mais secretário
Diz o ditado popular que para bom entendedor, meia palavra basta. O PT entendeu o recado da governadora Wilma de Faria (PSB) e entregou hoje os cargos sob seu comando na Secretaria de Saúde Pública do RN.
A batata do secretário Adelmaro Cavalcanti vinha assando há muito tempo, mas começou a queimar quando o porta-voz e secretário estadual de Comunicação Social, Rubens Lemos Filho, disse aos jornais que faltava ao petista "gestão e pulso" para comandar a saúde estadual. Ao declarar isso, o porta-voz deixava claro que a vontade da governadora era que Adelmaro entregasse o cargo.
A assessoria de imprensa do PT informou que, apesar de entregar os cargos da Saúde, não houve rompimento político com o governo Wilma de Faria. O partido ainda comanda a Fundação José Augustoi (FJA), presidida pelo jornalista Crispiniano Neto.
Eu acho que não vai demorar muito pra esse rompimento entre o PT e Wilma acontecer. Apesar da aliança atual, petistas e wilmistas nunca se entenderam bem.
É aquela história: por que vocês estão se estranhando, se nunca foram amigos?
Diz o ditado popular que para bom entendedor, meia palavra basta. O PT entendeu o recado da governadora Wilma de Faria (PSB) e entregou hoje os cargos sob seu comando na Secretaria de Saúde Pública do RN.
A batata do secretário Adelmaro Cavalcanti vinha assando há muito tempo, mas começou a queimar quando o porta-voz e secretário estadual de Comunicação Social, Rubens Lemos Filho, disse aos jornais que faltava ao petista "gestão e pulso" para comandar a saúde estadual. Ao declarar isso, o porta-voz deixava claro que a vontade da governadora era que Adelmaro entregasse o cargo.
A assessoria de imprensa do PT informou que, apesar de entregar os cargos da Saúde, não houve rompimento político com o governo Wilma de Faria. O partido ainda comanda a Fundação José Augustoi (FJA), presidida pelo jornalista Crispiniano Neto.
Eu acho que não vai demorar muito pra esse rompimento entre o PT e Wilma acontecer. Apesar da aliança atual, petistas e wilmistas nunca se entenderam bem.
É aquela história: por que vocês estão se estranhando, se nunca foram amigos?
O PAC a todo gás
A maioria das obras de infra-estrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) está em estágio adequado. Das 2.126 obras em andamento, 86% estão dentro do cronograma previsto de execução, enquanto 14% encontram-se em estágio preocupante. O balanço foi divulgado hoje pela minista-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, em cerimônia no Palácio do Planalto.
De acordo com o balanço, o dinheiro aplicado 9comprometido para pagamentos) chegou a R$ 16 bilhões - 97% da verba para o ano.
O PAC foi lançado há um ano e é a principal aposta do presidente Lula para alavancar o crescimento do país.
No Rio Grande do Norte, as obras do PAC vão abranger saneamento básico, água tratada, habitação, energia e logística.
Entre as obras em execução e aquelas que ainda vão ser implantadas, destacam-se: construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante; duplicação da BR-101 (trecho de 380 km de Natal a Palmares-PE); Sistema Adutor do Alto-Oeste, que vai levar água tratada a 15 mil habitantes; melhorias no terminal salineiro de Areia Branca; e a construção das Usinas Termoelétricas Potiguar III e Vale do Assu.
De acordo com o balanço, o dinheiro aplicado 9comprometido para pagamentos) chegou a R$ 16 bilhões - 97% da verba para o ano.
O PAC foi lançado há um ano e é a principal aposta do presidente Lula para alavancar o crescimento do país.
No Rio Grande do Norte, as obras do PAC vão abranger saneamento básico, água tratada, habitação, energia e logística.
Entre as obras em execução e aquelas que ainda vão ser implantadas, destacam-se: construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante; duplicação da BR-101 (trecho de 380 km de Natal a Palmares-PE); Sistema Adutor do Alto-Oeste, que vai levar água tratada a 15 mil habitantes; melhorias no terminal salineiro de Areia Branca; e a construção das Usinas Termoelétricas Potiguar III e Vale do Assu.
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