Relatório de organização internacional condena violência policial e impunidade no Brasil
O relatório de 2008 da organização internacional Human Rights Watch (HRW) apontou que a violência policial e a impunidade são os maiores problemas para os direitos humanos no Brasil.
No primeiro semestre de 2007, indica o documento, somente a polícia do Rio de Janeiro matou 694 pessoas, enquanto em São Paulo o número foi de 201 no mesmo período.
A HRW acrescenta que a impunidade fortalece aqueles que violam os direitos humanos. O relatório também menciona os crimes cometidos pela ditadura militar (1964-1985), tratado como "atrocidades".
As "condições desumanas" das prisões brasileiras e a violência no campo também foram incluídas no documento.
Com informações do Último Segundo do IG.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Folha: "Elite brasileira confia mais na mídia do que no governo"
"A mídia é a instituição em que a elite brasileira mais confia (64%), à frente de empresas (61%), ONGs (51%), instituições religiosas (48%) e governo (22%). De acordo com o nono estudo de confiança da empresa de relações públicas Edelman, o Brasil é o terceiro dos 18 países pesquisados com o maior índice de credibilidade da mídia -atrás de México, com 66%, e Índia, 65%.
Entre os meios de comunicação, os brasileiros colocam os veículos impressos no topo do ranking de confiança. Os entrevistados, na faixa dos 25% com a maior renda familiar do país, dizem recorrer como primeira fonte de informação a impressos (87%), depois a TV (82%), internet (52%) e rádio (32%)."
Comentário
A mídia é feita pela e para a elite. A confiança da elite nacional na mídia brasileira é auto-explicativa.
Entre os meios de comunicação, os brasileiros colocam os veículos impressos no topo do ranking de confiança. Os entrevistados, na faixa dos 25% com a maior renda familiar do país, dizem recorrer como primeira fonte de informação a impressos (87%), depois a TV (82%), internet (52%) e rádio (32%)."
Comentário
A mídia é feita pela e para a elite. A confiança da elite nacional na mídia brasileira é auto-explicativa.
A Veja desvendada
Luis Nassif começou a desvendar a Veja, contando o processo de transformação da maior revista semanal do país no panfleto refratário que a publicação é nos dias atuais.
No primeiro capítulo, Nassif relaciona as mudanças da revista com as mudanças estruturais da mídia e seus reflexos na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais.
Nassif não economiza nas críticas:
"O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico."
No segundo capítulo, ele comenta a mudança de comando na revista, nos anos 90:
"Gradativamente o modelo passou a ser tocado por mãos menos habilidosas e seus principais vícios acabaram exacerbados ano a ano: agressividade desmedida, desqualificação, uso abusivo de dossiês suspeitos, matérias ficcionais. Mantinha-se a maldade, mas sem o talento."
No mesmo capítulo, Nassif também fala sobre o macartismo da Veja:
"Era o que faltava para a direção da revista romper com um dos pontos centrais da auto-regulação no jornalismo: os critérios jornalísticos para a publicação de matérias, o filtro técnico. É esse filtro que impede manipulações.
No macartismo, pode-se atropelar qualquer lógica em nome da guerra contra o inimigo externo. Sem filtros técnicos, o jornalismo pode ser manipulado e esconder-se atrás de supostas posturas ideológicas para praticar toda sorte de lobby."
No próximo capítulo, Nassif vai tratar sobre "A Guerra das Cervejas" e a infuência da publicidade sobre a revista.
Vale à pena acompanhar cada lance dessa novela.
No primeiro capítulo, Nassif relaciona as mudanças da revista com as mudanças estruturais da mídia e seus reflexos na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais.
Nassif não economiza nas críticas:
"O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico."
No segundo capítulo, ele comenta a mudança de comando na revista, nos anos 90:
"Gradativamente o modelo passou a ser tocado por mãos menos habilidosas e seus principais vícios acabaram exacerbados ano a ano: agressividade desmedida, desqualificação, uso abusivo de dossiês suspeitos, matérias ficcionais. Mantinha-se a maldade, mas sem o talento."
No mesmo capítulo, Nassif também fala sobre o macartismo da Veja:
"Era o que faltava para a direção da revista romper com um dos pontos centrais da auto-regulação no jornalismo: os critérios jornalísticos para a publicação de matérias, o filtro técnico. É esse filtro que impede manipulações.
No macartismo, pode-se atropelar qualquer lógica em nome da guerra contra o inimigo externo. Sem filtros técnicos, o jornalismo pode ser manipulado e esconder-se atrás de supostas posturas ideológicas para praticar toda sorte de lobby."
No próximo capítulo, Nassif vai tratar sobre "A Guerra das Cervejas" e a infuência da publicidade sobre a revista.
Vale à pena acompanhar cada lance dessa novela.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Corrupção
Deputado do DEM chefiava esquema de desvio de dinheiro em Alagoas
MP pede afastamento de dez deputados estaduais
Portal Terra
O Procurador-Geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca, pediu ontem, na Justiça comum estadual, o afastamento de 10 deputados estaduais acusados de desviar R$ 200 milhões da folha de pagamento da Assembléia Legislativa de Alagoas. O Procurador-Geral também quer a destituição dos deputados que integram a Mesa Diretora, entre eles o presidente da Assembléia, deputado Antônio Albuquerque (DEM). Ele é suspeito de chefiar o esquema.
Além de Albuquerque, foram indiciados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, Cícero Amélio, Manoel Gomes de Barros Filho (Nelito), Edival Gaia, Maurício Tavares, Dudu Albuquerque, Arthur Lira, Antônio Hollanda Júnior, Cícero Ferro e Isnaldo Bulhões Júnior.
Os deputados acusados foram investigados pela Polícia Federal. Segundo a investigação da PF, o deputado Cícero Amélio (PMN), um dos integrantes do esquema, mantém estreitas realções no Tribunal de Justiça, possivelmente o órgão que vai julgar a ação do MP alagoano. O deputado é cunhado do desembargador Orlando Manso, também ex-presidente do TJ e irmão da juíza Maria Ester Manso, casada com o ex-presidente.
Em gravações da polícia, outro desembargador, James Magalhães, aparece pedindo emprego para o cunhado na Assembléia ao parlamentar. Em conversa com a imprensa, Magalhães não comentou as acusações e disse que conversou com o presidente do TJ, desembargador José Hollanda Ferreira.
Em Tempo
Uma investigação dessa na Assembléia Legislativa do RN não deixaria pedra sobre pedra. Possivelmente, haveria um grande boicote na imprensa local, pois muitos jornalistas recebem por fora para defender políticos amigos.
Além do boicote da imprensa, haveria outro problema. A corrupção na própria Justiça, que, assim como em Alagoas, mantém ligações libidinosas com o poder político.
MP pede afastamento de dez deputados estaduais
Portal Terra
O Procurador-Geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca, pediu ontem, na Justiça comum estadual, o afastamento de 10 deputados estaduais acusados de desviar R$ 200 milhões da folha de pagamento da Assembléia Legislativa de Alagoas. O Procurador-Geral também quer a destituição dos deputados que integram a Mesa Diretora, entre eles o presidente da Assembléia, deputado Antônio Albuquerque (DEM). Ele é suspeito de chefiar o esquema.
Além de Albuquerque, foram indiciados por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, Cícero Amélio, Manoel Gomes de Barros Filho (Nelito), Edival Gaia, Maurício Tavares, Dudu Albuquerque, Arthur Lira, Antônio Hollanda Júnior, Cícero Ferro e Isnaldo Bulhões Júnior.
Os deputados acusados foram investigados pela Polícia Federal. Segundo a investigação da PF, o deputado Cícero Amélio (PMN), um dos integrantes do esquema, mantém estreitas realções no Tribunal de Justiça, possivelmente o órgão que vai julgar a ação do MP alagoano. O deputado é cunhado do desembargador Orlando Manso, também ex-presidente do TJ e irmão da juíza Maria Ester Manso, casada com o ex-presidente.
Em gravações da polícia, outro desembargador, James Magalhães, aparece pedindo emprego para o cunhado na Assembléia ao parlamentar. Em conversa com a imprensa, Magalhães não comentou as acusações e disse que conversou com o presidente do TJ, desembargador José Hollanda Ferreira.
Em Tempo
Uma investigação dessa na Assembléia Legislativa do RN não deixaria pedra sobre pedra. Possivelmente, haveria um grande boicote na imprensa local, pois muitos jornalistas recebem por fora para defender políticos amigos.
Além do boicote da imprensa, haveria outro problema. A corrupção na própria Justiça, que, assim como em Alagoas, mantém ligações libidinosas com o poder político.
Maconha causa mais câncer do que o tabaco, afirmam cientistas da Nova Zelândia
Como diria Jô Soares, cientistas desocupados da Nova Zelândia acabam de anunciar uma nova descoberta: maconha é pior que tabaco para causar câncer.
A notícia está na página do Jornal do Brasil na Internet.
De acordo com eles, fumar um cigarro de maconha equivale a um maço de cigarros de tabaco em termos de risco de câncer de pulmão.
Para chegar a essa conclusão, eles fizeram um estudo com 79 pacientes de câncer da Nova Zelândia.
Os cientistas desocupados ainda alertaram para o risco de uma "epidemia" (a culpa é do Lula!!!) de câncer provocado pelos baseados.
O estudo, coordenado por Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia, foi publicado na revista 'European Respiratory Journal'.
Ainda segundo os cientistas desocupados, a maconha lesa mais as vias aéreas porque sua fumaça contém o dobro de substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos poliaromáticos, em relação aos cigarros de tabaco.
Os cientistas desocupados da Nova Zelândia também disseram que o fato de o baseado ser fumado sem filtro e até a última ponta aumenta o risco de câncer, porque a fumaça inalada é maior.
Piadas à parte, acho que tirar conclusões a partir de um estudo com apenas 79 pacientes é muito precipitado. Cientificamente, o número não é representativo.
E tem outra coisa. Nunca ouvi falar de ninguém que tenha morrido de câncer por causa da maconha.
A notícia está na página do Jornal do Brasil na Internet.
De acordo com eles, fumar um cigarro de maconha equivale a um maço de cigarros de tabaco em termos de risco de câncer de pulmão.
Para chegar a essa conclusão, eles fizeram um estudo com 79 pacientes de câncer da Nova Zelândia.
Os cientistas desocupados ainda alertaram para o risco de uma "epidemia" (a culpa é do Lula!!!) de câncer provocado pelos baseados.
O estudo, coordenado por Richard Beasley, do Instituto de Pesquisa Médica da Nova Zelândia, foi publicado na revista 'European Respiratory Journal'.
Ainda segundo os cientistas desocupados, a maconha lesa mais as vias aéreas porque sua fumaça contém o dobro de substâncias cancerígenas, como os hidrocarbonetos poliaromáticos, em relação aos cigarros de tabaco.
Os cientistas desocupados da Nova Zelândia também disseram que o fato de o baseado ser fumado sem filtro e até a última ponta aumenta o risco de câncer, porque a fumaça inalada é maior.
Piadas à parte, acho que tirar conclusões a partir de um estudo com apenas 79 pacientes é muito precipitado. Cientificamente, o número não é representativo.
E tem outra coisa. Nunca ouvi falar de ninguém que tenha morrido de câncer por causa da maconha.
TV Tropical: Agripino e aliados usam emissora como palanque eleitoral
Ney Lopes Junior, filho do ex-deputado Ney Lopes, tem um programa na TV Tropical do senador José Agripino (DEM).
O programa se chama "Defenda Seus Direitos". Na TV de Agripino, o advogado Ney Lopes Junior brinca de esclarecer as dúvidas das pessoas sobre os direitos do cidadão.
Enquanto apresenta o programa, ele exibe para o vídeo a Constituição de 1988. Patético.
O gerador de caracteres apresenta o nome de Ney Junior o tempo todo no canto inferior do vídeo.
O programa é uma farsa. Ney Junior vai se candidatar a vereador de Natal pelo DEM nas eleições deste ano. Está na TV de Agripino para ficar conhecido e angariar preciosos votos entre os ingênuos que acreditam que ele se preocupa com os direitos do cidadão.
Agripino usa a TV Tropical, que é uma concessão pública, como palanque eleitoral. Todo santo dia Agripino aparece por lá, discursando no Senado Federal ou sendo citado em alguma matéria feita sob medida para ele.
Agripino também usa a emissora para promover seu filho Felipe Maia e seus aliados/capachos -como Ney Junior.
O programa se chama "Defenda Seus Direitos". Na TV de Agripino, o advogado Ney Lopes Junior brinca de esclarecer as dúvidas das pessoas sobre os direitos do cidadão.
Enquanto apresenta o programa, ele exibe para o vídeo a Constituição de 1988. Patético.
O gerador de caracteres apresenta o nome de Ney Junior o tempo todo no canto inferior do vídeo.
O programa é uma farsa. Ney Junior vai se candidatar a vereador de Natal pelo DEM nas eleições deste ano. Está na TV de Agripino para ficar conhecido e angariar preciosos votos entre os ingênuos que acreditam que ele se preocupa com os direitos do cidadão.
Agripino usa a TV Tropical, que é uma concessão pública, como palanque eleitoral. Todo santo dia Agripino aparece por lá, discursando no Senado Federal ou sendo citado em alguma matéria feita sob medida para ele.
Agripino também usa a emissora para promover seu filho Felipe Maia e seus aliados/capachos -como Ney Junior.
O dono do mundo
Diz-se de alguém que quer ser mais que os outros e passar por cima de todo mundo que ele quer ser o dono do mundo.
Em Alexandria, há um dono do mundo na rua onde meus pais moram, no bairro do Alto da Boa Vista.
A Prefeitura fez o calçamento da rua há poucos dias. Um dos moradores se achou no direito de arrancar o meio-fio que passava em frente à casa dele.
Arrancou e depois sentou novamente, só que mais baixo, desalinhado em relação a toda rua.
A Prefeitura ainda não tomou nenhuma providência.
Enquanto isso, o dono do mundo constrói a calçada da casa dele sem ser importunado.
Em Alexandria, há um dono do mundo na rua onde meus pais moram, no bairro do Alto da Boa Vista.
A Prefeitura fez o calçamento da rua há poucos dias. Um dos moradores se achou no direito de arrancar o meio-fio que passava em frente à casa dele.
Arrancou e depois sentou novamente, só que mais baixo, desalinhado em relação a toda rua.
A Prefeitura ainda não tomou nenhuma providência.
Enquanto isso, o dono do mundo constrói a calçada da casa dele sem ser importunado.
Violência em números
Estudo revela que violência entre jovens aumentou mais de 30% nos últimos dez anos
Não é novidade que os jovens são as principais vítimas da violência urbana. Todas as pesquisas realizadas até aqui mostram que a violência tem classe social, cor, sexo e idade - ela atinge principalmente pobres, negros, homens e jovens.
O crescimento da violência é um dos maiores desafios enfrentados pelos grandes centros urbanos. Esse crescimento se traduz no aumento da percepção de insegurança das pessoas, interferindo negativamente na qualidade de vida delas.
O que antes era apenas percepção agora é estatística oficial. A taxa de homicídios entre os jovens de 15 a 24 anos aumentou 31,3%, entre 1996 e 2006. O dado faz parte do "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", que será lançado nesta terça-feira pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (RITLA), o Instituto Sangari, o Ministério da Saúde e o Ministério da Justiça. As informações são do "Último Segundo" do IG.
Ainda segundo o IG, o estudo foi elaborado por Julio Jacobo Waiselfisz, diretor de pesquisas do Instituto Sangari, que analisa a mortalidade causada por homicídios em geral, com foco especial nos homicídios juvenis, por acidentes de transporte e por armas de fogo.
O estudo apontou que apesar de a taxa de homicídio ter crescido mais de 30% nos últimos 10 anos, o número está em queda. Segundo o levantamento, desde 2003 vem sendo registrado queda significativa no número de homicídios. O estudo atribui a redução às estratégias de desarmamento.
Entre 1996 e 2006, o número total de homicídios no Brasil teve um crescimento superior ao crescimento da população.
Não é novidade que os jovens são as principais vítimas da violência urbana. Todas as pesquisas realizadas até aqui mostram que a violência tem classe social, cor, sexo e idade - ela atinge principalmente pobres, negros, homens e jovens.
O crescimento da violência é um dos maiores desafios enfrentados pelos grandes centros urbanos. Esse crescimento se traduz no aumento da percepção de insegurança das pessoas, interferindo negativamente na qualidade de vida delas.
O que antes era apenas percepção agora é estatística oficial. A taxa de homicídios entre os jovens de 15 a 24 anos aumentou 31,3%, entre 1996 e 2006. O dado faz parte do "Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008", que será lançado nesta terça-feira pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (RITLA), o Instituto Sangari, o Ministério da Saúde e o Ministério da Justiça. As informações são do "Último Segundo" do IG.
Ainda segundo o IG, o estudo foi elaborado por Julio Jacobo Waiselfisz, diretor de pesquisas do Instituto Sangari, que analisa a mortalidade causada por homicídios em geral, com foco especial nos homicídios juvenis, por acidentes de transporte e por armas de fogo.
O estudo apontou que apesar de a taxa de homicídio ter crescido mais de 30% nos últimos 10 anos, o número está em queda. Segundo o levantamento, desde 2003 vem sendo registrado queda significativa no número de homicídios. O estudo atribui a redução às estratégias de desarmamento.
Entre 1996 e 2006, o número total de homicídios no Brasil teve um crescimento superior ao crescimento da população.
Deu no Valor Online
Ministra Dilma desbanca Sarney e Garibaldi e indica presidente da Eletrobrás
"A chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, deve emplacar Flávio Decatt na presidência da Eletrobrás, apesar de o senador José Sarney (PMDB-AP) ter colocado o nome de Evandro Coura no páreo na semana passada. Diante da resistência da ministra, Sarney, segundo apurou o Valor, já teria dado demonstrações de que não se opõe a abrir mão de sua sugestão. Primeiro, disse que a indicação de Coura não era dele, mas do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Depois, afirmou que Decatt, ex-presidente da Eletronuclear, é um técnico respeitado."
"A chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, deve emplacar Flávio Decatt na presidência da Eletrobrás, apesar de o senador José Sarney (PMDB-AP) ter colocado o nome de Evandro Coura no páreo na semana passada. Diante da resistência da ministra, Sarney, segundo apurou o Valor, já teria dado demonstrações de que não se opõe a abrir mão de sua sugestão. Primeiro, disse que a indicação de Coura não era dele, mas do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Depois, afirmou que Decatt, ex-presidente da Eletronuclear, é um técnico respeitado."
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
FHC na Band
Assisti alguns trechos da entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ontem no "Canal Livre" da Band.
Parecia conversa de comadres. Joelmir Betting, Marcelo Parada, Antônio Teles e Fernando Mitre concordavam com tudo o que FHC dizia.
Aliás, FHC não tinha nada de novo a dizer e os jornalistas não se esforçavam para pressioná-lo.
FHC se comportou como exímio observador e comentarista do país. Falava dos problemas nacionais e da necessidade de termos um projeto de nação que emane do povo como se nunca tivesse sido presidente e como se tivesse feito algum esforço para incluir o povo neste pretenso projeto de nação.
Melhor se eu tivesse feito como meu pai quando lhe perguntei se ele não iria ver a entrevista. "Prefiro dormir. Nada que venha deste safado me interessa", respondeu sabiamente.
Parecia conversa de comadres. Joelmir Betting, Marcelo Parada, Antônio Teles e Fernando Mitre concordavam com tudo o que FHC dizia.
Aliás, FHC não tinha nada de novo a dizer e os jornalistas não se esforçavam para pressioná-lo.
FHC se comportou como exímio observador e comentarista do país. Falava dos problemas nacionais e da necessidade de termos um projeto de nação que emane do povo como se nunca tivesse sido presidente e como se tivesse feito algum esforço para incluir o povo neste pretenso projeto de nação.
Melhor se eu tivesse feito como meu pai quando lhe perguntei se ele não iria ver a entrevista. "Prefiro dormir. Nada que venha deste safado me interessa", respondeu sabiamente.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Sobre a solidão
Em entrevista a Clarice Lispector, o dramaturgo Nelson Rodrigues disse que "a perfeita, a completa solidão necessita da companhia ideal".
C. S. Lewis, o mais renomado escritor cristão do século XX, autor do clássico "As Crônicas de Nárnia", disse que quando deixamos de ser indefesos e adquirimos a consciência plena, descobrimos a solidão.
Lewis acrescenta que a nossa solidão é tão imensa que necessitamos dos outros "para conhecer o quer que seja, inclusive a nós mesmos".
Não há remédio para a solidão. É possível estar só mesmo no meio de uma imensão de gente.
Escrevi um poema há alguns anos sobre isso. Chama-se "Minutos de Solidão". Procurei retratar a solidão como se fosse algo quase tangível ou que pudesse ser contemplado, como se contempla um céu estrelado.
Por fim, chego à fatídica conclusão que resta "eu, só eu... eternamente".
Mas ainda estou à procura da companhia ideal para minha solidão; aquele outro através do qual poderei conhecer a mim mesmo.
C. S. Lewis, o mais renomado escritor cristão do século XX, autor do clássico "As Crônicas de Nárnia", disse que quando deixamos de ser indefesos e adquirimos a consciência plena, descobrimos a solidão.
Lewis acrescenta que a nossa solidão é tão imensa que necessitamos dos outros "para conhecer o quer que seja, inclusive a nós mesmos".
Não há remédio para a solidão. É possível estar só mesmo no meio de uma imensão de gente.
Escrevi um poema há alguns anos sobre isso. Chama-se "Minutos de Solidão". Procurei retratar a solidão como se fosse algo quase tangível ou que pudesse ser contemplado, como se contempla um céu estrelado.
Por fim, chego à fatídica conclusão que resta "eu, só eu... eternamente".
Mas ainda estou à procura da companhia ideal para minha solidão; aquele outro através do qual poderei conhecer a mim mesmo.
Febre da Mídia
Idéia de "epidemia" disseminada pela mídia
leva brasileiros a se vacinarem sem necessidade
Efeitos da dose dupla pode ter causado a morte de quatro pessoas
O pânico causado pelo temor de uma epidemia de febre amarela está levando pessoas a se vacinarem sem necessidade. Muitos barsileiros se vacinaram mais de uma vez e há suspeitas que pelos menos quatro pessoas tenham morrido por causa dos efeitos adversos da dose dupla.
Paulo Henrique Amorim informa em seu "Conversa Afiada" que 42 brasileiros estão no hospital com efeitos colaterais da vacina contra febre amarela em dose dupla.
A mídia vem tratando um caso comum, que se repete periodicamente, como uma "epidemia". De acordo com especialistas, a cada sete anos a doença registra um pequeno pico, causado por fatores naturais. O último pico ocorreu justamente no ano 2000, quando houve 40 mortes por febre amarela. A mídia não tratou o caso como "epidemia".
A verdadeira febre é da mídia.
leva brasileiros a se vacinarem sem necessidade
Efeitos da dose dupla pode ter causado a morte de quatro pessoas
O pânico causado pelo temor de uma epidemia de febre amarela está levando pessoas a se vacinarem sem necessidade. Muitos barsileiros se vacinaram mais de uma vez e há suspeitas que pelos menos quatro pessoas tenham morrido por causa dos efeitos adversos da dose dupla.
Paulo Henrique Amorim informa em seu "Conversa Afiada" que 42 brasileiros estão no hospital com efeitos colaterais da vacina contra febre amarela em dose dupla.
A mídia vem tratando um caso comum, que se repete periodicamente, como uma "epidemia". De acordo com especialistas, a cada sete anos a doença registra um pequeno pico, causado por fatores naturais. O último pico ocorreu justamente no ano 2000, quando houve 40 mortes por febre amarela. A mídia não tratou o caso como "epidemia".
A verdadeira febre é da mídia.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Amazônia
Governo define medidas contra o desmatamento
Encontrar uma saída para frear o desmatamento da Amazônia. Esse foi o objetivo da reunião de emergência convocada pelo presidente Lula, nesta quinta-feira, em Brasília, que contou também com a participação dos ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Nelson Jobim (Defesa).
Depois da reunião, a ministra Marina Silva anunciou um conjunto de medidas que o governo pretende colocar em prática.
De acordo com "O Globo Online", as medidas incluem o envio de uma força-tarefa à região, para reforçar a atuação da Polícia federal; a abertura de 13 postos de fiscalização em fevereiro; e a ampliação do número de agentes no combate aos crimes ambientais - serão enviados mais 780 servidores da PF, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança, Ibama, Incra e Funai.
Estão bloqueados os financiamentos dos bancos federais para atividades que gerem desmatamento e para produtores autuados por derrubadas ilegais. O bloqueio inclui as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
O governo elegeu 36 municípios onde a situação é mais crítica e, portanto, requer mais atenção. Nesses locais estão suspensas as autorizações para corte de árvores.
Na quarta-feira, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou um relatório com os primeiros dados do desmatamento na Amazônia.
O levantamento apontou um desmatamento na região amazônica de 3.235 km² entre agosto e dezembro de 2007.
A estimativa, porém, é que o desmatamento real seja muito maior, atingindo o dobro dos dados preliminares, que, por ser em tempo real, registra apenas parte do que foi desmatado.
Encontrar uma saída para frear o desmatamento da Amazônia. Esse foi o objetivo da reunião de emergência convocada pelo presidente Lula, nesta quinta-feira, em Brasília, que contou também com a participação dos ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Nelson Jobim (Defesa).
Depois da reunião, a ministra Marina Silva anunciou um conjunto de medidas que o governo pretende colocar em prática.
De acordo com "O Globo Online", as medidas incluem o envio de uma força-tarefa à região, para reforçar a atuação da Polícia federal; a abertura de 13 postos de fiscalização em fevereiro; e a ampliação do número de agentes no combate aos crimes ambientais - serão enviados mais 780 servidores da PF, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança, Ibama, Incra e Funai.
Estão bloqueados os financiamentos dos bancos federais para atividades que gerem desmatamento e para produtores autuados por derrubadas ilegais. O bloqueio inclui as linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
O governo elegeu 36 municípios onde a situação é mais crítica e, portanto, requer mais atenção. Nesses locais estão suspensas as autorizações para corte de árvores.
Na quarta-feira, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou um relatório com os primeiros dados do desmatamento na Amazônia.
O levantamento apontou um desmatamento na região amazônica de 3.235 km² entre agosto e dezembro de 2007.
A estimativa, porém, é que o desmatamento real seja muito maior, atingindo o dobro dos dados preliminares, que, por ser em tempo real, registra apenas parte do que foi desmatado.
O caso "Requião"
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), foi proibido, por decisão judicial, de usar a TV e a Rádio Educativa do Estado.
Vocês já devem ter lido ou visto alguma coisa sobre o fato. A grande imprensa escrita e televisiva do país vem dando ampla cobertura ao caso. O obejtivo é fritar o governador paranaense.
A decisão de proibir o governador de usar a TV e a Rádio Educativa foi do juiz do Tribunal Regional da 4ª Região, em Porto Alegre, Lippman Júnior.
O juiz alegou que o governador fazia promoção pessoal através de veículos públicos de comunicação.
Toda terça-feira, o governador reúne sua equipe de governo para tratar dos problemas do Paraná, mas também aproveita para se defender de acusações e para atacar seus adversários políticos.
Essa reunião era transmitida pelos dois veículos estatais de comunicação. As críticas que o governador fazia aos salários do Poder Judiciário irritou o juiz Lippman e o levou a proibir o governador de usar a TV e a rádio.
Revoltado, o governador deu uma receita de ovo frito no ar. Por isso, foi multado em R$ 50 mil. A Justiça também obrigou a TV Educativa a divulgar, de 15 em 15 minutos, uma nota da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). Requião mandou tirar a TV do ar.
Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, o governador denunciou que estava sendo vítima de censura e perseguição da mídia, paticularmente pela Rede Globo e sua afiliada no Paraná.
O motivo da perseguição da mídia seria a decisão do governador de cortar a zero os gastos estatais com publicidade - algo em torno de R$ 70 milhões.
Em entrevista a Luiz Carlos Azenha, no blog "Eu Vi o Mundo", Requião defendeu o seu governo, dizendo que governa fazendo uma "opção preferencial pelos pobres".
O governador também disse que pretende denunciar o "amordaçamento" imposto a ele pela Justiça à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas. Para Requião, o desembargador Lippmann "restabeleceu a censura no Brasil".
O governado também falou sobre a relação do governo Lula com a mídia. "O governo federal é muito generoso", declarou.
A "generosidade" do governo, segundo o governador, é por causa da publicidade paga aos grandes veículos de comunicação. "Governo só é bom quando paga os jornais e os canais de TV, notadamente a TV Globo", afirmou.
Não sei quanto o governo Wilma de Faria gasta com publicidade estatal aqui no RN. Mas sei que não é pouca coisa.
Já imaginaram a zuada que seria se o governo daqui cortasse a publicidade oficial?
Vocês já devem ter lido ou visto alguma coisa sobre o fato. A grande imprensa escrita e televisiva do país vem dando ampla cobertura ao caso. O obejtivo é fritar o governador paranaense.
A decisão de proibir o governador de usar a TV e a Rádio Educativa foi do juiz do Tribunal Regional da 4ª Região, em Porto Alegre, Lippman Júnior.
O juiz alegou que o governador fazia promoção pessoal através de veículos públicos de comunicação.
Toda terça-feira, o governador reúne sua equipe de governo para tratar dos problemas do Paraná, mas também aproveita para se defender de acusações e para atacar seus adversários políticos.
Essa reunião era transmitida pelos dois veículos estatais de comunicação. As críticas que o governador fazia aos salários do Poder Judiciário irritou o juiz Lippman e o levou a proibir o governador de usar a TV e a rádio.
Revoltado, o governador deu uma receita de ovo frito no ar. Por isso, foi multado em R$ 50 mil. A Justiça também obrigou a TV Educativa a divulgar, de 15 em 15 minutos, uma nota da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). Requião mandou tirar a TV do ar.
Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, o governador denunciou que estava sendo vítima de censura e perseguição da mídia, paticularmente pela Rede Globo e sua afiliada no Paraná.
O motivo da perseguição da mídia seria a decisão do governador de cortar a zero os gastos estatais com publicidade - algo em torno de R$ 70 milhões.
Em entrevista a Luiz Carlos Azenha, no blog "Eu Vi o Mundo", Requião defendeu o seu governo, dizendo que governa fazendo uma "opção preferencial pelos pobres".
O governador também disse que pretende denunciar o "amordaçamento" imposto a ele pela Justiça à Organização dos Estados Americanos (OEA) e às Nações Unidas. Para Requião, o desembargador Lippmann "restabeleceu a censura no Brasil".
O governado também falou sobre a relação do governo Lula com a mídia. "O governo federal é muito generoso", declarou.
A "generosidade" do governo, segundo o governador, é por causa da publicidade paga aos grandes veículos de comunicação. "Governo só é bom quando paga os jornais e os canais de TV, notadamente a TV Globo", afirmou.
Não sei quanto o governo Wilma de Faria gasta com publicidade estatal aqui no RN. Mas sei que não é pouca coisa.
Já imaginaram a zuada que seria se o governo daqui cortasse a publicidade oficial?
Imprensa
Prefeito do Rio reclama de perseguição
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), disse que a imprensa carioca "faz as vezes de partido político, vocalizando a oposição".
De acordo com o prefeito (e menino maluquinho nas horas vagas), a imprensa migrou do jornalismo à política.
O PT e o presidente Lula vivem dizendo que são vítimas da perseguição da mídia.
César Maia diz que não existe perseguição nenhuma contra o PT e o governo. É tudo "teoria da conspiração".
Para o prefeito, a imprensa só persegue a administração dele. Essa história de jornal e TV agirem como partido de oposição, isso só existe lá no Rio de Janeiro.
É um pândego esse César Maia.
O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), disse que a imprensa carioca "faz as vezes de partido político, vocalizando a oposição".
De acordo com o prefeito (e menino maluquinho nas horas vagas), a imprensa migrou do jornalismo à política.
O PT e o presidente Lula vivem dizendo que são vítimas da perseguição da mídia.
César Maia diz que não existe perseguição nenhuma contra o PT e o governo. É tudo "teoria da conspiração".
Para o prefeito, a imprensa só persegue a administração dele. Essa história de jornal e TV agirem como partido de oposição, isso só existe lá no Rio de Janeiro.
É um pândego esse César Maia.
Deu na rede
Mundo terá mais 5 milhões de desempregados em 2008, diz OIT
O desemprego deve aumentar em 5 milhões de pessoas em todo o mundo em 2008, mesmo com a criação de cerca de 40 milhões de novas vagas, e o nível de desemprego no mundo deve aumentar de 6% para 6,1%.
A previsão é da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no relatório Tendências Mundiais de Emprego 2008, divulgado nesta quarta-feira.
O relatório afirma que a desaceleração do crescimento nas economias industrializadas, por causa da crise do crédito nos Estados Unidos, tem sido compensada pelo crescimento acelerado em outras partes do mundo, especialmente na Ásia, mas alerta que o aprofundamento da crise pode aumentar o desemprego.
"O cenário do mercado de trabalho internacional está marcado pelos contrastes e pela incerteza", disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
Portal Terra - Últimas Notícias
O desemprego deve aumentar em 5 milhões de pessoas em todo o mundo em 2008, mesmo com a criação de cerca de 40 milhões de novas vagas, e o nível de desemprego no mundo deve aumentar de 6% para 6,1%.
A previsão é da Organização Internacional do Trabalho (OIT), no relatório Tendências Mundiais de Emprego 2008, divulgado nesta quarta-feira.
O relatório afirma que a desaceleração do crescimento nas economias industrializadas, por causa da crise do crédito nos Estados Unidos, tem sido compensada pelo crescimento acelerado em outras partes do mundo, especialmente na Ásia, mas alerta que o aprofundamento da crise pode aumentar o desemprego.
"O cenário do mercado de trabalho internacional está marcado pelos contrastes e pela incerteza", disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
Portal Terra - Últimas Notícias
A Amazônia preocupa
Área desmatada aumenta e presidente Lula faz reunião de emergência
O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram ontem (quarta-feira 23) os dados preliminares sobre o desmatamento da Amazônia. O levantamento apontou um desmatamento na região amazônica de 3.235 km² entre agosto e dezembro de 2007.
A ministra Marina da Silva, os números serão debatidos com o presidente Lula nesta quinta-feira, às 9h, em reunião no Palácio do Planalto.
No encontro, que terá participação de outros ministros, serão discutidas as medidas para fortalecer a fiscalização nos locais considerados mais críticos.
A maior parte dos desmatamentos detectados no período se concentrou em três Estados: Mato Grosso (53,7% do total desmatado), Pará (17,8%) e Rondônia (16%).
Área desmatada pode ser ainda maior
A situação pode ser ainda pior do que se imagina. A área desmatada na Amazônia entre agosto e dezembro de 2007 pode ser o dobro dos 3.235 km² desmatados anunciados pelo Ministério do Meio Ambiente. A estimativa maior pode ser explicada pelas diferenças entre os dois sistemas de monitoramento da floresta.
O Inpe trabalha com dois sistemas de monitoramento da Amazônia: um que detecta o desmatamento em tempo real (responsável por apontar os dados preliminares) e outro com imagens de satélite mais minuciosas, que divulga resultados anuais. Como a variação média entre o levantamento preliminar e o consolidado chega a 40%, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, acredita que o desmatamento real nos últimos cinco meses possa chegar a 7 mil quilômetros quadrados.
Segundo Capobianco, o aumento deu-se em meses atípicos e pode ser uma antecipação de algo previsto para 2008, por causa da estiagem, ou significar a retomada efetiva do desmatamento na região. "Trabalhamos com a pior hipótese", admitiu.
Capobianco citou medidas que serão colocadas em prática pelo MMA para diminuir a derrubada de árvores. Entre elas, a definição de uma lista suja de municípios, onde estarão proibidas autorizações de novos desmatamentos, e o embargo de propriedades que fizeram corte ilegal da floresta, para impedi-las de comercializarem produtos. "O monitoramento será feito por radar. Se os produtores desobedecerem aos embargos, os compradores respondem solidariamente", explicou.
Agência Brasil
O Ministério do Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram ontem (quarta-feira 23) os dados preliminares sobre o desmatamento da Amazônia. O levantamento apontou um desmatamento na região amazônica de 3.235 km² entre agosto e dezembro de 2007.
A ministra Marina da Silva, os números serão debatidos com o presidente Lula nesta quinta-feira, às 9h, em reunião no Palácio do Planalto.
No encontro, que terá participação de outros ministros, serão discutidas as medidas para fortalecer a fiscalização nos locais considerados mais críticos.
A maior parte dos desmatamentos detectados no período se concentrou em três Estados: Mato Grosso (53,7% do total desmatado), Pará (17,8%) e Rondônia (16%).
Área desmatada pode ser ainda maior
A situação pode ser ainda pior do que se imagina. A área desmatada na Amazônia entre agosto e dezembro de 2007 pode ser o dobro dos 3.235 km² desmatados anunciados pelo Ministério do Meio Ambiente. A estimativa maior pode ser explicada pelas diferenças entre os dois sistemas de monitoramento da floresta.
O Inpe trabalha com dois sistemas de monitoramento da Amazônia: um que detecta o desmatamento em tempo real (responsável por apontar os dados preliminares) e outro com imagens de satélite mais minuciosas, que divulga resultados anuais. Como a variação média entre o levantamento preliminar e o consolidado chega a 40%, o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Capobianco, acredita que o desmatamento real nos últimos cinco meses possa chegar a 7 mil quilômetros quadrados.
Segundo Capobianco, o aumento deu-se em meses atípicos e pode ser uma antecipação de algo previsto para 2008, por causa da estiagem, ou significar a retomada efetiva do desmatamento na região. "Trabalhamos com a pior hipótese", admitiu.
Capobianco citou medidas que serão colocadas em prática pelo MMA para diminuir a derrubada de árvores. Entre elas, a definição de uma lista suja de municípios, onde estarão proibidas autorizações de novos desmatamentos, e o embargo de propriedades que fizeram corte ilegal da floresta, para impedi-las de comercializarem produtos. "O monitoramento será feito por radar. Se os produtores desobedecerem aos embargos, os compradores respondem solidariamente", explicou.
Agência Brasil
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Deu no Diário de Natal
RN é o 5º em mortalidade infantil
O Rio Grande do Norte, mesmo com uma significativa queda na taxa mortalidade infantil (menores de um ano) entre 1991 e 2006, tem o quinto pior índice do Brasil. O estado evolui de 72,1 para 36,1 no número mortos para cada grupo mil crianças com menos de um ano. Mas está na frente apenas de Alagoas (51,9), Maranhão (40,7), Pernambuco (39,8) e Paraíba (39,4). As informações são do relatório Situação Mundial da Infância 2008 - Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira pelo Unicef, agência das Nações Unidas para a infância.
O avanço potiguar na luta contra a mortalidade infantil segue uma tendência nacional. Todos os estados brasileiros melhoraram os seus índices, mas as disparidades regionais persistem. As regiões Nordeste e Norte têm o pior desempenho. Na média, o Nordeste [teve] 36,9 mortes para cada grupo de mil nascidos, enquanto a região Norte teve 24,9 mortes. O Centro-Oeste ficou com 19,5, a região Sul com 16,7 e o Sudeste ficou com a melhor média: 16,7 mortos para cada grupo de mil crianças nascidas.
No índice de mortalidade inferior a cinco anos, a melhora do Rio Grande do Norte foi ainda mais expressiva. A taxa de mortalidade entre menores de cinco anos de idade foi de 96,6 em 1991. Já em 2006 o número foi para 44,7, uma redução de mais de 50 pontos percentuais.
No que diz respeito ao desenvolvimento infantil, o índice potiguar subiu de 0,572 em 1991 para 0,670 em 2006, o 15º do país. Quanto mais próximo este número se aproxima de 1, melhor a qualidade de vida
O Rio Grande do Norte, mesmo com uma significativa queda na taxa mortalidade infantil (menores de um ano) entre 1991 e 2006, tem o quinto pior índice do Brasil. O estado evolui de 72,1 para 36,1 no número mortos para cada grupo mil crianças com menos de um ano. Mas está na frente apenas de Alagoas (51,9), Maranhão (40,7), Pernambuco (39,8) e Paraíba (39,4). As informações são do relatório Situação Mundial da Infância 2008 - Sobrevivência Infantil, divulgado nesta terça-feira pelo Unicef, agência das Nações Unidas para a infância.
O avanço potiguar na luta contra a mortalidade infantil segue uma tendência nacional. Todos os estados brasileiros melhoraram os seus índices, mas as disparidades regionais persistem. As regiões Nordeste e Norte têm o pior desempenho. Na média, o Nordeste [teve] 36,9 mortes para cada grupo de mil nascidos, enquanto a região Norte teve 24,9 mortes. O Centro-Oeste ficou com 19,5, a região Sul com 16,7 e o Sudeste ficou com a melhor média: 16,7 mortos para cada grupo de mil crianças nascidas.
No índice de mortalidade inferior a cinco anos, a melhora do Rio Grande do Norte foi ainda mais expressiva. A taxa de mortalidade entre menores de cinco anos de idade foi de 96,6 em 1991. Já em 2006 o número foi para 44,7, uma redução de mais de 50 pontos percentuais.
No que diz respeito ao desenvolvimento infantil, o índice potiguar subiu de 0,572 em 1991 para 0,670 em 2006, o 15º do país. Quanto mais próximo este número se aproxima de 1, melhor a qualidade de vida
Sobre os homens e suas convicções
O homem é a medida daquilo que ele acredita, das idéias e ideais que defende.
Não sei quem disse/escreveu isso. Lembrei agora.
E lembrei por causa do quioprocó envolvendo o secretário Adelmaro Cavalcanti, titular da Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap).
Ontem, o PT entregou os cargos da Sesap à governadora Wilma de Faria (PSB).
Adelmaro, indicado pelo partido, não era mais secretário.
Até ontem de manhã, Adelmaro era PT e ex-secretário.
Hoje, Ademaro é ex-PT e continua secretário.
Ele decidiu não pedir demissão, continuando assim à frente da pasta da Saúde Pública.
E hoje, ele decidiu pedir "afastamento temporário" do Partido dos Trabalhadores.
Ele disse que a decisão se devia ao seu "respeito ao partido".
Respeito? Então, por que não respeitou a decisão do partido que o indicou e do qual ele fazia parte e deixou o governo?
Adelmaro disse que após o PT entregar os cargos à governadora, ela lhe deu "carta branca" para montar sua nova equipe e dar um jeito nos problemas da saúde.
Entre a decisão do partido e a carta branca de Wilma, ele ficou com a governadora.
Adelmaro precisa explicar se era o programa do PT para a saúde que estava errado ou se foi ele que mudou de idéia e ideais.
O governo, através do seu porta-voz, disse que faltava "gestão e pulso" a Adelmaro. A governadora disse que ele precisava "passar por cima até mesmo do seu partido".
Adelmaro ouviu o recado e fez o que Wilma mandou. Deu uma banana pro PT.
Não sei quem disse/escreveu isso. Lembrei agora.
E lembrei por causa do quioprocó envolvendo o secretário Adelmaro Cavalcanti, titular da Secretaria de Saúde Pública do RN (Sesap).
Ontem, o PT entregou os cargos da Sesap à governadora Wilma de Faria (PSB).
Adelmaro, indicado pelo partido, não era mais secretário.
Até ontem de manhã, Adelmaro era PT e ex-secretário.
Hoje, Ademaro é ex-PT e continua secretário.
Ele decidiu não pedir demissão, continuando assim à frente da pasta da Saúde Pública.
E hoje, ele decidiu pedir "afastamento temporário" do Partido dos Trabalhadores.
Ele disse que a decisão se devia ao seu "respeito ao partido".
Respeito? Então, por que não respeitou a decisão do partido que o indicou e do qual ele fazia parte e deixou o governo?
Adelmaro disse que após o PT entregar os cargos à governadora, ela lhe deu "carta branca" para montar sua nova equipe e dar um jeito nos problemas da saúde.
Entre a decisão do partido e a carta branca de Wilma, ele ficou com a governadora.
Adelmaro precisa explicar se era o programa do PT para a saúde que estava errado ou se foi ele que mudou de idéia e ideais.
O governo, através do seu porta-voz, disse que faltava "gestão e pulso" a Adelmaro. A governadora disse que ele precisava "passar por cima até mesmo do seu partido".
Adelmaro ouviu o recado e fez o que Wilma mandou. Deu uma banana pro PT.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
A notícia que não saiu em nenhum jornal
Deu no Blog do Ailton Medeiros:
A Justiça decretou a indisponibilidade dos bens do prefeito de Parnamirim, Agnelo Alves (PMDB).
Apesar da notícia bomba, nenhuma linha sobre o caso foi publicada em nenhum jornal da capital.
Ailton Medeiros usou o termo "o silêncio dos covardes" para denunciar a omissão da imprensa natalense em relação ao caso.
É como escreveu Honoré de Balzac no clássico "As Ilusões Perdidas": “Um jornal não é feito para esclarecer, mas para bajular alguns e arrasar outros”.
A Justiça decretou a indisponibilidade dos bens do prefeito de Parnamirim, Agnelo Alves (PMDB).
Apesar da notícia bomba, nenhuma linha sobre o caso foi publicada em nenhum jornal da capital.
Ailton Medeiros usou o termo "o silêncio dos covardes" para denunciar a omissão da imprensa natalense em relação ao caso.
É como escreveu Honoré de Balzac no clássico "As Ilusões Perdidas": “Um jornal não é feito para esclarecer, mas para bajular alguns e arrasar outros”.
Deu no Portal da Imprensa
Boris Casoy volta à TV na Band
O jornalista Boris Casoy, que está longe da televisão desde o fechamento da TVJB, em setembro de 2007, voltará ao ar pela TV Bandeirantes.
Boris poderá comandar um jornal de debates, que irá ao ar, diariamente, às 13h, como parte do programa São Paulo Acontece, apresentado por Flávia Cavalcante.
Boris Casoy ficou conhecido apresentando o "TJ Brasil" no SBT, quando lançou a moda de comentar as notícias. O bordão "isto é uma vergonha" tornou-se a sua marca.
Do SBT, ele foi para a Record, onde comandou um programa de entrevista e o "Jornal da Record". Deixou a emissora em dezembro de 2005 dizendo que estava sendo demitido por motivos políticos e por não concordar com as inovações do departamento de jornalismo da TV de Edir Macedo.
Boris creditou a culpa por sua demissão ao governo Lula e ao PT, que, segundo ele, pressionaram a emissora por conta das críticas que o jornalista fazia ao governo e ao partido do presidente.
É fato que Boris nunca fez muita questão de esconder sua antipatia com o PT. Na Band, vai se juntar a um time que também não morre de amores por Lula e seu partido: Fernando Mitre, Marcelo Parada e Antonio Teles (aquele com voz de pato rouco).
O jornalista Boris Casoy, que está longe da televisão desde o fechamento da TVJB, em setembro de 2007, voltará ao ar pela TV Bandeirantes.
Boris poderá comandar um jornal de debates, que irá ao ar, diariamente, às 13h, como parte do programa São Paulo Acontece, apresentado por Flávia Cavalcante.
Boris Casoy ficou conhecido apresentando o "TJ Brasil" no SBT, quando lançou a moda de comentar as notícias. O bordão "isto é uma vergonha" tornou-se a sua marca.
Do SBT, ele foi para a Record, onde comandou um programa de entrevista e o "Jornal da Record". Deixou a emissora em dezembro de 2005 dizendo que estava sendo demitido por motivos políticos e por não concordar com as inovações do departamento de jornalismo da TV de Edir Macedo.
Boris creditou a culpa por sua demissão ao governo Lula e ao PT, que, segundo ele, pressionaram a emissora por conta das críticas que o jornalista fazia ao governo e ao partido do presidente.
É fato que Boris nunca fez muita questão de esconder sua antipatia com o PT. Na Band, vai se juntar a um time que também não morre de amores por Lula e seu partido: Fernando Mitre, Marcelo Parada e Antonio Teles (aquele com voz de pato rouco).
Leituras da Folha
Eliane Cantanhêde - a colunista do caos
A mídia brasileira está cheia de indivíduos iluminados (ou mal intencionados, como queira) com a incrível capacidade de predizer o futuro.
E o futuro, a se julgar por tais predições proféticas, é o caos.
A colunista da Folha, Eliane Cantanhêde, é um desses porta-vozes do caos.
Na edição de hoje da Folha, Eliane fala sobre "os riscos de um novo apagão [elétrico]" e sobre a "epidemia da febre amarela" no país. Ela ainda achou espaço pra falar também na crise americana.
Eliane, para quem não se lembra, foi a maior propagadora na mídia impressa do chamado "caos aéreo" dos aeroportos brasileiros, uma tentativa grosseira de derrubar o presidente Lula, responsabilizando-o pelas mortes nos acidentes com os aviões da Gol (2006) e da Tam (2007).
Eliane aposta agora no "apagão elétrico" e na "epidemia da febre amarela" para derrubar Lula.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse hoje em Brasília, durante a cerimônia para apresentar o segundo balanço do PAC, que “não há a menor possibilidade de haver racionamento de energia”.
A "epidemia" da febre amarela também é mais uma invenção da mídia.
Eliane deveria ler o artigo do Dr. Adib Jatene, ex-ministro da Saúde no governo FHC, publicado na mesma Folha de São Paulo, onde ele desmente essa lorota de "epidemia".
A mídia brasileira está cheia de indivíduos iluminados (ou mal intencionados, como queira) com a incrível capacidade de predizer o futuro.
E o futuro, a se julgar por tais predições proféticas, é o caos.
A colunista da Folha, Eliane Cantanhêde, é um desses porta-vozes do caos.
Na edição de hoje da Folha, Eliane fala sobre "os riscos de um novo apagão [elétrico]" e sobre a "epidemia da febre amarela" no país. Ela ainda achou espaço pra falar também na crise americana.
Eliane, para quem não se lembra, foi a maior propagadora na mídia impressa do chamado "caos aéreo" dos aeroportos brasileiros, uma tentativa grosseira de derrubar o presidente Lula, responsabilizando-o pelas mortes nos acidentes com os aviões da Gol (2006) e da Tam (2007).
Eliane aposta agora no "apagão elétrico" e na "epidemia da febre amarela" para derrubar Lula.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse hoje em Brasília, durante a cerimônia para apresentar o segundo balanço do PAC, que “não há a menor possibilidade de haver racionamento de energia”.
A "epidemia" da febre amarela também é mais uma invenção da mídia.
Eliane deveria ler o artigo do Dr. Adib Jatene, ex-ministro da Saúde no governo FHC, publicado na mesma Folha de São Paulo, onde ele desmente essa lorota de "epidemia".
A batata assou
PT entrega cargos da Saúde e Adelmaro não é mais secretário
Diz o ditado popular que para bom entendedor, meia palavra basta. O PT entendeu o recado da governadora Wilma de Faria (PSB) e entregou hoje os cargos sob seu comando na Secretaria de Saúde Pública do RN.
A batata do secretário Adelmaro Cavalcanti vinha assando há muito tempo, mas começou a queimar quando o porta-voz e secretário estadual de Comunicação Social, Rubens Lemos Filho, disse aos jornais que faltava ao petista "gestão e pulso" para comandar a saúde estadual. Ao declarar isso, o porta-voz deixava claro que a vontade da governadora era que Adelmaro entregasse o cargo.
A assessoria de imprensa do PT informou que, apesar de entregar os cargos da Saúde, não houve rompimento político com o governo Wilma de Faria. O partido ainda comanda a Fundação José Augustoi (FJA), presidida pelo jornalista Crispiniano Neto.
Eu acho que não vai demorar muito pra esse rompimento entre o PT e Wilma acontecer. Apesar da aliança atual, petistas e wilmistas nunca se entenderam bem.
É aquela história: por que vocês estão se estranhando, se nunca foram amigos?
Diz o ditado popular que para bom entendedor, meia palavra basta. O PT entendeu o recado da governadora Wilma de Faria (PSB) e entregou hoje os cargos sob seu comando na Secretaria de Saúde Pública do RN.
A batata do secretário Adelmaro Cavalcanti vinha assando há muito tempo, mas começou a queimar quando o porta-voz e secretário estadual de Comunicação Social, Rubens Lemos Filho, disse aos jornais que faltava ao petista "gestão e pulso" para comandar a saúde estadual. Ao declarar isso, o porta-voz deixava claro que a vontade da governadora era que Adelmaro entregasse o cargo.
A assessoria de imprensa do PT informou que, apesar de entregar os cargos da Saúde, não houve rompimento político com o governo Wilma de Faria. O partido ainda comanda a Fundação José Augustoi (FJA), presidida pelo jornalista Crispiniano Neto.
Eu acho que não vai demorar muito pra esse rompimento entre o PT e Wilma acontecer. Apesar da aliança atual, petistas e wilmistas nunca se entenderam bem.
É aquela história: por que vocês estão se estranhando, se nunca foram amigos?
O PAC a todo gás
A maioria das obras de infra-estrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) está em estágio adequado. Das 2.126 obras em andamento, 86% estão dentro do cronograma previsto de execução, enquanto 14% encontram-se em estágio preocupante. O balanço foi divulgado hoje pela minista-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, em cerimônia no Palácio do Planalto.
De acordo com o balanço, o dinheiro aplicado 9comprometido para pagamentos) chegou a R$ 16 bilhões - 97% da verba para o ano.
O PAC foi lançado há um ano e é a principal aposta do presidente Lula para alavancar o crescimento do país.
No Rio Grande do Norte, as obras do PAC vão abranger saneamento básico, água tratada, habitação, energia e logística.
Entre as obras em execução e aquelas que ainda vão ser implantadas, destacam-se: construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante; duplicação da BR-101 (trecho de 380 km de Natal a Palmares-PE); Sistema Adutor do Alto-Oeste, que vai levar água tratada a 15 mil habitantes; melhorias no terminal salineiro de Areia Branca; e a construção das Usinas Termoelétricas Potiguar III e Vale do Assu.
De acordo com o balanço, o dinheiro aplicado 9comprometido para pagamentos) chegou a R$ 16 bilhões - 97% da verba para o ano.
O PAC foi lançado há um ano e é a principal aposta do presidente Lula para alavancar o crescimento do país.
No Rio Grande do Norte, as obras do PAC vão abranger saneamento básico, água tratada, habitação, energia e logística.
Entre as obras em execução e aquelas que ainda vão ser implantadas, destacam-se: construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante; duplicação da BR-101 (trecho de 380 km de Natal a Palmares-PE); Sistema Adutor do Alto-Oeste, que vai levar água tratada a 15 mil habitantes; melhorias no terminal salineiro de Areia Branca; e a construção das Usinas Termoelétricas Potiguar III e Vale do Assu.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
A polícia que mata
A Folha Online informa que policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar e do 16º Batalhão mataram quatro supostos criminosos no morro da Pedreira, na zona norte do Rio, nesta sexta-feira.
De acordo com a Folha Online, a PM havia informado que o confronto começou devido a uma incursão de rotina no local, mas agora informa que os tiros começaram porque traficantes de Acari, também na zona norte, tentaram invadir o morro da Pedreira e a polícia foi chamada para intervir.
Na semana passada, quinta-feira (dia 10), uma ação policial na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, levou à morte de 6 pessoas (7, segundo a polícia), sendo uma delas Wesley Damião da Silva Saturnino Barreto, de 3 anos.
É como diz uma das músicas do filme "Tropa de Elite": a "missão" dos "homens de preto" é "entrar pela favela e deixar corpos no chão".
De acordo com a Folha Online, a PM havia informado que o confronto começou devido a uma incursão de rotina no local, mas agora informa que os tiros começaram porque traficantes de Acari, também na zona norte, tentaram invadir o morro da Pedreira e a polícia foi chamada para intervir.
Na semana passada, quinta-feira (dia 10), uma ação policial na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, levou à morte de 6 pessoas (7, segundo a polícia), sendo uma delas Wesley Damião da Silva Saturnino Barreto, de 3 anos.
É como diz uma das músicas do filme "Tropa de Elite": a "missão" dos "homens de preto" é "entrar pela favela e deixar corpos no chão".
Deu na Transparência Brasil
Deputados do RN são campeões de faltas em Brasília
A ONG "Transparência Brasil" divulgou o ranking dos parlamentares que mais faltaram nas sessões da Câmara dos Deputados no ano passado.
O levantamento da organização apontou que a média de faltas nas sessões plenárias foi de 12% em 2006.
Os deputados do Rio Grande Norte foram os que mais faltaram ao trabalho, com 18,9% de ausências.
Na comissões temáticas, nossos deputados também foram campeões em cabular o trabalho, com 39,8% de ausências registradas. A média de ausências nessa categoria é de 28%.
A ONG "Transparência Brasil" divulgou o ranking dos parlamentares que mais faltaram nas sessões da Câmara dos Deputados no ano passado.
O levantamento da organização apontou que a média de faltas nas sessões plenárias foi de 12% em 2006.
Os deputados do Rio Grande Norte foram os que mais faltaram ao trabalho, com 18,9% de ausências.
Na comissões temáticas, nossos deputados também foram campeões em cabular o trabalho, com 39,8% de ausências registradas. A média de ausências nessa categoria é de 28%.
Fogo Amigo
Secretário de Saúde do Estado, Adelmaro Cavalcanti, é bombardeado por aliados
As coisas não andam nada bem pro secretário Adelmaro Cavalcanti. A gestão dele à frente da Secretaria de Saúde Pública do RN recebeu duras críticas de companheiros seus do PT e de membros do governo estadual.
No "Diário de Natal" de hoje, o porta-voz do governo do Estado e secretário de Comunicação, Rubens Lemos Filho, engrossou o caldo das críticas à administração petista na saúde. Rubens Lemos Filho disse que "falta gestão e pulso" ao secretário Adelmaro para resolver os problemas da saúde estadual.
‘‘O governo está dando todas as condições e não interfere de maneira nenhuma na gestão da saúde, não atrapalha, não admite politicagem e está deixando a gestão do PT bem à vontade’’, disse o porta-voz ao DN.
Rubens Lemos Filho também declarou que não falta dinheiro para a saúde estadual. De acordo com ele, o governo investe mais do que os 12% exigidos pela Constituição Federal na área.
Rubinho, como é chamado o secretário, disse ainda ao DN que o nome e a competência do PT estão em jogo, já que o nome do secretário e a maioria da sua equipe são indicações do PT.
Por fim, Rubinho disse Adelmaro, por enquanto, não será demitido da Secretaria de Saúde. Mas advertiu que, para mudar a situação, é preciso "mais pulso, mais firmeza, mais agressividade nas ações".
É, como se diz no popular, a batata do secretário tá assando.
As coisas não andam nada bem pro secretário Adelmaro Cavalcanti. A gestão dele à frente da Secretaria de Saúde Pública do RN recebeu duras críticas de companheiros seus do PT e de membros do governo estadual.
No "Diário de Natal" de hoje, o porta-voz do governo do Estado e secretário de Comunicação, Rubens Lemos Filho, engrossou o caldo das críticas à administração petista na saúde. Rubens Lemos Filho disse que "falta gestão e pulso" ao secretário Adelmaro para resolver os problemas da saúde estadual.
‘‘O governo está dando todas as condições e não interfere de maneira nenhuma na gestão da saúde, não atrapalha, não admite politicagem e está deixando a gestão do PT bem à vontade’’, disse o porta-voz ao DN.
Rubens Lemos Filho também declarou que não falta dinheiro para a saúde estadual. De acordo com ele, o governo investe mais do que os 12% exigidos pela Constituição Federal na área.
Rubinho, como é chamado o secretário, disse ainda ao DN que o nome e a competência do PT estão em jogo, já que o nome do secretário e a maioria da sua equipe são indicações do PT.
Por fim, Rubinho disse Adelmaro, por enquanto, não será demitido da Secretaria de Saúde. Mas advertiu que, para mudar a situação, é preciso "mais pulso, mais firmeza, mais agressividade nas ações".
É, como se diz no popular, a batata do secretário tá assando.
Entrevista com Bono Vox
Bono Vox, líder da banda U2, fala sobre espiritualidade e sua relação com Cristo nesta entrevista a Bill Hybels, no programa The Leadership Summit 2006.
"Eu nunca tive problemas com Cristo, mas os cristãos sempre me deram dor de cabeça", declarou o cantor.
Bono disse ainda que sempre considerou os cristãos "desinteressados culturalmente, politicamente".
Ele também conta como se deu seu contato com a Bíblia, na época da juventude, quando descobriu "a graça de Deus", o "favor imerecido" do qual ele diz ser dependente.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
A sucessora

Esta é a modelo gaúcha de Novo Hamburgo Raquel Zimmermann, 24 anos, eleita pelo site models.com a modelo mais importante do mundo. Este site é referência mundial em matéria de tops e é o mesmo que um dia consagrou Gisele Bündchen.
Há dois anos longe das passarelas nacionais, Raquel está no Brasil participando dos desfiles da grife carioca Animale na São Paulo Fashion Week, a semana de moda de São Paulo, que vai até segunda-feira.
Bonita a moça, hein.
Gil fica
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse ontem, antes de subir ao palco para participar da primeira noite do "Festival de Verão de Salvador", que não vai mais deixar o Ministério, como havia anunciado no ano passado.
Gil disse que sairia para cuidar da voz, mas foi demovido da idéia porque o tratamento das cordas vocais está fazendo efeito e ele não vai precisar ser operado.
Então fica combinado assim... digam ao povo que Gil fica no Ministério.
Gil disse que sairia para cuidar da voz, mas foi demovido da idéia porque o tratamento das cordas vocais está fazendo efeito e ele não vai precisar ser operado.
Então fica combinado assim... digam ao povo que Gil fica no Ministério.
Estudo aponta que má-nutrição mata 3,5 milhões de crianças por ano
Da BBC Brasil e IG Último Segundo:
Mais de um terço das mortes de crianças e 11% das doenças que afetam mães e seus filhos ocorrem por má-nutrição, apontou uma série de estudos compilada por especialistas internacionais e publicada na última edição da revista médica Lancet. A pesquisa indica que 3,5 milhões de crianças morrem todos os anos por falta de comida ou por causa de uma alimentação precária, deficiente em vitaminas e minerais essenciais para o crescimento.
A série de estudos divulgada na Lancet ainda mostrou que 80% das grávidas e crianças malnutridas estão concentradas em 20 países da África e da Ásia.
Sem oferecer dados exatos sobre a América Latina e o Caribe, o relatório aponta que os índices de crianças abaixo do peso e com crescimento atrofiado "caiu consideravelmente" na região entre 1980 e 2005. Sobre o Brasil, a pesquisa comenta que "houve avanços substanciais nos atendimentos básicos de saúde, água e saneamento básico, além de melhorias na educação das mulheres".
"Esses avanços parecem ter ocorrido, apesar de momentos de estagnação econômica e perdas no poder de compra da população, principalmente entre os pobres." O trabalho acrescenta que "pôr um fim na fome e na má-nutrição está entre as prioridades de políticas implementadas no Brasil, Bolívia e Peru".
Mais de um terço das mortes de crianças e 11% das doenças que afetam mães e seus filhos ocorrem por má-nutrição, apontou uma série de estudos compilada por especialistas internacionais e publicada na última edição da revista médica Lancet. A pesquisa indica que 3,5 milhões de crianças morrem todos os anos por falta de comida ou por causa de uma alimentação precária, deficiente em vitaminas e minerais essenciais para o crescimento.
A série de estudos divulgada na Lancet ainda mostrou que 80% das grávidas e crianças malnutridas estão concentradas em 20 países da África e da Ásia.
Sem oferecer dados exatos sobre a América Latina e o Caribe, o relatório aponta que os índices de crianças abaixo do peso e com crescimento atrofiado "caiu consideravelmente" na região entre 1980 e 2005. Sobre o Brasil, a pesquisa comenta que "houve avanços substanciais nos atendimentos básicos de saúde, água e saneamento básico, além de melhorias na educação das mulheres".
"Esses avanços parecem ter ocorrido, apesar de momentos de estagnação econômica e perdas no poder de compra da população, principalmente entre os pobres." O trabalho acrescenta que "pôr um fim na fome e na má-nutrição está entre as prioridades de políticas implementadas no Brasil, Bolívia e Peru".
Jogo de nervos em São Paulo
Petistas e tucanos de São Paulo estão disputando pra ver quem tem mais nervos de aço.
O PT espera contar com a ministra do Turismo e ex-perfeita Marta Suplicy para disputar as eleições deste ano, mas Marta disse várias vezes que não quer ser candidata e que só terá uma definição em junho, quando acaba o prazo para ela se afaste da pasta que comanda no governo federal caso decida participar da eleição. O problema é que o PT não quer esperar até junho, mas, por outro lado, o partido, por enquanto, não tem outro nome forte com chances de vencer a disputa.
O PSDB, por sua vez, vive o dilema de lançar candidato próprio ou apoiar a reeleição do prefeito Gilberto Kassab do DEM. A página online do jornal "O Globo" informa que os tucanos vão esperar a definição da ministra Marta Suplicy para, só então, decidir também que rumo tomar. O presidente do PSDB, senador José Guerra (PE), reuniu-se ontem com o governador José Serra (SP) e com o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), para acertar a posição tucana. Os tucanos que defendem a candidatura própria querem o nome do ex-governador Geraldo Alckmin para candidato. José Serra prefere apoiar kassab.
É esperar pra ver quem vence a primeira batalha - a de nervos.
O PT espera contar com a ministra do Turismo e ex-perfeita Marta Suplicy para disputar as eleições deste ano, mas Marta disse várias vezes que não quer ser candidata e que só terá uma definição em junho, quando acaba o prazo para ela se afaste da pasta que comanda no governo federal caso decida participar da eleição. O problema é que o PT não quer esperar até junho, mas, por outro lado, o partido, por enquanto, não tem outro nome forte com chances de vencer a disputa.
O PSDB, por sua vez, vive o dilema de lançar candidato próprio ou apoiar a reeleição do prefeito Gilberto Kassab do DEM. A página online do jornal "O Globo" informa que os tucanos vão esperar a definição da ministra Marta Suplicy para, só então, decidir também que rumo tomar. O presidente do PSDB, senador José Guerra (PE), reuniu-se ontem com o governador José Serra (SP) e com o líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), para acertar a posição tucana. Os tucanos que defendem a candidatura própria querem o nome do ex-governador Geraldo Alckmin para candidato. José Serra prefere apoiar kassab.
É esperar pra ver quem vence a primeira batalha - a de nervos.
O que é um bom jornal?
No Blog do Ailton Medeiros, ele escreve sobre o livro “Os Melhores Jornais do Mundo - Uma Visão da Imprensa Internacional”, do jornalista econômico Matias M. Molina, um espanhol radicado no Brasil.
Publicado pela Editora Globo, o livro é uma coletânea de reportagens que Molina escreveu para o jornal "Valor Econômico". Segundo Ailton, a obra faz um perfil de 17 dos principais jornais do mundo, do século XVIII ao século XX.
Gostei da definição de Molina de que um bom jornal é aquele que se preocupa com a comunidade, transcrita por Ailton: “Um bom jornal diário tem de servir de consciência, de guardião e de guia dessa comunidade”.
E ele prossegue: “Também precisa ter uma curiosidade universal e fazer com que seus leitores participem dela”.
E os nossos jornalões, hein?! Será que se encaixam nesse conceito?
Publicado pela Editora Globo, o livro é uma coletânea de reportagens que Molina escreveu para o jornal "Valor Econômico". Segundo Ailton, a obra faz um perfil de 17 dos principais jornais do mundo, do século XVIII ao século XX.
Gostei da definição de Molina de que um bom jornal é aquele que se preocupa com a comunidade, transcrita por Ailton: “Um bom jornal diário tem de servir de consciência, de guardião e de guia dessa comunidade”.
E ele prossegue: “Também precisa ter uma curiosidade universal e fazer com que seus leitores participem dela”.
E os nossos jornalões, hein?! Será que se encaixam nesse conceito?
Crer também é pensar

João Alexandre é cantor, compositor, arranjador e produtor musical com mais de 20 anos de história na música cristã brasileira. Ele se define como "cristão por convicção e músico por profissão".
Em tempos de popularização da chamada música gospel, que toca até na novela das oito da Rede Globo, João Alexandre não se deixa atrair pelo glamour que seduziu tantos outros cantores evangélicos, elevados à condição de pop stars, como qualquer astro da música secular.
Para ele, a música cristã brasileira "dobrou em qualidade instrumental e vocal, triplicou em qualidade de produção e sextuplicou em superficialidade".
Mas João Alexandre não é um crítico apenas da superficialidade da atual música evangélica. Em suas letras, ele também faz questionamentos políticos, éticos e teológicos. Ele compõe e canta com fé e com o intelecto, não abrindo mão do princípio de que crer também é pensar.
No seu mais recente cd, uma música vem provocando grande estardalhaço no meio evangélico brasileiro. Em "É proibido pensar", ele faz severas críticas ao "esquema" e às "extravagâncias" das igrejas evangélicas brasileiras, notadamente às denominações neo-pentecostais, que promovem um verdadeiro comércio às custas da fé e da igenuidade dos fiéis.
Na letra da canção, o músico faz referência explícita às igrejas Renascer, Universal e Internacional da Graça, maiores representantes do segmento neo-pentecostal. A música também fala da espetacularização da fé, quando a televisão se transformou no grande púlpito virtual em busca das almas e dos dízimos das pessoas, das promessas instantâneas de milagres ( o "negócio com Deus") e da escravização do pensamento.
Na comunidade do cantor no Orkut, a discussão em torno da música está fervendo. A maioria concorda com a postura de João Alexandre de não se omitir e chamar para si "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam", como escreve o português José Saramago em "Ensaios sobre a cegueira". Há também aqueles, em menor número, que insistem em permanecer na "escuridão branca", alertando para os "perigos" de se "julgar o próximo".
Felizmente ainda existe alguém como João Alexandre na música cristã brasileira, que sabe fazer a diferença entre "julgar" e "discernir", nos presenteando com canções que estimulam a reflexão e enriquecem o espírito e o intelecto.
Confiram a seguir a letra de "É proibido pensar".
É PROIBIDO PENSAR
(Jalex)
PROCURO ALGUÉM PRA RESOLVER MEU PROBLEMA,
POIS NÃO CONSIGO ME ENCAIXAR NESSE ESQUEMA,
SÃO SEMPRE VARIAÇÕES DO MESMO TEMA,
MERAS REPETIÇÕES..
A EXTRAVAGÂNCIA VEM DE TODOS OS LADOS,
E FAZ CHOVER PROFETAS APAIXONADOS,
MORRENDO EM PÉ, ROMPENDO EM FÉ DOS CANSADOS....
QUE OUVEM SUAS CANÇÕES...
ESTAR DE BEM COM A VIDA É MUITO MAIS QUE RENASCER....
DEUS JÁ ME DEU SUA PALAVRA... E É POR ELA QUE EU AINDA GUIO MEU VIVER!
RECONSTRUINDO O QUE JESUS DERRUBOU...
RECOSTURANDO O VÉU QUE A CRUZ JA RASGOU...
RESSUSCITANDO A LEI, PISANDO NA GRAÇA, NEGOCIANDO COM DEUS!
NO SHOW DA FÉ MILAGRE É TÃO NATURAL,
QUE ATÉ PREGAR COM A MESMA VOZ É NORMAL...
NESSE EVANGELIQUÊS UNIVERSAL....
SE APOSSANDO DOS CÉUS...
ESTÃO DISTANTES DO TRONO, CAÇADORES DE DEUS AO SOM DE UM SHOFAR.
E MAIS UM ÍDOLO IMPORTADO DITA AS REGRAS PARA NOS ESCRAVIZAR:
É PROIBIDO PENSAR !!!
PROCURO ALGUÉM PRA RESOLVER MEU PROBLEMA,
POIS NÃO CONSIGO ME ENCAIXAR NESSE ESQUEMA,
SÃO SEMPRE VARIAÇÕES DO MESMO TEMA,
MERAS REPETIÇÕES..
A EXTRAVAGÂNCIA VEM DE TODOS OS LADOS,
E FAZ CHOVER PROFETAS APAIXONADOS,
MORRENDO EM PÉ, ROMPENDO EM FÉ DOS CANSADOS....
QUE OUVEM SUAS CANÇÕES...
ESTAR DE BEM COM A VIDA É MUITO MAIS QUE RENASCER....
DEUS JÁ ME DEU SUA PALAVRA... E É POR ELA QUE EU AINDA GUIO MEU VIVER!
RECONSTRUINDO O QUE JESUS DERRUBOU...
RECOSTURANDO O VÉU QUE A CRUZ JA RASGOU...
RESSUSCITANDO A LEI, PISANDO NA GRAÇA, NEGOCIANDO COM DEUS!
NO SHOW DA FÉ MILAGRE É TÃO NATURAL,
QUE ATÉ PREGAR COM A MESMA VOZ É NORMAL...
NESSE EVANGELIQUÊS UNIVERSAL....
SE APOSSANDO DOS CÉUS...
ESTÃO DISTANTES DO TRONO, CAÇADORES DE DEUS AO SOM DE UM SHOFAR.
E MAIS UM ÍDOLO IMPORTADO DITA AS REGRAS PARA NOS ESCRAVIZAR:
É PROIBIDO PENSAR !!!
A escola de samba e o tráfico
Na matéria do "Domingo Espetacular", apareceram imagens do chefe do tráfico de drogas do morro da Mangueira, Francisco Testas Monteiro, conhecido como Tuchinha.
Tuchinha é um dos compositores da escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Ele compôs o samba-enredo da Mangueira do carnaval deste ano.
A Polícia Civil do Rio está investigando a ligação da escola de samba com o tráfico de drogas. Deveria investigar todas as outras escolas também, que são igualmente financiadas pelo jogo do bicho e pelo narcotráfico.
Isso a Globo não diz quando tá transmitindo os desfiles de carnaval das escolas do Rio.
Tuchinha é um dos compositores da escola de samba Estação Primeira de Mangueira. Ele compôs o samba-enredo da Mangueira do carnaval deste ano.
A Polícia Civil do Rio está investigando a ligação da escola de samba com o tráfico de drogas. Deveria investigar todas as outras escolas também, que são igualmente financiadas pelo jogo do bicho e pelo narcotráfico.
Isso a Globo não diz quando tá transmitindo os desfiles de carnaval das escolas do Rio.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Eu vi na TV
Dominho passado (dia 13), o programa "Domingo Espetacular" da Record exibiu uma matéria do jornalista Paulo Henrique Amorim no morro da Mangueira, tradicional comunidade da periferia do Rio de Janeiro.
PHA subiu o morro e acompanhou a "Operação Carnaval" da Polícia Civil, que tinha a missão de invadir e ocupar a "fortaleza do tráfico" e derrubar um muro de proteção construído pelos traficantes em local estratégico, que dava uma visão privilegiada da entrada do morro. Era de lá que os traficantes viam os policias subindo o morro e praticavam a "caça ao pato" - atiravam nos PM's, alvos fáceis para os fuzis dos traficantes.
Na terça-feira (dia 15), O "SBT Brasil" exibiu uma matéria sobre os hábitos dos traficantes do complexo de favelas do morro do Alemão, também no Rio de Janeiro. A repórter (não lembro o nome) entrevistou traficantes encapuzados e armados com fuzis.
Parece competição pra ver quem mostra mais favela.
PHA subiu o morro e acompanhou a "Operação Carnaval" da Polícia Civil, que tinha a missão de invadir e ocupar a "fortaleza do tráfico" e derrubar um muro de proteção construído pelos traficantes em local estratégico, que dava uma visão privilegiada da entrada do morro. Era de lá que os traficantes viam os policias subindo o morro e praticavam a "caça ao pato" - atiravam nos PM's, alvos fáceis para os fuzis dos traficantes.
Na terça-feira (dia 15), O "SBT Brasil" exibiu uma matéria sobre os hábitos dos traficantes do complexo de favelas do morro do Alemão, também no Rio de Janeiro. A repórter (não lembro o nome) entrevistou traficantes encapuzados e armados com fuzis.
Parece competição pra ver quem mostra mais favela.
Deu no Correio
Manchete de quarta-feira do "Correio da Tarde":
"Wilma busca conversa com Carlos para falar sobre política"
Depois eles reclamam...
Tô começando a gostar desse negócio de apontar as cagadas das manchetes.
"Wilma busca conversa com Carlos para falar sobre política"
Depois eles reclamam...
Tô começando a gostar desse negócio de apontar as cagadas das manchetes.
Eu vi na novela
Segunda-feira assisti uma das cenas mais patéticas que já vi numa novela brasileira. Foi em "Duas Caras", obra do intragável Aguinaldo Silva.
A cena era a inauguração de um restaurante na fictícia favela da Portelinha. Bernardinho, o dono do restaurante na trama, havia prometido levar um artista global à festa do seu estabelecimento.
Estavam todos curiosos pra saber quem era o artista. O tempo foi passando e nada da celebridade aparecer. O povo foi ficando nervoso. Bernardinho anunciou que o artista não viria mais, porque estava gravando na Globo. Teve início o tumulto. "Isso é coisa de bambi", disse uma mulher, acusando o dono do restaurante de fantasiar sobre a vinda do artista.
O bambi saiu correndo do local e foi perseguido por um grupo de homens que estavam na inauguração. Entre em beco, sai em beco, a perseguição termina no restaurante, quando Bernardinho puxa a faca e ameaça seus perseguidores. "Chegou um carrão aí em frente. Deve ser o artista da Globo", avisa alguém. A faca não será mais necessária.
Eis que surge Tony Ramos, o artista prometido por Bernardinho. No papel dele mesmo, vai à favela acompanhado da sua esposa para prestigiar o novo restaurante. A patuléia saúda a celebridade. Muitas palmas enquanto o casal dirigi-se à mesa reservada. "Ele é o homem da minha vida", sussurra uma personagem. Pedidos de autógrafos, poses para fotos, mais aplausos efusivos. É um circo. Tony Ramos e sua mulher estão visivelmente constrangidos. Também não é pra menos. Pagar um mico daquele não é pra qualquer um. Definitivamente, não se fazem mais novelas como antigamente.
A cena era a inauguração de um restaurante na fictícia favela da Portelinha. Bernardinho, o dono do restaurante na trama, havia prometido levar um artista global à festa do seu estabelecimento.
Estavam todos curiosos pra saber quem era o artista. O tempo foi passando e nada da celebridade aparecer. O povo foi ficando nervoso. Bernardinho anunciou que o artista não viria mais, porque estava gravando na Globo. Teve início o tumulto. "Isso é coisa de bambi", disse uma mulher, acusando o dono do restaurante de fantasiar sobre a vinda do artista.
O bambi saiu correndo do local e foi perseguido por um grupo de homens que estavam na inauguração. Entre em beco, sai em beco, a perseguição termina no restaurante, quando Bernardinho puxa a faca e ameaça seus perseguidores. "Chegou um carrão aí em frente. Deve ser o artista da Globo", avisa alguém. A faca não será mais necessária.
Eis que surge Tony Ramos, o artista prometido por Bernardinho. No papel dele mesmo, vai à favela acompanhado da sua esposa para prestigiar o novo restaurante. A patuléia saúda a celebridade. Muitas palmas enquanto o casal dirigi-se à mesa reservada. "Ele é o homem da minha vida", sussurra uma personagem. Pedidos de autógrafos, poses para fotos, mais aplausos efusivos. É um circo. Tony Ramos e sua mulher estão visivelmente constrangidos. Também não é pra menos. Pagar um mico daquele não é pra qualquer um. Definitivamente, não se fazem mais novelas como antigamente.
Deu na Gazeta
Manchete da "Gazeta do Oeste" desta quarta-feira:
"Médicos suspeitos de ganharem sem trabalhar no Tarcísio Maia".
Dá pra acreditar?
"Médicos suspeitos de ganharem sem trabalhar no Tarcísio Maia".
Dá pra acreditar?
Leveza
Por Cecília Meireles
Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.
Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Relações Perigosas

A edição desta semana da revista "Carta Capital" traz uma reportagem especial, tema da capa, sobre o jogador Kaká e sua relação com a Igreja Renascer em Cristo, liderada pelo casal de bispos Estevam e Sônia Hernandes.
A reportagem é intitulada "Fé, família e dinheiro" e revela que o Ministério Público de São Paulo, através do promotor Marcelo Batlouni Mendroni, enviou uma série de perguntas ao jogador do Milan e da seleção brasileira, questionando, por exemplo, o grau de amizade entre ele e os líderes da Renascer e se Kaká tinha consciência das acusações que pairavam contra o casal Hernandes.
Em janeiro do ano passado, Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Moraes Hernandes foram presos em Miami, acusados de entrar ilegalmente com dinheiro nos Estados Unidos. No primeiro momento, eles foram condenados a sete meses de liberdade provisória, vigiados por braceletes magnéticos, por entrarem com quase 60 mil dólares escondidos numa Bíblia. Em agosto, informa a "Carta Capital", foram condenados a dez meses de prisão – cinco em regime fechado, cinco em prisão domiciliar. A pena será cumprida de forma alternada (primeiro ele, depois ela), para que os pais possam cuidar do filho, Gabriel. Estevam já cumpriu sua parte no regime fechado e Sônia deverá ser levada para a penitenciária em breve.
Ainda segundo a revista, Estevam e Sônia também são investigados no Brasil pela existência de “uma grande quantidade de empresas ligadas à Renascer por um esquema formado por um clã familiar que controla os investimentos e que, em pouquíssimo tempo, acumulou verdadeiras fortunas aproveitando da fé religiosa dos outros e realizando negócios ilegais”.
A reportagem prossegue:
Além de Estevam e Sônia, a denúncia envolve diretamente o filho mais velho do casal, Felipe Daniel, conhecido pelos fiéis como “bispo” Tide, e sua mulher, Fernanda. Os quatro investigados são descritos como “os verdadeiros proprietários das empresas” ligadas à seita. O texto prossegue: “Apesar das entradas excepcionais que recebem, possuem poucos bens em seu nome e uma grande quantidade de protestos”.
Os Hernandes não são os únicos envolvidos. Entre os outros, o documento cita claramente Leonardo Abbud, Antonio Carlos Ayres Abbud e Ricardo Abbud, que teriam a função de laranjas, para simular a propriedade de algumas empresas.
Os crimes cometidos pelo casal de bispos, segundo a denúncia do MP, configurariam a prática de “lavagem de dinheiro e a obtenção de atividades ilegais, seja por meio do engano da fé de outros, seja por uma série de fraudes”.
Outro questionamento enviado ao jogador Kaká é sobre as contribuições financeiras que ele faz à Renascer. A revista cita que o dízimo anual que o jogador entrega à igreja chega aos R$ 2 milhões. A intenção do MP é saber sobre as operações finaceiras da igreja, que "não teriam sido declaradas às autoridades brasileiras”.
A reportagem acerta ao informar sobre o desejo do MP de interrogar o jogador Kaká, eleito o melhor do mundo em 2007 pela FIFA, a respeito da sua relação pessoal e financeira com dois acusados de crimes financeiros no Brasil.
Mas a mesma reportagem erra quando emprega tom de deboche ao descrever o apego de Kaká às suas práticas de fé e quando descreve as desavenças familiares entre o jogador e sua sogra, descrita como católica fervorosa.
"Carta Capital" beirou o sensacionalismo. Deu voz às queixas da sogra católica, inconformada com a conversão da filha à nova religião, mas não reproduziu nenhuma declaração de Kaká nem da sua esposa.
A revista chegou a especular se as acusações contra os bispos e a Renascer poderiam azedar ainda mais a relação entre Kaká e a sogra. Ficou parecendo matéria da "Contigo!", especializada em fofoca sobre a vida dos artistas.
Esse tipo de abordagem sensacionalista não combina com a "Carta Capital". Infelizmente, a revista teve uma recaída e embarcou no jornalismo estilo "Veja".
P.S. Eu Te Amo

Sexta-feira passada fui ao cinema. Assisti "P.S. Eu te amo".
É um filme dolorosamente lindo.
Holly (Hilary Swank) e Gerry (Gerard Butler) são um casal apaixonado, mas vivem às turras. A grana é curta e eles não podem ter o filho que tanto desejam.
O destino resolve pregar uma daquelas peças de mau gosto e Gerry morre com um tumor no cérebro. A vida de Holly desaba e a nossa mocinha entra numa espiral de dor e desassossêgo.
No dia do seu aniversário, quando sua mãe e as duas melhores amigas vão vistá-la, ela descobre que Gerry havia deixado uma série de cartas de amor para ajudá-la em sua ausência.
As cartas amenizam o sofrimento da perda, porque é como se Gerry ainda estive ali por perto. Mas, ao mesmo tempo, esse é um exercício doloroso, porque cada carta remete a um momento vivido, a uma época feliz que não voltará mais. Afinal, apesar das cartas, Gerry foi embora para sempre.
O filme é repleto de clichês, situações previsíveis e muita água com açúcar. Mesmo assim eu adorei. Esse tema da perda, lidar com a ausência de alguém que amamos, essa saudade que parece do tamanho de uma galáxia desconhecida, tudo isso é partilhado por todos nós. Não há como não se comover com a dor de Holly.
Eu sei que é cinema, que os sentimentos são exacerbados pra provocar justamente essa comoção nas pessoas e que isso é um mergulho fora da realidade. Mas acho que uma saidinha da realidade de vez em quando faz bem.
É um filme dolorosamente lindo.
Holly (Hilary Swank) e Gerry (Gerard Butler) são um casal apaixonado, mas vivem às turras. A grana é curta e eles não podem ter o filho que tanto desejam.
O destino resolve pregar uma daquelas peças de mau gosto e Gerry morre com um tumor no cérebro. A vida de Holly desaba e a nossa mocinha entra numa espiral de dor e desassossêgo.
No dia do seu aniversário, quando sua mãe e as duas melhores amigas vão vistá-la, ela descobre que Gerry havia deixado uma série de cartas de amor para ajudá-la em sua ausência.
As cartas amenizam o sofrimento da perda, porque é como se Gerry ainda estive ali por perto. Mas, ao mesmo tempo, esse é um exercício doloroso, porque cada carta remete a um momento vivido, a uma época feliz que não voltará mais. Afinal, apesar das cartas, Gerry foi embora para sempre.
O filme é repleto de clichês, situações previsíveis e muita água com açúcar. Mesmo assim eu adorei. Esse tema da perda, lidar com a ausência de alguém que amamos, essa saudade que parece do tamanho de uma galáxia desconhecida, tudo isso é partilhado por todos nós. Não há como não se comover com a dor de Holly.
Eu sei que é cinema, que os sentimentos são exacerbados pra provocar justamente essa comoção nas pessoas e que isso é um mergulho fora da realidade. Mas acho que uma saidinha da realidade de vez em quando faz bem.
Às vezes eu preciso me desplugar de tudo, pra depois voltar e poder levar essa vidinha cotidiana, com meus moinhos de vento.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Fim das férias
Retornei hoje à Natal. Havia viajado para Alexandria, terra onde nasci, para passar os festejos de final de ano com minha família.
Meu pai fez questão de organizar um jantar lá em casa na noite do reveillon para reunir os amigos e comemorar minha formatura.
Eu sou uma pouco avesso a essas comemorações, porque fico meio sem jeito. Não tenho o talento que se requer de um bom sicerone - nem sei fingir o suficiente.
Mas o rega-bofe até que foi bom. Alguns amigos que não via há algum tempo apareceram, enquanto outros ignoraram solenemente meu convite.
Rodinha de conversa política, com ex-prefeitos, vereadores e observadores que, mesmo não entendendo nada, adoram dar um pitaco. A prosa era sobre as eleições deste ano para prefeito.
Perto da meia-noite, fui à Igreja Presbiteriana, onde sempre passo as viradas de ano.
Nas outras vezes que fui à Alexandria, a falta do que fazer e o calor insuportável sempre me faziam querer voltar o mais rápido possível pra Natal. Mas dessa vez foi diferente. Não queria voltar tão cedo.
E não é que tenha acontecido algo diferente. Tudo está absolutamente do mesmo jeito por lá. Os dias são absolutamente iguais. Às vezes se tem a sensação de que lá o tempo esqueceu de passar. Mas acho que era precisamente disso que eu estava necessitando. Dar uma parada em tudo. Não ter problemas pra administrar. Pelo menos por alguns dias, imaginar que há sim um abrigo contra o mal.
Meu pai fez questão de organizar um jantar lá em casa na noite do reveillon para reunir os amigos e comemorar minha formatura.
Eu sou uma pouco avesso a essas comemorações, porque fico meio sem jeito. Não tenho o talento que se requer de um bom sicerone - nem sei fingir o suficiente.
Mas o rega-bofe até que foi bom. Alguns amigos que não via há algum tempo apareceram, enquanto outros ignoraram solenemente meu convite.
Rodinha de conversa política, com ex-prefeitos, vereadores e observadores que, mesmo não entendendo nada, adoram dar um pitaco. A prosa era sobre as eleições deste ano para prefeito.
Perto da meia-noite, fui à Igreja Presbiteriana, onde sempre passo as viradas de ano.
Nas outras vezes que fui à Alexandria, a falta do que fazer e o calor insuportável sempre me faziam querer voltar o mais rápido possível pra Natal. Mas dessa vez foi diferente. Não queria voltar tão cedo.
E não é que tenha acontecido algo diferente. Tudo está absolutamente do mesmo jeito por lá. Os dias são absolutamente iguais. Às vezes se tem a sensação de que lá o tempo esqueceu de passar. Mas acho que era precisamente disso que eu estava necessitando. Dar uma parada em tudo. Não ter problemas pra administrar. Pelo menos por alguns dias, imaginar que há sim um abrigo contra o mal.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Governo diz que aplica mais em reforma agrária, apesar de desapropriar menos
De Morillo Carvalho para a Agência Brasil:
O governo federal desapropriou 204,5 mil hectares de terras ao longo de 2007. Em comparação com o ano anterior, quando foram desapropriados 538,6 mil hectares, a queda foi de 62%.
Entretanto, o governo afirma que o investimento na redistribuição de terras aumentou. Durante o ano passado, foram destinados à reforma agrária cerca de R$ 4 bilhões - o maior valor registrado nos últimos 10 anos, garante o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel.
Cassel afirmou que não é possível avaliar a situação da reforma agrária no país usando apenas o número de desapropriações feitas pelo governo, já que outros mecanismos - como a compra de terras, retomada de terras públicas e resolução de conflitos judiciais - também são utilizados para redistribuição de áreas para comunidades.
“Foi o ano [2007] em que o governo mais investiu em compra de terras, por exemplo. Foram destinados cerca de R$ 1,4 bilhão para a aquisição de áreas que serão usadas para a reforma agrária”, afirmou.
Dados preliminares do ministério apontam para R$ 988 milhões destinados ao crédito para famílias assentadas e R$ 241 milhões para obras de infra-estrutura nessas áreas.
“Diminuímos a meta sobre o número de famílias que seriam assentadas para aumentarmos os investimentos nos assentamentos já existentes”, completou o ministro.
Cassel reconheceu, no entanto, que, mesmo com o objetivo de beneficiar menos famílias, a meta de 2007 não foi alcançada. “Ainda não temos o número absoluto, mas não fechamos o número de assentados. A meta era assentar 100 mil famílias, mas conseguimos cerca de 70 mil”, admitiu.
Os índices de produtividade (avaliação feita por técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra - de áreas passíveis de desapropriação) que continuam desatualizados – são de 1975 – são o principal problema, segundo o ministro, para o baixo número de desapropriações e o não-atingimento da meta de assentamentos.
Em novembro do ano passado, Cassel admitiu que os estudos para atualizar os índices de produtividade já estavam concluídos e seriam formatados em uma portaria interministerial (do MDA com o Ministério da Agricultura), mas que ela não foi publicada porque o governo aguardava um momento político adequado para fazê-lo.
A falta da revisão destes índices, de acordo com o ministro, traz duas consequências: estimula a improdutividade e impossibilita a obtenção de novas áreas para a reforma agrária. Questionado se este seria o melhor momento para atualização dos índices de produtividade, Cassel admitiu que sim.
“Este é um bom momento de fazer a atualização dos índices de produtividade. Especialmente porque essa atualização não atrapalha ninguém. Não conheço ninguém que defenda a improdutividade”, afirmou.
Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o ano de 2007 foi marcado pela ausência de medidas efetivas para reforma agrária. A entidade afirma que 2007 foi um "ano perdido" por causa da falta de ações do governo e também por causa da greve do Incra, no primeiro semestre, o que atrasou o andamento de diversas iniciativas.
O governo federal desapropriou 204,5 mil hectares de terras ao longo de 2007. Em comparação com o ano anterior, quando foram desapropriados 538,6 mil hectares, a queda foi de 62%.
Entretanto, o governo afirma que o investimento na redistribuição de terras aumentou. Durante o ano passado, foram destinados à reforma agrária cerca de R$ 4 bilhões - o maior valor registrado nos últimos 10 anos, garante o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel.
Cassel afirmou que não é possível avaliar a situação da reforma agrária no país usando apenas o número de desapropriações feitas pelo governo, já que outros mecanismos - como a compra de terras, retomada de terras públicas e resolução de conflitos judiciais - também são utilizados para redistribuição de áreas para comunidades.
“Foi o ano [2007] em que o governo mais investiu em compra de terras, por exemplo. Foram destinados cerca de R$ 1,4 bilhão para a aquisição de áreas que serão usadas para a reforma agrária”, afirmou.
Dados preliminares do ministério apontam para R$ 988 milhões destinados ao crédito para famílias assentadas e R$ 241 milhões para obras de infra-estrutura nessas áreas.
“Diminuímos a meta sobre o número de famílias que seriam assentadas para aumentarmos os investimentos nos assentamentos já existentes”, completou o ministro.
Cassel reconheceu, no entanto, que, mesmo com o objetivo de beneficiar menos famílias, a meta de 2007 não foi alcançada. “Ainda não temos o número absoluto, mas não fechamos o número de assentados. A meta era assentar 100 mil famílias, mas conseguimos cerca de 70 mil”, admitiu.
Os índices de produtividade (avaliação feita por técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra - de áreas passíveis de desapropriação) que continuam desatualizados – são de 1975 – são o principal problema, segundo o ministro, para o baixo número de desapropriações e o não-atingimento da meta de assentamentos.
Em novembro do ano passado, Cassel admitiu que os estudos para atualizar os índices de produtividade já estavam concluídos e seriam formatados em uma portaria interministerial (do MDA com o Ministério da Agricultura), mas que ela não foi publicada porque o governo aguardava um momento político adequado para fazê-lo.
A falta da revisão destes índices, de acordo com o ministro, traz duas consequências: estimula a improdutividade e impossibilita a obtenção de novas áreas para a reforma agrária. Questionado se este seria o melhor momento para atualização dos índices de produtividade, Cassel admitiu que sim.
“Este é um bom momento de fazer a atualização dos índices de produtividade. Especialmente porque essa atualização não atrapalha ninguém. Não conheço ninguém que defenda a improdutividade”, afirmou.
Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o ano de 2007 foi marcado pela ausência de medidas efetivas para reforma agrária. A entidade afirma que 2007 foi um "ano perdido" por causa da falta de ações do governo e também por causa da greve do Incra, no primeiro semestre, o que atrasou o andamento de diversas iniciativas.
No governo FHC, tucanos defendiam aumento do IOF
Paulo Henrique Amorim resgatou um artigo do senador Arthur Virgilio (PSDB-AM), aquele nervosinho que certa vez ameaçou dar uma surra no presidente Lula, publicado na Folha de São Paulo de 18 de abril de 2002, no qual o tucano defende o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para compensar a perda da CPMF, posteriormente reestabelecida pelo Congresso Nacional.
No artigo, Virgílio disse que a perda da CPMF abria um "buraco inaceitável nas contas públicas brasileiras."
Para o senador, naquela época, a CPMF fazia muita falta e " vácuo aberto pela frustração parcial de arrecadação" do imposto justificava o aumento do IOF, garantindo a manutenção do equilíbrio fiscal, conforme exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Virgílio disse mais: "Com o governo Fernando Henrique, ajuste fiscal é pré-requisito, é coisa básica e é para valer."
No final do artigo, o senador nos ensina que governar não é "torcer a verdade e tentar iludir a sociedade, nem mesmo nessa época nervosa de disputas eleitorais."
Arthur Virgilio é a personificação exata da hipocrisia política brasileira - perde apenas para José Agripino, líder dos "demos" no Senado.
O artigo do tucano deveria ser lido em plenário por algum senador da base governista. Adoraria vê-lo desdizer o que escreveu no passado. Certamente, alegaria que a conjuntura da época era outra e diria, como seu guru FHC: "esqueçam o que escrevi".
No artigo, Virgílio disse que a perda da CPMF abria um "buraco inaceitável nas contas públicas brasileiras."
Para o senador, naquela época, a CPMF fazia muita falta e " vácuo aberto pela frustração parcial de arrecadação" do imposto justificava o aumento do IOF, garantindo a manutenção do equilíbrio fiscal, conforme exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Virgílio disse mais: "Com o governo Fernando Henrique, ajuste fiscal é pré-requisito, é coisa básica e é para valer."
No final do artigo, o senador nos ensina que governar não é "torcer a verdade e tentar iludir a sociedade, nem mesmo nessa época nervosa de disputas eleitorais."
Arthur Virgilio é a personificação exata da hipocrisia política brasileira - perde apenas para José Agripino, líder dos "demos" no Senado.
O artigo do tucano deveria ser lido em plenário por algum senador da base governista. Adoraria vê-lo desdizer o que escreveu no passado. Certamente, alegaria que a conjuntura da época era outra e diria, como seu guru FHC: "esqueçam o que escrevi".
Águas do São Francisco só chegam ao RN depois de 2010
O Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, disse, em entrevista a Paulo Henrique Amorim, que a transposição do Rio São Francisco será "irreversível". De acordo com o ministro, até 2010 o Eixo Leste da transposição, que leva água para a Paraíba, estará concluído.
O Eixo Norte, que trará água ao Rio Grande do Norte, ficará para depois. Mas o ministro garantiu que a obra não será abandonada, mesmo após o fim do mandato do presidente Lula. "(Vamos) dar mais celeridade para podermos inaugurar o Eixo Leste, que é o que leva água para a Paraíba, ainda no Governo do Presidente Lula e procuramos deixar o Eixo Norte avançada a obra de tal forma que torne algo irreversível e obrigatória de ser concluída por qualquer que seja o Presidente da República", disse ele a PHA.
O Eixo Leste vai retirar 10 m³/segundo de água do Rio São Francisco. Já o Eixo Norte vai retirar 16,4 m³/segundo de água do São Francisco. Esse total representa 1,4% da vazão total do Rio São Francisco.
O Eixo Norte, que trará água ao Rio Grande do Norte, ficará para depois. Mas o ministro garantiu que a obra não será abandonada, mesmo após o fim do mandato do presidente Lula. "(Vamos) dar mais celeridade para podermos inaugurar o Eixo Leste, que é o que leva água para a Paraíba, ainda no Governo do Presidente Lula e procuramos deixar o Eixo Norte avançada a obra de tal forma que torne algo irreversível e obrigatória de ser concluída por qualquer que seja o Presidente da República", disse ele a PHA.
O Eixo Leste vai retirar 10 m³/segundo de água do Rio São Francisco. Já o Eixo Norte vai retirar 16,4 m³/segundo de água do São Francisco. Esse total representa 1,4% da vazão total do Rio São Francisco.
Pesquisas erram feio e Hillary vence em New Hampshire
Está ficando cada vez mais difícil acreditar em pesquisa de opinião e intenção de voto. Quando todas as pesquisas davam como certa a vitória de Barack Obama sobre Hillary Clinton em New Hampshire, a senadora e ex-primeira-dama ressurge das cinzas e vence as primárias democratas por 39% a 37%.
As primárias foram realizadas ontem (terça-feira, dia 8) e o resultado foi conhecido na madrugada desta quarta-feira. Em terceiro lugar ficou John Edwards, com 17%.
Entre os republicanos, não houve surpresas. O vencedor foi John McCain, com 37% dos votos. Mitt Romney ficou em segundo, com 32%. O ex-governador Mike Huckabee, vencedor em Iowa, ficou na terceira colocação, com 11% dos votos apurados.
A vitória de Hillary em New Hampshire coloca em xeque a credibilidade das pesquisas.
No Brasil, o histórico de manipulação de pesquisas é longo e bastante conhecido.
Ninguém imaginava que nos Estados Unidos pudesse acontecer a mesma coisa.
Qualquer pesquisa sobre as eleições americanas, de agora em diante, será vista com desconfiança.
No Brasil, pesquisas eleitorais são encaradas e noticiadas como previsões determinísticas de caráter irrevogável.
Prova disso são as pesquisas para as eleições presidenciais de 2010, que, como lembra Paulo Henrique Amorim em seu "Conversa Afiada", com três anos de antecedência dão como certa a eleição de José Serra.
Nem é preciso ir muito longe. Em Natal, as pesquisas já decidiram quem vai governar a cidade a partir do ano que vem.
As primárias foram realizadas ontem (terça-feira, dia 8) e o resultado foi conhecido na madrugada desta quarta-feira. Em terceiro lugar ficou John Edwards, com 17%.
Entre os republicanos, não houve surpresas. O vencedor foi John McCain, com 37% dos votos. Mitt Romney ficou em segundo, com 32%. O ex-governador Mike Huckabee, vencedor em Iowa, ficou na terceira colocação, com 11% dos votos apurados.
A vitória de Hillary em New Hampshire coloca em xeque a credibilidade das pesquisas.
No Brasil, o histórico de manipulação de pesquisas é longo e bastante conhecido.
Ninguém imaginava que nos Estados Unidos pudesse acontecer a mesma coisa.
Qualquer pesquisa sobre as eleições americanas, de agora em diante, será vista com desconfiança.
No Brasil, pesquisas eleitorais são encaradas e noticiadas como previsões determinísticas de caráter irrevogável.
Prova disso são as pesquisas para as eleições presidenciais de 2010, que, como lembra Paulo Henrique Amorim em seu "Conversa Afiada", com três anos de antecedência dão como certa a eleição de José Serra.
Nem é preciso ir muito longe. Em Natal, as pesquisas já decidiram quem vai governar a cidade a partir do ano que vem.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Os "demos" defendem os bancos
O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (PT), acusou o DEM, partido do senador potiguar José Agripino, de defender o interesse dos bancos.
"O argumento de que as alíquotas serão diferentes faz cair a máscara da oposição. Para derrubar a CPMF eles argumentaram que estavam lutando pelos mais pobres e agora querem que os bancos paguem o mesmo que a pessoa física?", disse o deputado petista à Folha de São Paulo.
O DEM entrou no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ação para tentar barrar o aumento de impostos promovido pelo governo federal para compensar as perdas com o fim da CPMF.
"O argumento de que as alíquotas serão diferentes faz cair a máscara da oposição. Para derrubar a CPMF eles argumentaram que estavam lutando pelos mais pobres e agora querem que os bancos paguem o mesmo que a pessoa física?", disse o deputado petista à Folha de São Paulo.
O DEM entrou no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma ação para tentar barrar o aumento de impostos promovido pelo governo federal para compensar as perdas com o fim da CPMF.
Garibaldi desiste de gaiatice
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), voltou atrás e não vai mais convocar a Comissão Representativa do Congresso Nacional, como cogitara antes. Segundo o portal de notícas "Terra", Garibaldi se baseou no aprecer da assessoria jurídica do Senado para negar a convocação da Comissão Representativa.
O pedido para convocar a comissão foi feito pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). Eles queriam que a comissão se reunisse durante o recesso para sustar o aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O pedido para convocar a comissão foi feito pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). Eles queriam que a comissão se reunisse durante o recesso para sustar o aumento na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Garibaldi bota as asasinhas de fora
Bastou ser eleito presidente do Senado para Garibaldi Alves Filho começar a botar as asasinhas de fora.
Primeiro ele disse que poderia convocar a comissão representativa do Congresso para votar um um projeto de decreto legislativo do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que suspende os efeitos da instrução normativa que obriga as instituições financeiras a repassar a cada semestre à Receita Federal dados sobre as operações de pessoas físicas. A informação é da Folha Online.
Ainda segundo a Folha Online, a tal comissão, formada por deputados e senadores, também poderá analisar outro projeto, que será protocolado hoje pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) na Mesa Diretora do Senado, para anular as medidas anunciadas pelo governo para compensar a perda de arrecadação provocada pela extinção da CPMF.
Garibladi também fez coro às críticas da oposição e disse que o governo quebrou o acordo que havia firmado para não aumentar os impostos.
Para Garibaldi, "faltou diálogo" do governo com a oposição.
Engraçado é que quando Garibaldi chegou à Presidência do Senado, ele mesmo disse que não daria trabalho ao governo.
É mesmo um gaiato esse Garibaldi.
Primeiro ele disse que poderia convocar a comissão representativa do Congresso para votar um um projeto de decreto legislativo do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), que suspende os efeitos da instrução normativa que obriga as instituições financeiras a repassar a cada semestre à Receita Federal dados sobre as operações de pessoas físicas. A informação é da Folha Online.
Ainda segundo a Folha Online, a tal comissão, formada por deputados e senadores, também poderá analisar outro projeto, que será protocolado hoje pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) na Mesa Diretora do Senado, para anular as medidas anunciadas pelo governo para compensar a perda de arrecadação provocada pela extinção da CPMF.
Garibladi também fez coro às críticas da oposição e disse que o governo quebrou o acordo que havia firmado para não aumentar os impostos.
Para Garibaldi, "faltou diálogo" do governo com a oposição.
Engraçado é que quando Garibaldi chegou à Presidência do Senado, ele mesmo disse que não daria trabalho ao governo.
É mesmo um gaiato esse Garibaldi.
Cadê Thaisa Galvão?
Galerinha, o que está acontecendo com o Blog da Thaisa Galvão, a maior especialista em fofolítica do Rio Grande do Norte?
Faz dias que tento acessar, mas o site está fora do ar.
Vai ver que o problema é aqui no meu pc e eu não tô sabendo.
Alguém aí tá conseguindo acessar o blog da moça?
Faz dias que tento acessar, mas o site está fora do ar.
Vai ver que o problema é aqui no meu pc e eu não tô sabendo.
Alguém aí tá conseguindo acessar o blog da moça?
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
O Mapa da Droga
RN está na rota internacional do tráfico de drogas, segundo "Diário de Natal"
Matéria principal da edição de ontem do Diário de Natal/O Poti, assinada pela repórter Karine Brito, sustenta que a quantidade de droga apreendida no Rio Grande do Norte coloca o Estado no mapa da rota internacional do tráfico de drogas. Karine diz basear-se em estatísticas fornecidas pelas Polícias Civil, Federal e Rodoviária.
De acordo com o levantamento feito pela repórter do DN, em 2006 foram apreendidos 74,5kg de maconha durante operações padrão realizadas nas estradas. Até meados de dezembro de 2007, esse número passou para 374,5kg, o que representa um aumento de 402,7% de um ano para outro. A reportagem, porém, não faz um comparativo da quantidade de drogas apreendida aqui no RN com as apreensões realizadas em outros Estados.
Karine explicou o aumento da droga apreendida com uma pérola jornalística: "E o pior, esse número tem crescido a cada ano, pois quanto mais se procura mais se acha. O que parece óbvio, mas não deveria ser, afinal, o objetivo é exterminar o tráfico de drogas."
Karine deveria ganhar o prêmio Pulitzer pela brilhante reportagem. É uma pena que a honraria seja concedida apenas a jornalistas americanos.
Matéria principal da edição de ontem do Diário de Natal/O Poti, assinada pela repórter Karine Brito, sustenta que a quantidade de droga apreendida no Rio Grande do Norte coloca o Estado no mapa da rota internacional do tráfico de drogas. Karine diz basear-se em estatísticas fornecidas pelas Polícias Civil, Federal e Rodoviária.
De acordo com o levantamento feito pela repórter do DN, em 2006 foram apreendidos 74,5kg de maconha durante operações padrão realizadas nas estradas. Até meados de dezembro de 2007, esse número passou para 374,5kg, o que representa um aumento de 402,7% de um ano para outro. A reportagem, porém, não faz um comparativo da quantidade de drogas apreendida aqui no RN com as apreensões realizadas em outros Estados.
Karine explicou o aumento da droga apreendida com uma pérola jornalística: "E o pior, esse número tem crescido a cada ano, pois quanto mais se procura mais se acha. O que parece óbvio, mas não deveria ser, afinal, o objetivo é exterminar o tráfico de drogas."
Karine deveria ganhar o prêmio Pulitzer pela brilhante reportagem. É uma pena que a honraria seja concedida apenas a jornalistas americanos.
A Folha estraga meus planos
Logo no primeiro dia do ano postei aqui minha listinha para 2008.
A Folha de São Paulo estragou meus planos com a matéria "10 não-resoluções de Ano Novo", na edição de ontem (dia 6).
Adriana Küchler, que assina a matéria, disse que esse tipo de listinha não funciona. "Resoluções de virada de ano que começam como um lindo passo em direção a uma vida melhor geralmente terminam como o vergonhoso primeiro fracasso do ano."
Ela sugere que o melhor é trocar as resoluções e promessas por planejamento e estratégia. "Antes de realizar, ops, planejar suas resoluções, reavalie a sua lista e considere os conselhos do psicólogo americano Robert R. Butterworth: faça apenas uma promessa, que seja realista e não fantasiosa, não conte para ninguém e, se falhar, não desista."
Entre os itens mais freqüentes das listas de ano novo que a reportagem "desmontou", três constam da minha lista particular: entrar na academia, ler mais e acordar cedo.
Confira as dicas da Folha para cada um destes itens:
1. Entrar na academia
Faça a coisa certa:
Escolha sem pressa
Experimente aulas de diferentes atividade físicas
Encontre companhia
Você vai acabar desistindo se...
Sentir vergonha do seu corpo
Usar a falta de tempo como desculpa esfarrapada
Não malhar com o pretexto de que a academia é muito cara
Se jogar na rotina de exercícios como se fosse experiente
2. Ler mais
Olhe bem para aquela gigantesca pilha de livros na mesinha de cabeceira e tome vergonha na cara. Há quanto tempo ela está ali mofando, sem que um livro seja terminado?
Faça a coisa certa:
Encontrar um livro que de fato lhe agrade
Compre antologias para ter mostras de vários escritores
Usar bolsas que permitam carregar livros
Você vai acabar desistindo se...
Comprar um livro porque ele está na lista dos mais vendidos
Não gostar de ficar só
3. Acordar cedo
Para acordar cedo é preciso dormir cedo. Ponto. Seu despertador agradece se você entender essa regra e parar de estapeá-lo toda manhã em troca de "só mais dez minutinhos".
Faça a coisa certa:
Sair da cama no minuto em que o despertador tocar
Se expor menos à luz à noite
Dormir com a janela aberta
Evite café, internet e exercícios 4 horas antes de dormir
Você vai acabar desistindo se...
Não dormir o suficiente
Lutar contra o despertador se você tem distúrbios do sono
A Folha de São Paulo estragou meus planos com a matéria "10 não-resoluções de Ano Novo", na edição de ontem (dia 6).
Adriana Küchler, que assina a matéria, disse que esse tipo de listinha não funciona. "Resoluções de virada de ano que começam como um lindo passo em direção a uma vida melhor geralmente terminam como o vergonhoso primeiro fracasso do ano."
Ela sugere que o melhor é trocar as resoluções e promessas por planejamento e estratégia. "Antes de realizar, ops, planejar suas resoluções, reavalie a sua lista e considere os conselhos do psicólogo americano Robert R. Butterworth: faça apenas uma promessa, que seja realista e não fantasiosa, não conte para ninguém e, se falhar, não desista."
Entre os itens mais freqüentes das listas de ano novo que a reportagem "desmontou", três constam da minha lista particular: entrar na academia, ler mais e acordar cedo.
Confira as dicas da Folha para cada um destes itens:
1. Entrar na academia
Faça a coisa certa:
Escolha sem pressa
Experimente aulas de diferentes atividade físicas
Encontre companhia
Você vai acabar desistindo se...
Sentir vergonha do seu corpo
Usar a falta de tempo como desculpa esfarrapada
Não malhar com o pretexto de que a academia é muito cara
Se jogar na rotina de exercícios como se fosse experiente
2. Ler mais
Olhe bem para aquela gigantesca pilha de livros na mesinha de cabeceira e tome vergonha na cara. Há quanto tempo ela está ali mofando, sem que um livro seja terminado?
Faça a coisa certa:
Encontrar um livro que de fato lhe agrade
Compre antologias para ter mostras de vários escritores
Usar bolsas que permitam carregar livros
Você vai acabar desistindo se...
Comprar um livro porque ele está na lista dos mais vendidos
Não gostar de ficar só
3. Acordar cedo
Para acordar cedo é preciso dormir cedo. Ponto. Seu despertador agradece se você entender essa regra e parar de estapeá-lo toda manhã em troca de "só mais dez minutinhos".
Faça a coisa certa:
Sair da cama no minuto em que o despertador tocar
Se expor menos à luz à noite
Dormir com a janela aberta
Evite café, internet e exercícios 4 horas antes de dormir
Você vai acabar desistindo se...
Não dormir o suficiente
Lutar contra o despertador se você tem distúrbios do sono
Barack Obama deverá vencer Hillary Clinton em New Hampshire
Pesquisas apontam vantagem de mais de 10% para senador democrata sobre ex-primeira-dama
Do "Último Segundo" do IG:
O senador por Illinois Barack Obama abriu vantagem sobre a senadora e ex-primeira dama, Hillary Rodham Clinton, na preferência do eleitorado de New Hampshire para a nomeação do partido Democrata para a candidatura à presidência dos Estados Unidos, segundo duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira. As primárias neste estado acontecem na próxima terça-feira (08/01).
Hillary mantinha uma vantagem confortável em New Hampshire, onde conta com um forte aparato de campanha e com a popularidade de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton. A popularidade de Obama, de acordo com os levantamentos, subiu após a vitória do senador no caucus de Iowa, na última sexta-feira.
A pesquisa USA Today/Gallup indica que ele abriu uma vantagem de 13% sobre Hillary em New Hampshire, com 41% contra 28 por cento da ex-primeira-dama. O ex-senador John Edwards aparece com 19% das preferências.
Uma enquete WMUR/CNN mostra Obama com 39% e a senadora, com 29%.
Do "Último Segundo" do IG:
O senador por Illinois Barack Obama abriu vantagem sobre a senadora e ex-primeira dama, Hillary Rodham Clinton, na preferência do eleitorado de New Hampshire para a nomeação do partido Democrata para a candidatura à presidência dos Estados Unidos, segundo duas pesquisas divulgadas nesta segunda-feira. As primárias neste estado acontecem na próxima terça-feira (08/01).
Hillary mantinha uma vantagem confortável em New Hampshire, onde conta com um forte aparato de campanha e com a popularidade de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton. A popularidade de Obama, de acordo com os levantamentos, subiu após a vitória do senador no caucus de Iowa, na última sexta-feira.
A pesquisa USA Today/Gallup indica que ele abriu uma vantagem de 13% sobre Hillary em New Hampshire, com 41% contra 28 por cento da ex-primeira-dama. O ex-senador John Edwards aparece com 19% das preferências.
Uma enquete WMUR/CNN mostra Obama com 39% e a senadora, com 29%.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Eleições nos EUA
Hillary Clinton vai usar medo contra Barack Obama
Em 2002, no segundo turno das eleições presidenciais, antevendo sua iminente derrota, José Serra, então candidato tucano, pregava a tática do medo numa tentativa desesperada de virar o jogo e conseguir vencer o então candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. Até a atriz Regina Duarte foi para a TV dizer que tinha medo do Lula. O resultado dessa história nós conhecemos. Lula foi eleito presidente sob o lema "a esperança venceu o medo".
Mais tarde, em 2006, foi a vez de Lula usar o medo na sua campanha de reeleição contra seu então opositor, novamente um tucano, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O lema da campanha lulista foi "não troco o certo pelo duvidoso". Desta vez, o truque do medo funcionou e Lula foi reeleito presidente.
Em 2008, os Estados Unidos vão escolher seu novo presidente, após oito longos anos do comando nefasto de George W. Bush na Casa Branca. Estas eleições americanas têm um significado ainda mais importante, dado o seu caráter de ineditismo sob alguns aspectos, além das questões políticas e econômicas. Pela primeira vez, a nação mais poderosa do mundo poderá ser governada por uma mulher ou por um negro.
A ex-primeira-dama e senadora Hillary Clinton e o também senador Barack Obama disputam a indicação do Partido Democrata para concorrer à Presidência dos EUA. No sistema eleitoral americano, os pré-candidatos têm que disputar prévias nos 50 estados, além do distrito de Colúmbia. Aquele que conquistar o maior número de delegados nos estados é oficializado candidato no congresso nacional do seu partido.
A corrida começou ontem (04/01), no estado de Iowa, região central dos EUA, cujas prévias foram vencidas pelo democrata Barack Obama e pelo republicano Mike Huckabee. Hillary Clinton ficou apenas em terceiro lugar entre os democratas. O segundo lugar ficou com John Edwards.
As próximas prévias acontecerão em New Hampshire, terça-feira que vem (08/01). De acordo com o portal G1, Obama está páreo a páreo nas pesquisas de New Hampshire com Hillary Clinton.
A vitória de Obama em Iowa fez surgir o sinal amarelo no comando da campanha de Hillary. As estratégias de Obama e Hillary são muito parecidas com as estratégias de Lula e Serra em 2002, aqui no Brasil.
Obama se apresenta como o candidato da "esperança de mudanças", enquanto Hillary posa de experiente e aposta no medo da inexperiência do jovem senador negro para vencer a disputa democrata.
Diante da tática da ex-primeira-dama, Obama responde que "a esperança vai vencer o medo" - assim como fez Lula no Brasil em 2002. "Estamos escolhendo a esperança em vez do medo", disse Obama após a vitória em Iowa.
Este é apenas o primeiro capítulo de uma emocionante disputa que se arrastará até fevereiro, quando a maioria dos estados americanos já terá realizado suas prévias e nós poderemos saber se, lá como cá, a esperança terá mesmo vencido o medo.
Com informações do G1 e da Folha de São Paulo
Em 2002, no segundo turno das eleições presidenciais, antevendo sua iminente derrota, José Serra, então candidato tucano, pregava a tática do medo numa tentativa desesperada de virar o jogo e conseguir vencer o então candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva. Até a atriz Regina Duarte foi para a TV dizer que tinha medo do Lula. O resultado dessa história nós conhecemos. Lula foi eleito presidente sob o lema "a esperança venceu o medo".
Mais tarde, em 2006, foi a vez de Lula usar o medo na sua campanha de reeleição contra seu então opositor, novamente um tucano, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O lema da campanha lulista foi "não troco o certo pelo duvidoso". Desta vez, o truque do medo funcionou e Lula foi reeleito presidente.
Em 2008, os Estados Unidos vão escolher seu novo presidente, após oito longos anos do comando nefasto de George W. Bush na Casa Branca. Estas eleições americanas têm um significado ainda mais importante, dado o seu caráter de ineditismo sob alguns aspectos, além das questões políticas e econômicas. Pela primeira vez, a nação mais poderosa do mundo poderá ser governada por uma mulher ou por um negro.
A ex-primeira-dama e senadora Hillary Clinton e o também senador Barack Obama disputam a indicação do Partido Democrata para concorrer à Presidência dos EUA. No sistema eleitoral americano, os pré-candidatos têm que disputar prévias nos 50 estados, além do distrito de Colúmbia. Aquele que conquistar o maior número de delegados nos estados é oficializado candidato no congresso nacional do seu partido.
A corrida começou ontem (04/01), no estado de Iowa, região central dos EUA, cujas prévias foram vencidas pelo democrata Barack Obama e pelo republicano Mike Huckabee. Hillary Clinton ficou apenas em terceiro lugar entre os democratas. O segundo lugar ficou com John Edwards.
As próximas prévias acontecerão em New Hampshire, terça-feira que vem (08/01). De acordo com o portal G1, Obama está páreo a páreo nas pesquisas de New Hampshire com Hillary Clinton.
A vitória de Obama em Iowa fez surgir o sinal amarelo no comando da campanha de Hillary. As estratégias de Obama e Hillary são muito parecidas com as estratégias de Lula e Serra em 2002, aqui no Brasil.
Obama se apresenta como o candidato da "esperança de mudanças", enquanto Hillary posa de experiente e aposta no medo da inexperiência do jovem senador negro para vencer a disputa democrata.
Diante da tática da ex-primeira-dama, Obama responde que "a esperança vai vencer o medo" - assim como fez Lula no Brasil em 2002. "Estamos escolhendo a esperança em vez do medo", disse Obama após a vitória em Iowa.
Este é apenas o primeiro capítulo de uma emocionante disputa que se arrastará até fevereiro, quando a maioria dos estados americanos já terá realizado suas prévias e nós poderemos saber se, lá como cá, a esperança terá mesmo vencido o medo.
Com informações do G1 e da Folha de São Paulo
Especulação imobiliária no RN vira assunto nacional
Primeiro foi o "Jornal Hoje" da Globo e agora foi a Folha de São Paulo que destacou a questão da especulação imobiliária no Rio Grande do Norte.
Na quinta-feira passada (03/01), o JH exibiu a matéria "Paisagem Comprometida", do jornalista Francisco José, mostrando que as dunas do Rio Grande do Norte estão sendo ameaçadas pela especulação imobiliária e "invadidas por condomínios de luxo, hotéis e casas de veraneio."
A matéria mostrou a área de 2.200 hectares onde os espanhóis do Grupo Sánchez pretendem construir um grande condomínio habitacional. O professor Aristotenino Ferreira, coordenador do curso de Ecologia da UFRN, disse ao JH que com esse empreendimento "vamos perder boa parte dessa paisagem maravilhosa que nós temos aqui”.
O presidente da associação dos bugueiros, Paulo Henrique Severo, disse na matéria que a Lei Federal Nº 4.471 estabelece que "a duna é uma área de preservação permanente e jamais pode ser edificada."
A matéria também mostrou o avanço das edicações de casas e hotéis na praia de Ponta Negra e na Via Costeira.
Na Folha de hoje, uma matéria assinada pelo repórter João Carlos Magalhães volta ao tema da especulação imobiliária no RN e destaca que a "construção de um megaresort, com 35 mil casas, perto de Natal" ameaça as dunas potiguares, principalmente a "Duna Dourada" na praia de Pitangui. A Folha se baseia numa denúncia do Ministério Público de Extremoz.
A "Duna Dourada" é o local onde o Grupo Sánchez escolheu para construir o "Grand Natal Golf", que, segundo o jornal, "é considerado pelo governo federal o maior projeto imobiliário-turístico do país."
De acordo com a denúncia do Ministério Público, além da perda da paisagem natural, o empreendimento poderá provocar "o esgotamento da infra-estrutura local e o acirramento das diferenças sociais."
A Folha informa que o projeto já ganhou a licença prévia do Idema e as obras devem começar em março. As casas já começaram a ser vendidas na Espanha.
A promotora de Extremoz, Ethel Ribeiro, disse à Folha que a "Duna Dourada" poderá desaparecer, caso o megaresort seja mesmo construído.
A promotora disse ainda que "haverá também uma perda da fauna e da flora, além do risco de estragar um cenário que hoje é considerado paradisíaco."
Segundo a matéria, os representantes do Grupo Sánchez asseguraram que a duna não será atingida pelo empreendimento. A matéria informa ainda que o Idema criou uma comissão para acompanhar a construção da obra.
A promotora Ethel Ribeiro alerta também para a necessidade de "avaliar bem como serão criadas as condições sanitárias e sociais para prover a população que passará a viver, gradativamente, ali." Ela alerta ainda para o risco de que o empreendimento venha a sobrecarregar o saneamento básico da área - apenas 33% de Natal tem rede de esgoto.
O governo estadual, por sua vez, destaca que as obras do megaresort vão levar desenvolvimento à região, com a criação de 100 mil postos de trabalho na área hoteleira e da construção civil.
A Folha lembrou ainda o caso dos vereadores acusados de trocar votos por dinheiro na votação do Plano Diretor de Natal. Os vereadores foram acusados pelo Ministério Público da capital de favorecer as empreeiteiras quando derrubaram os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) ao PDN.
Na quinta-feira passada (03/01), o JH exibiu a matéria "Paisagem Comprometida", do jornalista Francisco José, mostrando que as dunas do Rio Grande do Norte estão sendo ameaçadas pela especulação imobiliária e "invadidas por condomínios de luxo, hotéis e casas de veraneio."
A matéria mostrou a área de 2.200 hectares onde os espanhóis do Grupo Sánchez pretendem construir um grande condomínio habitacional. O professor Aristotenino Ferreira, coordenador do curso de Ecologia da UFRN, disse ao JH que com esse empreendimento "vamos perder boa parte dessa paisagem maravilhosa que nós temos aqui”.
O presidente da associação dos bugueiros, Paulo Henrique Severo, disse na matéria que a Lei Federal Nº 4.471 estabelece que "a duna é uma área de preservação permanente e jamais pode ser edificada."
A matéria também mostrou o avanço das edicações de casas e hotéis na praia de Ponta Negra e na Via Costeira.
Na Folha de hoje, uma matéria assinada pelo repórter João Carlos Magalhães volta ao tema da especulação imobiliária no RN e destaca que a "construção de um megaresort, com 35 mil casas, perto de Natal" ameaça as dunas potiguares, principalmente a "Duna Dourada" na praia de Pitangui. A Folha se baseia numa denúncia do Ministério Público de Extremoz.
A "Duna Dourada" é o local onde o Grupo Sánchez escolheu para construir o "Grand Natal Golf", que, segundo o jornal, "é considerado pelo governo federal o maior projeto imobiliário-turístico do país."
De acordo com a denúncia do Ministério Público, além da perda da paisagem natural, o empreendimento poderá provocar "o esgotamento da infra-estrutura local e o acirramento das diferenças sociais."
A Folha informa que o projeto já ganhou a licença prévia do Idema e as obras devem começar em março. As casas já começaram a ser vendidas na Espanha.
A promotora de Extremoz, Ethel Ribeiro, disse à Folha que a "Duna Dourada" poderá desaparecer, caso o megaresort seja mesmo construído.
A promotora disse ainda que "haverá também uma perda da fauna e da flora, além do risco de estragar um cenário que hoje é considerado paradisíaco."
Segundo a matéria, os representantes do Grupo Sánchez asseguraram que a duna não será atingida pelo empreendimento. A matéria informa ainda que o Idema criou uma comissão para acompanhar a construção da obra.
A promotora Ethel Ribeiro alerta também para a necessidade de "avaliar bem como serão criadas as condições sanitárias e sociais para prover a população que passará a viver, gradativamente, ali." Ela alerta ainda para o risco de que o empreendimento venha a sobrecarregar o saneamento básico da área - apenas 33% de Natal tem rede de esgoto.
O governo estadual, por sua vez, destaca que as obras do megaresort vão levar desenvolvimento à região, com a criação de 100 mil postos de trabalho na área hoteleira e da construção civil.
A Folha lembrou ainda o caso dos vereadores acusados de trocar votos por dinheiro na votação do Plano Diretor de Natal. Os vereadores foram acusados pelo Ministério Público da capital de favorecer as empreeiteiras quando derrubaram os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) ao PDN.
A "barriga" do blog
No jargão jornalístico, barriga quer dizer publicar um fato falso, mas sem intenção de enganar o leitor.
Foi isso que aconteceu aqui no blog, no dia 31/12 passado, quando dei a seguinte notícia: "Morre Marshall McLuhan, precursor da aldeia global".
Um leitor anônimo mandou comentário avisando do erro e tirando onda com minha cara. O comentário dizia o seguinte: "Copiou o JB e deu nisso. McLuhan morreu em 1980!!! Dia 31.12 foi aniversário de morte e não a morte propriamente dita, como foi noticiado no blog. Que falta de atenção..."
Mas ele tem razão mesmo. Foi pura falta de atenção. Transcrevi a notícia do Blog do Noblat (não foi do JB, caro leitor) tal qual estava postada lá e deu no que deu.
O mico está devidamente registrado, assim como a devida correção. A notícia errada será excluída.
Foi isso que aconteceu aqui no blog, no dia 31/12 passado, quando dei a seguinte notícia: "Morre Marshall McLuhan, precursor da aldeia global".
Um leitor anônimo mandou comentário avisando do erro e tirando onda com minha cara. O comentário dizia o seguinte: "Copiou o JB e deu nisso. McLuhan morreu em 1980!!! Dia 31.12 foi aniversário de morte e não a morte propriamente dita, como foi noticiado no blog. Que falta de atenção..."
Mas ele tem razão mesmo. Foi pura falta de atenção. Transcrevi a notícia do Blog do Noblat (não foi do JB, caro leitor) tal qual estava postada lá e deu no que deu.
O mico está devidamente registrado, assim como a devida correção. A notícia errada será excluída.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Sobre tanta nostalgia
Feliz 2008
Frei Betto, em "Tendências e Debates", na Folha, hoje:
O QUE há de especial em trocar de ano? Nada, exceto a convenção numérica, invenção indo-arábica, que nos permite codificar o tempo em horas, minutos e segundos e estabelecer, segundo o movimento de nosso planeta em torno do Sol e as fases da Lua, calendários que repartem o tempo em ano de 12 meses, mês com cerca de 30 dias e dia com exatas 24 horas.
Ocorre que não somos trilobitas, e sim humanos, dotados da capacidade de imprimir ao tempo caráter histórico e, à história, sentido. Mudar de ano é rito de passagem. Ressoa em nosso inconsciente o alívio por terminar um ano de tantos reveses, perdas, sofrimentos; e celebrar conquistas, avanços e vitórias. Vivemos premidos pelo mistério.
Como as partículas subatômicas, somos regidos pelo princípio da indeterminação. Essa impossibilidade de prever o futuro suscita angústia, o que nos induz a tentar decifrá-lo por via da leitura dos astros e das cartas, da sabedoria de videntes, dos búzios de pais e mães-de-santo, da rogação aos nossos santos protetores.
Esta é uma paradoxal característica da pós-modernidade: em plena era da emergência da física quântica e da falência do determinismo histórico como ideologia, acreditamos que o nosso futuro está escrito nas estrelas. Daí a inércia, a indignação imobilizadora, a impotência diante dos escândalos éticos e do descaramento com que corruptos são absolvidos por seus pares, essa letargia que em nada lembra o que se deveria comemorar neste ano: os 40 anos de Maio de 1968.
Nos países industrializados, Maio de 68 é o paradigma da rebeldia, o grito parado no ar enfim sonorizado nas manifestações estudantis, os EUA derrotados pelos vietnamitas, os Beatles reinventando a canção, a moda subvertendo parâmetros, as mulheres a conquistar o direito de se apaixonar pela primeira vez inúmeras vezes, a castração do machismo, a emergência esotérica.
Do lado sul do planeta, os anos de chumbo, os generais metendo no coldre as chaves dos Parlamentos, a utopia dependurada no pau-de-arara, as rotas do exílio se multiplicando, os mortos e desaparecidos enterrados nos arquivos secretos das Forças Armadas. Ainda assim, havia sonho, e não era motivado pela ingestão química, brotava da fome de liberdade e justiça, fomentava o desejo irrefreável a adjetivar de novo a criatividade incensurável -o cinema, a bossa, a literatura, o tropicalismo. No passado, o futuro era melhor.
Hoje, imersos nessa sociedade da hiperestetização da banalidade, na qual as imagens contraem o tempo e a "web" virtualiza o diálogo na solidão digital, andamos em busca de uma razão de viver. Perdemos o senso histórico, trocamos os vínculos de solidariedade pela conectividade eletrônica, vendemos a liberdade por um punhado de lentilhas em forma de segurança. Em 2008, seremos chamados às urnas municipais. Haveremos de tentar discernir os idealistas dos arrivistas; os servidores públicos dos que se afogam no ego destilado na embriaguez dos aplausos; os movidos pela intransigência dos princípios éticos dos que miram os recursos do Estado como carniça fresca ofertada à sua gula insaciável.
Ano também de comemorar o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, para vergonha de nós, católicos, até hoje não mereceu a assinatura do Estado do Vaticano.
No Brasil, é hora de a declaração ser transferida do papel à realidade social. Em que pese a atuação corajosa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, é impossível celebrar conquistas em direitos humanos enquanto a polícia estigmatiza como suposto traficante o morador de favela; o Judiciário promove a orgia compulsória ao trancafiar mulheres em celas repletas de homens; indígenas e quilombolas são condenados à miséria por descaso das autoridades; a frouxidão da lei cobre de imunidade corruptos e de impunidade bandidos e assassinos.
Não basta o propósito sincero de fazer novo em nossas vidas o ano de 2008. É preciso mais: fazer novas as realidades que nos cercam, de modo que ocorram mudanças efetivas e a paz floresça como fruto da justiça. Feliz 2008, Brasil!
Frei Betto, em "Tendências e Debates", na Folha, hoje:
O QUE há de especial em trocar de ano? Nada, exceto a convenção numérica, invenção indo-arábica, que nos permite codificar o tempo em horas, minutos e segundos e estabelecer, segundo o movimento de nosso planeta em torno do Sol e as fases da Lua, calendários que repartem o tempo em ano de 12 meses, mês com cerca de 30 dias e dia com exatas 24 horas.
Ocorre que não somos trilobitas, e sim humanos, dotados da capacidade de imprimir ao tempo caráter histórico e, à história, sentido. Mudar de ano é rito de passagem. Ressoa em nosso inconsciente o alívio por terminar um ano de tantos reveses, perdas, sofrimentos; e celebrar conquistas, avanços e vitórias. Vivemos premidos pelo mistério.
Como as partículas subatômicas, somos regidos pelo princípio da indeterminação. Essa impossibilidade de prever o futuro suscita angústia, o que nos induz a tentar decifrá-lo por via da leitura dos astros e das cartas, da sabedoria de videntes, dos búzios de pais e mães-de-santo, da rogação aos nossos santos protetores.
Esta é uma paradoxal característica da pós-modernidade: em plena era da emergência da física quântica e da falência do determinismo histórico como ideologia, acreditamos que o nosso futuro está escrito nas estrelas. Daí a inércia, a indignação imobilizadora, a impotência diante dos escândalos éticos e do descaramento com que corruptos são absolvidos por seus pares, essa letargia que em nada lembra o que se deveria comemorar neste ano: os 40 anos de Maio de 1968.
Nos países industrializados, Maio de 68 é o paradigma da rebeldia, o grito parado no ar enfim sonorizado nas manifestações estudantis, os EUA derrotados pelos vietnamitas, os Beatles reinventando a canção, a moda subvertendo parâmetros, as mulheres a conquistar o direito de se apaixonar pela primeira vez inúmeras vezes, a castração do machismo, a emergência esotérica.
Do lado sul do planeta, os anos de chumbo, os generais metendo no coldre as chaves dos Parlamentos, a utopia dependurada no pau-de-arara, as rotas do exílio se multiplicando, os mortos e desaparecidos enterrados nos arquivos secretos das Forças Armadas. Ainda assim, havia sonho, e não era motivado pela ingestão química, brotava da fome de liberdade e justiça, fomentava o desejo irrefreável a adjetivar de novo a criatividade incensurável -o cinema, a bossa, a literatura, o tropicalismo. No passado, o futuro era melhor.
Hoje, imersos nessa sociedade da hiperestetização da banalidade, na qual as imagens contraem o tempo e a "web" virtualiza o diálogo na solidão digital, andamos em busca de uma razão de viver. Perdemos o senso histórico, trocamos os vínculos de solidariedade pela conectividade eletrônica, vendemos a liberdade por um punhado de lentilhas em forma de segurança. Em 2008, seremos chamados às urnas municipais. Haveremos de tentar discernir os idealistas dos arrivistas; os servidores públicos dos que se afogam no ego destilado na embriaguez dos aplausos; os movidos pela intransigência dos princípios éticos dos que miram os recursos do Estado como carniça fresca ofertada à sua gula insaciável.
Ano também de comemorar o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que, para vergonha de nós, católicos, até hoje não mereceu a assinatura do Estado do Vaticano.
No Brasil, é hora de a declaração ser transferida do papel à realidade social. Em que pese a atuação corajosa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, é impossível celebrar conquistas em direitos humanos enquanto a polícia estigmatiza como suposto traficante o morador de favela; o Judiciário promove a orgia compulsória ao trancafiar mulheres em celas repletas de homens; indígenas e quilombolas são condenados à miséria por descaso das autoridades; a frouxidão da lei cobre de imunidade corruptos e de impunidade bandidos e assassinos.
Não basta o propósito sincero de fazer novo em nossas vidas o ano de 2008. É preciso mais: fazer novas as realidades que nos cercam, de modo que ocorram mudanças efetivas e a paz floresça como fruto da justiça. Feliz 2008, Brasil!
E lá vem mais uma eleição...
Este é ano de eleições municipais. O assunto, com toda certeza, vai dominar a pauta midiática daqui pra frente. Os articulistas dos grandes jornais começaram a fazer suas previsões e projeções para a batalha de outubro.
Alguns dizem que 2008 será um teste para 2010, quando teremos eleições presidenciais. Outros não enxergam nenhuma relação entre os dois pleitos.
Eliane Cantanhêde, minha anta preferida da Folha, escreveu na "Pensata" da Folha Online que as eleições dete ano serão "um teste de força dos dois principais partidos [PT e PSDB], além de uma ocupação de espaços eleitorais que poderão ser bastante úteis na partida decisiva, em 2010."
Melchiades Filho, na Folha de hoje, diz que "Arrisca-se a quebrar a cara quem projeta efeitos das eleições municipais sobre a sucessão presidencial."
Um rápido olhar para as últimas eleições dá razão a Melchiades. Mas eleição nem sempre é uma equação simples. Há muitas variáveis difíceis de se prever e que podem interferir no processo, mudando definitivamente o rumo das coisas.
E enquanto esperamos outubro chegar, o melhor é nos divertirmos com a briga de ego dos analistas políticos. Cada um que quer ter mais razão do que o outro. No final, dá até pra brincar de jogo dos sete erros.
Alguns dizem que 2008 será um teste para 2010, quando teremos eleições presidenciais. Outros não enxergam nenhuma relação entre os dois pleitos.
Eliane Cantanhêde, minha anta preferida da Folha, escreveu na "Pensata" da Folha Online que as eleições dete ano serão "um teste de força dos dois principais partidos [PT e PSDB], além de uma ocupação de espaços eleitorais que poderão ser bastante úteis na partida decisiva, em 2010."
Melchiades Filho, na Folha de hoje, diz que "Arrisca-se a quebrar a cara quem projeta efeitos das eleições municipais sobre a sucessão presidencial."
Um rápido olhar para as últimas eleições dá razão a Melchiades. Mas eleição nem sempre é uma equação simples. Há muitas variáveis difíceis de se prever e que podem interferir no processo, mudando definitivamente o rumo das coisas.
E enquanto esperamos outubro chegar, o melhor é nos divertirmos com a briga de ego dos analistas políticos. Cada um que quer ter mais razão do que o outro. No final, dá até pra brincar de jogo dos sete erros.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
"Ninguém pode explicar a vida num samba curto"
A Folha de hoje traz uma entrevista curta com o cantor e compositor Paulinho da Viola. Ele foi vítima de um assalto domingo passado (30/12), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O sambista respondeu às perguntas de Maria Luiza Rabello com a tradicional serenidade que lhe é peculiar.
A repórter quis saber quem Paulinho da Viola responsabilizava pelo cenário de insegurança.
"Olha, eu tenho pensado muito sobre isso e já me fizeram essa pergunta várias vezes. Há anos, leio, ouço e participo de inúmeras discussões sobre a questão da violência. Hoje eu não falo nada porque já se falou tudo. A gente bate na mesma tecla, é aquilo que todo mundo já sabe, tem vários especialistas debruçados sobre isso. Eu vou falar o quê? No que acrescentaria? Vou engrossar qual coro? Está tudo escancarado", respondeu ele.
Paulinho disse ainda que o pior é essa sensação de "uma certa descrença" diante de um "sistema viciado de todas as formas". "O que dizer quando você abre o jornal e vê, todo dia, uma parte da classe política da sua cidade envolvida em uma série de denúncias? Você vai falar o quê, para quem? Essa é que a sensação pior: uma certa descrença."
Por fim, o sambista disse que "o país não acabou". " Tenho um samba que diz "ninguém pode explicar a vida num samba curto". (...) Mas você percebe que há perplexidade, há um sentimento de insegurança, de desconforto, de impotência para alguns. Há quem diga que o país acabou, mas a gente sabe que não é assim."
O sambista respondeu às perguntas de Maria Luiza Rabello com a tradicional serenidade que lhe é peculiar.
A repórter quis saber quem Paulinho da Viola responsabilizava pelo cenário de insegurança.
"Olha, eu tenho pensado muito sobre isso e já me fizeram essa pergunta várias vezes. Há anos, leio, ouço e participo de inúmeras discussões sobre a questão da violência. Hoje eu não falo nada porque já se falou tudo. A gente bate na mesma tecla, é aquilo que todo mundo já sabe, tem vários especialistas debruçados sobre isso. Eu vou falar o quê? No que acrescentaria? Vou engrossar qual coro? Está tudo escancarado", respondeu ele.
Paulinho disse ainda que o pior é essa sensação de "uma certa descrença" diante de um "sistema viciado de todas as formas". "O que dizer quando você abre o jornal e vê, todo dia, uma parte da classe política da sua cidade envolvida em uma série de denúncias? Você vai falar o quê, para quem? Essa é que a sensação pior: uma certa descrença."
Por fim, o sambista disse que "o país não acabou". " Tenho um samba que diz "ninguém pode explicar a vida num samba curto". (...) Mas você percebe que há perplexidade, há um sentimento de insegurança, de desconforto, de impotência para alguns. Há quem diga que o país acabou, mas a gente sabe que não é assim."
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Listinha para 2008
Todo mundo faz planos para o ano novo. Eu também fiz minha listinha para 2008:
Ler os livros que deixei pela metade;
Terminar de escrever minha monografia;
Comprar os dois cd's da Roberta Sá;
Ir ao teatro;
Assistir "A Bússola de Ouro" e "As Crônicas de Nárnia - O Príncipe Caspian";
Ir mais vezes à praia para caminhar na areia molhada e sentir a brisa que vem do horizonte distante;
Fazer caminhada;
Entrar na academia;
Pelo menos uma vez no ano, tomar vinho em noite de lua cheia;
Aprender a fazer outras sobremesas, além de mousse de maracujá;
Aprender a fazer outros pratos, além de lasanha de frango;
Exercitar a esperança, em busca da fé quase esquecida;
Ir à igreja mais vezes;
Falar menos - muito menos;
Ter menos expectativas em relação às pessoas;
Ler mais poesias;
Valorizar os momentos despretenciosos da vida;
Ouvir boa música;
Assistir menos televisão;
Refazer alguns laços perdidos;
Aproveitar mais o tempo ao lado da minha avó materna;
Gastar menos, economizar mais;
Rever velhos amigos;
Rir despretenciosamente;
Fazer um curso de inglês - outro de informática (photoshop, corel draw, entre outros);
Organizar minha agenda;
Dormir e acordar mais cedo;
Não postergar tarefas;
Viajar para Belo Horizonte;
Tomar banho de chuva;
Comer mais chocolate branco;
Comprar um chinelo novo;
Deixar meu cabelo crescer;
Jogar dominó;
Comer tapioca recheada de chocolate com uma bola de sorvete de creme;
Distribuir mais abraços;
Pagar as dívidas pendentes;
Pintar a casa;
Comprar um sofá pra sala e um armário pra cosinha;
Escrever aquele roteiro que tá na minha cabeça faz tempo;
Subir a Serra Barriguda (Alexandria);
Limpar as gavetas;
Reunir a turma pra ver um filme lá em casa e comer pipoca com guaraná;
Assinar a "Carta Capital";
Fazer natação;
Ir a um jogo do ABC no Frasqueirão;
Comprar uma camisa do Mengão;
Escrever um livro;
Plantar uma árvore.
O difícil é conseguir fazer tudo isso aí...
Ler os livros que deixei pela metade;
Terminar de escrever minha monografia;
Comprar os dois cd's da Roberta Sá;
Ir ao teatro;
Assistir "A Bússola de Ouro" e "As Crônicas de Nárnia - O Príncipe Caspian";
Ir mais vezes à praia para caminhar na areia molhada e sentir a brisa que vem do horizonte distante;
Fazer caminhada;
Entrar na academia;
Pelo menos uma vez no ano, tomar vinho em noite de lua cheia;
Aprender a fazer outras sobremesas, além de mousse de maracujá;
Aprender a fazer outros pratos, além de lasanha de frango;
Exercitar a esperança, em busca da fé quase esquecida;
Ir à igreja mais vezes;
Falar menos - muito menos;
Ter menos expectativas em relação às pessoas;
Ler mais poesias;
Valorizar os momentos despretenciosos da vida;
Ouvir boa música;
Assistir menos televisão;
Refazer alguns laços perdidos;
Aproveitar mais o tempo ao lado da minha avó materna;
Gastar menos, economizar mais;
Rever velhos amigos;
Rir despretenciosamente;
Fazer um curso de inglês - outro de informática (photoshop, corel draw, entre outros);
Organizar minha agenda;
Dormir e acordar mais cedo;
Não postergar tarefas;
Viajar para Belo Horizonte;
Tomar banho de chuva;
Comer mais chocolate branco;
Comprar um chinelo novo;
Deixar meu cabelo crescer;
Jogar dominó;
Comer tapioca recheada de chocolate com uma bola de sorvete de creme;
Distribuir mais abraços;
Pagar as dívidas pendentes;
Pintar a casa;
Comprar um sofá pra sala e um armário pra cosinha;
Escrever aquele roteiro que tá na minha cabeça faz tempo;
Subir a Serra Barriguda (Alexandria);
Limpar as gavetas;
Reunir a turma pra ver um filme lá em casa e comer pipoca com guaraná;
Assinar a "Carta Capital";
Fazer natação;
Ir a um jogo do ABC no Frasqueirão;
Comprar uma camisa do Mengão;
Escrever um livro;
Plantar uma árvore.
O difícil é conseguir fazer tudo isso aí...
domingo, 30 de dezembro de 2007
Mídia dará trégua a Lula em 2008?
Do blog do Luis Nassif:
Ano Novo, jornalismo novo?
Para um dia 30 de dezembro, a edição da “Folha” está muito boa. Independentemente da qualidade dos artigos, a edição da "Folha", assim como do "Estadão" e da "Veja", mostra a inflexão da mídia em relação a Lula e, principalmente, ao estilo tendencioso de fazer jornalismo.
O resultado desse estilo, pela grande mídia em geral, foi a total perda da credibilidade e da eficácia da crítica.
Depois da “Folha” e, agora, da “Veja” acenar com a “détente” vai ser interessante acompanhar o movimento pendular de alguns comentaristas.
Resta saber qual será o passo seguinte: se aprofundar a crítica não-tendenciosa (fundamental para aprimorar um governo cheio de defeitos e fragilidades), e voltar a fazer jornalismo, ou apenas jogo-de-cena para a próxima guerra santa ou ainda, se curvar à nova onda da opinião pública, e deixar de lado o viés crítico necessário.
Como a auto-crítica não é matéria prima abundante, não se espere uma avaliação isenta (ainda que interna) dos jornais sobre os profundos erros que comprometeram a imagem da mídia junto aos segmentos mais esclarecidos da população.
Não se espere que o “Globo” avalie como o estilo Ali Kamel jogou fora anos e anos de trabalho de Evandro Carlos de Andrade, para recuperar a credibilidade jornalística das organizações Globo. Ou a Abril se dê conta de como a indicação de diretores inescrupulosos e jornalisticamente desaparelhados para a Veja, assim como essa decisão inédita – para um órgão de grande imprensa – de contratar êmulos de Giba Um para fazer o trabalho sujo nos blogs, afetou profundamente a imagem da revista. Ou caia a ficha da “Folha” de como jogou fora todo um ativo de leitores de centro-esquerda, que levou décadas para ser formado.
Vamos ter jornalismo, daqui para frente? Lá sei eu. Em todo caso, ano novo, vida nova. E que se crie um jornalismo à altura dos desafios do Brasil.
Ano Novo, jornalismo novo?
Para um dia 30 de dezembro, a edição da “Folha” está muito boa. Independentemente da qualidade dos artigos, a edição da "Folha", assim como do "Estadão" e da "Veja", mostra a inflexão da mídia em relação a Lula e, principalmente, ao estilo tendencioso de fazer jornalismo.
O resultado desse estilo, pela grande mídia em geral, foi a total perda da credibilidade e da eficácia da crítica.
Depois da “Folha” e, agora, da “Veja” acenar com a “détente” vai ser interessante acompanhar o movimento pendular de alguns comentaristas.
Resta saber qual será o passo seguinte: se aprofundar a crítica não-tendenciosa (fundamental para aprimorar um governo cheio de defeitos e fragilidades), e voltar a fazer jornalismo, ou apenas jogo-de-cena para a próxima guerra santa ou ainda, se curvar à nova onda da opinião pública, e deixar de lado o viés crítico necessário.
Como a auto-crítica não é matéria prima abundante, não se espere uma avaliação isenta (ainda que interna) dos jornais sobre os profundos erros que comprometeram a imagem da mídia junto aos segmentos mais esclarecidos da população.
Não se espere que o “Globo” avalie como o estilo Ali Kamel jogou fora anos e anos de trabalho de Evandro Carlos de Andrade, para recuperar a credibilidade jornalística das organizações Globo. Ou a Abril se dê conta de como a indicação de diretores inescrupulosos e jornalisticamente desaparelhados para a Veja, assim como essa decisão inédita – para um órgão de grande imprensa – de contratar êmulos de Giba Um para fazer o trabalho sujo nos blogs, afetou profundamente a imagem da revista. Ou caia a ficha da “Folha” de como jogou fora todo um ativo de leitores de centro-esquerda, que levou décadas para ser formado.
Vamos ter jornalismo, daqui para frente? Lá sei eu. Em todo caso, ano novo, vida nova. E que se crie um jornalismo à altura dos desafios do Brasil.
Lula deveria ser escolhido personalidade do ano
Da seção “TENDÊNCIAS/DEBATES”, na Folha de hoje:
Lula pode fazer de 2008 um ano muito bom
ROGER NORIEGA*
A CADA ano, a venerável revista norte-americana "Time" escolhe um importante protagonista dos acontecimentos mundiais como "pessoa do ano". Ao explicar a seleção do presidente russo Vladimir Putin para essa distinção, em 2007, os editores de "Time" apontaram para o impacto dramático que o controverso líder exerceu ao restaurar a auto-estima de um país importante. Antecipando críticas à escolha do autocrata, eles admitem que Putin "representa, acima de tudo, estabilidade -estabilidade acima da liberdade, estabilidade acima da escolha...".
Nos termos dessa definição, uma seleção muito melhor como pessoa do ano teria sido Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da República Federativa do Brasil. Ao escolher Lula, "Time" não precisaria se desculpar por ter selecionado um autocrata, porque Lula é o "democrata" definitivo. Tendo em vista suas origens notavelmente humildes, ele fez uma contribuição à humanidade simplesmente por ter sido eleito.
Ao contrário do voluntarioso Putin, Lula conquista o sucesso ao provar que não é necessário sacrificar a liberdade em nome da estabilidade e que não existe motivo para ceder a liberdade política em troca de oportunidades econômicas. (...) O Brasil é um país respeitado e influente e serve de força propulsora à auspiciosa meta de integração sul-americana. Ainda que suas instituições não sejam perfeitas, ao contrário do que acontece na Rússia, elas vêm sendo reforçadas a cada dia.
O Brasil é uma das mais estáveis democracias mundiais, uma realização notável dado seu caráter multiétnico, sua diversidade geográfica e a grande proporção de sua população que continua vivendo na pobreza -motivos suficientes para que concedamos certa dose de respeito aos seus líderes.
Lula trabalhou nos limites de um processo livre e pluralista a fim de atingir sua meta de romper o ciclo de expansão e contração que afligia a economia brasileira havia gerações. Ainda que seja elogiado por ter mantido as políticas macroeconômicas "ortodoxas", sua maior contribuição está no reconhecimento de que o crescimento econômico e a justiça social são metas indispensáveis e complementares. Em lugar de recorrer a uma retórica populista vazia e divisiva, Lula está implementando programas práticos de combate à fome e à pobreza que vêm se tornando exemplos concretos para o resto do mundo.
Dados seus antecedentes como negociador sindical, Lula consegue observar a pessoa do lado oposto da mesa, avaliá-la e obter o melhor acordo para seu povo. O relacionamento pessoal inexplicável que estabeleceu com o presidente Bush pôs o Brasil como parceiro igual de Washington. Talvez o ponto mais forte de Lula seja que, diferentemente de Putin e de alguns dos líderes do setor de política externa do governo brasileiro, ele não considera que o relacionamento com os Estados Unidos seja uma questão definida em branco e preto. E sua persistência e autoconfiança representam o Brasil com perfeição.
Lula pode tornar a economia brasileira inabalável caso liberalize o mercado de trabalho, reforme o antiquado sistema tributário, dê incentivos ao setor de alta tecnologia e proteções dignas de um país de Primeiro Mundo à propriedade intelectual.
Ao fazê-lo, pode garantir que o Brasil concorra efetivamente pelo capital mundial necessário para sustentar um ritmo elevado de crescimento, gerar os milhões de empregos que representam a cura da pobreza e conduzir a economia brasileira a uma órbita mais elevada. Isso fará do Brasil um gigante industrial por direito próprio, em vez de um simples armazém de matérias-primas para a China.
Lula também pode resgatar sua política de comércio internacional das garras dos burocratas. Ele ocupa posição ideal para salvar um acordo mundial de comércio baseado em regras comuns, a fim de proteger os interesses das pequenas economias, pôr fim aos subsídios agrícolas que prejudicam os agricultores do Terceiro Mundo e gerar ampla prosperidade.
Por fim, Lula precisa encontrar uma maneira de domar os vestígios de corrupção que ainda afetam a maioria dos países da região. Um Estado de Direito é essencial a um governo responsável, à estabilidade política e a uma economia de mercado florescente. Não é tarde demais para enfrentar a praga da corrupção. Lula pode não ser um homem perfeito, mas é um bom homem. E mesmo a revista "Time" deveria reconhecer que um verdadeiro democrata e reformista é melhor que um autocrata superlativo -em qualquer lugar, em qualquer ano.
________________________________________
ROGER NORIEGA , diretor do escritório de advocacia Tew Cardenas e pesquisador visitante do American Enterprise Institute, foi secretário-assistente do Departamento de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental (2001-2005) e embaixador na Organização dos Estados Americanos.
Lula pode fazer de 2008 um ano muito bom
ROGER NORIEGA*
A CADA ano, a venerável revista norte-americana "Time" escolhe um importante protagonista dos acontecimentos mundiais como "pessoa do ano". Ao explicar a seleção do presidente russo Vladimir Putin para essa distinção, em 2007, os editores de "Time" apontaram para o impacto dramático que o controverso líder exerceu ao restaurar a auto-estima de um país importante. Antecipando críticas à escolha do autocrata, eles admitem que Putin "representa, acima de tudo, estabilidade -estabilidade acima da liberdade, estabilidade acima da escolha...".
Nos termos dessa definição, uma seleção muito melhor como pessoa do ano teria sido Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da República Federativa do Brasil. Ao escolher Lula, "Time" não precisaria se desculpar por ter selecionado um autocrata, porque Lula é o "democrata" definitivo. Tendo em vista suas origens notavelmente humildes, ele fez uma contribuição à humanidade simplesmente por ter sido eleito.
Ao contrário do voluntarioso Putin, Lula conquista o sucesso ao provar que não é necessário sacrificar a liberdade em nome da estabilidade e que não existe motivo para ceder a liberdade política em troca de oportunidades econômicas. (...) O Brasil é um país respeitado e influente e serve de força propulsora à auspiciosa meta de integração sul-americana. Ainda que suas instituições não sejam perfeitas, ao contrário do que acontece na Rússia, elas vêm sendo reforçadas a cada dia.
O Brasil é uma das mais estáveis democracias mundiais, uma realização notável dado seu caráter multiétnico, sua diversidade geográfica e a grande proporção de sua população que continua vivendo na pobreza -motivos suficientes para que concedamos certa dose de respeito aos seus líderes.
Lula trabalhou nos limites de um processo livre e pluralista a fim de atingir sua meta de romper o ciclo de expansão e contração que afligia a economia brasileira havia gerações. Ainda que seja elogiado por ter mantido as políticas macroeconômicas "ortodoxas", sua maior contribuição está no reconhecimento de que o crescimento econômico e a justiça social são metas indispensáveis e complementares. Em lugar de recorrer a uma retórica populista vazia e divisiva, Lula está implementando programas práticos de combate à fome e à pobreza que vêm se tornando exemplos concretos para o resto do mundo.
Dados seus antecedentes como negociador sindical, Lula consegue observar a pessoa do lado oposto da mesa, avaliá-la e obter o melhor acordo para seu povo. O relacionamento pessoal inexplicável que estabeleceu com o presidente Bush pôs o Brasil como parceiro igual de Washington. Talvez o ponto mais forte de Lula seja que, diferentemente de Putin e de alguns dos líderes do setor de política externa do governo brasileiro, ele não considera que o relacionamento com os Estados Unidos seja uma questão definida em branco e preto. E sua persistência e autoconfiança representam o Brasil com perfeição.
Lula pode tornar a economia brasileira inabalável caso liberalize o mercado de trabalho, reforme o antiquado sistema tributário, dê incentivos ao setor de alta tecnologia e proteções dignas de um país de Primeiro Mundo à propriedade intelectual.
Ao fazê-lo, pode garantir que o Brasil concorra efetivamente pelo capital mundial necessário para sustentar um ritmo elevado de crescimento, gerar os milhões de empregos que representam a cura da pobreza e conduzir a economia brasileira a uma órbita mais elevada. Isso fará do Brasil um gigante industrial por direito próprio, em vez de um simples armazém de matérias-primas para a China.
Lula também pode resgatar sua política de comércio internacional das garras dos burocratas. Ele ocupa posição ideal para salvar um acordo mundial de comércio baseado em regras comuns, a fim de proteger os interesses das pequenas economias, pôr fim aos subsídios agrícolas que prejudicam os agricultores do Terceiro Mundo e gerar ampla prosperidade.
Por fim, Lula precisa encontrar uma maneira de domar os vestígios de corrupção que ainda afetam a maioria dos países da região. Um Estado de Direito é essencial a um governo responsável, à estabilidade política e a uma economia de mercado florescente. Não é tarde demais para enfrentar a praga da corrupção. Lula pode não ser um homem perfeito, mas é um bom homem. E mesmo a revista "Time" deveria reconhecer que um verdadeiro democrata e reformista é melhor que um autocrata superlativo -em qualquer lugar, em qualquer ano.
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ROGER NORIEGA , diretor do escritório de advocacia Tew Cardenas e pesquisador visitante do American Enterprise Institute, foi secretário-assistente do Departamento de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental (2001-2005) e embaixador na Organização dos Estados Americanos.
Folha acusa universidades públicas de "perda de eficiência"
A Folha fez as contas e concluiu que enquanto o número de matrículas vem crescendo nas últimas décadas, houve queda de quase 10% no número de formados nas universidades públicas nos últimos dois anos. Os dados utilizados na matéria são do próprio Ministério da Educação.
De posse desses números, a Folha sentencia: "O resultado representa uma perda na eficiência nessas instituições, que são financiadas com recursos públicos."
A matéria aponta algumas causas da evasão: a necessidade de o aluno começar a trabalhar e o descontentamento com os cursos.
Para a Folha, a queda do número de formados nas universidades públicas representa um "prejuízo financeiro para o Estado". A preocupação da Folha é com o montante de recursos destinados às instituições públicas de ensino superior - R$ 1,7 bilhão para custeio em 2008.
A Folha ouviu um aluno da USP, que está ameaçado de ser jubilado, caso não se forme até dezembro de 2008. "Tem um pouco de relaxo, também. Como não pagamos mensalidade, ficamos menos pressionados a terminar rapidamente. Vejo que meus colegas em faculdade particular se esforçam mais", disse o rapaz.
Pelo que se infere do depoimento do aluno, a solução é cobrar mensalidade nas universidades públicas - que automaticamente deixariam de ser públicas.
A Folha também ouviu o presidente da Andifes (associação que reúne as universidades federais), Arquimedes Diógenes Ciloni, para quem a diminuição do número de formados tem a ver também com o aumento do número de pobres que ingressaram na universidade.
"Mesmo que o curso seja gratuito, há gastos com transporte, livros, alimentação. Fica pesado, principalmente para os que precisam mudar de cidade. Muitos desistem", concluiu.
Então, a solução é combinar a cobrança de mensalidade com o impedimento da entrada de pobres na universidade.
A Folha ouviu ainda o ex-ministro da Educação no governo FHC, Paulo Renato Souza, que negou que tenha havido falta de investimento nas universidades na sua gestão à frente do Ministério.
A matéria não fala nada sobre a proposta de reforma do ensino superior do governo federal, que está parada nas gavetas do MEC e foi duramente combatida pela mídia e pelas universidades particulares.
De posse desses números, a Folha sentencia: "O resultado representa uma perda na eficiência nessas instituições, que são financiadas com recursos públicos."
A matéria aponta algumas causas da evasão: a necessidade de o aluno começar a trabalhar e o descontentamento com os cursos.
Para a Folha, a queda do número de formados nas universidades públicas representa um "prejuízo financeiro para o Estado". A preocupação da Folha é com o montante de recursos destinados às instituições públicas de ensino superior - R$ 1,7 bilhão para custeio em 2008.
A Folha ouviu um aluno da USP, que está ameaçado de ser jubilado, caso não se forme até dezembro de 2008. "Tem um pouco de relaxo, também. Como não pagamos mensalidade, ficamos menos pressionados a terminar rapidamente. Vejo que meus colegas em faculdade particular se esforçam mais", disse o rapaz.
Pelo que se infere do depoimento do aluno, a solução é cobrar mensalidade nas universidades públicas - que automaticamente deixariam de ser públicas.
A Folha também ouviu o presidente da Andifes (associação que reúne as universidades federais), Arquimedes Diógenes Ciloni, para quem a diminuição do número de formados tem a ver também com o aumento do número de pobres que ingressaram na universidade.
"Mesmo que o curso seja gratuito, há gastos com transporte, livros, alimentação. Fica pesado, principalmente para os que precisam mudar de cidade. Muitos desistem", concluiu.
Então, a solução é combinar a cobrança de mensalidade com o impedimento da entrada de pobres na universidade.
A Folha ouviu ainda o ex-ministro da Educação no governo FHC, Paulo Renato Souza, que negou que tenha havido falta de investimento nas universidades na sua gestão à frente do Ministério.
A matéria não fala nada sobre a proposta de reforma do ensino superior do governo federal, que está parada nas gavetas do MEC e foi duramente combatida pela mídia e pelas universidades particulares.
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